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30/10/2018

Intervenções de Os Verdes - reunião de 30 de outubro da Assembleia Municipal de Lisboa

Os Deputados municipais de Os Verdes fizeram um conjunto de intervenções, sobre diversos temas, na reunião de hoje - 30 de outubro - da Assembleia Municipal de Lisboa:


A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão da Petição "Mais estacionamento em Benfica"

“Os Verdes entendem que a Câmara e a Junta de Freguesia, sempre em articulação com os moradores, devem estudar efectivamente a melhor forma de criar mais estacionamento, para que seja rapidamente encontrada uma solução que vá ao encontro das necessidades.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Iluminações de Natal em Benfica"

“No ano passado, as decorações foram espalhadas por novas áreas da cidade, em consequência da preocupação da autarquia em dinamizar o comércio fora na zona central. As iluminações de Natal, que são consideradas uma das iniciativas do ano mais importantes para o comércio de Lisboa, e que contou com o apoio da CML e da UACS, contemplou 36 ruas, praças e avenidas. (…) Está agora na altura de os comerciantes deixarem de estar isolados, se associarem, e prestarem também o devido contributo para os períodos festivos da cidade de Lisboa.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
O Deputado Municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Salvaguarda da própria vida e da história da Madragoa"

“De acordo com dados do recente “Estudo urbanístico do turismo em Lisboa”, vários bairros do centro histórico de Lisboa já ultrapassaram o limiar de 25% da habitação disponível afecta ao alojamento local, fasquia definida pela CML para travar a abertura de novas unidades de arrendamento de curta duração, onde Castelo, Alfama e Mouraria já atingiram os 29%, enquanto Bairro Alto e a própria Madragoa estão nos 27%. (…) Os Verdes bem têm defendido, entre outras medidas, o agilizar do Programa Arrendamento a Custos Acessíveis, que prevê a selecção de terrenos e de imóveis para com eles construir uma oferta de fogos municipais a custos acessíveis para a generalidade da população, e entre os quais se sabe existirem diversos imóveis que são património municipal na Madragoa, que poderão vir a fazer parte dessa bolsa. Os critérios para o desenvolvimento urbanístico e para a recuperação do edificado têm sido um dos temas com relevante divergência entre os diversos actores, de que constituem exemplo inúmeros projectos do executivo. (…) Os últimos dados disponíveis revelam a existência, em toda a cidade, de cerca de 4 mil fogos que são património da CML, que não são reabilitados e se encontram desocupados.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Pelo comércio de proximidade"

“Os Verdes” consideram os despejos despropositados e que uma solução consensual e mais bem ponderada passaria por ser elaborado um projecto que englobasse tanto as novas edificações, como a permanência das lojas de retalho naquela mesma zona.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão da Proposta de Debate "Lisboa e os animais"

“Os Verdes entendem que há vários aspectos que terão obrigatoriamente de ser discutidos como a promoção do bem-estar animal, a criação de condições para o exercício adequado das funções do cargo da Provedora dos Animais de Lisboa, a ampliação e melhoria das condições da Casa dos Animais, tanto para os animais como para os trabalhadores, e um reforço do mapa de pessoal, porque sem as pessoas necessárias não se consegue cuidar e acompanhar devidamente os animais, aliás esta é uma luta bastante antiga de Os Verdes nesta Assembleia Municipal”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Proposta de Debate "Carta de Lisboa - Direitos e responsabilidades"

“Os Verdes” têm, há vários mandatos, vindo a pugnar nesta AML pelas questões dos direitos sociais, numa perspectiva que integra os direitos constitucionalmente consagrados, com base em recomendações sobre a defesa dos direitos humanos, a eliminação da pobreza, o direito ao pleno emprego e a um emprego com direitos a serem garantidos aos trabalhadores, a salários justos ou o apoio às famílias carenciadas e às crianças e jovens em risco ou ainda aos cidadãos com necessidades especiais, à inclusão social de migrantes e a uma participação de vida independente das pessoas com deficiência, sem esquecer o combate à violência doméstica e de género.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito do "Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Lisboa"

“Os Verdes consideram que este é um Plano extremamente importante para a cidade, que deve estar devidamente adaptado ao mais recente enquadramento legal e regulamentar, bem como às novas dinâmicas nas áreas da segurança e da resposta a situações de emergência, mas há questões que no nosso entender não poderiam ter ficado de fora, sob pena de termos um plano coxo. (…) Aguardamos com expectativa os planos sectoriais das diversas áreas, nomeadamente saúde pública, abastecimento de água, infra-estruturas de saneamento, património, veterinária, entre outras, que já estarão em elaboração pelo Serviço Municipal de Protecção Civil, e que irão completar e dar corpo a este Plano.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão de vias para a gestão de arvoredo

“Desde 2012, Os Verdes têm vindo a alertar para o enorme erro que a Câmara estava a cometer, porque os espaços verdes e as árvores de alinhamento deveriam ser geridos de forma integrada, por constituírem um todo em termos ambientais, paisagísticos e históricos. (…) De facto, são muitas as denúncias e pedidos de ajuda que Os Verdes recebem e as vozes contra o modelo de manutenção do arvoredo têm vindo a aumentar, tanto por parte de cidadãos como de associações que têm um papel activo na defesa do património arbóreo da cidade. (…) A verdade é que nem a Reorganização Administrativa nem o Regulamento do Arvoredo vieram resolver nada. Aliás, ambos vieram promover e legitimar 25 visões distintas sobre o arvoredo da cidade, como se de uma manta de retalhos se tratasse. (…) Em suma, esta proposta apresentada pelo executivo é um reconhecimento do que Os Verdes andam há anos a defender, sendo necessário alargá-la a outras zonas da cidade, de forma integrada e coerente, pois é esta a forma de resolver o problema dos espaços verdes e do arvoredo.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

09/02/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre a higiene e saúde públicas em Telheiras


