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20/03/2009

6 Anos de invasão e ocupação do Iraque

Hoje, dia 20 de Março de 2009, assinala-se 6 anos sobre a invasão e ocupação do Iraque!
A Ecolojovem – “Os Verdes” não pode deixar cair no esquecimento estes 6 anos de terror, tal como não pode deixar de denunciar uma invasão baseada em mentiras e manipulações; para a qual os EUA inventaram justificações para este ataque sem legitimidade internacional. Argumentos falsos e factos inventados, tal como se constatou pela inexistência de quaisquer armas de destruição maciça, não podem continuar a alimentar mentiras.
A Ecolojovem – “Os Verdes” após 6 anos de ocupação, continua a denunciar o interesse das forças ocupantes pelo petróleo, pelo poder e pelo domínio territorial enquanto ponto geo-estratégico.
A guerra terrorista no Iraque continua a espalhar o sofrimento, a destruição e a morte. O número de mortos, feridos, exilados e deslocados continua a aumentar.
Os jovens ecologistas condenam esta guerra que continua a matar milhares de pessoas e que continuará a matar, quer no imediato quer a longo prazo, pelos efeitos que advêm da terrível situação que se vive: pela fome, pela falta de água potável, pelas doenças, pela contaminação radioactiva proveniente das bombas de urânio empobrecido.
A Ecolojovem – “Os Verdes” denuncia os governos e as forças políticas que foram cúmplices deste massacre, lembrando que a posição de Portugal foi contra a vontade do povo português.
No dia em que se assinala 6 anos da invasão e ocupação do Iraque a Ecolojovem – “Os Verdes” não deixa esquecer o sofrimento do povo iraquiano, a destruição do país e continua a exigir o respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito Internacional, solidarizando-se com o povo iraquiano que continua a resistir a esta ocupação.
A Ecolojovem – “Os Verdes”
20 de Março de 2009


(Fonte foto TMI-AP)

27/03/2008

Invasão do Iraque - Carta Aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal

Senhor Primeiro-ministro:
Em 17 de Março de 2003, um dia depois da cimeira dos Açores, o presidente George W. Bush anunciou o iminente ataque militar ao Iraque com a seguinte declaração:

«À Nação do Iraque,
Informação recolhida por este e outros governos não deixa dúvidas de que o regime iraquiano continua a possuir e esconder as mais mortíferas armas (...). O regime tem um historial de rude agressão no Médio Oriente. Tem (...) ajudado, treinado e protegido terroristas, incluindo operacionais da Al Qaeda. O perigo é claro: usando armas químicas, biológicas ou, um dia, nucleares conseguidas com a ajuda do Iraque, os terroristas poderiam concretizar as suas ambições assumidas de matar milhares ou centenas de milhar de inocentes no nosso e noutros países (...). À medida que a nossa coligação lhes retirar o poder, iremos distribuir a comida e os medicamentos de que precisam. Iremos desmontar o aparato de terror e ajudar-vos-emos a construir um novo Iraque que seja próspero e livre. No Iraque livre não haverá mais guerras de agressão contra os vossos vizinhos, não mais fábricas de venenos, não mais execuções de dissidentes, não mais câmaras de tortura e câmaras de violação. O tirano em breve partirá. O dia da vossa libertação está perto.»

Falar de liberdade e democracia no Iraque é um insulto à inteligência.
Em cinco anos de ocupação, o Iraque conta mais de um milhão de mortos e cinco milhões de exilados e deslocados. Muitos mais morrerão enquanto persistir a ocupação, e em sua consequência, vítimas da fome e da doença, da contaminação radioactiva, das catástrofes ambientais e humanitárias e do terrorismo de Estado e do promovido por indivíduos ou grupos.
Durão Barroso, que como primeiro-ministro teve especiais responsabilidades na campanha a favor da guerra, procurou limpar a face declarando que se enganara. Paulo Portas, então ministro da Defesa, que “tinha visto provas” da existência das armas de destruição maciça, refugia-se no silêncio. Jorge Sampaio, que enquanto Presidente da República aceitou o envolvimento português, nada diz diante da catástrofe.
Portugal tem sido cúmplice activo na guerra que levou à destruição de um país, ao sofrimento e morte de um povo – e ao agravamento da situação do Médio Oriente.
Na verdade, à destruição do Iraque somam-se a destruição do Afeganistão, o genocídio do povo palestiniano, o ataque ao Líbano, as ameaças ao Irão, o escândalo dos “voos da CIA” e das prisões secretas criadas pelos EUA à margem de qualquer lei. Todos estes factos fazem parte de um mesmo plano de domínio do Médio Oriente. E a justificação com que se cobre – a chamada “guerra ao terrorismo” – tem sido desmontada pelos factos e repudiada em todo o mundo por muitos milhões de pessoas.
Estas situações configuram violações do direito internacional, crimes contra a Humanidade e crimes de guerra a que Portugal não deve nem pode estar associado.

Senhor Primeiro-ministro,
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana (art. 1º da Constituição da República) e o Estado subordina-se à Constituição (art. 3º). Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do Homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da cooperação com todos os povos do Mundo para a emancipação e progresso da humanidade (art. 7º, nº 1). Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão (art. 7, nº2).
Não haverá povos livres e soberanos enquanto não se respeitar a liberdade e a soberania de todos os povos. Nem se será digno de respeito enquanto não se respeitar o direito internacional e os direitos do Homem. Não haverá progresso e emancipação enquanto houver povos escravizados e colonizados.
Não é com terrorismo de Estado nem com guerras que se combate a fome e a pobreza, que se luta pelo progresso e pelo desenvolvimento.

