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27/05/2009

Crise leva cada vez mais jovens a vender na Feira da Ladra

Devido à crise, “para juntar uns trocos”, cada vez mais jovens vendem artigos usados na Feira da Ladra de Lisboa, comentaram à Lusa alguns vendedores no Campo de Santa Clara, num sábado de feira.
“São cada vez mais vendedores, cada vez mais jovens, e como isto está difícil, vão ser cada vez mais. E isso é mau: há muita gente a vender e muito pouca gente a comprar”, desabafou uma vendedora da feira da Ladra de Lisboa, que ali vende há mais de dois anos.
São muitos os exemplos. Uma professora de 24 anos é um deles. Começou a vender na Feira da Ladra há cerca de um ano “para vender a tralha que havia pela casa e juntar uns trocos para a gasolina”. Considera que no último ano a feira “não mudou muito”, mas convenceu três amigas a fazer o mesmo. Uma delas, também de 24 anos e licenciada em radiologia, diz que, das três vezes que já ali vendeu, fez cerca de 20 euros por manhã.
Mas há quem faça melhor negócio embora com preços simbólicos de um euro. É o caso de outros dois jovens que conseguem fazer, num dia, cerca de 100 euros. São finalistas de gestão e a crise ‘empurrou-os’ para que fossem até ali tentar a sua sorte.

16/04/2009

15% das crianças em Portugal são pobres

Em 2006 Portugal tinha dois milhões de pobres, conclui um estudo editado pelo Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal. Ente estes, 300 mil eram crianças.
A conclusão faz parte de um artigo publicado no Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal que mostra que 56% desses pobres tem entre os 15 e os 64 anos.
Esta análise considera um indivíduo pobre se, num determinado período, o seu nível de rendimento (despesa) for inferior a 60% do rendimento (despesa) mediano em Portugal. Em valores, isto corresponde a dizer que a linha de pobreza calculada com base no rendimento ascendia a 382 euros mensais em 2005, a preços desse ano.
O mesmo estudo conclui que as classes particularmente vulneráveis à situação de pobreza são as famílias em que pelo menos um adulto está desempregado, idosos com baixos níveis de educação, famílias compostas só com um adulto solteiro que não trabalha e que tem filhos e famílias numerosas em que pelo menos um adulto não trabalha.
Os dados revelam que 25 a 30% da população pobre em 2005/2006 exercia regularmente uma profissão e que 40% dos indivíduos com mais de 14 anos sem percurso escolar era pobre.
Em conclusão, os dados provam que “existem elevados níveis de retorno da educação no mercado de trabalho em Portugal”, sobretudo nas pessoas tiverem uma educação universitária. No entanto, a curto prazo, o especialista prevê que o aumento da taxa de desemprego seja o principal factor a pesar no aumento da pobreza em Portugal.

14/04/2009

Crianças e pobreza mascarada

Desde há cerca de um ano e meio que crianças com carências chegam ao Hospital Amadora-Sintra. A crise é a responsável pela situação.
Uns chegam ao hospital com fome e falta de higiene, outros entram com ténis de marca, mas mal alimentados. São meninos com carências alimentares originadas pela crise que o Hospital começou a identificar há um ano e meio.
A situação foi relatada pela assistente social do Serviço de Pediatria do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), que associa o problema à debilitada situação económica de muitas famílias. Também o Director-geral da Saúde admite que já existem “casos pontuais” de crianças com fome devido à crise, mas “ainda não constituem um problema de dimensão preocupante”.
Para a assistente social, os casos até agora registados podem dividir-se em dois tipos diferentes: “Existem meninos que dão entrada no Hospital com fome e em más condições de higiene e de vestuário e outros que chegam bem arranjados, mas mal alimentados”.
Traçando o perfil destas últimas famílias, diz que são sobretudo famílias monoparentais que “gerem um bocadinho mal o orçamento que têm” e não querem ser “diferentes dos outros”. São mães com “a escolaridade obrigatória ou nem isso” que se preocupam mais com “a imagem do que com os cuidados básicos. Andar com uns ténis rotos ou umas calças usadas estigmatiza-os como pessoas carenciadas”, acrescentando que muitos destes casos são de crianças entre os quatro e os seis anos.
Estas famílias “valorizam muito o aspecto, mas deixam cair as coisas importantes e fundamentais”, como a alimentação, a saúde e a educação, o que “compromete o bem-estar das crianças”.
Para um psicólogo do Instituto de Apoio à Criança (IAC), trata-se antes de uma situação de “negligência”, porque “há muitas famílias que vivem num teatro de aparências e compram o que não precisam com o dinheiro que não têm”. Uma situação que se agrava com a crise e que “compromete bastante” as pessoas que têm rendimentos mais baixos.
Considera ainda que “podendo haver escolha na forma como se distribui o salário pelas prioridades da família, a última coisa que deve ser afectada são os bens essenciais. Acredito que muitas crianças estejam mal nutridas, o que significa que isso pode vir a tornar-se, mais tarde, num problema na saúde”, sublinhou, acrescentando que há também casos de pais que alimentam os filhos com comida bastante calórica para lhes saciar a fome, em vez de lhes dar uma alimentação equilibrada.
Outra socióloga confirma que poderão ser casos de “pobreza mascarada”, lembrando que as crianças pressionam os pais para lhes comprarem objectos e roupas de marca para não serem postos de lado pelos colegas e, como os “pais estão pouco disponíveis para os filhos no dia-a-dia, tendem a compensá-los materialmente. Se calhar essas crianças não estão a ser devidamente alimentadas pelas mesmas razões”.
“Ou seja, os pais também cedem na alimentação que eles querem”, sublinhou, lembrando que esta situação dá origem a erros alimentares que conduzem a situações de obesidade, mas também podem conduzir a situações de carências.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/508338