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a higiene e saúde públicas em Telheiras.
REQUERIMENTO:
O Município de Lisboa dispõe de diferentes sistemas de recolha selectiva para os materiais recicláveis, de acordo com a morfologia urbana, as tipologias do edificado e as características funcionais de cada área da cidade, sendo da sua responsabilidade assegurar a entrega, substituição e reparação de contentores de utilização individual e colectiva, seja por sua iniciativa ou por solicitação dos cidadãos.
Para o efeito, foram disseminadas pela cidade recolhas selectiva Porta a Porta, Ecoilhas. Ecopontos e Vidrões. A CML assegura depois a lavagem dos contentores de grande dimensão, instalados na via pública, ficando a sua conservação e limpeza da responsabilidade dos munícipes ou empresas a quem esses equipamentos tenham sido atribuídos, sejam eles proprietários, condomínios, residentes ou outras entidades.
No sector não doméstico, e para determinados produtores de resíduos, como a restauração, os mercados, o comércio e serviços, é também realizada a recolha de vidro e/ou resíduos biodegradáveis (orgânicos) à porta dos estabelecimentos, através de contentores individuais. Esta solução possui o inconveniente de os dejectos depositados transbordarem, quase sempre, para a via pública, com os inconvenientes de higiene daí decorrentes.
Em meados de 2016, a CML chegou mesmo a anunciar ir declarar “guerra ao lixo”, dizendo apostar num investimento na aérea da limpeza urbana estimado em 30 milhões €, verba essa a repartir entre “a aquisição de viaturas, remoção de grafiti, instalação de contentores de grande capacidade em bairros municipais, novas papeleiras e adopção de um sistema de gestão inteligente para contentores subterrâneos”.
Com a apresentação do Plano Municipal de Gestão de Resíduos, a CML asseverou ir incrementar o uso de ecopontos enterrados com chips incorporados, com cartão magnético de abertura personalizada em equipamento de deposição com sensores, a distribuir pelos comerciantes. Tal prática poderia induzir a melhoria da saúde e higiene públicas, ajudando a combater a proliferação de pragas de animais e outras infestações em espaço público.
Também nas zonas comerciais de Telheiras é frequente ocorrerem situações como as descritas, incluindo a proliferação de baratas e insectos rastejantes, em particular, na Rua Prof. Francisco Gentil e na área confinante entre a Rua Prof. João Barreira e a Rua Prof. Mark Athias, onde existe um conjunto de edifícios, com habitação no 1º andar e lojas comerciais no piso térreo, nele se incluindo diversos cafés, ‘snacks’ e restaurantes, entre outros.
Tem, assim, sido comum o lixo produzido e depositado em caixotes permanecer o dia inteiro na via pública, em particular, despejado pelos estabelecimentos comerciais, gerando pragas de ratos e baratas, continuando a faltar a anunciada colocação de contentores enterrados, que poderiam obviar à diminuição destas pragas e salvaguardar a qualidade de vida, a higiene e saúde públicas.
Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
1 - Está a CML ciente dos impactos ambientais gerados pelos lixos produzidos e depositados junto aos espaços comerciais da zona de Telheiras, em particular nas ruas Prof. Francisco Gentil e Prof. João Barreira?
2 - Se sim, que medidas tenciona no curto prazo tomar para solucionar este latente problema de higiene e saúde pública?
3 - Foram ou não já ouvidos comerciantes e moradores, de modo a se encontrarem alternativas à deposição de lixos em contentores ao ar livre?
4 - Para quando está prevista a instalação de sistemas de gestão inteligente ou electrónica de recolha do lixo, para ecopontos subterrâneos, no bairro de Telheiras?
Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:
- Análise sanitária efectuada pelos serviços municipais às zonas de maior intensidade comercial de Telheiras.
- Calendarização para instalação de novos contentores de lixo enterrados em Telheiras.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 09 de Fevereiro de 2018

10/09/2014

Intervenção sobre a moção e recomendação apresentadas pelo PEV na Assembleia Municipal de Lisboa de 9 de Setembro de 2014


«Os Verdes» apresentam neste PAOD uma moção sobre as Lojas do Cidadão em Lisboa e uma recomendação sobre o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.
Em relação ao primeiro tema, como sabemos, o Governo, através da Agência para a Modernização Administrativa, encerrou a Loja do Cidadão dos Restauradores, ficando apenas em funcionamento as Lojas das Laranjeiras e de Marvila.
Como seria de esperar e tal como «Os Verdes» alertaram na altura, estas lojas começaram a ter muito mais procura, principalmente a Loja das Laranjeiras, não conseguindo responder às necessidades dos utentes e o resultado é este: filas desde as 5 horas da madrugada, mais de 5 horas à espera pelo atendimento, senhas esgotadas logo após a abertura dos serviços e dias de trabalho perdidos pelos utentes na esperança de serem atendidos.
Esta é uma situação completamente inaceitável e, por isso, pretendemos que a Câmara Municipal de Lisboa reconheça a importante função do serviço público de proximidade prestado pelas Lojas do Cidadão e que mantenha uma postura activa perante o Governo face ao encerramento da Loja do Cidadão dos Restauradores.
Propomos igualmente que a autarquia diligencie junto do Governo para que este informe, com urgência, que medidas pondera vir a tomar para, no curto prazo, inverter esta acentuada redução de serviços públicos de proximidade na cidade de Lisboa, e ainda para que o Governo especifique, de entre os lugares disponibilizados pelo município, em que local ou locais planeia vir a instalar novos Espaços do Cidadão.
Por fim, o Grupo Municipal de  «Os Verdes»  pretende ainda que a CML solicite junto do Governo, para que este esclareça com que tipo de serviços, meios e recursos pondera vir a abrir nova ou novas Lojas do Cidadão em Lisboa, calendarizando essas iniciativas.   
Com a Recomendação sobre o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa o PEV pretende que a autarquia adopte um conjunto de medidas de forma a preservar e valorizar este espaço, que apresenta actualmente alguns problemas como a dificuldade de manutenção, por só haver um jardineiro nos quadros, que tem a seu cargo quase 1500 espécies vegetais e a degradação de alguns espaços.
Assim, propomos por exemplo que a autarquia dê seguimento ao projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover” no âmbito do Orçamento Participativo, estabeleça uma parceria entre a Universidade de Lisboa e a Escola de Jardineiros, no sentido de dar resposta a necessidades pontuais de pessoal que se têm verificado para a manutenção do Jardim, designadamente de jardineiros, e promova as diligências necessárias à elaboração do Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico, entre outras medidas.   
Importa relembrar que o Jardim Botânico, classificado como Monumento Nacional, constitui um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural, científico e paisagístico que é preciso reabilitar e preservar.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

