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13/11/2019

Aprovada proposta de Os Verdes para a criação de mais eco-bairros na cidade de Lisboa

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma recomendação, proposta pelo PEV, referente à “Implementação de eco-bairros na cidade de Lisboa”, tendo em conta os benefícios que representam para que haja um desenvolvimento urbano mais sustentável.

Numa altura em que as alterações climáticas são um dos grandes desafios que a humanidade enfrenta, precisamos de acções concretas e os eco-bairros são uma excelente oportunidade para promover os princípios da sustentabilidade ambiental, social e económica.

Os eco-bairros traduzem uma nova forma de pensar e agir e são uma oportunidade para melhorar consideravelmente a qualidade de vida e os padrões ambientais, concretizando o princípio ecologista "Pensar global, agir local", e consideramos que é uma proposta que faz todo o sentido ser acolhida no âmbito da Capital Verde Europeia.

Por fim, os deputados ecologistas ainda viram ser aprovados, por unanimidade, uma recomendação “Pela melhoria das condições de trabalho no Complexo Municipal da Boavista”, local para onde foram transferidos, em Junho, os trabalhadores do Departamento para os Direitos Sociais e da Direcção Municipal de Cultura e que carece de uma notória falta de condições laborais nestas instalações, nomeadamente a falta de acessibilidades, a falta de uma sala para reuniões e de espaços que sirvam de copa para os trabalhadores que trazem as refeições de casa, a ausência de estores, os problemas na climatização e ventilação e espaços sobrelotados; bem como uma saudação ao “Dia Europeu da Igualdade Salarial”, uma vez que a desigualdade salarial continua a ser uma realidade, torna-se urgente que haja uma efectiva igualdade entre géneros que permita uma verdadeira conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar.


11/11/2019

Os Verdes querem mais eco-bairros na cidade de Lisboa

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes apresentará, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de dia 12 de Novembro, uma recomendação que pretende a "Implementação de eco-bairros na cidade de Lisboa", onde se propõe que a CML tome as diligências necessárias com vista à continuidade do processo de implementação de eco-bairros na cidade, tendo em conta os benefícios que representam a nível do desenvolvimento sustentável.

A implementação de eco-bairros é uma forma de, em harmonia com os ecossistemas existentes, salvaguardar a cidade, o seu património, melhorar a qualidade de vida de todos, ao mesmo tempo que se garante a preservação do meio ambiente para as gerações presentes e futuras.

O PEV apresenta ainda os seguintes documentos:

Uma recomendação "Pela melhoria das condições de trabalho no Complexo Municipal da Boavista", onde se propõe que a CML esclareça se a transferência do Departamento para os Direitos Sociais e da Direcção Municipal de Cultura para o Complexo Municipal da Boavista tem carácter temporário ou permanente e ainda que proceda à resolução dos vários problemas e necessidades identificados para a adequação dos edifícios do Complexo Municipal da Boavista, com vista a garantir as devidas condições de trabalho e de prestação dos serviços.

Por fim, os deputados ecologistas apresentam uma saudação ao "Dia Europeu da Igualdade Salarial", onde saúdam a persistente luta das mulheres pela igualdade de género, na sociedade, nos locais de trabalho e na família.

05/07/2019

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"

Os eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa participaram no Debate temático marcado para dia 5 de julho, sobre o tema: 

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"


"A luta pelos direitos das mulheres é uma urgência para retomar os caminhos de abril", afirmou a ecologista Cláudia Madeira. 

04/07/2019

4 de julho - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


Cláudia Madeira, eleita de Os Verdes, interveio no debate sobre o papel das mulheres no mundo laboral depois do 25 de Abril:


“Em pleno século XXI, as mulheres ainda são discriminadas por serem mulheres e por razões de maternidade. No trabalho essa realidade é bem visível, quando, em Portugal, as mulheres recebem salários 16% inferiores aos dos homens. Também são as mulheres que ainda disponibilizam mais do seu tempo para acompanhamento familiar e para tarefas domésticas. (…) A luta (…) pela construção de uma sociedade baseada na igualdade e na justiça social continua a ser uma prioridade para Os Verdes até que seja uma realidade.” (Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV)



27/06/2019

27 de junho - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


Cláudia Madeira_Petição sobre o projecto para o antigo Hospital da Marinha


“Os Verdes já aqui o disseram várias vezes e voltamos a repetir: não é assim que se constrói uma cidade, com projectos que descaracterizam bairros históricos e que retiram a qualidade de vida dos moradores.” (Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV)
  
Cláudia Madeira_Intervenção para responder ao PS

“Não são só Os Verdes que levantam estas críticas, aliás, as várias petições sobre estas matérias provam isto, a não ser que o PS considere que os cidadãos estão todos errados e só o PS e o vereador Manuel Salgado é que estão correctos.” (Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV)

