No dia 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, o Partido Ecologista Os Verdes entregará na Assembleia da República um conjunto de 10 projetos (5 projetos de lei e 5 projetos de resolução) sobre matérias relevantes para a defesa do ambiente e a garantia de maior sustentabilidade.
Este pacote de projetos integra-se em quatro temáticas fundamentais, a saber:
ÁGUA E RESÍDUOS:
1. Projeto de Lei que torna obrigatória a informação ao consumidor, na fatura da água, sobre dados relativos à qualidade da água para consumo e ao encaminhamento dos resíduos urbanos para as diferentes operações de gestão.
2. Projeto de Resolução que prevê a necessidade da revisão da Convenção de Albufeira, até 2018, com a garantia de previsão de caudais ecológicos nos rios luso-espanhóis.
PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE:
3. Projeto de Lei que estabelece medidas de proteção dos carvalhos e de outras espécies autóctones da flora portuguesa.
4. Projeto de Lei que retira da lista de espécies cinegéticas a raposa e o saca-rabos, proibindo a sua caça.
GESTÃO E MINIMIZAÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS:
5. Projeto de Lei que alarga a obrigatoriedade de rotulagem de alimentos OGM.
6. Projeto de Resolução com vista a erradicar o glifosato e a investir, junto da União Europeia, para a não renovação de licença do glifosato no espaço europeu, no final de 2017.
7. Projeto de Lei que reforça as regras de proteção contra a exposição aos campos eletromagnéticos, derivados de linhas de muito alta tensão.
8. Projeto de Resolução que exorta o Governo português a desenvolver esforços, junto do Governo espanhol, para travar a exploração de urânio em Salamanca, junto à nossa fronteira.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
9. Projeto de Resolução que visa reforçar a educação ambiental como componente de valorização da escola pública.
10. Projeto de Resolução que permite que o projeto eco-escolas seja considerado componente letiva para os professores coordenadores deste importante projeto.
De salientar que este conjunto de projetos constituirão, para o Grupo Parlamentar Os Verdes, uma prioridade de agendamento e de debate no Parlamento. A sua aprovação pelos demais grupos parlamentares em muito favoreceria, no nosso país, maior segurança, consciência e garantias ambientais.
Mostrar mensagens com a etiqueta OGM. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta OGM. Mostrar todas as mensagens
05/06/2017
PEV marca o Dia Mundial do Ambiente com um pacote de iniciativas legislativas em defesa do Ambiente
Etiquetas:
Água,
Ambiente,
Biodiversidade,
campos eletromagnéticos,
Dia Mundial do Ambiente,
Educação Ambiental,
Glifosato,
OGM,
Os Verdes,
PEV,
Resíduos
18/03/2010
PEV ENTREGA NO PARLAMENTO PROPOSTA SOBRE OS TRANSGÉNICOS
O certo é que as incertezas são cada vez maiores em relação aos efeitos dos transgénicos, vários países europeus estão a ser mais cautelosos e até a revogar autorizações de cultivo de produtos alimentares transgénicos, o que torna mais flagrante a inacção e a despreocupação do Governo português em relação a esta matéria.
No dia 16 de Março, 3ª feira, “Os Verdes” questionaram o Ministro da Agricultura, em sede de reunião da Comissão Parlamentar de Agricultura sobre a nova autorização que a União Europeia deu ao cultivo de batata transgénica (Amflora), da multinacional alemã BASF. Foi confrangedora a resposta que o Sr. Ministro deu ao PEV, demonstrando uma total despreocupação e uma relegação absoluta da decisão para as instâncias europeias, quando outros países estão já a declarar que não autorizarão este cultivo nos seus territórios nacionais.
No dia 17 de Março, ontem, a deputada ecologista Heloísa Apolónia fez um alerta a todos os deputados, através de uma declaração política no plenário da Assembleia da República, sobre o que se está a passar com a autorização de transgénicos ao nível europeu, apelando aos deputados que exortem o governo português a ser pró-activo nestas questões.
Hoje, dia 18 de Março, o PEV apresentou na Assembleia da República, um projecto de resolução que visa incitar o Governo a tomar um conjunto de medidas relativas aos transgénicos. Para conhecimento total e absoluto das propostas dos Verdes, junto enviamos o texto do projecto de resolução.
“Os Verdes” esperam que este projecto seja agendado com brevidade na agenda da Assembleia da República, para que possa ser discutido e votado.
19/08/2009
Associações portuguesas contra o cultivo de cravos azuis transgénicos
Até ao final do mês de Agosto, uma petição on-line quer sensibilizar o Ministério do Ambiente da Holanda a recuar na decisão de autorizar o cultivo de cravos transgénicos e a European Food Safety Authority (EFSA) a não o autorizar.
O cravo Moonaqua (TM) já é cultivado no Equador e exportado para todo o mundo. E se a EFSA o autorizar, o cravo será o primeiro produto não alimentar transgénico a ser produzido na Europa.
