31/07/2009

Objectivo da CDU em Lisboa é aumentar o número de votos e eleitos

O número dois da lista da CDU em Lisboa, Bernardino Soares, apontou como objectivo para as legislativas aumentar os votos e os eleitos, sublinhando que os candidatos apresentados representam simultaneamente renovação e continuidade.
“Não nos contentamos com menos que seja aumentar os nossos votos e os nossos eleitos”, afirmou Bernardino Soares na passada 4ª fª, na cerimónia de apresentação da lista da CDU no distrito de Lisboa às eleições de 27 de Setembro.
Sublinhando que se trata de “uma lista em simultâneo de renovação e continuidade”, Bernardino Soares destacou o “elevado número de jovens candidatos”, 25%, bem como a inclusão de “mais de 40% de candidatas”, que estão na lista “não por quotas”, mas pelo contributo que têm dado à CDU.
Por outro lado, acrescentou, a lista da CDU é também uma lista de continuidade, porque “assume e dá seguimento ao trabalho” dos eleitos da CDU na Assembleia da República e se apresenta aos eleitores “com a serenidade do dever cumprido”.
Numa breve intervenção, Bernardino Soares não deixou também de deixar críticas implícitas aos adversários da CDU, garantindo que o processo de elaboração das listas “não motivou polémicas, pré-candidaturas, arranjos de bastidores, intrigas palacianas ou golpes de última hora".
“Ao contrário do que possam dizer, essas tristes disputas não são resultado de maior discussão ou democraticidade, são apenas o resultado de uma luta pela conquista de lugares, visando privilégios e protagonismo, que não existe na CDU”, frisou Bernardino Soares, que na última legislatura assumiu a função de líder da bancada parlamentar do PCP.
O deputado assinalou ainda que a lista da CDU no círculo de Lisboa inclui pessoas das mais diversas proveniências e actividades, nomeadamente operários, professores, intelectuais, agricultores, empresários, dirigentes sindicais ou artistas.
“Também nesta lista, tal como em geral na CDU, lado a lado com militantes comunistas, ecologistas e membros da Associação Intervenção Democrática, estão de pleno direito vários cidadãos que não tendo filiação partidária, não se escondem atrás de um certo estatuto de ‘independente’”, acrescentou, também numa crítica implícita aos restantes partidos.
Os cinco primeiros nomes da lista da CDU no círculo de Lisboa são Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, Bernardino Soares, Rita Rato, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, José Luís Ferreira, jurista e membro da comissão executiva do Partido Ecologista “Os Verdes”, e Miguel Tiago, biólogo.
Rita Rato, de 26 anos, e José Luís Ferreira, de 46 anos, também do PEV, são as novidades da lista da CDU em Lisboa relativamente aos nomes apresentados nas legislativas de 2005, quando a coligação PCP/PEV elegeu cinco deputados.
Rita Rato aparece em substituição do deputado António Filipe, que irá agora encabeçar a lista no círculo de Santarém, e José Luís Ferreira, que surge no lugar de Francisco Madeira Lopes.

Ver Lusa doc. nº 9957786, 29/07/2009 - 18:52

30/07/2009

A Lista da CDU às legislativas, pelo círculo eleitoral de Lisboa


A CDU apresentou, ontem, a lista de candidatos às legislativas, pelo círculo eleitoral do distrito de Lisboa. No espaço emblemático da cidade, como é o Café Martinho da Arcada, a presença dos candidatos e dirigentes das forças políticas que integram a CDU deram mais força às palavras de Bernardino Soares. Da sua intervenção ressalta a renovação que a lista apresenta, por integração de um elevado número de jovens candidatos, mas também o facto de ser uma lista de continuidade, na medida que assume a responsabilidade de dar seguimento ao trabalho dos eleitos da CDU na Assembleia da República.
A lista da CDU no círculo de Lisboa integra pessoas das mais diversas áreas e actividades, numa forma de representatividade da diversidade que o distrito de Lisboa apresenta. "Os Verdes" estão representados pelos candidatos José Luís Ferreira, Francisco Madeira Lopes, José Miguel, Claúdia Madeira e Dulce Arrojado, que em conjunto com os restantes, assumem o compromisso de dar voz às populações do distrito na Assembleia da República.
Para tal é necessário o reforço da CDU, que se consegue com mais votos na CDU e com mais deputados, de modo a que seja possível uma vida melhor para todos.

20/07/2009

Novo nº da Contacto Verde

Escolhas ecologistas
No novo nº da Contacto Verde o destaque vai para a revogação do regime dos PIN e PIN+ proposta por “Os Verdes”.
Na entrevista Rui Lopo, candidato da CDU por “Os Verdes” à Câmara Municipal do Barreiro, dá a conhecer a sua perspectiva sobre as questões ambientais do Concelho e defende a possível eleição de um vereador de “Os Verdes”.
No In Loco são apresentados os primeiros candidatos às eleições legislativas, que se irão realizar a 27 de Setembro, pelo círculo de Lisboa.
No Em debate escreve-se sobre a tertúlia organizada por “Os Verdes” sob o mote “O papel dos Caminhos-de-Ferro no desenvolvimento da Região do Grande Porto”.

16/07/2009

PROTAML dá prioridade à ferrovia contra o automóvel

A versão preliminar do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML) sugere alterações nas prioridades de investimento público ao nível dos transportes, apostando no modo ferroviário para contrariar o “excessivo” uso do rodoviário.
“A transformação profunda que se propõe no paradigma do transporte de pessoas e mercadorias (…) implica alterações nas prioridades de investimento público”, refere a primeira versão do PROTAML, aprovada na última reunião da comissão consultiva, que acompanha a revisão do documento.
O PROTAML abrange as NUT III Grande Lisboa e Península de Setúbal, com uma população de 2,75 milhões de habitantes, distribuídos por uma superfície de 2.944 quilómetros quadrados.
De acordo com a proposta preliminar, “devem prevalecer (…) os transportes colectivos em sítio próprio, com primazia para o comboio, o metro, o metro ligeiro ou outros modos correspondentes, adequados às procuras”.
“Foi no domínio dos Transportes e Logística, que o PROT 2002 menos resistiu às transformações estruturais que entretanto se verificaram na AML”, reconhece a proposta, realçando a “excessiva expansão do uso do transporte individual” e a “ausência de uma visão e de uma praxis no que concerne ao sistema de transportes na AML”.
“A inexistência de uma entidade metropolitana de transportes e a incontrolada dispersão das actividades por todo o território (…) são as duas dimensões maiores do desastre económico, urbanístico e ambiental”, refere a proposta.
Em relação às dinâmicas territoriais 2002-2009, “as grandes linhas foram antecipadas pelo PROTAML 2002”, sobretudo no que se refere à compactação de algumas áreas urbanas menos consolidadas e à afirmação de um conjunto de pólos que fortaleceram o potencial de policentrismo da Área Metropolitana.
A equipa responsável pela revisão do PROTAML reconhece que ”não foi possível suster, em várias frentes, tanto na Península de Setúbal, como na Grande Lisboa, o processo de fragmentação e dispersão urbanas, não obstante algumas acções de sucesso por parte das autarquias municipais. O automóvel individual, em correlação com o expressivo crescimento das infra-estruturas rodoviárias, foi o principal suporte deste dinamismo”.
A proposta reconhece ainda que, apesar dos esforços conjuntos do Estado e das autarquias, “ainda persistem importantes núcleos de habitats precários ou muito degradados, assim como áreas de habitação social em processo de declínio”.
O documento realça igualmente que as áreas industriais desactivadas têm uma forte representação na AML, “com particular expressão na Península de Setúbal, de Almada a Alcochete e no concelho de Setúbal, bem como no eixo Sacavém – Vila Franca de Xira, no concelho da Amadora e em situações pontuais de outros concelhos da Grande Lisboa, casos de Oeiras, Odivelas, Loures e Lisboa”. Entre 2002 e 2009, a situação da maior parte destes “pousios industriais” não se alterou, sublinha.
O sistema urbano, com os ajustamentos que agora são propostos, “vai permitir não só uma melhor localização das actividades económicas que o suportam – indústria, comércio, serviços, logística e turismo – como a sua distribuição harmoniosa, mitigando as conflitualidades na ocupação do território, que constituem ainda uma barreira ao desenvolvimento sustentável da AML”, refere ainda o documento.

