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07/02/2014

“À conversa sobre energias e alterações climáticas”

6 de Fevereiro de 2014
Auditório da Junta de Freguesia de Campo de Ourique
“À conversa sobre energias e alterações climáticas”, com a participação do deputado do PEV à Assembleia da República, José Luís Ferreira, e de Carlos Moura, Vereador da CDU na Câmara Municipal de Lisboa






04/02/2014

Lisboa – 6 de Fevereiro - “Os Verdes” em debate sobre energias e alterações climáticas

O Deputado do PEV, José Luís Ferreira, participa na próxima quinta-feira, dia 6 de Fevereiro, numa iniciativa denominada “À conversa sobre energias e alterações climáticas”. O evento, promovido pela CDU de Campo de Ourique, contará ainda com a participação de Carlos Moura, vereador na Câmara Municipal de Lisboa, e terá lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, em Lisboa, às 19.00h.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
Lisboa, 4 de Fevereiro de 2014

19/09/2009

Transístores de papel são eficientes, limpos e baratos

Um transístor feito com papel, sete mil vezes mais barato que os transístores convencionais e com a vantagem de ser amigo do ambiente. O ‘Paper-e’, como lhe chamam, deu aos investigadores o Green Project Award na categoria de Inovação e Desenvolvimento, entregue na passada 3ª fª.
“Dá para recortar, para escrever, é reciclável e pode dobrar-se”, enumera uma investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, enquanto mostra o pedaço de papel que modificou juntamente com outro colega da sua equipa.
Depois de produzirem sensores de ADN a partir de uma impressora convencional e de criarem tecnologia transparente, o passo seguinte foi criar transístores feitos de papel. “Os convencionais, feitos de silício, são caros, partem-se, não podem ser dobrados e usam uma tecnologia que é prejudicial ao ambiente”, explica um engenheiro electrotécnico.
Pelo contrário, os transístores de papel asseguram a transmissão de informação com um isolante maleável, limpo e reciclável. “Já trabalhávamos com o papel como suporte. A ideia para os transístores surgiu daí. Costumávamos trabalhar com transístores em suportes de vidro ou plástico. Apostámos no papel, o que acabou por dar resultado”.
A notícia da entrega do prémio correu depressa e todos dão os parabéns à dupla. Após o anúncio da sua descoberta, “passado uns dias já toda a gente conhecia os transístores de papel e queria saber mais sobre os portugueses que os inventaram”.
A vertente ambiental não foi descurada e foi até mais uma motivação para os cientistas. “Isto é electrónica verde. Os transístores podem ser reciclados, voltando ao ciclo da celulose. Os transístores normais são reciclados enviando-os para fábricas nos países pobres onde os trabalhadores raspam o silício à mão”. “Se as baterias de telemóvel, no futuro, forem de papel, facilita-se a reciclagem e é menos um problema para o ambiente”.
Outro avanço feito pela equipa de investigação foi conseguir armazenar a informação em camadas. “Para escrever algo numa memória de papel é preciso aplicar uma carga. Se esta for de cinco volts vou precisar de aplicar outra carga semelhante para a apagar. Assim, ao aplicar cargas diferentes a cada informação conseguimos retirar o que queremos dependendo destas”.
Isto permite aplicar a tecnologia de diversas formas. Por exemplo, em etiquetas inteligentes que têm informação que só pode ser lida pelos clientes ou distribuidores. Também os jornais interactivos podem tornar-se uma realidade mais próxima com esta tecnologia barata. Ou então sistemas de segurança para colocar nas notas.
A imaginação é o limite para os usos que se podem dar aos transístores de papel e nem o suporte é impedimento: “Ainda vamos ver transístores em bases de farinha e ovos”, concluiu.

Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1366518

30/06/2009

Lançada rede nacional de carregamento para veículos eléctricos

São 21 as cidades portuguesas que aderiram ontem, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, ao Programa para a Mobilidade Eléctrica em Portugal, no âmbito da Conferência “Recharging Portugal - A Energia que nos move”, afim de colocar Portugal entre os primeiros países a nível mundial a ter uma rede integrada de âmbito nacional para carregamento de veículos eléctricos.

Com 100 pontos de carregamento, já em 2009, e 1300, em 2011, a rede piloto para a mobilidade eléctrica será compatível com todas as marcas de veículos eléctricos e acessível em qualquer ponto do País e em diversos locais, nomeadamente parques de estacionamento público, centros comerciais, bombas de gasolina, hotéis, aeroportos, garagens particulares e via pública.
Na fase piloto, que durará até 2011, a rede para a mobilidade eléctrica é constituída por um conjunto de 21 municípios - Lisboa, Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia, Loures, Cascais, Braga, Almada, Guimarães, Coimbra, Leiria, Setúbal, Viana do Castelo, Aveiro, Torres Vedras, Santarém, Faro, Évora, Castelo Branco, Guarda e Beja - que apresentam características de densidade populacional, de situação geográfica estratégica, de volume de tráfego automóvel e de proximidade geográfica com eixos viários estruturais, que propiciem a criação de uma rede homogénea para o lançamento da mobilidade eléctrica em Portugal.
A rede para a mobilidade eléctrica contará com pontos de carregamento lento – com duração de 6 a 8 horas, que permite o aproveitamento da energia eólica produzida durante a noite, e pontos de carregamento rápido - 20 a 30 minutos, para carregamentos feitos durante o dia. A entidade gestora integrará as várias empresas comercializadoras da mobilidade eléctrica e assegurará que o abastecimento pode ser efectuado em qualquer ponto existente no País, de forma a garantir uma rede aberta, universal e focada no utilizador.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8174