22/02/2009

Publicidade a alimentos hipercalóricos

A endocrinologia Isabel do Carmo defendeu na 5ª fª o fim da publicidade a alimentos hipercalóricos em programas infanto-juvenis como medida de combate à obesidade, um problema que em Portugal tem particular incidência nas crianças.
Este seria um dos grandes investimentos a fazer em matéria de campanha contra a obesidade, tendo em conta que mais de 90% dos alimentos publicitados para as crianças são hipercalóricos.
Além desta medida, a também directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e coordenadora do livro “Obesidade em Portugal e no Mundo” que foi agora lançado em Lisboa, defende uma aposta política que passa, por exemplo, pela inclusão de nutricionistas no Sistema Nacional de Saúde.
“Há muito poucas medidas. A única é a regulamentação que passou a recomendação para os bares das escolas. As cantinas são razoáveis, melhoraram um bocadinho, mas quanto aos bares, uns seguem a recomendação e outros não”.
Uma campanha forte e sustentada, adiantou, teria de ser semelhante à que foi feita com o tabaco, pelo que não chegam “as poucas medidas” tomadas até ao momento. Fazer regredir as taxas elevadas de obesidade é possível, como mostra o caso da Suécia, onde campanhas contra o problema já levaram a uma melhoria dos números.
A obesidade tornou-se um dos grandes problemas de saúde pública no final do século XX e um dos maiores do século XXI, com dimensões que ultrapassam e muito as questões plásticas que levam, sobretudo as mulheres, à consulta da especialidade ou ao consumo de medidas avulsas de tratamento.
Portugal aparece neste livro como um país médio em matéria de incidência da obesidade juntamente com Espanha e Grécia, mas não é por isso que a situação deixa de ser preocupante, em especial nas crianças de vários escalões etários.
“É preocupante porque enquanto nos adultos nos situamos na média da Europa, nas crianças estamos entre os piores. Dos três aos 18 anos temos os piores números o que quer dizer que as actuais crianças e jovens vão ser muito mais obesos do que os adultos actuais e isso é assustador”.

