Mostrar mensagens com a etiqueta Desenvolvimento sustentável. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenvolvimento sustentável. Mostrar todas as mensagens

27/06/2016

Saudação “Dia do Serviço Público das Nações Unidas”


 
Em 2002, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 23 de Junho como o Dia do Serviço Público das Nações Unidas.

Pretendeu-se com esta deliberação “celebrar o valor e a virtude do serviço público para a comunidade”, chamar a atenção dos funcionários públicos de todo o mundo para trabalharem de modo a contribuir para a construção de “um futuro inclusivo, próspero e sustentável para todos”, para o papel da boa governação no desenvolvimento e para encorajar os jovens a procurar carreiras no sector público.

Neste dia são ainda anualmente entregues os Prémios das Nações Unidas de Serviço Público, como reconhecimento do trabalho de excelência alcançado no desempenho de funções públicas, sendo os Estados-membros encorajados a organizar iniciativas especiais para assinalar o dia, dando destaque à importância e ao contributo da administração pública e do desempenho dos funcionários na comunidade, para uma governação pública inclusiva, eficaz e transparente.

Estes galardões pretendem premiar as realizações bem sucedidas e criativas, bem como a cooperação entre serviços públicos em prol de uma Administração Pública mais eficaz e receptiva, em todos os países à escala mundial, promovendo o profissionalismo, o papel e a visibilidade dos serviços públicos, a prevenção e o combate à corrupção, a melhoria da prestação dos serviços públicos, a participação na definição de políticas através de mecanismos inovadores, a dinamização da gestão do conhecimento a nível governamental, bem como a promoção da prestação de serviços públicos orientados para o género.

Neste sentido, consideram-se como indispensáveis o reforço das relações entre a Administração e a sociedade, aprofundando a cultura de serviço público, orientada para os cidadãos e para uma gestão pública eficaz, pautada pela eficácia, eficiência e qualidade dos serviços, que inclua a desburocratização, a descentralização e a aproximação da Administração Pública aos cidadãos, imperativo que decorre também da própria Constituição da República Portuguesa.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”:

1 - Saudar o Dia do Serviço Público das Nações Unidas, apelando para uma gestão pública das funções sociais consagradas na Constituição da República Portuguesa, designadamente, a Educação, a Saúde e a Segurança Social.

2 - Pugnar pela defesa dos sectores estratégicos do Estado, reconhecendo as vantagens da prestação de serviços públicos de proximidade e de qualidade, em prol dos cidadãos e dos lisboetas em particular.

3 - Propor que seja promovida a criação de incentivos, prémios ou outro tipo de louvores, como reconhecimento do trabalho de excelência alcançado no desempenho de funções públicas, com base nos princípios gerais enunciados pelas Nações Unidas.

4 - Enviar a presente deliberação ao Presidente da República, à Secretaria de Estado da Administração e do Emprego Público, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à ANAFRE - Associação Nacional de Freguesias, à CML e às organizações sindicais CGTP-IN e UGT.

Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 
Frederico Lyra                                                                      J. L. Sobreda Antunes

13/10/2015

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, na Declaração Política sobre o actual quadro político, na Assembleia Municipal de Lisboa de 13 de Outubro de 2015


«Os Verdes» trazem hoje a esta Assembleia uma declaração política sobre o actual quadro político que estamos a viver em Portugal, decorrente das eleições legislativas do passado dia 4 de Outubro.

Nestas eleições, os cidadãos expressaram uma vontade para que PSD e CDS não se mantenham no Governo. A coligação PSD/CDS reduziu expressivamente o número de votos e de mandatos para a Assembleia da República, apesar de ser a força mais votada, perdendo a maioria absoluta que detinha na passada legislatura. Nesse sentido, é de concluir que a maioria dos eleitores que expressaram o seu voto entendeu não dar apoio à política que vinha a ser prosseguida pelo anterior Governo e pela maioria parlamentar.

 Quer isto dizer que o resultado da coligação PSD/CDS, independentemente da condição de força política mais votada, expressa uma clara condenação à política prosseguida nos últimos quatro anos pelo seu Governo.

A composição da Assembleia da República, com estes partidos em minoria, permite uma base para outras soluções governativas, pelo que Os Verdes entendem que o próximo Governo que venha a ser constituído deverá ter em conta esta determinação e vontade dos portugueses.

A realidade é que os partidos que se apresentaram a eleições comprometendo-se com uma mudança de política detêm, no seu conjunto, a maioria dos deputados. Seria, no mínimo, irresponsável não atender a este novo quadro parlamentar e fingir que tudo se mantém igual. Se os eleitores rejeitaram a política do anterior Governo, o próximo executivo deve ou não ter em conta a vontade dos portugueses? Para nós, é absolutamente claro que a vontade dos portugueses é para respeitar.

E os portugueses disseram claramente: não queremos mais este governo e estas políticas. Censuraram e condenaram, através do seu voto, as políticas de austeridade e de empobrecimento prosseguidas pela coligação de direita e expressaram uma necessidade de mudança.

Embora os partidos que apresentaram um compromisso de mudança, perante os eleitores, assentem sobre propostas políticas diferentes e tenham programas eleitorais diferenciados, ainda assim, e face à emergência que se coloca de pôr fim às políticas de austeridade, Os Verdes estão, como temos demonstrado, abertos a discutir um programa de Governo sustentado em políticas alternativas.

Neste momento estamos assim: compete ao PS determinar se pretende assumir a responsabilidade de um virar de página, formando um Governo com políticas adequadas, algo que o PEV não inviabilizará se o programa de Governo for sustentado em políticas alternativas, que quebrem o ciclo de empobrecimento e de travão ao desenvolvimento ambiental, social e económico do país.

