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16/01/2019

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre a Casa dos Animais de Lisboa

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a Casa dos Animais de Lisboa.

REQUERIMENTO:

A 28 de Junho de 2016 a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma recomendação apresentada pelo Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes, referente à colocação de painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa.

Passado quase um ano sobre a aprovação da referida recomendação, o PEV voltou a questionar o executivo através de requerimento. Na resposta, o Vereador Duarte Cordeiro respondeu que “encontra-se em desenvolvimento o projecto base de arquitectura para a ampliação dos serviços da Casa dos Animais de Lisboa (CAL), incluindo a valorização e a optimização de diversas valências da CAL. Após aprovação deste projecto base, a fase seguinte de elaboração dos projectos de execução, comtemplará as diversas especialidades necessárias, nas quais se incluirá a componente de instalação de painéis fotovoltaicos, a qual deverá ser compatibilizada com a intervenção programada, considerando as intervenções em cobertura.”

Acrescentou ainda na sua resposta que “nesse sentido, estima-se que a colocação dos painéis possa ocorrer na fase de execução da empreitada, a qual deverá estar em execução no início de 2018”.


Passou mais um ano e as obras de ampliação da CAL, que iriam permitir a melhoria das condições deste equipamento, incluindo a colocação dos painéis fotovoltaicos, não avançaram como prometido.

De referir ainda que nas Grandes Opções do Plano de Lisboa 2019-2022, aprovado no dia 20 de Dezembro de 2018 em sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, é referido o “reforço de meios e da melhoria das instalações da Casa dos Animais de Lisboa e do LXCRAS”.

Por último, Os Verdes entendem que as obras de ampliação da CAL, bem como o reforço de meios humanos e materiais, são condições imprescindíveis para que este importante equipamento municipal preste um serviço de qualidade no que diz respeito ao bem-estar animal.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Em que fase se encontra a elaboração do projecto base de arquitectura com vista à ampliação das instalações da Casa dos Animais de Lisboa?

2. Quando prevê a autarquia proceder ao reforço de meios humanos, nomeadamente através da contratação de mais médicos veterinários?

3. Têm existido situações de recusa em receber animais, por falta de capacidade da Casa dos Animais?

a) Se sim, quantas situações ocorreram durante o ano de 2018?

27/06/2016

Recomendação “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa”


 
A Casa dos Animais de Lisboa (CAL) foi inaugurada há cerca de dois anos em Monsanto, representando uma nova fase deste equipamento, que adoptou como lema “acolher e tratar com dignidade todos os animais, combater o abandono e promover a adoção segura e responsável, porque o destino final de cada animal não pode ser outro que não o da adopção”.

Como é do conhecimento público, a cidade de Lisboa comprometeu-se, no âmbito do Pacto dos Autarcas, a reduzir as emissões de CO2 em mais de 20 % até 2020, tendo como ano base o ano de 2002.

Desta forma, o Município de Lisboa tem apostado nas energias renováveis ao nível da micro-produção de energia em alguns edifícios municipais, através da colocação de painéis solares, com vista ao aumento da eficiência energética e da produção e uso de energias mais limpas, renováveis e alternativas.

Considerando que a utilização de fontes de energia renováveis na geração de energia eléctrica, para consumo das próprias edificações ou venda à rede nacional, nomeadamente através de painéis fotovoltaicos, deverá continuar a ser uma medida estratégica a considerar nos edifícios públicos municipais;

Considerando que a colocação de painéis solares nos edifícios contribui para a redução dos consumos energéticos e das emissões de gases com efeito de estufa;

Considerando a necessidade de optimizar uma melhor eficiência e a racionalização na utilização dos recursos naturais referentes ao fornecimento de energia eléctrica, através do recurso a painéis solares;

Considerando que a Casa dos Animais de Lisboa apresenta um enorme potencial de aproveitamento solar.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar que a Câmara Municipal de Lisboa:

1 - Reconheça a relevante função desempenhada pelos painéis solares na redução dos consumos energéticos e das emissões de gases com efeito de estufa, promovendo, sempre que possível, a sua instalação nos diversos edifícios municipais.

2 - Proceda a um estudo técnico sobre a viabilidade de colocação de painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa, de modo a permitir a redução dos consumos energéticos.

