Mostrar mensagens com a etiqueta Lixo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lixo. Mostrar todas as mensagens

03/04/2019

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre a colocação de contentores para deposição de resíduos na Rua do Merca-Tudo, freguesia da Misericórdia

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a colocação de contentores para deposição de resíduos na Rua do Merca-Tudo, freguesia da Misericórdia.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista recebeu várias queixas relativamente à colocação de contentores para deposição de resíduos na Rua do Merca-Tudo, mais concretamente junto ao prédio com o número 2 (fotografias em anexo).

Ora, sucede que um total de seis contentores, três para deposição de resíduos sólidos urbanos e três para deposição de resíduos recicláveis, foram instalados por debaixo das janelas do prédio, o que tem causado graves incómodos aos seus residentes, que se têm queixado dos maus cheiros e da recorrente falta de recolha dos mesmos.

De facto, numa visita ao local, Os Verdes puderam constatar esta situação, e como comprovam as fotografias em anexo, ao fim do dia, estes contentores encontram-se cheios, causando os já referidos incómodos.

Considerando que esta situação poderá pôr em causa as devidas condições de salubridade e higiene pública dos residentes, comprometendo a sua qualidade de vida.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. A Câmara Municipal tem conhecimento desta situação e das queixas a ela associadas?

2. Perante esta situação pondera no curto prazo proceder à relocalização dos referidos contentores, em local que não prejudique os residentes?
3. Se sim, para quando está prevista essa relocalização e qual o local previsto para a mesma?

4. Na freguesia da Misericórdia em que locais estão previstos colocar novos ecopontos inteligentes com contentores subterrâneos em zonas residenciais e de comércio?

5. Quando serão instalados durante o ano de 2019?

09/02/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre a higiene e saúde públicas em Telheiras


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a higiene e saúde públicas em Telheiras.
REQUERIMENTO:
O Município de Lisboa dispõe de diferentes sistemas de recolha selectiva para os materiais recicláveis, de acordo com a morfologia urbana, as tipologias do edificado e as características funcionais de cada área da cidade, sendo da sua responsabilidade assegurar a entrega, substituição e reparação de contentores de utilização individual e colectiva, seja por sua iniciativa ou por solicitação dos cidadãos.
Para o efeito, foram disseminadas pela cidade recolhas selectiva Porta a Porta, Ecoilhas. Ecopontos e Vidrões. A CML assegura depois a lavagem dos contentores de grande dimensão, instalados na via pública, ficando a sua conservação e limpeza da responsabilidade dos munícipes ou empresas a quem esses equipamentos tenham sido atribuídos, sejam eles proprietários, condomínios, residentes ou outras entidades.
No sector não doméstico, e para determinados produtores de resíduos, como a restauração, os mercados, o comércio e serviços, é também realizada a recolha de vidro e/ou resíduos biodegradáveis (orgânicos) à porta dos estabelecimentos, através de contentores individuais. Esta solução possui o inconveniente de os dejectos depositados transbordarem, quase sempre, para a via pública, com os inconvenientes de higiene daí decorrentes.
Em meados de 2016, a CML chegou mesmo a anunciar ir declarar “guerra ao lixo”, dizendo apostar num investimento na aérea da limpeza urbana estimado em 30 milhões €, verba essa a repartir entre “a aquisição de viaturas, remoção de grafiti, instalação de contentores de grande capacidade em bairros municipais, novas papeleiras e adopção de um sistema de gestão inteligente para contentores subterrâneos”.
Com a apresentação do Plano Municipal de Gestão de Resíduos, a CML asseverou ir incrementar o uso de ecopontos enterrados com chips incorporados, com cartão magnético de abertura personalizada em equipamento de deposição com sensores, a distribuir pelos comerciantes. Tal prática poderia induzir a melhoria da saúde e higiene públicas, ajudando a combater a proliferação de pragas de animais e outras infestações em espaço público.
Também nas zonas comerciais de Telheiras é frequente ocorrerem situações como as descritas, incluindo a proliferação de baratas e insectos rastejantes, em particular, na Rua Prof. Francisco Gentil e na área confinante entre a Rua Prof. João Barreira e a Rua Prof. Mark Athias, onde existe um conjunto de edifícios, com habitação no 1º andar e lojas comerciais no piso térreo, nele se incluindo diversos cafés, ‘snacks’ e restaurantes, entre outros.
Tem, assim, sido comum o lixo produzido e depositado em caixotes permanecer o dia inteiro na via pública, em particular, despejado pelos estabelecimentos comerciais, gerando pragas de ratos e baratas, continuando a faltar a anunciada colocação de contentores enterrados, que poderiam obviar à diminuição destas pragas e salvaguardar a qualidade de vida, a higiene e saúde públicas.
Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
1 - Está a CML ciente dos impactos ambientais gerados pelos lixos produzidos e depositados junto aos espaços comerciais da zona de Telheiras, em particular nas ruas Prof. Francisco Gentil e Prof. João Barreira?
2 - Se sim, que medidas tenciona no curto prazo tomar para solucionar este latente problema de higiene e saúde pública?
3 - Foram ou não já ouvidos comerciantes e moradores, de modo a se encontrarem alternativas à deposição de lixos em contentores ao ar livre?
4 - Para quando está prevista a instalação de sistemas de gestão inteligente ou electrónica de recolha do lixo, para ecopontos subterrâneos, no bairro de Telheiras?
Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:
- Análise sanitária efectuada pelos serviços municipais às zonas de maior intensidade comercial de Telheiras.
- Calendarização para instalação de novos contentores de lixo enterrados em Telheiras.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 09 de Fevereiro de 2018

07/12/2017

Lisboa, Alto da Eira: Os Verdes denunciam vazadouro ilegal de entulho

Na sequência de uma denúncia de moradores, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes efectuou hoje, dia 7 de Dezembro, uma visita ao Alto da Eira, na freguesia da Penha de França, onde pôde constatar a existência de um depósito de entulho.




