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06/06/2017

Verdes preocupados com gestão da Tapada Nacional de Mafra

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, sobre várias preocupações relativas às práticas de gestão da Tapada Nacional de Mafra, dado que esta reveste uma importância vital para a paisagem, a vida, a economia e a cultura no Concelho de Mafra, com um vasto património edificado, de biodiversidade biológica, cinegética, florestal, fauna e flora, de património geológico e de macro fungos, única para a região e como um valor nacional a preservar
Pergunta:

Em 1747 foi criada a “Real Tapada de Mafra” com uma área de 1200 hectares, rodeada por um muro de alvenaria em pedra e cal, numa extensão de 21 Km, com o objetivo primário de proporcionar um envolvimento verde e cinegético ao Monumento, como espaço de recreio e venatório do Rei e da sua corte, de fornecer lenha e outros produtos ao Convento.

Em 1828 - A “Tapada” foi dividida em três partes separadas por dois muros construídos, ficando a primeira, com 360 hectares para administração militar.

Com a implantação da República passou-se a designar Tapada Nacional de Mafra (TNM), - sobretudo destinada ao exercício de caça e de atos protocolares.

Em 1941 - A “Tapada” passou a gestão em regime florestal de proteção ambiental, sob tutela da Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas.

Em 1993 – A Tapada foi concessionada à Empresa Nacional de Desenvolvimento Agrícola e Cinegético (ENDAC), uma sociedade de capital exclusivamente público na dependência do Ministério da Agricultura.

Em 1998 - foi criada uma Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, criada em pela Resolução de Conselho de Ministros nº 7/98, ficando o Estado numa posição maioritária no seu capital social, tendo parceria com; Câmara Municipal de Mafra; Direção Regional de Agricultura Pescas de Lisboa e Vale do Tejo; Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; Clube Português de Monteiros Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, IP; Fundação Alter Real; Liga dos Amigos de Mafra; Federação dos Arqueiros e Besteiros de Portugal; Associação dos Agricultores do Concelho de Mafra.

Considerando que a Tapada Nacional de Mafra, reveste uma importância vital para a paisagem, a vida, a economia e a cultura no Concelho de Mafra, com um vasto património edificado, de biodiversidade biológica, cinegética, florestal, fauna e flora, de património geológico e de macro fungos, única para a região e como um valor nacional a preservar. Considerando que o Grupo Parlamentar de Os Verdes registou recentemente várias preocupações relativas à práticas de gestão da Tapada Nacional de Mafra.



Solicito, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Agricultura da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – Tem esse ministério registado algum plano estratégico que assuma uma verdadeira e integral gestão da Tapada Nacional de Mafra?

2 – Foram registadas algumas preocupações por parte da estrutura sindical dos trabalhadores e colaboradores da TNM, como a violação dos seus direitos em matéria de violação dos horários de trabalho, funções laborais, de saúde e segurança no trabalho, como forma de pressão para a sua saída voluntária?

3 - Qual é o quadro ativo de trabalhadores, em número e funções e de registo de vagas de carências, bem como o registo de saídas voluntarias de trabalhadores por pressão?

4 – Qual o número de ativos e de carência de sapadores florestais?

5 – O Censo dos animais tem sido regularmente registado?

6 - Presentemente que o numero de animais e espécies presentes na Tapada?

24/03/2017

PEV denuncia abate de pinheiros no Parque Natural Sintra Cascais

Os Verdes estiveram no Parque Natural Sintra Cascais (PNSC) e denunciaram aquilo que consideram ser um crime ambiental: o abate de pinheiros nesta área protegida.

Para Rogério Cassona, dirigente do PEV, a gestão do PNSC deve colocar os critérios ambientais acima dos critérios economicistas.

Em declarações à RTP, o dirigente ecologista questiona o critério que levará ao abate de pinheiros jovens sem maleitas aparentes.


22/03/2017

Preparado Atentado Florestal no Parque Natural Sintra - Cascais - Verdes chamam presidente do ICNF ao Parlamento

No Dia Mundial da Floresta, Os Verdes tiveram conhecimento que se está a preparar um atentado ambiental à floresta do Parque Natural de Sintra - Cascais.

O ICNF prepara-se para abater milhares de pinheiros no Parque Natural Sintra - Cascais na área que liga a Lagoa Azul à Malveira da Serra e à Pedra Amarela, ao longo de vários da EN 9-1 e para dentro da serra.

Como Os verdes puderam constatar no local, foram marcados sem razão aparente para abate milhares de pinheiros de pequeno e grande porte nesta extensão.


No entender do PEV este abate só pode ter como objetivo razões economicistas e demonstra uma total despreocupação ambiental de uma zona florestal numa área protegida. O número assustador de pinheiros e cedros marcados, caso se concretize, um atentado grave para o ambiente pois deixarão uma vasta área de solos a descoberto à mercê da erosão e da invasão de infestantes.

Estamos a falar de uma área florestal localizada no Parque Natural de Sintra/Cascais, gerida pelo ICNF onde a gestão florestal deve ter em conta mais do que em qualquer outro lugar preocupações ambientais.

Como tal o PEV vai dar entrada com carater de urgência, na Assembleia da República, a vinda do Presidente do ICNF com vista ao esclarecimento do que está por trás desta iniciativa, sendo que Os Verdes pretendem que esta decisão seja revista pois consideram-na uma agressão ambiental numa área protegida.

19/03/2017

Os Verdes marcharam pelo Jamor - Pela preservação do seu património ambiental e garantia de acesso público

Os Verdes promoveram no sábado, dia 18 de março uma Marcha em defesa do Jamor.

Sob o lema "Mais Verde, Menos Betão", iniciaram o seu percurso na orla costeira, local onde está prevista a construção de um mega projeto imobiliário e seguiram percorrendo vários quilómetros do Complexo Desportivo do Jamor.

Durante o percurso, falou-se sobre a história deste local, as questões ambientais e as ameaças que se colocam à sua sobrevivência como local emblemático do desporto e do lazer ao ar livre. Retomando aquela que era a sua finalidade inicial, criar um local onde as pessoas pudessem aliar a fruição da natureza à prática desportiva e ao exercício físico. Assim, o parque do Jamor acabou por se constituir também como um espaço verde da Área Metropolitana de Lisboa com a mata envolvente.