Ver
www.jornalbriefing.iol.pt/noticia.php?id=1044114&div_id=3418

29/01/2009

Audição de jovens igual à de pessoas de 60 anos

Há cada vez mais adolescentes portugueses com graves problemas de surdez e a procurar ajuda médica por apresentarem um nível de audição muito fraco, igual ao de uma pessoa com 60 anos. Os médicos garantem que muitos dos casos se devem ao uso exagerado de aparelhos para ouvir música. A causa é conhecida: ouvir música no MP3 com um volume muito elevado, explicaram vários especialistas.
Os perigos apontados no estudo levou a Comissão Europeia a organizar em Bruxelas uma conferência com médicos, fabricantes e consumidores para avaliar os riscos e ponderar medidas de prevenção.
Para contrariar esta tendência, os médicos defendem que os fabricantes produzam aparelhos com limitadores de volume e a inclusão de um folheto com alertas para o risco de surdez em caso de uso prolongado. A surdez é irreversível e pode afectar entre 2,5 e 10 milhões pessoas em toda a Europa.
Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia, os aparelhos de MP3 têm um sistema que limita a fuga de som, por isso, a intensidade que atinge o ouvido interno é muito maior, dando-se “uma fadiga das células auditivas, o que faz com que os jovens aumentem ainda mais o volume, levando assim à surdez”.
Um otorrinolaringologista alerta que “o uso e abuso de MP3 faz com que jovens tenham um envelhecimento da audição igual a uma pessoa com 60 anos”. Daí que o clínico defenda a inclusão de “um folheto informativo com os riscos e a explicar as complicações decorrentes da falta de audição”.
O facto de estes aparelhos serem utilizados na sua maioria por crianças e jovens aumenta os riscos, uma vez que são os menos informados e atentos aos perigos, segundo os médicos.
A União Europeia já impõe limites de 100 decibéis para os aparelhos de música para uso pessoal, mas os fabricantes não estão limitados a esse valor. Ainda assim, os médicos garantem que a partir de 80 decibéis o ruído começa a ser traumático.
O relatório encomendado pela Comissão Europeia foi bastante claro: quem ouvir música acima dos 80 decibéis, durante uma hora, todos os dias, tem uma grande probabilidade de ficar surdo após cinco anos.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/01/28/sociedade/mp3_torna_audicao_jovens_igual_a_pes.html

16/12/2008

Ecolojovem - "Os Verdes" em Oliveira de Frades

A Ecolojovem - «Os Verdes» promoveu um Encontro em Oliveira de Frades, no passado Sábado, dia 13 de Dezembro, para debater o Estatuto do Aluno e o Associativismo.
Na véspera os jovens ecologistas tiveram oportunidade de reunir com várias Associações de Estudantes de Escolas Secundárias do distrito de Viseu, discutindo estes assuntos, além de terem sido focados outros como a Educação Sexual, os elevados custos do ensino e as aulas de substituição.
No Encontro que teve lugar no Museu Municipal de Oliveira de Frades foi possível ouvir os jovens, além de informá-los e alertá-los sobre as alterações ao Estatuto do Aluno e as suas implicações no percurso dos estudantes, bem como o papel das Associações de Estudantes.

A Ecolojovem – “Os Verdes” considera que as alterações ao Estatuto do Aluno são injustas, têm um carácter autoritário e punitivo, não procurando integrar o aluno no meio escolar, mas excluindo-o, havendo, em determinadas situações, uma responsabilização do aluno pelas incapacidades da escola e da própria sociedade, enquanto assistimos a uma crescente desresponsabilização por parte do Governo.
Não é este o sistema de ensino que os jovens ecologistas defendem. Pelo papel fundamental que o Ensino desempenha na sociedade, consideramos que tem de haver um maior diálogo e respeito pelos estudantes, implementando-se medidas que possibilitem a sua formação como alunos e como cidadãos.
A juventude de “Os Verdes” teve igualmente oportunidade de debater problemas da região, como a qualidade da água, o ordenamento do território e a carência de acessibilidades e transportes.
Também durante a iniciativa foram abordadas futuras iniciativas, tais como o 20º aniversário da Ecolojovem – “Os Verdes” que se comemorará em Fevereiro e a preparação da XI Convenção Nacional Ecológica, que decorrerá nos dias 13 e 14 de Março de 2009.
O Encontro dos jovens ecologistas terminou com uma visita a Santa Cruz da Trapa, no Concelho de São Pedro do Sul .