Ver Lusa doc. nº 9902682, 14/07/2009 - 09:31

15/07/2009

AML aprova Recomendações de “Os Verdes”

O Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou ontem, na reunião da Assembleia Municipal, três Recomendações, tendo todas sido aprovadas.
Através da Recomendação sobre “A gestão pública dos espaços verdes da cidade de Lisboa”, “Os Verdes” pretendem, entre outras questões, que a CML mantenha a defesa, que anteriormente anunciara, de que os espaços verdes da capital se manteriam sob a gestão da CML, ao contrário das recentes tentativas de ‘outsourcing’ de parques e jardins emblemáticos da cidade, como Monsanto, Olivais ou da Avenida da Liberdade.
O PEV propôs, por isso, a urgente abertura de procedimento concursal, com o objectivo de admitir novos trabalhadores para a Divisão de Jardins e de Matas, que permitam suprir parte das actuais necessidades de pessoal, que pugne pela prestação do serviço público na manutenção e gestão dos espaços verdes da cidade, invertendo a tendência do recurso a empresas privadas, e que implemente as necessárias medidas conducentes à melhoria das condições de trabalho e das instalações, designadamente, as situadas no Jardim do Campo Grande.
Por sua vez, através da Recomendação sobre a “Requalificação do Jardim Constantino”, “Os Verdes” afirmaram-se preocupados com a situação degradante em que este espaço se encontra - quer a nível social, ambiental e de saúde pública -, considerando ser da máxima importância uma urgente intervenção neste espaço, por parte da autarquia.
Os dejectos vão-se acumulando, é visível lixo espalhado por todos os canteiros, o lago não tem água, as instalações sanitárias, integradas num quiosque decorado com seis painéis de azulejos, estão encerradas há anos, o jardim, que apresenta um rico património vegetal com espécies únicas, possui ainda o único parque infantil da freguesia, mas que não é utilizável, devido aos dejectos de sem abrigo.
Quando, em resposta, o vereador dos espaços verdes alegou que as obras previstas tinham em vista a construção de “esplanadas”, “Os Verdes” estranharam que a prioridade não fosse a da recuperação do parque infantil, do lago ou dos espaços verdes. Com efeito, ficou patente que o executivo dá preferência à concessão de quiosques e esplanadas, por a “concessão desse equipamento trazer dinheiro” extra ao município. Essa não é de certeza a prioridade dos residentes.
Em alternativa, “Os Verdes” exigem que a CML avance de imediato com a requalificação integral do Jardim Constantino, tendo como prioridade a resolução dos problemas mais graves - sociais, ambientais e de higiene pública - de forma a permitir o usufruto integral deste espaço público pelos munícipes.
Finalmente, através da Recomendação “Pela abolição da pobreza e exclusão social”, “Os Verdes” deixaram expressa uma saudação às associações de imigrantes e outras minorias que participaram no recente Fórum pela Cidadania e Justiça Social, recomendando vivamente à CML que estimule o Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania para que, tendo em consideração a diversidade cultural, defina e apresente projectos de apoio, em conjunto com as associações representativas dos imigrantes, que pugne por direitos iguais para todos, que passem pela abolição da pobreza e da exclusão social, nomeadamente, de minorias e das famílias imigrantes que trabalham e residem na capital.
A moção do PEV pretendeu ainda que a CML promova, junto dessas comunidades, medidas de acesso ao trabalho com direitos, à saúde, à habitação, bem como ao ensino e a actividades culturais, de desporto e lazer, tendo em vista a sua mais fácil integração social e participação activa na vida da capital.
O Grupo Municipal de "Os Verdes" abordou ainda as repetidas queixas dos moradores pelo ruído dos bares na zona das Janelas Verdes, requerendo que o município aí levante novas medições acústicas, revendo o horário de funcionamento nocturno daqueles estabelecimentos, como é desejo dos moradores

14/07/2009

Impacto da poluição atmosférica na saúde infantil

A equipa médica e científica do GISA - Gestão Integrada da Saúde e Ambiente apresentou na semana passada, em Sines, o estudo do impacte da poluição atmosférica na saúde infantil, que começou a ser realizado nos centros de saúde do Alentejo Litoral em Junho.
Este estudo epidemiológico é uma das componentes mais importantes do GISA, projecto que reúne os municípios da sub-região, universidades e empresas na construção de um sistema de monitorização da qualidade ambiental e da saúde. São estudadas todas as crianças nascidas no Alentejo Litoral entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2010, o que representa um total estimado de 3.295 pares mãe/criança.
Em execução até ao final de 2010, o projecto, pioneiro em Portugal, apresentará resultados sobre a situação actual e, mais importante do que isso, resultará num sistema de alerta e monitorização capaz de produzir dados em permanência a partir de 2011. Com efeito, o estudo epidemiológico agora iniciado resultará na definição das variáveis relevantes para a definição dos modelos do sistema de monitorização.
A delegada de saúde de Sines e representante da Administração Regional de Saúde do Alentejo no projecto, justificou a escolha das crianças como alvo do estudo pelo facto de ser o grupo mais vulnerável e em que está mais consistentemente demonstrada uma relação causal entre poluição atmosférica e problemas de saúde, de acordo com estudos internacionais.
As principais variáveis de saúde que estão a ser estudadas são o baixo peso à nascença, partos prematuros e desenvolvimento deficiente da criança até ao segundo ano de vida.
Para compreender melhor a percepção que as mães têm do risco da poluição, e também para despistar factores relacionados com hábitos e estilo de vida (fumadores na família ou contacto frequente com pesticidas) que podem afectar os dados recolhidos, é realizado em paralelo um inquérito sociológico às grávidas e mães, desenvolvido pelo ISCTE.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8212

Regras para a transferência de resíduos radioactivos

O Governo aprovou na passada 5ª fª, em Conselho de Ministros, a transposição para a ordem jurídica interna de uma Directiva do Euratom, relativa à fiscalização e ao controlo das transferências de resíduos radioactivos e de combustível gasto, revogando um anterior Decreto-Lei de 1996.
O diploma pretende simplificar o procedimento existente de fiscalização e controlo para a transferência de resíduos radioactivos ou combustível nuclear irradiado entre os Estados-membros, passando a abranger todas as transferências de combustível irradiado, independentemente de este se destinar a eliminação ou a reprocessamento.
Procura também garantir a coerência com outras disposições comunitárias e internacionais, designadamente a Convenção Conjunta sobre a segurança da gestão do combustível irradiado e a segurança da gestão dos resíduos radioactivos ou combustível nuclear irradiado a que a Comunidade aderiu em Janeiro de 2006.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8219

13/07/2009

Investigação ao contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara

O Ministério Público prepara-se para avançar com uma investigação à prorrogação do contrato de exploração do Terminal de contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas, por mais 27 anos.
A abertura do inquérito é uma consequência da auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao negócio da Administração do Porto de Lisboa (APL) com a Liscont, em Outubro de 2008, que foi feito sem concurso público e com base em projecções económicas dadas como duvidosas 1.
Esta é a primeira consequência directa do relatório preliminar do TC, em que as suspeitas são de que o Estado foi prejudicado no negócio de alargamento do prazo de exploração do terminal de contentores de Alcântara.
Em Maio, o documento do TC referia mesmo que não foram acautelados os interesses do Estado, devido à inexistência de concurso público, alertando também para o facto das projecções quanto à capacidade do porto de Lisboa não serem realistas.
Ou seja, o Governo prolongou a concessão alegando que a capacidade do porto poderá ficar esgotada antes de 2012. No entanto, em 2008, e de acordo com números da APL, no ano passado movimentaram-se menos quatro mil contentores do que em 2002.
Desde estes alertas do TC que o Ministério Público vem acompanhando o prolongamento da concessão à Liscont.
Principalmente porque o aditamento ao contrato, assinado em Outubro do ano passado com a empresa do universo Mota Engil, refere que a Liscont tem direito à reposição do equilíbrio financeiro, ou seja, está protegida dos prejuízos que possam resultar do investimento de quase 227 milhões de euros 2.