Cláudia Madeira_Transferência de Competências na Educação e Vias Navegáveis


“[Os Verdes apresentam] uma proposta com vista à rejeição de transferência de competências para o Município de Lisboa, em 2019 e 2020, desta vez, nos domínios da educação e do transporte em vias navegáveis. (…) A legislação não garante a transferência dos meios adequados e, portanto, estamos perante uma inaceitável desresponsabilização do Governo e uma transferência de encargos para as autarquias.” (Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV)
  
Cláudia Madeira_Debate sobre o papel das mulheres no mundo laboral antes do 25 de Abril


“Os Verdes consideram da maior justiça que não sejam esquecidas e que o património de lutas que nos deixaram seja respeitado e cumprido, porque a sua intervenção foi fundamental para derrubar a ditadura e para a emancipação da mulher.” (Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV).

28/02/2019

28 de fevereiro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


Cláudia Madeira_Petição sobre a Prostituição

“[Para Os Verdes foi importante] a aprovação da Estratégia Municipal de Intervenção na Área da Prostituição, que urge agora implementar com a maior rapidez e eficácia, e com o devido acompanhamento por parte da Assembleia Municipal.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Sobreda Antunes_Petição sobre a Piscina Municipal de Penha de França

“Os Verdes (…) exigem a reabertura da Piscina Municipal da Penha de França, em plenas condições de operacionalidade, segurança, higiene e conforto. (…) Os Verdes não concordam que a posterior gestão volte a ser descentralizada para qualquer outra entidade.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Cláudia Madeira_Apresentação do Relatório sobre o Arquivo Municipal

“Do relatório constam as opiniões dos Grupos Municipais do PAN e de Os Verdes, e quatro anexos com informação por parte dos peticionários e da autarquia sobre a matéria em apreço, e um requerimento sobre o arquivo municipal e a respectiva resposta do executivo.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
 Cláudia Madeira_Petição sobre o Arquivo Municipal

“Consideramos [Os Verdes] urgente encontrar uma solução que permita concentrar o Arquivo Municipal num único edifício, garantindo a acessibilidade e as condições adequadas, pondo fim a esta indefinição, como, aliás, tem vindo a ser recomendado nos estudos solicitados pela Câmara.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Sobreda Antunes_Petição sobre o Quadrado Verde em Telheiras

“Os Verdes não poderiam deixar de lamentar o arrastar da posição do Município, ao longo de um processo que se vem protelando por mais de 2 décadas, e que ainda não assistiu ao seu desfecho, pois não foi apresentado pela CML a esta AML qualquer acordo formal escrito.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
 Sobreda Antunes_Petição sobre Envelhecer Vivendo

“Os Verdes consideram ainda como assaz relevante que seja dada continuidade à promoção das condições de habitação e ambientais, de uma melhoria substancial das acessibilidades para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, bem como o reforço de programas específicos de assistência na saúde e de combate à pobreza e insegurança.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
 Cláudia Madeira_Petição sobre a EMEL em São Domingos de Benfica

Os Verdes discordam da posição da CML que apresenta a EMEL como a solução, mas o que se pode concluir é que esta política de expansão do estacionamento pago não está a resolver os problemas.
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

26/02/2019

Aprovada proposta de Os Verdes para a edificação do Memorial às vítimas das guerras coloniais

Foi aprovada, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação do PEV pela edificação do Memorial às vítimas das guerras coloniais. Tratando-se de uma homenagem há muito defendida por antigos militares, incluindo a Associação dos Deficientes das Forças Armadas, e que representaria uma justa sinalização da participação de muitos milhares de jovens na Guerra Colonial. Seria uma singela reparação, mesmo que simbólica, pelas consequências sofridas pelos cidadãos vítimas daqueles conflitos armados.

Recorde-se que, entre 1961 e 1974, segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas, as guerras coloniais mobilizaram 150 mil efectivos militares, sorvendo mais de 90% da juventude portuguesa masculina. Durante os treze anos de guerra, morreriam mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados cerca de 100 mil portugueses, cerca de 23% do contingente ‘metropolitano’ e 77% dos soldados recrutados nas próprias colónias, para além de inúmeras vítimas mortais, entre civis brancos e negros.

Estas guerras provocaram ainda ferimentos e deficiências físicas em cerca de 20 mil militares portugueses, dos quais 5.120 com grau superior a 60%, estimando-se que entre os africanos o número tenha sido muito superior. Mais de 100 mil terão ficado psicologicamente afectados.