12/08/2008

Dia Internacional da Juventude

A Ecolojovem-«Os Verdes», juventude do Partido Ecologista “Os Verdes” congratula-se pela comemoração do Dia Internacional da Juventude, que se assinala hoje, dia 12 de Agosto de 2008.
No âmbito das comemorações deste dia, a Assembleia-Geral das Nações Unidas recomendou que fossem organizadas actividades públicas informativas, no sentido de apoiar este Dia, para a promoção do conhecimento do Programa Mundial da Acção para a Juventude no ano 2000 e vindouros, adoptado pela Assembleia-Geral em 1995.
O documento contém recomendações para os Governos e organizações relacionadas com a adopção de políticas para a juventude em diversas áreas como: o emprego, a educação, a luta contra a pobreza, ou a saúde.
Este ano o tema de reflexão escolhido para o Dia Internacional da Juventude é “ Juventude e as alterações climáticas:o tempo de acção”.
O Partido Ecologista “Os Verdes” e a Ecolojovem-«Os Verdes» recordam que no âmbito da problemática das alterações climáticas têm realizado uma campanha pelas escolas de todo o país e ilhas, sob o tema “Stop às Alterações Climáticas”, alertando os jovens para esta questão.
A Ecolojovem-«Os Verdes» defende que são necessárias políticas de incentivo ao uso do transporte público, consciencializar a população para uma mudança efectiva de hábitos e de poupança de energia.
A Ecolojovem-«Os Verdes» lamenta ainda que este tipo de iniciativas, promovidas por diversos organismos, ocorra apenas numa data específica e não sejam repetidas ao longo de todo ao ano, uma vez que a problemática das Alterações Climáticas está sempre presente no nosso dia-a-dia.

A Ecolojovem-«Os Verdes»
12 de Agosto de 2008.

11/08/2008

As alterações climáticas no Dia Internacional da Juventude

A Assembleia-Geral das Nações Unidas na sua resolução 54/120 de 17 de Dezembro de 1999, endossou a recomendação feita pela Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude (Lisboa 8-12 de Agosto de 1998) que declarou o dia 12 de Agosto como o Dia Internacional da Juventude.
A Assembleia recomendou que se organizassem actividades públicas informativas, no sentido de apoiar este Dia, para melhor promover o conhecimento do Programa Mundial da Acção para a Juventude no ano 2000 e vindouros, adoptado pela Assembleia-Geral em 1995 (Resolução 50/81)
O documento contém recomendações especiais para os governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a juventude em diversas áreas como: o emprego, a educação, a luta contra a pobreza, ou a saúde.
Para este ano, a ONU (Organização das Nações Unidas) propôs como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude é “Juventude e as alterações climáticas: o tempo de acção” 1.
Em Portugal, o IPJ anuncia como comemoração para o dia de amanhã, 12 de Agosto, um conjunto de actividades e disponibiliza acessos gratuitos a um conjunto de serviços, de infraestruturas e de transportes 2.
Os jovens com idades entre os 12 e os 25 anos vão poder usufruir de viagens gratuitas nas empresas de transporte públicos de Lisboa e do Porto, uma iniciativa realizada no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.
Para poder usufruir de viagens grátis, os jovens têm apenas de comprovar a sua idade através da apresentação do Bilhete de Identidade junto das bilheteiras.
“Desta forma, todos os jovens poderão deslocar-se gratuitamente nas redes da Transtejo/Soflusa, CP (serviços urbanos), Metropolitano de Lisboa e do Porto, Carris e STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto)”, indica uma nota da Secretaria de Estado dos Transportes 3.
Para além da oferta grátis na circulação em alguns transportes públicos, lamentavelmente nada informa sobre a temática das ‘alterações climáticas’ proposta pela Nações Unidas.

11/07/2008

Frutas e legumes nas escolas

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), deve-se consumir 400 gramas por dia de legumes e frutas. Na União Europeia (U.E.), o consumo per capita passou de cerca de 415 gramas, em 2000, para 380 em 2006. A manter-se a tendência, em 2010 estará numas escassos 360 gramas.
Talvez por isso a U.E. tem mais de cinco milhões de crianças obesas, outros 22 milhões com excesso de peso e uma tendência que continua a ser de subida - o aumento estimado é de 400 mil por ano.
“São muitas as crianças à nossa volta que não comem frutas e legumes em quantidades suficientes e que, frequentemente nem sabem apreciar o seu sabor. Basta passear em qualquer grande avenida da Europa para observar a dimensão dos problemas relacionados com o excesso de peso das crianças. Chegou o momento de tomarmos medidas”, justificou o comissário responsável pela Agricultura.
Os países da U.E. foram por isso convidados a fazer mais contra esta epidemia moderna, pondo os seus miúdos a comer fruta e legumes. Para o efeito, a Comissão Europeia vai disponibilizar 90 milhões de euros por ano para financiar um programa de distribuição gratuita nas escolas, destinado a crianças entre os seis e os dez anos, cujo número, na U.E., ronda os 26 milhões.
Com o aumento da ingestão de frutas e legumes não só se ingerem mais fibras, vitaminas e minerais, como o seu consumo tende a funcionar como bola de neve: alimentos saudáveis puxam por outros do mesmo tipo.
O programa, que deverá entrar em vigor no ano lectivo 2009-2010, parte do pressuposto de que as aprendizagens iniciais tendem a manter-se para a vida. Promover junto dos jovens “hábitos alimentares saudáveis” será assim uma aposta no futuro, já que pode fazer deles adultos com menos doenças. Dados de 2007 indicam que a obesidade é responsável por 6% das despesas de saúde, em especial nas doenças cardiovasculares e na diabetes tipo 2.
Estudos realizados em vários países, incluindo Portugal, mostram que a obesidade passou a ter maior incidência nas classes mais pobres, tendo por explicação que “os alimentos calóricos são mais baratos”. Segundo a Comissão Europeia, o programa ontem aprovado ajudará a alterar a situação: a distribuição gratuita de frutas e legumes nas escolas terá “um impacto social positivo, reduzindo desigualdades na saúde”.
No futuro, pretende-se que a sua distribuição seja gratuita, à semelhança do que em Portugal acontece com o leite e, noutros países, como a Irlanda ou a Espanha, passou também já a fazer-se com aqueles produtos. A adesão ao programa é, no entanto, voluntária.