12/07/2009

Tempo de Antena do Partido Ecologista "Os Verdes"

video

Novo outdoor de "Os Verdes"

Começaram já a ser colocados, em Lisboa e Setúbal, os novos cartazes do Partido Ecologista “Os Verdes” que poderão ser vistos em todas as capitais de distrito e ainda nos concelhos de Mirandela e de Santa Maria da Feira.
O outdoor em causa aborda a temática da Produção e do Consumo Local que, para o Partido Ecologista “Os Verdes”, é uma área estratégica para a defesa e o desenvolvimento da economia nacional e regional.
Esta tem sido, aliás, uma questão na qual "Os Verdes" se têm empenhado desde há muito, pela absoluta necessidade de garantir a nossa soberania alimentar e de reduzir a nossa dependência externa, que é cada vez maior.
Por outro lado, esta é ainda uma questão que não pode ser dissociada do problema das alterações climáticas e da necessidade urgente de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa. Ao reduzir a necessidade do transporte de mercadorias em grandes distâncias estaremos a contribuir para a redução dessas emissões.

11/07/2009

Fórum pela Cidadania e Justiça Social

Realiza-se este fim de semana, no Fórum Lisboa (sede da Assembleia Municipal de Lisboa), o Fórum pela Cidadania e Justiça Social, com o seguinte Programa:
Sábado - Dia 11 Julho
14 h.- Abertura
14,30 h. - 1º Painel - Que Políticas de Imigração
- Regularização – Solim
- Reagrupamento Familiar - Casa do Brasil
- Mulheres Imigrantes – UMAR
(3 intervenções de 15 minutos cada sobre um dos temas, seguidas de 1,30 h. de debates e conclusões, até às 17 h.)
Moderador - Associação Caboverdeana
Relator – Solim
17,30 h. - 2º Painel - Políticas Sociais para a Igualdade
- Trabalho com Direitos – CGTP
- Pobreza e Exclusão social - Obra Católica
- Comunidade Cigana - Centro de Estudos Ciganos
(3 intervenções de 15 minutos cada sobre um dos temas, seguidas de 1,30 h. de debates e conclusões, até às 20 h.)
Moderador – PERCIP
Relator - Comunidade Islâmica de Lisboa
NOITE - Jantar volante multicultural e espectáculo

Domingo - Dia 12
10 h. - 3º Painel - Organização e Participação Cívica
- Organização e Participação - Olho Vivo
- Direito de Voto - SOS Racismo
- Cultura e Intervenção Cívica – Kapaz
(3 intervenções de 15 minutos cada sobre um dos temas, seguidas de 1,30 h. de debates e conclusões, até às 12,30 h.)
Moderador - Associação dos Ucranianos de Portugal
Relator – AMRTalude
13 h. - Discussão e aprovação do Caderno Reivindicativo a ser apresentado a todos os partidos candidatos às eleições para a Assembleia de República e autárquicas.
Mesa de Coordenação - AAMA, Mulher Migrante

10/07/2009

Carta aberta à TSF

Exmos. Senhores,

A TSF está a transmitir há várias semanas, ao Domingo de manhã, emissões especiais de duas horas dedicadas às barragens.

Estas emissões especiais, intituladas de “Energia da Água”, transmitidas no quadro do Programa Terra a Terra, nada teriam de censurável e até seriam, por certo, um excelente contributo para a reflexão desta problemática, que tanta polémica tem gerado no país, não fosse o caso das mesmas se encontrarem, logo à partida, infelizmente viciadas.

Tal como é dado a conhecer ao público pela própria TSF, estas emissões são patrocinadas e realizadas com o apoio da EDP e obviamente acabam por, na sua essência, ser mais uma peça da vasta campanha publicitária enganosa da EDP, que tenta branquear os impactes das barragens a nível ambiental, social e económico ou patrimonial, como no caso do Tua, e apresentar esta opção energética como promotora de desenvolvimento regional e a principal solução para os problemas energéticos do país.

O facto de nesta programação especial serem convidadas algumas vozes discordantes, não atenua, quanto a nós, em nada, o carácter orientado e publicitário destas emissões, que, como toda e qualquer publicidade, pretende vender um produto e não promover uma reflexão madura e informada sobre o assunto.

A emissão acaba assim, apesar de se apresentar como um trabalho de reportagem plural, por se revelar claramente parcial, e se assumir como um veículo de transmissão dos argumentos falaciosos do Governo e da EDP, escamoteando os impactos altamente negativos existentes e o papel insignificante do Programa Nacional de Barragens para a resolução o problema energético nacional.

Por tudo isto, “Os Verdes” não podem deixar de lamentar que um grande órgão de comunicação social nacional, de referência, que tem desempenhado um papel tão relevante na informação e debate públicos, como a TSF, tenha agora preterido o rigor e a imparcialidade, motes que deveriam ser inalienáveis, e se tenha disposto a embarcar nesta triste parceria com a EDP, que vem sem dúvida manchar indelevelmente a sua imagem.