08/09/2014

Propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para discussão na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de amanhã, 9 de Setembro


O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 9 de Setembro: 

- Moção “Lojas do Cidadão em Lisboa”  
- Recomendação “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa”  

O Grupo Municipal de «Os Verdes» apresenta a Moção “Lojas do Cidadão em Lisboa”, pretendendo que a Câmara Municipal de Lisboa reconheça a relevante função do serviço público de proximidade aos munícipes de Lisboa desempenhada pelas Lojas do Cidadão; persista numa posição pró-activa perante o Governo, face ao encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores e à ausência de alternativas funcionais para as Lojas das Laranjeiras e de Marvila; diligencie junto do Governo para que este informe, com urgência, que medidas pondera vir a tomar para, no curto prazo, inverter esta acentuada redução de serviços públicos de proximidade na cidade de Lisboa, e ainda para que o Governo especifique, de entre os lugares disponibilizados pelo Município, em que local ou locais planeia vir a instalar novos Espaços do Cidadão. Por fim, o Grupo Municipal de «Os Verdes» pretende ainda que a CML solicite junto do Governo, para que este esclareça com que tipo de serviços, meios e recursos pondera vir a abrir nova ou novas Lojas do Cidadão em Lisboa, calendarizando essas iniciativas.  

Com a Recomendação “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa”, o PEV pretende que a autarquia prepare, calendarize e apresente os estudos e verbas previstos no âmbito do Orçamento Participativo para o projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover”; recolha os elementos e execute o levantamento topográfico necessários para a implementação do projecto, designadamente, para as previstas renovação de caminhos e sistema de circulação de água, a criação de um jardim mediterrânico e de uma zona de relvado para lazer, bem como a abertura do portão que dá acesso à Praça da Alegria; estabeleça uma parceria entre a Universidade de Lisboa e a Escola de Jardineiros e Calceteiros, no sentido de obviar a necessidades pontuais de pessoal que se têm verificado para a manutenção do Jardim, designadamente de jardineiros; e ainda que promova as diligências imprescindíveis à elaboração do Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico.  

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 8 de Setembro de 2014

20/12/2013

«Os Verdes» pedem esclarecimentos ao Governo sobre o encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores em Lisboa

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar «Os Verdes», entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, sobre o encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores em Lisboa. 
   
PERGUNTA:

As Lojas do Cidadão são um conceito de prestação de serviços públicos, que reúne várias entidades, facilitando a relação dos cidadãos com a administração pública, e proporcionando maior comodidade, pois é possível tratar de vários assuntos no mesmo espaço.  
  
O Governo anunciou o encerramento, a partir de 31 de Dezembro de 2013, da Loja do Cidadão nos Restauradores, que tem cerca de 70 trabalhadores de várias empresas e serviços, e é utilizada anualmente por 600 mil utentes.

O encerramento destas instalações trará graves prejuízos na vida dos trabalhadores afetados e a nível de acessibilidade dos utentes, uma vez que o centro de Lisboa ficará sem alternativa para os serviços aqui prestados.

Considerando que esta decisão de encerramento de um serviço tão importante para as populações se enquadra na linha de ataque aos serviços públicos que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo, visando a privatização de serviços e a redução do número de trabalhadores.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito S.Exª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Sr. Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Qual a razão para a decisão de encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores?
2- Que alternativa a este encerramento prevê o Governo apresentar?
3 – Que diligências estão a ser tomadas no sentido de salvaguardar os direitos dos
trabalhadores  afetados?
4- Que diligências estão a ser tomadas no sentido de salvaguardar os direitos dos utentes afetados?
5- Qual o destino do terreno e do edifício da Loja do Cidadão nos Restauradores?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
Lisboa, 20 de Dezembro de 2013

18/12/2013

«Os Verdes» exigem saber qual a posição da autarquia sobre o encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores

Os Deputados Municipais do Partido Ecologista «Os Verdes» entregaram na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento em que questionam a autarquia sobre o anúncio de encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores. 
   
O Grupo Municipal do PEV considera inadmissível este anúncio do Governo, que pretende encerrar a Loja do Cidadão nos Restauradores, a partir de 31 de Dezembro, não tendo em conta que é utilizada diariamente por cerca de 3000 utentes que, caso esta decisão se venha a concretizar, se verão confrontados com todos os inconvenientes resultantes do fecho deste serviço, ficando o centro de Lisboa sem alternativa para os serviços aqui prestados.

Assim, através deste requerimento, o Partido Ecologista «Os Verdes» exige saber qual a posição da Câmara Municipal de Lisboa perante o anúncio do encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores por parte do Governo e que diligências tomou ou pondera vir a tomar junto do Governo no âmbito desta intenção.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de «Os Verdes».
Lisboa, 18 de Dezembro de 2013

20/02/2013

Propostas do PEV aprovadas ontem na Assembleia Municipal de Lisboa



O Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de ontem, uma Moção “Pela dignificação dos calceteiros municipais e por melhores condições de trabalho”, uma Recomendação sobre a “Conclusão das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira” e, por último, uma Recomendação sobre os “Marcos do Correio na Cidade de Lisboa”, tendo todos estes documentos sido aprovados.

Na mesma reunião, “Os Verdes” também apresentaram uma Moção “Pela requalificação paisagística do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”, cujos pontos 2 e 3 foram rejeitados pelo PSD e PS, o PEV lamenta esta rejeição, pois os referidos pontos pretendiam, que a Câmara Municipal de Lisboa procedesse à remoção da actual vedação existente no Parque da Bela Vista, tornando aquele espaço público permanentemente acessível a toda a população e que estudasse locais alternativos para a realização de futuros festivais desta natureza e dimensão, que não passem por jardins e parques da cidade, evitando-se desta forma impactes negativos na qualidade destes espaços e respectivo usufruto pelos cidadãos.  
   
