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07/06/2018

Audição pública sobre a Operação Integrada de Entrecampos


Cláudia Madeira, deputada municipal de Os Verdes, interveio no âmbito da audição pública sobre a Operação Integrada de Entrecampos, que se realizou hoje, dia 7 de junho.
Veja a intervenção do PEV nesta audição:

“É de salientar que o terreno da antiga Feira Popular não terá uma única habitação de renda acessível, uma vez que será destinado apenas [quase exclusivamente] a edifícios de serviços e escritórios. (…) Consideramos também que se deve dar especial atenção à volumetria dos edifícios previstos para este terreno, que nos parece excessiva e a área permeabilizada será profundamente afectada com a construção de um parque de estacionamento subterrâneo. (…) Em suma e no entendimento de Os Verdes, esta proposta procura dar resposta a vários problemas mas, por outro lado, há questões sobre as quais mantemos algumas reservas, nomeadamente quanto a equipamentos sociais que, como se sabe, nem sempre são executados e ficam apenas no papel, as áreas de espaços verdes e de fruição pública, a viabilidade financeira, uma vez que o método de financiamento ainda está a ser equacionado e o destino a dar ao Teatro Vasco Santana, cuja memória deverá ser preservada, entre outras.”

12/07/2016

1ª Intervenção do PEV nas Perguntas à CML na Assembleia Municipal de Lisboa de 12 de Julho de 2016


 
Tema: Futuro parque de diversões populares
No passado dia 1 de Junho, argumentando procurar a “verdadeira alma para a nova casa da feira", na presença de muitas crianças e num ambiente de feira de diversões, entre picocas feitas em azoto, algodão doce e um espectáculo por artistas do Chapitô, o sr. presidente da CML apresentou, na Casa do Artista, o sítio na Internet da futura feira de diversões de Lisboa, em Carnide.
O projecto ‘Pré-Masterplan’, datado de Novembro de 2015, para um espaço com vinte hectares, localizado entre o Bairro Padre Cruz e as oficinas do Metropolitano na Pontinha, acabara de ser complementado em Abril de 2016 por um ‘Estudo prévio sobre acessibilidades’ e um ‘Estudo prévio sobre espaços verdes’, prevendo a revisão do sistema viário naquela zona da cidade e a criação de um parque de estacionamento dissuasor.
Quanto ao investimento inicial, sabíamos, em Novembro, que haviam sido gastos, pelo menos, 11,5 milhões € na aquisição de uma parte do terreno e de uma permuta. E o primeiro conjunto de questões que o GM de Os Verdes coloca é o seguinte:
Qual o custo real dos terrenos do futuro parque de diversões populares em Carnide?
Haverá associações que tenham de ser deslocalizadas e, por tal facto, ressarcidas?
Qual o custo real já despendido só no ‘Pré-Masterplan’ e outros estudos iniciais?
Voltando a Novembro de 2015, convém recordar que as receitas da antiga Feira Popular revertiam para a Fundação ‘O Século’ e que, quando a Feira encerrou em 2003, a CML se comprometeu a pagar uma verba anual, para compensar esse fecho até que existisse uma nova Feira Popular.
A Fundação ‘O Século’, que se pauta por ser um elo de ligação sustentável, na área de assistência social, entre a sociedade civil e os organismos institucionais, promovendo e contribuindo para a criação de condições e oportunidades, que possibilitem não só o desenvolvimento sócio cultural de crianças, como a assistência social a idosos e pessoas menos favorecidas ou em risco social, argumenta ser detentora da designação criada em 1943 para suportar a obra social da Fundação e que desde essa altura foi o seu legítimo proprietário, de acordo com um primeiro pedido de patente feito em Dezembro de 1965, entretanto renovado, e que estará válido até Outubro de 2017.
Em causa não estará apenas a utilização do nome, pois o estabelecimento comercial é propriedade da Fundação que pretende ver "reconhecidos os seus direitos". A Fundação confirmava ainda, no final do ano passado, haver conversações com a CML e que o entendimento estava “em aberto".
Dizem que o que mais os preocupa é o facto de, quando a Feira Popular fechou em 2003, a autarquia acordou pagar à Fundação uma indemnização anual de 2,6 milhões de euros, correspondente à média de lucros anuais do espaço, até ser construído um novo parque. Porém, como o pagamento deixou de ser feito em 2010, ano e meio depois a CML acordou com a Fundação ‘O Século’ revogar o protocolo de 2003, pagando um milhão de euros em compensação de uma dívida em atraso no valor de 5,2 milhões € e a cedência de um direito de superfície de um terreno para exploração de um posto de abastecimento de combustíveis na Praça José Queirós.
Ora, passado todos estes meses, a CML veio agora, no início do corrente mês (1/7), considerar que pela designação dada ao antigo parque de diversões “se proprietários houver são todos os cidadãos de Lisboa", e ponto final. Por seu turno, a autarquia entende agora que "na sequência deste acordo (de 2012), nada mais há a pagar à Fundação".
Perante este volte-face, Os Verdes colocam um segundo conjunto de questões:
Confirma-se ou não que, caso o Município pretenda usar o nome, terá de adquirir a patente registada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial ou reclamar nos tribunais?
Não será ainda possível encontrar-se uma ‘solução justa’?
Qual o consenso que a autarquia admite aceitar para solucionar o inesperado diferendo com a Fundação ‘O Século’ a propósito da designação, ou seja, da utilização do nome comercial do futuro parque de diversões populares?
 