Partido Ecologista “Os Verdes”
Lisboa, 10 de Julho de 2009

Os corvos de Lisboa estão a desaparecer

Sabia que os corvos que se alimentam de sementes difíceis de partir as atiram para o meio de uma estrada e esperam que os carros as esmaguem para então as comerem? Ou que algumas espécies são capazes de fabricar e utilizar pequenos instrumentos para alcançarem uma refeição desejada?
Apesar das surpreendentes provas de inteligência, o corvo, um dos símbolos da cidade de Lisboa, é cada vez mais raro de observar nos céus da capital. O uso de venenos e pesticidas e o abate ilegal são as razões para a diminuição do número de exemplares. Portugal é mesmo um dos poucos países da Europa onde a espécie continua a regredir, de acordo com um estudo da Birdlife International 1.
Símbolo da cidade de Lisboa, o corvo tem vindo aos poucos a desaparecer das áreas urbanizadas. Portugal é mesmo um dos poucos países onde as populações desta ave inteligente estão a diminuir. E nada está a ser feito para as proteger.
Não está em vias de extinção, é verdade. Mas aparece no Livro Vermelho dos Vertebrados como ‘Quase Ameaçada’, não se sabendo ao certo o número de casais existentes em Portugal. Estima-se que sejam menos de dez mil indivíduos.
“O corvo é uma espécie muito importante, mas não é das mais ameaçadas e, por isso, com os escassos recursos afectos à área do ambiente e conservação, não tem sido uma prioridade”, diz Gonçalo Elias, que faz observação de aves há mais de 20 anos e que, no ano passado, lançou um portal na Internet 2, com informação sobre mais de 400 aves.
Em Portugal, o corvo, embora cada vez mais raro, pode ser visto em diversas zonas, com excepção daquelas mais densamente povoadas. Em Lisboa, por exemplo, “só encontramos corvos no cabo Espichel e no Algarve o mais comum é vê-los no cabo de S. Vicente”. No Interior têm uma distribuição mais contínua.
Algumas lendas contam que quando uma pessoa morre, um corvo carrega sua alma até o paraíso. Por isso, dois corvos figuram nas armas de Lisboa, pousados numa caravela, um à proa e outro à popa, vigiando o corpo de S. Vicente, o padroeiro da cidade, durante a viagem dos ossos do santo desde Sagres até Lisboa.
Aliás, não há muitos anos, era comum ver corvos nas tabernas dos bairros típicos da capital, passeando impávidos pelos passeios ou imitando as vozes dos clientes mais habituais.
Os corvos são principalmente necrófagos, embora se alimentem também de pequenas aves e mamíferos, numa dieta que inclui ainda ovos, caracóis e cereais. Devido aos seus hábitos alimentares e ao negro brilhante das suas penas, são vistos, na mitologia, como portadores de maus presságios, surgindo muitas vezes associados a bruxas e feiticeiras. E à morte.
Hoje, temido e mal-amado por muitos, o corvo é muitas vezes morto pelos caçadores e agricultores sem qualquer razão ou por simples prazer. “Os agricultores, confundem corvos com gralhas, e em muitos casos, por não simpatizarem muito com estas aves, acabam por abatê-los, mesmo sendo uma espécie protegida”. Por outro lado, a utilização intensiva de pesticidas na agricultura acaba por ser responsável pela morte de muitas aves, que absorvem os venenos através dos animais de que se alimentam.
“Os corvos, tal como outros aves necrófagas, têm um papel muito importante no equilíbrio ambiental”, lembram os biólogos. Mas os poucos estudos feitos sobre a ave mostram que, em Portugal, pouco ou nada está a ser feito para proteger a espécie e evitar que os corvos se juntem à lista negra das aves em extinção.
Devíamos seguir o exemplo da Inglaterra, onde a ave é protegida pela própria rainha. Sempre que um dos famosos corvos da Torre de Londres morre ou desaparece é obrigação da Guarda Real proceder à sua substituição imediata. Tudo para que não se realize a profecia: Londres desaparecerá quando, na Torre, morrer o último corvo.
Muitas subespécies poucas diferenças
Os corvos vivem em bandos com estrutura hierárquica bem definida e formam, geralmente, casais monogâmicos. A sua alimentação é omnívora e inclui pequenos invertebrados, sementes e frutos; podem ser também necrófagos. O corvo é o maior de todos os corvídeos, chegando quase aos 70 cm de comprimento. Tem um bico forte e curto, e uma ‘barba’ hirsuta, que o distingue da gralha, também um pouco mais pequena.
Na Península Ibérica habita o Corvus corax hispanus, uma subespécie que se distingue do mais comum Corvus corax corax pelo tamanho, uma vez que “os animais do Norte da Europa tendem a ser um pouco mais robustos para melhor lidar com as condições adversas”.
Mas a verdade é que entre as diversas subespécies - e em todo o mundo existem mais de 40 - as diferenças não são geralmente muito claras, nem mesmo em termos de plumagem já que visualmente são todos pretos. “Estão relacionadas com pormenores como o tamanho das patas ou das asas e outros detalhes morfológicos apenas distinguíveis com as aves na mão” 3.


1. Ver www.birdlife.org
2. Ver http://avesdeportugal.info
3. Ver http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1295486&seccao=Biosfera

Preços altos, falta de estacionamento e ruído afastam moradores

O elevado preço da habitação, a impossibilidade dos senhorios fazerem obras, a falta de estacionamento para moradores e o ruído foram alguns dos problemas apontados na consulta pública do Programa Local de Habitação (PLH) de Lisboa.
De acordo com o relatório da consulta púbica do PLH, as principais sugestões/comentários dos participantes das sessões realizadas abrangeram ainda a importância de viver o quotidiano nos bairros da cidade, garantindo a limpeza urbana, os espaços verdes e as esplanadas.
A falta de confiança no mercado de arrendamento, provocada sobretudo pela falta de cumprimento das mensalidades, foi outro dos problemas apontados.
Os participantes realçaram também a importância de apoiar a dinamização cultural, aproveitando a cedência de devolutos, e mostraram grande expectativa em relação ao programa de acção respiração local, que prevê a ocupação e rentabilização dos logradouros e espaços vazios da cidade, dando como exemplo o espaço antigamente ocupado pela Feira Popular.
A aposta na formação para a reabilitação urbana e a necessidade de facilitar o arrendamento jovem foram outras das sugestões.
Melhorar a qualidade do parque habitacional (público e privado), da vida urbana e a coesão territorial, promover a coesão social, adequar a oferta à procura de habitação, poupar recursos, dar prioridade à reabilitação, garantir os solos necessários para (re)habitar Lisboa e promover a administração aberta são os oito objectivos do PLH.
A consulta pública da matriz estratégica do PLH, que decorreu entre 21 de Maio e 21 de Junho, permitiu recolher mais de 1.100 respostas ao questionário sobre os objectivos do PLH e mais de 300 comentários individuais.
Foi feita através dos sítios da Internet da CML e do PLH, de um formulário próprio com um questionário sobre os objectivos do programa, disponível no balcão de atendimento ao munícipe e em todas as juntas de freguesia de Lisboa, além de cinco sessões organizadas entre os dias 15 e 19 de Junho, uma delas na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras.
Os programas locais estão previstos no Plano Estratégico de Habitação 2008/2013, da responsabilidade do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), e permitirão às autarquias, em articulação com a Administração Central, ajudar a regular o mercado de habitação.
A existência dos programas locais de habitação condicionará no futuro a apresentação de candidaturas a financiamentos públicos nesta área.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=140975

09/07/2009

Bambu, um material ecológico e lucrativo


É a nova tendência um pouco por todo o mundo: o bambu ganha adeptos e novas funcionalidades, até como componente de meios de locomoção.
Sendo a planta do mundo que cresce mais depressa, e com uma força tênsil superior à do aço, o bambu está a ganhar terreno entre as plantações mais lucrativas.
Com a crescente consciência da necessidade de nos relacionarmos melhor com a Natureza, o bambu está agora a ser usado como quadro de bicicleta, desde África à Europa, passando pelos Estados Unidos.


Ver artigo completo IN Metro 2009-07-06, p. 6

SRU da Baixa tinha uma administração despesista

O Tribunal de Contas (TC) recomendou ao município de Lisboa que faça depender a criação de empresas à existência de estudos que provem a viabilidade económica, num relatório onde conclui que a Sociedade de Reabilitação da Baixa tinha uma estrutura muito pesada.
De acordo com o relatório do TC, ao contrário da solução defendida num dos estudos prévios à criação da Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina (BP SRU), que aconselhava apenas um administrador com funções executivas e dois vogais não remunerados, a empresa optou pelos três administradores remunerados, apesar “da debilidade da sua situação financeira”.
O Tribunal de Contas realça ainda que a criação da BP SRU ocorreu “num quadro de viabilidade económica operacional com significativos constrangimentos”, lembrando que os estudos prévios já apontavam que a empresa resultaria num “exercício de descapitalização acelerada, sem perspectivas de recuperação financeira”.
O TC indica ainda que o estudo prévio à criação da BP SRU e o “Plano de Trabalhos para 2005/2006” já anteviam a impossibilidade de recurso ao crédito e a necessidade de a empresa custear o seu funcionamento com recurso aos capitais próprios durante os primeiros anos de actividade, “em que não teria possibilidade de captar receitas”.
Segundo o relatório final do Tribunal de Contas, os resultados de exploração da SRU da Baixa Pombalina foram sistematicamente deficitários “em consequência da preponderância dos Custos com Pessoal, que tiveram um peso relativo médio, no período 2004-2007, na ordem dos 66% face ao total dos custos e perdas”.
Para o TC, a despesa com os três elementos da administração “contribuiu em larga medida (cerca de 14,5%) para a formação da situação deficitária da BP SRU”.
Os pagamentos de remunerações e de despesas de representação aos administradores ascenderam, no conjunto dos anos de 2005 a 2007 a 510.603 euros, quando o passivo acumulado da empresa no mesmo período ultrapassou os 3,5 milhões de euros.
A BP SRU foi uma das duas sociedades de reabilitação urbana de Lisboa extintas este ano por maus resultados financeiros. Tal como já tinha feito no relatório preliminar, o TC aponta a ilegalidade da entrada da EPUL na BP SRU. A auditoria do TC centrou-se no exercício de 2006, mas a análise estendeu-se a 2005 e 2007.
O Tribunal de Contas aponta ainda um decréscimo na ordem dos 71 por cento do capital próprio da BP SRU no período analisado, passando de 4,9 milhões para quase 1,5 milhões, “decorrente dos sistemáticos resultados líquidos financeiros”. Em 2006 a BP SRU já tinha perdido mais de metade do seu capital social, segundo o TC.
Nos três exercícios completos (2005/2007) a BP SRU participou na elaboração do Plano de Revitalização da Baixa-Chiado, elaborou os Termos de Referência dos Planos de Pormenor da Baixa Pombalina e do Aterro da Boavista Nascente.
Adjudicou as vistorias necessárias ao levantamento detalhado do parque habitacional do seu universo de actuação, fez a caracterização das actividades económicas e dos equipamentos da sua zona de intervenção e reabilitou, por empreitada, de um dos imóveis do seu património recebido da EPUL.
“A inexistência de orientações estratégicas claras, decorrentes do exercício da função accionista, e a falta de dotação de meios essenciais à prossecução da sua actividade contribuíram decisivamente para a situação descrita”, indica o TC.