O PEV congratula-se com todos os documentos aprovados e aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações, que versam sobre matérias importantes para a cidade e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.  
   
O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 19 de Fevereiro de 2013

19/02/2013

Intervenção sobre as Recomendações do PEV


Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre as moções e as recomendações apresentadas na reunião da AML de 19 de Fevereiro de 2013.

Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Srs. Deputados e Estimado Público

Em primeiro lugar, uma saudação ao público presente para dizer que «Os Verdes» estão solidários com os problemas levantados, tendo já apresentado algumas propostas com vista à sua resolução, como é o caso da EPUL, da circulação nos Olivais e do DRMM. Até agora também continuamos a aguardar que a CML resolva estes problemas e que trabalhe efectivamente para melhorar a qualidade de vida em Lisboa. 

E é precisamente nesse sentido que «Os Verdes» apresentam a esta Assembleia um conjunto de documentos que, no nosso entender, vão de encontro às necessidades e desejos da população de Lisboa, e são um importante contributo para a resolução de alguns problemas da cidade.
É o caso da moção sobre os calceteiros municipais, um tema que «Os Verdes» têm acompanhado de perto, e que vem no seguimento de uma reunião que tivemos com os calceteiros e o STML e de uma visita que realizámos à Escola de Calceteiros.

Esta Escola foi criada em 1986 pela Câmara Municipal de Lisboa, com o objectivo de preservar a arte de saber calcetar, pretendendo renovar o efectivo de calceteiros municipais e divulgar a arte de calcetamento.

Apesar da importância desta escola e da profissão de calceteiro, uma profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso património, não tem havido o devido reconhecimento e valorização. Exemplo disso, é o facto de a escola não ter formação há cinco anos.
Se a escola tem como objectivo proporcionar a qualificação profissional de calceteiros, de forma a assegurar a sobrevivência da calçada portuguesa, não se percebe como está a escola sem ter formação e como há falta de condições na brigada de calceteiros.

De facto, os calceteiros manifestaram-se recentemente contra as condições de trabalho, nomeadamente a falta de condições nas actuais instalações, o número insuficiente de trabalhadores, com a perspectiva de não se conseguir assegurar uma renovação dos quadros, e o facto de não haver cursos de reciclagem e actualização de conhecimentos.

De salientar que, mesmo perante estas dificuldades e situações de precariedade, os calceteiros municipais desempenham diariamente o seu trabalho de forma exemplar, ao mesmo tempo que continuam a receber pedidos para colaborações no estrangeiro, como é o caso de Bruxelas, Caracas, entre outros.

Com esta moção, «Os Verdes» pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa dialogue com os calceteiros no sentido de se encontrar as soluções mais adequadas para as dificuldades e problemas sentidos, que promova cursos de formação para novos formandos e cursos de reciclagem e actualização de conhecimentos para os actuais calceteiros, para que a escola de calceteiros seja, cada vez mais, um local de formação e educação na área da calçada portuguesa, e que invista na melhoria das condições de trabalho dos calceteiros municipais, designadamente a nível do número de calceteiros, de instalações e fardamento.

Pretendemos, no fundo, que sejam criadas as condições adequadas para que os calceteiros desempenhem as suas funções de forma eficaz e na plenitude dos seus direitos, pois só assim haverá uma dignificação desta profissão e desta arte.

Através da Moção “Pela requalificação paisagística do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”, o Grupo Municipal do PEV relembra, mais uma vez, a esta Assembleia a necessidade de uma “vigilância ambiental” relativamente a um importante espaço verde da cidade de Lisboa, o qual para muitos lisboetas, é até desconhecido e apenas relembrado aquando dos mega festivais que lá se realizam. E desconhecido porquê? Porque desde 2004, ano em que se realizou o primeiro Rock in Rio, que foi colocada no Parque da Bela Vista uma inadequada vedação, que se dizia temporária, mas que após 10 anos, se tornou permanente, escondendo da população aquele parque público. Inclusivamente, as placas desta vedação, que já não está nas melhores condições, soltaram-se com o último temporal e voaram pondo em risco habitantes e bens.

Já não é a primeira vez que «Os Verdes» alertam para a necessidade de protecção daquele parque urbano e, mais uma vez, dizemos que a Câmara não se pode lembrar da Bela Vista só quando se acendem as luzes dos festivais. Fora dessas alturas, a Câmara nada dinamiza naquele espaço para o dar a conhecer de outra forma aos lisboetas, limitando-se a deixar abertos largos portões, ao longo da extensa vedação.

O que «Os Verdes» pretendem com esta Moção é que seja retirada aquela vedação, para um total usufruto por parte da população, e para o devido enquadramento paisagístico que a mesma merece. O PEV volta novamente a insistir para que sejam estudados outros locais para a realização dos festivais, e que o Parque da Bela Vista seja efectivamente um espaço verde para usufruto de todos e em qualquer altura do ano.

Da visita que realizámos ao Parque da Bela Vista, pudemos ainda constatar com bastante desagrado e preocupação que os acessos à ponte ciclo pedonal continuam por terminar. Mais, verificámos que estes acessos inacabados constituem um perigo para os utilizadores pois todas as infra-estruturas de saneamento estão a descoberto.

Não se percebe porque é que uma ponte ciclo pedonal, inaugurada há quase um ano, ainda não tem os acessos concluídos.

Possivelmente, a Câmara só se vai lembrar de finalizar a já inaugurada ponte aquando do próximo festival!

A recomendação sobre a Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço reflecte a importância de promover uma mobilidade urbana sustentável, através de uma abordagem integrada de planeamento que tenha em atenção todos os modos de transporte na cidade de Lisboa e suas áreas vizinhas. Isto, tendo em vista a satisfação das necessidades de mobilidade dos munícipes, num equilíbrio entre a qualidade ambiental, a equidade social, a promoção da produtividade económica e a qualidade de vida dos cidadãos.

O PEV tem consciência das dificuldades financeiras do País, mas é importante que a Assembleia Municipal de Lisboa manifeste a prioridade, em relação à rede de Metropolitano, de concluir as obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira, bem como as obras de ampliação das estações do Areeiro e Arroios, logo que seja possível.