A petição europeia contra a autorização do cultivo de cravos transgénicos tem o apoio das associações anti-transgénicos portuguesas, que querem os cravos ‘naturais’. Disponível em várias línguas, a petição está a mobilizar as associações contra os organismos geneticamente modificados (OGM) 1.
O cravo Moonaqua (TM) já é cultivado no Equador e exportado para todo o mundo. E se a EFSA o autorizar, o cravo será o primeiro produto não alimentar transgénico a ser produzido na Europa.
A petição europeia contra a autorização do cultivo de cravos transgénicos tem o apoio das associações anti-transgénicos portuguesas, que querem os cravos ‘naturais’. Disponível em várias línguas, a petição está a mobilizar as associações contra os organismos geneticamente modificados (OGM) 1.
"Os cravos devem ter a cor que a natureza lhes deu: rosa, branco, encarnado".
Em Portugal, a petição tem merecido particular atenção por parte das associações anti-transgénicos. “Com a autorização do cultivo de cravos geneticamente modificados na Europa, acaba o mito de que os transgénicos existem apenas para aumentar a produção de produtos agrícolas e acabar com a fome no mundo”, realça a bióloga e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.
“Se nada for feito, dentro de poucas semanas, começam a ser cultivados cravos azuis na Holanda. Depois da Holanda, rapidamente serão cultivados em toda a Europa. Para testar sobre a segurança destas flores, foram utilizadas células embrionárias de ratos e humanos e, tudo isto, por uma mudança de cor. Existe uma grande variedade de cravos com belas cores em todo o globo, não precisamos de cores artificiais”, refere o texto da petição.
O milho e a soja são as variedades agrícolas que mais usam as sementes geneticamente modificadas. “É claro que com o cultivo de cravos azuis geneticamente modificados, os cravos vermelhos que são a marca da revolução de Abril de 1974 vão continuar a ser cultivados e a ser o símbolo de Portugal. Mas há toda a ética e uma moral que cai por terra”, salienta um dos subscritores da petição. “Até agora, só era permitido o cultivo de transgénicos enquanto variedade agrícola. Com o cultivo de cravos azuis na Holanda, é aberto um precedente que nunca mais terá fim”.
“O lucro comercial está a sobrepor-se a tudo o resto. Uma coisa é o necessário melhoramento das sementes, outra coisa é modificar geneticamente as sementes para que elas resistam a pragas e sejam muito mais rentáveis”, explica a coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora 2.
“Se nada for feito, dentro de poucas semanas, começam a ser cultivados cravos azuis na Holanda. Depois da Holanda, rapidamente serão cultivados em toda a Europa. Para testar sobre a segurança destas flores, foram utilizadas células embrionárias de ratos e humanos e, tudo isto, por uma mudança de cor. Existe uma grande variedade de cravos com belas cores em todo o globo, não precisamos de cores artificiais”, refere o texto da petição.
O milho e a soja são as variedades agrícolas que mais usam as sementes geneticamente modificadas. “É claro que com o cultivo de cravos azuis geneticamente modificados, os cravos vermelhos que são a marca da revolução de Abril de 1974 vão continuar a ser cultivados e a ser o símbolo de Portugal. Mas há toda a ética e uma moral que cai por terra”, salienta um dos subscritores da petição. “Até agora, só era permitido o cultivo de transgénicos enquanto variedade agrícola. Com o cultivo de cravos azuis na Holanda, é aberto um precedente que nunca mais terá fim”.
“O lucro comercial está a sobrepor-se a tudo o resto. Uma coisa é o necessário melhoramento das sementes, outra coisa é modificar geneticamente as sementes para que elas resistam a pragas e sejam muito mais rentáveis”, explica a coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora 2.
Os riscos ambientais que estas plantas ornamentais transgénicas acarretam não se justificam. "É muito difícil justificar os riscos que os transgénicos trazem só para enfeitar a sala. Andam a tentar convencer-nos que os transgénicos devem ser aceites só para matar a fome no mundo. O que vemos no mercado nada tem a ver com matar a fome. Tem a ver com fins financeiros ou com coisas que despertam a curiosidade das pessoas" 3.
1. A petição pode ser consultada em www.gentechvrij.nl
15/04/2009
Alemanha proíbe o milho transgénico
A Alemanha vai banir o milho transgénico, apesar de a União Europeia ter determinado que o seu cultivo é seguro.Junta-se assim a países como a França, Áustria, Hungria, Grécia e Luxemburgo, que já tomaram medidas idênticas.