Ver Lusa doc. nº 9874925, 06/07/2009 - 17:54

08/07/2009

Projecto de Lei de "Os Verdes" sobre os PIN

Discute-se hoje, dia 8 de Julho, na Assembleia da República, o Projecto de Lei 861/X de “Os Verdes” que abole o regime jurídico dos projectos de interesse nacional (PIN e PIN+).
Para “Os Verdes”, este é um regime que se encontra sustentado em dispensas de actos administrativos, que não têm qualquer razão de ser, na sobreposição de normas ambientais e de ordenamento do território e num incompreensível sistema de excepção sobre essas normas, tendo dado origem, por inúmeras vezes, a verdadeiros atentados e a privilégios inqualificáveis em nome de um suposto interesse nacional para mascarar os interesses particulares que, em primeira linha, acaba por servir.

Acrescenta-se a tudo isto, uma falta de rigor, informação, debate e transparência inerente a todo o processo de reconhecimento, a não existência de consulta pública aberta e a falta de exigência quanto à apresentação de fundamentação de classificação de um Projecto como PIN.

Para além disso, a falta de avaliação e de fiscalização nestes processos é uma realidade, não se sabendo sequer, em Portugal, qual a área total de RAN e REN afectada por PIN e PIN +.

Por todas as razões expostas, o PEV considera que é totalmente inconcebível que este regime se mantenha em vigor e, por isso, apresenta esta iniciativa legislativa que pretende a sua anulação, através da revogação dos Decreto-Lei nº 285/2007, Decreto-Lei nº 157/2008 e Decreto-Lei nº 174/2008.

Poluição em Lisboa e Porto

Faz hoje 5 anos - foi em 8 de Julho de 2004 - que a Comissão Europeia processou Portugal pela ausência de planos de redução da contaminação do ar, em especial em Lisboa e Porto.

Hoje: Tempo de Antena de "Os Verdes"

Não percas o Tempo de Antena de "Os Verdes".

Vai para o ar hoje, na RTP1, antes do Telejornal.

Legislativas: Apresentação de candidatos por Lisboa

Amanhã, dia 8 de Julho de 2009, às 18h, vão ser apresentados os candidatos da Lista da CDU às Eleições Legislativas pelo Círculo de Lisboa, no Hotel Altis (Sala Roma) em Lisboa (Rua Castilho).
Com a participação de José Luis Ferreira, de “Os Verdes” e Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.

A nossa presença é importante para dar força ao projecto.
Vamos todos juntos apoiar os candidatos de Lisboa.
Aparece e traz um amigo!

07/07/2009

Novo nº da Contacto Verde


Por uma outra política
Nesta edição da Contacto Verde o destaque vai para a interpelação ao Governo promovida por “Os Verdes” na Assembleia da República sobre ambiente, desenvolvimento e política energética.
Na entrevista, Álvaro Saraiva, membro da Comissão Executiva de “Os Verdes” e candidato da CDU à presidência da Assembleia Municipal do Montijo, dá a conhecer a avaliação ecologista da actual política do Governo no domínio das autarquias e os pontos-chave da acção de “Os Verdes” no Montijo.
No In Loco são apresentados os cinco primeiros candidatos às eleições legislativas, que se irão realizar a 27 de Setembro, pelo círculo de Setúbal.

O condomínio do planeta Terra

Ao longo de dois dias, o Fórum Internacional do Condomínio da Terra contou com a participação de dezenas de personalidades de diferentes países, entre ambientalistas, economistas, especialistas em direito internacional, professores universitários e dirigentes de organizações de defesa do património natural da Terra.
A Declaração de Gaia 1, disponível na Internet e que defende uma articulação entre a economia, o direito e o funcionamento global do planeta, conta já com mais de 17 mil subscritores, segundo os seus promotores.

Segundo adiantou o ambientalista e autor do livro ‘Condomínio da Terra’, à margem do fórum internacional com o mesmo nome que decorreu em Gaia, o texto final da declaração foi firmado domingo, não tendo havido “propostas de alteração”.
Na Declaração de Gaia sustenta-se que há “bens indivisíveis” no planeta - a atmosfera, a hidrosfera e a biodiversidade - que circulam de forma global e têm que ser declarados “partes comuns”, a gerir em conjunto como se o planeta se tratasse de um condomínio.
Os subscritores defendem ainda que a manutenção dos ecossistemas deve ser entendida como uma actividade económica e que “os cidadãos têm direito equitativo de utilização dos bens comuns do planeta”.
“A Declaração de Gaia - assim denominada porque esta campanha global para a preservação do planeta foi lançada em Março na cidade portuguesa de Gaia, que tem o nome da deusa grega da Terra - propõe que haja uma articulação entre a economia e o direito e entre estes e o funcionamento global do planeta”.
Durante o Fórum Internacional do Condomínio da Terra, que decorreu este fim de semana, dias 4 e 5 de Julho, foi estabelecido um acordo com o movimento mundial
www.350.org, que luta pelo recuo das emissões de dióxido de carbono na atmosfera das actuais 390 para as 350 partes por milhão, considerado pelos cientistas “o limite máximo seguro”.
Conforme salientou, “se não se conseguir voltar das actuais 390 partes por milhão para as 265 existentes antes da Revolução Industrial, em pouco tempo não haverá retorno possível. Se chegarmos às 450 - o que ao ritmo actual acontecerá dentro de 10 anos - já não há nada a fazer. Tem que haver um equilíbrio entre os limites ambientais e a economia”, sustentou, referindo que foi “nos últimos 10 anos” que esse equilíbrio foi rompido 2.