3 - Dê conhecimento da presente recomendação à Provedora Municipal dos Animais de Lisboa e à direcção da Casa dos Animais de Lisboa.

Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes

Frederico Lyra                                                                      J. L. Sobreda Antunes

Os Verdes propõem a Defesa da Escola Pública, a Eficiência Energética e o Monumento ao Calceteiro em Lisboa


 
Amanhã, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Saudação ao “Dia do Serviço Público das Nações Unidas” com vista a celebrar o valor e a virtude do serviço público para a comunidade e o reconhecimento do trabalho de excelência alcançado no desempenho de funções públicas.

Uma Recomendação sobre “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa” como forma de promover a eficiência energética resultante da redução dos consumos energéticos neste equipamento municipal.

Uma Recomendação referente ao “Monumento ao calceteiro”, propondo que a CML reponha, num local público condigno, o conjunto escultórico de homenagem ao ofício de Calceteiro, tendo sido removido com o propósito de ser restaurado faz dez anos.

Por fim, uma Moção “Em defesa do sistema constitucional de ensino para que se reconheça a necessidade de defender os princípios do sistema de ensino consignados na Constituição da República Portuguesa. Em que o Estado está socialmente obrigado a oferecer uma rede de estabelecimentos públicos que satisfaça as necessidades de toda a população. Por outro lado, manifestar a sua concordância para que o apoio financeiro a colégios privados, através de contratos de associação, deve apenas ter lugar quando a resposta pública se manifeste insuficiente, sendo, nesse caso, apoiados os alunos das áreas geográficas previstas nos contratos celebrados.


Lisboa, 27 de Junho de 2016

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”

13/10/2009

Avião movido a energia solar faz hoje “escala” em Lisboa

O Solar Impulse, primeiro avião capaz de voar dia e noite sem combustível e movido apenas a energia solar, é hoje apresentado em Lisboa, num evento promovido pela Solvay, parceira tecnológica deste projecto.
O avião é uma iniciativa do suíço Bertrand Piccard que, em 1999, completou a volta ao mundo num balão de ar quente. Motivado pela ambição de “dar a volta ao mundo sem utilizar combustível”, Bertrand Piccard quer repetir o feito com o Solar Impulse em 2011. A viagem está marcada para 2011 e será feita por etapas, estando prevista uma escala em cada continente para trocar de piloto, avançou à Lusa o director de comunicação da Solvay Portugal, Mário Branco. Construído com materiais resistentes e leves, capazes de suportar pressões a grandes altitudes, este aparelho foi apresentado na Suíça em Junho e começou a ser testado no ano passado. Hoje, em Lisboa, será apresentada uma maqueta do avião, num evento promovido pela Solvay, empresa que está a desenvolver produtos que serão aplicados no aparelho.

25/05/2009

Primeiro bairro sustentável do País nasce em Sintra

Em Mira Sintra há um ‘Bairro Sustentável’, um projecto pioneiro a nível nacional, que visa requalificar os diferentes fogos deste bairro no âmbito do conforto térmico e ambiental. A escolha deste bairro deve-se a um conjunto de condições locais que se mostraram ideais para que possa vir a ser o primeiro ‘Bairro Sustentável’ do País.
Os condóminos do bairro irão produzir energia eléctrica, com a instalação nos seus edifícios de painéis fotovoltaicos, que será depois vendida à Rede Eléctrica. Deste modo prevê-se que com a venda da energia os condóminos sejam beneficiados, fazendo face aos custos com energia nas áreas comuns dos edifícios e posteriormente com a realização de diagnósticos energéticos dos mesmos.
Duas empresas associaram-se a uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, da Agência Municipal de Energia de Sintra e da Associação Empresarial de Sintra. As entidades assinam amanhã, dia 26 de Maio, um protocolo de cooperação para um projecto-piloto que visa implantar estas soluções em seis edifícios.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8038

