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10/05/2009

Risco de transmissão de parasitas por meio de dejectos caninos

A Faculdade de Medicina Veterinária, em cooperação com a CML, está a desenvolver um estudo baseado em amostras de dejectos caninos recolhidos em espaços públicos para avaliar o seu grau de contaminação parasitária.
Em comunicado, a CML informa que durante este ano e o próximo, “além de mais colheitas de fezes, estão a ser planeadas colheitas de amostras de solo e vegetação no máximo de locais públicos, em particular os mais utilizados para fins de lazer pelos lisboetas, em particular jardins, de modo a determinar o tipo e grau de contaminação ambiental e verificar o potencial de infecção humana”.
De 2007 para 2008, a percentagem de amostras positivas triplicou o que poderá estar relacionado com “um maior número de amostras pesquisadas ou com um aumento real de animais parasitados fruto, provavelmente, de reinfecções frequentes ou de programas de controlo anti-parasitário pouco eficazes”, refere a autarquia.
A Faculdade de Medicina Veterinária concluiu que, em 2008, na Alameda D. Afonso Henriques, na zona envolvente da Igreja de Santo Condestável, nos Jardins de Belém e da Torre de Belém foram colhidas “amostras positivas de parasitas gastrointestinais potencialmente transmissíveis ao homem”.
Perante estes resultados, a CML mostra-se preocupada com “o facto de os dejectos caninos constituírem, para além de uma das principais causas de sujidade dos passeios e jardins da cidade, um grave problema de saúde pública como consequência da contaminação dos solos”.
Assim, a Câmara decidiu incluir este estudo na actual campanha de sensibilização da população na esfera da limpeza urbana, “apelando à remoção dos dejectos por parte dos donos dos animais, sem cuja ajuda limpar Lisboa será uma missão impossível”.

Ver Lusa doc. nº 9634485, 05/05/2009 - 14:25

02/05/2009

Reutilizar a água para lavar ruas e regar zonas verdes

A CML vai deixar de lavar as ruas e regar as zonas verdes da cidade com água potável da EPAL. Em Maio arranca a primeira fase do processo que vai beneficiar primeiro as freguesias de Marvila e Olivais. Os camiões-cisterna da autarquia serão abastecidos com água da EPAL.
Assim, a partir de Maio, e graças a um acordo com a SIMTEJO, será possível abastecer nas ETAR (estação de tratamento de águas residuais) de Chelas e de Beirolas, beneficiando Marvila e Olivais.
Segundo o vereador com o pelouro do Ambiente, Espaços Verdes, Plano Verde, Higiene Urbana e Espaço Público, esta é apenas a primeira fase de um processo que, no futuro, se quer alargar a toda a cidade, quando a ETAR de Alcântara estiver preparada. A autarquia também pretende levar a água reutilizada da ETAR de Chelas ao Golfo da Bela Vista. Além de disponibilizar pontos de abastecimento para os camiões-cisterna, serão criados pontos de rega um pouco por toda a cidade.
O plano de poupança de recursos naturais vai levaru a autarquia, através da agência Lisboa E-Nova, a substituir também as 1418 lâmpadas de 567 semáforos na Avenida da Liberdade e na Baixa Pombalina por ópticas LED, mais eficientes. Esta medida, a implementar durante o mês de Maio, permitirá evitar um consumo de 439.934 kWh e evitar a produção de 162 toneladas de dióxido de carbono por ano. Estes números traduzem-se num benefício económico anual de 32.907 euros. A iniciativa deverá ser alargada ao resto da cidade.
Além da utilização em semáforos, a autarquia quer experimentar utilizar as ópticas LED em candeeiros. Para isso deverá a partir de Maio começar a fazer experiências no Parque Eduardo VII.
Ainda quanto à iluminação pública, a autarquia substituiu o único relógio que ditava a hora em que se acendiam e apagavam os candeeiros em toda a cidade por um sensor que actua de acordo com a luz, pois “esta medida já nos permitiu poupar milhares de euros”.
A poupança abrange ainda os veículos da CML. “Neste momento já retirámos 200 carros da nossa frota”, através de uma melhor gestão das actividades, e “queremos que os carros do lixo tenham o gás natural como combustível”.

28/04/2009

Toneladas de lixo enterradas às portas de Lisboa


150 mil toneladas de lixo estão enterradas nas traseiras de um sistema de tratamento de resíduos, em Trajouce, distrito de Lisboa.
A central foi construída com dinheiro vindo da União Europeia para tratar lixos urbanos e proteger o ambiente.
Os munícipes de Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra pagaram uma taxa para que o seu lixo fosse ali tratado, mas a empresa optou por enterrar os resíduos, que, entretanto, já contaminaram os solos e a água.
Para a descontaminação vão ser agora necessários milhões de euros, que serão pagos novamente pelos munícipes.
A central de tratamento de lixo tem estado a funcionar há mais de dez anos de forma ilegal.

12/03/2009

Novos meios para limpeza da capital


O Plano de Intervenção 2009 ‘Lisboa Limpa’ da CML indica que vai envolver um investimento de 8 milhões de euros. O Plano abrangerá 4 áreas de intervenção: as zonas históricas, a expansão da recolha selectiva porta-a-porta para novas áreas, novos equipamentos e reforço de recursos humanos e acções de sensibilização para a população.
O município pondera vir a alargar a recolha selectiva às zonas envolventes dos Estádios da Luz e de Alvalade, Freguesia de Nª Srª de Fátima e Quinta do Lambert, abrangendo um total de cerca de 16 mil fogos.
Para tal, o município vai adquirir 75 viaturas novas viaturas: 9 varredoras e 2 lavadoras, 8 kits de novas escovas, 19 viaturas de caixa aberta, 5 viaturas de remoção, 20 viaturas movidas a gás natural (10 já adquiridas), 10 viaturas a diesel e 10 de tracção eléctrica, mais silenciosas e menos poluentes.
Por outro lado, a montagem de gruas em 7 viaturas de compressão, adaptadas à recolha de ecopontos vai permitir aumentar a compressão dos resíduos, tornando o processo mais eficiente. A autarquia ficará assim com um total de cerca de 400 viaturas.
Entretanto, a autarquia afirma que terá já criado mais 45 postos de trabalho no quadro de cantoneiros 1.
Esta tinha sido, exactamente, uma recente recomendação do Grupo Municipal de “Os Verdes”, para que a CML reforçasse os quadros de pessoal da Divisão de Higiene Urbana, “com os indispensáveis recursos materiais e humanos”, a fim de permitir “o bom desempenho das tarefas de limpeza dos espaços públicos” 2.

09/03/2009

Lisboa arrecada milhões com reciclagem

A CML conseguiu o ano passado uma receita de 3,6 milhões de euros com o envio de mais de 61.000 toneladas de resíduos para reciclagem, divulgou no sábado passado o director do Departamento Municipal de Ambiente Urbano.
Segundo dados do município, 61.247 toneladas (18%) de resíduos foram separadas pelos lisboetas para poderem seguir para reciclagem e os munícipes mais ecológicos são os de Telheiras, Restelo e Olivais, enquanto os que menos participam são os moradores das Avenidas Novas.
Com o alargamento da recolha selectiva a quatro novas áreas (Envolvente ao Estádio da Luz/Quinta dos Inglesinhos, Paço do Lumiar/Envolvente a Alvalade, freguesia de Nossa Senhora de Fátima e Quinta do Lambert), a CML pretende chegar ao final deste ano com uma taxa de 22% de resíduos separados para reciclagem.
Os dados da autarquia indicam que em Lisboa foram separadas o ano passado 23.230 toneladas de papel, 12.153 toneladas de vidro, 6,262 toneladas de embalagens, 19 toneladas de matéria orgânica proveniente da indústria de restauração e similares, 27 toneladas de pilhas e acumuladores e 334 toneladas de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.
Caso não houvesse reciclagem de resíduos, a autarquia teria pago pelo tratamento e destino final mais de 8,3 milhões de euros. Com a receita de 3,6 milhões conseguida, a que acresce uma economia superior a 1,5 milhões, a factura do tratamento de resíduos foi reduzida para cerca de 3,2 milhões de euros.
Só com a recuperação de materiais ferrosos e não ferrosos e a poupança de energia seria suficiente para alimentar a iluminação pública da cidade de Lisboa durante 26 dias 1.
Talvez seja chegado o momento de a CML, reconhecendo as tarefas de separação dos lixos, reduzir os impostos sobre os cidadãos e as taxas de saneamento e de recolha de resíduos, funcionando como um incentivo aos munícipes.

Ver
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1047847&div_id=1730

08/03/2009

Minhocas tratam resíduos sólidos urbanos

A funcionar desde 1991, a Amave - Associação de Municípios do Vale do Ave dá agora um novo passo na sua história ao colocar minhocas a tratar resíduos sólidos urbanos (RSU). A sua unidade de vermicompostagem, com capacidade de tratar 1000 toneladas de RSU por ano, foi esta semana publicamente apresentada, no CITRUS - Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Urbanos.
As taxas de reciclagem esperadas rondam os 80% e os custos ambientais e financeiros estimam-se inferiores aos convencionais. “A Amave apostou nesta tecnologia, ainda que numa pequena escala, pelo potencial que esta apresenta, nomeadamente quanto à obtenção de um produto final (húmus) de qualidade superior e pela reciclabilidade que os materiais não biodegradáveis - plástico, vidro e metais - apresentam no final do processo”, explica um responsável técnico da associação de municípios.
A espécie de verme utilizada é comummente designada por “vermelha californiana”. As minhocas digerem toda a componente orgânica dos resíduos urbanos (restos de comida e de jardins, assim como papel e cartão), sendo posteriormente possível, através de crivos, separar o composto obtido dos resíduos de embalagens de plástico, vidro e metal.
Desde o início do ano que a unidade, que implicou um investimento de 250 mil euros, está em fase de testes. Além desta infra-estrutura, foram também apresentadas as obras da plataforma de triagem e a ampliação da capacidade de triagem, no âmbito da implantação do Plano de Acção 2007-2016, onde foram investidos mais 2,3 milhões de euros.
A plataforma de triagem é uma valência que dotará o CITRUS de um espaço de recepção e armazenamento de fluxos, como resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. Já a ampliação da capacidade de triagem, conseguida através da de uma extensão do edifício original e da implantação de uma nova linha de triagem, dará uma capacidade de resposta significativamente superior à existente. Esta nova linha, com uma capacidade de processamento superior a duas toneladas de resíduos de embalagens de plástico e metal provenientes dos ecopontos, é dotada de um bunker de alimentação e métodos de separação balísticos e ópticos.
Para este ano é também prioridade da Amave a remodelação da sua unidade de tratamento mecânico e biológico, que data de 1995. “Vamos montar a montante do processo de bio-reacção um processo de pré-triagem de RSU e dotar um dos bio-reactores de capacidade para tratar resíduos urbanos biodegradáveis recolhidos selectivamente, o que não sucedia até agora”.
A obra, que envolve 4,5 milhões de euros, terá de estar concluída até 30 de Junho 1.

1. Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7719
Sobre a ‘Vermicompostagem’ ver também http://osverdesemlisboa.blogspot.com/search?q=Vermicompostagem

19/02/2009

Circuitos de reduzida recolha selectiva

A recolha selectiva porta-a-porta de resíduos urbanos só é aplicada a 4% da população portuguesa, segundo uma tese de mestrado intitulada “Circuitos de Recolha Selectiva Porta-a-Porta”, apresentada no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa (IST-UTL) no final do ano passado.
O valor não anda longe dos 6% apontados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), de acordo com números de 2006, o que significa que apenas 26,6 mil toneladas de resíduos são provenientes da recolha porta-a-porta no total das 446,9 mil toneladas recolhidas selectivamente.
A maior parte dos resíduos urbanos são recolhidos nos ecopontos (60%) e uma fatia menos significativa nos ecocentros (33%).
A tese de mestrado foca-se em cinco casos de estudo nacionais - municípios de Lisboa, Loures, Oeiras, Óbidos e Maia - e conclui que é possível atingir, para alguns fluxos de resíduos, as metas de reciclagem através da implantação de um sistema porta-a-porta, sendo que, para alguns casos, os custos são um factor limitativo.
Na CML, por exemplo, a recolha selectiva porta-a-porta apresenta taxas de reciclagem superiores às dos ecopontos. Nos plásticos e nos metais esse aumento ronda os 200% (?), enquanto no papel e no cartão se situa nos 75%.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7665

02/01/2009

Fumadores preferem sujar a via pública

A Lei do Tabaco, que entrou em vigor há exactamente um ano, proibindo o fumo no interior de quase todos os edifícios, foi aprovada pela Assembleia da República sem estudos de impacto ambiental ou garantias de que as autarquias controlam o aumento do lixo urbano.
Desde então, milhares de pontas de cigarro são diariamente atiradas ao chão desde que os portugueses passaram a fumar em espaços abertos. Cidades como Lisboa e Coimbra reforçaram a recolha de lixo, mas os fumadores continuam a preferir o chão ao cinzeiro. “Há muito mais beatas no chão e a limpeza da cidade ressentiu-se”.
Na cidade do Mondego a nova lei obrigou também à compra de cinzeiros, colocados no exterior dos edifícios mais frequentados por fumadores, e de mais caixotes de lixo para a via pública. “Em Coimbra foi necessário reforçar a recolha de lixo, não só de beatas mas de copos ou garrafas que os fumadores levam e deixam ficar no exterior dos cafés, restaurantes, bares e discotecas”, reconheceu um assessor do presidente da autarquia.
As mudanças vão acontecendo à medida das necessidades e em alguns locais, como em Braga, não chegaram ainda a acontecer.
Pelo contrário, a cidade de Lisboa, que acolhe mais de um milhão de pessoas por dia, teve de reposicionar algumas das suas nove mil papeleiras para as portas dos edifícios mais frequentados e está a preparar uma segunda campanha informativa para os fumadores que largam no chão as beatas.
“A grande maioria das beatas continua a ser largada na via pública. A explicação é a falta de civismo de quem nem olha ao redor à procura das papeleiras mais próximas e, num gesto quase automático, apaga o cigarro com o pé acreditando que largado no chão já não lhe pertence”, contou o director municipal de Ambiente da CML.
Esse gesto, feito várias vezes ao dia por milhares de pessoas, obrigou o município a rever os circuitos e os horários de varredura. “Tivemos de transferir para a manhã a recolha de lixo junto aos estabelecimentos de diversão nocturna, mas ainda estamos com problemas por a varredura ser manual”.
Em fase de concurso está a aquisição de 12 carrinhos de aspiração manual para as zonas da cidade com calçada portuguesa, onde as beatas no chão não conseguem ser retiradas através da varredura manual. As beatas recolhidas pelos funcionários municipais de Lisboa são enviadas para queima numa incineradora em São João da Talha, juntamente com todo o lixo apanhado nas ruas da cidade, mas o procedimento não é igual em todo o País, dependendo dos municípios, que podem optar pelo aterro.
Em termos ambientais, o maior perigo das beatas largadas no chão são os químicos depositados no filtro, explicou a associação ambientalista Quercus. Estudos internacionais indicam que o filtro demora 12 ou mais anos até se decompor, embora os fabricantes de tabaco falem em três anos.
O problema do cigarro é, no entanto, maior do que a deterioração das suas fibras, pois químicos como a nicotina, arsénico, cádmio, chumbo ou alcatrão, entre outros, acompanham o filtro na sua ‘viagem’. Quando deixadas ao abandono, as beatas contribuem para a poluição dos lençóis de água e vão muitas vezes parar aos oceanos, acabando no estômago de peixes e aves marinhas.
Em Lisboa, a CML prepara-se ainda para lançar a segunda campanha de sensibilização da população para esta temática, com anúncios em órgãos de comunicação social e cartazes afixados apelando ‘Beatas no chão NÃO’.