Nesse sentido, Os Verdes propuseram por isso que, para além de dialogar com as associações militares e de deficientes, a CML proceda finalmente ao lançamento da ‘primeira pedra’ em data considerada significativa para esse justo tributo público.

Por fim, os deputados ecologistas viram ainda serem aprovados por unanimidade a sua Saudação ao 8 de Março - Dia Internacional da Mulher e um Voto de pesar pelo falecimento de José Carlos Sequeira Costa.

25/02/2019

Os Verdes propõem a revogação do SIADAP e a edificação do Memorial às vítimas das guerras coloniais


            O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes apresentará, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de dia 26 de Fevereiro, as seguintes propostas:


           Uma recomendação a propor que a CML exorte o Governo para proceder à revogação da legislação que aprovou o SIADAP e inicie um processo de elaboração de um novo sistema de avaliação de desempenho, cujo foco principal seja a melhoria do serviço público, através da progressão da carreira e da correspondente valorização salarial dos trabalhadores, com critérios objectivos que permitam uma justa e transparente avaliação.

Uma recomendação pela edificação do Memorial às vítimas das guerras coloniais, propondo que a CML dialogue com as associações militares e de deficientes militares para que se defina o local mais apropriado e simbólico para esta justa consagração.

Por fim, os deputados ecologistas apresentam ainda uma saudação ao 8 de Março - Dia Internacional da Mulher e um Voto de pesar pelo falecimento de José Carlos Sequeira Costa.


20/02/2019

Violência doméstica: Os Verdes querem mais respostas por parte da CML

Foram aprovadas várias medidas propostas pelo Partido Ecologista Os Verdes com vista à prevenção e combate à violência, flagelo social que urge erradicar.

A violência doméstica é um crime público, é uma violação dos direitos humanos e, apesar de fazer parte da agenda política dos últimos anos, há ainda muitas falhas e muito trabalho por fazer.

Nesse sentido, Os Verdes propuseram, entre outras medidas, que a CML aumentasse o número de fogos municipais para vítimas de violência doméstica e a criação de uma linha de apoio gratuita, uma plataforma online e um guião com informações sobre a violência doméstica. Propôs ainda a elaboração do II Plano Municipal de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa que permita aprofundar as medidas de prevenção e combate à violência doméstica, com base nas lacunas identificadas no Plano Municipal de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa 2014-2017. 

O PEV propôs também uma intensificação das campanhas de sensibilização, promovida pela autarquia e pela Administração Central. Assim como a promoção da regular formação dos profissionais com intervenção nesta matéria.

Veja aqui a intervenção da eleita de Os Verdes, Cláudia Madeira, na reunião da Assembleia Municipal de ontem, 19 de fevereiro:


“Os Verdes propõem um conjunto de medidas, nomeadamente a nível do reforço da formação dos profissionais com intervenção nesta matéria, pelo papel que podem desempenhar junto das vítimas, e do reforço de campanhas de sensibilização.” - leia aqui o texto completo da Recomendação do PEV, ontem apresentada.

19/02/2019

19 de fevereiro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa

Na reunião de hoje da Assembleia Municipal de Lisboa, os eleitos de Os Verdes Sobreda Antunes e Cláudia Madeira fizeram 3 intervenções. Pode vê-las aqui:

Sobreda Antunes sobre a Renacionalização dos CTT:


“Foi alienado património, foram despedidos trabalhadores, os vínculos precários aumentaram, com o recurso sistemático a prestadores de serviços externos, foram retirados da via pública centenas de receptáculos postais, o tempo de entrega da correspondência aumentou, inclusive do correio azul, há filas de espera, sendo necessário mais tempo para se ser atendido, há falta de dinheiro disponível nas estações para pagamento de pensões, entre tantos outros exemplos. (…) Urge repensar (…) a reversão dos CTT para a esfera pública.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Cláudia Madeira apresenta a Recomendação do PEV sobre Violência Doméstica:


“Os Verdes propõem um conjunto de medidas, nomeadamente a nível do reforço da formação dos profissionais com intervenção nesta matéria, pelo papel que podem desempenhar junto das vítimas, e do reforço de campanhas de sensibilização.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Sobreda Antunes_Higiene Urbana nas Freguesias:

“Constatamos é que apenas serão transferidas verbas para as Juntas, sem contemplar os recursos patrimoniais e humanos indispensáveis à concretização das tarefas delegadas.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

11/02/2019

Os Verdes propõem medidas para uma maior prevenção e combate à violência doméstica


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O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes propõe à Câmara Municipal de Lisboa, através de uma recomendação que será votada amanhã, dia 12 de Fevereiro, um conjunto de medidas de prevenção e combate à violência doméstica, com base nalgumas lacunas identificadas.