Vegetais são os alimentos com mais antioxidantes

Uma dieta rica em vitaminas e enzimas é a melhor fonte de antioxidantes. Amoras e ervilhas são óptimas opções. Os antioxidantes são essencialmente vitaminas (A, C e E) e enzimas e estão presentes sobretudo nas frutas e legumes.
“As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas em ingerir alimentos como os vegetais, ricos em propriedades antioxidantes”. A constatação é dos nutricionistas, que associam este maior cuidado com a saúde “à forte evidência científica na prevenção de doenças e haver cada vez mais divulgação desta informação”.
“Quanto mais coloridos forem, mais ricos são”, garantem os médicos. “Os fitoquímicos, as substâncias que dão cor aos vegetais, têm muitas propriedades antioxidantes”.
Exemplo são os frutos vermelhos, como a amora, a framboesa, o morango e os mirtilos, em que “a sua cor avermelhada escura é representativa dessa acção preventiva”. Outras frutas como a melancia e o tomate e os citrinos, quivi e a manga, ricos em vitaminas C e A, também têm as mesmas propriedades contra o envelhecimento.
“Os frutos secos, por exemplo, riscos em vitamina E, também são óptimos pela sua acção antioxidante. No entanto, um estudo indica que a ingestão deste grupo de vitaminas em doses muito elevadas aumenta o risco, apesar de pequeno, de doenças cardiovasculares”, alerta um farmacologista.
As substâncias antioxidantes também podem ser consumidas no peixe e na carne, fontes de selénio e potássio, no alho, cereais, chás e mariscos.
“Pelo estilo de vida que temos hoje em dia, o stress, o tabaco, deixam o nosso organismo mais sujeito à produção de excluir os radicais livres nocivos. O nosso organismo tem capacidade de os excluir, mas quando são produzidos em excesso podem tornar-se perigosos. Por isso temos de ter estes alimentos na base da nossa alimentação, para conseguir neutralizar essas moléculas prejudiciais”.
“Os portugueses deviam sentir-se uns privilegiados nesta matéria, porque a nossa dieta mediterrânica é óptima para combater os radicais livres e retardar o envelhecimento”, constata um professor de farmacologia. De qualquer forma, basta a ingestão de uma dieta pouco calórica e nutritiva para se conseguir viver mais tempo, dizem os especialistas.
Um estudo de uma associação britânica sugere ainda que a restrição calórica, mas com qualidade nutricional, aumenta a vida de muitos animais em 30% a 40%.

06/07/2009

Conselho Nacional de “Os Verdes” analisa a situação económica e social

O Conselho Nacional de “Os Verdes” reunido sábado na cidade do Porto, procedeu à preparação das próximas eleições e à análise da avaliação da situação eco-política nacional e internacional, destacando-se as seguintes conclusões:
Os Verdes” olham para a actual situação de crise nacional, já instalada no nosso país muito antes do deflagrar da crise internacional, com extrema preocupação e cautela perante os anúncios de “sinais positivos” que o Ministro das finanças prenuncia. Face aos indicadores e opiniões de especialistas que apontam que apenas em 2013 se poderá contar com uma saída sustentável da crise, a corrida eleitoral não pode justificar anúncios menos responsáveis.
O 1º Ministro, teimosamente agarrado a interesses instalados e à incapacidade de fazer face à generalização do risco de pobreza, depois de ter demitido o Ministro da Economia pelo gesto inqualificável que este teve no Parlamento, entendeu, nessa sequência, atribuir a pasta da economia, em acumulação, ao Ministro das Finanças.
Os Verdes” consideram incompreensível esta opção, porque os tempos são duros e requerem que a pasta da economia se disponibilize para conhecer pormenorizadamente os problemas do país, a tempo inteiro, e nunca a meio tempo, por forma a encontrar soluções adequadas. O actual Ministro das Finanças será assim Ministro da Economia nas horas vagas ou será o contrário? Acresce que, com esta solução, sendo competência do Ministério das Finanças fiscalizar a Economia, fiscalizado e fiscalizador serão uma e a mesma pessoa!
Esta opção, demonstra que Sócrates não dá a relevância necessária à pasta da economia que deveria ser determinante para resolver problemas do país, como de resto já vinha sendo notório pela forma como o Primeiro-Ministro tolerava a ineficácia do então Ministro da Economia.

O Conselho Nacional de “Os Verdes”, Porto, 4 de Julho de 2009
Ver
www.osverdes.pt

“Os Verdes” debatem transportes ferroviários

No âmbito da reunião do seu Conselho Nacional, o Partido Ecologista “Os Verdes” promoveu, 6ª fª à noite, no Café Brasileira na cidade do Porto, uma Tertúlia Verde intitulada “O papel dos caminhos-de-ferro no desenvolvimento da Região do Grande Porto”.

Do debate, que contou com a presença de diversas associações de defesa da ferrovia e comissões de utentes de transportes públicos, resultou claro que a estratégia que há vários anos é seguida em relação a este meio de transporte público no nosso país se tem pautado por desinvestimento, por encerramentos, pela desadequação (a nível de horários, tarifários, bilhética, etc.) do serviço prestado às reais necessidades de mobilidade das populações conduzindo ao afastamento paulatino dos utilizadores (apenas contrariado nos últimos tempos por efeito da crise económica) em claro prejuízo do serviço público que deveria desempenhar.
Nas últimas décadas, ao mesmo tempo que construímos 2.700 Km de novas auto-estradas e vias rápidas, encerrámos 900 Km de linhas ferroviárias o que denota o sentido das políticas nacionais de promoção do automóvel em detrimento do comboio o que representou um erro crasso na sustentabilidade energética, económica, ambiental e social do país, como “Os Verdes” denunciaram na última interpelação ao Ministério do Ambiente que insiste teimosamente num altamente destruidor e ineficaz Plano Nacional de Barragens, que custará 5.000 milhões de euros para responder apenas a 1% do consumo energético nacional.
O recentemente publicado Decreto-Lei nº 137-A/2009 de 12/06, que transforma a CP numa entidade pública empresarial (EPE) e o seu sector de mercadorias (CP carga) numa sociedade anónima (SA), vem escancarar as portas à futura privatização desta empresa quando procede ao seu desmembramento autonomizando os diferentes segmentos do transporte de passageiros, permite a subconcessão a privados dos segmentos rentáveis desse serviço deixando para o público apenas o défice.
Novidade foi ainda o conhecimento da recusa tácita do Governo em entregar a “Os Verdes” os Relatórios das Inspecções com base nos quais, supostamente, terá o Governo decidido suspender as linhas do Corgo e Tâmega, que se vieram assim juntar à linha do Tua, e que leva a temer pelo pior no futuro destas duas linhas com o seu encerramento definitivo e substituição pelo modo rodoviário.

Porto, 3 de Julho de 2009
Ver
www.osverdes.pt

05/07/2009

Por um desenvolvimento sustentável

Na Conferência de Estocolmo sobre Ambiente a humanidade tomou consciência que o desenvolvimento para ser sustentável, tem de respeitar o ambiente. Num ano de crise financeira e económica, os problemas ambientais também não podem ser ignorados.
O desenvolvimento sustentável tem de estar associado à compatibilização de objectivos de natureza ambiental (garantia de que a escala das actividades humanas não excede a capacidade de sustentação dos ecossistemas), de desenvolvimento económico (procurando maximizar-se o bem-estar colectivo) e social (garantindo uma distribuição justa dos recursos e oportunidades, entre indivíduos de uma mesma geração e entre gerações).
O conceito de desenvolvimento sustentável, na sua definição expressa no Relatório da Organização das Nações Unidas «O nosso futuro comum» (conhecido por Relatório Brundtland) e posteriormente integrado na Agenda 21, pressupõe um modelo de desenvolvimento que permita assegurar a satisfação das necessidades das gerações actuais, sem comprometer as possibilidades de desenvolvimento das gerações futuras. A salvaguarda desta possibilidade implica a necessidade de manutenção da base de capital (natural, produtivo e humano) disponível para satisfação das mencionadas necessidades.
Numa perspectiva de sustentabilidade forte assume-se que as três formas de capital referidas - natural, produtivo e humano - são complementares e não substituíveis entre si, o que implica a manutenção equilibrada, por si só , de cada uma destas bases de activos. A adopção desta perspectiva de sustentabilidade, mais do que a noção de compatibilização e optimização simultânea de objectivos económicos, sociais e ecológicos, pressupõe a realização de escolhas responsáveis na sociedade, ou seja, numa base democrática e participada do que deve ser mantido, requalificado ou desenvolvido.
Num ano de crise financeira e económica, os problemas ambientais também não podem ser ignorados.
Não é com baixa das coimas ambientais que se vai revitalizar a economia. É antes um sinal contrário ao princípio do poluidor-pagador. Os custos ambientais têm de ser internalizados e não podem ser custos para toda a sociedade.
Tem havido uma erosão interna da Administração Pública, houve organismos que foram desmantelados e ficaram só com alguns funcionários que tinham um salário mais baixo. Essa erosão dos serviços do Estado tem levado a uma perda de competência técnica em diversas áreas, como é o caso dos serviços florestais.
Em diversos serviços do Estado pratica-se cada mais o 'outsourcing', que consiste em contratar empresas externas para prestação de serviços. Com isso tem havido perda da memória estratégica, por isso também nas áreas relacionadas com o ambiente deixa de haver pessoas com conhecimentos acumulados ao longo da carreira, e pessoas com o sentido do serviço público.
A actual crise tem permitido que nos aproximemos das metas do Protocolo de Quioto no que respeita aos objectivos da redução de emissões de gases com efeito de estufa, mas tem de se aproveitar isso para potenciar a eficiência energética nas casas, na indústria e nos transportes.
A actual crise pode ser um momento adequado para a criação de «empregos verdes», empregos ligados à protecção do ambiente, mas que podem atenuar o flagelo do desemprego.