Tema: Jogos tradicionais portugueses
Há exactamente um ano, foi aprovada nesta AML uma Recomendação de Os Verdes, onde se recordava o facto de os jogos tradicionais portugueses traduzirem a história e a cultura do nosso país, por representarem uma parte relevante da memória e identidade nacionais, enquanto agentes de cariz intergeracional, constituindo um valioso património cultural que necessita de ser preservado e promovido junto das novas gerações.
Sugeria-se por isso que, reconhecendo o Município as vantagens cívicas, sociais e familiares que os jogos tradicionais portugueses propiciam, numa perspectiva cultural, educativa, desportiva, lúdica e de integração social, estabelecesse acordos de parceria tendentes à sua promoção, designadamente, com a Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais.
Como até ao momento as informações disponibilizadas pelo pelouro do desporto são omissas em relação a estas propostas, pergunta-se:
Tenciona ou não o executivo dinamizar, junto das crianças e jovens do Município de Lisboa, actividades lúdicas e desportivas com base nos jogos tradicionais portugueses?
Já estabeleceu os devidos contactos com a Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais, tendente à organização de torneios e à sua divulgação junto de escolas, associações e outros espaços lúdicos da capital?
 
Tema: Criação do Dia Municipal do Azulejo
Elemento identitário de Lisboa, o azulejo é um verdadeiro cartão de visita de uma cidade que foi um importante centro de produção e consumo deste tipo de material cerâmico ao longo dos tempos. Trata-se de um elemento decorativo de elevado valor, roubado um pouco por toda a cidade.
O Museu do Azulejo e o Museu de Lisboa, que no Pavilhão Preto do Palácio Pimenta, acabou de inaugurar a exposição ‘Fragmentos de Cor - Azulejos do Museu de Lisboa’, dispõem de uma vasta coleção de azulejaria que, pelo número, variedade e qualidade dos exemplares, se afirma ser das mais importantes do país, alguns provenientes de edifícios demolidos ou remodelados, de prédios em ruínas ou de intervenções arqueológicas.
No Palácio do Campo Grande há vários painéis de azulejos do século XVII, bastante deteriorados, que foram resgatados à Quinta do Contador-Mor, demolida quando se urbanizou a zona dos Olivais. Há outros dedicados a São Lourenço, que estavam na Igreja de Carnide (também do século XVII) e foram dali retirados após a implantação da República, quando o edifício foi transformado em escola. Há um maravilhoso painel assinado por Almada Negreiros e fabricado pela Viúva Lamego para a Livraria Ática (1955). E há mais, muito mais, como a maqueta da decoração em azulejos de Querubim Lapa para uma cozinha em Lisboa e, ainda, o original do painel ‘O Mar’, de Maria Keil, porque o que está na Avenida Infante Santo é uma cópia.
Ora, em 2007, o Museu da Polícia Judiciária decidiu criar o projecto SOS Azulejo, que foi responsável por uma mudança radical no que toca à conservação deste património. Uma das acções desenvolvidas foi a criação de um sítio na Internet onde são divulgadas imagens de azulejos furtados e que estão a ser procurados pela polícia. A própria proibição de demolir fachadas azulejadas resultou unicamente de uma proposta do SOS Azulejo, sem qualquer intervenção do PISAL. E, em 2011, a CML ainda previu a criação de um Banco Municipal do Azulejo.
Mas em 2014 a tendência inverteu-se. De acordo com o coordenador da brigada da PJ de Lisboa, após um breve período de contenção, volta a verificar-se (cito) “um aumento significativo de furtos de azulejos em grandes quantidades, sobretudo de azulejos de padrão”.
Pelo que, como é comum assistir-se à venda na via pública de exemplares deste valioso património artístico com origem ‘desconhecida’, a AML aprovou, por unanimidade, uma recomendação de Os Verdes para que a CML procedesse ao levantamento e classificação de fachadas e interiores de edifícios públicos municipais com significativos painéis de azulejos.
Como se desconhece que iniciativas concretas terá ou não o executivo assumido neste sentido, pergunta-se:
Vai ou não o pelouro da cultura proceder à constituição de uma ‘equipa fixa’ dedicada em exclusivo às questões do azulejo, como foi prometido, em 2014, pelo sr. director do Departamento de Património Cultural?
Vão ou não ser inventariados e classificados como de ‘interesse municipal’ os painéis considerados relevantes e representativos da arte azulejar, como forma de dificultar a sua posterior comercialização ilegal?
Estão ou não a ser ponderadas as vantagens da inclusão desse levantamento em candidatura da capital a Património Histórico/Cultural, por exemplo, da Unesco, como também aprovado nesta AML?
Finalmente, para quando a criação do Dia Municipal do Azulejo?


