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20/11/2018

Assembleia Municipal aprova por aclamação uma proposta de Os Verdes que congratula a vitória dos atletas com Síndrome de Down da selecção portuguesa de futsal

A selecção portuguesa de futsal para atletas com Síndrome de Down sagrou-se campeã da Europa na passada quinta-feira, dia 15 de Novembro, ao derrotar na final a anfitriã e campeã do mundo Itália, numa competição que decorreu em Terni.

A síndrome de Down é uma doença também conhecida como trissomia 21, tratando-se de um problema genético, caracterizado pela existência de três cromossomas 21, em todas ou na maior parte das células de um indivíduo, em vez de apenas um par, gerando este cromossoma a mais uma série de complicações físicas e cognitivas.


Neste contexto, “Os Verdes” apresentaram um voto de congratulação e júbilo pela vitória dos atletas com Síndrome de Down que integraram a selecção portuguesa de futsal, tendo sido aprovado por unanimidade e aclamação pelos deputados de todas as forças políticas.

Por fim, os deputados ecologistas congratulam-se que a Assembleia Municipal de Lisboa tenha aprovado a sua proposta de recomendação pela criação de uma carreira de bairro da Carris na área envolvente da estação de Metro de Arroios, assim como a sua proposta de saudação à manifestação nacional contra a precariedade e baixos salários.

30/10/2018

Intervenções de Os Verdes - reunião de 30 de outubro da Assembleia Municipal de Lisboa

Os Deputados municipais de Os Verdes fizeram um conjunto de intervenções, sobre diversos temas, na reunião de hoje - 30 de outubro - da Assembleia Municipal de Lisboa:


A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão da Petição "Mais estacionamento em Benfica"

“Os Verdes entendem que a Câmara e a Junta de Freguesia, sempre em articulação com os moradores, devem estudar efectivamente a melhor forma de criar mais estacionamento, para que seja rapidamente encontrada uma solução que vá ao encontro das necessidades.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Iluminações de Natal em Benfica"

“No ano passado, as decorações foram espalhadas por novas áreas da cidade, em consequência da preocupação da autarquia em dinamizar o comércio fora na zona central. As iluminações de Natal, que são consideradas uma das iniciativas do ano mais importantes para o comércio de Lisboa, e que contou com o apoio da CML e da UACS, contemplou 36 ruas, praças e avenidas. (…) Está agora na altura de os comerciantes deixarem de estar isolados, se associarem, e prestarem também o devido contributo para os períodos festivos da cidade de Lisboa.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
O Deputado Municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Salvaguarda da própria vida e da história da Madragoa"

“De acordo com dados do recente “Estudo urbanístico do turismo em Lisboa”, vários bairros do centro histórico de Lisboa já ultrapassaram o limiar de 25% da habitação disponível afecta ao alojamento local, fasquia definida pela CML para travar a abertura de novas unidades de arrendamento de curta duração, onde Castelo, Alfama e Mouraria já atingiram os 29%, enquanto Bairro Alto e a própria Madragoa estão nos 27%. (…) Os Verdes bem têm defendido, entre outras medidas, o agilizar do Programa Arrendamento a Custos Acessíveis, que prevê a selecção de terrenos e de imóveis para com eles construir uma oferta de fogos municipais a custos acessíveis para a generalidade da população, e entre os quais se sabe existirem diversos imóveis que são património municipal na Madragoa, que poderão vir a fazer parte dessa bolsa. Os critérios para o desenvolvimento urbanístico e para a recuperação do edificado têm sido um dos temas com relevante divergência entre os diversos actores, de que constituem exemplo inúmeros projectos do executivo. (…) Os últimos dados disponíveis revelam a existência, em toda a cidade, de cerca de 4 mil fogos que são património da CML, que não são reabilitados e se encontram desocupados.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Petição "Pelo comércio de proximidade"

“Os Verdes” consideram os despejos despropositados e que uma solução consensual e mais bem ponderada passaria por ser elaborado um projecto que englobasse tanto as novas edificações, como a permanência das lojas de retalho naquela mesma zona.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão da Proposta de Debate "Lisboa e os animais"

“Os Verdes entendem que há vários aspectos que terão obrigatoriamente de ser discutidos como a promoção do bem-estar animal, a criação de condições para o exercício adequado das funções do cargo da Provedora dos Animais de Lisboa, a ampliação e melhoria das condições da Casa dos Animais, tanto para os animais como para os trabalhadores, e um reforço do mapa de pessoal, porque sem as pessoas necessárias não se consegue cuidar e acompanhar devidamente os animais, aliás esta é uma luta bastante antiga de Os Verdes nesta Assembleia Municipal”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

O Deputado municipal Sobreda Antunes interveio no âmbito da discussão da Proposta de Debate "Carta de Lisboa - Direitos e responsabilidades"