Alertou-se também para a necessidade de defender este espaço de equilíbrio ambiental e paisagístico da especulação imobiliária e da pressão constante para a construção, vedação ou concessão. A sua função ambiental, recreativa, desportiva e de lazer deve manter-se, bem como a necessária fruição pública.

Para Os Verdes é fundamental garantir a sua preservação como património ambiental, paisagístico e desportivo de relevância nacional.

A marcha contou com a colaboração da associação" Vamos Salvar O Jamor" e com a participação de eleitos locais da CDU, membros de associações comunitárias, como Grupo Recreativo e Cultural Os Amigos do Alto do Mocho de Paço de Arcos e o Deputado Ecologista José Luís Ferreira, bem como de alguns dirigentes nacionais do PEV.


14/03/2017

18 de março - Marcha de Os Verdes em defesa do Jamor!

No próximo dia 18 de março, sábado, às 10.00h - Os Verdes vão realizar uma Marcha em defesa do Jamor, no concelho de Oeiras.

Junte-se ao Partido Ecologista Os Verdes nesta caminhada na defesa do ambiente, da floresta, dos espaços verdes e de lazer de uso público.

Venha conhecer o património ambiental e partilhar a história cultural e social do Jamor!


27/01/2016

Parque Florestal de Monsanto: “Os Verdes” congratulam-se com proposta aprovada para realização de debate

 
“Os Verdes” congratulam-se com a aprovação ocorrida ontem no plenário da Assembleia Municipal de Lisboa da proposta para a realização de um debate sobre o Parque Florestal de Monsanto, que resultou de uma recomendação do PEV aprovada em Abril de 2015, e que mereceu os votos favoráveis de todas as bancadas, tendo sido aprovada por unanimidade.
 
Com a aprovação desta proposta, “Os Verdes” esperam que seja possível debater a importância estratégica de Monsanto para a cidade de Lisboa, que se analisem os projectos em curso e que seja clarificada a estratégia que a autarquia tem para este espaço que tem sido alvo de várias acções que em nada se coadunam com um parque florestal.
 
Para o PEV, é fundamental que se conheçam as necessidades, preocupações e prioridades da população, que os munícipes e as associações possam ser ouvidos e esclarecidos sobre o que pretende a CML fazer em Monsanto e que este debate permita valorizar e preservar o maior espaço verde da cidade de Lisboa.


Lisboa, 27 de Janeiro de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.

26/01/2016

Intervenção sobre a proposta de “Os Verdes” para realização de um debate sobre o Parque Florestal de Monsanto, proferida em 26 de Janeiro de 2016


 
Sobre esta nossa proposta do Grupo Municipal de “Os Verdes” dizer apenas que este é mais um passo para a concretização do debate sobre o Parque Florestal de Monsanto que “Os Verdes” andam há muito tempo a propor, dando também seguimento à nossa recomendação aprovada em Abril do ano passado.
Tendo em conta a importância estratégica de Monsanto para a cidade de Lisboa, e não esquecendo os concursos para concessão a privados que a CML insiste em fazer, é importante vermos esclarecida a visão da autarquia para este espaço, e é também importante que os projectos que o executivo prevê para este Parque possam reflectir as necessidades, preocupações e prioridades da população e que os munícipes e as associações possam ser ouvidos e esclarecidos sobre os referidos projectos, sem esquecer que falamos de um parque florestal.
Nesse sentido, propomos a realização do debate em duas sessões, em data a definir, sendo uma sessão destinada à importância da conservação da natureza e à estratégia integrada para as diversas áreas do Parque e na 2ª sessão seriam apresentadas as conclusões, através de um relatório final e eventuais recomendações que possam surgir.
Na proposta estão incluídas algumas associações e entidades que consideramos que devem ser convidadas, sendo que na Conferência de Representantes o Sr. Vereador Duarte Cordeiro sugeriu incluir as Juntas de Freguesias abrangidas por Monsanto, o que nos pareceu importante e pertinente.


Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

28/08/2013

PARTIDO ECOLOGISTA "OS VERDES" SOLIDÁRIO COM OS BOMBEIROS PORTUGUESES E AS POPULAÇÕES

Em Portugal, ano após ano, o flagelo dos fogos florestais rouba vidas, bens e milhares de hectares de floresta.
 
Neste mês de Agosto, já ardeu mais floresta do que em todo o ano de 2007 ou de 2008, mais de 40 mil hectares, uma nefasta consequência de erradas e sucessivas opções políticas que têm levado ao completo abandono da floresta portuguesa, ao que acresce a recente legislação aprovada pelo Governo que vem liberalizar por completo a plantação de eucalipto, espécie que comprovadamente tem características nefastas que geram e aceleram processos de desertificação de solos, promovem perda de biodiversidade e são um fósforo para a calamidade dos fogos florestais.
 
O Governo continua a ignorar a urgência da aplicação de uma política de defesa e preservação da nossa floresta, bem como de prevenção de incêndios, como se pode verificar pelo orçamento para o combate aos incêndios, que é quatro vezes superior ao orçamento atribuído para a prevenção.
 
O Partido Ecologista «Os Verdes» considera urgente a aplicação de uma política de fundo que promova o ordenamento da floresta portuguesa, com a plantação de espécies autóctones, investimento na prevenção e limpeza, concretização do cadastro florestal e uma fiscalização efetiva.
 
A defesa de uma floresta viva, fonte de vida, de riqueza e biodiversidade, uma floresta de usos múltiplos, económica e ambientalmente sustentável, e protegida contra o drama anual dos incêndios florestais deve ser cada vez mais uma prioridade.
 
Observamos e somos confrontados com mais um ano de flagelo dos fogos florestais, um ano que tem sido negro, principalmente com a grave perda de vidas humanas, principalmente bombeiros, que lutam e defendem o que a todos pertence.
 