Sobreda Antunes
Grupo Municipal de Os Verdes

15/07/2015

“Os Verdes” contestam a ausência de estudos de tráfego e hidrogeológicos, bem como a não reconstrução do antigo Teatro Vasco Santana


 
Por os seus contributos nunca terem sido acolhidos pela CML, o Partido Ecologista Os Verdes votou na Assembleia Municipal da Lisboa de ontem, 3ª fª, contra as condições de alienação dos terrenos da antiga Feira Popular e por essa intenção não ir ao encontro dos interesses dos peticionários e da sustentabilidade daquela zona da cidade de Lisboa.

Com efeito, havia sido por proposta conjunta do PEV e da Mesa de Assembleia Municipal da Lisboa que se realizou, na passada 5ª fª, uma auscultação pública a moradores, comerciantes e população em geral, dada a importância estratégica daqueles terrenos e no sentido de haver uma maior transparência no processo da eventual alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos.

Dada a importância, a complexidade e os antecedentes da matéria em apreço teria sido desejável, primeiro, conceder mais tempo para a apreciação dos inúmeros contornos desta proposta da CML, pois os Grupos Municipais tiveram um prazo bastante reduzido, de cerca de uma escassa semana, para sua apreciação. Depois, o PEV ainda propôs, na Conferência de Representantes de 2ª fª, que a proposta pudesse ser discutida posteriormente à análise da Petição das duas Associações de Moradores, para haver tempo de serem incorporados novos contributos, que permitissem melhorar esta proposta, ideia que não foi acolhida pelo executivo camarário.

Os Verdesrequereram também a apresentação dos necessários estudos de tráfego e hidrogeológicos, bem como um compromisso expresso por parte da CML com a edificação de diversos tipos de equipamentos, como os sociais, culturais, lúdicos e/ou desportivos, para usufruto dos residentes naquela zona envolvente, incluindo a reconstrução do antigo Teatro Vasco Santana, sugestões que também não foram acolhidas na proposta da CML. O PEV descrê do real valor calculado para a hasta pública e suspeita de eventuais compensações financeiras à Bragaparques que possam vir ainda a ser apuradas em Tribunal Arbitral. Desta forma, o PEV acompanha as preocupações dos peticionários, considera que a CML não foi totalmente transparente, duvidando da eficácia e das propaladas vantagens do desenvolvimento urbano desta área central da cidade de Lisboa.

 
           Lisboa, 15 de Julho de 2015
          
           Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes

14/07/2015

Intervenção sobre a Proposta nº 395/2015 – Alienação do Terreno da antiga Feira Popular


 
Como sabemos, foi anunciado pelo Sr. Presidente da CML que era intenção do executivo camarário proceder à alienação dos terrenos da antiga Feira Popular ao longo do ano de 2015. Disse ainda que estes terrenos são dos mais importantes até a nível europeu, sendo que nenhuma capital europeia hoje tem um terreno com aquelas características dentro da cidade.

Tendo conhecimento disto e estando preocupados com o que poderia vir a ser construído, os representantes das Associações de Moradores começaram a recolher assinaturas para entregarem a Petição nº 11/2015, que apreciámos há pouco, com a finalidade de serem ouvidos e de serem esclarecidos na AML, uma iniciativa cívica bastante louvável.

Também no seguimento das declarações do Sr. Presidente da CML, Os Verdes tomaram a iniciativa de apresentar uma recomendação nesta Assembleia Municipal, no sentido de salvaguardar um conjunto de situações que nos preocupavam e preocupam. Essa recomendação não acolheu a maioria dos votos favoráveis mas o PEV mantém naturalmente as suas reservas em relação à proposta que agora discutimos.