Ver
www.averdade.com/?aID=2867

28/12/2008

População portuguesa faz pouca reciclagem

No Natal torna-se “evidente” que há uma “larga margem” da população portuguesa que ainda não faz reciclagem, alertou na 5ª fª a associação ambientalista Quercus, referindo-se ao lixo doméstico produzido durante os dias 24 e 25 de Dezembro.
“Muitas vezes nos são apresentadas razões que têm fundamento, de não terem equipamentos próximos e de não poderem facilmente proceder a essa separação selectiva, mas em muitos outros casos que nós conhecemos dá bem para perceber que há ainda muitas pessoas que não colaboram mesmo quando os equipamentos estão disponíveis”.
Mas, no entender da Associação de conservação da natureza, o lixo que nesta altura do ano se acumula junto dos Ecopontos ou junto dos caixotes do lixo comuns mostra que “há ainda muito a fazer em termos de as pessoas perceberem que têm de desempenhar esse papel e que é também o seu dever enquanto cidadãos porque também estão a tratar do seu próprio futuro e do futuro dos seus filhos”.
Num breve passeio pela cidade de Lisboa, facilmente se encontram Ecopontos rodeados de sacos com lixo orgânico, prova que o lixo não foi devidamente separado em casa. Para no futuro se evitar situações semelhantes, a Quercus deixa alguns conselhos.
“No pós-Natal, aquilo que podemos aconselhar, para as pessoas que ainda não colocaram os resíduos fora de casa, nos contentores, sejam eles para reciclar, sejam eles para irem para os aterros, o ideal é informarem-se sobre quais são os horários em que podem colocar estes resíduos fora”, porque a recolha “depende muito de município para município e normalmente, nesta época, a recolha não é tão frequente quanto fora da época de Natal, e é importante as pessoas terem noção do horário para poderem colaborar e só colocarem os resíduos, principalmente os resíduos orgânicos, que podem criar cheiros, só colocarem dentro daquele horário”.
Por outro lado, no que diz respeito aos embrulhos de Natal, Susana Fonseca deixa um outro conselho ecológico: “cada vez é mais frequente aparecerem sacos interessantes que nós podemos guardar e se nós tivermos cuidado a desembrulhar, neste momento temos a possibilidade de guardar para o próximo ano e já não termos de estar a gastar dinheiro ou a gastar recursos naturais, mesmo que esse papel e essas fitas nos sejam cedidas gratuitamente”.

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www.averdade.com/?aID=2860

27/12/2008

Produtos descartáveis geram toneladas de lixo

Os produtos descartáveis, que, em princípio, foram criados para facilitar a vida ao ser humano, têm no reverso da medalha o maior problema: são deitados fora facilmente, o que muito contribui para o aumento do lixo no planeta: produzimos 1.300 milhões de toneladas/ano.
Fraldas descartáveis, fotocopiadoras, lâminas para usar e deitar fora. Estas simples invenções vieram facilitar muito a vida das pessoas, é um facto. Mas esta melhoria de vida dos humanos é bastante prejudicial ao planeta.
Nos EUA, gastam-se 27 mil milhões de fraldas descartáveis por ano (o que representa quatro milhões de toneladas a mais de lixo nos aterros norte-americanos), no Reino Unido 2,5 mil milhões das mesmas. Os japoneses enviam para o lixo, anualmente, 30 milhões de máquinas fotográficas descartáveis e os norte-americanos usam 2,7 mil milhões de pilhas e baterias a cada 12 meses.
Uma das invenções que mais tem facilitado a vida do homem é a lâmina de barbear descartável, criada em 1895. Em 1915, já tinha vendido 70 milhões de lâminas e na Primeira Guerra Mundial abasteceu todo o Exército norte-americano com a sua invenção. Antes tinha de se amolar a navalha de cada vez que um homem precisava de desfazer a barba. Actualmente, vende-se só nos EUA, a cada ano, 183 milhões de lâminas de barbear descartáveis.
Corria o ano de 1907 quando foram inventadas as primeiras folhas de papel absorvente e, acidentalmente, uma máquina produziu uma remessa de papel que era demasiado grossa para servir como papel higiénico. A facilidade com que se limpa e deita fora (ao contrário das toalhas de pano que tinham de ser lavadas e secadas antes de se reutilizar) fizeram dele um sucesso.
Em 1943 foi inventada a lata de aerossol. Além dos danos que provoca ao aumentar a pilha de lixo mundial, foi também uma das principais causadoras do buraco da camada do ozono, por conterem clorofluorcarbonetos (CFC). Inicialmente foi desenvolvida para facilitar aos soldados americanos o transporte do vírus da malária, sendo depois adaptada para conter outro tipo de produtos gasosos como lacas ou sprays para moscas.
Em 1949, uma conhecida empresa apresentou as primeiras fraldas descartáveis. Uma inovação que veio substituir as fraldas de pano, que necessitavam de ser lavadas e postas a secar. Feitas de plástico e algodão, são gastas nos EUA 27 mil milhões de unidades todos os anos que vão para o lixo, onde demoram 450 anos a se decomporem, razão pela qual já há movimentos que apelam ao retorno às fraldas de pano.
Por seu turno, as latas de bebidas, vendidas aos biliões em todo o mundo, contribuem para o bolo de 730 milhões de toneladas de lixo que o nosso planeta produz anualmente. Criadas para substituir as garrafas de vidro, foram desenvolvidas em 1963 tornando-se um sucesso, pela sua fácil arrumação, fácil abertura e de produção barata.
O mais recente dispositivo posto ao serviço do homem é o telemóvel descartável patenteado em 1999. Do tamanho de um cartão é vendido com um valor em chamadas. Não tem ecrã, é de baixo custo mas aumentará a produção mundial de lixo que vai já em 1300 milhões de toneladas por ano.
Com o ‘usar e rapidamente deitar fora’ estes objectos, apenas o sector produtivo e os circuitos de comercialização ficam a ganhar. Quem fica a perder são os ‘criminosos’ do costume: os consumidores e o ambiente.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/21/sociedade/toneladas_lixo_uma_vida_mais_facil.html