02/05/2009

Luz solar para poupar no arrefecimento

O potencial que existe no País para produzir energia eléctrica, a partir da luz solar, é uma das vias para reduzir a enorme dependência energética de Portugal em relação ao exterior. Mas Portugal tem condições para utilizar este recurso para outras finalidades.
O responsável pelo projecto Frio Solar, um estudante do Instituto Politécnico de Setúbal na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), defende a melhoraria da eficiência energética de edifícios existentes, mediante a utilização de tecnologias de arrefecimento com recurso à energia solar.
O projecto, que lhe valeu uma menção honrosa no Concurso ‘Ideias Luminosas 08’, consistiu num estudo de viabilidade sobre a comercialização da tecnologia de aborção a funcionar com painéis de energia solar térmica.
O estudante explica que a tecnologia de absorção consiste num equipamento que através de uma reacção química que absorve calor e dois fluídos não poluentes - o absorsor (brometo de lítio ou amoníaco) e o refrigerante (água) - consegue converter água quente (neste caso vinda dos painéis solares) em água a 4º C para climatizar um edifício.
Deste modo, “o único consumo eléctrico deste equipamento é feito pelas bombas circuladoras e corresponde a um valor de 5 a 10 por cento do consumo eléctrico de uma solução convencional (ciclo frigorífico ou compressão de vapor) com a mesma potência de arrefecimento”.
Só nas cidades de Lisboa e Porto a área ocupada por edifícios de escritórios ultrapassa os 5 milhões de metros quadrados de escritórios. Ora o crescente aumento da sua área ocupada, assim como das suas necessidades de arrefecimento para garantir o conforto dos seus ocupantes, nos últimos 10 anos tem tido um acréscimo de 12% ao ano no consumo eléctrico de Portugal. Com efeito, a comercialização da tecnologia de absorção tem grande potencial. Estes equipamentos são uma alternativa aos chillers de compressão de vapor, actualmente utilizados para climatizar edifícios.
O objectivo é que no primeiro ano sejam vendidos 15 equipamentos, no entanto, admite que o preço dos mesmos pode desencorajar possíveis interessados. “Estes equipamentos já atingiram a sua maturidade no estado da técnica, porém, têm custos elevados, cujos períodos de retorno rondam os 20 anos”. O custo medio por kW é de 1788 euros.

18/01/2009

Alta de Lisboa recebe projecto de microprodução solar

O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, tem em curso o projecto (já totalmente instalado e certificado) para instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).
Com este projecto, o condomínio torna-se o maior microprodutor em Portugal ao nível residencial, com um potencial de mais de 50 mil euros por ano de receitas pela venda de energia. Com uma produção de cerca de 80 MWh/ano de electricidade, o condomínio poderá contribuir para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis, bem como de redução de gases com efeito de estufa, já que evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 equivalentes.
Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa “Renováveis na Hora”, que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.
A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 prevendo-se a entrada em operação ainda durante o corrente mês de Janeiro.

28/10/2008

Nuclear? Claro que não, a solução está no Sol

O director do Instituto Potsdam de Investigação sobre Impactos Climáticos, um daqueles cientistas a quem os políticos gostam de recorrer em busca de orientação, sugere um megaprojecto-piloto com 20 grandes centrais solares no Norte de África e na Península Ibérica para alimentar a Europa com electricidade.
Com um pé na ciência e outro na política, apresenta uma visão preocupante do aquecimento global. Mas não é pessimista: até ao final do século, diz, o mundo poderá ficar livre do carbono como fonte principal de energia. Será preciso melhorar a eficiência energética, encontrar tecnologias para enterrar o dióxido de carbono (CO2) das centrais térmicas a carvão e gás e, por fim, apostar forte na energia solar.
Se custa caro? Nem por isso; muito menos do que o preço da crise financeira, que mostra o falhanço da visão de curto prazo, afirmou quando esteve em Lisboa, na semana passada, para uma palestra na Fundação Calouste Gulbenkian.