 Perante esta situação, Os Verdes vão questionar a Câmara Municipal de Lisboa, exigindo a célere resolução deste problema. 

01/03/2016

Intervenção sobre a Proposta nº 52/2016 - Aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos na área do Parque das Nações, proferida em 1 de Março de 2016


 
Na sequência da extinção da Sociedade Parque Expo ’98, S.A., o Município de Lisboa aceitou assumir as actividades de gestão urbana integrada nessa zona de intervenção, através do Departamento de Higiene Urbana da Direcção Municipal de Ambiente Urbano. Neste contexto, a autarquia celebrou uma cessão da posição contratual, a partir de 1 de Dezembro de 2012, em que assumiu o contrato outrora celebrado entre a Parque Expo e a empresa Hidurbe, a que se seguiu uma adenda com a empresa RRI - Recolha de Resíduos Industriais, S.A.
Acontece que este contrato caducou no passado mês de Dezembro de 2015, não tendo sido possível, de acordo com a explanação da CML, proceder à sua renovação ou prorrogação, mas tão só, de acordo com a proposta dos serviços submetida pela srª engª do Ambiente em 19/1/2016, a um ajuste directo com a empresa RRI por um trimestre e que caduca no próximo dia 31 de Março.
Assim, a CML submete agora à AML uma assunção de compromisso e respectiva repartição de encargos para os anos económicos de 2017, 2018 e 2019, para a aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos na antiga zona de intervenção da Expo ‘98, na área do Parque das Nações, pelo prazo de 3 anos e pelo valor de 945 mil €, mais IVA.
Porém, sr. vice-presidente, 1ª questão, se o contrato termina em Março de 2016 e o novo compromisso é para o triénio de 2017 a 2019, pode-nos esclarecer qual é a entidade que se responsabiliza pela recolha do lixo nos restantes meses de Abril a Dezembro de 2016?
2ª questão, se desde 2012 a CML assumiu as actividades de gestão urbana, não deveria o executivo ter, desde logo, previsto os necessários recursos materiais e humanos do município para, no mínimo, assegurar a tarefa a partir de 2016? Porque não se precaveu atempadamente a nível logístico?
Para “Os Verdes” cabe aqui então colocar uma 3ª questão objectiva e fulcral: planeia o executivo PS alargar este modelo de contratualização externa às restantes áreas da cidade? Mais concretamente, poderemos, no futuro, assistir a uma sucessão de novas alienações? Estará a ser planeada, com o Plano municipal de gestão de resíduos sólidos e com a projectada reorganização, alguma privatização dos serviços de higiene urbana? Sim ou não? Tenciona a CML desresponsabilizar-se, progressivamente, pela recolha e transporte dos resíduos indiferenciados (lixo comum) e dos materiais recicláveis, e do seu encaminhamento para adequado tratamento e valorização?
Sr. vereador, é ou não verdade que uma contínua externalização de serviços se torna mais dispendiosa? Concorda ou não que os custos, em se persistir na concessão ou privatização dos serviços, serão sempre mais elevados, a médio prazo, do que o investimento em meios próprios? Não reconhecerá que, não sendo os trabalhadores do município a executar essa tarefa, tal será negativo porque, para além de não acautelarem os seus rendimentos, vêem o seu posto de trabalho progressivamente colocado em risco?
E, finalmente, poderíamos ainda recordar o original e sustentável sistema pneumático de recolha na zona do Parque das Nações.
Refere-se nas conclusões do ”Plano de acção do município de Lisboa para o cumprimento do PERSU 2020” (p. 20), que o sistema de recolha pneumático do Parque das Nações denota algumas deficiências ao nível da baixa separação de papel/cartão e embalagens. Mas será que não faltará antes uma melhor sensibilização à população e às actividades económicas, para além da melhoria da manutenção do funcionamento da infra-estrutura pneumática? É que a explicação do sr. vice-presidente no debate em CML foi contraditória com este Plano, ao argumentar que é muito caro. Ou será que, em alternativa, pondera desmantelá-lo por ser obsoleto?
Em suma, passa ou não a estratégia da CML por apelos à correcta deposição de resíduos, pela introdução de novas tecnologias, instalação de chips nos contentores e por melhorar a monitorização? E tenciona ou não o executivo proceder, a médio prazo, a um novo reforço do mapa de cantoneiros de limpeza na capital e também da melhoria das suas condições de trabalho, nomeadamente de recursos logísticos e instalações?