Por tudo isto, o Partido Ecologista «Os Verdes» vem expressar a sua solidariedade para com todos os bombeiros portugueses, bem como, endereçar o seu profundo pesar às famílias e corporações dos bombeiros que perderam a vida no combate aos incêndios.
 O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
www.osverdes.pt
Lisboa, 27 de Agosto de 2013

27/08/2013

COMUNICADO DA CNA SOBRE INCÊNDIOS FLORESTAIS EM PORTUGAL


OS INCÊNDIOS FLORESTAIS E AS POLÍTICAS “PIRÓMANAS”

Assim que se conjugam condições climáticas mais propícias, aí temos os incêndios florestais com o seu cortejo de destruição e tragédias.
As chamas destroem teres e haveres enquanto as Populações desesperam. Os Bombeiros andam exaustos e, lamentavelmente, alguns perdem a vida. As Corporações de Bombeiros perdem viaturas, equipamentos e ficam sem recursos financeiros. Por cima, os pilotos dos meios aéreos de combate aos incêndios têm uma “vista panorâmica” do inferno enquanto despejam os baldes e tanques cá para baixo. As televisões mostram e remostram, em directo e em diferido, reportagens alucinantes do “espectáculo” ! Os governantes falam, falam e, para desviar as atenções do essencial,centram-se nas detenções dos suspeitos de fogo posto…

RUÍNA DA AGRICULTURA FAMILIAR - FALTA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS -
- ATRASOS, ERROS E FALHAS GRAVES NO ORDENAMENTO FLORESTAL –

Eis o conjunto das principais causas que determinam o mau estado geral da floresta portuguesa onde um qualquer acidente ou imprudência podem ter a “potência” de uma bomba de napalm !... Tudo isto são consequências das políticas agrícolas e florestais verdadeiramente “pirómanas! A estas, podemos ainda juntar motivações de interesses económicos ilícitos.
Más políticas Agro-Florestais aplicadas por sucessivos governos ao longo de muitos anos. Com a ruína da Agricultura Familiar e o êxodo das Populações Rurais; com a falta de prevenção de incêndios florestais de forma sistemática e organizada; com a ausência de ordenamento florestal de que apenas tira proveito a floresta industrial (monocultura) de espécies de crescimento rápido.
Continua-se a gastar no combate quase 4 vezes mais o que não se gasta em prevenção Agora, às más políticas agro-florestais o governo junta as imposições fiscais sobre a Lavoura que vão provocar ainda mais abandono da actividade agrícola. 

O GOVERNO DEVE INDEMNIZAR POPULAÇÕES PELOS PREJUÍZOS!

A CNA reclama ao governo o levantamento criterioso dos prejuízos (culturas, gado, alfaias, equipamento, habitações, entre outros) que atingem severamente os Agricultores, os Produtores Florestais e a População em geral para atribuir indemnizações a serem pagas com a maior urgência.

SIM ! SÃO NECESSÁRIAS OUTRAS E MELHORES POLÍTICAS AGRO-FLORESTAIS !
SIM ! É NECESSÁRIO OUTRO GOVERNO CAPAZ DE AS DEFINIR E APLICAR !

Coimbra, 26 de Agosto de 2013 // A Direcção Nacional da C N A
CNA: Pessoa Colectiva de Utilidade Pública
Filiada na Coordenadora Europeia – Via Campesina – Sede em Bruxelas
Sede:Rua do Brasil, 155 –3030-175 Coimbra · tel. 239708960 · fax239715370 · e-mail cna@cna.pt · site www.cna.pt
Delegação em Lisboa: R. Jardim do Tabaco, 90 -1º Dtº -1100-288 Lisboa · tel. 213867335 · fax 213867336 ·e-mail cna.lisboa@cna.pt
Delegação em Bruxelas: Rue de la Sablonnière 18– 1000 Bruxelas/Bélgica · e-mail: cna.bruxelas@cna.pt

22/08/2013

CDU DENÚNCIA À UNESCO TORRE DE 45 METROS ERGUIDA AO LADO DO FAROL DO CABO DA ROCA

TEXTO DA CARTA DE DENÚNCIA

CDU apresenta denúncia à UNESCO sobre torre no Cabo da Roca

Sintra, 21 de Agosto de 2013

Excelentíssimo Representante da Missão Permanente de Portugal na Unesco 
Senhor Embaixador José Filipe Mendes Moraes Cabral

Durante o século XIX Sintra exerceu uma influência considerável sobre o desenvolvimento da arquitectura romântica europeia. No entanto, o seu interesse não se resume certamente a um ou dois edifícios de evidente importância, antes se diversifica numa plêiade de palácios e parques; de casas senhoriais, com os seus jardins e bosques; de palacetes e chalet’s envoltos numa vegetação exuberante; de longos trechos de muralhas que serpenteiam sobre os mais altos cumes da Serra, evocando séculos pretéritos; de conventos convidando à meditação, rodeados de musgosas falésias e de fontes murmurantes; de austeras igrejas e capelas, bem como de ermidas mais "humanizadas" e populares, umas e outras constituindo pólos seculares de Fé e de Arte; de uma costa marítima com condições naturais fora de série; enfim, vestígios que nos remetem para as nossas raízes mais longínquas. 
Sintra foi classificada Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural”, no dia 6 de Dezembro de 1995, durante a 19ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO realizada em Berlim. A Paisagem Cultural de Sintra enquadra-se simultaneamente nas categorias II, IV e V do parágrafo 24 estabelecidas pela UNESCO na Orientations devant guider la mise en oeuvre de la Convention du Patrimoine Mondial.
A importância de Sintra enquanto Paisagem Cultural não se resume apenas à Vila de Sintra. Daí se ter estendido a área de Paisagem Cultural a uma grande área de protecção, que se estende até ao Cabo da Roca.
No dia 26 de Setembro de 2012, em reunião de Câmara, informei o Executivo Camarário de que tinha recebido a informação de que a Direcção de Comunicações e Sistemas de Informação do Ministério da Administração Interna – Guarda Nacional Republicana, pretendia instalar no Cabo da Roca uma torre metálica com 45 metros de altura. Este posto de observação insere-se no designado Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa. 
A proposta garantia que era necessário a construção de uma torre metálica com uma altura mínima de 45 metros para a instalação de um radar, antenas, plataformas de acesso e demais equipamentos. 
Dada a preocupação que manifestei, tive acesso à resposta que foi dada ao Grupo Parlamentar do PEV, pelo Gabinete do Senhor Ministro da Administração Interna no dia 21 de Maio de 2013, referindo que um dos pontos de localização do SIVICC é o Cabo da Roca. 
Recentemente, a Câmara Municipal de Sintra renovou o Posto de Turismo do Cabo da Roca, no âmbito da promoção da marca Sintra, Capital do Romantismo. Segundo a informação institucional, e citando a página da CMS “com a conclusão dos trabalhos, propõe-se assinalar a inauguração deste novo espaço no dia 5 de Junho, quarta-feira, às 12H00, com a visita do Secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, seguida de entrega dos prémios do Concurso Gastronómico de Sintra 2013, num total de 13 prémios e duas menções honrosas. Criar um espaço de cariz contemporâneo e coerente, que se integrasse com a arquitectura do edifício, foi o objectivo do projecto de remodelação da autoria da decoradora Margarida Bugarim. 
Excelentíssimo Senhor Embaixador, 
Ninguém nega a importância da vigilância da costa portuguesa contra actividades ilícitas que possam ocorrer. Contudo, preocupa-me o facto de se ter instalado uma torre de 45 metros de altura no Cabo da Roca, local paradigmático de Sintra e do turismo nacional. 

Fig. 1 Farol do Cabo da Roca e Torre construída
O Cabo da Roca é o ponto mais Ocidental de Portugal continental, assim como da Europa continental, sendo também o ponto da Europa Continental mais próximo aos Estados Unidos. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico. Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III).


Preocupa-me o facto de existirem já pareceres negativos por parte de entidades ligadas ao ambiente. Preocupa-me o facto da Câmara Municipal de Sintra não ter sido consultada sobre a proposta. Preocupa-me o facto da UNESCO não ter sido consultada sobre a instalação de uma torre no Cabo da Roca. 
A identidade mítica do local e a grandeza, mistério e simbolismo que o mar tem para os portugueses foram as fontes de inspiração. 
Tudo isto fica em causa com a torre metálica que se construiu, que descaracteriza o Cabo da Roca, um dos locais mais paradigmáticos de Sintra e de Portugal. A UNESCO deveria, dentro das suas competências, realizar uma visita para apuramento da situação. 

Pedro Ventura
Vereador da CDU na Câmara Municipal de Sintra

imagem: www.tudosobresintra.com
"OS VERDES" JÁ TINHAM CONTESTADO E INTERROGADO O GOVERNO SOBRE O LOCAL DE INSTALAÇÃO DO POSTO DE OBSERVAÇÃO NO CABO DA ROCA
18/01/2013
“Os Verdes” questionam Governo sobre vigilância da costa portuguesa e instalação de posto de observação no Cabo da Roca
Na sequência da reunião que ontem o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” teve com o Comando Operacional da GNR, sobre o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa (SIVICC), a Deputada Heloísa Apolónia dirigiu duas perguntas, uma ao Ministério da Administração Interna e outra ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, respectivamente, sobre a operacionalização e prazos para instalação do SIVICC e sobre a incompatibilidade da instalação de um posto fixo de observação no Cabo da Roca, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais.

Pergunta dirigida ao Ministério da Administração Interna:
O Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC) para a costa portuguesa tem constituído um processo conturbado e a sua concretização tem sido permanentemente adiada. Da garantia de um sistema a operar plenamente em Agosto de 2011, prazo incumprido, soubemos agora, numa reunião solicitada pelo Grupo Parlamentar Os Verdes ao Comando Operacional da GNR, que em princípio é capaz de estar a funcionar em Agosto de 2013 (2 anos depois!).
O certo é que, à medida que o tempo vai passando, há consequências notórias e penosas como, provavelmente, um agravamento substancial dos custos da implementação do projeto e a nítida insuficiência de meios para a vigilância da costa portuguesa, tornando-a mais vulnerável.
Ora, segundo a informação prestada ao PEV, o SIVICC implica a instalação de 20 postos de observação fixos, 8 postos de observação móveis e 50 câmaras ou técnicas portáteis de observação. Apenas 2 dos postos fixos estão instalados e preparados para o pleno funcionamento, 10 encontram-se em fase de construção e 8 ainda nem sequer estão disponíveis para instalação.
Assim, importa perceber a evolução deste processo e conhecer quando se aproximará, de facto, da sua operacionalização, pelo que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Ministério da Administração Interna a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
1. Quando se prevê que o SIVICC esteja plenamente operacional?
2. Estão definidos todos os locais para instalação dos postos fixos? Se sim, pode esse Ministério enviar-nos a indicação da localização de todos eles?
3. Que motivo(s) justifica(m) o atraso na instalação do Sistema?
4. Garante esse Ministério que uma vez instalado o SIVICC, há meios disponíveis para a sua monitorização e manutenção? Ou corremos o risco de se instalarem os equipamentos de vigilância e, depois, em caso de avaria, ficarem inoperacionais e, consequentemente, sem qualquer utilidade no que diz respeito à vigilância da costa portuguesa?

Pergunta dirigida ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território:
O Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da nossa zona costeira (SIVICC) implica a instalação de 20 postos de observação fixos, os quais consistem em torres metálicas e por um contentor base com uma altura que pode ir até aos 45 metros e, portanto, com impactos paisagísticos elevados.
Não está, da nossa parte, em causa a importância deste sistema de vigilância da costa portuguesa. Porém, há valores (neste caso paisagísticos e de segurança) que podem e devem ser compatibilizados.
Ora, essa compatibilização pode não ser garantida quando se propõe a instalação de um posto de observação, da natureza descrita, no cabo da Roca, no Parque Natural Sintra/Cascais, a escassos metros do farol. Trata-se de uma zona sensível com elevada procura turística e que, à partida, deveria estar salvaguardada pelo Plano de Ordenamento da área protegida, bem como pelo respetivo Plano de Ordenamento da Orla Costeira. De resto, o sistema de vigilância VTS excluiu instalações no cabo da Roca, devido à vulnerabilidade ambiental da zona e às suas características paisagísticas. Pode, portanto, estar a contribuir-se diretamente para a descaracterização acentuada de um dos cabos mais procurados da costa portuguesa.
De modo a compreender exatamente a situação e o que com ela está em causa, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, a presente Pergunta, de modo a que me seja prestada a seguinte informação:
1. Está tomada alguma decisão relativamente à instalação de um posto de observação fixo, integrante do SIVICC, no cabo da Roca, junto ao farol?
2. Em relação a essa intenção que procedimento foi seguido e que parecer emitiu o ICNF?
3. Está em causa algum pedido de suspensão do Plano de Ordenamento do Parque Natural Sintra/Cascais para efeitos de instalação do equipamento de vigilância referido? E do Plano de Ordenamento da Orla Costeira?
4. Que locais alternativos foram estudados e que parecer foi emitido em relação aos mesmos?
5. Foi feito algum estudo de impacto ambiental, dada a sensibilidade da zona?