Qual é a sua visão de soluções para a energia a curto e médio prazo?
Nas próximas duas décadas, provavelmente será aumentar a eficiência energética. Estou seguro de que em Lisboa é possível aumentar a eficiência energética, por exemplo, alterando-se os comportamentos nos transportes. Há pessoas que insistem em ficar duas horas em filas de trânsito, apenas para ter o seu próprio carro.
Acha que é possível alterar comportamentos no curto prazo?
É um processo lento, mas não tanto que leve um século. Acho que é possível alterar atitudes em alguns anos, na verdade. É uma questão [que envolve] educação pública, os media, debates. É algo cultural. Mas é possível e haverá avanços nos próximos dez a vinte anos.
E quanto à tecnologia? Como atenderia à maior parte da procura energética?
Teria de se começar com um grande projecto de demonstração: uma parceria entre a Europa e o Norte de África para uma rede eléctrica inteligente, com um número de centrais termo-solares - algumas talvez em Portugal e Espanha. Depois a electricidade seria transportada em redes de alta tensão para o Norte e Centro da Europa. Custaria 40 mil milhões de euros, para 20 centrais solares, com uma potência total de 20 gigawatts. Seria o equivalente a 20 centrais nucleares, ao mesmo custo. Mas não haveria resíduos radioactivos, nem proliferação nuclear, a energia seria gratuita, não haveria o problema do pico do urânio no futuro.
O que tem a dizer dos cépticos, que afirmam que as alterações climáticas não são culpa humana?
Não conheço nenhum cientista respeitado que diga que as alterações climáticas não existem ou que a humanidade não está envolvida. Alguns, muitos poucos, dizem que o aquecimento global vai ser muito mais brando do que o que os modelos prevêem. Nunca vi nenhum argumento dos chamados cépticos que fosse estável o suficiente para sobreviver ao escrutínio científico.

16/09/2008

Painéis solares em Lisboa

Foi ontem inaugurada uma das maiores centrais térmicas solares do País, que se situa no telhado do edifício da sede da CGD, ao Campo Pequeno. Ao todo são 158 painéis solares, numa área de 1.600 metros quadrados, que têm como objectivo poupar até 5% da energia consumida pelo edifício, onde trabalham mais de 4 mil pessoas.
A poupança da energia consumida pode parecer pouca, mas equivale ao consumo anual de 2.000 mil pessoas, ou seja, o equivalente a uma pequena cidade como Macedo de Cavaleiros 1.
Esta sede bancária é, em Portugal, o primeiro edifício existente a obter a certificação energética com a classificação máxima A+. A Escola Alemã, em Telheiras, é outro exemplo de colocação de um painel solar.
A utilização de energias de fonte renovável é uma peça fundamental na minimização da dependência energética nacional e na redução das emissões de carbono, pois cerca de 85% da energia consumida em Portugal é importada, sob a forma de combustíveis fósseis.
Mas com um número médio anual de horas de Sol que varia entre 2.200 e 3.000, Portugal é um dos países da Europa com melhores condições para aproveitamento da energia solar. No entanto, a utilização de sistemas solares térmicos ou fotovoltaicos está ainda longe de corresponder ao potencial deste recurso.
O painel permite a produção de energia utilizada no aquecimento de água para sistemas de climatização e instalações sanitárias, reduzindo assim os consumos de electricidade do edifício. No aquecimento das águas - destinadas às cozinhas, casas de banho e balneários - a poupança anual é de 400.000 kWh. No sistema de climatização - produção e distribuição de calor e frio através de depósitos de água quente e de um ‘chiller’ de absorção - é possível poupar outros 500.000 kWh.
Evitando em cada minuto de funcionamento, a emissão para a atmosfera de cerca de 1 kg de CO2, a central dispõe ainda de um sistema de monitorização detalhada da energia produzida, que permite analisar o desempenho da instalação para posterior expansão a outros edifícios que mostrem potencialidades para uso de energia solar 2.

10/12/2007

Táxi solar

Um professor suíço aproveitou para fazer uma entrada triunfal na Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, que se realiza precisamente em Bali, terminando uma viagem de cinco dias que o levou a percorrer 14500 quilómetros com um Táxi movido a energia solar.
O Táxi tem-se destacado por estes dias em Bali como um transporte bastante viável, prescindindo da utilização de combustível, e ajudando assim a combater o aquecimento global. “A energia solar é o futuro. Se todos os tectos fossem substituídos por painéis solares, desapareciam as centrais de energia e deixaríamos de consumir petróleo. O sol é um recurso magnífico que estamos a desperdiçar”, considerou o professor.
Aquele veículo ‘limpo’ oferece os serviços próprios de um táxi e já transportou 400 pessoas em todo o Mundo, desde vagabundos até um príncipe árabe e um presidente de um Governo, que aceitaram associar-se à ideia.
Na Indonésia, o peculiar taxista espera ter mais alguns clientes especiais, tendo convidado os ministros do Ambiente a chegarem à Conferência nos próximos dias usando este veículo ecológico.
O Táxi Solar tem vários painéis no tecto, que lhe permite obter uma autonomia de 90 quilómetros sem utilizar qualquer combustível fóssil. Tem um custo de produção equiparável a um Ferrari, mas o seu criador asseguraria que poderia custar apenas seis mil euros se fosse construído em grande escala.