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

23/09/2013

Com a Deputada Heloísa Apolónia -Visita a Problemas Ambientais na Freguesia de S. Domingos de Rana - Cascais

Ontem, dia 22 de Setembro, a CDU realizou um grande Comício Festa no Teatro Gil Vicente, em Cascais, que contou com a intervenção de Clemente Alves, Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Cascais, Heloísa Apolónia, Deputada à AR e Dirigente Nacional do PEV, Francisco Lopes, Membro do Secretariado do CC do PCP.
Este comício foi antecedido de uma visita aos problemas ambientais com que se debatem as populações da freguesia de S. Domingos de Rana, nomeadamente, na zona envolvente à Tratolixo, Ribeira da Lage e ao abandono das ruínas da Vila Romana de Freiria. Contou com a participação da Deputada Heloísa Apolónia de “Os Verdes”, Paulo Pinheiro, Candidato à Presidência da Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana, Associação de Moradores (AMUCA) e com a população local. No final desta visita, a Deputada Ecologista referiu que “Cascais tem absolutas assimetrias regionais no seu Concelho, que são impulsionadoras de desigualdade. Estes espaços naturais, se fossem verdadeiramente valorizados, promoveriam uma maior qualidade de vida das populações e no seu bem-estar, revitalizando a economia local e a promoção de postos de trabalho”. 


INTERVENÇÃO DE HELOÍSA APOLÓNIA - COMÍCIO CDU CASCAIS

Intervenção de Heloísa Apolónia, deputada à AR e dirigente nacional do Partido Ecologista "Os Verdes" No Comício Festa da CDU - Cascais, realizado ontem,  dia 22 de Setembro, no Teatro Gil Vicente.

 

29/07/2013

“Os Verdes” questionam Governo sobre poluição na Freguesia de São Domingos de Rana, Cascais (15.07.2013)

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República 3 perguntas em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, do Ministério da Economia e do Emprego e também a Secretaria de Estado da Cultura sobre a contaminação e poluição de solos e da qualidade do ar, na Freguesia de São Domingos de Rana, Concelho de Cascais

Consulte aqui







Delegação da CDU visita Ribeira da Lage - São Domingos de Rana

CDU CASCAIS - FACEBOOK

Decorreu na manhã do passado domingo, dia 8 de Junho, uma visita da CDU aos caminhos e à área envolvente da Ribeira da Lage e da Villa Romana de Freiria, que contou com a presença de Clemente Alves, candidato da CDU à Presidência da Câmara Municipal de Cascais, Paulo Pinheiro, candidato da CDU à Presidência da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Paula Costa, dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes» e Nuno Rosado, candidato da CDU à Assembleia Municipal de Cascais. Para além da beleza extraordinária da paisagem e das espécies arbóreas e animais que ali vivem, os candidatos da CDU depararam-se com situações que constituem autênticos crimes ambientais e contra a vida das populações, conforme ilustram as fotos que se publicam. Na visita, registou-se os amontoados de lixo e de poluição existentes nesta zona que têm contaminado a Ribeira da Lage, os solos e toda a área envolvente. A deposição sistemática e prolongada, ao longo das margens da Ribeira, de todo o tipo de resíduos urbanos e industriais dá bem conta do profundo desprezo a que o Ambiente e a vida das populações têm sido votados pelas sucessivas gestões autárquicas do PSD/CDS e do PS. Também, a Villa romana de Freiria encontra-se cada vez mais degradada por clara negligência da autarquia que deixou ao abandono este importante polo histórico do Concelho. A inclusão nas listas da CDU, tanto para a Freguesia de S.D.Rana como para a Câmara, de pessoas que são profundamente conhecedoras destes problemas e que desde sempre se vêm batendo pela sua resolução, dão-nos a certeza de que com a CDU a defesa do Ambiente, a limpeza e requalificação das nossas Ribeiras se fará, pondo-as em condições de serem desfrutadas em recreio e em lazer pelas populações, acrescentando qualidade de vida a todo o Concelho.

30/07/2010

“Os Verdes” exigem esclarecimentos sobre limpeza do terreno em Monsanto onde decorreu o Festival Delta Tejo


O Grupo Municipal de “Os Verdes” entregou hoje na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento em que exige esclarecimentos à Câmara Municipal de Lisboa sobre o lixo acumulado em Monsanto, no terreno onde decorreu o Festival Delta Tejo.
O evento realizou-se há quase um mês e o lixo acumulado durante os dias do Festival mantém-se acumulado em Monsanto, constituindo um factor de deterioração do Parque e um perigo em caso de deflagrar um incêndio.
Uma vez que é da responsabilidade da autarquia proceder à limpeza do local, tal como expresso na Proposta nº 268/2010, aprovada na última reunião da Assembleia Municipal, “Os Verdes” pretendem saber qual o motivo para a limpeza do local ainda não estar concluída e o que pondera a autarquia fazer, e quando, para resolver a situação.
Este requerimento pode ser consultado na íntegra aqui

30/09/2009

Florestas vão ser limpas por milhares de pessoas

Mais de sete mil pessoas estão já inscritas para Limpar Portugal, numa iniciativa inédita a nível nacional destinada a reunir num só dia 100 mil voluntários para recolher o lixo das florestas de todo o país.
Inspirada num projecto desenvolvido na Estónia no ano passado, a iniciativa portuguesa nasceu num fórum na Internet no início do Verão e vai decorrer a 20 de Março de 2010 de norte a sul e nas ilhas, com os participantes organizados por concelhos.
Segundo um dos coordenadores, está a ser feito um mapa com os pontos que requerem limpeza a partir de informações de cidadão e uma equipa de informáticos está a desenvolver um software específico para disponibilizá-lo em telemóveis.
Peças de automóveis, colchões, frigoríficos, capacetes e “muito entulho de obras” estão incluídos no lixo que tem sido encontrado em florestas e algumas zonas agrícolas.