RESPOSTA DO GOVERNO A 20.02.2012

28/07/2011

NO DIA INTERNACIONAL DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA "OS VERDES" ABREM PROCESSO LEGISLATIVO DE ALTERAÇÃO À LEI DE BASES DO AMBIENTE

No dia em que se assinala o Dia Internacional da Conservação da Natureza, o Grupo Parlamentar "Os Verdes" entregou na Assembleia da República o seu projecto de lei que altera a Lei de Bases do Ambiente, abrindo, assim, este processo legislativo, que consideramos urgente, na presente legislatura. Relembramos que este processo caducou na passada legislatura, pela interrupção antecipada da mesma.


Com efeito, a Lei de Bases do Ambiente, aprovada há 24 anos, encontra-se desactualizada em várias matérias, podendo ser reforçada e enrobustecida no que concerne, por exemplo, à conservação dos nossos valores naturais.

É com esse objectivo que o PEV retoma o seu projecto de revisão da Lei de Bases do Ambiente, propondo, designadamente, a criação de um estatuto de protecção especial para o litoral, para as zonas húmidas e para a dimensão natural, cultural e social do mundo rural; o reforço da ideia de perenidade dos recursos naturais; o privilégio a actividades de pequena escala e com menor impacto que são as que têm menores impactos sobre o ambiente; a obrigatoriedade de sistemas de monitorização e de alerta para factores de risco; o reforço da componente de requalificação de paisagens; a introdução de um código de boas práticas em diversos sectores de actividade com implicações nos valores naturais.

Para além do mais, o PEV introduz um conjunto de matérias completamente ausentes da actual Lei de Bases do Ambiente, como o combate às alterações climáticas e a premente necessidade de promoção da eficiência energética; a recusa de contaminação por organismos geneticamente modificados; a introdução do princípio da precaução, princípio de extrema relevância para a promoção da saúde pública e para a conservação dos valores naturais.

São estes alguns exemplos que o PEV toca neste projecto de lei, pretendendo que a sua entrega, hoje feita na Assembleia da República, seja um motor para que outros Grupos Parlamentares e o próprio Governo apresentem também as suas propostas, de modo a que Portugal seja detentor de uma de Lei de Bases do Ambiente que, enquadrada na sociedade actual, consiga exigir respostas mais eficazes ao respeito pela Natureza, como um valor em si mesma.

Neste Dia Internacional da Conservação da Natureza, o PEV realça igualmente a necessidade de dotar o ICNB de meios humanos, actualmente bastante aquém do necessário, sendo que esse défice de vigilantes da natureza contribui directamente para a degradação dos nossos espaços protegidos, tornando muitas vezes o seu estatuto de protecção mais teórico do que prático, o que é inadmissível. Também na sua proposta de Lei de Bases do Ambiente o PEV realça a necessidade do Estado dotar estas entidades de meios humanos e técnicos necessários à prossecução dos objectivos desejados e traçados, designadamente de conservação da Natureza.

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

27/07/2010

PORTUGAL ASSINALA AMANHÃ DIA INTERNACIONAL DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA DE “TANGA PRETA”


Uma “tanga preta” é o traje que “Os Verdes” aconselham aos responsáveis da área do ambiente do Governo PS para usarem nas comemorações do Dia Internacional da Conservação da Natureza nas quais por certo se preparam para participar.

Esta sugestão de “Os Verdes” não decorre do calor que afecta o país mas sim da adequação do traje à ligeireza das responsabilidades e das políticas que o Governo tem vindo a assumir na área da Conservação da Natureza.

“Os Verdes” sugerem ainda o uso da “tanga” como símbolo das parcas verbas atribuídas à Conservação da Natureza no quadro do Orçamento de Estado e do estrangulamento financeiro a que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) tem vindo a ser submetido, o que o impede de cumprir com a missão que lhe foi atribuída de estudo, preservação e valorização da natureza nas áreas protegidas deste país, áreas de conservação da natureza, por excelência.

“Os Verdes” sugerem ainda a opção da cor preta para a tanga como símbolo do luto decorrente das agressões e ataques fatais proferidos à Conservação da Natureza e à Biodiversidade, pelas políticas levadas a cabo por este Governo, nomeadamente o Plano Nacional de Barragens (PNB), os Projectos de Interesse Nacional (PIN), o abandono da agricultura familiar que tem levado à desertificação do interior, a introdução de culturas de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), a betozinação de zonas húmidas, a não implementação de uma estratégia florestal que contribua para travar o flagelo dos incêndios sempre que o calor aperta …

Políticas que o PEV tem vindo, dia a dia, a denunciar e sobre as quais tem interpelado incessantemente o Governo na Assembleia da República.

Nesta efeméride, o PEV não pode deixar ainda de relembrar que a Estratégia para a Conservação da Natureza não passou de uma miragem, cujas acções ficaram muito aquém do desejado e cuja revisão fica agora adiada para 2011.

“Os Verdes” não se deixarão enganar pelo anúncio de 3 ou 4 medidas soltas e desgarradas que por certo o Governo fará.

Os anúncios que se esperariam para promover a Conservação da Natureza com eficácia e sem demagogia neste país passariam pela revogação, de imediato, do PNB, das taxas nas áreas protegidas, pelo fim dos PIN e por um conjunto de medidas de promoção à produção agrícola local.

