20/11/2018
Assembleia Municipal aprova por aclamação uma proposta de Os Verdes que congratula a vitória dos atletas com Síndrome de Down da selecção portuguesa de futsal
30/10/2018
Intervenções de Os Verdes - reunião de 30 de outubro da Assembleia Municipal de Lisboa
19/12/2017
Propostas de Os Verdes na área da Educação e da Inclusão Social aprovadas em Lisboa
03/12/2015
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - Intervenção de Sobreda Antunes no debate “Vida independente”
20/09/2013
VIDEO - INICIATIVA CDU CASCAIS CONTRA AS BARREIRAS ARQUITECTÓNICAS
Em que o desafio foi: "Venha Viver um dia como portador de mobilidade reduzida"
10/05/2010
Plano de integração de pessoas com deficiência só foi concretizado em 68 por cento

Fonte do Gabinete da secretária de Estado adjunta e da Reabilitação disse hoje que no Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI), que vigorou entre 2006 e 2009, "de um total de 99 medidas, 68 foram concretizadas durante o prazo estipulado, 12 encontravam-se em fase de execução em Dezembro".
Apesar de o plano já não estar em vigor, "algumas medidas nele inscritas têm continuidade", garantiu. Na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Humberto Santos, "o plano ficou muito aquém das necessidades das pessoas com deficiência". "O plano não integrava grande leque de medidas impactantes e inovadoras, não se preocupava com o desenvolvimento dos instrumentos. Não é suficiente criar legislação, é decisivo ter essa legislação implementada", defendeu Humberto Santos. Acessibilidades e informação, educação, qualificação e promoção da inclusão laboral são algumas áreas abrangidas pelas medidas que fonte do Gabinete da secretária de Estado considerou terem tido uma "execução positiva".
Acesso à sociedade de informação
Entre os exemplos avançados está a criação de linhas de financiamento dirigidas às autarquias para construção de espaços acessíveis para todos ou o papel de empresas de transportes colectivos que "souberam criar soluções para os passageiros com necessidades especiais". No que respeita ao acesso à sociedade de informação, "o Governo e a Administração Central impuseram a criação de sítios governamentais e dos serviços públicos acessíveis, de acordo com as normas europeias" e, de 333 sítios informativos, 93 por cento estavam conforme o nível "A" destas directrizes.
O novo sistema de educação especial implicou "a reorganização dos recursos materiais e humanos" e "uma articulação mais eficiente" entre as escolas e as entidades que eram responsáveis por aquele tipo de ensino, passando aquelas a centros de recursos. O presidente da APD defendeu que "em áreas essenciais para vida dos cidadãos com deficiência, como educação, emprego e formação profissional, o plano falha redondamente, o que é grave".
Humberto Santos diz que na área da educação, por exemplo, "há um decreto-lei que vai contra a convenção [das Nações Unidas] sobre os direitos das pessoas com deficiência" quando diz que "as crianças com deficiência devem estar em escolas que tenham a ver com a sua zona de residência". Em Portugal, "ao ter legislado as unidades de referência e desterrado crianças com deficiência para zonas totalmente fora da zona de residência, [o Governo] legisla em sentido contrário, depois de assinar a Convenção", explicou.
"Entre o plano das intenções, a concretização e as reais condições de vida das pessoas com deficiência vão diferenças muito significativas que [devem] ser tão rápido quanto possível suprimidas", salientou o presidente da APD.
Fonte: Lusa - 10-05-2010
05/01/2010
DIA MUNDIAL DE BRAILLE - 4 DE JANEIRO

O Braille é um sistema de escrita e leitura táctil para as pessoas cegas. Surgiu na França em 1825, sendo o seu criador o francês Louis Braille que ficou cego aos três anos de idade vítima de um acidente.ACAPO lembra que ainda há muita informação oficial não acessível aos cegos
Há ainda muita informação oficial e importante não acessível aos cegos, lembra a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a propósito do Dia Mundial do Braille, que se assinalou ontem.“Felizmente o panorama vem mudando, mas é uma mudança lenta”, disse o director da ACAPO, Rodrigo Santos. “Ainda recebo em casa muita correspondência de organismos públicos que não vem em Braille”, critica.