“Os Verdes” têm, há vários mandatos, vindo a pugnar nesta AML pelas questões dos direitos sociais, numa perspectiva que integra os direitos constitucionalmente consagrados, com base em recomendações sobre a defesa dos direitos humanos, a eliminação da pobreza, o direito ao pleno emprego e a um emprego com direitos a serem garantidos aos trabalhadores, a salários justos ou o apoio às famílias carenciadas e às crianças e jovens em risco ou ainda aos cidadãos com necessidades especiais, à inclusão social de migrantes e a uma participação de vida independente das pessoas com deficiência, sem esquecer o combate à violência doméstica e de género.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito do "Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Lisboa"

“Os Verdes consideram que este é um Plano extremamente importante para a cidade, que deve estar devidamente adaptado ao mais recente enquadramento legal e regulamentar, bem como às novas dinâmicas nas áreas da segurança e da resposta a situações de emergência, mas há questões que no nosso entender não poderiam ter ficado de fora, sob pena de termos um plano coxo. (…) Aguardamos com expectativa os planos sectoriais das diversas áreas, nomeadamente saúde pública, abastecimento de água, infra-estruturas de saneamento, património, veterinária, entre outras, que já estarão em elaboração pelo Serviço Municipal de Protecção Civil, e que irão completar e dar corpo a este Plano.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

A Deputada municipal Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão de vias para a gestão de arvoredo

“Desde 2012, Os Verdes têm vindo a alertar para o enorme erro que a Câmara estava a cometer, porque os espaços verdes e as árvores de alinhamento deveriam ser geridos de forma integrada, por constituírem um todo em termos ambientais, paisagísticos e históricos. (…) De facto, são muitas as denúncias e pedidos de ajuda que Os Verdes recebem e as vozes contra o modelo de manutenção do arvoredo têm vindo a aumentar, tanto por parte de cidadãos como de associações que têm um papel activo na defesa do património arbóreo da cidade. (…) A verdade é que nem a Reorganização Administrativa nem o Regulamento do Arvoredo vieram resolver nada. Aliás, ambos vieram promover e legitimar 25 visões distintas sobre o arvoredo da cidade, como se de uma manta de retalhos se tratasse. (…) Em suma, esta proposta apresentada pelo executivo é um reconhecimento do que Os Verdes andam há anos a defender, sendo necessário alargá-la a outras zonas da cidade, de forma integrada e coerente, pois é esta a forma de resolver o problema dos espaços verdes e do arvoredo.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

19/12/2017

Propostas de Os Verdes na área da Educação e da Inclusão Social aprovadas em Lisboa

Hoje, dia 19 de Dezembro, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou as 3 Recomendações e os 2 Votos apresentadas pelo Partido Ecologistas Os Verdes.

A Escola Básica Parque das Nações apresenta alguns problemas que o PEV constatou durante uma visita a este estabelecimento de ensino, e cuja resolução constava na sua Recomendação, no sentido da CML apelar ao Governo para a abertura do concurso público para a construção da sua 2ª fase, dando conhecimento da calendarização da execução da obra, e que o executivo camarário contribua para resolver os problemas mais prementes desta escola do 1º ciclo, nomeadamente no que diz respeito às refeições, ao sistema de circulação do ar e ao alargamento do espaço de recreio.

Na área da inclusão social, a Assembleia Municipal aprovou a recomendação do PEV para tornar os serviços e as empresas municipais de acesso pleno para a comunidade surda, através do reforço e agilização do atendimento com a presença de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, no sentido de dar uma resposta mais célere aos pedidos dos munícipes surdos e a implementação nos vários serviços e empresas municipais meios de contacto através de SMS ou de uma aplicação adequada à população surda.

Foi igualmente aprovada a recomendação “Pela erradicação do uso do glifosato” onde se propôs que a CML recorra a alternativas mais seguras para a saúde humana e animal e o próprio ambiente; o “Voto de condenação do reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel”, reafirmando a urgência que Portugal reconheça o Estado da Palestina, nas fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Leste, respeitando as Resoluções da ONU, os princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional; e ainda um voto de saudação ao “Dia Internacional dos Direitos Humanos”, propondo que a CML se associe, ao longo de 2018, à campanha promovida de homenagem à Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU.