Senhor Primeiro-ministro,
Portugal continua a ser parceiro de crimes cometidos pelos interesses imperialistas dos EUA. Não colhe o argumento de que o governo português foi enganado, nem é justificação o respeito por compromissos assumidos quando está em causa a violação do direito internacional.

É necessário mudar de rumo e, no cumprimento do espírito e da letra da nossa Constituição, é imperioso que o governo se demarque daqueles actos e desenvolva todos os esforços diplomáticos e políticos para acabar com os crimes citados e para respeitar os países e povos agredidos.

Pela passagem do 5.º ano de ocupação e do início do massacre dos iraquianos por tropas imperiais (regulares e mercenárias), as organizações signatárias exigem do Governo Português o cumprimento da Constituição da República, o exercício de uma política internacional de respeito pelos direitos humanos e pela soberania dos Estados.

Lisboa, 20 de Março de 2008

Concentração contra a ocupação do Iraque

Assinalou-se, no passado dia 20 de Março, 5 anos sobre o início da invasão do Iraque.
Esta invasão ocorreu sob o signo de mentiras e de manipulações. Os EUA forjaram justificações para o ataque que, como se veio a verificar mais tarde, não passavam de mentiras: não havia armas de destruição maciça.
Esta é uma guerra pela exploração e domínio dos povos e dos recursos naturais.
O povo iraquiano vive no sofrimento e na destruição e está a ser massacrado e privado dos seus mais elementares direitos.
Devemos condenar esta guerra que já matou milhares de pessoas e que continuará a matar.
Portugal não pode e não deve continuar a apoiar esta ocupação.
A Ecolojovem – “Os Verdes” exige do Governo português o cumprimento dos Direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, respeitando os Direitos Humanos e dos Povos.
A Ecolojovem – “Os Verdes” apela à participação numa concentração promovida por várias organizações, entre as quais a Ecolojovem – “Os Verdes”, em que se exigirá o fim da ocupação do Iraque.
Concentração no Largo Camões em Lisboa
Dia 29 de Março (Sábado)
16 Horas

20/03/2008

Ecolojovem contra a ocupação do Iraque

No dia em que se assinalou os 5 anos de invasão do Iraque a Ecolojovem - "Os Verdes" emitiu a sua posição contra esta guerra e foram colocadas duas faixas no viaduto frente à Embaixada dos EUA, uma da Ecolojovem "Os Verdes" e uma outra das várias organizações promotoras dos 5 anos de resistência, que a Ecolojovem e o Partido Ecologista "Os Verdes" integram.

Assinala-se hoje, dia 20 de Março, 5 anos sobre a invasão do Iraque e assinala-se também 5 anos de resistência do povo iraquiano à ocupação.
Esta invasão ocorreu sob o signo da mentira e da hipocrisia. Os EUA engendraram justificações para o ataque que, como se veio a verificar mais tarde, não eram mais do que puras mentiras: não havia armas de destruição maciça.
Havia sim, por parte das forças ocupantes, um interesse pelo petróleo, pelo poder e pelo domínio.
Esta é uma guerra pelos recursos energéticos, pela consolidação e alargamento de influência numa zona de grande importância estratégica, pelo redesenhar do mapa político, económico e militar do Médio Oriente.
A Democracia tem de ser conseguida pela livre vontade dos povos e não através da intervenção e interferência imperialistas cujo único objectivo é a exploração e domínio dos povos e dos recursos naturais.
Esta guerra no Iraque tem semeado o sofrimento, a destruição e a morte. Já se ultrapassou um milhão de mortos e mais de seis milhões de exilados e deslocados.
Não são danos colaterais, é o massacre de um povo, de um país.
É nosso dever condenar esta guerra que já matou milhares de pessoas e que continuará a matar, pelas consequências que advêm destes actos terroristas: pela falta de água potável, pela fome, pelas doenças, pela contaminação radioactiva.
Portugal foi e tem sido cúmplice desta guerra. Mas não pode nem deve estar associado a ela, não é essa a vontade do povo português como se tem visto pela crescente mobilização contra esta ocupação.
Temos de exigir o cumprimento da Constituição da República Portuguesa. Temos de respeitar a soberania dos povos, respeitar os direitos internacionais.
A Guerra no Iraque é um problema de todas as gerações. Temos de preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.
Estas políticas de guerra, de ameaça e de terrorismo que se fazem sentir por todo o mundo não resolvem os problemas dos jovens, não respondem aos interesses e necessidades da juventude.
Os jovens defendem o fim desta guerra e a garantia dos direitos da juventude.
Os jovens defendem um mundo em paz.
A Ecolojovem – “Os Verdes” manifesta a sua mais firme condenação à ocupação do Iraque exigindo:
- A retirada de todas as forças invasoras do Iraque;
- O reconhecimento ao povo iraquiano do direito à resistência e à escolha livre do seu futuro;
- A condenação por parte do Governo Português do militarismo, da guerra e da ocupação do Iraque;
- Ao Governo Português o exercício de uma política internacional de respeito pelos direitos humanos e internacionais;
- O fim de qualquer envolvimento de Portugal nesta ocupação;
- A solidariedade para com o povo iraquiano.



A Ecolojovem – “Os Verdes”
20 de Março de 2008