Convém relembrar que todas estas obras já estavam previstas e em curso, sendo cruciais, prioritárias e estratégicas para a cidade de Lisboa e suas áreas vizinhas, por melhorar as condições de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

Para o PEV é necessário continuar a manifestar a prioridade destas intervenções e interceder junto do Governo e da Administração do Metropolitano de Lisboa, para que esta proceda à prossecução das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira.

Por fim, a recomendação referente aos “Marcos do Correio na Cidade de Lisboa” surge no seguimento de vários marcos dos CTT terem sido retirados das ruas, nos últimos meses, em diversos pontos do país. Segundo a própria empresa, já foram removidos 349 pontos de recolha nos últimos dois anos, sendo Lisboa e Porto as cidades mais afectadas. Para além das remoções já efectuadas, está prevista a retirada de mais 242 marcos do correio nestas duas cidades: só em Lisboa serão 159, o que representará uma redução de 30,3%.

A decisão dos CTT tem sido contestada por parte de alguns Presidentes de Juntas de Freguesias, pois foi tomada unilateralmente e apresentada como um facto consumado, não tendo havido possibilidade de discutirem o assunto ou apresentarem alternativas.

Para «Os Verdes», as Juntas de Freguesia são os órgãos com maior proximidade das populações e que melhor conhecem as suas características, devendo para o efeito serem auscultadas em relação à retirada de marcos dos correios.

Daí, o PEV propor que a Assembleia Municipal de Lisboa delibere recomendar à CML que solicite aos CTT - Correios de Portugal, a indicação dos locais, por Freguesias, onde estará prevista a retirada de marcos do correio, bem como que manifeste a sua preocupação pela ausência de auscultação das Juntas de Freguesias de Lisboa em relação à remoção de marcos de correios.

A Deputada Municipal do PEV
Cláudia Madeira

18/02/2013

Propostas de “Os Verdes” para discussão na Assembleia Municipal de Lisboa, na reunião de 19 de Fevereiro


O Grupo Municipal de “Os Verdes” entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 28 de Fevereiro de 2012:

- Moção “Pela dignificação dos calceteiros municipais e por melhores condições de trabalho”  
- Moção “Pela requalificação paisagística do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”
- Recomendação sobre a “Conclusão das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira”
- Recomendação sobre os “Marcos do Correio na Cidade de Lisboa”

Ao apresentar uma Moção “Pela dignificação dos calceteiros municipais e por melhores condições de trabalho”, o Grupo Municipal de “Os Verdes”pretende que a Câmara Municipal de Lisboa dialogue com os calceteiros no sentido de se encontrar, em conjunto, as soluções mais adequadas para as dificuldades e problemas sentidos por estes profissionais; promova cursos de formação para novos formandos e cursos de reciclagem e actualização de conhecimentos para os actuais calceteiros para que a escola de calceteiros seja, cada vez mais, um local de formação e educação na área da calçada portuguesa; realize o investimento necessário para a melhoria das condições de trabalho dos calceteiros municipais, designadamente a nível do número de calceteiros, de instalações e fardamento; encete de imediato todos os esforços necessários de forma a serem criadas as condições adequadas para que os calceteiros desempenhem as suas funções de forma eficaz e na plenitude dos seus direitos e assuma claramente um papel activo na defesa dos direitos dos calceteiros do município de Lisboa e na dignificação desta profissão.

Com a Moção “Pela requalificação paisagística do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”, “Os Verdes” pretendem que a autarquia conclua com a maior brevidade possível as obras de acesso à ponte pedonal e ciclável, assegurando condições de segurança dos seus utilizadores, nomeadamente através da beneficiação das estruturas de saneamento, que neste momento se encontram a “céu aberto”; proceda à remoção da actual vedação existente no Parque da Bela Vista, tornando aquele espaço público permanentemente acessível a toda a população e que estude locais alternativos para a realização de futuros festivais desta natureza e dimensão, que não passem por jardins e parques da cidade, evitando-se desta forma impactes negativos na qualidade destes espaços e respectivo usufruto pelos cidadãos.

Na Recomendação sobre a “Conclusão das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira”, o Partido Ecologista “Os Verdes” propõe que a Câmara Municipal de Lisboa continue a exigir a melhoria das condições de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa através de uma maior articulação da rede de metropolitano de Lisboa com os interfaces intermodais, promovendo desta forma o direito à mobilidade da população e a melhoria da sua qualidade de vida; interceda junto do Governo e da Administração do Metropolitano de Lisboa para que esta proceda à prossecução das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira e manifeste a prioridade, em relação à rede de metropolitano na cidade de Lisboa, de concluir estas obras, bem como as obras de ampliação das estações do Areeiro e Arroios.

Por sua vez, na Recomendação sobre os “Marcos do Correio na Cidade de Lisboa”, o PEV propõe que a autarquia solicite à empresa dos CTT - Correios de Portugal a indicação dos locais, por Freguesias de Lisboa, onde estará previsto a retirada de marcos dos correios e manifeste a sua preocupação pela ausência de auscultação das Juntas de Freguesias de Lisboa em relação à remoção de marcos de correios.