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402848

Sacos de plástico pesam na carteira do consumidor

Todos os anos são utilizados 60 milhões de toneladas de sacos plásticos em todo o mundo. No entanto, os seus impactos no ambiente e na produção de resíduos são uma preocupação. Por exemplo, um saco de plástico pode levar até 500 anos a decompor-se.
Em Portugal, o Governo adiou para a próxima legislatura a decisão de taxar os sacos de plástico. Caso avance esta intenção, a taxa ecológica a impor sobre os sacos de plástico pode chegar aos cinco cêntimos. Esta medida é já, de resto, uma das formas encontradas pelas cadeias de supermercado para reduzir o número de sacos de plástico levados para casa pelos clientes.
Numa das cadeias de supermercado, desde 2006 que decidiram tomar a iniciativa de disponibilizar aos clientes, mediante pagamento de 2 cêntimos, sacos de plástico maiores, mais resistentes, reutilizáveis e 100% recicláveis. “O objectivo foi contribuir para a redução significativa da utilização de sacos de plástico e dos respectivos danos ambientais, sensibilizando e alertando os consumidores para o papel fundamental que cada um pode ter na preservação dos recursos naturais e na protecção do meio ambiente”.
Com esta iniciativa, terão conseguiu uma redução de mais de 60% no consumo de sacos de plástico, o que se traduziu numa diminuição de mais de 400 toneladas de resíduos plásticos depositadas em aterro, menos 950 toneladas de dióxido de carbono emitidas para a atmosfera, e menos 750 toneladas de petróleo e gás natural gastas.
No entanto, e apesar de os hiper terem reduzido “substancialmente as quantidades de sacos lançados no mercado”, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) frisa que a taxação dos sacos não é uma prática generalizada, nem consensual. Em 2007, o Governo apresentou um proposta legislativa que fixava a taxa obrigatória em cinco cêntimos, uma ideia que não foi bem recebida pelas empresas de distribuição, e da qual a tutela acabou por desistir pouco depois.
Para atenuar o impacte dos sacos de plástico, uma das acções previstas no Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU) é a substituição de sacos plásticos de utilização única por alternativas reutilizáveis, uma medida à qual é reconhecido um potencial de redução de resíduos sólidos urbanos (RSU) de 1,57 kg/habitante por ano.
O documento sugere acções ou acordos voluntários com retalhistas e fabricantes de embalagens para o desenvolvimento de programas de reutilização/reciclagem de sacos de plástico, bem como a disponibilização de sacos de transporte mais ecológico, leve e reutilizável (em verga ou pano, por exemplo). O cliente é quem decide se quer juntar o preço dos sacos à factura das compras.
Em alguns supermercados portugueses, esta é já uma prática corrente, impulsionada pela APED. Esta associação introduziu no mercado nacional os “sacos verdes”, que custam dez cêntimos ao cliente, mas que podem sempre ser trocados por um novo nos supermercados aderentes, sendo mais resistentes, para poderem ser reutilizados várias vezes. Desde que foram lançados, há dez anos, têm vindo a ser vendidos anualmente cerca de 1 milhão destes novos sacos.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8415

27/09/2009

Ponto Verde desiste de suspender reciclagem

A Sociedade Ponto Verde desistiu de suspender a reciclagem de plásticos mistos - como copos de iogurte, embalagens de café e sacos de batata frita - a partir de Outubro.
A empresa anunciara a medida no princípio da semana, justificando-a com razões financeiras 1. Mas uma reunião de emergência, na 6ª fª, no Ministério do Ambiente, assegurou a continuidade da recolha daquele tipo de plásticos, que de outra forma seriam incinerados ou depositados em aterro.
Segundo informação do Ministério, a reciclagem daqueles resíduos plásticos ficou assegurada com a assinatura de um despacho conjunto com o Ministério da Economia, especificando os requisitos técnicos para a sua retoma.
A empresa não quis, entretanto, prestar qualquer informação sobre o assunto 2.