30/05/2009

Edifício ecológico em Lisboa

O Solar XXI aloja gabinetes e serviços do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), mas é especial porque o próprio edifício foi planeado para estudar tecnologias de eficiência energética na construção.
O painel à entrada avisa que até 6ª fª, Dia Mundial da Energia, o edifício já produziu 45 276 kilowatts. O Solar XXI, em Lisboa, gera 80% do seu consumo energético e pretende ser um exemplo de eficiência para outros edifícios.
Os dados sobre a produção e consumos neste edifício são permanentemente actualizados num painel electrónico que permite a quem entra saber, por exemplo, que o interior está a 20º e que a eficiência desta construção já evitou a emissão de 31.693 quilogramas de CO2 para a atmosfera, contribuindo desta forma para a redução das alterações climáticas.
“Enquanto edifício de serviços, que tem um funcionamento diurno, este é um exemplo que pode ser copiado pelos edifícios de escritórios e serviços nas cidades”, considerou a presidente do LNEG, salientando que este aumento da eficiência ocorre sem aumento de custos de construção em relação a um edifício normal.
Para o investigador, autor e responsável pelo projecto do LNEG, a ideia foi “provar que, mesmo para o clima português, era possível ter um edifício sem ar condicionado no Verão e que no Inverno também tivesse consumos reduzidíssimos para aquecimento”.
Para concretizar este plano, as tecnologias integradas no Solar XXI baseiam-se em premissas simples: “no Inverno captam o máximo de energia solar, que é aquilo que temos disponível e gratuitamente, e no Verão, em vez de ar condicionado, adaptámos o edifício para que não aqueça tanto como os outros e seja arrefecido pela fonte fria que temos ao nosso dispor, que é o solo”.
A integração arquitectónica de células fotovoltaicas na fachada do Solar XXI permite aquecer água e produzir electricidade, mas também aproveitar o calor das próprias placas que captam a radiação solar para aquecer no Inverno os gabinetes, que não precisam de aquecedores.
“Todos os gabinetes têm também umas pequenas portas de arrefecimento, através das quais cada utilizador pode injectar ar frio no escritório proveniente do sistema de arrefecimento do edifício, que aproveita as baixas temperaturas verificadas debaixo de terra”.
O projecto aproveita ainda a iluminação natural para evitar luzes acesas e procurou optimizar o espaço envolvente, onde até os lugares de estacionamento têm placas solares em vez de telhas, sendo de destacar que algumas destas técnicas começam agora a ser aplicadas em arranha-céus e edifícios públicos noutros países.
Para resultados óptimos em eficiência energética o melhor é que o edifício integre esta tecnologia de raiz, mas os escritórios que já estão construídos também podem sofrer melhorias: “basta melhorar a envolvente do edifício, para melhorar o consumo energético”.
O responsável salienta que o desafio que agora se discute a nível internacional é a construção de um edifício “energia zero”, que terá “todas as suas necessidades energéticas cobertas pela energia produzida pelo próprio edifício”.
“Este conceito pode ser extensivo a um edifício, mas também a um bairro ou a uma parte da cidade, de forma que as novas construções se constituam quase como autónomas em relação à origem da energia que consomem, o que poderá ser muito interessante”, explicou.

Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1247676&seccao=Biosfera

23/05/2009

Crise obriga a parar parques eólicos em Espanha

Cada vez mais frequentemente os parques eólicos espanhóis, que fornecem em média 15 por cento da electricidade do país, são desligados do sistema durante horas, à noite, devido à quebra nos consumos de electricidade, alertou hoje o jornal diário económico “Expansion”.
“Devido à quebra no consumo, torna-se necessário desligar os parques eólicos que já produzem mais electricidade do que aquela que o sistema pode absorver”, escreve o jornal sem citar as suas fontes.
Em Abril, o consumo de electricidade caiu 13,4 por cento em relação ao ano passado. As indústrias espanholas, o sector da construção civil, grande consumidor de electricidade, e o sector automóvel estão a ser duramente afectadas pela crise.
O problema do excesso de produção de energia, especialmente durante a madrugada, vai agravar-se “a médio prazo” com a entrada em funcionamento de novos parques eólicos e com o continuar da crise, salienta ainda o jornal.
Os parques representam uma potência instalada de cerca de 17 mil megawatts. Prevê-se que em 2010 esse número seja de 20 mil megawatts.