03/12/2015

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - Intervenção de Sobreda Antunes no debate “Vida independente”





Os Verdes” consideram o Movimento Vida Independente (MVI), como “uma filosofia e um movimento que trabalha em prol do respeito pela auto-determinação, dignidade e direito a uma cidadania efectiva das pessoas com deficiência”.
Destaque-se, em primeiro lugar, que este princípio, que representa um anseio de muitas pessoas com deficiência, não expressa qualquer desejo de isolamento por parte destas pessoas nem a ideia de que não necessitam de apoios.
O MVI distingue-se do carácter mais normativo do Movimento dos Direitos das Pessoas com Deficiência, centrando-se na responsabilidade da sociedade e não exclusivamente no indivíduo, pugnando pela capacitação das próprias pessoas e das suas famílias, no sentido de as acompanhar sempre que necessário, ajudando-as a cultivar um espírito de iniciativa e autonomia que lhes permita ganhar a confiança e a auto-estima necessárias para a sua auto-afirmação.
Em segundo lugar, há aqui que estabelecer uma distinção entre os conceitos de “Vida Autónoma” que significa atribuir a uma pessoa a capacidade de gerir e agir com amplitude decisória, porém fora do seu controlo; e de “Vida Independente” quando se reconhece a uma pessoa a liberdade e a responsabilidade de decidir e controlar os meios disponíveis para ela própria agir e intervir em sociedade.
Sendo uma abordagem consagrada na Convenção Internacional para os Direitos das Pessoas Com Deficiência, defendida pela União Europeia, encontra-se prevista na Estratégia Nacional para a Deficiência, mas não implementada sob responsabilidade governamental, apesar de tal ter sido prometido em 2013 pelo então Secretário de Estado da Segurança Social.
No caso de Lisboa, o Projecto Piloto de Vida Independente resulta de uma iniciativa do Pelouro dos Direitos Sociais da CML e do movimento e dos técnicos da equipa do projecto que o sustentaram, sob a coordenação do Jorge Falcato, para responder à necessidade de concretização do direito à vida independente.
O MVI exige o mesmo grau de autodeterminação, de liberdade de escolha e de controlo sobre a vida quotidiana, incluindo a oportunidade de fazer opções sobre onde morar, com quem e como viver, permitindo a contratação de um assistente pessoal em detrimento de uma institucionalização. Ou seja, em vez do internamento em instituições, a CML possibilita a oferta de condições, que deveriam ser da responsabilidade do Estado, para que as pessoas dependentes de terceiros possam ter mais apoio nas suas próprias residências, apoiando-as financeiramente, permitindo-lhes desse modo contratar um assistente pessoal.
As experiências e projectos desenvolvidos internacionalmente demonstram que, quando existe vontade da pessoa, é possível que ela não dependa, exclusivamente, da sua família ou de ser institucionalizada. Decidir como se vive, nas mais pequenas e elementares tarefas diárias (almoçar, higiene pessoal, sair de casa, etc.) representa uma questão de independência que importa garantir para todos os cidadãos que para tal tenham capacidade.
Foi neste contexto que o Pelouro dos Direitos Sociais da CML apresentou um projecto piloto desta natureza no final de 2014, que apesar de ser em pequena escala, poderá funcionar como uma mais-valia para o futuro, na criação de um sistema funcional, eficaz, que responda a estas necessidades.
Em síntese, o que foi na altura perspectivado e apresentado publicamente e à AML como benefícios para os participantes no projecto?
- Maior autonomia pessoal, exercício da autodeterminação e tomada de decisões;
- Providenciar apoio às actividades da vida diária;
- Providenciar apoio no trabalho, formação e actividades culturais, bem como no relacionamento social e participação em actividades associativas;
- Capacitar indivíduos e famílias para ficarem na sua residência e meio social, evitando a necessidade de institucionalização;
- Reduzir o esforço que implica, para as famílias, cuidar de uma pessoa com deficiência.
Diz-se na p. 19 deste Projecto Piloto, que os destinatários “serão pessoas com deficiência, com limitações físicas que lhes impeçam a realização autónoma de tarefas da vida diária como, por ex., deitar/levantar, tratar da higiene pessoal, preparação e confecção de refeições, alimentar-se, etc. Sendo um projecto de iniciativa municipal, e dada a escassez de meios existentes, será de considerar a integração de 5 a 10 pessoas no Projecto Piloto, dependendo no entanto da dimensão do financiamento existente ou que resulte de futuras parcerias”.
Mais à frente, na p. 23, afirma-se que, de acordo com esse projecto inicial, a CML comprometeu-se a, durante 2 anos, “assegurar a totalidade do financiamento necessário à implementação e funcionamento do Projecto Piloto” (substituindo-se ao inactivo Estado), bem como “dinamizar a mobilização de financiamento externo à CML, nomeadamente da Administração Central, de um próximo quadro comunitário de apoio e mecenático”.
Estimou-se ainda que, “de acordo com os cálculos efectuados, relativos ao pagamento dos Assistentes Pessoais, esta verba não deverá ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador. Este cálculo é baseado numa média de 8 horas diárias de assistência por utilizador (240 horas por mês)”, pois não era na altura possível “determinar as exactas necessidades de assistência dos futuros participantes no Projecto Piloto”.
Temos no entanto algumas dúvidas sobre o que terá então entretanto acontecido. Permitam-nos que façamos aqui algumas contas.
Sabemos hoje que, no mês passado (de acordo com o Público de 22/11/2015), foi feita a selecção dos cinco felizes contemplados e que o município e o Centro de Vida Independente (CVI) assinaram um protocolo de colaboração que prevê a transferência para o segundo de 152 mil € e a disponibilização de “até três fogos municipais”, destinados a beneficiários do projecto que tenham necessidade de uma habitação.
Ora, se a verba não deveria ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador e foram seleccionados 5, pelos nossos cálculos daria um total de 65 mil €, como foi apresentado na CML e garantido à AML, e não os actuais 152 mil €. Depois também estava previsto um total de 240 horas de assistência mensal, mas agora as 5 pessoas seleccionadas identificaram, no total, a necessidade de ter o apoio de assistentes pessoais em 659 horas por mês.
Pareceria ainda, numa lógica de justiça social, que para o pelouro dos Direitos Sociais da CML seria relevante que os seleccionados fossem também pessoas de grandes carências financeiras. Se o serão ou não nós não o sabemos.
Mas sabemos que sobre o ‘Projecto Piloto Vida Independente’, a AML deliberou por unanimidade em 17/3/2015, através da sua 6ª Comissão, recomendar à CML para que:
- estabelecesse os contactos necessários na procura de parceiros que garantam a continuidade do projecto;
- garantisse que os resultados do projecto-piloto fossem amplamente divulgados, permitindo que se alterem tendências, mudem paradigmas e sobretudo se adeqúe a legislação a estas necessidades;
- fossem contactadas a Santa Casa da Misericórdia e a Segurança Social por forma a que ocorresse uma troca de experiências e apoios; e
- que a AML fosse regularmente informada do desenvolvimento do projecto.
Ora a comunicação desta informação não Minho foi feita à AML, nem, de acordo com a Informação Escrita do sr. Presidente que vamos analisar e debater no próximo dia 15/12, o Departamento para os Direitos Sociais, p. 89 a 99, bem como o seu anexo com errata, nada referem sobre qualquer iniciativa da CML sobre este Projecto Piloto de Vida Independente, o que deveras se estranha.
Os Verdes” gostariam, finalmente, de ser esclarecidos sobre: Porque foram alterados os tempos e valores de apoio neste projecto piloto? Serão os beneficiários pessoas também realmente financeiramente necessitadas? Requereu a CML ao Governo ou à União Europeia, ao longo de 2015, iniciativas e contributos para garantir o desenvolvimento futuro do projecto? Porque nada reporta o pelouro na Informação Escrita que vai ser analisada dentro de dias?
Este projecto não constitui hoje – Dia da Pessoa com Deficiência – um ponto de chegada, mas sim um caminho de partida para uma participação activa, ao qual desejamos as maiores felicidades.