10/11/2007

Táxi verde


A viatura da foto é movido a energia solar, e está neste momento a percorrer um périplo mundial.
Após partida de Lucerna e paragem em várias metrópoles mundiais, o veículo suíço encontra-se agora em Nova Deli. No momento em que o barril do petróleo atinge os cem dólares, o construtor alerta as pessoas do planeta que há soluções para o problema do aquecimento global e que essas soluções se encontram disponíveis para serem usadas.
Numa época da humanidade decisiva no que toca a questões ambientais, iniciativas de divulgação de energias alternativas como esta poderão vir a ter um valor inestimável para o ambiente.

Ver Meia Hora 2007-11-06, p. 21

22/09/2007

Energias alternativas

Os “Verdes Europeus” visitaram ontem a Central de Energia Solar Fotovoltaica de Serpa, no Baixo Alentejo, a maior do mundo, que começou a produzir energia em pleno, no final de Março.
Um projecto de energia renovável que o vice-presidente do Grupo Verde/EFA no Parlamento Europeu, Claude Turmes, considerou “exemplar”, salientando que é “encorajador ver como a legislação europeia na área das energias renováveis está a produzir efeitos”.
“Cada vez mais, temos que substituir os combustíveis fósseis e nucleares por fontes de energia renováveis, como o vento, a água, o sol, a biomassa ou as ondas do mar”, defendeu, salientando que “Portugal, ao lado da Espanha e da Alemanha, é hoje um dos líderes mundiais em energias renováveis”.
Apesar desta “referência positiva”, Claude Turmes continuou a ser crítico, dizendo que “gostaria que Portugal, que actualmente preside a União Europeia, desse mais bons exemplos e fosse mais eficaz a mobilizar a Europa para atingir as metas definidas para reduzir as emissões de gases”.
“Portugal tem feito demasiados investimentos em auto-estradas e as emissões de gases a partir de automóveis são absolutamente disparatadas. Isto não é um bom exemplo para mostrar aos outros países, sobretudo vindo de um país que agora tem que fazer pressão política”, frisou.
Por outro lado, lembrou Claude Turmes, “mais importante do que as energias renováveis é a conservação da energia” e, neste capítulo, referiu, “Portugal continua muito atrasado”.
“Portugal continua a ser um dos países com menor eficiência energética, isto é, um dos países que mais gasta energia para alimentar as habitações e a indústria na produção de bens de consumo”, lamentou.
Para travar as alterações climáticas, Claude Turmes defendeu “sobretudo, o investimento em tecnologias de energia inteligentes, que permitam produzir e consumir cada vez menos energia do que a que produzimos e consumimos hoje”.
“Como costumo dizer, temos 21 diferentes formas de energia renovável para o século XXI. Este é o futuro”, vaticinou.
Na visita à central solar de Serpa, Claude Turmes “liderava” uma delegação do Grupo Verde, que incluiu membros da Comissão de Energia e Transportes do Parlamento Europeu e foi acompanhada por diversos dirigentes nacionais do Partido Ecologista “Os Verdes”, como o deputado Francisco Madeira Lopes.