A proposta nº 395/2015 foi aprovada na CML no dia 1 de Julho e, passados apenas 13 dias, estamos já a discuti-la em plenário porque há uma certa pressa na sua aprovação. Concordamos que se deve resolver este assunto mas de forma correcta, sem atropelas e sem que subsistam dúvidas.
 
Por isso mesmo, ontem, na Conferência de Representantes, propusemos que a proposta pudesse ser discutida posteriormente para haver mais tempo para apreciar tanto a proposta como os demais documentos referentes a esta matéria, incluindo as recemendações.

Essa proposta não foi aprovada e é caso para perguntar se esta assembleia tem ou não liberdade para efectuar o seu próprio agendamento das propostas, sem que haja qualquer interferência ou pressão da CML nesse agendamento? É que para Os Verdes os trabalhos desta casa não podem funcionar como discos pedidos: a Câmara pede e a Assembleia toca.
 
A verdade é que os Grupos Municipais tiveram um prazo bastante reduzido para apreciar esta proposta e o respectivo parecer, assim como as recomendações que surgiram da discussão. Dada a importância, a complexidade e os antecedentes da matéria em apreço teria sido desejável conceder mais tempo para a sua apreciação. Aliás, há inúmeros exemplos que comprovam que este é o procedimento mais correcto e a Assembleia tem-no feito, mas desta vez decidiu que não.
 
Esta proposta quer alienar os terrenos de Entrecampo para um projecto imobiliário que prevê uma predominância de pelo menos 60% de comércio e serviços, ou seja, do que sabemos pelo menos até agora, nada impede que venhamos a ter um novo Centro Comercial de grandes dimensões e escritórios associados.

E estamos a falar de uma zona da cidade consolidada a nível residencial e já com uma elevada oferta de serviços e comércio , onde se destaca uma boa oferta hoteleira e um conjunto de edifícios de escritórios.

Defendemos que deverá haver ali equipamentos de utilização colectiva, nomeadamente a reconstrução do antigo Teatro Vasco Santana enquanto elemento de memória histórica daquele espaço, quer do ponto vista cultural quer também do ponto de vista político.

Também é de referir que não há um compromisso concreto por parte da Câmara para a construção de equipamentos, que tipo de equipamentos nem um prazo.

Depois há outro aspecto que nos preocupa que é a indefinição e omissão quanto ao futuro aproveitamento do subsolo, nomeadamente a construção de caves ou de parques de estacionamento subterrâneos que terá implicações no aumento da área impermeabilizada e no acréscimo de veículos numa zona da cidade já de si bastante congestionada em termos de tráfego automóvel, apesar de bem servida de transportes públicos colectivos.

Portanto falta além de um estudo de tráfego, um estudo hidrogeológico.
 
Portanto, são estas as apreciações e reservas queOs Verdes têm relativamente à proposta em apreço.

É desta forma que o executivo pensa estar a devolver aquele espaço à cidade e aos cidadãos como prometeu? É assim que teremos uma cidade mais humanizada? Ou é mais uma oportunidade desperdiçada?
 
Por fim, se há aspectos ainda em negociação, questões a clarificar, se até há disponibilidade da Câmara e se até assistimos ao conclave do bloco central nesta sala, propomos novamente que não se trabalhe em cima do joelho e que se adie a votação da proposta, tal como propusemos ontem na Conferência de Representantes.

Não há nenhum motivo para que a proposta não possa ser adiada!
 

            Cláudia Madeira
            Grupo Municipal de “Os Verdes

Intervenção sobre o Relatório da Audição Pública referente a Alienação dos Terrenos da Antiga Feira Popular


 
Em primeiro lugar e ainda antes de nos pronunciarmos sobre o relatório referente à audição pública sobre a alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, «Os Verdes» querem relembrar que, por sua iniciativa, foi apresentada aqui na Assembleia Municipal, a 16 de Junho, uma recomendação para que a CML promovesse a realização de um debate público alargado de ideias sobre a utilização a dar a estes terrenos.
 
Esse ponto deliberativo acabou por ser retirado por nós, para dar origem a uma nova proposta conjunta da Mesa da Assembleia e do Partido Ecologista «Os Verdes», aprovada por unanimidade em plenário, com vista a promover uma audição pública a todos os interessados, a realizar na Assembleia Municipal, quando fosse conhecida a proposta de alienação da Câmara Municipal de Lisboa.
 
Assim, a audição pública teve lugar no passado dia 9 de Julho, sendo que foram manifestadas pelas pessoas presentes algumas preocupações e apreensões diversificadas sobre o futuro deste terreno central da cidade de Lisboa. Destacamos algumas dessas preocupações pois são também aspectos que nos preocupam e que nos fazem ter algumas reservas.
 