25/06/2010

Jornadas Parlamentares do PEV a 28 e 29 de Junho - Biodiversidade em Portugal


O Grupo Parlamentar “Os Verdes” realiza as suas Jornadas Parlamentares nos próximos dias 28 e 29 de Junho, subordinadas ao tema “Biodiversidade e conservação da natureza”.
Com estas Jornadas, “Os Verdes” pretendem, no Ano Internacional da Biodiversidade, avaliar as medidas que estão instituídas para assegurar a preservação das espécies e da conservação da natureza no nosso país, bem como denunciar a forma como estas componentes têm sido secundarizadas nas políticas prosseguidas.
O PEV entendeu, assim, ser de toda a utilidade contactar com um conjunto de entidades e associações que se confrontam com as consequências das medidas tomadas ou omitidas.
Convidamos-te para assistires às nossas jornadas, conforme o programa abaixo indicado.
Programa
28 Junho - 2ª Feira
10:00h - Reunião com a Câmara do Barreiro sobre o sapal de Coina e visita ao local.
Local: Junto ao portão principal da Escola Alfredo da Silva - Barreiro
15:00h - Reunião com a Associação de Vigilantes da Natureza
Local: Sede Nacional do PEV
19:00h - Reunião com as ONGA
Local: Sala nº 7 Assembleia da República
29 Junho - 3ª Feira
12:00h - Reunião com o Parque Natural da Arrábida
Local: Sede do PNA - Setubal
15:30h - Conferência de imprensa
Local: Jardim da Beira Mar - Setúbal
Contamos contigo.

27/10/2009

'Flor de laranjeira' que vai fazer renascer o lince em Portugal


Chegou ontem a Portugal 'Azahar', primeira fêmea de lince-ibérico no País desde que esta espécie desapareceu nos anos 80. No centro da serra da Malcata está localizado um centro onde se espera que os animais se reproduzam, como aconteceu em Espanha. Pelo bem da biodiversidade e de uma espécie que é um símbolo da península e única em todo o mundo.
Foi um primeiro passo em solo nacional bastante nervoso. Ontem, mal se abriu a porta da jaula, Azahar desatou a correr e a saltar pelos 800 m2 que lhe foram destinados no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRCLI), sem esconder a ansiedade e estranheza pelo espaço de 800 m2 que lhe foi dado. As crias de Azahar vão ser a nova esperança para o ressurgimento do lince-ibérico em Portugal, desde que esta espécie se extinguiu nos anos 80.
A história desta "flor de laranjeira" (tradução portuguesa do nome árabe Azahar) começou em Janeiro de 2006 quando foi capturada na serra Morena, na Andaluzia. "Estava muito magra e tinha uma vértebra fracturada", conta Iñigo Sanchez, conservador do Zoobotânico. Foi tratada e escolhida para recuperar os linces-ibéricos em Portugal. Espera-se que consiga engravidar, pois até agora estava num meio urbano e stressante que se pensa que impediu a procriação.
Os mais de 350 quilómetros que Azahar percorreu desde o Zoobotânico de Jerez de La Frontera (Espanha) até à Barragem de Odelouca (perto de São Bartolomeu de Messines) decorreram calmos e lentamente - para não assustar a lince e para permitir uma monitorização a cada 10 minutos - , com direito até a batedores da polícia. Portugueses e espanhóis levam "o passeio" muito a sério.
"O lince-ibérico desapareceu há 30 anos em Portugal. Agora vamos reintroduzi-lo na serra da Malcata, local histórico onde se avistaram os últimos espécimes portugueses", explicou Tito Rosa, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
A partida de Jerez de La Frontera foi cuidadosa. Apenas foi permitido um vislumbre muito rápido de Azahar, que logo começou a mostrar-se inquieta com a presença humana. Maria José Coca, sua tratadora nestes três anos teve tempo para soltar umas lágrimas de saudade antes de a lince partir para a serra da Malcata, primeiro local onde o lince vai ser introduzido. "No futuro, a área de introdução vai desde a Beira Alta até ao Algarve", explicou Rodrigo Serra, director do CNRCLI.
O CNRCI está localizado em pleno coração da serra da Malcata. Um caminho longo e sinuoso leva a um local que impede olhares curiosos. O ruído é nulo, apenas incomodado pelos trinar das aves da zona que cortam o céu. Vai-se aumentar o número de coelhos-bravos, alimento preferencial dos linces-ibéricos.
Azahar vai viver como se estivesse num Big Brother: vigiada por câmaras de filmar, com o mínimo de contacto com os tratadores. Tudo para que o animal viva como se estivesse em estado selvagem e para permitir a procriação com os machos que vão chegar mais tarde - dez machos e seis fêmeas vão entrar no CNRCLI três de cada vez até ao dia 1 de Dezembro.
"Trabalhamos há dez anos a criar habitats, a criar coelhos-bravos, tudo para trazer de volta o lince a Portugal", acrescenta o presidente do ICNB. No país vizinho foram 50 as crias que nasceram em cativeiro e espera-se semelhante sucesso para os animais que chegam a Portugal.
Dependendo da adaptação e das condições naturais, espera-se que dentro de dois a três anos os linces estejam reintegrados no meio natural. Só nessa altura será possível ver o lince-ibérico, porque até lá não há visitas.

12/08/2009

Vigilantes da natureza em protesto

Os vigilantes da natureza concentram-se ontem, frente ao Ministério do Ambiente, para exigir ao Governo que clarifique o vínculo, a carreira e as remunerações destes profissionais.
Um dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública disse que os representantes dos vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e responsáveis sindicais permaneceriam no local do protesto, “até serem recebidos” pela tutela.
O sindicalista explicou que a iniciativa “prende-se com o facto de, quase nove meses depois de ter sido aprovado o novo regime da administração pública, os vigilantes da natureza continuarem a ignorar que futuro o Governo lhes reserva em termos de vínculos, carreiras e remunerações”, lembrando que “já em Junho passado” fora pedida uma reunião ao ministro do Ambiente para que clarificasse a situação, pedido que “ainda continua sem resposta”.
Sendo que “desempenham funções policiais e, inclusive, podem fazer detenções”, os vigilantes reivindicam, nomeadamente, “que mantenham o vínculo de nomeação. Por outro lado, têm funções muito específicas e definidas, que não são enquadráveis em carreiras de regime geral, pelo que, tal com os profissionais da PSP ou da GNR, têm que manter uma carreira específica”.
Os problemas relacionados com a degradação das condições de trabalho e a falta de meios materiais e humanos são outros pontos que a Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública quer ver esclarecidos.
Para toda a área do Parque Tejo Internacional “existe actualmente apenas um vigilante” e no Parque Natural do Douro Internacional “não existe qualquer vigilante”.
O dirigente sindical lembrou que os “cerca de cem vigilantes” da natureza do ICNB têm a seu cargo a vigilância de todos os parques naturais e áreas protegidas do país e que estas situações, em altura de incêndios, “podem ter repercussões na protecção da flora e fauna e na fiscalização de fogos florestais” 1.
Recorde-se, a título exemplificativo, que arderam já cerca de 21 mil hectares de floresta só nos primeiros sete meses do ano, três vezes mais do que em igual período do ano passado, segundo dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional 2.