J. L. Sobreda Antunes, Partido Ecologista “Os Verdes”, 2015-12-03

20/09/2013

10/05/2010

Plano de integração de pessoas com deficiência só foi concretizado em 68 por cento




Balanço: Na Opinião da Associação Portuguesa de Deficientes, o plano para a integração de pessoas com deficiência, que terminou em Dezembro de 2009, teve 68 por cento das medidas concretizadas, segundo o Governo, mas ficou "muito aquém das necessidades".

Fonte do Gabinete da secretária de Estado adjunta e da Reabilitação disse hoje que no Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI), que vigorou entre 2006 e 2009, "de um total de 99 medidas, 68 foram concretizadas durante o prazo estipulado, 12 encontravam-se em fase de execução em Dezembro".

Apesar de o plano já não estar em vigor, "algumas medidas nele inscritas têm continuidade", garantiu. Na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Humberto Santos, "o plano ficou muito aquém das necessidades das pessoas com deficiência". "O plano não integrava grande leque de medidas impactantes e inovadoras, não se preocupava com o desenvolvimento dos instrumentos. Não é suficiente criar legislação, é decisivo ter essa legislação implementada", defendeu Humberto Santos. Acessibilidades e informação, educação, qualificação e promoção da inclusão laboral são algumas áreas abrangidas pelas medidas que fonte do Gabinete da secretária de Estado considerou terem tido uma "execução positiva".