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 19 de Fevereiro de 2013

15/09/2009

Comércio Justo também não resiste à crise

Dez anos após a abertura da primeira Loja de Comércio Justo, a crise chegou aos estabelecimentos que lutam contra o trabalho infantil e a exploração dos trabalhadores. Em Lisboa já não existe qualquer loja e muitas outras estão em risco de fechar.
Primeiro fechou uma no Porto, depois seguiu-se a única loja que existia em Lisboa. A loja de comércio justo da baixa de Coimbra também não conseguiu resistir à crise. Em Guimarães, a ‘Cor de Tangerina’, teme também pelo futuro do seu estabelecimento localizado no centro histórico “mesmo em frente ao Palácio dos Duques”, porque “na hora de comprar, as pessoas questionam-se” e acabam por sair de mãos vazias.
“A crise começou em Setembro do ano passado, quando sentimos uma redução de 20 a 30% das vendas. Hoje, temos uma redução de 50 a 70%. Já equacionámos o encerramento da loja”.
O responsável pela abertura da primeira loja em Portugal, reconhece que a “situação é bastante difícil. Chegámos a ter oito lojas e hoje temos apenas cinco: duas no Porto, uma em Guimarães, outra em Braga e em Amarante. Já fechámos uma loja em Lisboa outra no Porto e em Barcelos”.
Quando em Agosto de 1999 abriu, em Amarante, a primeira loja de Comércio Justo em Portugal não imaginou que, passados dez anos, se iria confrontar com a actual situação. Depressa começaram a aparecer interessados num projecto que defendia os direitos dos pequenos produtores do sul do mundo assim como todos os trabalhadores marginais, desde os povos indignas às mães solteiras e viúvas.
No início, as pessoas “duvidaram da iniciativa”, mas depressa perceberam que “era real”. Um pouco por todo o país começaram a aparecer espaços que davam a garantia de que os produtos exóticos, oriundos de países pobres do Sul, eram produzidos respeitando o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores.
No entanto, “o consumidor responsável - disposto a pagar mais para ter a certeza de que se trata de comércio justo, sem exploração infantil e amigo do ambiente - representa apenas 1% dos portugueses”, lembra o director executivo da Oikos referindo-se a um estudo europeu realizado há cerca de cinco anos.
Para ele é preciso que as pessoas percebam que “os seus valores éticos não podem estar dissociados do consumo e da forma como investem o seu dinheiro” e para isso é preciso haver um marketing social que mude a mentalidade dos portugueses. No entanto, reconhece, “só quando há algum desafogo a nível económico é que é permitido às pessoas terem uma consciência responsável”.
Esta é uma ideia corroborada pela associação Reviravolta, no Porto: “em tempos de crise, as pessoas pensam primeiro nas suas necessidades básicas”. Resultado: “temos quebras de 30% de vendas em todas as nossas lojas”.
Apesar de haver menos consumidores, todos os responsáveis envolvidos nestes projectos acreditam que hoje os portugueses estão mais sensibilizados para a causa. Em Lisboa, onde a loja teve quebras de 50% que não permitiram continuar com o projecto, “agora as pessoas fazem encomendas on-line e nós fazemos entregas ao domicílio por envio postal”.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/comercio-justo-crise-fecha-lojas-dez-anos-depois-de-abrir-a-primeira=f535418

12/09/2009

Consumidores à espera de preços mais baixos nos produtos biológicos

Os produtos biológicos já valem três milhões de euros para algumas lojas de cadeias de hipermercados, “apenas na área alimentar”, mas este tipo de produtos só deixará de ser um nicho de mercado quando os preços descerem para o nível dos produtos convencionais.
No que respeita aos valores pagos, outra cadeia avançou que “os produtos biológicos têm habitualmente um preço 10 a 30% superior aos produtos convencionais”.
Um especialista na área da distribuição, defende que os produtos obtidos através de um modo de produção biológico “são ainda um nicho de mercado”, uma situação que poderá alterar-se quando os valores a pagar baixarem, já que, actualmente, “a diferença de preço [face aos convencionais] ainda é muito grande. Portugal tem cada vez maior oferta nos super e hipermercados, o que prova que há procura”, embora o peso destes produtos no total das vendas seja ainda reduzido.
Quase todos os produtos biológicos agrícolas vendidos em Portugal são de origem nacional, ao contrário do que acontece com os bens transformados que, como é possível constatar em espaços de alguns pequenos supermercados especializados, apresentam marcas essencialmente estrangeiras.
Os principais produtos biológicos comercializados são frutas, vegetais e carne, mas também estão disponíveis produtos de mercearia, como azeite, arroz, bolachas, sumos ou sobremesas, produtos lácteos e seitan ou tofu.
Nalgumas lojas são vendidos produtos biológicos com marca própria, “certificados por uma entidade externa”, senso cerca de 36 referências de carne, frutas e vegetais.
Com mais de mil referências, outro hipermercado regista um “crescimento significativo” do volume de negócios, “acima dos 20&”, como refere um director de Compras.
Fonte afirma que tem cerca de 90 artigos 'bio', em categorias alimentar e de perecíveis, e salienta que “a estreita relação [da empresa] com os seus fornecedores, a compra directa à produção e a garantia de escoamento, no âmbito do Clube dos Produtores da Sonae, têm vindo a criar uma maior acessibilidade a estes produtos”.

18/06/2009

Horta à porta


Ainda a propósito do anterior ‘post’ “Agricultores urbanos de hortas biológicas”, de antes de ontem, para quem não pode ter e manter uma horta, por falta de espaço, por falta de tempo ou por qualquer outra razão, mas pretende trazer à sua mesa o melhor que a natureza tem para nos dar, livre de produtos químicos, surgem cada vez mais alternativas 1.
Ou seja, há quem proceda à comercialização de produtos da agricultura biológica, por encomenda, à sua porta. Um dos exemplos foi já aqui referido no ‘post’ “Legumes biológicos ao domicílio” 2.

27/05/2009

Crise leva cada vez mais jovens a vender na Feira da Ladra

Devido à crise, “para juntar uns trocos”, cada vez mais jovens vendem artigos usados na Feira da Ladra de Lisboa, comentaram à Lusa alguns vendedores no Campo de Santa Clara, num sábado de feira.
“São cada vez mais vendedores, cada vez mais jovens, e como isto está difícil, vão ser cada vez mais. E isso é mau: há muita gente a vender e muito pouca gente a comprar”, desabafou uma vendedora da feira da Ladra de Lisboa, que ali vende há mais de dois anos.
São muitos os exemplos. Uma professora de 24 anos é um deles. Começou a vender na Feira da Ladra há cerca de um ano “para vender a tralha que havia pela casa e juntar uns trocos para a gasolina”. Considera que no último ano a feira “não mudou muito”, mas convenceu três amigas a fazer o mesmo. Uma delas, também de 24 anos e licenciada em radiologia, diz que, das três vezes que já ali vendeu, fez cerca de 20 euros por manhã.
Mas há quem faça melhor negócio embora com preços simbólicos de um euro. É o caso de outros dois jovens que conseguem fazer, num dia, cerca de 100 euros. São finalistas de gestão e a crise ‘empurrou-os’ para que fossem até ali tentar a sua sorte.

12/05/2009

Novo Parque Temático !