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381351

07/01/2009

De microalga a combustível

O que têm as algas a ver com automóveis? Se a investigação conduzida na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra continuar a ser bem-sucedida, em poucos anos os carros poderão ser movidos a biodiesel produzido a partir de algas made in Portugal.
Uma equipa da Universidade de Coimbra descobriu microalga com elevada capacidade de produção de biodiesel. Meta é produzir 90 toneladas anuais de óleo por hectare. Projecto precisa de 300 mil euros para vingar, mas promete.
As perspectivas são animadoras, agora que uma equipa de investigadores identificou seis microalgas com elevada capacidade para produzir biodiesel. A grande esperança é depositada numa estirpe em particular, agora seleccionada, que nunca foi testada noutros países - razão pela qual o seu nome é ainda mantido em segredo - e que revela uma “promissora capacidade de produção”.
A questão central da investigação sobre as microalgas e a sua utilização como combustível está precisamente em saber até que ponto podem estas culturas ser economicamente rentáveis, se exploradas à escala industrial.
Ora essa é a convicção dos investigadores de Coimbra. “Para esta cultura ser economicamente rentável, temos de conseguir obter um litro de cultura por dia por cada grama de biomassa seca, o que já foi conseguido à escala laboratorial”. Os cientistas recorreram a um bio-reactor, equipamento que desenvolveram para fornecer as condições óptimas ao rápido crescimento das microalgas.
Por isso, a expectativa da equipa é a de obter uma produção anual na ordem das 90 toneladas de óleo por hectare. Para se ter uma ideia das vantagens comparativas desta cultura basta dizer que “aquele valor equivale a dez vezes mais o obtido pelas oleaginosas terrestres tradicionais para o mesmo hectare”, lembra uma investigadora. E sem os efeitos adversos das outras oleaginosas ao nível ambiental, por efeito da ocupação de extensas áreas de terrenos com vocação agrícola.
Entre os benefícios está ainda a capacidade de estas culturas de algas serem alimentadas com o dióxido de carbono emitido pelas unidades industriais próximas, o que significa que “permite retirar o dióxido de carbono da atmosfera, tendo um efeito benéfico sobre a qualidade do ar”. Por outro lado, não é necessário ocupar solos agrícolas. As culturas podem ser desenvolvidas em tanques, em ambiente fechado, o que permite um maior controlo das condições que podem afectar o crescimento das algas.
Mas não se esgotam aqui as potencialidades do cultivo de microalgas. A biomassa, em que se podem encontrar pigmentos, proteínas, açúcares, etc., pode ter utilizações nas indústrias farmacêutica ou cosmética, na alimentação animal e em fertilizantes de solos. Pode ter chegado a era do ouro verde.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/01/06/ciencia/alga_nacional_pode_combustivel.html

23/11/2008

Produção de carros eléctricos em Portugal

Portugal pode receber em breve a produção de um carro eléctrico. Uma empresa norueguesa está a negociar com o Governo português a instalação de uma fábrica no norte do país, com um investimento previsto de 25 milhões de euros 1.
Cada vez mais as marcas automóveis apresentam versões eléctricas dos seus modelos convencionais. No entanto, a empresa norueguesa está a negociar com o Governo português a instalação de uma fábrica unicamente vocacionada para este tipo de veículos.
O automóvel chama-se ‘Buddy’ e está a já ser vendido há 10 anos na Noruega, com vendas de 500 unidades por ano.
A Noruega é o país do Mundo com maior índice de carros eléctricos por habitante e aquela empresa pretende aumentar a produção do carro para cinco mil unidades por ano, chegando às 20 mil unidades daqui a cinco anos 2.
O Governo anunciou, este sábado, benefícios fiscais a quem compre carros eléctricos e garantiu que o Governo vai apoiar a construção de 1300 postos de abastecimento de energia eléctrica até 2010.
Porém, estranhamente, estas garantias foram apresentadas durante a assinatura de um acordo entre o Governo e uma outra parceria de… construtores franco-nipónicos.
Estes parceiros prometem ser eles agora a construir carros ultra-silenciosos, não poluentes com uma autonomia de 160 quilómetros, utilizando baterias carregáveis de iões de lítio. Quanto ao preço dos veículos eléctricos deverá ser próximo dos automóveis tradicionais 3.
Sobre a negociação com os experientes noruegueses, nada se disse. Talvez o negócio tenha ficado em ‘águas de bacalhau’… (da Noruega).

1. Ver
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=341900
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=117444
3. Ver http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1048503

02/11/2008

Poupança de energia na iluminação pública

A CML quer poupar até 80% de energia na iluminação pública, através da introdução de sensores de luminosidade e de lâmpadas com tecnologia de muito baixo consumo. Uma das medidas com que a Agência Municipal de Energia e Ambiente, em colaboração com a autarquia lisboeta, pretende reduzir o consumo de energia é através da instalação de um sensor de luminosidade.
O sensor permite “garantir que a iluminação pública só funcione quando é estritamente necessária”, ao assegurar um “melhor sincronismo” entre o momento de acendimento da iluminação pública e a necessidade real de iluminação artificial. Pretende-se que o sistema venha permitir uma melhor “eficiência energética” e um “poder de poupança”.
Outra iniciativa que está prevista é a substituição de lâmpadas convencionais por tecnologia LED (de muito baixo consumo) no Parque Eduardo VII, Avenida da Liberdade e Bairro Alto. Deste modo, outra das medidas é a de monitorização do consumo de alguns candeeiros, pretendendo-se constituir cenários que irão depois ser usados para o desenvolvimento de intervenções no sentido da eficiência energética. A autarquia admite ainda estudar a colocação de sensores noutras zonas da cidade.
O projecto de poupança de energia terá início em Janeiro do próximo ano e terá a duração de dezoito meses.
No entanto, parece não haver aqui qualquer novidade, pois tratar-se do mesmo sistema que já é utilizado em toda a Região Autónoma da Madeira, o qual permite inclusive que quando o dia está muito carregado e com nevoeiro a iluminação pública se acenda por falta da luminosidade natural.