24/09/2009

Desajustes na recolha selectiva conduzem a decisão unilateral de redução da reciclagem

A reciclagem de determinados tipos de plásticos vai sofrer um duro golpe a partir de Outubro.
Copos de iogurte, sacos de batatas fritas e outros recipientes feitos de plásticos mistos, mesmo que depositados nos ecopontos, deixarão de ser recolhidos pela Sociedade Ponto Verde (SPV) - a empresa que gere a reciclagem da maior parte das embalagens em Portugal, em nome da indústria.
Esta é uma das medidas que a SPV está (unilateralmente) a tomar para evitar nada menos do que a sua falência. Ironicamente, o argumento é de que o próprio sucesso da reciclagem em Portugal estará a asfixiar financeiramente a empresa.
A SPV foi criada por produtores, importadores e distribuidores de embalagens para garantir o cumprimento de metas legais de reciclagem. É financiada por um valor cobrado às empresas aderentes. A maior parte desse dinheiro é repassada às entidades que gerem o tratamento de lixo nos municípios, para suprir os custos da recolha selectiva. É o ‘valor de contrapartida’.
A SPV diz que, nos últimos anos, uma série de factores desestabilizaram esta equação. Um deles é a experiência de recolha dos plásticos mistos, iniciada em 2007. Desde então, os cidadãos podiam já depositar copos de iogurte, por exemplo, no contentor amarelo dos ecopontos, com a certeza de que seriam reciclados.
A experiência foi um sucesso em termos de reciclagem, mas um fiasco (?) financeiro. Os plásticos mistos representam 2% das embalagens recolhidas. Mas consumiam 13% dos recursos da empresa. Em dois anos terão sido gastos 15 milhões de euros.
A SPV decidiu suspender agora a recolha, sustentando que isto não comprometerá (??) as suas metas de reciclagem de plásticos - que hoje já superam a meta para 2011. Outras embalagens plásticas, como garrafas de água, não serão afectadas.
Empresas gestoras de lixo, avisadas ontem por e-mail, reagiram com estupefacção à medida. “A decisão foi uma surpresa, foi unilateral”, diz a Valorsul, responsável pelo tratamento dos resíduos de Lisboa, Loures, Amadora, Odivelas e Vila Franca de Xira.
As empresas gestoras já estavam organizadas para separar os plásticos mistos e entregá-los à SPV para reciclagem. Além disso, contavam com o valor de contrapartida nos seus cálculos financeiros. A SPV argumenta que os cidadãos devem continuar a pôr os plásticos mistos no contentor amarelo. Mas como não os vai recolher, o seu destino mais provável será a sua incineração ou deposição em aterro.
Tal situação “não faz sentido, depois de tudo o que fez para preparar a sua reciclagem”, afirma a associação ambientalista Quercus. Acontece que os cidadãos despejam no contentor de papel/cartão vários itens que não são embalagens, como jornais, revistas e folhetos. O simples aumento da taxa de reciclagem de embalagens - actualmente em 52% - estará também a aumentar a factura com os valores de contrapartida.
Porém, “não é acabando com a reciclagem de alguns materiais que se garante o equilíbrio financeiro”.

Ver
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/23-09-2009/ponto-verde--recicla-menos-plasticos-para-evitar-falencia-17870790.htm

22/09/2009

Lixo ilumina milhares de habitações

Nos arredores de Copenhaga, na Dinamarca, uma empresa transforma lixo doméstico em electricidade e calor para 80 mil habitações.
Sempre que dá lucro, a empresa de Vestforbraending reflecte esses resultados nas tarifas praticadas junto dos seus clientes.
Ou seja, quanto mais lucro consegue, menos pagam os seus clientes pela energia que lhes é vendida.

21/09/2009

Troca de viagens em transportes públicos por recolha de lixo

Decorre até 3ª fª uma iniciativa de ‘viagens a troco de lixo’, que pretende dar milhares de viagens em transportes públicos em troca de materiais recicláveis para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade.
A medida “pretende aliar a promoção da reciclagem de resíduos valorizáveis - as latas, o papel, as embalagens, o vidro - à promoção da utilização dos transportes colectivos”.
As pessoas trocam materiais recicláveis por viagens num dos quatro transportes públicos a operar no concelho: autocarro, metro, barco ou comboio. “Este ano oferecemos ainda um guia dos transportes públicos do concelho, com carreiras, horários e tarifários”.
A troca faz-se com base numa “tabela de ecotrocas, onde está estabelecido a quantas viagens corresponde cada quantidade de lixo”. Assim, por exemplo, “a dez embalagens de metal (latas, embalagens de aerossóis, tabuleiros de alumínio e outras embalagens de metal) equivalem a um título de transporte”.
Um utente de 43 anos apareceu para trocar “cinco quilos de jornais por duas viagens”: “um bilhete para o metro, outro para o barco. É uma ida a Lisboa”. Como utilizador de transportes públicos, considera esta iniciativa “importante” porque “promove hábitos de reciclagem”, tanto mais importantes quanto crescente “o problema do aquecimento global”: “Cada pequena coisa que pudermos reciclar já não é pouco”.
Outra utente de 46 anos entregou “garrafões de lixívia, garrafões de água, garrafas pequenas de água e papelão”. Leva quatro viagens de autocarro, que vão dar-lhe “bastante jeito” 1.
Em que município decorre esta iniciativa? Em Almada. Será que Lisboa estará disponível para lhe seguir o exemplo ecológico?

1. Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401574

16/08/2009

Valorsul sem capacidade para receber resíduos

A unidade de incineração da Valorsul não tem, na prática, capacidade excedentária necessária para receber resíduos da Resioeste, ao contrário do que argumenta o Governo, que pretende ‘forçar’ a união entre estas duas entidades.
Esta é a denuncia feita por associações ambientalistas que se uniram numa Plataforma para exigir explicações. As associações que defendem esta ideia e que integram a plataforma são a Quercus, a Associação de Defesa do Ambiente e do Património de Loures e o Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente.
Numa carta enviada na 6ª fª à Secretaria de Estado do Ambiente, a Plataforma da oposição à Fusão Valorsul-Resioeste pede esclarecimentos “sobre quais os dados que sustentam a opinião do ministério de que existe capacidade excedentária na unidade de incineração da Valorsul para receber resíduos da Resioeste”.
O objectivo deste grupo é «desmontar» o argumento do Governo para justificar a fusão, realçando que tal capacidade excedentária «não existe na prática», tal como o demonstram «as grandes quantidades de resíduos passíveis de incineração (sempre superior a 130 toneladas) que, entre 2005 e 2007, foram enviadas para aterro».
O Ministério do Ambiente tem vindo a defender as “claras vantagens ambientais” da fusão entre os dois sistemas que poderiam permitir diminuir a deposição de mais de 100 mil toneladas de resíduos em aterro por ano, bem como maximizar a capacidade de utilização das infra-estruturas da Valorusul e poupar dinheiro.
Porém, visto que a tutela “não apresenta qualquer tipo de dados que provem a existência dessa capacidade excedentária”, a Quercus explica que a plataforma foi buscar os números dos encargos da Valorsul, que mostram que “em 2006 um total de 569.823 toneladas de resíduos foram para incineração e 176.707 para aterro sanitário”.
Já em 2007, os mesmos dados mostram que “474.487 toneladas de resíduos foram incinerados e 212.666 toneladas foram para aterro sanitário. A maioria destes resíduos são provenientes das câmaras que integram a Valorsul. São resíduos que à partida poderiam ser incinerados mas que não o são pelos simples facto de que o incinerador da Valorsul não tem capacidade suficiente”, sublinham os ambientalistas.
A plataforma diz “não está contra a fusão”, mas contra a forma como está a ser apresentada pelo Governo sem “qualquer tipo de alternativas e onde nada se acrescenta: é apenas um somatório de um aterro da Resioeste e de um incinerador e aterro da Valorsul”.
Os ambientalistas defendem ainda que os resíduos da região da Resioeste, deveriam passar, antes de serem enviados para aterro ou incineração, por um sistema de Tratamento Mecânico e Biológico, processo que «permitirá reciclar entre 60 a 80% dos resíduos indiferenciados antes de estes serem encaminhados».
O conjunto de associações ambientalistas denuncia ainda que o estudo técnico-económico da fusão que foi apresentado aos municípios da Resioeste «não considera todos os pressupostos». Os ambientalistas acusaram também o Governo de estar a “trabalhar com duas caras”.

11/08/2009

Resíduos urbanos biodegradáveis

O novo regime jurídico de deposição de resíduos em aterro, publicado ontem em Diário da República, prevê uma diminuição da colocação de resíduos urbanos biodegradáveis.
O texto do decreto-lei salienta que “é reforçada a aplicação do princípio da hierarquia de gestão de resíduos, prevendo a minimização da deposição em aterro de resíduos que tenham potencial de reciclagem e valorização”.
A nova legislação estipula que até Julho de 2013 os resíduos urbanos biodegradáveis destinados a aterro sejam reduzidos para 50% da quantidade total, em peso, dos produzidos em 1995.
Prevê ainda que até Julho de 2020 a deposição em aterro desses resíduos seja reduzida para 35 por cento da quantidade total, em peso, dos produzidos em 1995.
Os objectivos desta “estratégia de redução dos resíduos urbanos biodegradáveis em aterro” serão monitorizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em articulação com as comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR).
O decreto-lei estabelece a existência de três tipos de aterro, para resíduos inertes, não perigosos e perigosos. Os resíduos líquidos e os que são, nas condições de aterro, explosivos, corrosivos, oxidantes, muito inflamáveis ou inflamáveis não são admitidos em aterros. A esta lista juntam-se ainda os resíduos hospitalares e os pneus usados com diâmetro exterior inferior a 1400 milímetros.
Dos requisitos técnicos dos aterros fazem parte os referentes à localização, controlo de emissões e protecção de solo e das águas, estabilidade, equipamentos, instalações e infra-estruturas de apoio, bem como os referentes ao encerramento e à integração paisagística.
A inspecção relativa à verificação do cumprimento desta lei compete à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT).