Acesso à sociedade de informação
Entre os exemplos avançados está a criação de linhas de financiamento dirigidas às autarquias para construção de espaços acessíveis para todos ou o papel de empresas de transportes colectivos que "souberam criar soluções para os passageiros com necessidades especiais". No que respeita ao acesso à sociedade de informação, "o Governo e a Administração Central impuseram a criação de sítios governamentais e dos serviços públicos acessíveis, de acordo com as normas europeias" e, de 333 sítios informativos, 93 por cento estavam conforme o nível "A" destas directrizes.
O novo sistema de educação especial implicou "a reorganização dos recursos materiais e humanos" e "uma articulação mais eficiente" entre as escolas e as entidades que eram responsáveis por aquele tipo de ensino, passando aquelas a centros de recursos. O presidente da APD defendeu que "em áreas essenciais para vida dos cidadãos com deficiência, como educação, emprego e formação profissional, o plano falha redondamente, o que é grave".
Humberto Santos diz que na área da educação, por exemplo, "há um decreto-lei que vai contra a convenção [das Nações Unidas] sobre os direitos das pessoas com deficiência" quando diz que "as crianças com deficiência devem estar em escolas que tenham a ver com a sua zona de residência". Em Portugal, "ao ter legislado as unidades de referência e desterrado crianças com deficiência para zonas totalmente fora da zona de residência, [o Governo] legisla em sentido contrário, depois de assinar a Convenção", explicou.
"Entre o plano das intenções, a concretização e as reais condições de vida das pessoas com deficiência vão diferenças muito significativas que [devem] ser tão rápido quanto possível suprimidas", salientou o presidente da APD.

Fonte: Lusa - 10-05-2010









05/01/2010

DIA MUNDIAL DE BRAILLE - 4 DE JANEIRO


O Braille é um sistema de escrita e leitura táctil para as pessoas cegas. Surgiu na França em 1825, sendo o seu criador o francês Louis Braille que ficou cego aos três anos de idade vítima de um acidente.

ACAPO lembra que ainda há muita informação oficial não acessível aos cegos

Há ainda muita informação oficial e importante não acessível aos cegos, lembra a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a propósito do Dia Mundial do Braille, que se assinalou ontem.

Em Portugal estima-se que existam cerca de 163 mil pessoas com deficiência visual, segundo os dados do Censo de 2001. Mas estes números parecem não sensibilizar a sociedade para a mudança de hábitos.

“Felizmente o panorama vem mudando, mas é uma mudança lenta”, disse o director da ACAPO, Rodrigo Santos. “Ainda recebo em casa muita correspondência de organismos públicos que não vem em Braille”, critica.

Rodrigo Santos lembra que o Braille - alfabeto cujos caracteres se indicam por pontos em relevo - é o meio universal de leitura e escrita das pessoas com deficiência visual. “Representa a nossa porta para a alfabetização e para uma comunicação escrita que está omnipresente”.

Segundo a ACAPO, há cada vez mais pessoas sem problemas de visão a aprender Braille. Só no ano passado, a associação ensinou mais de uma centena de alunos e alguns aprenderam a ler numa semana. No entanto, a maioria usa os olhos e não o tacto para o fazer.

“Mais do que aquele pequeno fascínio de querer conhecer uma coisa nova, nota-se um interesse real da comunidade em conhecer o sistema”, comentou.

Além do aumento de pedidos de formação, a ACAPO tem tido também mais pedidos de produção em Braille por parte de empresas privadas e organismos públicos. No entanto, lamenta Rodrigo Santos, “ainda há pouca produção”, porque “não há muita sensibilização”.

04.01.2010 - Fonte Lusa

10/12/2009

“Os Verdes” apresentam a Saudação “Declaração Universal dos Direitos do Homem” e a Recomendação “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”


O Grupo Municipal de “Os Verdes”entregou na Assembleia Municipal de Lisboa uma saudação sobre a “Declaração Universal dos Direitos do Homem” e uma recomendação acerca do “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, para discussão e votação no plenário, durante a sessão de hoje, dia 10 de Dezembro de 2009.
Através da saudação apresentada, “Os Verdes” pretendem assinalar e saudar o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que se comemora hoje e desejam ainda pugnar pela igualdade, liberdade, justiça e pela paz no mundo entre os povos de modo a promover o respeito universal e efectivo dos Direitos do Homem e das suas liberdades fundamentais.
Por sua vez, através da recomendação sobre o “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, e particularizando a situação das crianças com deficiência no seu direito ao ensino, “Os Verdes” recomendam à CML, que assegure uma verdadeira educação inclusiva no 1º ciclo do ensino básico, promovendo a colocação de técnicos especializados e garantindo a necessária formação de pessoal não docente e inclua no seu Plano e Orçamento as medidas e as verbas que garantam o adequado fornecimento dos equipamentos e materiais didácticos aos agrupamentos de escolas da Cidade de Lisboa.