Campanha Mega Pilhão

A Ecopilhas inaugurou na 4ª fª um Mega Pilhão, na Praça da Figueira, que consiste numa estrutura de 40 metros quadrados, no topo da qual poderão ser depositadas as pilhas e baterias usadas. O recipiente estará acessível naquele espaço até ao próximo dia 9.
O projecto tem como objectivo o aumento da consciencialização dos cidadãos, não só para a importância da reciclagem das pilhas e baterias usadas, que, depositadas indevidamente, são nocivas para o ambiente.
O resultado da recolha através do Mega Pilhão reverterá a favor do Instituto Português do Sangue (IPS), alargando assim o protocolo da Ecopilhas com IPS, que já pressupõe que “todas as pilhas e baterias colocadas nos Pilhões a nível nacional já contribuem para a oferta de uma Unidade de Transporte de Sangue”.
De acordo com dados do IPS, o número de doações tem vindo a crescer, sendo que já são asseguradas mais de 60% da necessidade dos hospitais em componentes sanguíneos. Em 2007, foram colhidas 206.641 unidades de sangue, mas, apesar do aumento, a missão da entidade ainda está longe de ser concluída.
Paralelamente ao Mega Pilhão, decorrerão diversas acções com vista à recolha de pilhas e baterias, mas também animação, como um concurso para premiar os mais criativos que entregarem este tipo de resíduos no local, uma acção de sensibilização e um concurso dirigido aos jardins-de-infância e escolas, e ainda actividades radicais de skate, bicicleta e patins em linha.

26/10/2008

Europa exige carros ecológicos

O Parlamento Europeu deu luz verde a uma directiva que exige que os poderes públicos, as entidades adjudicantes e alguns operadores tenham em conta os impactos energético e ambiental, incluindo o consumo de energia e as emissões de CO2, ao adquirirem veículos de transporte rodoviário.
Espera-se agora que esta directiva comunitária seja rapidamente transposta e levada à prática no nosso país.
[Nota: Possivelmente será melhor esperarmos sentados…].

Ver Destak 2008-10-23

22/08/2008

Lavoiser renasce no século XXI

Cientistas criaram uma biorefinaria móvel que converte lixo, desde alimentos, a papéis e até plástico, em electricidade. “Esta é uma tecnologia muito promissora,” comenta um professor de engenharia agrícola numa Universidade dos EUA. A bio-refinaria processa vários tipos de lixo ao mesmo tempo, convertendo-os em combustível por meio de dois processos paralelos. O combustível é então utilizado para alimentar um motor diesel, que faz funcionar um gerador de electricidade 1.

A conversão de parte do lixo em energia eléctrica não é novidade. Vários países adoptam a medida há anos. A energia eléctrica via lixo pode ser obtida de duas formas: pela compostagem da fracção orgânica e pela incineração da parte seca. Segundo um consultor da ONU, os custos dos municípios com o lixo, em média 7% dos recursos totais, poderão ser reduzidos a zero. Aterros sanitários com maior vida útil, redução do tráfego de camiões de lixo, e diminuição da emissão de poluentes, serão alguns benefícios adicionais 2.
Deste modo, também os restos de comida e outros resíduos orgânicos são tão válidos para produzir energia como o petróleo, o vento ou o gás natural.
Um carro, que atinge mais de 200 Km/h, movido a um combustível feito com os restos de comida, resíduos de porcos e borras de café que produzem electricidade e energia térmica, são exemplos de que já é possível e compensador o aproveitamento dos lixos como fonte energética alternativa. Mais exemplos:
A reciclagem de uma tonelada de plástico permite poupar até 130 kg de petróleo.
A energia recuperada de uma embalagem de iogurte reciclada é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 60W durante uma hora.
A queima de 1.000 toneladas de lixo doméstico produz electricidade para 150 mil pessoas, o número dos habitantes de uma cidade como Braga.
Por cada quilo de lixo incinerado com recuperação de calor, pode ter dois computadores ligados durante uma hora.
A reciclagem de uma tonelada de resíduos de papel e cartão poupa o abate de entre 15 e 20 árvores.
Quando, por exemplo, um dia destes à noite chegar a casa e ligar o botão da luz, acender a televisão ou o aquecimento, a energia que estará a alimentar a corrente poderá ter sido gerada a partir do caroço da maçã que comeu no restaurante à hora de almoço ou de quaisquer outros restos de comida e resíduos orgânicos que produziu durante o dia.
Deste modo, o lixo dos portugueses poderá assim também servir como fonte alternativa na produção de electricidade e calor 3.
Porque “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

16/08/2008

Lacto-combustível

A Universidade do Minho (UM) tem pronta a utilizar uma tecnologia que permite transformar o resíduo líquido resultante da produção do queijo, conhecido como soro, em biocombustível. A UM tem registada, desde 2007, a patente deste processo, mas, apesar da febre mundial de busca de alternativas aos combustíveis fósseis, o desinteresse das empresas nacionais colocou o projecto em stand by.
Por cada quilograma de queijo são produzidos dez litros de soro, um resíduo altamente poluente que não pode ser lançado nos sistemas de drenagem de esgotos sem tratamento prévio. No entanto, a tecnologia desenvolvida pela UM permite aproveitar o seu potencial energético. O soro contém uns residuais 5% de lactose, a partir da qual é possível extrair álcool para a produção de bioetanol, um ‘combustível verde’.
A UM possuiu já uma unidade piloto, instalada numa empresa do sector, e está em condições de avançar para a produção industrial. A capacidade instalada permite processar 700 mil litros de resíduo de queijo por dia, dos quais é possível extrair 16 mil litros de biocombustível. O entrave ao desenvolvimento desta tecnologia tem sido o desinteresse das empresas nacionais.
“Na Europa já há muitos anos que se aproveita o soro do queijo, mas aqui há dificuldades a dar este salto em frente”. Acontece que, “para que esta aplicação seja economicamente viável é exigido um volume de produção de soro muito elevado, o que faz com que apenas grandes produtores possam utilizá-lo”, explica um professor do departamento de Engenharia Biológica da UM 1.
Será que, a curto prazo, vamos ver também o preço do leite a ser inflacionado?

14/08/2008

Substituição de lâmpadas

O Governo vai distribuir a partir de Setembro vales às famílias com menores consumos de electricidade e com potências contratadas mais baixas para trocarem por lâmpadas energeticamente mais eficientes, na EDP ou em cadeias de supermercados.
A medida faz parte do Plano Nacional de Eficiência Energética aprovado em Abril deste ano, que é composto por 12 medidas que abrangem vários sectores desde o residencial, aos serviços, transportes, indústria e o próprio Estado.
O objectivo do Governo é poupar 10% no consumo até 2015. A distribuição de vales vai permitir substituir 4,5 milhões de lâmpadas incandescentes, podendo esperar-se uma poupança de cerca de 30 por cento na factura de energia das famílias, ou seja, 70 euros por ano.
A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) considera muito positiva a iniciativa do Governo de distribuir vales às famílias mais carenciadas para que troquem lâmpadas incandescentes por lâmpadas que economizam energia. A própria DECO tem em curso desde Maio e até Novembro uma campanha informativa que visa sensibilizar os consumidores para a poupança de electricidade através da alteração de comportamentos.
A campanha, financiada no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), é desenvolvida por “Brigadas do Carbono”. Estas brigadas são constituídas por três jovens licenciados, maioritariamente em engenharia do Ambiente, que desenvolvem um conjunto de acções de proximidade com os cidadãos para os sensibilizar para a poupança de energia. A sensibilização é apoiada pela distribuição de material informativo, como folhetos.
A responsável pela campanha afirma que a adesão por parte do público aos conselhos dados pelas brigadas do carbono tem sido “excelente”. Entre os conselhos estão, por exemplo, a substituição das lâmpadas e dos electrodomésticos por outros mais eficientes, utilizar as máquinas de lavar com a carga máxima e nas temperaturas mais baixas, não abrir frequentemente a porta do frigorífico, colocar o ar condicionado em temperaturas mais moderadas e desligá-lo quando se sai do escritório.

Ver Lusa doc. nº 8650554, 13/08/2008 - 16:35

28/07/2008

Apoio público aos biocombustíveis sai caro e tem efeitos limitados

Com o apoio público que está a ser dado aos biocombustíveis, 13% da produção mundial de cereais poderá acabar nos tanques dos automóveis a médio prazo, prevê a OCDE, que alerta que existe um impacto destas políticas nos preços dos alimentos, o qual não deve ser ‘sobrestimado’.
Ainda por cima, são caros, têm um impacto reduzido nas emissões de gases de efeito de estufa e na independência energética e aumentam os preços das matérias-primas.
Segundo o relatório ‘Avaliação económica das políticas de apoio aos biocombustíveis’, a viabilidade dos biocombustíveis só é possível devido aos apoios públicos dados à sua produção. Os cálculos feitos no estudo indicam que os subsídios ou isenções fiscais atribuídos fazem com que cada tonelada de carbono evitada pelos biocombustíveis custe entre 600 e 1070 euros.
Em 2006, os EUA, a U.E. e o Canadá atribuíram 6,9 mil milhões de euros à produção de etanol e biodiesel. E calcula-se que, em 2015, se atinjam os 15,7 mil milhões. As medidas de apoio vão desde as isenções fiscais e os subsídios à produção até às metas de incorporação destes combustíveis nos tradicionais e as barreiras à importação.
O relatório considera que a prioridade política dada a estes combustíveis acaba por não ter tradução nos objectivos que se querem alcançar, criando-se até outros problemas. Em relação às emissões de gases com efeito de estufa, os seus efeitos são limitados.
No total, se o apoio aos biocombustíveis se mantiver inalterado, a redução das emissões de gases com efeito de estufa por via do uso destes carburantes alternativos ficar-se-á pelos 0,8% em 2015. Por isso, a OCDE incentiva os Governos a dar antes prioridade à poupança energética.
Segundo as estimativas, a aposta nos biocombustíveis poderá conduzir, no médio prazo, a um aumento dos preços da cevada, do milho e dos óleos vegetais de sete e 19% respectivamente. Isto, porque 12% dos cereais e 14% de óleos vegetais poderão ser desviados para a produção de biocombustíveis, caso se mantenham os apoios actuais. A entrada em vigor de nova legislação americana e europeia pode elevar este desvio para 13$ dos cereais e 20% dos óleos vegetais.
Mesmo em relação à independência energética, a redução do consumo dos combustíveis fósseis induzida pelos biocombustíveis é inferior a 1% na maior parte dos transportes e pode ir até dois ou três por cento no caso europeu devido à substituição do gasóleo por biodiesel.
Além disso, a aposta pode vir a criar outros problemas, como é o caso dos preços das matérias-primas agrícolas. Em relação ao que se passou nos últimos tempos, o impacto dos biocombustíveis, devido ao aumento da procura de cereais e óleos vegetais, ainda “é significante mas não deve ser sobrestimado”, defende a OCDE.
O pior é que, a médio prazo, 13% da produção de cereais poderá (lamentavelmente) acabar nos tanques dos automóveis, conclui a OCDE.

24/07/2008

Estrume de gado pode gerar electricidade

A conversão do estrume do gado em fonte de energia renovável pode gerar até 3% da electricidade consumida da América do Norte e reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa (GEE).
Quem o afirma são dois investigadores da Universidade do Texas num estudo publicado ontem no jornal electrónico ‘Environment Research Letters’ do IOP (Institute of Physics), com sede em Bristol (no Reino Unido).
Segundo o estudo, constitui a primeira tentativa de quantificar o total nacional de energia renovável que as manadas de gado e outros animais podem gerar e as concomitantes reduções de emissões. O estrume do gado, quando deixado a decompor naturalmente, emite óxido nitroso e metano, dois potentes gases com efeito de estufa.
Segundo o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o óxido nitroso aquece 310 vezes mais a atmosfera do que o dióxido de carbono e o metano 21 vezes mais.
O estudo agora publicado cria dois cenários hipotéticos e quantifica-os para comparar as poupanças energéticas e os benefícios da redução de emissões de gases com efeito de estufa. O primeiro é o da continuação da queima de carvão para produção de energia e da decomposição natural dos excrementos, classificado como “business as usual”, sendo o segundo o da digestão anaeróbica do estrume para criar biogás e sua posterior queima.
Através da digestão anaeróbica, semelhante ao processo de criação de composto, o estrume pode transformar-se em biogás, convertível por sua vez em electricidade por vulgares microturbinas.
Uma estimativa dos investigadores indica que as centenas de milhões de cabeças de gado existentes nos EUA podem produzir aproximadamente 100 mil milhões de quilowatts/hora de electricidade, suficientes para abastecer milhões de casas e escritórios.
Paralelamente, como a decomposição natural do estrume tem efeitos muito nocivos para o ambiente, este novo sistema de gestão de resíduos tem um potencial líquido de redução de emissões de GEE de 99 milhões de toneladas, o que eliminaria cerca de 4% das emissões geradas no país pela produção de electricidade.
A queima do biogás emitiria algum CO2, mas a emissão de centrais de queima de biogás seria inferior à das de carvão. “Face às críticas aos biocombustíveis, a produção de biogás a partir de estrume tem a vantagem menos controversa de reutilizar uma fonte de resíduos já existente e o potencial de melhorar o ambiente”, afirmam os autores da Universidade do Texas.

Ver Lusa doc. nº 8577940, 23/07/2008 - 11:18

16/07/2008

A leviandade e o erro da questão

O governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu ontem a necessidade de estudar todas as hipóteses que permitam reduzir a dependência energética, relançando o debate sobre a energia nuclear, ao afirmar, na Assembleia da República, que “a alteração estrutural dos preços da energia está para ficar e tudo tem de ser discutido, incluindo a nuclear” 1.
A hipótese já foi aplaudida esta 4ª fª por um ex-ministro da Indústria e da Energia do actual Presidente da República, mas questionada pela Quercus, que considera tratar-se de uma opção obviamente errada.
Para o ex-ministro, que há três anos defende que Portugal deve considerar a opção nuclear, as declarações do governador são “correctas e pecam por tardias”, pois “todas as energias alternativas têm de ser bem-vindas, incluindo a nuclear”, que, afirma, considera tratar-se da única forma de ter uma base energética estável, designadamente para sustentar o TGV.
E concluiu, dizendo acreditar que muitos dos que não opinavam ou se mostravam cépticos relativamente ao nuclear há uns anos atrás vão começar a defender esta opção, à luz da conjuntura internacional 2.


O presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) mostrou-se hoje favorável a um debate sobre o nuclear, mas exortou os interessados a apresentarem todos os custos deste tipo de produção de energia, considerando que o debate sobre a energia nuclear tem estado “inquinado”, porque os interessados neste assunto têm “escondido as contas”.
“O debate é sempre útil, até porque tem estado inquinado. A mentira permanente de não quererem fazer as contas leva à necessidade de um debate sério”, afirmou o ambientalista. “Quanto custa qualquer avaria numa central? Quanto custa o encerramento duma central?”, questionou.
Para a LPN as contas do nuclear têm de ser apresentadas “do berço até à cova”, sem camuflar ainda as soluções existentes para os produtos e resíduos radioactivos. Globalmente, a LPN considera o “risco” do nuclear “demasiado elevado” e aponta a falta de sustentabilidade financeira desta opção: “o preço da energia produzida é muito maior” 3.
Por sua vez, a Quercus acusou o governador do BdP de grande “ingenuidade e desconhecimento” ao relançar o debate sobre a opção nuclear, afirmando que “se o problema do País é financeiro, então incluir o nuclear nas questões energéticas é um erro”.
A associação ambientalista recordou que “um dos argumentos contra o nuclear é (ser) muito insustentável do ponto de vista de custos”, alegando ainda que um central em Portugal teria uma dimensão que não conseguia ser suportada pela rede eléctrica nacional, além dos problemas de tratamento dos resíduos gerados pelo nuclear e da questão do risco 4.
Já um professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e redactor da estratégia nacional de energia, um documento orientador do Governo, afirma não ter problemas em utilizar a energia nuclear proveniente de outros países, mas que Portugal, de momento, não reúne as condições necessárias para adoptar a opção nuclear, considerando “errado” levantar o problema.
Em declarações a uma rádio, o especialista explicou que a aposta nuclear deve ser na eficiência energética, considerando que há ainda muita margem para poupança de energia em Portugal. Para o catedrático, a questão da energia nuclear é muitas vezes levantada com muita leviandade 5.
Recorda-se que há exactamente dois anos, numa conferência de imprensa, foi publicitada a intenção de apresentar ao Governo a proposta de construir uma central nuclear em Portugal. Na altura a Quercus inventariou os erros quatro erros chave que afastam a energia nuclear da equação energética 6.
Também “Os Verdes”, quer publicamente, quer em vários debates na Assembleia da República manifestaram por diversas vezes a sua posição contrária à opção, defendendo que, “em matéria energética, é necessária uma maior independência do petróleo, apostando em fontes energéticas renováveis e diversificadas e também na requalificação das redes e frotas de transportes públicos, nomeadamente ferroviários, criando verdadeiras alternativas à utilização automóvel” 7.
2. Ver Lusa doc. nº 8555087, 16/07/2008 - 09:13
3. Ver Lusa doc. nº 8555130, 16/07/2008 - 09:44
4. Ver Lusa doc. nº 8555025, 16/07/2008 - 08:41
5. Ver
www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=C3728BF5-90E1-40C8-BCC7-7BB512C51DC8
6. Ver
www.minderico.com/minderico/artigo.asp?cod_artigo=173416
7. Ver
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=673311&div_id=4071

27/06/2008

Lâmpadas do futuro pouco usadas em Portugal

A nova geração de lâmpadas com um consumo de energia inferior a dois watts já está a venda e, se usada nos locais adequados das habitações portuguesas, permitirá uma poupança geral de quase 5,6 milhões anuais de euros.
Embora a tecnologia das lâmpadas led ainda não permita o seu uso para iluminação mais exigente - zonas de leitura, cozinhas - uma estimativa feita pelo projecto Ecocasa da associação ambientalista Quercus calcula que, em média, a novo modelo de iluminação pode substituir quatro das lâmpadas existentes em cada habitação.
Um factor que facilita a substituição é o das novas lâmpadas já terem um casquilho idêntico às convencionais (incandescentes), pelo que basta substituir uma pela outra, sem necessidade de mais alterações.
Como a tecnologia está numa fase ainda pouco desenvolvida, a luz produzida só se adequa a zonas de passagem, como ‘halls’ ou corredores, disse uma responsável do projecto que promove o uso racional de energia, a eficiência energética e as energias renováveis no sector doméstico.
Mesmo com o reduzido leque de utilizações, alargando os cálculos ao universo habitacional português, a engenheira do ambiente sustenta que o recurso aos ‘ledes’ nos moldes adequados levaria à poupança de 47, 2 milhões de quilowatts/hora (kwh) por ano, quase a energia consumida num concelho como Bragança, com cerca de 35 mil habitantes, onde se consomem anualmente 48,5 milhões de kwh, de acordo com dados oficiais.
Traduzida em euros, esta poupança atingiria cerca de 5,6 milhões de euros anuais. Além de um consumo quase nulo - as novas lâmpadas à venda ao grande público gastam de apenas um watt ou 1,5 watt - os "ledes" têm uma duração bastante superior às lâmpadas comuns (incandescentes) e até às designadas de baixo consumo (fluorescentes compactas).
Enquanto as incandescentes têm uma vida útil de 41 dias, se permanentemente acesas, e as lâmpadas de baixo consumo conseguem ficar acesas pelo menos 13 meses ininterruptamente, há ‘ledes’ que duram mais de 27 meses consecutivamente ligados.
Questões tecnológicas ainda não ultrapassadas levam a que os ‘ledes’ de luz branca (a mais procurada) sejam os mais caros e os de menos duração.
Num hipermercado de Lisboa, em meados deste mês, encontrou-se à venda ‘ledes’ brancos por 12,99 euros, com uma duração anunciada de 6.000 horas consecutivas (50 dias) e um watt de consumo, enquanto os azuis ou vermelhos custavam apenas 5,99 euros, a que corresponde uma vida útil de 20.000 horas (dois anos e quase dois meses) e 1,5 watt.
Seguro é que os grandes fabricantes de lâmpadas não têm dúvidas em afirmar que a tecnologia ‘led’ representa o futuro da iluminação. A investigação em curso, acrescenta, pode permitir a qualquer momento ultrapassar os obstáculos que ainda não permitiram massificar o seu uso.