Rodrigo Santos lembra que o Braille - alfabeto cujos caracteres se indicam por pontos em relevo - é o meio universal de leitura e escrita das pessoas com deficiência visual. “Representa a nossa porta para a alfabetização e para uma comunicação escrita que está omnipresente”.
Segundo a ACAPO, há cada vez mais pessoas sem problemas de visão a aprender Braille. Só no ano passado, a associação ensinou mais de uma centena de alunos e alguns aprenderam a ler numa semana. No entanto, a maioria usa os olhos e não o tacto para o fazer.
“Mais do que aquele pequeno fascínio de querer conhecer uma coisa nova, nota-se um interesse real da comunidade em conhecer o sistema”, comentou.
Além do aumento de pedidos de formação, a ACAPO tem tido também mais pedidos de produção em Braille por parte de empresas privadas e organismos públicos. No entanto, lamenta Rodrigo Santos, “ainda há pouca produção”, porque “não há muita sensibilização”.
04.01.2010 - Fonte Lusa
10/12/2009
“Os Verdes” apresentam a Saudação “Declaração Universal dos Direitos do Homem” e a Recomendação “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”

Através da saudação apresentada, “Os Verdes” pretendem assinalar e saudar o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que se comemora hoje e desejam ainda pugnar pela igualdade, liberdade, justiça e pela paz no mundo entre os povos de modo a promover o respeito universal e efectivo dos Direitos do Homem e das suas liberdades fundamentais.
Por sua vez, através da recomendação sobre o “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, e particularizando a situação das crianças com deficiência no seu direito ao ensino, “Os Verdes” recomendam à CML, que assegure uma verdadeira educação inclusiva no 1º ciclo do ensino básico, promovendo a colocação de técnicos especializados e garantindo a necessária formação de pessoal não docente e inclua no seu Plano e Orçamento as medidas e as verbas que garantam o adequado fornecimento dos equipamentos e materiais didácticos aos agrupamentos de escolas da Cidade de Lisboa.
15/04/2009
CML estuda colocação de placas toponímicas para cegos
A ideia partiu de um pedido para criar placas com o sistema de leitura utilizado pelos invisuais, mas acabou por motivar a construção de um modelo inédito no país. O que uma empresa fez “foi reformular esse pedido, uma vez que o 'braille' aplicado assim é praticamente inútil, as pessoas cegas não andam a apalpar paredes à procura das placas, não podem ir tactear no vazio. Já houve experiências em estações de metro e comboio e verificou-se que as pessoas não sabiam onde ficavam as placas”.
Além do ‘braille’, a placa concebida pela empresa terá texto ampliado, em relevo e cores fortes, para quem não conhece aquele sistema específico, e um dispositivo com uma gravação, através da qual as pessoas invisuais ou com baixa visão (grupo que representa 80% das pessoas com deficiência visual) poderão ouvir o nome da rua, os números das portas e os serviços ali disponíveis, como lojas, restaurantes, hospitais, transportes, bancos ou museus.
Para que o transeunte identifique a localização da placa, deverá transportar um sensor do tamanho de um porta-chaves, que vibrará e poderá emitir um sinal sonoro sempre que a pessoa se aproximar da estrutura e dispõe de um botão que activará o sistema áudio. A estrutura, semelhante às placas de pedra assentes num pé próprio, fica ao nível dos olhos, num altura compreendida entre 1,20 e 1,50 metros.
A ideia poderá vir a ser divulgada entre os restantes municípios e no estrangeiro, até porque a capacidade financeira da autarquia lisboeta não é suficiente para suportar a sua implantação em toda a cidade.
Com efeito, uma placa deste tipo - que já gerou reacções “muito boas” entre pessoas cegas - irá custar no máximo 400 euros (valor das actuais placas de pedra suportadas num pé próprio), funcionando a energia solar e tendo protecção anti-vandalismo, um pormenor que ainda está a ser desenvolvido, pelo que a aplicação desta “ideia será numa zona piloto”. Segundo a vereação, colocá-lo “em toda a cidade seria incomportável”.
Ver Lusa doc. nº 9530147, 07/04/2009 - 16:25
05/01/2009
Cegos com nova área de leitura mas sem meios adequados de ensino
A BN encabeça um conjunto de organismos portugueses que se juntaram para as comemorações dos 200 anos do nascimento de Louis Braille ao longo de 2009, entre as quais a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).