Ver Lusa doc. nº 9992694, 10/08/2009 - 14:16

24/06/2009

Primeira unidade industrial de vermicompostagem em Portugal

Segundo o promotor do projecto, as obras de construção da primeira unidade industrial de vermicompostagem de Beja, previstas para começar no início do passado mês de Março, “só arrancaram na semana passada” e deverão terminar “no final de Setembro” , devendo começar a funcionar “em Outubro”.
A confirmar-se a previsão, a unidade de vermicompostagem de Beja, onde milhares de minhocas vão transformar resíduos orgânicos e lamas em bionutriente, será a primeira com dimensões industriais em Portugal, onde só existe a unidade piloto de média dimensão incluída no Centro Integrado de Tratamento de Resíduos do Vale do Ave, em Riba de Ave, no concelho de Vila Nova de Famalicão.
O responsável justificou o atraso no início da construção da unidade de Beja com a necessidade da empresa “concentrar esforços” na unidade piloto de Riba de Ave, que começou a funcionar no início de Março deste ano.
Aquela Unidade de Valorização de Resíduos Orgânicos por Vermicompostagem de Beja ficará instalada no Parque Ambiental da Associação de Municípios Alentejanos para a Gestão do Ambiente (AMALGA), situado a 11 quilómetros daquela cidade alentejana e irá tratar 15 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) e lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais (ETAR), produzindo 1.500 toneladas de bionutriente por ano.
Além das minhocas, que “fazem grande parte do trabalho”, deverá operar com “seis a oito” funcionários, já que o sistema de vermicompostagem “é muito mecanizado” 1.
A vermicompostagem, também conhecida por ‘minhocultura’, é um processo biológico que, através da acção de microrganismos, como as minhocas, permite transformar a matéria orgânica dos RSU e das lamas de ETAR em adubo orgânico, conhecido como composto ou bionutriente e utilizado como fertilizante.
O processo começa com a preparação dos RSU e das lamas através de compostagem, ou seja, um processo natural de decomposição através de microrganismos e que elimina bactérias e vírus. Depois, as minhocas devoram grandes”quantidades de matéria decomposta e resíduos orgânicos, que, após transformados nos seus intestinos, são expelidos sob a forma de húmus (substância resultante da decomposição de matéria orgânica).
“As minhocas absorvem o alimento pelos poros e expelem um produto sem cheiro e com 21 componentes, todos naturais” que o húmus, depois de seco e crivado numa máquina, para o separar das partículas inúteis, é depois comercializado como bionutriente. É “cem por cento natural”. “A contrário dos adubos químicos, o bionutriente é logo aceite pela terra, não a agredindo, e não necessita de tanta água para ser diluído”.
Vendido sob a forma compacta ou líquida, em garrafas de soro, o bionutriente pode ser utilizado em campos agrícolas ou para adubar outros terrenos, como relvados, jardins ou mesmo vasos de flores.
Depois de Palmela (Setúbal), onde tem a funcionar um centro de experimentação desde finais de 2006, de Riba de Ave e de Beja, a empresa quer continuar a alargar a vermicompostagem a outros concelhos do país, prevendo abrir uma outra unidade, até ao final deste ano, no município de Nordeste, na Ilha de São Miguel, nos Açores, e a participar em concursos públicos para o tratamento de RSU, lamas de ETAR ou outros tipos de resíduos 2.

1. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/search?q=Vermicompostagem
2. Ver Lusa doc. nº 9820299, 22/06/2009 - 11:45

23/06/2009

Monitorização de lixeiras e aterros encerrados

Uma das questões que periodicamente “Os Verdes” trazem à colação, alertando Governo e autarquias, é a questão das lixeiras e do tratamento secundário e terciário de aterros 1.

Finalmente, parece que o Ministério do Ambiente está a estudar um novo regulamento para a monitorização de aterros e lixeiras encerrados. O documento, que deverá reforçar e clarificar esta área, estará em fase de elaboração por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e surge na sequência de um relatório publicado, em Maio, pelo Instituto Regulador de Água e Resíduos (IRAR), que evidencia que não se sabe do destino dos lixiviados produzidos por 205 lixeiras, ou seja, 84% das lixeiras encerradas até 2002 no âmbito da campanha ‘A Limpeza do Século’.
Tendo em conta que existem 341 lixeiras encerradas de Norte a Sul do País, o documento final deverá recomendar que se faça “com urgência” um levantamento sobre o estado destas instalações, em termos de produção de lixiviados e de biogás e de requalificação ambiental destes locais, bem como sejam publicadas normas específicas para a monitorização das lixeiras e promovidas as necessárias intervenções para a resolução deste passivo ambiental, incluindo o tratamento dos lixiviados.
Até porque é denunciada a existência de aterros sanitários, localizados ao lado ou perto de lixeiras encerradas, cujos lixiviados não têm qualquer tipo de recolha e tratamento, o que torna infrutíferos os investimentos e os esforços feitos no aterro no sentido de minimização dos riscos de contaminação de águas subterrâneas, superficiais ou solos.
Para uma professora da FCT/UNL, “a situação é preocupante”, embora alerte que a situação devia ser analisada caso a caso, pois algumas lixeiras já estarão estabilizadas, ou seja, a produção de lixiviados e biogás é nula ou insignificante.
No entanto, aquela especialista alerta que se devia “fazer um ‘mapa’ que identificasse as lixeiras problemáticas e as que não oferecem grandes motivos de preocupação e para as preocupantes desenvolver um plano de intervenção” 2.
Os lixiviados, são águas extremamente poluentes, que se formam da decomposição dos resíduos. Também a água das chuvas, ao passar pelas camadas de resíduos, ajudam à produção dos lixiviados. Estes líquidos, tem obrigatoriamente que ser devidamente tratados, antes de poderem ser lançados para o meio hídrico 3.