Ver Público 2008-07-09, p. 18

09/06/2008

Lei de Bases da Habitação

A deputada Heloísa Apolónia anunciou que “Os Verdes” vão propor uma audição parlamentar urgente com vários especialistas na área da habitação, em resposta à sugestão da Plataforma Artigo 65 para a criação de uma Lei de Bases.
Durante a discussão em plenário da petição da Plataforma Artigo 65 a pedir medidas legislativas e políticas para garantir o direito à habitação, Heloísa Apolónia sublinhou o “panorama assustador” da actual situação da habitação em Portugal e considerou que o Parlamento “deve reflectir” sobre o assunto e tomar medidas.
“Vivemos num mercado selvagem, do salva-se quem puder, com muita construção mas muitas famílias sem casa e muitas casas desocupadas. Há uma proposta real para a criação de uma Lei de Bases da Habitação e a Assembleia da República deve reflectir sobre isso”, afirmou.
As críticas à falta de políticas do Governo que resolvam o problema da estagnação do mercado de arrendamento foram unânimes no Parlamento, devido ao “fiasco da Nova Lei do Arrendamento” jovem.
Também o deputado do PCP Miguel Tiago criticou as políticas de habitação do Governo, afirmando que “têm empurrado milhares de pessoas para fora dos centros urbanos”. “E quanto à reabilitação dos centros urbanos, também só há uns milhares de euros em PIDDAC para todo o país”, afirmou.

Ver Lusa doc. nº 8412832, 06/06/2008 - 13:18

06/06/2008

Ecolojovem contra as alterações ao Código do Trabalho

Cerca de 200 mil trabalhadores concentraram-se ontem em Lisboa para participarem na Manifestação Nacional da CGTP contra as alterações ao Código do Trabalho.
A Manifestação que começou no Marquês de Pombal e terminou nos Restauradores foi um sinal evidente do descontentamento contra as propostas governamentais.
A CGTP anunciou, para 28 de Junho, a realização de manifestações em todas as regiões do país, de modo a continuar o protesto contra a proposta do Governo de revisão do Código do Trabalho e o agravamento das condições de vida.

A Ecolojovem - "Os Verdes" participou nesta Manifestação por considerar que a proposta de revisão do Código Laboral promove a desigualdade social e agrava as condições de trabalho dos portugueses, sendo necessário defender a alteração das políticas sociais e económicas no sentido de melhorar os salários e combater a pobreza.
A Ecolojovem - "Os Verdes" apoia os Direitos dos Trabalhadores!
Consulte aqui um artigo da Ecolojovem - "Os Verdes" sobre o emprego juvenil:

