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07/09/2016

Transportes fluviais - Os Verdes questionam Governo sobre supressão de carreiras entre Barreiro e Lisboa


Heloísa Apolónia, deputada do PEV, questionou hoje o Governo, por via do Ministério do Ambiente, sobre a supressão de ligações fluviais levada a cabo pela Transportes de Lisboa, entre Barreiro e Lisboa - em plena hora de ponta - afetando a mobilidade de milhares de utentes. A falta de trabalhadores é uma das causas. Para Os Verdes, é urgente o investimento público no setor dos transportes, pelo direito à mobilidade dos cidadãos e por um efetivo combate às alterações climáticas.

Consulte aqui a pergunta enviada hoje ao Governo.



16/06/2015

1ª Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita


Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Junho de 2015

Sobre a Informação Escrita do sr. Presidente da CML, referente ao período de 1 de Abril a 31 de Maio, começamos por destacar nesta primeira intervenção os seguintes aspectos:
1º tema:
Na página 36, no relatório sobre a Direcção Municipal de Recursos Humanos, mais concretamente na Saúde, Higiene e Segurança, referem-se 114 entrevistas a trabalhadores acidentados.
No seguimento desta informação, gostaríamos que o executivo nos esclarecesse se está a ser efectuado o atempado pagamento de vencimentos aos trabalhadores acidentados. E, se não está, porquê?
2º tema:
Na Divisão do Plano Director Municipal, na parte das Acções em curso: encontramos referência ao projecto ClimAdaPT.Local. Especificamente, é-nos referida a participação no projecto, visando a construção da estratégia local para as alterações climáticas de Lisboa.
Este projecto que foi apresentado no início deste ano, tem como principal objectivo desenvolver 26 Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas em parceria com as respectivas autarquias.
O que gostaríamos de saber é que passos foram já dados pela Câmara no âmbito deste projecto e o que já foi feito para aumentar a capacidade para incorporar a adaptação às alterações climáticas nos instrumentos municipais de planeamento e noutras intervenções.
3º tema:
Ainda na Divisão do PDM, refere o executivo a revisão da Carta Educativa, da Carta da Saúde e da Carta da Actividade Física e do Desporto, no sentido da sua coordenação e colaboração.
Sobre estes assuntos, gostaríamos que o executivo nos pudesse dar algumas informações adicionais sobre o que está feito, o que falta fazer e que medidas tenciona a Câmara depois implementar na cidade com base nestas Cartas, pois pela análise da Informação Escrita nada ficámos a saber.
4º tema:
Na parte correspondente ao Departamento de Ambiente e Espaço Público, é dada a informação que as obras do Jardim da Cerca da Graça já estão concluídas mas que o jardim ainda não abriu ao público. Naturalmente, o que queremos saber é qual a razão para que isso ainda não tenha acontecido e qual a data para este jardim abrir finalmente ao público.
5º tema:
No quadro nº 3 da p. 34 - Direcção Municipal de Recursos Humanos - são referidas 2 áreas de formação destinadas a desempregados e outros públicos alvo - uma na área da Jardinagem e outra na área da Calçada - com 31 participantes no 1º caso e 20 participantes no 2º. É sabido que a cidade se encontra deficitária de profissionais nestas áreas específicas, pelo que gostaríamos de compreender as consequências efectivas destas acções de formação para o Município e para os próprios formandos.
Está a CML a formá-los para virem depois a ser contratados por empresas privadas ou tenciona o executivo vir a preparar a abertura de procedimentos concursais para obviar à escassez desta tão imprescindível mão-de-obra e integrá-los no seu mapa de pessoal?
6º tema:
Depois, e para finalizar esta primeira intervenção, uma questão omissa nesta Informação Escrita que apenas agora o sr. Presidente referiu. Esta Assembleia aprovou em Fevereiro deste ano, por unanimidade, uma recomendação de “Os Verdes” para que a CML promovesse a recuperação e reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes, salvaguardando o seu importante património artístico, impedindo a deterioração do seu espólio azulejular, e possibilitando a sua reabertura e utilização pública para usufruto lúdico e desportivo da cidade.
Na Proposta nº 342/2015 que vai ser analisada na próxima sessão de CML, o executivo submete a constituição de um direito de superfície sobre o Pavilhão Carlos Lopes a favor da Associação de Turismo de Lisboa, para a ATL aí realizar “eventos, nomeadamente de carácter cultural, artístico e desportivo”, sublinhando o município a obrigação de serem mantidas “inalteradas as fachadas e a cobertura” do imóvel.
Todavia, o que importa saber neste momento é se o executivo admite a possibilidade de nelas serem utilizados “novos materiais” e de se “demolir parcialmente o edifício”?
Por fim, salientamos o facto de esta substituição na presidência da CML não ter representado mais nenhuma mudança, tal como para “Os Verdes” já era expectável, porque os problemas de Lisboa não são um problema de caras, mas de políticas. Tratou-se apenas de uma mera “evolução na continuidade”.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

16/12/2014

Intervenção da Deputada Municipal do PEV Cláudia Madeira na apresentação dos documentos do Grupo Municipal d' Os Verdes


Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Dezembro de 2014

            No PAOD de hoje «Os Verdes» apresentam três documentos: duas moções e uma recomendação.
A Cruz Vermelha Portuguesa é uma instituição humanitária não governamental, de carácter voluntário e de interesse público, que tem primado pelo apoio às populações, em situações de crise/catástrofe e fora delas, contando para isso com um grupo de trabalhadores empenhados e voluntários dedicados.
No entanto, a CVP, que dispõe de um Centro Operacional de Emergência, no Prior Velho, prepara-se para realizar um despedimento colectivo, pondo em causa o futuro laboral de 7 trabalhadores deste Centro de Operações.
Assim, a moção sobre o Centro Operacional de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa visa apelar à Cruz Vermelha Portuguesa para que reavalie e suspenda os eventuais despedimentos em curso de funcionários do Centro Operacional de Emergência do Prior Velho e pugnar pela defesa dos postos de trabalho do referido grupo de trabalhadores.
A segunda moção é sobre a Cimeira do Clima organizada pelas Nações Unidas e que decorreu no Perú, de onde saiu uma decisão no sentido de todos os Estados terem que aprovar medidas urgentes para combater o aquecimento global.
Desta forma, todos os países terão de apresentar à ONU compromissos quantificáveis, ambiciosos e justos de redução de gases de efeito de estufa.
Portanto, propomos que a Assembleia Municipal de Lisboa apele para que o Estado português apresente, atempadamente, as medidas mínimas consideradas necessárias para uma redução eficaz de gases com efeito de estufa, válidas para todo o território nacional.
Por fim, apresentamos uma recomendação sobre o Centro de interpretação ambiental dedicado à observação de aves na Quinta das Conchas.
Em todo o mundo haverá cerca de 80 milhões de pessoas que têm como entretenimento observar as aves nos seus habitats naturais. Em Portugal, começam agora a surgir mais iniciativas para divulgar as potencialidades do país e da cidade de Lisboa para este tipo de turismo.
É, por isso, importante sensibilizar o público em geral para o elevado valor ornitológico que o rodeia e a observação de aves é uma actividade com forte potencial turístico na cidade de Lisboa.
É nesse sentido que propomos que a Câmara Municipal de Lisboa estude e viabilize a transformação do palacete degradado da Quinta das Conchas num centro de interpretação ambiental dedicado à observação de aves, promovendo o seu estudo e conservação e que promova iniciativas de observação de aves nesse local, enquanto actividade pedagógica, científica e de lazer, bem como a promoção e o fomento do turismo ornitológico naquela área da cidade de Lisboa.
Recordamos que a Quinta das Conchas tem um espaço verde com elevado valor paisagístico e de notável valor ecológico. No entanto, o antigo palacete desta quinta ainda não foi recuperado e está actualmente abandonado e desaproveitado, sendo um espaço que poderia ser aproveitado e usufruído pelos seus utilizadores assíduos, revitalizando assim a mata que o envolve.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

15/12/2014

Propostas do Grupo Municipal do PEV para a sessão de amanhã da Assembleia Municipal de Lisboa

Cimeira do Clima em Lima, Centro Operacional de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa e Centro de Interpretação Ambiental na Quinta das Conchas em discussão na Assembleia Municipal de Lisboa por proposta de «Os Verdes»  

Amanhã, por proposta do PEV, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Moção sobre a “Cimeira do Clima em Lima” em que se propõe que a Assembleia Municipal apele para que o Estado português apresente, atempadamente, as medidas mínimas consideradas necessárias para uma redução eficaz de gases com efeito de estufa, válidas para todo o território nacional.

Uma Moção sobre o “Centro Operacional de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa”, pretendendo que a Assembleia Municipal de Lisboa apele à Cruz Vermelha Portuguesa para que reavalie e suspenda os eventuais despedimentos em curso de funcionários do Centro Operacional de Emergência do Prior Velho e ainda que pugne pela defesa dos postos de trabalho do referido grupo de trabalhadores.

Por último, uma Recomendação que pretende que a autarquia estude e viabilize a transformação do palacete degradado da Quinta das Conchas, no Lumiar, num centro de interpretação ambiental dedicado à observação de aves, promovendo o seu estudo e conservação, e ainda que promova iniciativas de observação de aves na Quinta das Conchas, enquanto actividade pedagógica, científica e de lazer, bem como a promoção e o fomento do turismo ornitológico naquela área da cidade de Lisboa.

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”. 
Lisboa, 15 de Dezembro de 2014

15/07/2014

Assembleia Municipal de Lisboa, 15 de Julho de 2014 «Perguntas à CML - Eficiência energética na cidade de Lisboa»


Para esta sessão de perguntas à CML, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” escolheu o tema da “eficiência energética” pois temos, desde sempre, apresentado nesta AML várias recomendações com o objectivo de melhorar a eficiência energética da cidade de Lisboa e gostaríamos que agora o executivo fizesse um balanço da estratégica prevista para esta área.
Consideramos que um dos grandes desafios nas próximas décadas será o combate às alterações climáticas, que passará, entre muitas outras medidas, pela poupança e eficiência energéticas. Neste sentido, defendemos que compete à autarquia dar os devidos e correctos exemplos nestas matérias, bem como ser mais pró-activa na implementação e prossecução de medidas que contribuam para a diminuição dos consumos energéticos em meio urbano.
1º grupo de questões:
 “Os Verdes” têm um 1º grupo de questões relacionadas com a eficiência energética e a mobilidade sustentável.
Em 2009, 21 cidades portuguesas aderiram ao Programa para a Mobilidade Eléctrica em Portugal, sendo que a cidade de Lisboa foi uma das aderentes e a anfitriã do evento que lançou a rede nacional de carregamento para veículos eléctricos Mobi-E. Esta iniciativa pretendia ser mais um passo para colocar Portugal entre os primeiros países, a nível mundial, a ter uma rede integrada de âmbito nacional para carregamento de veículos eléctricos. Este projecto acabaria, porém, por ser interrompido pelo actual Governo PSD/CDS.
Na altura, foi assinada em Lisboa uma parceria para o desenvolvimento de projectos comuns nas áreas da racionalização energética e da mobilidade sustentável, tendo em vista a melhoria da eficiência energética em edifícios e nos parques de estacionamento da EMEL, bem como a gestão de uma rede de postos para carregamento de viaturas eléctricas e a promoção de novos produtos de mobilidade sustentável, designadamente na vertente eléctrica.
Perante este enquadramento e a necessidade de redução da factura energética e das emissões de CO2, o Grupo Municipal de “Os Verdes” gostaria de colocar algumas questões relacionadas com o papel da CML na promoção de uma maior e melhor eficiência energética e mobilidade sustentável, concretamente:
- que diligências tem a autarquia realizado junto do Governo para que este assegure uma estratégia de continuidade da actual rede já instalada e do seu possível alargamento, sob pena de se perder todo o investimento realizado?
- que outros projectos colaborativos foram ou estão para ser criados na área da eficiência energética e da mobilidade sustentável, em prol dos munícipes?
- providenciou a autarquia algum levantamento relativo aos actuais postos de abastecimento eléctrico que se encontram em mau estado ou sem funcionar?
 - confirma a autarquia que tem retirado parte da sinalização vertical destinada a reservar lugares próprios para o carregamento de veículos eléctricos para, em alternativa, os destinar ao estacionamento convencional?
- em caso afirmativo, considera a autarquia ser esta a melhor forma de dar o exemplo e promover o uso de veículos eléctricos na cidade de Lisboa, ainda para mais quando a própria autarquia já possui alguns destes veículos na sua própria frota municipal?
2º grupo de questões:
O 2º grupo de questões que pretendemos colocar de seguida prende-se com o tema da eficiência e certificação energéticas de edifícios.
Na sequência da aprovação do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e dos diplomas relativos ao desempenho energético de edifícios, tornou-se obrigatória a certificação energética de novas construções e das já existentes quando estas forem comercialmente transaccionadas.
A CML conta no seu vasto património imobiliário com vários edifícios de uso público. Ser-lhe-á, por isso, relevante dar o exemplo e fomentar a eficiência e a certificação energética, nomeadamente nos edifícios municipais, no quadro dos esforços nacionais para o efeito, através da adopção das melhores práticas na sua optimização energética. Porém, somente 15 desses edifícios possuem mecanismos de promoção de eficiência energética, os quais já contribuem, no seu conjunto, para uma poupança de 200 mil euros na factura anual do município.
Para estimular as diversas medidas de eficiência energética nos edifícios, nomeadamente melhoria de vãos envidraçados, reutilização da energia, isolamentos e outras sistemas energéticos, a autarquia decidiu mesmo criar um incentivo fiscal onde prevê a isenção parcial de 10% de IMI para imóveis ou fracções classificados com eficiência energética de classe A ou A+.
A cidade de Lisboa dispõe ainda de uma carta do município que identifica o potencial solar da cidade, sendo esta uma importante ferramenta de apoio à promoção de uma maior eficiência energética nos edifícios através do alargamento de boas práticas de reabilitação sustentável do ponto de vista de desempenho energético do edificado.
Neste contexto, “Os Verdes” gostariam de colocar agora ao executivo as seguintes questões:
- finalizada a carta solar de Lisboa, que identifica o potencial solar da cidade, que medidas pretende promover a autarquia, utilizando esta importante ferramenta?
- quantos imóveis já beneficiam da isenção parcial de 10% de IMI para imóveis com eficiência energética de classe A ou A+ na cidade de Lisboa?
- para quando o alargamento dos mecanismos de promoção da eficiência energética, e sua certificação ao nível do desempenho energético e do conforto térmico, ao restante edificado e, em particular, aos restantes imóveis municipais?
- qual a calendarização prevista pelo executivo para a sua implementação?
- e, por último, se tem sido feita a devida divulgação pública deste incentivo fiscal, por parte da autarquia, junto dos munícipes?
3º grupo de questões:
Para finalizar, passemos ainda a um 3º grupo de questões diferenciadas das anteriores:
Este último conjunto de quesitos que “Os Verdes” pretendem colocar prende-se com a estratégia municipal para o sector energético e alguns dos objectivos definidos nas Grandes Opções do Plano.
A CML elaborou e apresentou, no passado mês de Fevereiro, uma estratégia municipal para o sector energético que traça as linhas gerais de medidas que diz permitirem obter poupanças energéticas efectivas em múltiplos domínios, mas também poupanças financeiras para a autarquia.
Em 2009, o executivo camarário havia aprovado a criação de um fundo municipal constituído por recursos que provêm da poupança de energia e que deverão ser canalizados, exclusivamente, para novas medidas de eficiência energética, cabendo à CML, enquanto entidade gestora do fundo, promover e monitorizar a execução desses investimentos.
Nas referidas Grandes Opções do Plano eram enumerados como três objectivos: 1º, a execução do Programa de Eficiência Energética das escolas, denominado ‘Escola Verde’, para que a totalidade do Parque Escolar da cidade de Lisboa fosse energeticamente auto-sustentável até 2013; 2º, a execução do Programa Eco-Bairro, por ex., no Bairro da Boavista e mais tarde em Marvila, que consistiria na autoprodução de energia e na reciclagem de água de forma integrada, para que estes bairros pudessem ser autossustentáveis e; 3º, o desenvolvimento do Programa de Aproveitamento de Coberturas nos bairros municipais, para a produção de energia eléctrica, como forma de financiamento dos condomínios.
Deste modo, quanto à estratégia municipal para o sector energético e também relativamente a alguns dos objectivos definidos nas GOPs, o PEV gostaria de colocar um 3º grupo final de questões, a saber:
- qual é o montante actual do Fundo de Eficiência Energética e que projectos e acções irá a autarquia promover e financiar?
- qual é a taxa de execução do programa de eficiência energética nas escolas? São já hoje todas as escolas energeticamente auto-sustentáveis?
- qual tem sido o nível de participação dos munícipes e qual é a taxa real de execução do Programa Eco-Bairro Boavista Ambiente +?
- para além dos dois casos citados, está previsto o alargamento do Programa Eco-Bairro a outros bairros da cidade de Lisboa? Se sim, em que moldes, com que parceiros e para quando?
- e, finalmente, para quando o desenvolvimento e apresentação do Programa de Aproveitamento de Coberturas nos bairros municipais?

Grupo Municipal de “Os Verdes

07/02/2014

“À conversa sobre energias e alterações climáticas”

6 de Fevereiro de 2014
Auditório da Junta de Freguesia de Campo de Ourique
“À conversa sobre energias e alterações climáticas”, com a participação do deputado do PEV à Assembleia da República, José Luís Ferreira, e de Carlos Moura, Vereador da CDU na Câmara Municipal de Lisboa






04/02/2014

Lisboa – 6 de Fevereiro - “Os Verdes” em debate sobre energias e alterações climáticas

O Deputado do PEV, José Luís Ferreira, participa na próxima quinta-feira, dia 6 de Fevereiro, numa iniciativa denominada “À conversa sobre energias e alterações climáticas”. O evento, promovido pela CDU de Campo de Ourique, contará ainda com a participação de Carlos Moura, vereador na Câmara Municipal de Lisboa, e terá lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, em Lisboa, às 19.00h.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
Lisboa, 4 de Fevereiro de 2014

27/11/2013

Propostas de «Os Verdes» aprovadas na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de 27 de Novembro

«Os Verdes» congratulam-se com a aprovação das propostas que apresentaram ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, mas lamentam que PS e CDS tenham rejeitado o cumprimento das obrigações do Município de Lisboa perante a Assembleia Distrital de Lisboa. 
   
O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» apresentou uma Moção referente à “19ª Conferência das Partes (COP 19) – A urgência do combate às Alterações Climáticas” que foi aprovada por unanimidade; uma Moção “Contra a Destruição dos Serviços Públicos” que foi aprovada por maioria; e uma Recomendação pela “Instituição do Dia Municipal do Bombeiro” que foi também aprovada por maioria. 

«Os Verdes» apresentaram ainda, uma Recomendação pelo “Cumprimento das obrigações do Município de Lisboa perante a Assembleia Distrital de Lisboa”, que foi rejeitada com os votos contra do PS e CDS.

Esta recomendação pretendia que a CML regularizasse a situação de incumprimento que tem com a Assembleia Distrital de Lisboa, que já não consegue pagar os vencimentos aos seus trabalhadores, uma vez que a autarquia não paga a quotização anual referente aos anos de 2012 e 2013, apesar de estar prevista no Orçamento de 2012, aprovado tanto na Câmara Municipal de Lisboa como na Assembleia Municipal de Lisboa.

PEV congratula-se com a aprovação dos restantes documentos e aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações, que versam sobre matérias importantes para a cidade e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes».

Lisboa, 27 de Novembro de 2013

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre as moções e as recomendações apresentadas na reunião da AML de 26 de Novembro de 2013



Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Srs. Deputados e Estimado Público
Começo por dirigir uma saudação em nome do Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» a todos os autarcas eleitos neste mandato, desejando votos de um mandato profícuo, democrático e transparente.
O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» apresenta uma moção contra a destruição dos serviços públicos porque consideramos que a obsessão do governo pela privatização e destruição de importantes e estratégicos serviços, não pode continuar, e já há muito tempo que se tornou insustentável. Assim, na nossa perspectiva, esta Assembleia deve associar-se à defesa de serviços públicos de qualidade e de proximidade, opondo-se a qualquer tentativa de alienação, concessão ou privatização.
Apresentamos também uma moção sobre o combate às alterações climáticas, aproveitando a realização da COP 19 – 19ª Conferência das Partes. «Os Verdes» consideram que, mais uma vez, é oportuno relembrar o princípio ecologista “Pensar Global, Agir Local”, e que não podemos continuar nesta falta de vontade política, que é maior obstáculo ao combate a este fenómeno. Propomos, então, que a autarquia promova um plano local de acção para as alterações climáticas, defenda e promova o uso de transporte público colectivo, que adopte medidas de eficiência energética e que coopere com outros municípios da Área Metropolitana no combate às alterações climáticas.
A nível de recomendações, apresentamos uma recomendação sobre a Assembleia Distrital de Lisboa, porque a Câmara Municipal, desde Janeiro de 2012, não cumpre com o pagamento da respectiva quotização, fazendo com que este órgão não consiga pagar os salários aos trabalhadores.
Importa referir que a Assembleia Distrital de Lisboa não existe por decisão dos municípios nem por decisão do Sr. Presidente António Costa, mas por decisão constitucional. Logo, a participação é uma questão prevista legalmente. O que propomos é que a Câmara cumpra as suas obrigações perante a Assembleia Distrital de Lisboa, tal como previsto no Orçamento de 2012, aprovado tanto pela Câmara como pela Assembleia Municipal.
Por fim, apresentamos também um documento que propõe a instituição do Dia Municipal do Bombeiro. Sobre esta recomendação temos uma alteração a fazer na primeira linha do segundo parágrafo, onde estava “Bombeiros Voluntários”, passará a estar “Bombeiros da Cidade de Lisboa” uma justa e merecida homenagem a todos os homens e mulheres que muito fizeram, fazem e que continuarão a fazer para o bem-estar, a protecção e a segurança das populações. Propomos o dia 25 de Agosto, em memória do Incêndio do Chiado, como a data a assinalar, sendo uma justa homenagem a todos os que diariamente se empenham na protecção de pessoas e bens.
Relativamente aos documentos apresentados por outros grupos municipais, na generalidade votaremos a favor, no entanto deixamos as seguintes notas:
- no voto de congratulação sobre a SRU Ocidental, votaremos contra por não concordarmos com a existência da SRU, cujo trabalho deve ser assegurado pelos serviços camarários. Também não nos revemos neste louvor apenas aos dirigentes da empresa, ignorando os trabalhadores.
- na moção sobre a Junta Metropolitana de Lisboa, do PSD, votaremos contra por não concordarmos com algumas considerações que são feitas e por, no fundo, estar presente a pretensão de hegemonização destes órgãos por parte do PSD e PS. Como pode vir esta moção apelar a um consenso, quando foram estes os partidos que foram os proponentes desta alteração à lei, causando esta confusão, conveniente para alguns, e que em sede própria, não mostraram abertura para nenhum consenso nem se mostraram minimamente preocupados com a dignificação destes órgãos, nem com a representatividade da CDU, que detém a maioria dos municípios da Área Metropolitana.
- sobre a recomendação do Fundo de Emergência Familiar, do PSD, votaremos obviamente a favor, mas não podemos deixar de referir que é o Partido que propõe esta medida, que tem estado no Governo a implementar políticas de austeridade que agravam os problemas das famílias. Concordamos com este apoio, mas é com alguma dificuldade que encaramos esta aparente dicotomia entre estes dois PSD – o do Governo e o local.

A Deputada Municipal do PEV
Cláudia Madeira

25/11/2013

Propostas do Partido Ecologista «Os Verdes» para discussão na Assembleia Municipal de Lisboa, na reunião de 26 de Novembro


O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 26 de Novembro:
- Recomendação “Instituição do Dia Municipal do Bombeiro”
- Recomendação “Cumprimento das obrigações do Município de Lisboa perante a Assembleia Distrital de Lisboa”
- Moção “Contra a destruição dos serviços públicos”
- Moção “19ª Conferência das Partes (COP 19) – A urgência do combate às Alterações Climáticas”

Ao apresentar a Recomendação sobre a “Instituição do Dia Municipal do Bombeiro”, o Grupo Municipal de «Os Verdes» pretende que a Assembleia Municipal de Lisboa institua este dia, a assinalar no dia 25 de Agosto, em memória da catástrofe do incêndio do Chiado, como justa homenagem a todos os homens e mulheres, que se empenham diariamente na protecção das populações.

Com a Recomendação “Cumprimento das obrigações do Município de Lisboa perante a Assembleia Distrital de Lisboa”, o PEV propõe que a Câmara Municipal de Lisboa proceda ao cumprimento das suas obrigações perante a Assembleia Distrital de Lisboa, nomeadamente no que respeita ao pagamento da sua contribuição, tal como estava previsto no Orçamento do Município para 2012 que foi aprovado tanto pela Câmara Municipal de Lisboa como pela Assembleia Municipal de Lisboa.

Na Moção “Contra a destruição dos serviços públicos”, o Partido Ecologista «Os Verdes» propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa manifeste o seu apoio e solidariedade a todas as iniciativas dos utentes que tenham como objectivo a justa defesa de serviços públicos de proximidade e a melhoria da qualidade da prestação desses serviços e expresse, junto do Governo e dos seus órgãos sectoriais de decisão, a sua preocupação e oposição a qualquer tentativa de alienação/concessão de serviços públicos.

Por sua vez, na Moção “19ª Conferência das Partes (COP 19) – A urgência do combate às Alterações Climáticas”, o PEV pretende que a Câmara Municipal de Lisboa promova um plano local de acção para as alterações climáticas a nível municipal; defenda e promova o uso de transporte público colectivo em detrimento do transporte individual; adopte, em todos os edifícios municipais, medidas no sentido da redução de desperdícios, de poupança e de eficiência energética e que coopere com os restantes municípios da Área Metropolitana na aplicação de medidas conducentes ao combate às alterações climáticas, na adopção de campanhas de sensibilização, bem como para a necessidade de se adoptar um plano regional de acção para as alterações climáticas a nível metropolitano.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes».
Lisboa, 25 de Novembro de 2013

10/12/2012

Propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para discussão na Assembleia Municipal de Lisboa


Reunião de 11 de Dezembro

O Grupo Municipal de “Os Verdes” entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 28 de Fevereiro de 2012:- Voto de Pesar por  “Ulpiano Nascimento, 1915-2012”- Saudação “Pelo reconhecimento da Palestina como Estado Observador não-membro das Nações Unidas”- Moção “Solidariedade com a luta dos trabalhadores”- Moção sobre a “Conferência de Doha e o combate futuro às Alterações Climáticas”- Recomendação sobre o “Acompanhamento do Ruído nos Estabelecimentos de Animação Nocturna da Cidade de Lisboa”- Recomendação “Pela salvaguarda dos direitos dos trabalhadores da EPUL”

Ao apresentar o Voto de Pesar por Ulpiano Nascimento, o Grupo Municipal de “Os Verdes” pretende que a Assembleia Municipal de Lisboa manifeste o seu pesar pelo falecimento de um democrata, de uma firmeza inabalável como opositor ao fascismo, uma personalidade cativante, de grande energia, e entusiasmo.

Com a Saudação “Pelo reconhecimento da Palestina como Estado Observador não-membro das Nações Unidas”, o Partido Ecologista “Os Verdes” propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa saúde a decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas de reconhecer a Palestina como Estado Observador, bem como saudar o povo palestiniano que luta pelo direito à preservação da sua independência, soberania, cultura e dos seus recursos naturais.

No que respeita à Moção “Solidariedade com a luta dos trabalhadores”, o PEV pretende que a Assembleia Municipal de Lisboa manifeste a sua solidariedade e apoio a todos os trabalhadores, reformados, pensionistas, jovens que lutam por melhores condições de vida e  apelar à participação na Manifestação de 15 de Dezembro, no Largo de Alcântara, promovida pela CGTP-IN.

Na Moção sobre a “Conferência de Doha e o combate futuro às Alterações Climáticas”, o Partido Ecologista “Os Verdes” propõe que a Câmara Municipal de Lisboa, consciente da importância de combater e mitigar as Alterações Climáticas, implemente medidas de incentivo ao uso do transporte público e colectivo em detrimento do transporte individual e adopte em todos os edifícios municipais, medidas que visem reduzir as necessidades e o consumo desnecessário de energia.

Em relação à Recomendação sobre o “Acompanhamento do Ruído nos Estabelecimentos de Animação Nocturna da Cidade de Lisboa”, “Os Verdes” pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa proceda, no mais curto prazo de tempo, às diligências necessárias no sentido de criar um Grupo de Trabalho para acompanhar e minimizar os efeitos de ruído da animação nocturna nos vários bairros residenciais da cidade de Lisboa, envolvendo as associações de moradores, proprietários de estabelecimentos, e outras entidades, ; dê conhecimento dos  resultados do Grupo de Trabalho, e proceda a uma maior fiscalização do cumprimento dos horários de funcionamento autorizados e das normas de isolamento acústico nos estabelecimentos de animação nocturna, a medições acústicas periódicas nos vários bairros residenciais da cidade de Lisboa e, quando se justificar, proceda à realização de Planos de Acção baseados nos Mapas de Ruído, dando cumprimento ao estipulado no Regulamento Geral do Ruído.

Por sua vez, na Recomendação “Pela salvaguarda dos direitos dos trabalhadores da EPUL”, o PEV propõe que a autarquia apresente um relatório sobre a actividade e o estado da EPUL, de forma a possibilitar a análise da situação da empresa, estando dessa forma na posse de todos os dados e elementos necessários a essa avaliação e que respeite sempre os direitos dos trabalhadores e, caso avance com a decisão de extinção, salvaguarde os postos dos trabalhadores, integrando-os na Câmara Municipal, recorrendo ao seu conhecimento e experiência a nível da reabilitação urbana da cidade.

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 10 de Dezembro de 2012 

21/03/2011

Pacto dos Autarcas: "Os Verdes" questionam a CML


O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” entregou na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento questionando a Câmara Municipal de Lisboa sobre o Pacto dos Autarcas, que se baseia num compromisso, assumido por parte dos municípios aderentes, contra o aquecimento global, seguindo os princípios da Carta de Leipzig e reduzindo em 20% ou mais, até 2020, a emissão de gases com efeito de estufa, no âmbito do Plano Europeu de Acção para Eficiência Energética.

A cidade de Lisboa aderiu ao Pacto dos Autarcas, tendo-se comprometido a alcançar os objectivos propostos por esta iniciativa e a apresentar, pelo menos de dois em dois anos, um relatório de aplicação do plano de acção.

Assim, e através deste requerimento, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” pretende saber se o executivo municipal já procedeu à realização do relatório de aplicação do plano de acção; se a autarquia tem informado periodicamente os meios de comunicação social locais sobre a evolução do plano de acção; quais as medidas entretanto implementadas no âmbito desta iniciativa, e se a CML pondera implementar outras medidas com vista a atingir o compromisso assumido e em caso afirmativo, quais e para quando a sua implementação.

Este requerimento pode ser consultado na íntegra aqui

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 21 de Março de 2011

21/12/2009

Posição do PEV sobre a Conferência de Copenhaga


"Os Verdes" consideram que a conferência de Copenhaga resultou num rotundo fracasso.

Com efeito, nem se chegou a um acordo vinculativo, mas nem tão pouco se traçaram metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa, nem se definiu um prazo para que um futuro acordo venha a estar definitivamente estabelecido.

O PEV relembra que o período de cumprimento de Quioto está a chegar ao fim (termina em 2012) e, depois disso, há um vazio absoluto na definição de metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa.

"Os Verdes" atribuem a responsabilidade deste fracasso aos chefes de Estado e de Governo, com particular responsabilidade para os EUA, que arrastaram as negociações até ao último minuto e que, definitivamente, demonstraram que desde a cimeira de Bali (em 2007) até à conferência de Copenhaga, não mais pensaram nem agiram para o sucesso das negociações.

De resto, Obama, havia afirmado, antes da conferência de Copenhaga, que julgava ser muito difícil chegar a um acordo vinculativo.

Como se prova, é caso para dizer, em jeito de uma ironia de revolta, que a conferência de Copenhaga, quase mais não serviu do que para elevar, neste período, a emissão de gases com efeito de estufa com as inúmeras e numerosas delegações que lá se deslocaram... para nada!!

Tudo fica agora adiado para 2010. esperemos que os Chefes de Estado e de Governo entendam que até lá têm um trabalho contínuo a fazer, de modo a que em 2010 não assistamos a um novo fracasso... porque o Planeta precisa de soluções e estamos na eminência de uma crise climática que urge ser resolvida.

O Partido Ecologista "Os Verdes" deseja um Feliz Natal!!!

14/12/2009

"Os Verdes" e a Ecolojovem-«Os Verdes» em Acção Global

STOP ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
REAJA E AJA!

As alterações climáticas estão aí e são um dos problemas ambientais mais graves que se colocam à vida no planeta. Os riscos decorrentes da subida média da temperatura e as alterações avassaladoras que esta provoca no meio ambiente já se fazem sentir em vários pontos do mundo, com situações climáticas extremas (secas, inundações, temporais, cheias) e com a subida do nível dos mares, ameaçando populações, património e biodiversidade. Uma situação que já ninguém pode ignorar, tanto mais que esta tem por principal causa a actividade humana e os modelos de crescimento económico que geram graves problemas ambientais, entre os quais as emissões de gases com efeito de estufa. Da redução de emissão destes gases, em cerca de 20 a 40% até 2020, e entre 80 a 95% até 2050, tendo por base as emissões mundiais de 1990, depende, segundo a comunidade científica internacional, a contenção do aumento da temperatura global e a nossa sobrevivência comum.

Por isso, é fundamental que durante a Conferência do Clima, que está a decorrer em Copenhaga, em todos os cantos do mundo se façam ouvir vozes no sentido de obrigar os governantes a adoptar compromissos vinculativos, a delinear estratégias eficazes e a tomar medidas concretas para a redução dos gases com efeito de estufa. Ninguém pode continuar à margem das mudanças urgentes e fundamentais, nem países como os EUA - que são os maiores poluidores do mundo e que se recusaram a subscrever os compromissos do Protocolo de Quioto - nem os países subdesenvolvidos, ou em vias de desenvolvimento, que, tendo também direito ao seu desenvolvimento, não podem repetir e seguir pelos caminhos do crescimento desgarrado com impactos sociais e ambientais dramáticos, que foram prosseguidos pelos ditos países desenvolvidos e que nos colocam hoje perante esta ameaça; nem a União Europeia, que ainda não deu provas de conseguir cumprir até 2012 com os modestos compromissos assumidos em Quioto; nem Portugal que, na cauda da Europa nesta matéria, apresenta 11% de emissões de carbono a mais do que se comprometeu a atingir até 2012; nem nenhum de nós, cujas acções e modo de vida contribuem também para este facto. Grave ainda é o facto dos resultados apresentados por Portugal estarem não só longe de atingir o compromisso assumido, como serem na realidade obtidos através dum mecanismo artificial de compra e venda de emissões, usando 90 % do Fundo Português de Carbono (115 dos 127 milhões de euros), mecanismo este que não passa duma espécie de “multa por poluição” e que esconde a dimensão real das emissões de gases com efeito de estufa, que se situam num patamar bem superior aos 11%. Portugal só investiu 10% do Fundo Português de Carbono na tomada de medidas efectivas de redução das emissões de gases com efeito de estufa.




A ausência de uma política de transportes públicos eficientes, o encerramento de muitos quilómetros de via férrea em Portugal, o desmantelamento do transporte ferroviário de mercadorias e uma “cultura” obsessiva de promoção de uma política de transportes alicerçada no sector rodoviário mergulhou o País num elevado consumo de combustível fóssil (nomeadamente, o petróleo) com elevadas repercussões no aumento das emissões de CO2 originadas por este sector. A ausência de combate ao desperdício energético, que atinge perto de 30% em Portugal, e a promoção de uma política energética baseada no incentivo ao aumento de consumo é outro dado que contribui para agravar as emissões de CO2 e põe em causa as medidas de adaptação que seriam necessárias tomar para acautelar e minimizar as consequências ambientais geradas pelas alterações climáticas que afectam o nosso país. O Programa Nacional de Barragens é um dos exemplos mais flagrantes duma resposta errada para o problema energético. Estas barragens, contrariamente à propaganda da EDP e do Governo, vão agravar os problemas já decorrentes das alterações climáticas, como a a perda de biodiversidade e a degradação da qualidade da água, vão aumentar os riscos para as populações, nomeadamente com a erosão da orla costeira resultante da conjugação do aumento da retenção de inertes com a subida do nível dos mares. O desmantelamento da agricultura portuguesa, decorrente da aceitação cega pelos sucessivos governos portugueses das regras da Política Agrícola Comum e da Organização Mundial do Comércio, mergulhou o País numa total dependência alimentar. Importamos cerca de 75% dos alimentos que consumimos. Todos estes produtos percorrem milhares de quilómetros, em camiões TIR, por barco ou avião, antes de chegarem às prateleiras dos hipermercados, contribuindo para o aumento das emissões de CO2 em Portugal. Segundo um estudo do IPCC, Portugal é um dos países da União Europeia mais afectados pelas alterações climáticas. É o nosso futuro que está em causa! É preciso, é urgente reagir e agir.




“Os Verdes” apelam a:
- Lutar por mais e melhores transportes públicos e sempre que possível optar por se deslocar em transportes colectivos ou recorrer a transportes menos poluentes, como, por exemplo, o comboio ou a bicicleta.
- Recusar o Programa Nacional de Barragens e tomar o máximo de medidas em sua casa para combater o desperdício e poupar energia.
- Defender a agricultura portuguesa e optar por consumir produtos locais, exigindo a sua presença nas prateleiras dos hipermercados.
As alterações climáticas não se compadecem com declarações demagógicas e de “faz de conta”; exigem a tomada de medidas concretas e uma mudança de atitudes. Comece já hoje!


11/12/2009

AMANHÃ “OS VERDES” ASSOCIAM-SE A CAMPANHA MUNDIAL SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E DISTRIBUEM LARANJAS SEM KMS PELA POPULAÇÃO

Enquanto decorre a Cimeira de Copenhaga relativa às alterações climáticas, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai promover amanhã, em Lisboa, entre as 11.00h e as 12.30h, uma iniciativa pública sobre esta matéria. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito de uma campanha internacional, a “Global Climate Campagne”, que tem por promotores organizações não governamentais, partidos verdes, sindicatos, plataformas ambientalistas, etc… e da qual o Partido Ecologista “Os Verdes” é o porta-voz em Portugal. Para além de pretenderem sensibilizar a população para as urgentes medidas políticas a tomar pelos diversos governo, o PEV sensibilizará ainda para as acções individuais a tomar por cada indivíduo, apelando, nomeadamente, a uma alimentação que não contribua para o aumento de emissões de CO2, ou seja, consumindo alimentos produzidos localmente.
Nesse sentido, “Os Verdes” oferecerão à população laranjas e outros citrinos, fruta da época, produzidos em locais próximos de Lisboa, reduzindo desta forma a distância percorrida por estes alimentos até chegarem às mãos dos consumidores e o dióxido de carbono decorrente do transporte rodoviário de grande parte dos alimentos consumidos em Portugal.
ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - “GLOBAL CLIMATE CAMPAGNE” Sábado – 12 de Dezembro – 11.00/12.30h Rua Augusta, no cruzamento com a Rua da Vitória – Lisboa

Durante a tarde, o Conselho Nacional de “Os verdes” reunirá na sua sede nacional, em Lisboa (Rua da Boavista, nº83, 3º Dtº) tendo como temas principais a situação eco-política nacional e internacional, na qual terá destaque a Cimeira de Copenhaga, e a intervenção de “Os Verdes” no próximo semestre.