Não podíamos falar do quadro político actual sem nos referirmos à atitude do Sr. Presidente da República que é condenável uma vez que não respeita a Constituição da República Portuguesa, que prevê, no seu artigo 187º, a auscultação dos partidos políticos representados no Parlamento previamente ao processo de formação do Governo. O Presidente da República, ao ter encarregado o líder do Partido Social Democrata de encontrar uma solução governativa para Portugal, prejudicou o bom funcionamento da democracia no nosso país, demonstrou não estar a ser isento e estar nitidamente a favorecer a sua área partidária, não tendo em conta os resultados eleitorais e adulterando o processo democrático contido na Constituição Portuguesa.

É inadmissível que à margem das regras da Constituição, o Presidente da República queira forçar e impor a renovação de um Governo que fez tanto mal aos portugueses e ao país, para continuar os eixos essenciais da política dos últimos anos.

É bom relembrar que o que determina as soluções para a governação são as maiorias que se formam na Assembleia da República e dão suporte a um governo. E neste momento em que se discute o futuro da governação do país, é imperativo fazer respeitar a vontade da maioria do povo português e a sua clara expressão de condenação das políticas de direita.

É este o quadro político que temos e «Os Verdes» reafirmam que as eleições de 4 de Outubro condenaram as políticas de austeridade deste Governo e criaram condições para a construção de uma alternativa governativa que ponha fim à austeridade e que coloque Portugal num caminho de recuperação social, ambiental e económica.

Lisboa e o país só têm a ganhar com a ruptura com as políticas de direita, algo que sempre dissemos e defendemos, tanto aqui na Assembleia Municipal, como na Assembleia da República.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

24/09/2014

Assembleia Municipal de Lisboa, sob proposta de «Os Verdes», exige que o Governo actualize o Salário Mínimo Nacional e implemente a Educação para a Sustentabilidade



O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» congratula-se com a aprovação por maioria das duas recomendações que apresentou hoje no plenário da Assembleia Municipal de Lisboa.

Na Recomendação “Salário mínimo nacional”, o Grupo Municipal do PEV pretende que a autarquia a exorte o Governo a encetar um diálogo urgente com os parceiros sociais, e os sindicatos em particular, com o objectivo de uma reavaliação imediata do valor do Salário Mínimo Nacional (SMN) e de dar cumprimento aos compromissos assumidos no âmbito da concertação social, procedendo à sua inadiável actualização e aumento.

«Os Verdes» consideram que é imperioso o imediato aumento do SMN por razões de justiça social e de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, uma vez que assume especial importância no aumento do poder de compra, na dinamização da economia e do mercado interno.

Na Recomendação “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável”, o Grupo Municipal do PEV pretende que a autarquia exija do Governo a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade (PNES), assumindo como princípio, para a sua construção, uma participação ambiental activa e aberta dos cidadãos, bem como a definir a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS 2020), assumindo-se como um referencial para a aplicação dos fundos comunitários no período 2014-2020.

«Os Verdes» entendem que a educação para a sustentabilidade é fundamental para impulsionar bons comportamentos dedicados à sustentabilidade e também para uma acção ambiental participada de toda a sociedade em benefício dessa sustentabilidade, para satisfazer as necessidades das gerações presentes, sem pôr em causa a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades, tendo presente os pilares económico, social e ambiental.

O Grupo Municipal do PEV aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações por versarem sobre matérias importantes para os cidadãos e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 23 de Setembro de 2014

23/09/2014

Intervenção da deputada municipal do PEV, Cláudia Madeira na apresentação dos documentos de «Os Verdes» na sessão da Assembleia Municipal de 23 de Setembro


Numa altura em que se discute sobre o salário mínimo nacional, importa referir, antes de mais, que os trabalhadores e os parceiros sociais chegaram ao ponto de se verem obrigados a exortar o Governo a cumprir com os seus compromissos assumidos em sede de concertação social.
Sucede que, antes, o actual Governo PSD/CDS usou e abusou do pretexto da presença da Troika para se furtar a esse compromisso. Agora já não pode evocar esse obstáculo, porque entretanto a Troika já abandonou o país. Os parceiros sociais aguardam, assim, que seja desta vez que o executivo e a maioria parlamentar aceitem a reposição desta justa reivindicação.
Não é necessário grande esforço nem grandes contas para se concluir que 485 € ilíquidos, ou seja, 430 € líquidos para um salário mínimo é um valor baixíssimo. Para “Os Verdes”, tal valor é mesmo ofensivo, sobretudo se tivermos em conta os sucessivos cortes nos apoios sociais, a carga fiscal a atingir principalmente as famílias com rendimentos mais baixos, o aumento do IVA e do IRS, mas também o agravamento do custo de vida, com o aumento dos bens alimentares, dos transportes, da electricidade, da água, do gás, e por aí fora.
A situação é, de facto, muito complicada, é desesperante para a generalidade das famílias, e é ainda  mais para as pessoas que têm rendimentos mais baixos, em que se incluem os mais de 500 mil trabalhadores que apenas recebem, por mês, o salário mínimo nacional.
Assim, com a aprovação da Recomendação sobre o “Salário mínimo nacional”, “Os Verdes” consideram ser de inteira justiça que o Governo cumpra os compromissos assumidos no âmbito da concertação social e proceda, no imediato, ao aumento do salário mínimo nacional, depois de ouvidos os parceiros sociais.
Por seu lado, a Recomendação sobre a Educação para a Sustentabilidade remete-nos para um dos grandes desafios que se coloca actualmente, que é a preservação do ambiente e a necessidade cada vez mais premente de salvaguardar a equidade entre gerações, assente num modelo de Desenvolvimento Sustentável.
Neste sentido, a educação constitui um factor determinante para impulsionar comportamentos promotores de bons resultados ambientais e reivindicativos de políticas de ambiente adequadas à resolução dos problemas com que nos deparamos.
Tendo em conta que a década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) está a terminar, é importante que todos nós participemos de forma activa na educação para a sustentabilidade, tendo presente a vertente económica, social e ambiental.
Será lamentável se chegarmos ao final desta década sem que se tenham dado passos para a concretização de uma agenda, de um programa com vista à sua implementação.
Razão pela qual propomos que a CML exorte o Governo a definir a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade e de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável para o horizonte de 2020.
Dizer ainda que votaremos a favor dos documentos apresentados pelas outras forças políticas, destacando a moção do PCP sobre a reforma da fiscalidade verde. Apoiamos esta moção porque recusamos qualquer tentativa de mercantilização do ambiente, rejeitamos políticas que promovam desigualdades sociais, a degradação ambiental e cujas medidas representem um agravamento da carga fiscal para as pessoas.
Esta reforma, que viu rejeitadas inúmeras propostas de «Os Verdes» na Assembleia da República, aposta essencialmente na penalização e não na educação e sensibilização, o que é inaceitável. 
O ambiente não pode ser o parente pobre do Governo que apenas se lembra dele quando há uma oportunidade de fazer dinheiro. 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes”