Em causa estão as sementes de milho MON 810, da empresa norte-americana Monsanto, que dão origem a uma cultura resistente à broca-do-milho. A ministra alemã da Agricultura e Protecção do Consumo, Ilse Aigner, disse ontem que o Governo alemão chegou à conclusão de que “existem razões para acreditar que o milho geneticamente modificado do tipo MON 810 representa um perigo para o ambiente”. A Monsanto anunciou que irá contestar a decisão e a Comissão Europeia prometeu analisar o caso com base em dados científicos. Entre os organismos geneticamente modificados, apenas o milho é produzido em larga escala na Europa. Na Alemanha só foram produzidos 3200 hectares de milho transgénico em 2008, muito menos do que os 2 milhões de hectares de milho convencional.
13/02/2009
Portugal aumenta cultura de alimentos geneticamente modificados
Portugal é um dos sete países europeus que aumentou a área de cultivo de produtos geneticamente modificados em 2008, num ano em que as culturas destes alimentos representam cerca de 125 milhões de hectares em todo o mundo. De acordo com o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Biotecnologia Agrícola (SIABA), estes números representam um aumento de 9,4%.
A área cultivada com este tipo de alimentos aumentou 10,7 milhões de hectares, no ano passado, sendo os EUA o país que mais desenvolveu estas práticas (62,5 milhões de hectares), tendo vinte e cinco países passado a recorrer à biotecnologia, dos quais 15 são países em vias de desenvolvimento.
O mesmo relatório afirma que o Egipto, Burkina Faso e Bolívia são os três países que, no ano passado, se iniciaram na cultura de alimentos geneticamente modificados. A Argentina tem 21 milhões, o Brasil 15,8, a Índia e o Canadá têm 7,6 hectares cada um e a China conta com 3,8 hectares de área cultivada com alimentos geneticamente modificados 1.
Para a Plataforma Transgénicos Fora, as crises alimentares têm sido claramente especulativas e os transgénicos nada podem ajudar para a ultrapassar, pois “as vantagens dos organismos geneticamente modificados (OGM) só existem para as grandes multinacionais que vendem as sementes”. Aliás, “basta olhar para os lucros descomunais que as multinacionais de agroquímica estão a ter para perceber que têm vantagem em que se produzam e consumam transgénicos”.
Por outro lado, para além do risco para a saúde, “a nível mundial o problema (da especulação) vai manter-se. A questão está mais ou menos controlada em termos europeus, mas em termos mundiais vai continuar a existir com o aumento da procura na China e na Índia e com os biocombustíveis nos EUA”.
A área cultivada com este tipo de alimentos aumentou 10,7 milhões de hectares, no ano passado, sendo os EUA o país que mais desenvolveu estas práticas (62,5 milhões de hectares), tendo vinte e cinco países passado a recorrer à biotecnologia, dos quais 15 são países em vias de desenvolvimento.
O mesmo relatório afirma que o Egipto, Burkina Faso e Bolívia são os três países que, no ano passado, se iniciaram na cultura de alimentos geneticamente modificados. A Argentina tem 21 milhões, o Brasil 15,8, a Índia e o Canadá têm 7,6 hectares cada um e a China conta com 3,8 hectares de área cultivada com alimentos geneticamente modificados 1.
Para a Plataforma Transgénicos Fora, as crises alimentares têm sido claramente especulativas e os transgénicos nada podem ajudar para a ultrapassar, pois “as vantagens dos organismos geneticamente modificados (OGM) só existem para as grandes multinacionais que vendem as sementes”. Aliás, “basta olhar para os lucros descomunais que as multinacionais de agroquímica estão a ter para perceber que têm vantagem em que se produzam e consumam transgénicos”.
Por outro lado, para além do risco para a saúde, “a nível mundial o problema (da especulação) vai manter-se. A questão está mais ou menos controlada em termos europeus, mas em termos mundiais vai continuar a existir com o aumento da procura na China e na Índia e com os biocombustíveis nos EUA”.
1. Ver Lusa doc. nº 9317997, 12/02/2009 - 00:28
03/02/2009
Não há zonas livres de OGMs
Passados dois anos da publicação da portaria que permite às autarquias e regiões declararem-se livres de OGM, ou seja, interditarem o cultivo de organismos geneticamente modificados, Portugal tem apenas uma: o município de Lagos. A Portaria está de tal modo armadilhada que torna quase inviável a existência destas zonas.
Começa por exigir que haja um mínimo de 3 mil hectares de exploração agrícola contínua por acordo entre todos os agricultores. Depois, os municípios que pretendem ser livres de OGM têm de obter a aprovação da proposta em Assembleia Municipal por maioria de dois terços; mas basta que um único agricultor da zona não queira participar nesta classificação, para todo o processo se gorar.
Começa por exigir que haja um mínimo de 3 mil hectares de exploração agrícola contínua por acordo entre todos os agricultores. Depois, os municípios que pretendem ser livres de OGM têm de obter a aprovação da proposta em Assembleia Municipal por maioria de dois terços; mas basta que um único agricultor da zona não queira participar nesta classificação, para todo o processo se gorar.