15/04/2009

CML estuda colocação de placas toponímicas para cegos

A Câmara está a estudar com a associação que representa os invisuais (a ACAPO) que locais poderão vir a receber placas toponímicas com informação em ‘braille’, texto em relevo e um sistema áudio, um projecto que será depois divulgado no estrangeiro.
A ideia partiu de um pedido para criar placas com o sistema de leitura utilizado pelos invisuais, mas acabou por motivar a construção de um modelo inédito no país. O que uma empresa fez “foi reformular esse pedido, uma vez que o 'braille' aplicado assim é praticamente inútil, as pessoas cegas não andam a apalpar paredes à procura das placas, não podem ir tactear no vazio. Já houve experiências em estações de metro e comboio e verificou-se que as pessoas não sabiam onde ficavam as placas”.
Além do ‘braille’, a placa concebida pela empresa terá texto ampliado, em relevo e cores fortes, para quem não conhece aquele sistema específico, e um dispositivo com uma gravação, através da qual as pessoas invisuais ou com baixa visão (grupo que representa 80% das pessoas com deficiência visual) poderão ouvir o nome da rua, os números das portas e os serviços ali disponíveis, como lojas, restaurantes, hospitais, transportes, bancos ou museus.
Para que o transeunte identifique a localização da placa, deverá transportar um sensor do tamanho de um porta-chaves, que vibrará e poderá emitir um sinal sonoro sempre que a pessoa se aproximar da estrutura e dispõe de um botão que activará o sistema áudio. A estrutura, semelhante às placas de pedra assentes num pé próprio, fica ao nível dos olhos, num altura compreendida entre 1,20 e 1,50 metros.
A ideia poderá vir a ser divulgada entre os restantes municípios e no estrangeiro, até porque a capacidade financeira da autarquia lisboeta não é suficiente para suportar a sua implantação em toda a cidade.
Com efeito, uma placa deste tipo - que já gerou reacções “muito boas” entre pessoas cegas - irá custar no máximo 400 euros (valor das actuais placas de pedra suportadas num pé próprio), funcionando a energia solar e tendo protecção anti-vandalismo, um pormenor que ainda está a ser desenvolvido, pelo que a aplicação desta “ideia será numa zona piloto”. Segundo a vereação, colocá-lo “em toda a cidade seria incomportável”.

Ver Lusa doc. nº 9530147, 07/04/2009 - 16:25

05/01/2009

Cegos com nova área de leitura mas sem meios adequados de ensino

A Biblioteca Nacional (BN) celebra quarenta anos da criação do Serviço de Leitura para cegos, assinalando, em simultâneo, o bicentenário (celebrado ontem) do nascimento de Louis Braille 1, criador francês do sistema de escrita e leitura para invisuais.
A BN encabeça um conjunto de organismos portugueses que se juntaram para as comemorações dos 200 anos do nascimento de Louis Braille ao longo de 2009, entre as quais a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).
Neste sentido, a par da inauguração desta nova área de leitura para deficientes visuais, a BN iniciará, ainda este ano, a digitalização e colocação na Internet dos livros sonoros e em braille. Esta área de leitura terá um espaço alargado (cerca de 500 metros quadrados) e em exclusivo para os deficientes visuais, incluindo depósito de colecções e logística adaptada aos trabalhos de impressão braille e digitalização, bem como leitura e gravação de livros sonoros (um serviço já com cerca de quatro décadas).
Terminado este processo de modernização, prevê proceder à “reconversão das cassetes e dos livros braille para a Internet e para digital”, sendo “centenas de milhares de páginas” a terem de ser digitalizadas.
De acordo com o seu director, existem cerca de 1.700 títulos em áudio, nove mil volumes em braille e cerca de 430 em formato electrónico (eBook). A colecção de livros em Braille inclui, por exemplo, o primeiro livro impresso em Portugal, mas as áreas com maior expressão são os manuais escolares e a literatura 2.
Mas a direcção da ACAPO, que considera que o Governo pode e deve ir mais longe, defendeu ontem a reactivação da Comissão de Braille, extinta em 2003, a fim de promover este sistema de leitura e escrita em Portugal, onde ainda há poucos professores especializados, pois é necessário haver uma entidade que “certifique, valide e defina as regras do Braille e que realize estudos que permitam saber porque muitas vezes não é utilizado”.
Fazendo um paralelismo com o que está a acontecer com os alunos do segundo ciclo, que utilizam uma linguagem muito telegráfica, do tipo mensagens de telemóvel, e que está a ter “repercussões grandes no modo como escrevem em aulas”, a ACAPO sustém que “tem de haver uma sensibilização das próprias pessoas com deficiência visual para a importância da utilização do Braille e do contacto directo com as palavras”.
“No caso das pessoas com deficiência visual o facto de utilizarem sistematicamente o gravador ou o programa de voz, ou seja, terem por base unicamente o método de estudo auditivo, está a ter grandes repercussões ao nível das construções de frases e erros ortográficos, porque a pessoa não tem o contacto directo com a palavra” escrita.
Acrescentou que terá de haver também um “esforço grande” dos conselhos executivos e do Ministério da Educação no sentido de disponibilizar aos professores e às escolas os equipamentos e os recursos necessários para o ensino do Braille, sensibilizando os docentes para que, numa fase inicial, não permitam apenas a utilização de métodos de estudo centrados na voz, mas sim na escrita Braille 3.