15/06/2008

Dia Europeu do Vento

Hoje, dia 15 de Junho, comemora-se o poder do vento em toda a Europa. O que significa este dia?
O ano de 2007 ficou marcado como o ponto de viragem na política energética da Europa. Na sequência de propostas apresentadas pela Comissão Europeia, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se com metas concretas na redução das emissões da UE, reagindo deste modo às crises climática e energética, assim como ao apelo dos cidadãos europeus por mais energia limpa.
A Associação Europeia da Energia Eólica - European Wind Energy Association, EWEA - e os seus parceiros aproveitaram o primeiro dia do vento, celebrado em 15 de Junho de 2007, como um modo de promover junto dos cidadãos europeus a energia eólica como uma peça essencial na luta contras as crises climática e energética.
Este ano a iniciativa alarga-se a Portugal com um conjunto de acções dinamizadas pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, INEGI, e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis, APREN, em colaboração com diversos parceiros.
Pretende-se com este Dia Europeu do Vento de 2008:
Promover a energia eólica como fonte renovável de energia;
Explicar o papel da energia eólica na solução para as crises climática e energética;
Encorajar os cidadãos europeus a aderir à ‘electricidade verde’.
Em Portugal, o Dia Europeu do Vento inclui visitas a parques eólicos, concursos de desenho e fotografia, conferências, palestras, oficinas e muito mais.
O Dia Europeu do Vento constitui por isso a ocasião ideal para se aprender mais sobre a energia eólica, apoiar e promover esta energia limpa.

Ver
http://diadovento.inegi.up.pt/info.asp?id=2

11/06/2008

Só energias alternativas são solução para a crise

A evolução do preço do petróleo, que foi multiplicado por cinco desde 2003, continua a atingir recordes em Nova Iorque, estimando os analistas que venha a atingir os 150 dólares até Julho. Porém, o G8 mais a China, a Índia e a Coreia do Sul, que se dizem preocupados com a subida do preço do petróleo, insistem em pedir o aumento da produção 1.
Nos mercados internacionais, o preço do barril de petróleo, para entrega em Julho, voltou a subir ontem, 3ª fª, para os 136 dólares, após os grupos financeiros terem revisto a sua previsão para a cotação da matéria-prima nos mercados internacionais. O preço do barril no mercado de Nova Iorque situava-se ontem nos 136,52 dólares (mais 1,9%), enquanto que em Londres, o barril de Brent, de referência para Portugal, negociava nos 135,98 dólares (mais 1,6%) 2.
Ora, com o petróleo acima dos 135 dólares, parece já ridículo o tempo em que se falava com respeito da mítica barreira dos cem por barril (e foi apenas há seis meses). Mas a verdade é que a subida do preço dos combustíveis continua imparável e a ameaçar a saúde das economias tanto europeia como americana. E pior ainda: a fazer-se sentir na vida quotidiana de todos, condenados a enfrentar custos acrescidos no gasóleo e na gasolina e também, indirectamente, no preço de muitos bens alimentares.
Os países mais industrializados, reunidos na cimeira do G8 no Japão, vão tentar convencer os países petrolíferos a aumentar a produção, a fim de baixarem os preços do barril. Espera-se que seja uma ideia condenada ao fracasso. Para Venezuela ou Arábia Saudita, Líbia ou Irão, o momento é para aproveitar.
A imensa procura global de petróleo (alimentada também pelas emergentes China e Índia) está a oferecer-lhes rendimentos enormes, que tentam aproveitar ao máximo, conscientes de que no prazo de duas ou três décadas as suas reservas estarão, em princípio, esgotadas. Por isso, não lhes faz sentido minimizar os lucros. Mesmo que uma eventual recessão lhes fosse prejudicial.
Perante isto, só há uma solução a sério para as sociedades europeia e americana: reduzir a dependência do petróleo. E para isso é imperioso apostar nas energias alternativas, mas, também, repensar comportamentos e modos de consumir 3.