22/09/2014

Salário Mínimo Nacional e Educação para a Sustentabilidade em discussão na AML por proposta de «Os Verdes»

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» entregou uma Recomendação sobre o “Salário mínimo nacional” e uma Recomendação sobre a “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável” para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 23 de Setembro. 
   
Com a Recomendação “Salário mínimo nacional”«Os Verdes» pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa exorte o Governo a encetar um diálogo urgente com os parceiros sociais, e os sindicatos em particular, com o objectivo de uma reavaliação imediata do valor do Salário Mínimo Nacional (SMN) e de dar cumprimento aos compromissos assumidos no âmbito da concertação social, procedendo à inadiável actualização e aumento do salário mínimo nacional.  
   
Para o PEV é imperioso o imediato aumento do SMN por razões de justiça social e de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, uma vez que assume especial importância no aumento do poder de compra, na dinamização da economia e do mercado interno.

Recomendação “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável”, pretende que a autarquia exorte o Governo a definir a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade (PNES), assumindo como princípio, para a sua construção, uma participação activa e aberta dos cidadãos, bem como a definir a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS 2020), assumindo-se como um referencial para a aplicação dos fundos comunitários no período 2014-2020.

«Os Verdes» entendem que a educação é fundamental importante para criar instrumentos na sociedade, para fomentar motivação, para impulsionar bons comportamentos dedicados à sustentabilidade e também para uma acção participada de toda a sociedade em benefício dessa sustentabilidade, para satisfazer as necessidades das gerações presentes, sem pôr em causa a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades, tendo presente três pilares: o económico, o social e o ambiental.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 22 de Setembro de 2014

27/08/2013

COMUNICADO DA CNA SOBRE INCÊNDIOS FLORESTAIS EM PORTUGAL


OS INCÊNDIOS FLORESTAIS E AS POLÍTICAS “PIRÓMANAS”

Assim que se conjugam condições climáticas mais propícias, aí temos os incêndios florestais com o seu cortejo de destruição e tragédias.
As chamas destroem teres e haveres enquanto as Populações desesperam. Os Bombeiros andam exaustos e, lamentavelmente, alguns perdem a vida. As Corporações de Bombeiros perdem viaturas, equipamentos e ficam sem recursos financeiros. Por cima, os pilotos dos meios aéreos de combate aos incêndios têm uma “vista panorâmica” do inferno enquanto despejam os baldes e tanques cá para baixo. As televisões mostram e remostram, em directo e em diferido, reportagens alucinantes do “espectáculo” ! Os governantes falam, falam e, para desviar as atenções do essencial,centram-se nas detenções dos suspeitos de fogo posto…

RUÍNA DA AGRICULTURA FAMILIAR - FALTA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS -
- ATRASOS, ERROS E FALHAS GRAVES NO ORDENAMENTO FLORESTAL –

Eis o conjunto das principais causas que determinam o mau estado geral da floresta portuguesa onde um qualquer acidente ou imprudência podem ter a “potência” de uma bomba de napalm !... Tudo isto são consequências das políticas agrícolas e florestais verdadeiramente “pirómanas! A estas, podemos ainda juntar motivações de interesses económicos ilícitos.
Más políticas Agro-Florestais aplicadas por sucessivos governos ao longo de muitos anos. Com a ruína da Agricultura Familiar e o êxodo das Populações Rurais; com a falta de prevenção de incêndios florestais de forma sistemática e organizada; com a ausência de ordenamento florestal de que apenas tira proveito a floresta industrial (monocultura) de espécies de crescimento rápido.
Continua-se a gastar no combate quase 4 vezes mais o que não se gasta em prevenção Agora, às más políticas agro-florestais o governo junta as imposições fiscais sobre a Lavoura que vão provocar ainda mais abandono da actividade agrícola. 

O GOVERNO DEVE INDEMNIZAR POPULAÇÕES PELOS PREJUÍZOS!

A CNA reclama ao governo o levantamento criterioso dos prejuízos (culturas, gado, alfaias, equipamento, habitações, entre outros) que atingem severamente os Agricultores, os Produtores Florestais e a População em geral para atribuir indemnizações a serem pagas com a maior urgência.

SIM ! SÃO NECESSÁRIAS OUTRAS E MELHORES POLÍTICAS AGRO-FLORESTAIS !
SIM ! É NECESSÁRIO OUTRO GOVERNO CAPAZ DE AS DEFINIR E APLICAR !

Coimbra, 26 de Agosto de 2013 // A Direcção Nacional da C N A
CNA: Pessoa Colectiva de Utilidade Pública
Filiada na Coordenadora Europeia – Via Campesina – Sede em Bruxelas
Sede:Rua do Brasil, 155 –3030-175 Coimbra · tel. 239708960 · fax239715370 · e-mail cna@cna.pt · site www.cna.pt
Delegação em Lisboa: R. Jardim do Tabaco, 90 -1º Dtº -1100-288 Lisboa · tel. 213867335 · fax 213867336 ·e-mail cna.lisboa@cna.pt
Delegação em Bruxelas: Rue de la Sablonnière 18– 1000 Bruxelas/Bélgica · e-mail: cna.bruxelas@cna.pt

23/04/2013

Oeiras - “Os Verdes” promovem debate sobre sustentabilidade urbana

No quadro das iniciativas comemorativas dos 30 anos do Partido Ecologista “Os Verdes”, que decorrem sob o lema “30 anos de Lutas Ecologistas”, realizou-se na passada sexta-feira, dia 19 de Abril, em Oeiras, um debate promovido pelo PEV sobre sustentabilidade urbana, onde foram discutidas questões relacionadas com os transportes públicos, privatização do setor da água e a reforma administrativa.
Esta iniciativa decorreu no Auditório César Batalha (Galerias Alto da Barra), e contou com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia e com o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas, Daniel Branco.







18/04/2013

Amanhã em Oeiras - “Os Verdes” promovem debate sobre sustentabilidade urbana



No quadro das iniciativas comemorativas dos 30 anos do Partido Ecologista “Os Verdes”, que decorrem sob o lema “30 anos de Lutas Ecologistas”, realiza-se amanhã, sexta-feira, dia 19 de Abril, em Oeiras, um debate promovido pelo PEV sobre sustentabilidade urbana, onde serão discutidas questões relacionadas com os transportes públicos, privatização do setor da água e a reforma administrativa.

Esta iniciativa, que decorrerá na Auditório César Batalha (Galerias Alto da Barra), pelas 18.30h, contará com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia e com o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas, Daniel Branco.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
www.osverdes.pt
Lisboa, 18 de Abril de 2013

03/05/2012

“Os Verdes” querem esclarecimentos sobre acidente na Linha de Cascais



O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia e do Emprego, sobre o acidente que ocorreu na Linha de Cascais, na estação de Caxias, e que provocou cerca de 30 feridos.

Ocorreu ontem, na Linha de Cascais, na estação de Caxias, um grave acidente ferroviário que provocou cerca de 30 feridos. Este é, infelizmente, um dos muitos acidentes, um dos mais graves, que tem ocorrido nesta Linha, uma linha que possui o material circulante mais antigo da CP, em fim de vida útil, desgastado e votado ao desleixo, fatores que poderão ter influenciado, e até potenciado, a ocorrência deste acidente.

A falta de investimentos na Linha de Cascais, a supressão de comboios (que levou ao aumento do tempo de viagem e à necessidade de transbordos, bem como à sobrecarga de passageiros e a piores condições no transporte) e a privatização das linhas suburbanas, são ameaças que pairam sobre esta linha ferroviária. As medidas de redução têm vindo a verificar-se desde o ano de 2002 e não são, com toda a certeza, alheias ao número crescente de acidentes, distúrbios e desacatos ocorridos.

De facto, diversos têm sido os alertas, por parte de sindicatos e utentes, quanto à falta de segurança na Linha de Cascais. São inúmeros os relatos de acidentes ocorridos nesta linha ferroviária, desde atropelamentos a queda de catenárias, passando por distúrbios e desacatos no interior das composições e também por apedrejamento de comboios. Verificam-se ainda sucessivos atrasos nos comboios e são cada vez mais numerosas as queixas de desconforto por parte dos passageiros, que referem paragens forçadas, chuva dentro das carruagens, portas que não funcionam, ar condicionado avariado, etc…

Está ainda presente na memória de todos o acidente ocorrido em Julho de ano passado, com o descarrilamento de uma composição junto à estação do Cais do Sodré, um acidente que deveria ter constituído um alerta para a tomada das necessárias medidas de segurança. No entanto, e tanto quanto se sabe, nenhuma medida foi implementada e os atropelamentos e acidentes sucedem-se. A anunciada modernização da Linha tem sido sistematicamente adiada, com o conluio do Governo e dos autarcas dos concelhos atravessados por esta via ferroviária, um dos mais importantes eixos de circulação de passageiros entre os Concelhos de Cascais, Oeiras e outros mais fronteiriços, como Sintra e Lisboa.

Este é, aliás, mais um episódio da deplorável política de desinvestimento nos transportes públicos, nomeadamente no transporte ferroviário, que a CP e este Governo têm vindo a implementar. Uma política tanto mais grave quanto, num período de crise económica e ambiental profundas em que os portugueses vivem, o transporte ferroviário, deveria ser um pilar fundamental de uma estratégia para um desenvolvimento que aliviasse a factura energética, que promovesse o emprego e facilitasse a mobilidade das pessoas.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais aplicáveis, solicito a S.Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Economia e Emprego, possa prestar os seguintes esclarecimentos:


1 - Qual o número de acidentes verificado na Linha de Cascais nos últimos 5 anos?
2 - Quais os custos associados a estes acidentes?
3 - Que medidas de segurança vão ser implementadas nesta Linha, e quando, na sequência do acidente de ontem?
4 - Considera o Governo que, caso estivesse já implementado um sistema de segurança ferroviário semelhante ao que já existe na Linha do Norte e outras, este acidente poderia ter sido evitado?
5 - Para quando está prevista a anunciada modernização da Linha de Cascais e também do material circulante?

29/11/2009

Recursos: Hoje precisamos de um planeta e meio para manter gasto



Estudo alerta para o perigo de que se está a gastar de mais em todo o mundo. Sobre Portugal, peritos avisam que seriam precisos quatro países iguais ao nosso para não faltarem recursos.

Imagine que tem um frigorífico em casa com comida para uma semana. Só que em vez de ir poupando para se alimentar nos sete dias, come tudo nos primeiros três. Nos restantes vai ficar cheio de fome e arrepender-se do que fez. Agora é só trocar "comida" por "recursos" e "frigorífico" por "planeta Terra" e chegará à conclusão do mais recente estudo da Global Footprint Network (GFN): estamos a gastar mais recursos do que aqueles que temos. Trocando por números, precisaríamos de um planeta e meio para chegar ao fim do ano "sem fome", indicam os investigadores.

"Estamos a usar mais recursos do que aqueles que temos e isto não vai durar muito tempo", contou ao DN Willy De Backer, da GFN, que todos os anos calcula a pegada ecológica de mais de 100 países e também de toda a humanidade em conjunto. A pegada ecológica é um conceito que se tornou uma ferramenta de análise ambiental. "Os países já lhe dão uma importância ao nível do produto interno bruto", acrescenta o belga da GFN.

Os cálculos da associação incluem, obviamente, Portugal. Segundo a GFN, serão precisos quatro países iguais ao nosso para que nunca nos faltem recursos para consumir. Isto num país que tem como mais-valias apenas as pastagens e florestas, segundo o estudo.

Este problema não passa ao lado dos ecologistas portugue- ses, que se mostram preocupa- dos pelo rumo do nosso planeta. "Este ultrapassar da pegada ecológica já acontece desde o fim dos anos 80. O planeta não consegue repor recursos e absorver os resíduos", explica Hélder Spínola, da associação ambientalista Quercus.

O estudo afirma: "Os dados mostram que consumimos recursos naturais e geramos resíduos, como o CO2, a um ritmo que é 44 por cento mais rápido do que a natureza demora a regenerar e absorver". Dito de outro modo, a Terra precisa de 18 meses para recuperar-se do esforço que lhe exigimos todos os anos. Segundo o relatório, "as urgentes ameaças que enfrentamos hoje, como as alterações climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a diminuição das florestas, o esgotamento dos stocks pesqueiros e a perda de recursos hídricos, são sintomas desta alarmante tendência" de consumo em excesso.

"Muitas pessoas pensam que não precisam de se preocupar porque quando os recursos acabarem elas já cá não estão. Mas é preciso lembrar que não são só os recurso das gerações futuras que estamos a consumir. São já os desta geração", alerta o ecologista português.

Os piores casos apontados no estudo são os Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos da América. São estes os campeões do consumo. Fazendo as contas, se todos no mundo consumissem como estes dois países, seriam preciso cinco planetas Terra para não haver défice de recursos. Caso o exemplo viesse da Europa, seriam precisos "apenas" dois planetas e meio.

Os autores lembram por fim que ao mesmo tempo que cresce a pressão sobre os ecossistemas, a capacidade que estes têm para satisfazer as nossas necessidades mantém-se igual ou decresce. Algo fácil de entender: as florestas já cortadas ou os stocks pesqueiros esgotados não podem ser reutilizados no ano seguinte.

Fonte: Diário Notícias por Bruno Abreu

12/07/2009

Novo outdoor de "Os Verdes"

Começaram já a ser colocados, em Lisboa e Setúbal, os novos cartazes do Partido Ecologista “Os Verdes” que poderão ser vistos em todas as capitais de distrito e ainda nos concelhos de Mirandela e de Santa Maria da Feira.
O outdoor em causa aborda a temática da Produção e do Consumo Local que, para o Partido Ecologista “Os Verdes”, é uma área estratégica para a defesa e o desenvolvimento da economia nacional e regional.
Esta tem sido, aliás, uma questão na qual "Os Verdes" se têm empenhado desde há muito, pela absoluta necessidade de garantir a nossa soberania alimentar e de reduzir a nossa dependência externa, que é cada vez maior.
Por outro lado, esta é ainda uma questão que não pode ser dissociada do problema das alterações climáticas e da necessidade urgente de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa. Ao reduzir a necessidade do transporte de mercadorias em grandes distâncias estaremos a contribuir para a redução dessas emissões.

07/07/2009

O condomínio do planeta Terra

Ao longo de dois dias, o Fórum Internacional do Condomínio da Terra contou com a participação de dezenas de personalidades de diferentes países, entre ambientalistas, economistas, especialistas em direito internacional, professores universitários e dirigentes de organizações de defesa do património natural da Terra.
A Declaração de Gaia 1, disponível na Internet e que defende uma articulação entre a economia, o direito e o funcionamento global do planeta, conta já com mais de 17 mil subscritores, segundo os seus promotores.

Segundo adiantou o ambientalista e autor do livro ‘Condomínio da Terra’, à margem do fórum internacional com o mesmo nome que decorreu em Gaia, o texto final da declaração foi firmado domingo, não tendo havido “propostas de alteração”.
Na Declaração de Gaia sustenta-se que há “bens indivisíveis” no planeta - a atmosfera, a hidrosfera e a biodiversidade - que circulam de forma global e têm que ser declarados “partes comuns”, a gerir em conjunto como se o planeta se tratasse de um condomínio.
Os subscritores defendem ainda que a manutenção dos ecossistemas deve ser entendida como uma actividade económica e que “os cidadãos têm direito equitativo de utilização dos bens comuns do planeta”.
“A Declaração de Gaia - assim denominada porque esta campanha global para a preservação do planeta foi lançada em Março na cidade portuguesa de Gaia, que tem o nome da deusa grega da Terra - propõe que haja uma articulação entre a economia e o direito e entre estes e o funcionamento global do planeta”.
Durante o Fórum Internacional do Condomínio da Terra, que decorreu este fim de semana, dias 4 e 5 de Julho, foi estabelecido um acordo com o movimento mundial
www.350.org, que luta pelo recuo das emissões de dióxido de carbono na atmosfera das actuais 390 para as 350 partes por milhão, considerado pelos cientistas “o limite máximo seguro”.
Conforme salientou, “se não se conseguir voltar das actuais 390 partes por milhão para as 265 existentes antes da Revolução Industrial, em pouco tempo não haverá retorno possível. Se chegarmos às 450 - o que ao ritmo actual acontecerá dentro de 10 anos - já não há nada a fazer. Tem que haver um equilíbrio entre os limites ambientais e a economia”, sustentou, referindo que foi “nos últimos 10 anos” que esse equilíbrio foi rompido 2.