A esmagadora maioria das vítimas de violência doméstica no nosso país são mulheres, e os agressores são geralmente do sexo masculino. Também existem homens, crianças, jovens e idosos que são vítimas deste fenómeno, sendo que estudos recentes dão conta de que o fenómeno da violência doméstica não está a diminuir entre os jovens, ao mesmo que ganha cada vez maior dimensão entre outros grupos, como é o caso específico dos idosos.

Entre 2004 e 2018 foram mortas 503 mulheres vítimas de violência doméstica e apenas durante o ano de 2018 foram assassinadas 24 mulheres nesse contexto. Em 2019, que ainda agora está no início, já morreram dez mulheres por violência doméstica, o que significa um acréscimo face aos números registados no mesmo período no ano passado. Estes números exigem um reforço no combate deste flagelo social.

Devido à necessidade de reforçar as respostas de âmbito local, o PEV sugere a criação de uma linha de apoio gratuita, uma plataforma online e um guião com informações sobre a violência doméstica, nomeadamente a legislação em vigor, os recursos de apoio (as entidades, locais e contactos a que as vítimas podem recorrer), bem como a elaboração do II Plano Municipal de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa que permita aprofundar as medidas de prevenção e combate à violência doméstica, com base nas lacunas identificadas no Plano Municipal de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género do Município de Lisboa 2014-2017.

27/02/2018

Saudação sobre o 8 de Março - Dia Internacional da Mulher



No próximo dia 8 de Março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Em 1910, por proposta de Clara Zetkin, foi aprovado um dia internacional que estipulava uma acção comum pela emancipação das proletárias e pelo sufrágio universal, em homenagem à dura luta travada em 1857 pelas operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque. Este dia que representa o símbolo da luta emancipadora das mulheres, permanece em todo o mundo como um marco na defesa dos direitos pela igualdade, justiça social, progresso e paz.

Importa, não só neste dia mas também nos restantes 364 dias do ano, reflectir sobre o que a Mulher já conseguiu alcançar, e o longo caminho que ainda se tem que percorrer para que finalmente possamos ter uma sociedade onde homens e mulheres tenham os mesmos direitos e deveres, e onde a desigualdade de género seja eliminada nas questões económicas e sociais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao ano de 2016, as mulheres representam mais de 52% da população total do País, e que, mesmo em relação à parcela da população que se poderá considerar produtiva ou potencialmente produtiva, as mulheres continuam a ser maioritárias. Também segundo a análise do INE respeitante aos níveis de escolaridade, os dados apontam para que quanto maior é o nível de escolaridade, maior o predomínio das mulheres, sendo que em relação à população com 15 anos e mais, as mulheres representam já mais de 60% daqueles que possuem o ensino superior.

Estes dados são extremamente relevantes e não devem ser ignorados, pois demonstram uma realidade que deve servir para potenciar o desenvolvimento do nosso País, e contribuir para a promoção de uma sociedade igualitária para homens e mulheres.

Se não podemos ignorar que o século XX foi um século de profundas transformações na condição feminina, de avanços significativos na desconstrução de estereótipos, foi-o também do reconhecimento, visibilidade e respeito pelo seu estatuto social e político, que representaram difíceis conquistas, mas que também hoje correm sérios riscos de retrocesso com o ressurgimento de novos estereótipos, que surgem tanto através de guerras e conflitos armados, como de velhas e novas formas de exploração e violência. 

Não podemos também esquecer que em Portugal, contrariando os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa, continuam a persistir inúmeras desigualdades, preconceitos e discriminações no trabalho, na vida e na sociedade, em relação às mulheres.

Considerando que as comemorações do Dia Internacional da Mulher visam consciencializar a sociedade, que o exercício dos direitos das Mulheres deve ser uma prática diária, constituindo parte integrante de uma sociedade mais democrática, mais justa e mais solidária para todos os cidadãos.

Considerando que assinalar o Dia 8 de Março é uma oportunidade para exigir do poder político uma intervenção coerente em defesa da qualidade de vida e da igualdade de direitos e de oportunidades para as mulheres.

Considerando que ainda persistem muitos factores de discriminação, de retrocesso e de ameaça a direitos conquistados, sendo fundamental que se assuma o compromisso activo na construção de uma sociedade em que se defenda, em pleno, os direitos das mulheres.

Considerando por fim, que o Movimento Democrático de Mulheres assinala este ano 50 anos de actividade, com a realização de diversas iniciativas, sendo que no próximo dia 10 de Março, em Lisboa, está prevista a realização de uma manifestação pela “igualdade e justiça social, no presente, com futuro”.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes:

1. Saudar todas as mulheres portuguesas por ocasião da passagem do Dia Internacional da Mulher, em particular as trabalhadoras do Município de Lisboa, apelando à continuidade na reivindicação pela igualdade de direitos e de oportunidades.