03/12/2008

Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Muitos destes cidadãos continuam a não poder exercer os seus direitos e são discriminados no acesso ao emprego, ao ensino, à habitação e aos transportes. A Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) alerta que "as promessas de combate à exclusão social e de promoção de uma sociedade inclusiva não têm tido tradução prática em Portugal, na adopção de políticas públicas que garantam a satisfação efectiva das necessidades específicas das pessoas com deficiência".
Segundo a CNOD, os portugueses portadores de deficiência vivem o dia-a-dia com falta de acessibilidades, maiores gastos com a saúde, maior dificuldade na obtenção de posto de trabalho e no acesso ao ensino. Portugal foi dos primeiros países a assinar em 2007 a convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos das pessoas com deficiência, mas falta ainda a sua ratificação em sede parlamentar. Fonte do gabinete do ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, disse que a convenção seguiu para a Assembleia da República logo após a assinatura em Nova Iorque, em Março de 2007, mas aguarda ainda agendamento para ratificação. O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência realiza-se desde 1998, por iniciativa da ONU, e tem como principal objectivo a motivação para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas pessoas.

Esta notícia pode ser consultada na íntegra em
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351960&idCanal=62

"Os Verdes" têm, tanto a nível local como nacional, apresentado ao longo dos tempos um conjunto de propostas relativamente à garantia de direitos para deficientes (por exemplo, o acesso de deficientes auditivos à televisão, a integração de associações de deficientes no Conselho Económico e Social e a erradicação de barreiras arquitectónicas e urbanísticas)

18/08/2008

Andar às cegas na cidade

Para um invisual, cabinas, buracos, lixo, obras, tudo transforma a sua caminhada num perigoso ziguezague, mesmo num percurso de escassas centenas de metros em Lisboa. As armadilhas são várias, os perigos reais e as consequências dolorosas e só não vê quem não quer (ou não pode).
O passeio, de escassos 400 metros de percurso, foi acompanhado por dois cegos, para mostrar o calvário por que passam os deficientes visuais, numa zona que “até nem é das piores da capital”, bem próximo da delegação de Lisboa da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), na Avenida da Liberdade.
A cidade estava tranquila, apenas se passeavam alguns turistas, com muitos lugares de estacionamento vagos. Primeiras armadilhas: um posto público com dois telefones separados apenas por uma barreira de plástico que não chega ao chão, ou seja, indetectáveis pela bengala.
“Quando as cabinas telefónicas estão no meio de passeios apertados, obriga-nos a ir para o alcatrão, sem que consigamos ver se há carros”, recorda o secretário da delegação lisboeta da ACAPO, telefonista, na CML. “Há seis meses, circulava por uma estação de metro que não conhecia bem e ia junto à parede quando choquei forte com a cabeça numa estrutura destas, o que me magoou ao ponto de fazer sangue”, lembrou por sua vez o presidente, que trabalha como telefonista numa grande superfície em Lisboa.
Também uma placa de publicidade, que chega a ocupar meia largura do passeio público, foi alvo de críticas destes dois deficientes visuais, pois a bengala também não as detecta no imediato.
Descer a Avenida, um novo obstáculo: uma volumosa placa de cimento ocupa o passeio na íntegra, com vigas de ferro a segurar a fachada há muito abandonada, já que o miolo do prédio ruiu há anos. Além da parte estética incompreensível para uma zona nobre da cidade, aquela solução provisória de segurança obriga a circular pela rua. “Já estamos mais ou menos a habituados a estas eventualidades permanentes”, brincou um dos invisuais.
Mas há outras armadilhas detectáveis num tão curto passeio pela avenida. O lixo que se acumula em certos passeios, os dejectos dos animais que os donos não apanham do chão, as rodas de cimento que evitam o estacionamento em certas zonas - “essas dão queda garantida” -, carros em cima dos passeios e placas de trânsito à altura das cabeças, que já provocaram muitos acidentes.
Os representantes da ACAPO deixam interrogações prementes: “E de quem é a culpa desses acidentes? E se um dia há ferimentos graves?” 1.
Outra das dificuldades é o facto de os automóveis híbridos serem silenciosos. Se para a maioria das pessoas o silêncio é uma vantagem, para os invisuais pode ser um problema. É que o barulho transmitido pelos automóveis permite aos invisuais circularem com alguma segurança nas ruas, porque o seu sentido auditivo é mais desenvolvido. Já há por isso associações de cegos a pedirem que seja criada legislação que determine limites mínimos de som para estes veículos, de modo a garantir a segurança dos deficientes no trânsito 2.
Estima-se que em Portugal existam 160 mil deficientes visuais. Os obstáculos serão perigosamente, muitos, muitos mais.