05/07/2009

Por um desenvolvimento sustentável

Na Conferência de Estocolmo sobre Ambiente a humanidade tomou consciência que o desenvolvimento para ser sustentável, tem de respeitar o ambiente. Num ano de crise financeira e económica, os problemas ambientais também não podem ser ignorados.
O desenvolvimento sustentável tem de estar associado à compatibilização de objectivos de natureza ambiental (garantia de que a escala das actividades humanas não excede a capacidade de sustentação dos ecossistemas), de desenvolvimento económico (procurando maximizar-se o bem-estar colectivo) e social (garantindo uma distribuição justa dos recursos e oportunidades, entre indivíduos de uma mesma geração e entre gerações).
O conceito de desenvolvimento sustentável, na sua definição expressa no Relatório da Organização das Nações Unidas «O nosso futuro comum» (conhecido por Relatório Brundtland) e posteriormente integrado na Agenda 21, pressupõe um modelo de desenvolvimento que permita assegurar a satisfação das necessidades das gerações actuais, sem comprometer as possibilidades de desenvolvimento das gerações futuras. A salvaguarda desta possibilidade implica a necessidade de manutenção da base de capital (natural, produtivo e humano) disponível para satisfação das mencionadas necessidades.
Numa perspectiva de sustentabilidade forte assume-se que as três formas de capital referidas - natural, produtivo e humano - são complementares e não substituíveis entre si, o que implica a manutenção equilibrada, por si só , de cada uma destas bases de activos. A adopção desta perspectiva de sustentabilidade, mais do que a noção de compatibilização e optimização simultânea de objectivos económicos, sociais e ecológicos, pressupõe a realização de escolhas responsáveis na sociedade, ou seja, numa base democrática e participada do que deve ser mantido, requalificado ou desenvolvido.
Num ano de crise financeira e económica, os problemas ambientais também não podem ser ignorados.
Não é com baixa das coimas ambientais que se vai revitalizar a economia. É antes um sinal contrário ao princípio do poluidor-pagador. Os custos ambientais têm de ser internalizados e não podem ser custos para toda a sociedade.
Tem havido uma erosão interna da Administração Pública, houve organismos que foram desmantelados e ficaram só com alguns funcionários que tinham um salário mais baixo. Essa erosão dos serviços do Estado tem levado a uma perda de competência técnica em diversas áreas, como é o caso dos serviços florestais.
Em diversos serviços do Estado pratica-se cada mais o 'outsourcing', que consiste em contratar empresas externas para prestação de serviços. Com isso tem havido perda da memória estratégica, por isso também nas áreas relacionadas com o ambiente deixa de haver pessoas com conhecimentos acumulados ao longo da carreira, e pessoas com o sentido do serviço público.
A actual crise tem permitido que nos aproximemos das metas do Protocolo de Quioto no que respeita aos objectivos da redução de emissões de gases com efeito de estufa, mas tem de se aproveitar isso para potenciar a eficiência energética nas casas, na indústria e nos transportes.
A actual crise pode ser um momento adequado para a criação de «empregos verdes», empregos ligados à protecção do ambiente, mas que podem atenuar o flagelo do desemprego.

22/04/2009

Celebração do Dia da Terra

O dia 22 de Abril marca a luta pelo meio ambiente, um pouco por todo o mundo. Milhões de pessoas manifestam-se de modo a chamar a atenção dos governantes para os problemas que afectam o nosso planeta, nomeadamente o aquecimento global e a poluição 1.
No Dia da Terra, há algum tempo atrás, a Quercus identificou o que considerava serem os maiores problemas de desenvolvimento sustentável que Portugal apresentava, alertando para as principais questões de fundo na área do ambiente que afectavam o nosso País, a saber:
- Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável, no esquecimento;
- Ordenamento do Território e remodelação do financiamento às autarquias;
- Portugal aumentando drasticamente a sua intensidade energética;
- Transportes com maior gasto energético, mais emissões, mais congestionamento, mais ruído;
- Portugal desperdiçando os seus recursos hídricos, com triliões de litros de água esbanjados anualmente;
- A Rede Natura sem ordenamento, com a cedência total no ordenamento dos Parques Naturais;
- Reduzida reutilização de resíduos, reciclando-se apenas um pouco mais, mas a querer-se incinerar muito mais 2.
Passado seis anos, não se espante se descobrir que pouco ou nada mudou.

1. Ver
http://diario.iol.pt/ambiente/terra-ambiente-ecologia-poluicao-fotos/943537-4070.html
2. Ver www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=11350&iLingua=1