14/02/2008

Deitaram a chave fora

O programa de apoio ao arrendamento para jovens ‘Porta 65 Jovem’, teve apenas cerca de 3.600 candidaturas, e, destas, ainda não se conhece exactamente o número de beneficiários, enquanto o anterior programa beneficiava cerca de 24.000 jovens.
O universo foi, portanto, substancialmente reduzido, não porque os jovens não precisem deste apoio para conseguir acesso à habitação e para garantir a sua emancipação, mas porque o Governo decidiu dificultar exponencialmente o processo de candidatura, por forma a conseguir poupar uns largos milhares de euros no apoio ao arrendamento jovem.
Para além disso, o Porta 65 Jovem é, da forma como está concebido, um incentivo à fraude fiscal, na medida em que exige tectos máximos de renda que são completamente desadequados da realidade dos preços praticados no mercado de arrendamento, o que leva a que, para conseguir enquadramento no Porta 65 Jovem, senhorios e inquilinos acordem uma renda fictícia, mais baixa, para constar do recibo, sendo o restante pago sem qualquer declaração fiscal.
Não se percebe, igualmente, como é que um programa que deveria beneficiar os jovens mais carenciados acaba por beneficiar em concreto os que auferem maiores rendimentos, uma vez que exigindo uma taxa de esforço de 40% (peso do arrendamento no orçamento familiar) atribui maior benefício a quem tem salários mais elevados.
Com efeito, na prática, Portugal não tem hoje um verdadeiro regime de apoio aos jovens para habitação, porque este Porta 65 Jovem não faz mais do que excluir esse apoio.
E é no meio desta constatação que o sr. ministro do Ambiente garantiu, no dia 22 de Janeiro, no Parlamento, que estava disposto a rever o Programa, mas afirmou seis dias depois publicamente que o que disse no Parlamento não era bem o que queria dizer. Por seu turno, o primeiro-ministro parece achar normal que tenham existido apenas 3.600 candidaturas ao Porta 65 Jovem.
Em conclusão: um Governo distante da realidade concreta e das necessidades reais do País, é o que se nos oferece denunciar. E, entretanto, os jovens vão sendo excluídos... pela Porta 65! O programa de apoio ao arrendamento para jovens, criado por este Governo, já demonstrou ser um rotundo falhanço.
Apetece dizer que o Governo fechou a porta e… deitou a chave fora.

Ler Heloísa Apolónia IN 24 horas 2008-02-14, p. 2

11/01/2008

Porta fechada aos jovens

A oposição (PSD, PCP, BE e PEV) exigiu ao Governo uma reavaliação do programa Porta 65 que reestruturou o apoio ao arrendamento jovem, argumentando que os actuais incentivos são insuficientes e fomentam a fraude fiscal.
As críticas referem que as rendas máximas admitidas para cada zona do país dificultam o acesso ao subsídio estatal. Um jovem que procure casa em Lisboa, por exemplo, só pode candidatar-se ao apoio estatal se a renda da casa não ultrapassar os 340 euros, no caso de um T1, ou os 550 euros, caso seja um T2 ou T3.
Numa declaração política no Parlamento, a deputada do Partido Ecologista “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, considerou que o programa Porta 65 se revelou um “rotundo falhanço” e que o Governo deve “recuar e fazer uma urgente reavaliação”.
Para a ecologista, “estabelecer 340 euros como o tecto máximo para o valor da renda de um T0 em Lisboa está a impossibilitar o acesso dos jovens aos programa porque não conseguem encontrar uma casa para arrendar a esse valor”.

Ver Lusa doc. nº 7880793, 10/01/2008 17:05 e DEconómico 2008-01-11, p. 64

08/01/2008

Portal Lisboa Jovem chega ao fim

O portal on-line Lisboa Jovem deixou de funcionar no primeiro dia do ano, visto que a totalidade da equipa que o mantinha não viu os seus contratos renovados, na sequência do plano de saneamento financeiro da CML. Os seis elementos da equipa foram contratados, em regime de avença, em Fevereiro de 2005, para construir e dinamizar o portal.
Como se pode ler no último texto publicado no portal, escrito em jeito de despedida, até 31 de Dezembro a equipa criara e gerira 526 áreas de conteúdos, dos mais variados temas, aconselhamento on-line nas áreas de planeamento familiar, sexologia e orientação profissional, com respostas personalizadas e confidenciais em 48 horas. O portal apresenta cerca de 14 milhões de páginas vistas por mês, tem uma base de dados de 3.678 entidades na cidade de Lisboa e cerca de dez mil utilizadores registados.
Além disso, esta equipa conseguiu cerca de 100 mil euros de fundos europeus, ao candidatar o portal para esse fim, e estabeleceu uma parceria de patrocínio com a CGD, da qual resultou um patrocínio financeiro no valor de 70 mil euros.
Em Junho de 2007, o Lisboa Jovem recebera o prémio Inovação e Mobilidade por uma iniciativa desenvolvida com uma companhia de Teatro de Lisboa.