09/12/2009

"OS VERDES” ASSOCIAM-SE A CAMPANHA GLOBAL A NÍVEL MUNDIAL E SENSIBILIZAM POPULAÇÃO PARA PROBLEMA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Enquanto decorre a Cimeira de Copenhaga relativa às alterações climáticas, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai promover em Lisboa, no próximo sábado, dia 12 de Dezembro, entre as 11.00h e as 12.30h, uma iniciativa pública sobre esta matéria. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito de uma campanha internacional, a “Global Climate Campaign”, que tem por promotores organizações não governamentais, partidos verdes, sindicatos, plataformas ambientalistas, etc… e da qual o Partido Ecologista “Os Verdes” é o porta-voz em Portugal.
Todas estas organizações se comprometeram a promover iniciativas nos seus respectivos países para alertar e sensibilizar as populações quanto ao grave problema ambiental das alterações climáticas e também para pressionar os Governos nacionais e os líderes mundiais a tomarem as medidas políticas adequadas à urgência e à gravidade do problema.
O PEV escolheu a baixa lisboeta - Rua Augusta, no cruzamento com a Rua da Vitória - para contactar com a população e incentivá-la a tomar uma atitude face ao problema.

ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - “GLOBAL CLIMATE CAMPAIGN”
Sábado – 12 de Dezembro – 11.00/12.30h
Rua Augusta, no cruzamento com a Rua da Vitória – Lisboa

Durante a tarde, o Conselho Nacional de “Os verdes” reunirá na sua sede nacional, em Lisboa (Rua da Boavista, nº83, 3º Dtº) tendo como temas principais a situação eco-política nacional e internacional, na qual terá destaque a Cimeira de Copenhaga, e a intervenção de “Os Verdes” para o próximo semestre.

07/12/2009

CIMEIRA DE COPENHAGA“OS VERDES” DEFENDEM QUE O CLIMA DEVE ASSUMIR PREOCUPAÇÃO CENTRAL

Inicia-se hoje, em Copenhaga, a cimeira das Nações Unidas sobre o Clima.
Apesar das muitas expectativas criadas em torno da mesma, mormente devido ao falhanço que representou o cumprimento do Protocolo de Quioto pela parte de muitos Estados, como é, infelizmente, o caso de Portugal, que foram arrastando a sua inacção, negligentemente adiando o cumprimento dos compromissos assumidos ou mesmo a tomada de medidas para fazer regredir a mudança climática cada vez mais evidente.
Já todos percebemos que Copenhaga não será o marco que o mundo necessita, não será o firmar de um novo acordo à escala global sobre o clima para o período de Pós-Quioto, mas sim mais uma etapa para queimar e voltar a adiar.
Esta tem sido uma grande preocupação sempre presente na agenda d' “Os Verdes” que tem sido uma voz permanente denunciando que, se Portugal está hoje mais longe de conseguir reduzir os níveis de poluição para valores semelhantes aos de 1990+27%, isso deve-se a uma grande falta de vontade política e a uma concepção do desenvolvimento insustentável e irracional do país que não tem perspectivado o futuro e muito menos o bem estar das populações.
Hoje pressente-se que a Cimeira de Copenhaga será uma frustração.
Os grandes países desenvolvidos não conseguiram dar o salto e encarar o problema do Dióxido de Carbono, do petróleo e do clima como uma questão de sobrevivência e de futuro. Será mais um assumir de tímidos passos e de quase inócuos compromissos.
Convém lembrar que um novo compromisso político (e não juridicamente vinculativo) foi o que saiu da Conferência de Bali, há dois anos! Sair de Copenhaga com novo compromisso político e nenhum Tratado Internacional é assumir que estes últimos dois anos foram tempo perdido, tempo precioso que não nos podemos dar ao luxo de perder…
“Os Verdes”, com base nas preocupações, alertas e dados da comunidade científica sobre o que é fundamental e inadiável fazer, assumiram que um compromisso lógico, realista e eficaz exigiria a redução, até 2020, em 40% dos gases com efeito de estufa na Atmosfera, com base nos valores de referência de 1990 e em 80% até 2050. Só assim, e segundo os peritos do clima, se conseguirá evitar que a temperatura média do Planeta suba mais de 2º C!
Ora pelo que já vimos que está em cima da mesa, teremos mais do mesmo, muitas boas intenções, pequenos passos e grandes discursos.Portugal nestes anos e com diferentes Governos conseguiu não dar prioridade a esta questão e mesmo inverter a sua lógica.
Se as subidas do preço do petróleo e o desmantelar do sector produtivo e industrial do país fizeram mais pela redução da nossa contribuição climática do que qualquer outra medida que algum Governo tenha implementado, elas não só não conseguiram definitivamente levar Portugal assumir só o aumento de 27% de GEE, com referência a 1990, como contribuíram antes para uma maior dependência do nosso país do exterior.
O desmantelamento dos transportes públicos, o aumento abissal dos seus preços e a sua degradação, o aumento do recurso ao automóvel, muitas vezes por falta de alternativas, a desactivação de linhas ferroviárias, o aumento da importação de mercadorias e bens de consumo devido à destruição do aparelho produtivo nacional, foram opções políticas assumidas por sucessivos governos de Portugal que contribuíram para que neste momento estejamos muito longe de poder cumprir o Protocolo de Quioto sem ser pela via das multas (comprando licenças de emissões ou com investimento em países terceiros).

O Partido Ecologista “Os Verdes” irá associar-se, no próximo dia 12 de Dezembro, ao movimento internacional e a milhares de organizações, movimentos e partidos verdes, para protestar contra a falta de medidas e a urgência de se encarar as alterações climáticas como provavelmente o maior problema do Século e para que se chegue a um acordo duradoiro e realista em Copenhaga.

05/12/2009

Aves em risco devido às alterações climáticas

Foto de Juli Lima
Aumento das temperaturas vai obrigar a mudanças na distribuição de muitas espécies

As alterações climáticas vão provocar "impactos profundos" nos habitats das aves, com o previsível aumento de temperaturas a "empurrar" mais para norte as rotas migratórias e distribuição populacional de muitas espécies, alertou ontem Luís Costa, director executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).
in Diário de Notícias, 5/12/2009