2. Saudar o 50º aniversário do Movimento Democrático das Mulheres e associar-se às inúmeras iniciativas promovidas ao longo deste ano, nomeadamente a Manifestação Nacional de Mulheres, a realizar no próximo dia 10 de Março, em Lisboa.


 Mais delibera ainda:

3. Dar conhecimento da presente Saudação às organizações de defesa dos direitos das Mulheres.


Assembleia Municipal de Lisboa, 27 de Fevereiro de 2018

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes


Cláudia Madeira                                                                   J. L. Sobreda Antunes

06/03/2017

Lisboa: Os Verdes propõem o Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação nas Escolas de Lisboa, o fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino e uma Saudação ao Dia Internacional da Mulher

Amanhã, dia 7 de Março, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Recomendação propondo qua a CML assuma a iniciativa de atribuição de um Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação para as escolas de Lisboa, uma vez que a alimentação tem efeitos directos na saúde e no bem-estar.

As escolas, onde as crianças passam uma parte significativa do dia, são um local privilegiado e decisivo para a promoção da saúde e de estilos de vida saudáveis, tendo, assim, a responsabilidade de fomentar uma alimentação saudável, o que deverá passar pelos conteúdos dos currículos escolares, mas também pelo próprio fornecimento de refeições equilibradas.

Uma Recomendação “Pelo fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino”, como forma de manifestar a preocupação do PEV relativamente a esta matéria.

Para Os Verdes, a municipalização da educação pode colocar em causa a autonomia das escolas, podendo ainda comprometer a educação pública universal e, até, nalguns casos, o seu carácter democrático.

Por fim, uma Saudação ao “8 de Março - Dia Internacional da Mulher” onde saúda todas as mulheres portuguesas e em particular as trabalhadoras do Município de Lisboa.

Apesar de muitas e significativas melhorias na vida das mulheres e do reconhecimento da igualdade na lei, um pouco por todo o mundo, são vários os motivos que ainda hoje nos levam a assinalar esta data, pois persistem muitos factores de discriminação, de retrocesso e de ameaça a direitos conquistados.

Leia abaixoo texto completo das recomendações e do voto apresentados:

Recomendação 04/134 (PEV) - Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação nas Escolas de Lisboa

Recomendação 03/134 (PEV) - Pelo fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino

Voto 04/134 (PEV) – 8 de Março Dia Internacional da Mulher

08/04/2015

Abril também é o mês da Mulher!

«Os Verdes» promovem um debate sobre a situação da Mulher nos dias de hoje, as conquistas da Revolução de Abril, as injustiças e as desigualdades que persistem, e as propostas e as soluções para este problema, com vista a uma sociedade promotora da igualdade e sem discriminação.

Com a participação de Manuela Cunha do PEV, Sandra Benfica do MDM, Sónia Reis da APAV.
17 de Abril, 6ª feira, às 18 horas, na sede do PEV em Lisboa (Av. Dom Carlos I, Nº 146, 1º Dto)

24/03/2015

Intervenção do PEV no Debate Temático: “Erradicação da violência contra as mulheres – Monitorização e conclusões”


Assembleia Municipal de Lisboa de 24 de Março de 2015

Boa tarde a todas e a todos.

Em primeiro lugar quero saudar todos os que têm assistido e participado neste debate e agradecer, naturalmente, em nome do Partido Ecologista «Os Verdes» as intervenções e contributos dos oradores convidados.

Chegando a esta quarta e última sessão do debate sobre a erradicação da violência contra as mulheres é já possível fazer um balanço e elaborar algumas conclusões.

Penso que é unânime que seria desejável que este debate tivesse sido, em todas as suas sessões, mais participado, tanto por parte dos deputados municipais como por parte dos cidadãos, porque este é um assunto que nos diz respeito a todos, sem excepção, e ninguém pode ficar de fora desta discussão e reflexão.

É consensual que a violência contra as mulheres, qualquer tipo de violência, deve ser erradicada. Ninguém tem dúvidas em relação a isso e ninguém é de opinião contrária. Aparentemente, este será dos poucos temas que tanto a nível nacional como municipal, terá o maior consenso entre as várias forças políticas.

Então, porque ainda nos deparamos com tanta indiferença, com tantas desigualdades e situações de violência? O que está a falhar?

Se é consensual que é preciso mudar, acabar com a violência, com as desigualdades, que é necessário articular políticas sociais, económicas, etc., se, aparentemente, há unanimidade entre as várias forças políticas neste sentido, por que razão é tão difícil concretizar essa erradicação?