Neste sentido, a par da inauguração desta nova área de leitura para deficientes visuais, a BN iniciará, ainda este ano, a digitalização e colocação na Internet dos livros sonoros e em braille. Esta área de leitura terá um espaço alargado (cerca de 500 metros quadrados) e em exclusivo para os deficientes visuais, incluindo depósito de colecções e logística adaptada aos trabalhos de impressão braille e digitalização, bem como leitura e gravação de livros sonoros (um serviço já com cerca de quatro décadas).
Terminado este processo de modernização, prevê proceder à “reconversão das cassetes e dos livros braille para a Internet e para digital”, sendo “centenas de milhares de páginas” a terem de ser digitalizadas.
De acordo com o seu director, existem cerca de 1.700 títulos em áudio, nove mil volumes em braille e cerca de 430 em formato electrónico (eBook). A colecção de livros em Braille inclui, por exemplo, o primeiro livro impresso em Portugal, mas as áreas com maior expressão são os manuais escolares e a literatura 2.
Fazendo um paralelismo com o que está a acontecer com os alunos do segundo ciclo, que utilizam uma linguagem muito telegráfica, do tipo mensagens de telemóvel, e que está a ter “repercussões grandes no modo como escrevem em aulas”, a ACAPO sustém que “tem de haver uma sensibilização das próprias pessoas com deficiência visual para a importância da utilização do Braille e do contacto directo com as palavras”.
“No caso das pessoas com deficiência visual o facto de utilizarem sistematicamente o gravador ou o programa de voz, ou seja, terem por base unicamente o método de estudo auditivo, está a ter grandes repercussões ao nível das construções de frases e erros ortográficos, porque a pessoa não tem o contacto directo com a palavra” escrita.
Acrescentou que terá de haver também um “esforço grande” dos conselhos executivos e do Ministério da Educação no sentido de disponibilizar aos professores e às escolas os equipamentos e os recursos necessários para o ensino do Braille, sensibilizando os docentes para que, numa fase inicial, não permitam apenas a utilização de métodos de estudo centrados na voz, mas sim na escrita Braille 3.
03/12/2008
Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Esta notícia pode ser consultada na íntegra em
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351960&idCanal=62
18/08/2008
Andar às cegas na cidade
O passeio, de escassos 400 metros de percurso, foi acompanhado por dois cegos, para mostrar o calvário por que passam os deficientes visuais, numa zona que “até nem é das piores da capital”, bem próximo da delegação de Lisboa da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), na Avenida da Liberdade.
A cidade estava tranquila, apenas se passeavam alguns turistas, com muitos lugares de estacionamento vagos. Primeiras armadilhas: um posto público com dois telefones separados apenas por uma barreira de plástico que não chega ao chão, ou seja, indetectáveis pela bengala.“Quando as cabinas telefónicas estão no meio de passeios apertados, obriga-nos a ir para o alcatrão, sem que consigamos ver se há carros”, recorda o secretário da delegação lisboeta da ACAPO, telefonista, na CML. “Há seis meses, circulava por uma estação de metro que não conhecia bem e ia junto à parede quando choquei forte com a cabeça numa estrutura destas, o que me magoou ao ponto de fazer sangue”, lembrou por sua vez o presidente, que trabalha como telefonista numa grande superfície em Lisboa.
Também uma placa de publicidade, que chega a ocupar meia largura do passeio público, foi alvo de críticas destes dois deficientes visuais, pois a bengala também não as detecta no imediato.
Descer a Avenida, um novo obstáculo: uma volumosa placa de cimento ocupa o passeio na íntegra, com vigas de ferro a segurar a fachada há muito abandonada, já que o miolo do prédio ruiu há anos. Além da parte estética incompreensível para uma zona nobre da cidade, aquela solução provisória de segurança obriga a circular pela rua. “Já estamos mais ou menos a habituados a estas eventualidades permanentes”, brincou um dos invisuais.
Mas há outras armadilhas detectáveis num tão curto passeio pela avenida. O lixo que se acumula em certos passeios, os dejectos dos animais que os donos não apanham do chão, as rodas de cimento que evitam o estacionamento em certas zonas - “essas dão queda garantida” -, carros em cima dos passeios e placas de trânsito à altura das cabeças, que já provocaram muitos acidentes.