Há qualquer coisa de transgénico nesta legislação... A portaria que, em princípio, viria regular as zonas livres; na prática veio bloqueá-las. Era mais rápido dizer que são proibidas!
Acresce que o princípio secretista em Portugal continua tão fundo que é impossível saber onde ficam todas as explorações de OGM. Isto apesar do Ministério da Agricultura estar obrigado por lei a publicar esta informação on-line e ter já dois pareceres da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos a considerar que a informação deveria ser imediatamente disponibilizada.
Um país como o nosso, que deveria apostar em nichos de produção de excelência, tem muito pouco interesse em apoiar os 'interesses' da indústria das plantas geneticamente modificadas.
Acresce que o princípio secretista em Portugal continua tão fundo que é impossível saber onde ficam todas as explorações de OGM. Isto apesar do Ministério da Agricultura estar obrigado por lei a publicar esta informação on-line e ter já dois pareceres da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos a considerar que a informação deveria ser imediatamente disponibilizada.
Um país como o nosso, que deveria apostar em nichos de produção de excelência, tem muito pouco interesse em apoiar os 'interesses' da indústria das plantas geneticamente modificadas.
Ler Luísa Schmidt IN http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/494981&sctx=1:10:a%20árvore%20das%20patacas
30/12/2008
Nomeação sem garantias de independência e imparcialidade
Pode o Governo dar aos consumidores, quando nomeia para uma entidade com competências na fiscalização dos OGM, alguém que os considera inócuos?
A presidente agora nomeada pelo Governo, para a Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados, tem assumido há largos anos a defesa acérrima da inocuidade dos OGM, com total desprezo quer pelo Princípio da Precaução, quer pelos interesses dos agricultores e consumidores, legalmente consagrados.
Perante estes factos, parece não só que a independência da personalidade nomeada não está minimamente assegurada, como é a própria credibilidade do Conselho Científico da ASAE e da própria ASAE que sai francamente abalada, não se assegurando o respeito pelo princípio da precaução, pela defesa dos consumidores ou o cumprimento da lei que a ASAE deve prosseguir.
Aliás, a inclusão da área dos OGM dentro do leque de matérias a fiscalizar pela ASAE representa o reconhecimento de que, em nome do interesse público, da saúde pública e da defesa dos consumidores, a existência de OGM, sua comercialização ou cultivo em campos agrícolas deve ser fortemente vigiada e sujeita a fiscalização.
Face a estas questões, o Deputado Francisco Madeira Lopes, do Partido Ecologista “Os Verdes”, solicitou os seguintes esclarecimentos ao Ministério da Economia e Inovação:
- Que razões e critérios presidiram à nomeação da actual Presidente da Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados do Conselho Científico da ASAE?
- Que garantias de independência e imparcialidade pode o Governo dar aos consumidores e cidadãos quando nomeia, para uma entidade com competências na fiscalização dos OGM, alguém que os considera (ao arrepio de falta de consenso científico internacional nesta matéria) como dos mais seguros e que a lei portuguesa exagera?
- Vai o Governo corrigir esta nomeação dando um sinal que não beneficia a indústria dos OGM face aos interesses públicos e ao princípio da precaução?
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Ver www.osverdes.pt/index01.html
A presidente agora nomeada pelo Governo, para a Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados, tem assumido há largos anos a defesa acérrima da inocuidade dos OGM, com total desprezo quer pelo Princípio da Precaução, quer pelos interesses dos agricultores e consumidores, legalmente consagrados.
Perante estes factos, parece não só que a independência da personalidade nomeada não está minimamente assegurada, como é a própria credibilidade do Conselho Científico da ASAE e da própria ASAE que sai francamente abalada, não se assegurando o respeito pelo princípio da precaução, pela defesa dos consumidores ou o cumprimento da lei que a ASAE deve prosseguir.
Aliás, a inclusão da área dos OGM dentro do leque de matérias a fiscalizar pela ASAE representa o reconhecimento de que, em nome do interesse público, da saúde pública e da defesa dos consumidores, a existência de OGM, sua comercialização ou cultivo em campos agrícolas deve ser fortemente vigiada e sujeita a fiscalização.
Face a estas questões, o Deputado Francisco Madeira Lopes, do Partido Ecologista “Os Verdes”, solicitou os seguintes esclarecimentos ao Ministério da Economia e Inovação:
- Que razões e critérios presidiram à nomeação da actual Presidente da Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados do Conselho Científico da ASAE?
- Que garantias de independência e imparcialidade pode o Governo dar aos consumidores e cidadãos quando nomeia, para uma entidade com competências na fiscalização dos OGM, alguém que os considera (ao arrepio de falta de consenso científico internacional nesta matéria) como dos mais seguros e que a lei portuguesa exagera?
- Vai o Governo corrigir esta nomeação dando um sinal que não beneficia a indústria dos OGM face aos interesses públicos e ao princípio da precaução?