17/12/2007

Novo nº da Contacto Verde

Já está online o novo nº da Contacto Verde.
Esta edição da Contacto Verde conta com mais participações. Sendo a última edição deste ano (despedimo-nos até ao próximo dia 15, com votos de Boas Festas), decidimos fazer um número maior e mais diversificado. Até porque este está a ser um mês pleno de acontecimentos: de Lisboa a Bali.
O destaque vai para o Dia de Acção Global de Combate às Alterações Climáticas, lançado pela Assembleia dos Movimentos do Fórum Social Mundial e a iniciativa realizada por "Os Verdes" neste dia e para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima a decorrer em simultâneo em Bali.
Na entrevista Victor Cavaco, membro da Comissão Executiva de "Os Verdes", fala sobre a presidência portuguesa da União Europeia e o recente Tratado Reformador, defendendo a necessidade de um referendo.
No Em debate, Paula Costa aborda o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de Dezembro, e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o primeiro instrumento de direitos humanos do século XXI.
No In Loco, Cristina Serra apela a que neste Natal não compre animais de estimação, antes adopte um.

14/12/2007

Pessoa com deficiência e incapacidade

Há mais de 800 mil pessoas com deficiência em Portugal, na sua maioria mulheres, revela um estudo apresentado ontem no ISCTE, subordinado ao tema “Modelização das Políticas e das Práticas de Inclusão Social das Pessoas com Deficiências em Portugal”, uma iniciativa que partiu do próprio ISCTE e ainda do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia.
Quanto ao perfil dos deficientes portugueses, ficou a saber-se que são maioritariamente adultos, idosos e do sexo feminino. Este último dado surpreendeu os investigadores.
Para o coordenador do estudo e director do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, a distribuição por género é uma novidade onde fica registada uma “percentagem esmagadoramente maioritária de mulheres com deficiência e incapacidades e apenas cerca de 30% de homens” nessa situação. Outros dados indicam que os níveis de qualificação destas pessoas com necessidades especiais são muito baixos e que os rendimentos são próximos do salário mínimo nacional.
Tendo em conta todas estas informações, será mais fácil implementar medidas mais adequadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas deficientes. “Ficamos com um retrato bem vivo e preocupante deste grupo social e também com a indicação exacta dos domínios onde é preciso investir: ao nível da qualificação, do rendimento, do apoio ao emprego” 1.
A situação agrava-se com a descriminação criada por uma “política autoritária e repressiva”, que exclui os deficientes, que “unicamente aspiram ao trabalho com direitos e a uma vida digna” 2.

22/10/2007

Deficientes discriminados

Durante o 9º Congresso da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes 1 foram delineadas várias reivindicações que vão constituir as linhas orientadoras a desenvolver por associações e organizações de deficientes, tendo-se concluído que se está a viver o pior momento depois do 25 de Abril, e acusado os “sucessivos governos” de silenciar e discriminar os deficientes.
Para o presidente do CNOD, ao nível dos direitos humanos e igualdade de oportunidades, o CNOD pretende a criação da Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência e, consequentemente, a adaptação de toda a legislação aos princípios nela consagrados.
Por isso o CNOD considera também importante o fim da “política autoritária e repressiva”, que exclui os deficientes, que “unicamente aspiram ao trabalho com direitos e a uma vida digna” e exige a participação das organizações representativas do Movimento Associativo nas decisões políticas referentes à área da deficiência.
Quanto aos transportes e acessibilidades, o CNOD quer que sejam criadas condições físicas e de aprendizagem em todas as escolas, além de um aumento no número dos transportes adaptados. “Defendemos a implementação do Plano Nacional de Acessibilidade de 17 de Fevereiro de 2004, a todos os Municípios Nacionais e a eliminação de barreiras nos transportes públicos ou serviços da administração pública”.
Em relação à saúde, emprego e reabilitação, o organismo pretende um serviço Nacional de Saúde geral, universal e gratuito, que tenha em conta as particulares dificuldades e necessidades dos cidadãos com deficiência.
Na área da educação e cultura, o CNOD, que considera a mulher deficiente mais discriminada, defende a redução do número de alunos numa turma que tenha alunos deficiência e o apoio às Instituições de Educação Especial (Rede Solidária) que cumpram função supletiva relativamente à Escola Pública, referindo que a cultura e o desporto devem ser áreas onde se deve ter em conta as necessidades dos deficientes, de modo a que lhes sejam dadas as mesmas oportunidades de participar nessas actividades 2.