25/12/2008

Produção de resíduos aumenta no Natal

A época natalícia é muitas vezes sinónimo de alguns excessos, nomeadamente no consumo. Depois, o cenário repete-se todos os anos, com embalagens de presentes e o respectivo papel de embrulho a amontoarem-se junto à árvore de Natal, esperando por um destino, que nem sempre é o mais correcto e ‘amigo’ do ambiente.
Na época de Natal, há autarquias que dinamizam ateliers de embrulhos ecológicos nas grandes superfícies comerciais, para sensibilizar a população para as ‘boas práticas’ na prevenção de resíduos, aconselhando a que se dê preferência aos artigos reutilizáveis, evitando comprar produtos embalados e aproveitar o papel de embrulho dos anos anteriores, dicas que permitem ajudar a passar um Natal mais ecológico.
Já a Valorsul, responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos de cinco municípios da Lisboa (Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira), revela que, em 2007, o mês de maior produção de resíduos foi Outubro, “quer considerando a produção de resíduos na globalidade, quer tendo apenas em conta a recolha selectiva de papel/cartão, embalagens e vidro”.
Nos municípios abrangidos pela Valorsul existe, isso sim, um aumento de chamadas na linha azul (contacto para pedidos de informação) na época natalícia. “As dúvidas mais generalizadas prendem-se com o que fazer às embalagens de plástico vazias, que traziam brinquedos ou outro tipo de presentes”.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7442

21/12/2008

Trabalhadores da limpeza urbana suspendem greve

Os trabalhadores da Divisão de Higiene Urbana da CML tinham marcado um pré-aviso de greve para os dias 26, 27 e 28 de Dezembro. Mas no final desta semana, a maioria dos trabalhadores da limpeza urbana decidiram não avançar com a greve marcada para o final do mês depois de o presidente da CML ter garantido não avançar com a privatização dos serviços
No plenário, que decorreu no Mercado da Ribeira, e onde estiveram presentes centenas de trabalhadores, a decisão foi unânime, sem votos contra nem abstenções. “Depois de uma discussão muito responsável (...), os trabalhadores mostraram aqui um grande espírito de missão e face àquilo que foram as garantias já dadas pelo presidente da Câmara, nós não vemos razão para manter o pré-aviso de greve”, adiantou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
Dos dois plenários já realizados, o de 6ª fª de manhã e o de 5ª fª à noite, cerca de 700 trabalhadores votaram pela suspensão da greve, faltando apenas ouvir a posição dos perto de 300 condutores de máquinas pesadas.
“Os cantoneiros de limpeza por unanimidade ratificaram a retirada do pré-aviso, como há outro sector profissional envolvido, depois do plenário da madrugada de domingo tomaremos a decisão, mas creio muito honestamente que não irá ser diferente do sentido já apontado”.
O coordenador do STML recordou que da reunião de com o presidente da autarquia a CML comprometeu-se em “«não avançar para votação em sessão de Câmara nenhum processo de concessão ou adjudicação de nenhuma área de limpeza sem a apresentação desse estudo aos sindicatos (...) e com a possibilidade de os sindicatos em 60 dias se pronunciarem sobre o mesmo”.
Por outro lado, “há também o compromisso significativo” da parte da autarquia lisboeta de “colocar mais homens e melhorar as condições de trabalho e os meios materiais do departamento de Higiene Urbana”.
Recorda-se que os sindicatos têm vindo a exigir, para além da suspensão do processo de privatização da limpeza da cidade, o reforço do quadro de cantoneiros com 200 novos trabalhadores até ao final de 2009. Estas reivindicações motivaram uma greve de quatro dias, realizada na semana passada, com cerca de 90% de adesão.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120589

19/12/2008

Dê uma solução ambiental ao seu lixo orgânico

A compostagem pode ser feita por qualquer pessoa, basta querer e arranjar soluções alternativas, caso não tenha um espaço ao ar livre para guardar o composto.
Também conhecido por húmus, o composto orgânico é uma matéria natural rica em carbono e azoto que é usada para fertilizar a terra. Tem um canteiro de flores? E que tal fazer o seu próprio fertilizante em casa? Se todos fizéssemos a compostagem, a quantidade de lixo urbano diminuiria em um terço.
Só precisa de um compostor, que pode ser construído por si ou comprado, e de matéria orgânica. Tome em atenção as diferenças entre o lixo que faz em sua casa: A pilha de lixo deve ter uma boa relação entre materiais ‘verdes’ e materiais ‘castanhos’.
A maior desvantagem que salta à vista neste processo será o mau cheiro. Mas com uma correcta gestão entre ‘verdes’ e ‘castanhos’, qualquer problema que ocorra com a sua pilha pode ser resolvido rapidamente e de maneira simples.
Os ‘verdes’, ricos em azoto, são normalmente húmidos e os ‘castanhos’, com maior proporção de carbono, são geralmente secos, logo, para o seu compostor funcionar correctamente, deve colocar estes produtos numa ordem de 30 partes de ‘castanhos’ para uma de ‘verdes’. Dentro de três a seis meses o composto estará pronto. Depois despeje-o num jardim ou no quintal de um familiar ou conhecido seu.
A nível municipal, a compostagem traz grandes vantagens, principalmente na gestão de resíduos: “A comida que vai para os aterros fermenta e produz ácido. Esse ácido vai corroer outros materiais, como metais pesados e plásticos. Logo, a compostagem vai reduzir a carga poluente das lixeiras e impedir, por exemplo, a contaminação de lençóis de água subterrâneos”, explica uma professora universitária.
A nível urbano, a compostagem apresenta outro problema: exige uma alteração dos hábitos das populações, que normalmente deitam os resíduos orgânicos para o saco do lixo. “Há ainda a necessidade de se fazer uma recolha separada dos resíduos orgânicos”. Seria necessário um ecoponto para se diferenciar o tipo de matéria orgânica. Além disso, este tipo de matéria teria de ser recolhido todos os dias para não provocar maus cheiros.
A compostagem é um processo que faz todo o sentido, pois fecha o ciclo da matéria orgânica: a comida transforma-se em fertilizante que vai ajudar à produção de outros alimentos. Esta prática promove a agricultura sustentável, mais saudável e respeitadora do meio ambiente.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/14/sociedade/de_solucao_ambiental_seu_lixo_organi.html