08/06/2009

Papel reciclado evita o abate de milhares de árvores

O papel enviado para reciclagem em 2008, só na região do Porto, evitou o abate de mais de 350 mil árvores. Já o vidro que os residentes da mesma zona colocaram nos ecopontos - 17.400 toneladas - permitiu a poupança de quase três milhões de litros de petróleo. Por seu turno, as latas de atum e os desodorizantes são pouco colocados nos ecopontos. Os portugueses esquecem-se de que todas as embalagens são recicláveis.
Contando com as embalagens, os municípios do Porto, Espinho, Matosinhos, Maia, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Gondomar separaram mais 12% de lixo do que em 2007. Mas o director de marketing e comunicação da Sociedade Ponto Verde (SPV), “há ainda muitos resíduos esquecidos”.
Em Portugal, as garrafas de vidro, os jornais e as embalagens de plástico usadas na cozinha são os mais separados. Já os desodorizantes, os champôs, os boiões de creme e as bisnagas de pasta dos dentes são embalagens que ainda não têm como destino os ecopontos. “Tudo o que se encontra na casa de banho, por exemplo, vai para o lixo e é este comportamento que queremos alterar”, afirma o responsável da SPV, empresa que controla a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens no país.
O mesmo acontece com os pacotes de leite e de sumo e as latas de conserva. “Talvez por estarem sujos, as pessoas preferem deitá-los fora. Mesmo assim são embalagens recicláveis”.
Em 2008, praticava-se a separação do lixo em 37% dos lares portugueses. No total, foram enviadas para reciclagem 535 mil toneladas de embalagens, ou seja, 49% das embalagens em circulação no mercado nacional.
Na Bélgica, onde há um sistema de recolha que engloba lixo doméstico e industrial, muito semelhante ao de Portugal, o valor foi de 90%. “Haveremos de lá chegar. Para 2009, por exemplo, estimamos um aumento para 53% de embalagens separadas”.
O director de comunicação da SPV reconhece que é necessário «esclarecer algumas dúvidas para que mais pessoas vão ao ecoponto e uma delas é que no país já se faz reciclagem de todos os materiais: “Nada é desperdiçado”. Tal como nenhum resíduo é misturado nos camiões no momento da sua recolha.
“Os veículos têm separações próprias”, asseguram as empresas gestoras de resíduos. As garrafas de vinho ficam de um lado; o garrafão de água de outro, pelo que o trabalho de separação feito em casa não é em vão.

05/06/2009

Porque será que Portugal é o país da Europa que mais incinera e menos recicla?

Em pleno Dia Mundial do Ambiente, Portugal continua a ser o país da Europa que mais opta pela incineração de resíduos em detrimento da reciclagem, uma tendência que os ambientalistas querem inverter.
“Infelizmente continuamos a deparar-nos com um cenário em que a incineração é vista como a solução mais eficaz para o destino final dos resíduos, quando não é bem assim”, referiu associação ambientalista Quercus.
De acordo com um seu responsável, a taxa de resíduos incinerados em Portugal é de 20%, enquanto a de reciclados se situa nos 15%, um número que faz do país aquele que na Europa mais opta pela solução incineração em detrimento da reciclagem.
É que as autarquias e as empresas municipais mantêm uma dependência excessiva em relação às incineradoras e cimenteiras, porque estas fazem do lixo um negócio bem rentável.
E “se formos a avaliar bem, existe um claro prejuízo para as Câmaras Municipais que se vêem obrigadas a recorrer a este sistema, nomeadamente em despesas de transporte, chegando a custar 30 euros por cada tonelada que enviam”.
A associação apontou a existência de sistemas alternativos à incineração que são capazes de garantir uma taxa de reciclagem superior à existente e justificou o desconhecimento dessas alternativas com a existência de “interesses encapotados”.
Como alternativa à incineração, o defende a aposta no sistema de tratamento mecânico biológico, um método que combina processos de triagem com tratamento biológico como a compostagem e a digestão anaeróbia (degradação biológica da matéria orgânica).
Outra alternativa apontada é a vermicompostagem 1, um processo que consiste na degradação da matéria orgânica com recurso a minhocas, cujo “processo começa a crescer cada vez mais, e ainda bem, porque aponta para taxas de recuperação de resíduos a rondar os 80%”.
Segundo os ambientalistas, há já várias empresas a funcionar em Portugal e que são “excelentes exemplos” da eficácia destes sistemas, pelo que será de apostar na recolha selectiva porta à porta em vez dos Ecopontos, por apresentarem melhores resultados.
“Temos dados que comprovam que nos sítios onde se opta pela recolha porta à porta há mais adesão do que naqueles em que se coloca apenas um Ecoponto. No entanto, só 2% da população beneficia dessa recolha”. A meta estabelecida pelo Ministério do Ambiente de reciclar 30% do total de resíduos é “muito baixa para aquilo que pode verdadeiramente fazer”.
A Quercus sublinhou ainda que o Governo não dispõe de um quadro de caracterização dos resíduos, considerando ser importante a sua criação para um melhor planeamento estratégico, pois, “se não for criado este quadro será mais fácil manipular os dados, mas mais difícil delinear uma estratégia mais eficaz que garanta um ambiente melhor e mais saudável para todos” 2.

1. Ver
http://osverdesemlisboa.blogspot.com/search?q=vermicompostagem
2. Ver Lusa doc. nº 9754259, 04/06/2009 - 13:34