Uma explicação evidente é que não podemos defender uma coisa aqui e depois quando estamos perante a oportunidade de fazer algo, ter outra opinião e não contribuir para a mudança que é tão necessária e urgente. Este problema não é só político, mas passa fundamentalmente pela implementação efectiva de políticas da erradicação da violência.

Não foi uma, nem duas, nem três, foram várias as iniciativas legislativas que «Os Verdes» apresentaram na Assembleia da República e, independentemente de hoje, todos os partidos parecerem favoráveis a essas propostas, pelo menos nos discursos, nem sempre assim foi, porque houve votos contra essas mesmas propostas.

Portanto, o que se exige é coerência!

Estamos a falar de Direitos Humanos, estamos a falar da vida de mulheres que merecem respeito, dignidade, igualdade e justiça.

Este é um grave problema que põe em causa os direitos das mulheres, é uma violação dos direitos humanos e um obstáculo à sua participação na vida social, na vida pública e no trabalho, impedindo a sua realização como cidadãs com plenos direitos.

É preciso fazer adequar os discursos aos actos, porque são os actos e a mudança de políticas que vão fazer mudar alguma coisa neste país. Não são mais discursos bonitos mas inconsequentes, não é defender aqui uma coisa e depois, no Parlamento, onde se decidem as políticas nacionais, alguns Grupos Parlamentares, defenderem outra completamente contrária.

Aquilo que precisamos é de políticas sérias e coerentes que não permitam que as mulheres continuem a ser vítimas de violência: é preciso defender os direitos das mulheres dentro e fora do mercado de trabalho, combater activamente a violência e a discriminação, defender medidas específicas para mulheres vítimas de violência.
É preciso defender uma igualdade efectiva entre mulheres e homens, que se não limite a medidas artificiais e avulsas.

Só assim teremos um país desenvolvido, humanizado e justo.

Reforçamos hoje o que já dissemos em sessões anteriores: um Governo anti-social não quer a igualdade, a inclusão e a plenitude de direitos. Um Governo que governa para a perda de direitos, para a discriminação e a desigualdade, no fundo, não quer acabar com a violência, pois ele próprio é promotor destas situações.
Se um Governo tem sempre dinheiro para ajudar a banca, por que não tem dinheiro para permitir que as mulheres tenham uma vida na plenitude dos seus direitos? Porque permite este Governo que mulheres tenham a sua vida em perigo?
Por opções políticas? Porque outros valores falam mais alto?
Esta é uma situação que não pode continuar porque é uma clara afronta aos Direitos Humanos.

O país tem que se unir na condenação de todas e quaisquer formas de violência contras as mulheres.

Para terminar, não podemos deixar de saudar a Assembleia Municipal de Lisboa por promover esta iniciativa, esperando que a deliberação final, fruto deste debate, vá ao encontro da resolução deste problema e que a Câmara Municipal de Lisboa possa acolher as recomendações que daí surjam. 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

10/03/2015

Debate temático “A violência contra as mulheres - 2ª sessão: Prevenção e protecção”