E o país que não sabia que tinha ganho um novo ‘Parque Temático’! Trata-se, aliás, de um novo centro comercial da Amadora.
É que a entrada de carros no estacionamento do novo centro comercial ‘Dolce Vita’ Tejo, na Amadora, esteve este fim de semana interdita, devido à elevada concentração de monóxido de carbono.
Os carros acabaram por ter de estacionar no exterior, obstruindo a saída dos veículos que se acumularam no parque com os motores ligados.
Assim, quem se deliciar com poluição tem um novo destino de ‘lazer’.

04/03/2009

Portugueses contra a privatização da água

Segundo os resultados obtidos pela sondagem/Marktest, encomendada pelo STAL e realizada entre os dias 6 e 15 de Janeiro, na sequência da campanha ‘Água é de todos, não o negócio de alguns’, uma grande maioria dos portugueses (69%) não concorda com a privatização ou gestão privada dos serviços de abastecimento de água e saneamento, apontando três razões principais: “a água é de todos” (75,5%), é um “serviço público essencial” (65%), “as pessoas com menores rendimentos deixariam de ter acesso à água” (57,1%).


Em coerência com a defesa clara do serviço público com gestão pública municipal, 79,4% dos inquiridos não concordam com a retirada das competências às câmaras na gestão da água, tratamento de esgotos e definição dos preços, as quais o governo pretende transferir para empresas onde as autarquias perdem capacidade de decisão.
Os que partilham esta opinião afirmam que as “Câmaras são mais atentas às necessidades da população” (25,2%); que os “serviços fornecidos pelas Câmaras são bons” (11%), que caso deixem de os prestar “os preços vão aumentar” (10,5%); que as Câmaras são a garantia da continuação do “serviço público” (10,5%); que “os serviços são mais bem geridos localmente” (10,1%).
Pelo contrário, para sete em cada dez inquiridos (73,4%), consideram que a retirada desta competência não contribuiria para melhorar o serviço de abastecimento de água e saneamento, uma vez que as Câmaras municipais são quem melhor «”conhece as necessidades da população”.
Uma expressiva maioria de pessoas (86,7%) respondeu que a protecção do meio ambiente constitui uma característica “importante” ou “muito importante” da gestão dos serviços públicos. Seguem-se como critérios prioritários a “qualidade” (85,9%); “universalidade de acesso” (83,5%); “boas condições de trabalho dos funcionários” (81,9%); “participação dos cidadãos” (80%); “transparência das decisões” (72,6%).
A sondagem encomendada pelo STAL mostra assim claramente que cerca de três quartos da população portuguesa discordam de forma fundamentada com a privatização do sector da água e saneamento e consideram que a sua gestão não deve ser retirada às autarquias locais.
Num momento em que o actual governo, prosseguindo e aprofundando políticas anteriores, pretende transformar a água e outros serviços públicos de âmbito local em mercadorias como as demais, os portugueses afirmam, inequivocamente, que a água, saneamento e resíduos sólidos são direitos sociais e humanos que não podem ser reduzidas à mera lógica do lucro e expressam a sua confiança nas autarquias enquanto órgãos democráticos para continuarem a assegurar estes serviços essenciais.
Porque a ‘Água é um direito, diga não à sua privatização!’

24/02/2009

Recessão na venda de casas em Lisboa

A venda de casas novas e usadas teve uma quebra muito significativa especialmente a partir da segunda metade de 2008. No quarto trimestre a situação das vendas agravou-se, o que indica que 2008 terá sido um dos piores das últimas décadas. Ou seja, entrou-se num claro período de recessão.
A confirmação chega agora através dos resultados do Sistema de Informação Residencial (SIR), da Confidencial Imobiliário (CI), que revela que, no 3º trimestre de 2008, entre Julho e Setembro de 2008, foram realizadas 436 vendas de casas na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Este volume representa um decréscimo de 27% face ao mesmo período de 2007 (595 vendas) e de 13% (499 vendas) relativamente ao trimestre precedente 1.
O preço médio de venda dos alojamentos foi de 1.642 euros por metro quadrado (/m²), abaixo dos 1.784 euros/m² referenciados como o valor médio da oferta. O diferencial entre os valores de venda e os valores de oferta continuou, uma vez mais, a ser negativo, quer nos fogos novos (menos 2%), quer nos usados (menos 11%), acentuando-se nestes últimos (menos 7% no 2º trimestre) e aliviando nos primeiros (menos 5% no 2º trimestre) 2.
Como confirma o próprio Departamento de Gestão Urbanística da CML, atravessamos um período cuja tendência é de “recessão do mercado imobiliário” 3. Assim sendo, porque insiste a CML na alienação de património municipal, em hasta pública, com o pomposo projecto de ‘Lisboa capital do charme'?
É que para além destes palácios, a CML tem ainda em agenda, uma lista adicional de 9 terrenos para alienar em 2009. Como já o repetiram “Os Verdes”, qualquer dia, para além dos anéis, Lisboa arrisca-se a perder também os dedos 4.

1. Ver
http://economico.sapo.pt/noticias/venda-de-casas-em-lisboa-desce-27-no-terceiro-trimestre_4100.html
2. Ver www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1044813&div_id=1730
3. Ler ‘Informação escrita do Presidente’, Nov. 2008-Jan. 2009
4. Ver
http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=259&Itemid=33

17/02/2009

Camionistas deviam pagar por poluição e congestionamentos

A Comissão de Transportes do Parlamento Europeu considera que os camionistas deviam pagar pela poluição sonora e do ar e pelos congestionamentos que provocam.
A ideia, defendida na passada 4ª fª, diz em que aquela Comissão aprovou a chamada ‘Eurovinheta’, perante a qual as transportadoras assumem parte dos custos ambientais que causam. A proposta foi aprovada com 31 votos a favor e 16 contra.
Um eurodeputado socialista belga disse, em conferência de imprensa, que esta medida pode levar a “uma pequena revolução no sector dos transportes, porque introduz o princípio do poluidor-pagador”.
A medida terá ainda de ser aprovada pelo Parlamento Europeu, em Março.