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Ver www.osverdes.pt/index01.html
16/10/2008
Ecolojovem-«Os Verdes» assinala o Dia Mundial da Alimentação
Dia Mundial da AlimentaçãoAssinala-se hoje o Dia Mundial da Alimentação.
A alimentação é um factor determinante na saúde individual e pública, sendo fundamental garantir os cuidados necessários relativamente à qualidade dos alimentos.
A Organização Mundial de Saúde tem vindo a manifestar uma crescente preocupação com os consumos alimentares das populações, essencialmente dos mais jovens.
As escolas devem apostar regularmente numa alimentação saudável e equilibrada, praticando-a no dia-a-dia e sensibilizando os pais e alunos para a prática de bons hábitos alimentares.
Como exemplos de alguns problemas alimentares temos a subnutrição, a sobrenutrição, em especial o problema da obesidade infantil que tem vindo a aumentar, a qualidade dos produtos, a diabetes, o colesterol elevado, a hipertensão e os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados).
Sobre os OGM’S desconhecem-se ainda os seus efeitos na saúde e no ambiente e a sua entrada nos nossos mercados trouxe um clima de desconfiança justificada.
Pela importância destas questões a Ecolojovem – “Os Verdes” considera que deve ser disponibilizado o máximo de informação, para que se possa optar correcta e conscientemente, sendo dever do Estado prestar esta informação.
Actualmente e perante a crise que se vive, também o Consumir Local deve ser apoiado e incentivado. Desta forma, temos a possibilidade de consumir produtos locais, mais frescos e que, por não haver necessidade de serem transportados ao longo de quilómetros, são mais amigos do ambiente, uma vez que se reduz a emissão de CO2.
Assim, neste dia da Alimentação a Ecolojovem – “Os Verdes” defende:
- a obrigatoriedade da certificação e rotulagem dos produtos alimentares;
- produtos naturais sem efeitos nocivos à saúde;
- produtos com reduzidos impactos no ambiente;
- a aplicação do princípio da precaução em matéria alimentar;
- a disponibilização de toda a informação sobre a origem e qualidade dos alimentos.
Só assim se consegue garantir a segurança alimentar e uma alimentação saudável e sustentável.
Por uma alimentação correcta, saudável e livre de OGM’S
A Ecolojovem – “Os Verdes”
A alimentação é um factor determinante na saúde individual e pública, sendo fundamental garantir os cuidados necessários relativamente à qualidade dos alimentos.
A Organização Mundial de Saúde tem vindo a manifestar uma crescente preocupação com os consumos alimentares das populações, essencialmente dos mais jovens.
As escolas devem apostar regularmente numa alimentação saudável e equilibrada, praticando-a no dia-a-dia e sensibilizando os pais e alunos para a prática de bons hábitos alimentares.
Como exemplos de alguns problemas alimentares temos a subnutrição, a sobrenutrição, em especial o problema da obesidade infantil que tem vindo a aumentar, a qualidade dos produtos, a diabetes, o colesterol elevado, a hipertensão e os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados).
Sobre os OGM’S desconhecem-se ainda os seus efeitos na saúde e no ambiente e a sua entrada nos nossos mercados trouxe um clima de desconfiança justificada.
Pela importância destas questões a Ecolojovem – “Os Verdes” considera que deve ser disponibilizado o máximo de informação, para que se possa optar correcta e conscientemente, sendo dever do Estado prestar esta informação.
Actualmente e perante a crise que se vive, também o Consumir Local deve ser apoiado e incentivado. Desta forma, temos a possibilidade de consumir produtos locais, mais frescos e que, por não haver necessidade de serem transportados ao longo de quilómetros, são mais amigos do ambiente, uma vez que se reduz a emissão de CO2.
Assim, neste dia da Alimentação a Ecolojovem – “Os Verdes” defende:
- a obrigatoriedade da certificação e rotulagem dos produtos alimentares;
- produtos naturais sem efeitos nocivos à saúde;
- produtos com reduzidos impactos no ambiente;
- a aplicação do princípio da precaução em matéria alimentar;
- a disponibilização de toda a informação sobre a origem e qualidade dos alimentos.
Só assim se consegue garantir a segurança alimentar e uma alimentação saudável e sustentável.
Por uma alimentação correcta, saudável e livre de OGM’S
A Ecolojovem – “Os Verdes”
16 de Outubro de 2008
09/05/2008
Opções (nada) sustentáveis
A crise alimentar que se vive é claramente especulativa e os transgénicos nada podem ajudar para a ultrapassar, disse ontem no Porto Margarida Silva da Plataforma Transgénicos Fora.
“As vantagens dos organismos geneticamente modificados (OGM-Organismos Geneticamente Modificados) só existem para as grandes multinacionais que vendem as sementes”, acrescentou à margem do debate “Serão os OGM uma opção sustentável?” em Serralves. “Basta olhar para os lucros descomunais que as multinacionais de agroquímica estão a ter neste período em que enfrentamos uma crise alimentar mundial para perceber que têm vantagem em que se produzam e consumam transgénicos”.
A activista referiu que até 2020, segundo a meta que a União Europeia estabeleceu, todos têm que estar a usar nos transportes 10% de combustível agrícola, frisando que “no futuro vamos ter que escolher se queremos abastecer o carro ou se queremos abastecer o estômago”. “A partir do momento em que os dois grandes blocos económicos mundiais, EUA e União Europeia, dizem que a comida vai passar a ser combustível, ela passa a ser tão especulada como o petróleo”, justificando assim a crise alimentar actual.
Margarida Silva apontou o dedo ao Governo dizendo que “não existe clareza nem força política da parte do governo português que tire o país da rota de colisão”, explicando que os transgénicos em nada podem ajudar a que Portugal recupere a sua competitividade económica. A activista salientou ainda que esta semana houve um debate em Bruxelas, entre os 27 comissários, de orientação sobre qual deveria ser a estratégia para enfrentar a crise, “em que mais uma vez foi adiada uma decisão”.
Em Portugal, e na Europa, é proibida a adição de determinados OGM nos alimentos dos animais mas, no entanto, é autorizada a importação de carne de países onde esses mesmos OGM são introduzidos nos alimentos dos animais.
Também para o presidente da Associação dos Produtores de Cereais, apesar da Europa ser regra geral excedentária em cereal “é deficitária em oleaginosas (como a soja e o girassol) necessárias para as rações dos animais”.
“A nível mundial o problema (da especulação) vai manter-se. A questão está mais ou menos controlada em termos europeus, mas em termos mundiais vai continuar a existir com o aumento da procura na China e na Índia e com os biocombustíveis nos Estados Unidos da América", sustentou.
“As vantagens dos organismos geneticamente modificados (OGM-Organismos Geneticamente Modificados) só existem para as grandes multinacionais que vendem as sementes”, acrescentou à margem do debate “Serão os OGM uma opção sustentável?” em Serralves. “Basta olhar para os lucros descomunais que as multinacionais de agroquímica estão a ter neste período em que enfrentamos uma crise alimentar mundial para perceber que têm vantagem em que se produzam e consumam transgénicos”.
A activista referiu que até 2020, segundo a meta que a União Europeia estabeleceu, todos têm que estar a usar nos transportes 10% de combustível agrícola, frisando que “no futuro vamos ter que escolher se queremos abastecer o carro ou se queremos abastecer o estômago”. “A partir do momento em que os dois grandes blocos económicos mundiais, EUA e União Europeia, dizem que a comida vai passar a ser combustível, ela passa a ser tão especulada como o petróleo”, justificando assim a crise alimentar actual.
Margarida Silva apontou o dedo ao Governo dizendo que “não existe clareza nem força política da parte do governo português que tire o país da rota de colisão”, explicando que os transgénicos em nada podem ajudar a que Portugal recupere a sua competitividade económica. A activista salientou ainda que esta semana houve um debate em Bruxelas, entre os 27 comissários, de orientação sobre qual deveria ser a estratégia para enfrentar a crise, “em que mais uma vez foi adiada uma decisão”.
Em Portugal, e na Europa, é proibida a adição de determinados OGM nos alimentos dos animais mas, no entanto, é autorizada a importação de carne de países onde esses mesmos OGM são introduzidos nos alimentos dos animais.
Também para o presidente da Associação dos Produtores de Cereais, apesar da Europa ser regra geral excedentária em cereal “é deficitária em oleaginosas (como a soja e o girassol) necessárias para as rações dos animais”.
“A nível mundial o problema (da especulação) vai manter-se. A questão está mais ou menos controlada em termos europeus, mas em termos mundiais vai continuar a existir com o aumento da procura na China e na Índia e com os biocombustíveis nos Estados Unidos da América", sustentou.
Ver Lusa doc nº 8305342, 08/05/2008 - 19:27
30/03/2008
Roménia proíbe cultivo de milho transgénico
O ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Roménia anunciou esta semana uma proibição ao cultivo de milho transgénico MON810, a única variedade autorizada para cultivo na União Europeia, tornando-se assim no 8º país europeu a proibir o cultivo de transgénicos no seu território, seguindo os passos da França, Hungria, Itália, Áustria, Grécia, Suíça e Polónia.
Recorde-se que a Roménia é o principal produtor de milho da UE em total de hectares plantados, com cerca de 3 milhões de hectares cultivados anualmente. Com o anúncio desta proibição de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) a Roménia envia “uma mensagem crítica de que esta tecnologia perigosa não deve ser tolerada”.
É também “vital que a Comissão Europeia proteja todos os agricultores e consumidores europeus e o ambiente, através da introdução de uma proibição (semelhante) contra o cultivo de OGM em todo o território europeu”, afirmou o coordenador da campanha internacional dos OGM da Greenpeace International.
A contaminação de plantações convencionais por transgénicos é já um problema sério. Estudos científicos mostram que o milho MON 810 provoca danos à fauna, solo e saúde humana, pois a toxina Bt nele embutida, gerada para matar a praga da broca do milho, entra no solo e provoca danos a organismos do solo, como as minhocas e outra fauna selvagem, incluindo borboletas e aranhas.
Já no final de 2007 o Comissário da UE para o Meio Ambiente usara estudos similares para bloquear o cultivo de outras duas variedades de milho transgénico, semelhantes ao MON 810 na UE, tendo apontado para novos estudos que mostram que a toxina Bt produzida pelo milho transgénico tem efeitos negativos nos ecossistemas aquáticos.
O relatório de Registo de Contaminação Transgénica 2007 produzido anualmente pelo Greenpeace e pelo Gene Watch UK, já constatou 216 casos de contaminação genética em 57 países diferentes, desde que as plantações geneticamente modificadas começaram a ser feitas comercialmente em 1996.
E Portugal? Porque não se decide pela erradicação dos OGM, entrando no grupo de países europeus que os rejeitam?
Recorde-se que a Roménia é o principal produtor de milho da UE em total de hectares plantados, com cerca de 3 milhões de hectares cultivados anualmente. Com o anúncio desta proibição de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) a Roménia envia “uma mensagem crítica de que esta tecnologia perigosa não deve ser tolerada”.
É também “vital que a Comissão Europeia proteja todos os agricultores e consumidores europeus e o ambiente, através da introdução de uma proibição (semelhante) contra o cultivo de OGM em todo o território europeu”, afirmou o coordenador da campanha internacional dos OGM da Greenpeace International.
A contaminação de plantações convencionais por transgénicos é já um problema sério. Estudos científicos mostram que o milho MON 810 provoca danos à fauna, solo e saúde humana, pois a toxina Bt nele embutida, gerada para matar a praga da broca do milho, entra no solo e provoca danos a organismos do solo, como as minhocas e outra fauna selvagem, incluindo borboletas e aranhas.
Já no final de 2007 o Comissário da UE para o Meio Ambiente usara estudos similares para bloquear o cultivo de outras duas variedades de milho transgénico, semelhantes ao MON 810 na UE, tendo apontado para novos estudos que mostram que a toxina Bt produzida pelo milho transgénico tem efeitos negativos nos ecossistemas aquáticos.
O relatório de Registo de Contaminação Transgénica 2007 produzido anualmente pelo Greenpeace e pelo Gene Watch UK, já constatou 216 casos de contaminação genética em 57 países diferentes, desde que as plantações geneticamente modificadas começaram a ser feitas comercialmente em 1996.
E Portugal? Porque não se decide pela erradicação dos OGM, entrando no grupo de países europeus que os rejeitam?
02/02/2008
OGMs também provocam alergias

A indústria da engenharia genética gosta de dizer que vende culturas geneticamente modificadas (GM) que resistem às pragas. Isto poderia induzir a imagem de insectos a afastar-se dos campos com culturas GM. Mas, “resistir às pragas” é apenas um eufemismo que na verdade significa “contém um pesticida letal”. Quando os insectos ingerem a planta GM o pesticida perfura-lhes o estômago e morrem.
A ideia de que comemos esse mesmo pesticida tóxico a cada dentada não poderia ser menos tentadora. Mas as multinacionais e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar - que decide sobre a autorização destes alimentos - dizem para não nos preocuparmos. Além disso também nos é dito que a toxina Bt é destruída rapidamente no nosso estômago e, ainda que sobrevivesse, como os humanos e os outros mamíferos não têm receptores para a toxina, de qualquer forma não haveria interacção nem impacto na saúde.
Estes argumentos, contudo, são apenas isso: suposições sem confirmação. Os resultados da investigação científica contam uma história bem diferente. O processo de criação de uma planta GM pode produzir mudanças profundas no funcionamento natural do DNA da planta. Os genes podem sofrer mutações, ser eliminados, tornar-se constitutivamente activos ou silenciosos, e numa só planta transgénica pode haver centenas de genes cujo nível de actividade foi alterado.
A indústria da engenharia genética está a arriscar a saúde de todos para seu benefício financeiro privado. No entanto este risco não é desconhecido de toda a gente. De facto, milhões de pessoas procuram agora alimentos que estejam livres de quaisquer ingredientes GM. Um médico do Ohio especialista em alergias, diz: “eu costumava fazer muitos testes para despistar alergias à soja mas agora que ela é GM, é tão perigosa que digo às pessoas que não a comam a não ser que diga que é de produção biológica”.