Assembleia Municipal de Lisboa de 10 de Março de 2015

Gostaríamos de começar por agradecer as pertinentes intervenções dos membros do painel na 2ª sessão deste debate. Depois, centrar a temática da ‘Prevenção e Protecção’ no facto de os Estados não cumprirem os seus deveres de proteger as mulheres contra a violência.
Ou seja, a existência dessa violência é uma realidade que poderá resultar de múltiplas razões sociais, económicas e culturais, mas, acima de tudo, de uma condição de fundo comum à desigualdade entre homens e mulheres, podendo ser vista como um fenómeno que, a ser praticado com impunidade, representa uma violação de direitos humanos. Essa diferença constitui um claro indicador da incapacidade revelada pelos Estados no que se refere a cumprir plenamente o seu dever de proteger as mulheres.
É um facto que a violência de género assume muitas formas - pode ser física, sexual, emocional, cultural, social e económica -, pelo que compete também aos Estados cumprir os seus compromissos. A persistência em todo o mundo dessa violência é uma prova de que os Estados não estão a cumprir esses deveres. Ou porque ainda não aprovaram legislação que criminalize todas as formas de violência contra as mulheres ou mesmo, quando existe um corpo jurídico, com frequência ele é insuficiente no seu alcance ou não é eficazmente aplicado.
Como pôr então fim à impunidade e prevenir a violência?
Em primeiro lugar, é necessária uma acção concertada e imediata da parte dos governos, o que exige uma clara demonstração de vontade política e de empenhamento bem como uma acção sistemática e sustentada, apoiada por recursos adequados, garantindo a igualdade de género e a protecção dos direitos humanos das mulheres, a elaboração de políticas e estratégias consequentes, atribuindo os recursos e financiamentos suficientes.
Em segundo lugar, os planos de combate à violência passam também pela educação para a cidadania, pela integração nos planos curriculares da educação para os afectos, da educação para o respeito, da educação para a igualdade, que não estão a ser concretizadas nem generalizadas nos planos curriculares das nossas escolas e que teriam como objectivo as nossas crianças e os nossos jovens, pelo que seriam extraordinariamente importantes para a resposta das futuras gerações a esta matéria, especialmente para aquelas crianças que têm uma vivência de agressão nos seus lares.
Donde, estes objectivos devem começar por ter um adequado financiamento no seio do Orçamento do Estado e dos próprios orçamentos municipais.
Em terceiro lugar, é preciso reconhecer que as mulheres são muitas vezes as mais penalizadas por políticas de marginalização no mundo do trabalho, pelo desemprego, pela precariedade e pelo trabalho a tempo parcial, que atingem sobretudo as mulheres e as mães trabalhadoras, ou seja, políticas que mantém a desigualdade no seio da sociedade. Uma elevada % dessa violência prende-se com uma forte dependência económica que as mulheres ainda têm em relação aos seus companheiros, pois as mulheres são as primeiras vítimas da desigualdade salarial e da ausência de remunerações justas.
Os Verdes” consideram que o Estado não pode fechar os olhos a esta realidade, pois mulheres que não têm emprego, que não têm meios de subsistência, não dispõem de autonomia financeira.
Em suma, é preciso que a discussão sobre a igualdade de género e o debate das medidas sobre a questão da violência sobre as mulheres não esteja afastada da questão das políticas sociais, das políticas económicas e das políticas de emprego. É preciso mudar de mentalidades, mas em muitas destas questões é também preciso mudar de políticas nacionais. Políticas que assegurem que em tantos aspectos da vida das mulheres possa haver uma vida melhor, mais justa, com pleno emprego, com independência económica em sociedade e no seio do agregado familiar, que tenham por objectivo prevenir e combater todos os tipos de segregação e violência sobre as mulheres.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

03/03/2015

Intervenção da Deputada do PEV Cláudia Madeira no Debate Temático: Erradicação da violência contra as mulheres, A Convenção de Istambul e o Direito Português


Assembleia Municipal de Lisboa, 3 de Março de 2015

Boa tarde a todas e a todos. Agradeço em nome do Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» as intervenções por parte das oradoras deste primeiro painel e os contributos que nos trouxeram.

Em primeiro lugar, saudamos esta iniciativa da Assembleia Municipal pela importância e pertinência do tema, pois enquanto houver violência contra as mulheres, qualquer forma de violência, é fundamental discutirmos as suas causas e consequências, para estarmos mais perto da sua prevenção e erradicação.

Este é um grave problema social, económico e político que põe em causa os direitos das mulheres no trabalho, na sociedade e na família, podendo nalguns casos pôr em risco a sua própria vida. É uma violação dos direitos humanos e um obstáculo à sua participação na vida social, na vida pública e no trabalho, impedindo a sua realização como cidadãs com plenos direitos. E é preciso nunca nos esquecermos de que quando vemos uma fase da violência, já muito se passou.

Para «Os Verdes» a violência contra as mulheres é um assunto de extrema importância pois o combate a todas as formas de violência está na génese do movimento ecologista. Nesse âmbito, e seguindo o princípio da promoção da dignidade dos seres humanos, temos tido uma actividade permanente nesta matéria.  

Quando falamos de violência contra as mulheres falamos de todas as formas de violência: a violência doméstica, a violência psicológica, o assédio sexual, a violência e a exploração sexual, a mutilação genital feminina o casamento forçado, entre outras.

É igualmente importante ter noção que as diversas formas de violência se vão alterando e vão surgindo sob novas formas, o que requer novas e eficazes formas de as combatermos.

Podemos dizer que se têm dado alguns passos no combate à violência contra as mulheres, como é exemplo a Convenção de Istambul, mas há ainda muito por fazer, persistem ainda muitas situações gritantes e inaceitáveis a que urge pôr um ponto final. Definitivamente.

Há ainda muito a fazer, coisas a melhorar no ordenamento jurídico português, é preciso coordenar os vários ramos de Direito (o penal, o da família e o civil) para que não apresentem soluções contraditórias, e para isso é preciso um grande conhecimento de terreno. Não pode haver vazios na lei, e tem de haver políticas pensadas de forma global através de uma estratégia, e não medidas avulsas.

Do ponto de vista político, é importante reforçar que esta é uma matéria que deverá unir todas as forças políticas, pois estamos a falar de direitos humanos, e não respeitar estes direitos é crime, portanto parece-nos inaceitável qualquer medida que contrarie este princípio e que ponha em causa a dignidade e a própria vida de uma mulher.