Os representantes da ACAPO deixam interrogações prementes: “E de quem é a culpa desses acidentes? E se um dia há ferimentos graves?” 1.
Outra das dificuldades é o facto de os automóveis híbridos serem silenciosos. Se para a maioria das pessoas o silêncio é uma vantagem, para os invisuais pode ser um problema. É que o barulho transmitido pelos automóveis permite aos invisuais circularem com alguma segurança nas ruas, porque o seu sentido auditivo é mais desenvolvido. Já há por isso associações de cegos a pedirem que seja criada legislação que determine limites mínimos de som para estes veículos, de modo a garantir a segurança dos deficientes no trânsito 2.
Estima-se que em Portugal existam 160 mil deficientes visuais. Os obstáculos serão perigosamente, muitos, muitos mais.
17/12/2007
Novo nº da Contacto Verde
Já está online o novo nº da Contacto Verde. O destaque vai para o Dia de Acção Global de Combate às Alterações Climáticas, lançado pela Assembleia dos Movimentos do Fórum Social Mundial e a iniciativa realizada por "Os Verdes" neste dia e para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima a decorrer em simultâneo em Bali.
Na entrevista Victor Cavaco, membro da Comissão Executiva de "Os Verdes", fala sobre a presidência portuguesa da União Europeia e o recente Tratado Reformador, defendendo a necessidade de um referendo.
No Em debate, Paula Costa aborda o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de Dezembro, e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o primeiro instrumento de direitos humanos do século XXI.
No In Loco, Cristina Serra apela a que neste Natal não compre animais de estimação, antes adopte um.
14/12/2007
Pessoa com deficiência e incapacidade
Quanto ao perfil dos deficientes portugueses, ficou a saber-se que são maioritariamente adultos, idosos e do sexo feminino. Este último dado surpreendeu os investigadores.
Para o coordenador do estudo e director do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, a distribuição por género é uma novidade onde fica registada uma “percentagem esmagadoramente maioritária de mulheres com deficiência e incapacidades e apenas cerca de 30% de homens” nessa situação. Outros dados indicam que os níveis de qualificação destas pessoas com necessidades especiais são muito baixos e que os rendimentos são próximos do salário mínimo nacional.
Tendo em conta todas estas informações, será mais fácil implementar medidas mais adequadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas deficientes. “Ficamos com um retrato bem vivo e preocupante deste grupo social e também com a indicação exacta dos domínios onde é preciso investir: ao nível da qualificação, do rendimento, do apoio ao emprego” 1.
22/10/2007
Deficientes discriminados
Para o presidente do CNOD, ao nível dos direitos humanos e igualdade de oportunidades, o CNOD pretende a criação da Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência e, consequentemente, a adaptação de toda a legislação aos princípios nela consagrados.
Por isso o CNOD considera também importante o fim da “política autoritária e repressiva”, que exclui os deficientes, que “unicamente aspiram ao trabalho com direitos e a uma vida digna” e exige a participação das organizações representativas do Movimento Associativo nas decisões políticas referentes à área da deficiência.
Quanto aos transportes e acessibilidades, o CNOD quer que sejam criadas condições físicas e de aprendizagem em todas as escolas, além de um aumento no número dos transportes adaptados. “Defendemos a implementação do Plano Nacional de Acessibilidade de 17 de Fevereiro de 2004, a todos os Municípios Nacionais e a eliminação de barreiras nos transportes públicos ou serviços da administração pública”.
Em relação à saúde, emprego e reabilitação, o organismo pretende um serviço Nacional de Saúde geral, universal e gratuito, que tenha em conta as particulares dificuldades e necessidades dos cidadãos com deficiência.
Na área da educação e cultura, o CNOD, que considera a mulher deficiente mais discriminada, defende a redução do número de alunos numa turma que tenha alunos deficiência e o apoio às Instituições de Educação Especial (Rede Solidária) que cumpram função supletiva relativamente à Escola Pública, referindo que a cultura e o desporto devem ser áreas onde se deve ter em conta as necessidades dos deficientes, de modo a que lhes sejam dadas as mesmas oportunidades de participar nessas actividades 2.