14/12/2008

Aterros de RSU também recebem RIB?

Quantos aterros de resíduos sólidos urbanos (RSU) estão a receber resíduos industriais banais (RIB)? A resposta não é simples, desde logo devido à falta de transparência do processo de deposição de RIB em aterros de RSU.
Para inverter esta situação, o vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa defende uma fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades competentes, que, na sua perspectiva, têm de tomar uma posição clara sobre esta matéria.
“O problema está relacionado com o dinheiro usado pelos receptores e pelas empresas que procuram seduzir outras a aceitar resíduos que estejam mais perto”, denuncia. Ou seja, as empresas que têm aterros “seduzem” com preços mais atractivos as detentoras dos resíduos para que estas os transportem para as suas unidades.
Devido à falta de unidades para receber RIB, há seis anos foi autorizada a deposição de resíduos industriais banais em aterros de RSU. No entanto, apesar de ter sido considerada provisória, esta é uma medida que ainda hoje vigora. Porém, à medida que os aterros de RSU vão construindo células para receberem RIB, a concorrência começa a interferir com o mercado da empresa.
De acordo com o Ministério do Ambiente, o Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU II), que define as metas até 2016, vai criar oportunidades para construção de aterros alternativos e dar resposta ao problema da deposição dos resíduos industriais não perigosos em locais não licenciados.
Enquanto esta situação não está resolvida, e apesar das directivas europeias que regulam o sector, o responsável da AIP defende que não há garantias de que os resíduos sejam tratados devidamente.
E ainda há quem duvide que o lixo é um negócio que movimenta milhões.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7395

08/12/2008

Contra a privatização da recolha de lixo

A CML apela aos munícipes para que evitem colocar o lixo nos contentores nos próximos dias, devido à greve dos trabalhadores da higiene urbana entre 2ª e 5ª fª.
Em comunicado, a autarquia da capital informa que a paralisação “poderá afectar o normal funcionamento do sistema de limpeza e recolha de lixo na capital, à excepção da remoção dos resíduos hospitalares e dos mercados”. Pelo que, a CML “recomenda a todos os moradores que acondicionem devidamente os seus resíduos domésticos e evitem colocá-los à remoção” nestes dias.
A greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Municípios de Lisboa (STML) e do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) tem a haver com a intenção de a autarquia concessionar a lavagem e varredura da Baixa-Chiado - e de outras freguesias de Lisboa - a empresas privadas, algo que é considerado como uma “pré-privatização” do sector de limpeza 1.

Foi neste sentido que o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na AML de 19 de Novembro, uma Recomendação contra a “Privatização da Limpeza Urbana em Lisboa” 2, alertando para o facto de a área da limpeza urbana ser um factor prioritário para a qualidade de vida dos cidadãos e o bem-estar da capital.
Porém, com o argumento do executivo camarário alegar escassez de mão-de-obra, para alienar parte dos serviços assegurados pela Divisão de Limpeza Urbana do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML a entidades privadas, tal só pode significar um progressivo abandono deste serviço público.
E o mais grave desta situação é o facto de o quadro de pessoal de cantoneiros continuar com cerca de 200 vagas por preencher, optando a CML por ensaiar a privatização parcial dos serviços. Desde quando um serviço privado é mais barato que um público?
Por isso “Os Verdes” defendem que a CML deve, em alternativa, pugnar pelo funcionamento destes serviços com uma gestão que se mantenha no domínio público, salvaguardando os postos de trabalho dos funcionários daquela Divisão de Limpeza Urbana 3.
E perante a iminência da greve, o presidente da CML ainda propôs a três Juntas um protocolo para lhes atribuir competências de higiene e limpeza urbana para tentar melhorar a limpeza da cidade.
Para o presidente da Freguesia de Alcântara “não se trataria de transferência de competências. Seria mais uma forma airosa de a Câmara enxotar responsabilidades para cima das Juntas. Quando a freguesia não estivesse limpa, já podia dizer que a culpa era da Junta” 4.
Por seu turno, os trabalhadores sempre afirmaram estar “disponíveis para dialogar”, mas desde que anunciaram “há 15 dias” que iam fazer greve, “não houve nenhuma tentativa de reunião” por parte da autarquia. O pré-aviso de greve vai contra o que chamam de “o negócio do lixo”, contrapondo os sindicatos que a CML devia antes usar os “três milhões” de euros que se propõe para concessionar o serviço, para pagar o salário a “cem trabalhadores durante três anos” 5.