21/05/2009

Espécies da flora portuguesa em perigo crítico de extinção

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies “em perigo crítico” de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.
O relatório final da primeira fase deste Plano, que data de Março de 2007, indica que sete destas espécies só existem em Portugal: Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).
A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.
Todas as espécies classificadas como “em perigo crítico” de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.
A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.
O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.
O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.
A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.
Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.
Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.
Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.
O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse à Lusa que não está previsto, para já, dar continuidade a este projecto, mas salientou que vai ser concluída a elaboração da lista de referência das espécies da flora portuguesa.
Esta lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um futuro Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.
O ICNB, acrescentou Mário Silva, está também a coordenar o processo de avaliação do estado de conservação das mais de cem plantas protegidas existentes em Portugal.
Apesar de o conhecimento sobre as espécies da flora "ter mais lacunas e ser mais difícil de sistematizar" do que as espécies da fauna, o responsável do ICNB adiantou que esta avaliação deve terminar ainda em 2009.
O Dia Mundial da Conservação das Plantas foi comemorado na passada 2ª fª.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/515113

13/01/2009

Eco-comunidades alternativas à vida urbana

Há quem procure mudar de vida e ir ao encontro de outro conceito de sociedade, há quem o tenha feito e não se arrependa. Trocaram o conforto das suas casas, a estabilidade financeira proporcionada pelos seus empregos, o lufa-lufa dos meios urbanos pela descoberta de uma nova identidade colectiva. São as eco-comunidades.
Surgem sob a forma de um bairro, aldeia, cidade ou região, tendo como denominador comum um estilo de vida em harmonia com a Natureza e entre os seus membros. É assim em duas das mais antigas ecoaldeias portuguesas, nas quais é possível encontrar minorias com a ambição de criar e reproduzir modelos de paz, em comunhão com a Natureza, ou seja, sociedades capazes de sobreviver de modo auto-suficiente.
Mas o que são afinal ecoaldeias? De acordo com a definição proposta pela Rede Portuguesa de Eco-aldeias e Comunidades Sustentáveis, uma ecoaldeia é um pequeno grupo de pessoas (habitualmente entre 30 e 1000) estruturado em torno dos valores de comunidade e da ecologia. Objectivo? Conseguir a sustentabilidade, através da produção e consumo de alimentos orgânicos, utilização de energias renováveis e da construção ecológica, sempre com base no respeito pelos sistemas naturais e na preocupação em não tirar mais da terra do que ela nos dá.
No fundo, são um sistema de planeamento que engloba áreas que vão da engenharia à arquitectura, passando pela agricultura e organização social, e cujo objectivo é criar ambientes humanos sustentáveis, combater erosão dos solos, a reutilização das águas e a construção de edifícios com recurso aos materiais locais.
Em 1995, este modelo de vida chegou a Portugal, através de um grupo de mais de 50 alemães, austríacos e suíços, que se instalalaram em Tamera, uma aldeia alentejana de 134 hectares perdida em Odemira, na localidade de Monte do Cerco. A esta, junta-se a Terramada, uma quinta em Castro Marim, no Algarve, e ainda as eco-comunidades da Quinta do Arco-Íris, também em Odemira, a Quinta Cabeça do Mato e Quinta da Ribeira, em Tábua, a Luzkufuzku e a Quinta das Abelhas, na Guarda.
Em formação, estão ainda as eco-comunidades da Terramoja, na zona da Serra da Estrela, e a Shanti, na Lousã. A Quinta do Tapado, em Oliveira do Hospital, e a Quinta dos Melros, em Tábua, também duas eco-quintas onde o stress citadino não entra.
Um meio-termo entre a vida ‘hippie’ do final da década de ’60 do século passado e a tecnocracia aplicada ao meio ambiente.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7505