O dia que quer tornar verde o planeta azul

Hoje em dia, o ambiente tornou-se moda e os especialistas portugueses admitem que os jovens estão mais atentos à defesa do local onde vivem. No entanto, ainda há sítios afundados em poluição. Hoje, o dia será dedicado à defesa do Planeta Terra.
Quem contribuiu para que hoje o ambiente esteja na moda foram 20 milhões de norte-americanos que há 39 anos saíram à rua para protestar em massa pelo direito a um ambiente mais sustentável e a um planeta mais saudável. Foi o primeiro passo para a criação do Dia da Terra, que se comemora hoje, dia 23, em todo o mundo e que chamará a atenção para locais que hoje estão ainda afundados em poluição.
Entre os dez piores está a Rússia que tem actualmente quatro locais de poluição extrema, devido a fábricas de armamento da Guerra Fria e de produção de materiais pesados. É por existirem casos destes, que os ambientalistas dizem ser importante comemorar o dia da terra, chamando a atenção “para abrir consciências” e mostrar à sociedade civil que a mudança depende não só dos políticos mas também das próprias pessoas.
Num ano tão importante para o ambiente - com a realização da Earth Hour, das conferências de Bona (Alemanha) e com o encontro de Copenhaga (Dinamarca), que poderá definir o substituto do Protocolo de Quioto -, todos estão ‘com esperança’ de que algo irá mudar, principalmente com as novas políticas ambientais por parte dos EUA.
Quanto ao presente que se podia dar ao planeta Terra no seu dia, os especialistas são unânimes: uma maior consciência ambiental, respeito pela natureza e que iniciativas como o Dia da Terra não sejam apenas uma vez por ano, e que é necessário acabar com as discrepâncias entre os países ricos e pobres.
Quanto ao presente que se podia dar ao planeta Terra no seu dia, os especialistas são unânimes: uma maior consciência ambiental, respeito pela natureza e que iniciativas como o Dia da Terra não sejam apenas uma vez por ano.

Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1207522

19/08/2008

O que é o Desenvolvimento Sustentável

Até que ponto é que o efeito de estufa, a degradação dos solos devido ao produtivismo agrícola, o uso imoderado de pesticidas e adubos, a organização do trabalho que provoca mais exclusão que inclusão, os problemas do tratamento das águas residuais ou a desertificação são assuntos que importam directamente aos consumidores?
Embora tenha sido apenas no início deste século que o conceito de desenvolvimento sustentável começou a criar raízes em Portugal, a sustentabilidade é, desde o princípio da década de 70, uma das preocupações fundamentais a nível global.
Com efeito, em 1972 (ainda a palavra globalização estava longe de fazer parte do nosso léxico) já o livro “Limites do Crescimento” alertava para a existência limitada de muitos recursos naturais, especialmente a água, combustíveis fósseis e metais, razão que os autores (Dennis e Donella Meadows) consideravam mais que suficientes para obrigarem a repensar o modelo de crescimento das sociedades modernas.
Nesse mesmo ano, a ONU promove em Estocolmo uma conferência mundial, despertando o mundo para o problema do desenvolvimento mas só em 1987, com a publicação pelas Nações Unidas do relatório “O nosso futuro comum” (mais conhecido por relatório Brundtland), o conceito de sustentabilidade adquire contornos mais precisos e que se podem resumir numa frase: “O desenvolvimento sustentável deverá ir de encontro às necessidades do presente, de forma equitativa e ética, sem comprometer essas mesmas possibilidades para as gerações futuras”.
A Cimeira da Terra realizada em 1992, no Rio de Janeiro, adopta a Agenda 21, onde surge pela primeira vez o conceito de eco-eficiência - necessidade de as empresas se tornarem eficientes em termos económicos e ecológicos – e é definido o âmbito de acção de um plano de desenvolvimento sustentável assente em três pilares: dimensão económica, dimensão ambiental e dimensão social.

Ficou desde então bem claro, que o Desenvolvimento Sustentável não está restrito à temática ambiental e que o desafio da sustentabilidade se entrelaça com a responsabilidade social. Melhor: a sustentabilidade é parte integrante e indissociável da responsabilidade social das empresas, não podendo existir uma sem a outra, o que leva a que alguns as fundam no conceito único de cidadania empresarial.
A característica tridimensional do desenvolvimento sustentável é acolhida também no Livro Verde publicado pela comissão Europeia em 2001, onde surge sob a fórmula de Responsabilidade Social das Empresas (RSE).
Não se pode dizer que estejamos perante um conceito novo, mas sim perante a sua reformulação, o que reflecte uma maior consciencialização sobre as questões ambientais e onde se erradica a ideia de que a economia é inimiga do ambiente, e defende a possibilidade de compatibilizar desenvolvimento económico e preservação dos recursos naturais.
Traduzindo de forma talvez mais explícita, o Livro Verde vem afirmar que uma empresa que estabeleça a sustentabilidade como objectivo, deve contemplar as três dimensões enunciadas na Agenda 21, interagindo com os governos e a sociedade civil organizada.

Ver
www.consumoresponsavel.com/?p=91

06/05/2008

A insustentabilidade dos recursos alimentares

“As guerras do futuro serão travadas pelo controle dos recursos alimentares, já que o Mundo tem demasiada população e a comida não chega para todos”, declarou hoje em Lisboa o músico e activista irlandês Bob Geldof, no decorrer de um almoço-conferência com o tema ‘Desenvolvimento Sustentável - Fazer a Diferença’.
A Humanidade, acrescentou, só consegue “ir gerindo a situação [do desequilíbrio na distribuição de recursos alimentares] através dos combustíveis fósseis”. Só que essa solução não é sustentável, para quem “a definição de desenvolvimento sustentável” é relativamente simples. “Não temos desenvolvimento sustentável quando usamos uma porção dos recursos da Natureza mais rapidamente do que a Natureza consegue, naturalmente, regenerar-se”, disse o activista irlandês.
A solução duradoura está na consciencialização e intervenção de cada uma das pessoas. “Cada acto individual é um acto político. Se hoje todos dissermos ‘não vou de carro para o trabalho, vou de bicicleta’ podemos mudar a política de um país no espaço de um ano”.
Em 1984, “na televisão passava uma notícia da BBC”, que dizia que “treze milhões de pessoas estavam a morrer de fome [na Etiópia]. O jornalista escolhia as palavras com cuidado - via-se que estava enojado - e as suas palavras [para mim] foram perfeitas”, lembrou o activista. “Estes milhares de pessoas - na sua maioria crianças, muitos miúdos de cinco anos, com miúdos de três anos ao colo porque os pais lhes tinham dado a última comida antes de eles próprios morrerem - sentaram-se num canto da Etiópia e esperaram que o Mundo os ajudasse”. “Aquele noticiário foi como um olho de Cíclope [sempre aberto], forçou-nos a ver a mão vazia da Humanidade”, afirmou o músico.
“Percebi que era preciso algo mais do que uma moedinha na caridade...”. O resultado ficou para a história. Com o ‘Live Aid’ “fizemos 200 milhões de dólares”, mas que apenas ajudou a minorar “os sintomas da pobreza”.
“As verdadeiras causas são políticas e económicas. Por isso também as soluções são políticas e económicas”, acrescentou. “[Na Europa] pagamos impostos para produzir, pagamos impostos para armazenar e pagamos impostos vergonhosos, imorais, abjectos para destruir comida em excesso”. É irónico que “25 anos depois (…) ainda tenha de dizer ‘Feed the World’ (Alimentem o Mundo). Nunca pensei que fosse preciso fazê-lo depois deste tempo todo” 1.
O músico não ensaiou explicar, no entanto, o(s) porquê(s) da relação entre a persistência do agravamento dos níveis de pobreza e a escandalosa acumulação de lucros por parte dos detentores do poder económico e político.