18/11/2008

Trabalhadores da recolha do lixo poderão paralisar

Os trabalhadores da Higiene Urbana do Município de Lisboa poderão paralisar cinco dias na segunda semana de Dezembro caso a autarquia decida avançar para a privatização de serviços nalgumas zonas.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, a greve só ficará decidida na 5ª fª, depois da realização de um plenário na 4ª fª com os trabalhadores do período nocturno e outro na 5ª fª para os do turno diurno.
Em causa está a intenção de a autarquia de Lisboa em privatizar a limpeza e higiene urbana nalguns locais da cidade, nomeadamente na Baixa Chiado e em toda a extensão da freguesia de Santa Maria dos Olivais.
Esta decisão - acrescentou - foi transmitida hoje pelo próprio vice-presidente da autarquia, durante uma reunião com representantes dos trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos, o qual referiu que dispõem de estudos-piloto que apontam para a privatização de serviços nalguns locais da cidade e que deverão ser postos em prática naqueles dois locais.
Segundo refere o Sindicato, existiam ‘3.000 pessoas’ que trabalham nos serviços de Higiene e Limpeza da CML, o que “representa 30% dos trabalhadores” da autarquia 1.
Pelos motivos expostos, ”Os Verdes” apresentam hoje na AML uma Recomendação apelando à CML para que assegure a gestão e o funcionamento destes serviços na esfera do domínio público, bem como salvaguarde a manutenção dos postos de trabalho dos funcionários da referida Divisão de Limpeza Urbana.
Aguarda-se o resultado da votação.

1. Lusa doc. nº 9022849, 18/11/2008 - 13:34

01/11/2008

Concursos para reciclagem ficam às moscas e retardam escoamento de lixo

Os dois concursos que a Sociedade Ponto Verde (SPV) organizou para seleccionar as empresas que farão a reciclagem dos resíduos de embalagens de plástico não tiveram concorrentes. Este é o culminar de uma guerra que opõe os recicladores e a fileira do plástico à SPV depois de esta ter decidido que a selecção das empresas se faria por concurso.
Em contrapartida estão em causa duas dezenas de empresas e 25 mil toneladas de lixo por ano, cujo destino não é, por enquanto, claro. Antes de ontem deveriam ter sido abertas as propostas do último concurso para o tratamento de 800 toneladas - o anterior terminou a semana passada -, mas não apareceu ninguém interessado.
A divergência com a SPV começou em Julho, quando a instituição que gere a recolha e reciclagem dos resíduos de embalagem decidiu que os resíduos de plástico, metal, madeira e vidro colocados nos ecopontos pelos portugueses seriam vendidos às empresas que os reciclam por concurso público. O papel e cartão já funcionavam desta forma.
Na altura, a SPV justificou a decisão com uma forma de evitar “distorções de mercado” e introduzir mais transparência. Até agora, cada fileira encaminhava os materiais para os recicladores. A medida deveria ter efeitos a partir de Novembro mas a oposição, tanto da fileira do plástico, como dos recicladores destes materiais, pôs em causa o processo.
Assim que a intenção foi tornada pública, a sociedade criada pela indústria do plástico para responder às exigências legais da reciclagem reagiu criticando a medida. A diferença entre a situação deste material em relação ao vidro, metal, madeira e papel/cartão é que, além de os outros já funcionarem em parte por concurso, o plástico ainda não tem um mercado maduro, argumenta o sector.
Haverá ainda o risco de o material ir para fora do país ou as próprias empresas que existem em Portugal se deslocalizarem, receando as empresas de reciclagem que surjam no processo os chamados traders - equivalente a intermediários. Estes, para concorrer, têm de estar associados a empresas de reciclagem, o que faz “com que o destino dos resíduos passe a ser incerto, pois podem estar associados tanto a empresas nacionais como a estrangeiras”.
Quem coloca determinados produtos no mercado tem também de ter responsabilidades no destino que é dado ao que deles resta. Com este pressuposto, foram já criados vários sistemas que envolvem os produtores e embaladores (vidro, plástico, metal, madeira e papel/cartão) para gerir o fluxo de resíduos. O primeiro destes sistemas foi o que deu origem à Sociedade Ponto Verde.
Esta sociedade, que não tem fins lucrativos, foi criada em Novembro de 1996 com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos a nível nacional.
Uma outra licença atribuída até 2011, obriga à reciclagem, nos próximos três anos, de pelo menos 55% dos resíduos de medicamentos, mas a entidade gestora ainda não tem sequer uma unidade de triagem para separar o papel e cartão, vidro, plástico e alumínio, pelo que terá enviado, no ano passado, mais de 630 toneladas de embalagens de medicamentos fora de uso para queima em incineradoras.
A ausência de reciclagem destas embalagens tem sido denunciada por “Os Verdes” e pela Quercus, com o argumento que a falta de uma unidade de triagem não é desculpa já que existem outras unidades no país preparadas para o fazer.

Ver
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081029%26page%3D34%26c%3DA