06/01/2009

Avaliação de investimentos em conservação da natureza

Uma investigadora portuguesa publicou, na edição da passada 6ª fª da revista ‘Science’, um estudo onde propõe uma melhor avaliação dos resultados dos investimentos em conservação da natureza, visto que “presentemente, a maioria das organizações governamentais e não governamentais reporta apenas o acréscimo que houve em termos de áreas protegidas num determinado período de tempo”.
No entanto, esta “abordagem pode ser enganadora no sentido em que reporta apenas os benefícios, ou seja, o valor natural preservado, e não as perdas, isto é o valor natural perdido, mesmo que preservado, dentro e fora das áreas protegidas”.
O estudo agora publicado na Science - intitulado ‘True Conservation Progress’ (‘Verdadeiro Progresso em Conservação’) - resultou de um wokshop em que a investigadora participou na Austrália. O doutoramento que está a fazer tem por tema ‘Diversidade e Conservação dos Anfíbios e Répteis na Bacia Mediterrânica” e visa identificar áreas prioritárias para a conservação destas espécies recorrendo a metodologias inovadoras.
Neste estudo, realizado no seio de uma equipa internacional, propõe “a utilização de duas medidas adicionais que irão ajudar a evidenciar os reais benefícios e perdas dos investimentos em conservação da natureza” - explica esta estudante de doutoramento inscrita na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Concretamente, os autores propõem avaliações tanto de ganhos como de perdas de um valor natural, como por exemplo um determinado tipo de vegetação com valor de conservação relativamente a um referencial histórico.
Enquanto uma das medidas propostas determina que parte do investimento não originou retorno, a outra permite fazer uma avaliação da taxa de alteração do valor natural entre dois períodos de tempo, comparando a taxa de benefícios face à taxa de perdas. “Vamos imaginar que preservamos 10 hectares desse habitat num determinado momento e que 100 anos depois queremos avaliar que parte dessa área continua preservada e que parte foi destruída ou transformada noutra coisa”.
Relativamente a Portugal, onde na última década muito se investiu para consolidar a Rede Natura 2000, que integra vastas áreas do território e se ampliou a Rede Nacional de Áreas Protegidas, estas propostas poderiam ajudar a avaliar o retorno desses investimento em termos de valores naturais e biológicos.
“Que taxa de destruição de habitats havia antes da designação dos espaços como áreas de conservação? Essa taxa diminuiu? Aumentou? Em que estado se encontram as populações das espécies que lá ocorrem? Os números aumentaram? Diminuíram? Valeu a pena investir? Estamos a monitorizar de alguma forma o resultado do investimento?”.
Questiona ainda se, “apesar da designação de áreas com interesse de conservação, empreendimentos turísticos estão a ser construídos, florestas naturais estão a ser convertidas em eucaliptais e os efectivos das espécies diminuíram ou até mesmo desapareceram?"
Na sua óptica pessoal, “as políticas de conservação não se têm confrontado com estas questões e tanto a União Europeia, que financia, como o cidadão comum, que contribui com os seus impostos, e a comunidade interessada na conservação da natureza têm interesse em saber se o investimento obteve retorno ou não”.
O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos a que a investigadora pertence, uma unidade de pesquisa no domínio do ambiente, ecologia e evolução com sede na Universidade do Porto, é único na sua área em Portugal, tendo obtido a classificação de ‘excelente’ numa recente avaliação das unidades de investigação e desenvolvimento do País feita por um painel internacional de peritos para a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior português.

08/10/2008

Tartarugas exóticas constituem ameaça às espécies autóctones

Em todo o mundo há 267 espécies de tartarugas de todos os tipos: marinhas, terrestres, ou de água doce, todas com milhões de anos de existência. Surgiram na Terra antes mesmo dos dinossauros e têm conseguido sobreviver, apesar das incontáveis mudanças de habitat que já enfrentaram.
Mas as duas espécies de tartarugas de água doce, ou cágados, como é costume chamar-lhes, que existem em Portugal estão sob ameaça devido à introdução de animais exóticos e destruição do 'habitat' natural. A poluição dos rios e lagos, e também dos charcos associados à agricultura, é outra ameaça.
Em pequeninas são muito giras, por isso muita gente as compra. Mas depois as pequenas tartarugas-verdes crescem (podem chegar aos 30 cm) e as pessoas deixam de lhes achar graça, ou de ter espaço para elas, e soltam-nas em lagos ou rios.
Por isso, estas tartarugas exóticas, que são por vezes agressivas e comilonas, estão a pôr em risco as duas únicas espécies de tartarugas de água doce que existem em Portugal: a Emys orbicularis (cágado-de-carapaça-estriada) e a Mauremys leprosa (cágado-mediterrânico).
Não se sabe ao certo quantos indivíduos tem cada uma destas populações autóctones no País. O que se sabe é que têm sofrido pressões ambientais que as colocam em risco, como a poluição dos cursos de água e a competição crescente das espécies exóticas. O cágado-de-carapaça-estriada está mesmo classificado com o estatuto de conservação de ‘em perigo’.
Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade “colocar uma espécie exótica no ambiente é sempre um problema, já que os seus efeitos são desconhecidos”. Vários estudos comprovam que estas tartarugas competem com os cágados que existem em Portugal, pois têm uma atitude predadora. O problema vai além fronteiras e hoje a sua importação é proibida 1.
Primeiro, não as adquira. Segundo, evite libertá-las em ambientes hostis; opte por as entregar em centros de recuperação de animais.

16/09/2008

O regresso da ave cor-de-rosa

Até há pouco ameaçados pela caça e pela poluição, os flamingos estão de regresso, colocando manchas de rosa nas águas calmas do Tejo e do Sado. Há hoje mais de cinco mil animais que aqui vivem todo o ano, voltando aos lagos salgados de Espanha apenas para se reproduzirem.
O certo é que nenhum dos flamingos-comuns que escolheram as zonas húmidas de Portugal para viver nasceu no nosso país. São portugueses por ‘adopção’. Quase todos nasceram Espanha; outros, poucos, vieram de França. Mas gostam de cá estar e o número destes graciosos pernaltas vai aumentando. O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) estima que nos estuários do Tejo e do Sado existam cerca de cinco mil exemplares. E já começaram a chegar aos açudes do Alentejo.
Mas, afinal, porque escolheram as zonas costeiras de Portugal para viver e se, além do mais, já por aqui ficam quase durante todo o ano? A sábia Natureza tem a resposta na ponta língua. Só quem tem casal se desloca às zonas de reprodução, que na ‘época alta’ se encontram sobrelotadas.
As algas e a artémia, um pequeno camarão que existe nos tanques das salinas quase em fase de cristalização, são o alimento preferido. Aliás, aquela cor rosada que distingue o flamingo deve-se, precisamente, a esta dieta. Quando nasce, a ave tem uma vulgar tonalidade castanha e cinzenta, que passa a branco com o crescimento, antes de começar colorir as penas de rosa. Algas e alguns insectos compõem a sua dieta-base.
As salinas do Samouco, junto à Ponte Vasco da Gama, são o local onde os flamingos são mais visíveis ao público. Dormem enquanto a maré está cheia e só na vazante procuram o camarão entre o lodo. Já no Inverno dão preferência aos insectos dos arrozais.
As medidas da defesa do flamingo adoptadas por Espanha, França e Itália, há uns anos, explicam porque é que em Portugal, onde deixaram de ser caçados, a população tem aumentado. Sendo uma ave sensível à poluição das águas e à perturbação dos nichos, requerem a preservação do seu meio ambiente.
Trata-se de um pormenor a ter em consideração nas próximas intervenções urbanísticas previstas para as frentes ribeirinhas do Tejo.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/09/14/sociedade/a_corde_rosa_escolheu_o_tejo_para_vi.html