10/07/2007

Portugal é rico em energia solar

As emissões de gases poluentes para a atmosfera e as suas devastadoras consequências estão a despertar nas grandes potências mundiais a necessidade de recorrer a formas de energia alternativas. Nesse aspecto, a Europa é líder no aproveitamento de energia proveniente de fontes renováveis, como a eólica, a solar ou a hídrica, apesar de a Índia e a China já estarem no seu encalce. A escassez mundial e os elevados preços do petróleo, obrigam os países europeus a apostar na investigação e na procura de novas tecnologias para aproveitar da melhor forma as condições existentes nos respectivos territórios.
De todos os países da Europa, Portugal apresenta-se como um dos mais privilegiados, face à sua localização, tendo à sua disposição condições excelentes para o aproveitamento de energia solar, eólica, hídrica e das ondas.
No que diz respeito à energia solar, nas suas vertentes fotovoltaica (produção de energia) e térmica (produção de calor), Portugal tem um potencial enorme. Farinha Mendes, director da Unidade de Energia Solar do Instituto Nacional de Energia, Tecnologia e Inovação (INETI), considera mesmo que “temos uma disponibilidade de radiação das melhores da Europa e todo o País é excelente para aproveitar a energia solar”. No entanto, apesar destas condições de excelência, outros países com menor exposição solar apresentam taxas de aproveitamento muito mais elevadas. A Alemanha, por exemplo, é líder, mas a maior central fotovoltaica da Europa está localizada no Alentejo.
Existem, porém, outras alternativas aos combustíveis fósseis, responsáveis pelas emissões de dióxido de carbono e consequente aquecimento global, além da solar. Desenvolvimentos tecnológicos recentes têm permitido um melhor aproveitamento da energia eólica e, nos últimos anos, Portugal registou um aumento significativo de parques eólicos.
Dentro das energias alternativas, o aproveitamento do movimento das ondas para produzir energia promete ser a próxima grande revolução. Especialistas no sector consideram que Portugal, devido à sua área costeira, pode ser um dos líderes mundiais na produção e exploração dessa forma de energia. Para isso, basta que exista uma aposta significativa na investigação e no desenvolvimento de tecnologias mais rentáveis para produzir energia através das ondas. Portugal poderá aproveitar esta oportunidade para ser um dos países exportadores desta tecnologia. Outros países, como a Inglaterra, já estão na corrida pela liderança.
Certo é que as energias alternativas estão a ganhar terreno em relação aos combustíveis fósseis. No entanto, a actual produção de energia, através de fontes renováveis, não permite responder na totalidade às exigências da sociedade moderna actual. A poupança e uma melhor utilização dos recursos continuam a ser as melhores opções para salvar o planeta.

Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=248819&idselect=9&idCanal=9&p=200

01/05/2007

Alunos querem renovar painéis solares

Jovens Repórteres para o Ambiente dizem NÃO ao bio gás, e SIM à energia solar !

“O aumento da utilização da energia solar por todo o mundo e especialmente na Europa, clarificou a ideia de que esta energia é, sem dúvida, uma das mais limpas e mais compensadoras. No entanto, em Portugal mantém-se ainda com preços demasiado elevados. Há 20 anos, foi instalado um sistema de energia solar no edifício do pavilhão Gimnodesportivo da nossa Escola, mas que actualmente se encontra muito danificado. A solução apontada pelo Ministério da Educação seria recorrer ao Gás Natural o que significaria um recuo na nossa política ambiental e na prossecução dos objectivos do projecto Greenlight” 1.
Acontece que um grupo de alunos do 11º/2ª da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, está a dar continuidade ao projecto já iniciado no ano lectivo passado por colegas seus e que consiste em renovar os colectores solares do ginásio da escola. Pretendem, assim, contribuir para o desenvolvimento sustentável, reduzindo o uso de energias não-renováveis e aproveitando a energia proveniente do Sol, algo que é tão importante para a sociedade actual devido aos excessos que têm vindo a ser cometidos a nível do consumo energético.
Esta escola, pioneira no investimento em energias renováveis para recintos escolares, depara-se nos dias de hoje com um grande problema: os 36 colectores solares, em funcionamento desde 1987, estão num estado de degradação tal que o seu rendimento é nulo. Muitos dos painéis ou já foram corroídos pela ferrugem, ou têm infiltrações de água, tendo o seu grau de operacionalidade sido já constatado por técnicos do INETI.
Quando o projecto foi concebido, os painéis aqueciam a água canalizada que passava por eles para depois ser dirigida para os balneários do pavilhão gimnodesportivo. Quando o seu aquecimento não era suficiente para manter a água a uma temperatura agradável, funcionava então o sistema eléctrico alternativo para aquecer a água das caldeiras.
Hoje, a intenção dos alunos, segundo Filipe Silva, da citada turma, é a de “arranjar patrocinadores para renovar os nossos painéis”, de modo a manterem o seu “percurso de Escola Sustentável” 2. Filipe Martins, Luís Côrte-Real e Raquel Cruz. Eis um grupo de jovens cientes do valor do desenvolvimento sustentável. Quem os ajuda?

1. Ver www.youngreporters.org/article.php3?id_article=1557
2. Jornal da Região, 2007-04-30, p. 7