13/10/2008

Aterros com capacidade esgotada

Um terço dos aterros de lixo doméstico tem 80% da capacidade esgotada, porque Portugal continua a enviar a maioria destes resíduos para aquelas estruturas, revelam dados da Agência Portuguesa de Ambiente (APA).
Dos 34 aterros em funcionamento em finais do ano passado, onze estavam quase no limite de capacidade para receber resíduos, tendo um - o de Guimarães - sido entretanto encerrado por já não poder receber mais lixo.
No final do ano passado estavam também com pelo menos 80% da capacidade esgotada os aterros de Braga (em ampliação), de Lousada e de Penafiel (optimizados para prolongar a sua vida útil), de Gaia (em ampliação), Leiria (com licença de exploração para novo aterro), Figueira da Foz (ampliação), Vila Real, Vila Franca de Xira e Portimão (estes três ainda com 20% de capacidade disponível). Daqueles 34 aterros, apenas um (Avis) tinha ainda 90% de capacidade disponível, todos os restantes tinham apenas 30% ou menos disponível.
Um dos factores que tem levado ao esgotamento de capacidade dos aterros é o facto de a maioria dos resíduos sólidos urbanos (lixo doméstico) continuar a ser encaminhado para este destino, embora em alguns sistemas já se faça tratamento dos restos de comida, reciclagem de papel e cartão, incineração ou outras formas de tratamento ou eliminação.
Mais, a última monitorização da APA e do Instituto Regulador das Águas e Resíduos (IRAR) aos objectivos traçados no Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) revela que em 2007 Portugal continuou a não cumprir as metas do plano.
Mais de 60% do lixo doméstico produzido no ano passado foi encaminhado para aterro, um dado que pode comprometer as metas nacionais que Portugal está obrigado a cumprir no seio das suas obrigações como estado membro da União Europeia.
Estas metas - que resultam da transposição da directiva aterros - impõem que Portugal consiga em 2009 colocar em aterro apenas 1,126 milhões de toneladas de lixo (metade da quantidade de resíduos que produzia em 1995) e em 2016 apenas 788 mil (35% da produção de 1995).

22/08/2008

Lavoiser renasce no século XXI

Cientistas criaram uma biorefinaria móvel que converte lixo, desde alimentos, a papéis e até plástico, em electricidade. “Esta é uma tecnologia muito promissora,” comenta um professor de engenharia agrícola numa Universidade dos EUA. A bio-refinaria processa vários tipos de lixo ao mesmo tempo, convertendo-os em combustível por meio de dois processos paralelos. O combustível é então utilizado para alimentar um motor diesel, que faz funcionar um gerador de electricidade 1.

A conversão de parte do lixo em energia eléctrica não é novidade. Vários países adoptam a medida há anos. A energia eléctrica via lixo pode ser obtida de duas formas: pela compostagem da fracção orgânica e pela incineração da parte seca. Segundo um consultor da ONU, os custos dos municípios com o lixo, em média 7% dos recursos totais, poderão ser reduzidos a zero. Aterros sanitários com maior vida útil, redução do tráfego de camiões de lixo, e diminuição da emissão de poluentes, serão alguns benefícios adicionais 2.
Deste modo, também os restos de comida e outros resíduos orgânicos são tão válidos para produzir energia como o petróleo, o vento ou o gás natural.
Um carro, que atinge mais de 200 Km/h, movido a um combustível feito com os restos de comida, resíduos de porcos e borras de café que produzem electricidade e energia térmica, são exemplos de que já é possível e compensador o aproveitamento dos lixos como fonte energética alternativa. Mais exemplos:
A reciclagem de uma tonelada de plástico permite poupar até 130 kg de petróleo.
A energia recuperada de uma embalagem de iogurte reciclada é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 60W durante uma hora.
A queima de 1.000 toneladas de lixo doméstico produz electricidade para 150 mil pessoas, o número dos habitantes de uma cidade como Braga.
Por cada quilo de lixo incinerado com recuperação de calor, pode ter dois computadores ligados durante uma hora.
A reciclagem de uma tonelada de resíduos de papel e cartão poupa o abate de entre 15 e 20 árvores.
Quando, por exemplo, um dia destes à noite chegar a casa e ligar o botão da luz, acender a televisão ou o aquecimento, a energia que estará a alimentar a corrente poderá ter sido gerada a partir do caroço da maçã que comeu no restaurante à hora de almoço ou de quaisquer outros restos de comida e resíduos orgânicos que produziu durante o dia.
Deste modo, o lixo dos portugueses poderá assim também servir como fonte alternativa na produção de electricidade e calor 3.
Porque “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

05/08/2008

Gratuitos fazem praia no Verão

Interrompidas as edições de linha durante o mês de Agosto, os jornais gratuitos como o Destak, o Metro e o Sexta apontam baterias para a distribuição de edições nas praias portuguesas.
O Destak foi o primeiro a avançar para as edições especiais, ao iniciar a 18 de Julho a distribuição de uma edição semanal “em mais de 160 praias de norte a sul do país”. A estratégia do Metro para este mês não difere muito. Suspensa a edição diária, o título lança uma edição semanal com saída à sexta-feira, distribuída na rede do Metropolitano de Lisboa e do Porto e em várias praias de norte a sul do país. A primeira edição conta com um total de 40 páginas e uma tiragem de 200 mil exemplares.
Também o Sexta substitui a edição de linha com a distribuição de duas edições especiais em zonas balneares e hipermercados por todo o país. Depois da edição em papel especial distribuída a 1 de Agosto, a iniciativa repete-se no próximo dia 15 com tiragem de 300 mil exemplares.
Por seu lado, Global Notícias e Meia Hora ficam afastados das praias neste período. O gratuito interrompe a edição diária durante as próximas quatro semanas, preferindo apostar em edições especiais com clientes específicos durante este período, com acções de marketing específicas.
Por sua vez, o Oje, título com assinatura anual simbólica, também suspende a edição diária até dia 1 de Setembro. “Circulamos nas empresas e no mês de Agosto a maior parte das pessoas não está presente” 1.
Os Verdes” aproveitam para recordar aos leitores em geral a importância de não abandonarem os jornais em locais públicos após a sua leitura, quer seja no areal ou nas estações ou dentro dos transportes, mas que os depositem nos locais próprios para recolha de papel, tendo por finalidade a sua posterior reciclagem.
Foi esse, aliás, o sentido da Recomendação aprovada por Unanimidade na AML em Novembro do ano passado 2.