Ver
www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=55&ContentId=276646

08/02/2009

Feira do Livro muda-se para Maio

A Feira do Livro de Lisboa, que será inaugurada a 30 de Abril e terminará a 17 de Maio, realizar-se-á, como vem sendo tradicional, no Parque Eduardo VII, prevendo-se que o Brasil seja apresentado como o país-tema da feira.
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade organizadora do certame, apresentou os novos modelos de pavilhões da Feira, os quais, segundo o presidente da associação, “mereceram uma apreciação positiva dos editores e livreiros”.
No Porto, a feira começará a 22 de Maio e encerrará a 14 de Junho, regressa à avenida dos Aliados. O desfasamento de datas entre as duas feiras é uma aposta da APEL no sentido de ‘dinamizar’ o sector, aproveitando-se os pavilhões utilizados em Lisboa, numa forma de “melhor rentabilizar o investimento de 1,4 milhões de euros”.
Os pavilhões apresentados são modulares, mais flexíveis, podendo acoplar-se uns nos outros, permitindo uma utilização pelas diferentes editoras sem custos adicionais. Além disso, facilitam o acesso a crianças e a pessoas com deficiências e cada editor pode dispô-los como entender.
Segundo o novo regulamento da feira poderá ser instalado outro tipo de pavilhões, desde que sejam respeitados os parâmetros de volumetria e segurança.
As Editoras parecem concordar que “finalmente” há “uma feira renovada a nível nacional e sem excluir os que querem estar de forma diferente”, pois, “num ano de crise e muito difícil, é de louvar a coragem e empenho da APEL em renovar uma das maiores e mais significativas iniciativas culturais do país”.
As novas feiras devem passar a ser “inclusivas”, procurando estabelecer “parcerias com as livrarias das cidades, nomeadamente através de acções conjuntas, aumentando a intensidade da Feira”.

Ver
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364084

04/02/2009

Produtos biológicos contra a crise

Uma empresa familiar gerida por três irmãos apostou na produção e comercialização de hortícolas biológicos e, apesar da crise, duplicou a facturação no último ano, atingindo um milhão de euros.
A empresa, que emprega 15 pessoas da Lourinhã, aumentou as vendas desde que conseguiu colocar os produtos em duas grandes superfícies da capital, enquanto até aqui estava limitada à venda dos produtos em lojas especializadas, directamente a consumidores que faziam encomendas de cabazes ou em mercados.
“Neste momento os supermercados querem ter produtos biológicos e estamos em negociações com vários” adiantou o empresário, mostrando-se optimista com a hipótese de vir a aumentar as vendas na ordem dos 25%.
A empresa dedica-se 100% à agricultura biológica desde 2001, é certificada e produz em 27 hectares (na sua maioria terrenos arrendados) várias qualidades de couves, batata, abóbora, cereais (trigo e cevada), tomate, alface, cebolas, courgette, beringela entre outros.
Tornou-se conhecida por ter começado por distribuir cabazes de hortícolas, em Lisboa, a consumidores que lhes faziam encomendas. “As pessoas (ainda hoje) escolhem no site o que querem ou por fax e depois recebem os produtos em casa”.
A quinta onde se situa a empresa também recebe com frequência visitas de estudo de alunos a quem os irmãos explicam os métodos de produção, directamente no terreno, acreditando que os jovens “virão a ser os novos consumidores”.
Nas ‘aulas’ de campo explicam como adubam as terras com estrume e que utilizam produtos, como o enxofre, mas de forma natural sem ser manipulado. “Com esta forma de produzir estamos no terreno sem máscaras, sem luvas e sem problemas respiratórios ou de pele”, explicando que isso se deve a não usarem pesticidas.
Os produtos acabam por precisar de mais tempo para crescer como é o caso das alfaces que na agricultura convencional são produzidas em apenas três semanas e na biológica necessitam do dobro do tempo. Na agricultura biológica são utilizadas ervas e animais do campo em proveito das plantações.
Exemplificam que nunca matam uma cobra porque ela come ratos e assim estes já não comem as batatas ou que as urtigas colocadas em água libertam um ácido que depois é aplicado, consoante as necessidades, como repelente de insectos ou fertilizante. Uma das vantagens deste método é a poupança nos custos de produção.
A empresa pensa agora em começar a exportar para o Reino Unido, Alemanha e Holanda e está a elaborar um projecto para a construção de armazéns com condições de armazenamento dos produtos.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=124647

29/12/2008

Legumes biológicos ao domicílio

Tem a garagem de casa dos pais reconvertida em armazém. Às 3ªs recebe as encomendas dos seus 20 fornecedores de legumes “biológicos e apanhados no dia”. É já noite quando sai do meio dos legumes e vai para o escritório (a sua casa) esvaziar o correio, antes de se deitar. Dorme depressa. No dia seguinte levanta-se às cinco e meia.
4ª fª é dia da entrega ao domicílio dos cabazes com um sortido de legumes, que podem ser complementados com outros produtos biológicos, como carne barrosã, fruta, azeite ou frutos secos. Seguem-se as entregas, num porta-a-porta que dura todo o dia.
Trata-se de um serviço de ‘Horta à Porta’, de uma empresa no Grande Porto com uma centena de clientes, que são assinantes do serviço de legumes (o resto é encomendado à parte) e escolhem a periodicidade da entrega (semanal ou quinzenal) e o formato do cabaz - pequeno (oito legumes e custa 16 euros), médio (dez legumes, 21,50 euros) ou grande (11 produtos em maior quantidade, 27 euros).
O critério é fazer com que o cabaz dure toda a semana e seja variado, servindo para sopas, saladas e acompanhamentos. Os clientes têm direito de veto sobre os produtos, pois, quando aderem, preenchem um formulário, com a discrição de 48 legumes, de A (de abóbora) a X (de xuxu), onde assinalam os produtos que nunca querem receber.
A gerente passou por uma Escola Agrícola, seguindo-se Agronomia, tendo agora imaginado, por mero acaso, o ‘Horta à Porta’ como saída profissional para o beco em que a sua vida tinha entrado. E já tem o telefone a tocar com gente de Lisboa interessada neste tipo de ‘franchising’ biológico.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/26/dnbolsa/agrioes_e_nabicas_foram_a_saida_beco.html