23/10/2007

Cine’Eco e Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável

Realiza-se na cidade de Seia o Cine’Eco, o único Festival Internacional dedicado ao ambiente em Portugal, que se vem organizando já desde 1995, com o concurso decorrer no auditório do Centro de Interpretação da Serra da Estela, na cidade de Seia 1.
Entre os dias de 22 a 27 de Outubro, concorrem a esta 13ª edição do Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela um total de 59 filmes, ente os quais 13 portugueses. Na edição do ano passado foi entregue o Prémio Nacional do Ambiente “Fernando Pereira”, atribuído pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente.
Em paralelo, decorrerão no Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura, vários ciclos de cinema, nomeadamente “sessões infantis”, ciclo “outras terras outras gentes”, ciclo dos clássicos e cinema português. Integra o ciclo o filme “The 11th hour”, de Leonardo DiCaprio.
A organização destaca ainda a homenagem ao meteorologista Anthímio de Azevedo, que preside ao júri Internacional do Festival, a realização de uma conferência sobre Desenvolvimento Sustentável na Região Centro de Portugal e duas exposições sobre ambiente.
A abertura do festival será marcada pelo concerto de Cátia Garcia “O Fado em 24 imagens por segundo”. O concerto de Rão Kyao “Porto Alto” encerra a 13ª edição do Cine’Eco na noite de 27 de Outubro.
Também o Desenvolvimento Sustentável na Região Centro de Portugal vai estar em análise na conferência que decorrerá, durante o último dia do Cine’Eco, no auditório do CISE, contando com oradores convidados da Associação dos Amigos de Conimbriga, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa e do Parque Natural do Tejo Internacional, entre outros 2.


04/09/2007

PNPOT entra em vigor quarta-feira

"O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), aprovado a 05 de Julho no Parlamento e hoje publicado em Diário da República, entra em vigor quarta-feira." (DD)

"Os Verdes" votaram contra este documento, apresentado na Assembleia da República, e procuraram desde o início apontar aspectos a melhorar, nomeadamente no que se refere à Área Metropolitana de Lisboa, participando na fase de discussão pública.

15/08/2007

Desenvolvimento do conhecimento

As Nações Unidas propõem que os programas de apoio aos países mais pobres do mundo devam dar prioridade ao conhecimento e ao desenvolvimento tecnológico, para que sejam mais eficazes. Estes países tem até hoje sido incentivados a abrir as suas economias ao comércio internacional e ao investimento estrangeiro como via para o seu desenvolvimento, mas os resultados gerais ou foram escassos ou contraditórios. Por outras palavras, ficaram ainda mais marginalizados na economia global.
Este é o balanço do qual parte a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCD) no seu último relatório anual ‘Conhecimento, aprendizagem tecnológica e inovação’ sobre os países de pobreza extrema para justificar a proposta de uma mudança profunda do modelo: em vez de ‘desenvolvimento’, a palavra-chave deve ser ‘conhecimento’, defendendo que o primeiro, ‘na verdade’, não existe sem o segundo.
A CNUCD refere que a “rápida e profunda liberalização do comércio e do investimento” nestes países desde a década de 80 “não evitaram a sua marginalização em relação aos fluxos tecnológicos”, pois a “liberalização sem aprendizagem tecnológica resultará, no fim, numa marginalização acrescida”. Se os PMD “não adoptarem políticas de estímulo à convergência tecnológica com o resto do mundo vão continuar a atrasar-se e a enfrentar uma marginalização cada vez mais profunda na economia global”, alerta a organização.
Para os 767 milhões de pessoas que vivem nos países mais pobres do mundo, os especialistas antecipam dois futuros possíveis: ou agravam a sua situação ou entram num progressivo e sustentado crescimento económico, para o qual o contributo decisivo terá de vir do conhecimento e da tecnologia. “Os governos dos países mais pobres do mundo e os seus parceiros no desenvolvimento devem promover o progresso tecnológico como parte do seu esforço para desenvolver as capacidades produtivas domésticas”. Um país entra na lista dos PMD quando, entre outros critérios, tem um rendimento nacional bruto per capita inferior a 750 dólares, na média de três anos.
“A concessão de mais ajuda ao conhecimento, desde que dirigida para as áreas certas e nas modalidades apropriadas, pode ser a chave para a tornar eficaz”, acrescenta o relatório. É este, aliás, o triângulo que explica como países do Sudeste asiático deixaram de estar entre os mais pobres e são hoje designados por países ‘em desenvolvimento’.
Como a globalização não é a solução, e tal como na velha sabedoria oriental, ‘não dês peixe, dá antes a cana e ensina a pescar’.

Ver Público 2007-08-13, p. 31