Por exemplo, preocupa-nos o facto de não estar contemplada a obrigação de o promotor reconstruir o antigo Teatro Vasco Santana enquanto elemento de memória histórica daquele espaço, quer do ponto vista cultural quer também do ponto de vista político, que deveria ser preservado.

Há também dúvidas e reservas em relação ao previsível acréscimo de veículos numa zona da cidade já de si bastante congestionada em termos de tráfego automóvel.

Depois, há alguma precipitação em alienar este terreno, sem que o executivo camarário tenha escolhido a localização para o novo Parque de Diversões ou Feira Popular, pois a cidade está privada de um equipamento de lazer e recreio deste género desde 2003. Já passaram mais de doze anos desde que a antiga Feira Popular encerrou e não se sabe nem onde nem quando voltará a reabrir e a fazer parte da história da cidade e de milhares de lisboetas e não só.

A Feira Popular é um espaço com simbolismo e com história e entendemos que a cidade precisa de uma Feira Popular, acessível e com qualidade.

Sobre todos estes aspectos consideramos muito importante que haja recomendações no sentido de resolver e acautelar estes problemas. Aliás. O objectivo da audição pública foi precisamente ouvirmos as pessoas, conhecermos as suas dúvidas e propostas e tentarmos dar resposta a essas situações através de recomendações. Esperamos agora que a Câmara as respeite e cumpra.

Perante isto, os anseios manifestados pela população que interveio nesta audição pública foram no sentido de se criar mais equipamentos de utilização colectiva pois isto é que contribui e poderá contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida numa área da cidade já minada de escritórios e sem outro tipo de equipamentos sociais, culturais, lúdicos e desportivos. «Os Verdes» também subscrevem estas preocupações manifestadas na audição pública.

            Não queremos terminar sem antes referir outro aspecto que nos levanta a maior apreensão e discordância em relação a este processo, que é a pressa que tem sido imposta a este assunto da maior importância para a cidade.   

            Teremos oportunidade de nos pronunciarmos sobre esta questão aquando da discussão da proposta, mas não queríamos deixar de fazer esta referência.
 

             Cláudia Madeira
             Grupo Municipal de “Os Verdes

Petição nº 11/2015 - Venda dos terrenos da antiga Feira Popular,


Em primeiro lugar, o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» gostaria de saudar esta iniciativa e os peticionários que, com a presente petição, alertaram para a necessidade e o direito de os moradores, comerciantes e amigos das Avenidas Novas, serem ouvidos previamente sobre a venda dos terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos.

Os peticionários alegam que tiveram conhecimento da intenção de venda destes terrenos por parte da Câmara através da comunicação social entre Março e Abril, e que a autarquia o pretendia fazer ainda durante o primeiro semestre deste ano. Portanto, num prazo de dois meses após ter sido tornada pública esta intenção.

Referem também a pouquíssima informação disponibilizada pela autarquia, estando prevista a possibilidade de construção de habitação, serviços, comércio a retalho e hotelaria.
Ou seja, tudo isto seria possível construir nos terrenos onde funcionou a Feira Popular.
 
Interrogam-se sobre se haverá espaços de lazer e cultura e defendem que é necessário promover uma oposição a esta venda precipitada, sem que os moradores da área circundante, os seus representantes, os eleitos locais, a população em geral e a cidade tenham tido direito a serem ouvidos num processo transparente de discussão pública sobre o que ali poderá e deverá ser construído.
 
Perante o que nos é apresentado na petição que agora apreciamos, «Os Verdes» partilham destas preocupações e diligenciaram, inclusivamente, no sentido de haver uma maior transparência no processo de alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, envolvendo e auscultando todos os interessados, dada a importância estratégica destes terrenos. Entendemos que o que vier a ser construído nestes terrenos terá não só implicações directas na zona circundante, mas também em toda a cidade de Lisboa.

Da forma como as notícias surgiram e tendo em conta a importância destes terrenos defendemos, acima de tudo, transparência nesta parte do processo, já que no passado o processo Parque Mayer/Feira Popular ficou marcado pelas piores razões. Já na altura defendemos a legalidade e a transparência do processo, e agora continuamos a defendemos estas duas características absolutamente fundamentais e que, na nossa opinião, deverão estar sempre presentes nas intenções da Câmara Municipal de Lisboa.
 
Por tudo isto e por entendermos que esta iniciativa veio, e bem, alertar para a necessidade de haver mais auscultação, discussão, partilha e clareza em processos que dizem respeito à cidade e aos cidadãos, reiteramos a nossa saudação a esta petição e aos seus peticionários.
 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes