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27/08/2009

Proibição de voos nocturnos

A Quercus quer que o Governo e a ANA proíbam os voos nocturnos nos aeroportos de Lisboa e Porto, entre as 00h e as 06h, defendendo que a sua realização tem efeitos negativos na saúde das populações vizinhas.
O vice-presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza afirmou que Portugal foi pioneiro em questões relacionadas com o ruído, em particular nos aeroportos, quando saiu em 2002 o primeiro regime legal sobre poluição sonora, que estabelecia a inexistência de voos nesse horário, excepto em casos de “interesse público”.
“Eventualmente enquadrava-se aqui um voo normal de uma região autónoma, por razões em que houvesse um claro interesse, não um voo para Viena, Paris ou um charter para Punta Cana. Mas com a saída de legislação europeia que não era tão exigente como a de 2000, Portugal foi revogando esse regime e passando a normas mais flexíveis”.

Entre 2002 e 2003, a transposição de uma directiva europeia para decreto-lei nacional permitiu a realização de voos nocturnos em Lisboa por o tráfego aéreo ser superior a 50 mil movimentos por ano de aviões civis a jacto.
“Para o aeroporto de Lisboa, os sucessivos governos, face a esta nova legislação europeia, esqueceram o que estava definido em 2000. Para o Porto, com menos de 50 mil movimentos, foi dada uma margem de manobra enorme: um máximo de 11 movimentos diários entre as 00h e as 06h, ou seja, 70 semanais e 2100 anuais”.
Para a Quercus, está em causa a saúde dos cidadãos, em particular de quem vive junto ao alinhamento das pistas, baseando-se a Associação em vários estudos, um deles do final de 2007, que identificam consequências ao nível de stress e perturbação, nomeadamente “uma maior produção de cortisol responsável por um aumento da tensão arterial, surgimento de dores de cabeça, perturbações emocionais, cansaço ou maior risco de diabetes”.
Entre 8 e 23 de Agosto, a instituição ambientalista fez também uma análise ao tráfego aéreo das duas maiores cidades portuguesas, verificando que a Portela registou 142 movimentos programados (não resultantes de atrasos) em período nocturno durante esses 16 dias, a maioria das quais da TAP e da SkyEurope. No Porto, ocorreram 22 partidas e 27 chegadas, num total de 49 movimentos.
A reivindicação da Quercus para que os voos nocturnos sejam proibidos nos dois aeroportos foi já enviada aos ministérios do Ambiente e Obras Públicas e à ANA, gestora de ambos os equipamentos. A Associação sugere também uma reprogramação de voos pelas próprias companhias e lembra aos consumidores que podem procurar “outras alternativas” 1.
Por seu turno, a ANA - Aeroportos de Portugal afirmou que, tirando casos excepcionais nos aeroportos de Lisboa e Porto, cumpre a lei nessa matéria, pois “não há voos nocturnos entre as 00h e as 06h e os que temos - 94 movimentos por mês - são excepções” 2.

23/08/2009

Plásticos decompõem-se na água e contaminam os mares

Os materiais plásticos que se afirma serem indestrutíveis decompõem-se rapidamente na água e libertam substâncias tóxicas em todos os mares do mundo, concluiu um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Química dos EUA.
Na reunião anual daquela sociedade, que aconteceu 4ª fª, em Washington, o colégio de Farmácia da Universidade de Hihon (Japão), considerou a descoberta “surpreendente”, uma vez que se pensava que o maior perigo dos plásticos no mar era o facto de poderem ser ingeridos pelos peixes.
“Pensava-se que os plásticos de uso diário eram, em geral, muito estáveis”, considerou o cientista nipónico que dirigiu a investigação. “Descobrimos que, na realidade, o plástico se decompõe ao estar exposto à água e ao sol ou a outras condições ambientais. Esta é outra fonte de contaminação global que vai continuar no futuro”.
Todos os anos são deitados para as ribeiras do Japão cerca de 150 mil toneladas de materiais plásticos, acontecendo o mesmo nos outros mares do mundo.
Segundo o cientista, quando se decompõe, o plástico liberta bisfenol A e oligomero PS, substâncias potencialmente tóxicas.

Ver Lusa doc. nº 10029312, 21/08/2009 - 00:47

16/08/2009

Excesso de concentração de ozono em oito concelhos de Lisboa

O valor de concentração de ozono ultrapassou, na 6ª fª, os 180 icrogramas por metro cúbico (µg/m3) em várias estações de medição da Região de Lisboa e Vale do Tejo.
A exposição ao ozono afecta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos, alerta a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo 1.
De acordo com a mesma fonte, as concentrações excessivas verificaram-se em nove estações de oito Concelhos: Reboleira (Concelho da Amadora), Fernando Pó (Palmela), Escavadeira (Barreiro), Alverca (Vila Franca de Xira), Laranjeiro (Almada), Camarinha e Arcos (Setúbal), Paio Pires (Seixal) e Chamusca (Chamusca).
Os valores, que se referem a médias horárias, chegaram a atingir os 225 µg/m3 entre as 18h e as 19h na estação de monitorização dos Arcos, em Setúbal, sendo este o valor mais alto verificado. A concentração de ozono ultrapassou ainda o que está estipulado como “limiar de informação ao público para este poluente” em 12 outras situações, nas quais se ficou entre os 181 e os 197 microgramas por metro cúbico.
Para os valores de concentração observados, o ozono pode afectar especialmente grupos da população considerados vulneráveis - crianças, idosos, asmáticos e alérgicos, indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo aconselha por isso a que, enquanto a situação se mantiver os grupos mais sensíveis da população que estejam nas zonas de concentração excessiva de ozono, “reduzam ao mínimo a actividade física intensa ao ar livre e evitem a permanência no exterior durante os períodos da tarde” 2.

14/07/2009

Impacto da poluição atmosférica na saúde infantil

A equipa médica e científica do GISA - Gestão Integrada da Saúde e Ambiente apresentou na semana passada, em Sines, o estudo do impacte da poluição atmosférica na saúde infantil, que começou a ser realizado nos centros de saúde do Alentejo Litoral em Junho.
Este estudo epidemiológico é uma das componentes mais importantes do GISA, projecto que reúne os municípios da sub-região, universidades e empresas na construção de um sistema de monitorização da qualidade ambiental e da saúde. São estudadas todas as crianças nascidas no Alentejo Litoral entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2010, o que representa um total estimado de 3.295 pares mãe/criança.
Em execução até ao final de 2010, o projecto, pioneiro em Portugal, apresentará resultados sobre a situação actual e, mais importante do que isso, resultará num sistema de alerta e monitorização capaz de produzir dados em permanência a partir de 2011. Com efeito, o estudo epidemiológico agora iniciado resultará na definição das variáveis relevantes para a definição dos modelos do sistema de monitorização.
A delegada de saúde de Sines e representante da Administração Regional de Saúde do Alentejo no projecto, justificou a escolha das crianças como alvo do estudo pelo facto de ser o grupo mais vulnerável e em que está mais consistentemente demonstrada uma relação causal entre poluição atmosférica e problemas de saúde, de acordo com estudos internacionais.
As principais variáveis de saúde que estão a ser estudadas são o baixo peso à nascença, partos prematuros e desenvolvimento deficiente da criança até ao segundo ano de vida.
Para compreender melhor a percepção que as mães têm do risco da poluição, e também para despistar factores relacionados com hábitos e estilo de vida (fumadores na família ou contacto frequente com pesticidas) que podem afectar os dados recolhidos, é realizado em paralelo um inquérito sociológico às grávidas e mães, desenvolvido pelo ISCTE.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8212

08/07/2009

Poluição em Lisboa e Porto

Faz hoje 5 anos - foi em 8 de Julho de 2004 - que a Comissão Europeia processou Portugal pela ausência de planos de redução da contaminação do ar, em especial em Lisboa e Porto.

22/06/2009

Obra ilegal da CRIL em julgamento no Tribunal

«As obras em curso para o fecho da CRIL (ligação Buraca - Pontinha) correm o risco de poderem vir a ser paradas pelo Tribunal por as mesmas violarem de forma grosseira a DIA (Declaração de Impacte Ambiental). O troço que está em execução na zona de Santa Cruz de Benfica / Damaia não corresponde ao que está definido na DIA.
O Juíz, que detém este processo, tem em seu poder pareceres da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) que confirmam este incumprimento da DIA. As alterações introduzidas ao projecto neste troço, radicalmente diferentes do que manda implementar a DIA, obrigavam a nova Avaliação de Impacte Ambiental, o que não foi feito 1.

O facto de as empresas que estão sob suspeita de corrupção (eventualmente controladas por altos responsáveis da Estradas de Portugal) terem ido a concurso público com a empresa que acabou por ganhar a adjudicação da obra, tendo sido esta seleccionada entre as 9 empresas concorrentes, apesar de ter ficado em sétimo lugar, com uma proposta de mais 16.000.000 de euros em relação à proposta mais baixa, levanta a suspeita de que a adjudicação poderá ter sido viciada, em prejuízo do Erário Público.
Outro aspecto que contribui para esta suspeita de favorecimento, é o facto de que o ‘projecto base’ levado a concurso público, ser em tudo um projecto de execução definitivo, o qual não permitia alterações técnicas relevantes, o que põe em questão este diferencial de 16.000.000 de euros.
Toda esta matéria, em que podem estar em causa dinheiros públicos, mereceu um pedido de investigação à Procuradoria Geral da República, a qual remeteu para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (ver transcrição da notícia do Público de 2008-09-06, onde são reveladas ligações de altos responsáveis da Estrada de Portugal a empresas que fazem estudos na área da arqueologia e ambiente 2).
Esperamos que o facto desta obra estar condicionada ao calendário eleitoral, o que é comprovado pela cláusula introduzida no contrato de adjudicação, que antecipa o prazo da obra de 700 para 670 dias, de forma a estar concluída em Setembro de 2009, um mês antes das eleições 3, não comprometa a eficiência das entidades de investigação e da Justiça.
Não se deve tolerar que a ‘política do facto consumado’ continue a permitir todo o tipo de abusos e ilegalidades que comprometem o futuro do nosso País, como Estado de Direito Democrático» 4.

1. Ver Parecer da APA IN
www.cril-segura.com/avaliacao_ambiental.html
2. Ver http://crilpelacidadania.blogspot.com/2008/09/currup.html
3. Ver http://cril-segura.com/justifica.jpg
4. Ver nota das Comissões de Moradores de Santa Cruz de Benfica e da Damaia IN www.cril-segura.com

18/05/2009

Esgotos não tratados no Tejo

A Administração de Região Hidrográfica (ARH) do Tejo encontrou problemas em mais de metade de 437 zonas de água sobre as quais vai actuar com um plano de gestão a partir de 2010.
De acordo com o presidente do organismo, “nalguns casos são esgotos não tratados, noutros há excesso de nutrientes na agricultura, noutras zonas o problema são cheias”.
É considerado “em dúvida” o estado de 77 massas de água e “em risco” a situação de outras 208, entre as quais estão todas as “massas de água artificiais”, zonas criadas pelo homem, enquanto decorrem estudos para averiguar os respectivos impactos.
Isso “não quer dizer que haja riscos ou perigos imediatos” para os sistemas hídricos ou para as actividades ou abastecimento que deles dependem. “O importante é olhar para essas massas de água, perceber bem os problemas e tratar de encontrar soluções”, que deverão ser vertidas num Plano de Gestão de Região Hidrográfica do Tejo.
A Directiva Quadro da Água fixa 2015 como o ano em que devem ser atingidos os objectivos ambientais especificados em cada plano de gestão hidrográfica. Parte importante da correcção dos problemas já está a ser feita no país através do PEASAAR II - Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento Águas Residuais, com a construção de “centenas de estações de tratamento de água e de esgotos que vão permitir que as descargas sejam mais adequadas”.
Para a elaboração do plano de gestão do Tejo estão a ser discutidas terão de ser “lançados concursos e vão ser feitas muitas discussões de participação pública ao longo da realização do plano”. Depois de concluídos, “haverá mais seis meses de discussão para (a ARH) receber todos os contributos”.

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1380640

12/05/2009

Novo Parque Temático !

E o país que não sabia que tinha ganho um novo ‘Parque Temático’! Trata-se, aliás, de um novo centro comercial da Amadora.
É que a entrada de carros no estacionamento do novo centro comercial ‘Dolce Vita’ Tejo, na Amadora, esteve este fim de semana interdita, devido à elevada concentração de monóxido de carbono.
Os carros acabaram por ter de estacionar no exterior, obstruindo a saída dos veículos que se acumularam no parque com os motores ligados.
Assim, quem se deliciar com poluição tem um novo destino de ‘lazer’.

11/05/2009

Despoluição do estuário do Tejo

Os investigadores portugueses defendem que o estuário do Tejo tem actualmente condições para acolher golfinhos, classificando como bom o estado daquela foz que regista “bastante” menos poluição hoje do que nas últimas duas décadas.
“Não garanto, mas acho possível voltarmos a ver golfinhos no Tejo tal como acontecia há 30 ou quarenta anos", afirmou uma responsável do Instituto de Oceanografia, salientando a melhoria da qualidade da água do estuário desde que o começou a estudar em 1977 1.
Daí que os autarcas dos concelhos da Margem Sul da Grande Lisboa esperem que a poluição do estuário do Tejo seja apenas uma memória passada, mantendo investimentos massivos no saneamento e requalificação ribeirinha.
No caso de Alcochete, um dos vereadores recordou que o concelho deixou de poluir o Tejo há um ano, insistindo, porém, que a despoluição deve ser pensada de forma integrada.
Como exemplo dessa melhoria lembra as duas estâncias balneares do concelho: “há uns anos, Alcochete foi retirado do mapa das praias fluviais devido à qualidade da água, mas na autarquia fazemos as nossas análises regulares e, no ano passado, apenas por um vez se ultrapassaram os valores permitidos” 2.
Será que os municípios da margem Norte têm capacidade para absorver os bons ensinamentos que lhe vem do Sul?

1. Ver
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Estuario-pode-acolher-golfinhos.rtp&article=218840&visual=3&layout=10&tm=8
2. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Autarcas-da-Margem-Sul-apostam-no-saneamento-para-limpar-mancha-ambiental.rtp&article=218839&visual=3&layout=10&tm=8&rss=0

06/05/2009

O consumo energético da Internet e a pegada ecológica

Vários especialistas estão a alertar as empresas produtoras de conteúdos na Internet, como o Google, para o excessivo consumo de energia resultante do próprio crescimento da Internet, que poderá mesmo pôr em causa a Rede
A opinião é oriunda de diversos cientistas e executivos que defendem que as empresas estão a ter dificuldades em lidar com os custos energéticos que resultam da disponibilização de biliões de sites, vídeos e ficheiros na Internet.
O vice-presidente de uma empresa informática defende mesmo que “num mundo que terá de poupar energia, não podemos continuar a aumentar a pegada ecológica da Internet, referindo-se ao facto, de com o crescimento da Internet, serem necessários novos centros de dados para guardar essa informação, sendo que cada nova geração de servidores Web acaba por consumir mais energia.
Uma estimativa feita por investigadores prevê que o consumo de energia feito pelos cerca de 1,5 mil milhões de cibernautas existentes em todo o mundo aumenta 10% todos os anos.
Dá-se como exemplo o YouTube, considerado o terceiro maior site do mundo, o qual, segundo cálculos de uma instituição financeira, causa prejuízos anuais na ordem dos 470 milhões de dólares ao Google, em grande parte devido ao consumo de energia.
Há especialistas que alertam mesmo que caso não sejam tomadas medidas, o sector da Internet poderá vir a poluir no futuro tanto ou mais do que a aviação.
De acordo com um estudo encomendado pela Agência de Protecção do Ambiente dos EUA em 2006, só nesse ano a Internet foi responsável pelo consumo de 1,5% de toda a electricidade consumida no país.

03/05/2009

00Governo - Autorização para poluir

O Governo quer reduzir as multas ambientais, para proteger pessoas singulares e pequenas e médias empresas.
Uma proposta de lei, aprovada no último Conselho de Ministros, prevê alterações ao actual regime de contra-ordenações ambientais, sancionado pelo próprio Governo, em 2005, e pela maioria PS no Parlamento, em 2006. Agora o executivo propõe “a redução da larga maioria dos valores das coimas, com especial relevo para os limites mínimos”, segundo informa o comunicado do Conselho de Ministros.
As primeiras reacções são de total surpresa, com a medida, anunciada ontem, a ser classificada como “uma vergonha”, “um passo atrás” ou “um mau sinal”. A intenção, esta semana aprovada em Conselho de Ministros, causa surpresa e fortes críticas entre políticos e ambientalistas. Proposta de lei vai agora ao Parlamento.
Para o deputado Francisco Madeira Lopes do Partido Ecologista “Os Verdes” “é um mau sinal que se está a dar à sociedade”.
Neste momento, as coimas mínimas, para pessoas singulares, são de 500, 12.500 e 25.000 euros, conforme se trate de infracções ‘leves’, ‘graves’ ou ‘muito graves’. Para pessoas colectivas, são de 9.000, 25.000 e 60.000 euros. A coima máxima prevista na lei é de cinco milhões de euros, aplicável infracções ‘muito graves’ envolvendo a libertação substâncias que afectem “a saúde, a segurança das pessoas e bens e o ambiente”.
Além de reduzir as coimas, o Governo propõe a criação de um regime especial para arrependidos, no qual uma empresa ou pessoa que admita ter cometido uma infracção e se mostre diligente em não o fazer de novo será beneficiado com uma redução adicional da coima.
Para um ex-secretário de Estado do Ambiente em 2004, esta proposta de um novo regime para contra-ordenações ambientais, “é um grande passo atrás. A mensagem que se passa é a de que compensa incumprir as normas”.
Também o vice-presidente da Quercus defende uma opinião semelhante. “É uma vergonha. Basicamente, é dizer às pessoas: façam infracções à vontade, quando aparecer a fiscalização, parem e arrependam-se”.

Ver
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090501%26page%3D8%26c%3DA

29/04/2009

Alviela afectado pelas ETAR

Muito ameaçado pela poluição das ETAR, o Alviela continua a correr entre a gruta onde nasce e o rio Tejo. Abastece Lisboa desde o século XIX.
Através do Aqueduto do Alviela, o rio faz parte do sistema de abastecimento de água da cidade de Lisboa e municípios limítrofes desde 1880.
O Alviela nasce na gruta com o mesmo nome, no concelho de Alcanena. Vai desaguar ao rio Tejo e atravessa três freguesias nos seus 100 quilómetros.
Em Sacavém, está localizada uma das estruturas mais emblemáticas do Alviela: Arco do Canal do Alviela, que se tornou ex-líbris da cidade.
A poluição do Alviela acontece por causa do mau funcionamento das ETAR industriais e domésticas dos concelhos de Alcanena e Santarém.

Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1212667&seccao=Biosfera

11/04/2009

Pólenes ameaçam alérgicos nos próximos dias

As concentrações de pólenes no ar estarão muito elevadas nos próximos dias em Portugal continental, segundo um alerta emitido pela Sociedade Portuguesa de Alergologia (SPA) 1.
O alerta para o período entre hoje e 16 de Abril é particularmente dirigido a quem tem alergia aos pólenes da azinheira e de outros carvalhos, da oliveira e do pinheiro, bem como aos das ervas parietária e gramíneas.
Na Estremadura e região de Lisboa, os pólenes encontram-se em concentrações muito elevadas, com realce para a azinheira, erva parietária e oliveira. No Alentejo registam-se os níveis polínicos mais elevados, com predomínio dos pólenes da azinheira, gramíneas, pinheiro, azeda e tanchagem, sendo esperadas concentrações elevadas para o da azinheira, moderadas a elevadas para o das gramíneas, com tendência para aumento dos níveis, e baixas a moderadas para os do pinheiro e das ervas azeda e tanchagem.
No Norte do país e região do Porto, os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com destaque para os pólenes do carvalho, pinheiro e bétula. Por seu lado, os pólenes da parietária e gramíneas apresentam tendência para aumento dos níveis, mantendo-se em baixas concentrações.
No centro do país e região de Coimbra, os pólenes encontram-se também em níveis muito elevados, sendo mais frequentes os do pinheiro, carvalho e erva parietária. Os pólenes estarão de igual modo em níveis muito elevados no Algarve, principalmente de azinheira e oliveira.
Nos Açores, o pólen estará em níveis moderados, com destaque para o de cipreste, pinheiro, erva parietária e plátano. Há tendência para aumento dos níveis de pólen de pinheiro. Na Madeira, o pólen atmosférico estará presente em níveis moderados, com predomínio para os de cipreste, erva parietária e eucalipto 2.
Cuidem-se os alérgicos…, vêm aí dias muito difíceis.

10/04/2009

Agência Europeia do Ambiente vigia o ambiente e os Governos

À frente da Agência Europeia do Ambiente 1 desde 2003, o seu papel é vigiar o ambiente e os governos. Jacqueline McGlade lidera dezenas de especialistas que regularmente produzem relatórios sobre o que se passa em 32 países, mas também sobre o resultado das políticas governamentais perante temas como as alterações climáticas, a poluição do ar, a gestão da água ou a biodiversidade.
Esteve em Lisboa na semana passada, para uma conferência sobre media e ambiente, co-organizada com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto de Ciências Sociais da UL. (…)
Os transportes são uma das maiores preocupações da agência?
A agricultura também, porque representa um fardo muito grande no consumo de água. É uma das maiores forças para as alterações do uso do solo e da biodiversidade (…)
Uma vez disse que, quando sairmos da recessão económica, ainda estaremos numa recessão ambiental. Porquê?
Já sentimos na Europa uma dívida ecológica, que não está quantificada. O facto de se poder trazer água em navios para Barcelona ou transferir água entre rios; o facto de estarmos a perder polinizadores; o facto de estarmos a perder biodiversidade - e nem sabemos que funções estamos a perder -, de estarmos a perder solos. Estamos a acumular dívida.
Noutro relatório vosso, sobre a água na Europa, uma das mensagens centrais é a de que o preço é muito importante. A situação está a caminhar na direcção certa?
Há países que não fazem contagem do consumo da água e que estão a acordar para o facto de que deveriam fazê-lo. O preço também é muito importante. Mas há mais um elemento: num país como a Turquia, onde uma série de licenças [para uso da água] foi dada para os próximos dez anos para as autoridades que gerem barragens para produção eléctrica, a água provavelmente não estará lá do mesmo modo [como hoje]. É muito difícil para mim compreender como continuamos a gerir infra-estruturas privadas desse modo.
Portugal vai construir dez novas barragens. É boa ideia, se pensarmos que talvez o país tenha menos água no futuro em algumas regiões?
Um bom programa de participação pública no uso da água, de contagem, uma melhor compreensão de como a água é subtraída para a agricultura [tudo isso] deveria ser levado em conta antes de se construírem novas barragens. Vimos barragens a ser construídas por toda a Europa. Também vimos muitas delas a falhar muito rapidamente, porque se encheram com sedimentos, ou ficaram secas, ou porque não funcionam da forma como se esperava. Nestes dias de incerteza sobre a pluviosidade, é muito difícil prever se um grande projecto vai receber a quantidade de água que recebia no passado. Adaptarmo-nos não é tanto construir mais barragens, é mais viver com o que temos (…)
Quais são os novos alertas ambientais que deviam merecer mais atenção neste momento?
Há um número de produtos químicos que estão a ser autorizados no âmbito do REACH [o registo europeu de químicos]. Alguns são muito perigosos e têm absolutamente de ser registados. Mas outros estão naquele limite do “talvez sejam perigosos”. O problema é que, quando são libertados para o ambiente, aí são realmente danosos, porque se acumulam.
Eu diria que a minha preocupação número um está num grupo de químicos que ninguém se importaria de ter num armário debaixo da pia da cozinha, mas que, quando começam a ser utilizados em quantidade e a acumularem-se na água, aí temos um problema em mãos. Vamos também olhar cuidadosamente para os telemóveis e as linhas de alta tensão. Há alguns químicos agregados aos plásticos que nos preocupam. Poluição do ar interior também é um grande tema para nós 2.