04/07/2009

Associações da Plataforma por Monsanto rejeitam acordo com Festival Delta Tejo

Doze das treze associações da Plataforma por Monsanto decidiram não assinar qualquer acordo com o patrocinador do festival Delta Tejo, que se realiza naquele parque, por contestarem as compensações oferecidas e o impacto ambiental do evento.
Depois de o grupo ter protestado contra a falta de limpeza dos terrenos após a edição do ano passado do festival, a Delta Cafés SGPS entrou em diálogo com as associações ambientais e de cidadania, organizando duas reuniões.
À Plataforma acabou por lhe ser apresentada uma proposta de união de esforços para reduzir o impacto ambiental da iniciativa, na qual a empresa se comprometia, entre outros, a realizar uma campanha de sensibilização, a utilizar meios e materiais ecológicos, a construir casas de banho (que serão hoje inauguradas) no parque e a compensar a pegada ecológica do evento com projectos de preservação da natureza “noutras zonas do país”.
No entanto, Manuel Verdugo, da Plataforma, sublinhando que o grupo discorda mesmo da realização de festivais no espaço verde de Monsanto, pois “a acção é praticada em Monsanto e as contrapartidas relativas a alguma atitude mais agressiva para o ambiente não são sequer em Lisboa. Temos tantos espaços na cidade mais adequados. Há uma ideia errada de Monsanto, quando se encerra equipamentos é para lá que os mandam, mas Monsanto tem de se preservado”.
O representante apontou a “invasão de carros” que por vezes derrubam arbustos, a falta de respeito de algumas pessoas e a poluição sonora - com impacto no estado de espécies como a coruja - como principais problemas. Disse que, ainda assim, o acordo com a patrocinadora poderia ser equacionado se as contrapartidas fizessem a diferença em Monsanto a nível ecológico.
Já a Quercus optou por estabelecer uma parceria: segundo informação da Delta Cafés, a empresa e a associação acordaram que a produtora de café vai participar no projecto de conservação do Caniçal no Vale do Tejo, residência da maior colónia de garças portuguesa, além de apoiar a plantação de árvores na área desflorestada de Portas de Ródão (o que tem a haver com Monsanto??).
“Iniciámos um processo de diálogo com a Delta e consideramos que não se pode agora interromper o diálogo só porque, de repente, os projectos de compensação não são os melhores. Nós assumimos que a proposta seria para nós aceitável, as outras associações são livres para aceitar ou não”.
Para a organização ambientalista, que na 6ª fª assinou uma carta de entendimento com a empresa, não parece correcto quebrar as negociações depois de um ano de conversações e mesmo antes do evento, que decorre entre hoje e domingo.
Quanto à adequação do Parque Florestal de Monsanto para a realização de festivais, a Quercus afirma que não vê (??) total incompatibilidade, embora admita que “talvez aquele não seja o local mais apropriado”.

Ver Lusa doc. nº 9864683, 03/07/2009 - 14:10

03/07/2009

Amanhã há Conselho Nacional do PEV no Porto

No próximo sábado, dia 4 de Julho, reúne-se no Porto o Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, órgão máximo entre Congressos.
Nesta reunião será feita a análise da situação política actual, a análise dos resultados das eleições europeias, recentemente realizadas, e ainda a preparação dos dois actos eleitorais que se aproximam: eleições autárquicas e eleições legislativas.
Ainda hoje à noite, “Os Verdes” organizam uma tertúlia em defesa da ferrovia “O papel dos Caminhos-de-Ferro no desenvolvimento da Região do Grande Porto”, que decorrerá a partir das 21h30 no Café Brasileira.
Esta iniciativa, que contará com a presença do deputado do PEV, Francisco Madeira Lopes, tem como principal objectivo reflectir e agir na defesa do transporte ferroviário colectivo, um meio de transporte mais seguro e amigo do ambiente.

Ver
www.osverdes.pt

Crescem os empregos verdes

Engenheiro de energia, biotecnólogo, marketeer ambiental, advogado do ambiente, consultor de mercado de carbono. O mercado do ambiente tem criado, ao longo dos tempos, um leque variado de profissões e de postos de trabalho. Nos próximos anos, este mercado, impulsionado pela temática das alterações climáticas e das energias renováveis, deverá ser ainda mais representativo.

Actualmente são já 3,4 milhões os postos de trabalho a nível mundial relacionados com as energias renováveis, os transportes sustentáveis, bens e serviços energeticamente eficientes, e o emprego com baixas emissões de carbono, indica um relatório recente da WWF. A Associação dá conta de que os empregos gerados em sectores mais amigos do ambiente estão já a ultrapassar os das indústrias poluentes tradicionais, cerca de 2,8 milhões, ligados à exploração de minério, electricidade, gás, cimento, ferro e aço.
O estudo “prova que as políticas e tecnologias amigas do ambiente são uma contribuição positiva para a economia”, destaca o responsável da WWF pelas políticas climáticas e energéticas europeias. E acrescenta: “Se os políticos continuarem a apoiar indústrias poluentes, a Europa terá de enfrentar custos elevados dessa decisão no futuro, tanto em termos económicos como ao nível dos impactes no meio ambiente”.
Energia, água e resíduos são áreas que, futuramente, conhecerão um novo fôlego nos próximos anos em todo o mundo, e Portugal não é excepção. As tecnologias limpas e de eficiência energética granjeiam os principais investimentos. Só no campo da energia deverão ser investidos 18.300 milhões de euros até 2014, uma quantia absorvida em 50% pelas renováveis. Dados da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren) apontam para a disponibilização de mais de 6 mil milhões de euros de investimento privado nas energias renováveis até 2010.
Um outro relatório, intitulado “Empregos Verdes: Rumo ao Trabalho Decente num Mundo Sustentável e com Baixo Carbono”, que foi lançado no ano passado pelo programa ambiental da Organização das Nações Unidas e pela Organização Internacional do Trabalho, dá conta de que mais de 20 milhões de pessoas deverão trabalhar com empregos verdes até 2030.
Só na área da indústria e agricultura ligadas aos biocombustíveis espera-se a criação de cerca de 12 milhões de novos empregos em duas décadas. A indústria de painéis solares, englobando a fabricação, instalação e manutenção de painéis, geraria outros 6,3 milhões de empregos no mesmo período, enquanto que a indústria eólica somaria mais 2,1 milhões de empregos.
Actualmente, haverá 400 mil trabalhadores europeus nas áreas das energias renováveis, 2,1 milhões em transportes eficientes e 900 mil pessoas a trabalhar na área de bens e serviços “amigos do ambiente”. Entre estes postos de trabalho incluem-se os de empresas de construção, instalação e manutenção de parques eólicos e painéis solares, construção civil com vista ao melhoramento de eficiência energética, além de postos de trabalho indirectos.