Também sabemos que as crises – económicas e sociais – aumentam a vulnerabilidade das mulheres, agravando situações como o desemprego, a pobreza e a marginalização, cabendo ao Governo a adopção de medidas que contrariem estes fenómenos. Não podemos ter gente que nos governa que, por um lado, vem dizer que a erradicação da violência contra as mulheres e a igualdade de oportunidades são uma prioridade, quando por outro lado, mais não fazem do que promover situações de desigualdade e de exclusão.

Um Governo anti-social não quer a igualdade, a inclusão e a plenitude de direitos.

Para «Os Verdes» impõe-se, assim, um reforço, mas um reforço sério, de meios financeiros e de políticas que valorizem o papel da mulher na sociedade, que promovam a igualdade de direitos, o combate a todas as formas de violência exercida contra as mulheres, que eliminem as discriminações que ainda persistem, políticas de protecção e apoio das vítimas, no acesso a cuidados de saúde e de apoio na procura de emprego.

Não pode haver falta de vontade política, não pode haver dinheiro para injectar em bancos e não haver para prevenir estes crimes e para apoiar as mulheres vítimas de violência.

Nenhuma vida poderá estar em risco por opções políticas. A vida de uma pessoa nunca deverá estar dependente da vontade política, ou da falta dela, para fazer mais e melhor.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

16/09/2010

AMANHÃ - QUOTAS DE EMPREGO PARA VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – INICIATIVA LEGISLATIVA DE “OS VERDES” EM DISCUSSÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Discute-se amanhã, dia 17 de Setembro, na Assembleia da República, o Projecto de Lei de “Os Verdes” que estabelece um princípio de quotas de emprego, nos serviços e organismos da administração central e local, para mulheres que sejam comprovadamente vítimas de violência doméstica.

“Os Verdes” consideram que o Estado deve dar um exemplo na rejeição da indiferença perante mulheres que precisam de respostas céleres e seguras e, nesse sentido, o PEV propõe nesta iniciativa legislativa, que no emprego público exista uma quota de empregabilidade para vítimas de violência doméstica. Pretende-se assim, que em todos os concursos externos de ingresso na função pública, um em cada 5 lugares do concurso seja destinado a uma vítima de violência doméstica, de modo a garantir um mecanismo de atribuição de uma prioridade para estas pessoas.

Para o PEV, o combate à violência doméstica passa por várias frentes e também pela implementação de respostas imediatas no sentido de alavancar responsabilidades e soluções integradas.
É com esse objectivo que o PEV apresenta este Projecto de Lei.

08/04/2010

A pobreza no feminino. Como conciliar família e emprego?

Mulheres sozinhas com os filhos ou idosas enfrentam riscos acrescidos. Medidas que conciliem trabalho e família, e programas locais de apoios sociais podem ser decisivos.

Não será de mais recordar que a taxa de pobreza para as famílias monoparentais portuguesas - e 90% são encabeçadas por mulheres - é de 39%; e que para as mulheres com 65 anos ou mais é de 24%, mais cinco pontos percentuais que nos homens.

Uma mulher com filhos pequenos ou grávida, por exemplo, dificilmente arranja emprego. Basicamente, não é possível falar de pobreza no feminino sem perceber que as possibilidades de entrada no mercado de trabalho são determinadas pelos modelos de vida familiar. Se à mulher cabe o trabalho doméstico e a tarefa de cuidar, não terá tanta disponibilidade laboral. Mas tudo isto poderia ser contornado.

"Devem ser criados mecanismos de conciliação da vida familiar com o emprego. As empresas poderiam adoptar um sistema de banco de horas. A mulher teria que trabalhar um certo número de horas por semana, mas poderia gerir esse tempo como bem entendesse, por forma a poder assistir à família. Ou, então, adoptar-se um regime compensatório: a mulher ausenta-se sempre que preciso, mas compensa em outra altura, não prejudicando nem a família, nem o trabalho", avançou o economista Luís Bento.

Importante seria também que as empresas tivessem creches, "geridas pelas juntas de freguesia e pelas associações de empresas", defendeu. "As associações patronais continuam alheias a isto. A Associação de Jovens Empresários deveria dar o exemplo", acrescentou. Por fim, relativamente, ainda, às mulheres mais novas, "deveria ser crime público despedir uma grávida", sugeriu.

Relativamente às mais idosas, em que o risco de pobreza é profundo, "as autarquias deveriam investir em programas de apoio social. Era menos meia dúzia de rotundas. Há autarquias que apoiam bastante os mais desfavorecidos. Deveria generalizar-se", concluiu.

Fonte: LEONOR PAIVA WATSON, Jornal Notícias, 2010-03-08