A ideia de que comemos esse mesmo pesticida tóxico a cada dentada não poderia ser menos tentadora. Mas as multinacionais e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar - que decide sobre a autorização destes alimentos - dizem para não nos preocuparmos. Além disso também nos é dito que a toxina Bt é destruída rapidamente no nosso estômago e, ainda que sobrevivesse, como os humanos e os outros mamíferos não têm receptores para a toxina, de qualquer forma não haveria interacção nem impacto na saúde.
Estes argumentos, contudo, são apenas isso: suposições sem confirmação. Os resultados da investigação científica contam uma história bem diferente. O processo de criação de uma planta GM pode produzir mudanças profundas no funcionamento natural do DNA da planta. Os genes podem sofrer mutações, ser eliminados, tornar-se constitutivamente activos ou silenciosos, e numa só planta transgénica pode haver centenas de genes cujo nível de actividade foi alterado.
A indústria da engenharia genética está a arriscar a saúde de todos para seu benefício financeiro privado. No entanto este risco não é desconhecido de toda a gente. De facto, milhões de pessoas procuram agora alimentos que estejam livres de quaisquer ingredientes GM. Um médico do Ohio especialista em alergias, diz: “eu costumava fazer muitos testes para despistar alergias à soja mas agora que ela é GM, é tão perigosa que digo às pessoas que não a comam a não ser que diga que é de produção biológica”.
07/10/2007
Agricultura biológica pode alimentar o planeta
A Agricultura Biológica protege a biodiversidade, a vida selvagem e o bem-estar animal, sendo os alimentos obtidos por esse modo de produção biológico mais saudáveis e amigos do ambiente 1. Existem várias cooperativas de venda destes produtos no nosso país 2.
Porém, segundo os oponentes da agricultura biológica, esta não terá capacidade para alimentar o mundo, por ser “pouco produtiva” e por não existir fertilizante orgânico suficiente para aumentar a produção suficientemente.
Ora um grupo de cientistas da Universidade Ann Arbor de Michigan, nos EUA, refutou agora estas concepções erróneas sobre a agricultura biológica. A agricultura biológica é aproximadamente tão produtiva como a agricultura convencional nos países desenvolvidos e bastante mais produtiva nos países em vias de desenvolvimento, donde mais azoto do que o suficiente pode ser fixado no solo através da adubação verde.
O grupo de investigação comparou a produtividade da agricultura biológica e convencional (incluindo produção pouco intensiva de alimentos) em 293 casos, e estimou a produtividade média calculando um índice (produtividade biológica vs convencional) de diferentes tipos de alimentos e para países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Os resultados obtidos indicam que os métodos biológicos poderiam produzir alimentos suficientes para sustentar a população humana actual, e, potencialmente, uma população superior, sem necessitar de um aumento da área de cultivo.
A quantidade de azoto passível de ser fixada por leguminosas como culturas de cobertura também foi estimada. Dados oriundos de agro-ecossistemas temperados e tropicais sugerem que leguminosas poderiam fixar nitrogénio suficiente para substituir todos os fertilizantes sintéticos actualmente em uso.
O estudo concluiu que “estes resultados indicam que a agricultura biológica tem o potencial de contribuir substancialmente para a oferta global de alimentos, minimizando os impactes ambientais associados à produção convencional” 3.
Ora um grupo de cientistas da Universidade Ann Arbor de Michigan, nos EUA, refutou agora estas concepções erróneas sobre a agricultura biológica. A agricultura biológica é aproximadamente tão produtiva como a agricultura convencional nos países desenvolvidos e bastante mais produtiva nos países em vias de desenvolvimento, donde mais azoto do que o suficiente pode ser fixado no solo através da adubação verde.
O grupo de investigação comparou a produtividade da agricultura biológica e convencional (incluindo produção pouco intensiva de alimentos) em 293 casos, e estimou a produtividade média calculando um índice (produtividade biológica vs convencional) de diferentes tipos de alimentos e para países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Os resultados obtidos indicam que os métodos biológicos poderiam produzir alimentos suficientes para sustentar a população humana actual, e, potencialmente, uma população superior, sem necessitar de um aumento da área de cultivo.
A quantidade de azoto passível de ser fixada por leguminosas como culturas de cobertura também foi estimada. Dados oriundos de agro-ecossistemas temperados e tropicais sugerem que leguminosas poderiam fixar nitrogénio suficiente para substituir todos os fertilizantes sintéticos actualmente em uso.
O estudo concluiu que “estes resultados indicam que a agricultura biológica tem o potencial de contribuir substancialmente para a oferta global de alimentos, minimizando os impactes ambientais associados à produção convencional” 3.
Pelo contrário: são mesmo os OGM quem não garantem a segurança alimentar.
1. Ver www.agrobio.pt/#
2. Ver www.biocoop.coop e outros links em http://quentalbiologico.canalblog.com
3. Ler o artigo na íntegra em http://bioterra.blogspot.com/2007/10/cientistas-afirmam-que-biotecnologia.html (com os nossos agradecimentos)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