Alunos dos cursos de ambiente diminuem

Com o mercado do ambiente em crescimento, e consequentemente com o aumento de ofertas de trabalho no sector, a opção por cursos ligados à área tem sido uma aposta nos últimos anos pelos candidatos ao ensino superior. Mas, apesar de ser cada vez mais necessária mão-de-obra para esta área, já começa a haver excesso de diplomados.
Os primeiros cursos de Engenharia do Ambiente nasceram em 1978 nas Universidades Nova de Lisboa e na de Aveiro. Actualmente, existirão mais de 2000 engenheiros do ambiente, uma oferta que já ultrapassa as necessidades. “O número de pessoas colocadas no mercado é excessivo”, avisa um professor do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa.
Talvez por essa razão, verificou-se, em 2008, uma redução do número de cursos superiores na área ambiental de perto de 50 para cerca de 35. A redução dos cursos na área do ambiente tem sido a tónica nos últimos quatro anos, bem como do número de vagas e de alunos colocados em cursos de ambiente.
Mas esta não é uma situação singular em Portugal. Na Holanda, por exemplo, “a procura de diplomados na área do ambiente tem vindo a decrescer e os cursos afins têm vindo a ser encerrados. Resta praticamente somente um curso em Delft”, sublinha um professor da Universidade do Minho.
Independentemente do elevado número de alunos que vão sendo formados nas universidades, em Portugal subsistem necessidades em alguns subsectores. É o caso da bioenergia e renováveis; risco e impacto ambiental; gestão ambiental (certificação auditoria); sistemas integrados de gestão ambiental, qualidade e segurança; e controlo da poluição do ar.
No presente ano lectivo foram colocados em cursos relacionados com o ambiente 975 alunos, insuficientes para preencher as 1.150 vagas disponíveis. O mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi o que registou o maior número de colocados (70), as mesmas do curso de Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.
Nota-se, por isso, “alguma saturação de diplomados e falta de emprego para recém-licenciados na área ambiental”.

02/07/2009

Grande expedição transoceânica estuda alterações climáticas

Lisboa será a primeira escala de uma ambiciosa expedição de três anos por todos os oceanos do mundo que a partir de Setembro irá estudar o impacto das alterações climáticas nos microrganismos marinhos.
A expedição será realizada por uma equipa multidisciplinar internacional de 14 membros a bordo do veleiro francês Tara, que a 4 de Setembro solta as amarras do porto de Lorient, na Bretanha, para só ali regressar em Novembro de 2012.
Navegando ao longo da costa, o veleiro de dois mastros chega a 10 de Setembro ao cais de Alcântara, em Lisboa, onde permanecerá dois dias, seguindo depois para Tânger, rumo ao Mediterrâneo, disse à Lusa a responsável pela Comunicação da missão Tara-Oceanos, Eloïse Fontaine.
Durante a estadia da escuna em Lisboa, haverá a bordo uma conferência de imprensa na qual o director da expedição, Eric Karsenti, e outros responsáveis científicos explicarão os objectivos em vista, acrescentou.
A equipa a bordo inclui oceanógrafos, biólogos, ecologistas, jornalistas e artistas, estando previstos contactos em Lisboa com investigadores portugueses através do IPIMAR (Instituto das Pescas, da Investigação e do Mar).
O veleiro de 36 metros de comprimento por 10 de largura e 120 toneladas entrou já na história ao concluir, em Janeiro de 2008, uma viagem de 18 meses no Árctico, entre a Sibéria e a Gronelândia, no quadro do Ano Polar Internacional.
A nova viagem evoca o espírito pioneiro das efectuadas pelo lendário Beagle (1831-1836), no qual Charles Darwin concebeu a sua teoria da evolução, ou pelo Challenger, 36 anos depois, que marcou o nascimento da oceanografia moderna.
Num trajecto de 150 mil quilómetros (metade da distância da Terra à Lua), o Tara fará 60 escalas em 50 países e irá das regiões mais quentes às mais frias do planeta, de Ocidente a Oriente e de pólo a pólo, percorrendo o Mediterrâneo, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, os oceanos Índico, Atlântico, Antárctico, Pacífico e Árctico.
A missão "Tara-Oceanos" mobilizará, no mar e em terra, uma centena de investigadores de mais de 50 laboratórios e institutos científicos de 15 países, associando vários domínios da investigação, da oceanografia à biologia e da genética à física.
Segundo Eric Karsenti, chefe do departamento de Biologia Celular e de Biofísica no laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL) de Heidelberg, Alemanha, a missão dará continuidade à "Tara-Árctico", que "evidenciou a realidade do aquecimento climático".
Os microrganismos marinhos constituem 90 por cento da biomassa dos oceanos, absorvem a maioria do CO2 atmosférico e produzem 50 por cento de oxigénio, sendo a base da cadeia alimentar marinha.
"Sem essas micro-espécies, o homem nunca teria visto a luz do dia", sublinhou em Paris na apresentação da expedição. "Sem elas desapareceria".
É por isso que a medição do impacto do aquecimento que sofrem e o estudo dos ciclos do carbono e do oxigénio permitirão incorporar novos dados até agora desconhecidos nas simulações climatológicas futuras.
Os investigadores a bordo da escuna procederão periodicamente a recolhas de plâncton e de fitoplâncton a diferentes profundidades que serão analisadas por um consórcio de laboratórios e institutos internacionais.
Segundo Karsenti, o estudo dos ecossistemas nunca foi feito na globalidade e continuidade de todos os mares do mundo. "Aí reside a singularidade da missão", comentou.
O veleiro está equipado com as tecnologias mais avançadas em matéria de recolha, classificação e medições submarinas, de imagiologia e metadados oceanográficos.
Pela primeira vez, os cientistas a bordo poderão associar os conhecimentos da oceanografia em grande escala com as técnicas da genómica e da biologia celular.
Para partilhar e valorizar as conclusões da expedição, os cientistas envolvidos darão origem a um banco público de dados e de acesso livre chamado Bio-Bank, gerido por institutos internacionais.
A missão será realizada sob os auspícios do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.

01/07/2009

Preocupações ambientais para o destino de férias

O resultado da sondagem “Quando escolhe o seu destino de férias tem a preocupação de fazer um turismo que seja "amigo" do ambiente?” indica que mais de metade dos inquiridos já demonstra preocupações ambientais na hora de escolher o destino de férias.
Enquanto 50,7% responderam que sim, quase metade não tem em conta o respeito pelo meio ambiente nas viagens de férias, uma vez que 49,3% responderam que não.


O turismo é um fenómeno de alcance mundial e ganha cada vez mais relevo em termos económicos, sociais e ambientais. Em 2005, 810 milhões de pessoas visitaram países estrangeiros, um número que deverá duplicar antes de 2020, estima a Organização Mundial de Turismo.
No entanto, esta actividade pode acarretar um vasto conjunto de problemas que urge minimizar: impactes ambientais negativos, perda da identidade local e outras ameaças ao meio envolvente.
O próprio Plano de Acção para um Turismo Europeu Mais Sustentável, publicado em 2007 e elaborado pelo Grupo para a Sustentabilidade do Turismo, constituído pela UE em 2004, sublinha que, se for deficientemente planeado ou desenvolvido em excesso, “o turismo pode ser um agente de destruição das suas qualidades especiais que são tão importantes para o desenvolvimento sustentável”.
Actualmente, as actividades ligadas ao turismo são já responsáveis por 5% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), das quais cerca de 75% dizem respeito às deslocações, principalmente por via aérea.