1. Ver
www.eea.europa.eu
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373048&idCanal=2100

04/04/2009

Lavar a Av. da Liberdade pode não reduzir partículas

Especialistas que analisam os efeitos do clima no planeamento urbano revelaram ontem que a lavagem de ruas, como está previsto para a Avenida da Liberdade, não deverá ter influência na redução de partículas necessária para baixar a poluição do ar.
A lavagem do corredor Marquês de Pombal/Restauradores, duas vezes por dia, é uma das medidas previstas no protocolo assinado entre a CML e a Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo para reduzir a poluição do ar na Avenida da Liberdade, que ultrapassa várias vezes por ano os valores limite.
Tal acção “também foi tentada na Alemanha e é uma medida que não resultou”, disse um membro da equipa de planeamento urbano da cidade de Estugarda, para quem esta medida “não é prática”, uma vez que “pode trazer congestionamento de tráfego enquanto se lava” e porque - diz - “está provado que a lavagem não tem efeito na concentração de partículas”.
“As medidas mais eficientes são a proibição do tráfego de atravessamento - quem atravessa apenas aquela zona não pode passar -, o que se provou retirar entre 3 a 5% das partículas”. Outra das medidas eficazes para reduzir a poluição é evitar aumentar a altura dos edifícios, já que quanto mais altos forem mais impedem a ventilação na cidade.
O especialista, que falava durante o encontro que a Agência Municipal de Energia (E-Nova) promoveu ontem sobre os desafios do planeamento urbano sustentável, deu ainda como exemplo outra das medidas aplicadas na Alemanha: impedir a circulação a veículos com maiores níveis de poluição do ar (com excepções para o abastecimento de lojas/restaurantes e veículos de emergência).
Estas limitações de tráfego também estão previstas no protocolo entre a Comissão de Coordenação e a CML para melhorar a qualidade do ar na cidade, assim como a criação de novos corredores BUS e a elaboração de planos de mobilidade para alguns edifícios com muita concentração de pessoas.
Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da E-Nova sublinhou que “o grande problema de Lisboa são as partículas poluentes no ar”, muitas transportadas de outros locais pelo vento. “Em Lisboa também foram identificadas partículas vindas do Norte de África” pelo que se justificaria uma intervenção integrada nesta matéria. “A emissão de CO2 é a febre. Temos é de combater a doença”.
Sobre a lavagem de ruas para ajudar a reduzir a poluição, lembrou que em Lisboa ela ainda é feita com água potável. “Só espero que isto não resulte nalguns subsídios para se lavar a rua com água mineral”.
O responsável da E-Nova lembrou ainda um dos paradoxos do sistema português é “favorecer os motores a diesel e penalizar os veículos que mais partículas emitem”, sem esquecer que “os motores diesel conseguem ser mais eficientes no consumo porque trabalham a altas temperaturas, o que resulta num aumento de determinadas partículas, como o óxido de azoto”.

Ver Lusa doc. nº 9510196, 02/04/2009 - 15:02

02/04/2009

O Japão compra milhões de créditos de carbono à República Checa

O Japão vai comprar 40 milhões de créditos de carbono das quotas de emissão de CO2 que não foram utilizadas pela República Checa, nos termos de um contrato assinado ontem em Praga pelos responsáveis dos dois países.
“O preço negociado dos créditos é confidencial”, afirmou o ministro checo do Ambiente, após a cerimónia de assinatura. No entanto, fonte ouvida pela Reuters avançou que o Japão vai pagar a Praga 512 milhões de dólares (387 milhões de euros).
A República Checa deverá entregar metade das quotas em 2010 e a outra metade no ano seguinte e Praga deverá reunir este ano cerca de 361 milhões de euros em contratos semelhantes a este.
“Uma parte do dinheiro será destinada à transferência e utilização de tecnologias japonesas na República Checa”, explicou o director executivo da Organização japonesa para o Desenvolvimento de Tecnologia Industrial e Novas Energias, que assinou este acordo em nome do seu país.
Este acordo deverá ajudar o Japão a cumprir as reduções de emissões previstas pelo Protocolo de Quioto, sendo um complemento aos esforços nacionais. Já na semana passada, o Japão assinou um acordo semelhante com a Ucrânia, para comprar 30 milhões de créditos de emissão.
Há vários meses que o Japão tem vindo a preparar-se para comprar créditos a outros países, no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo previsto por Quioto. Muitos países do antigo Bloco Soviético têm créditos em excesso depois do colapso industrial nos anos 90 do século passado e alguns têm vindo a vendê-los aos países que não conseguem cumprir as suas obrigações no âmbito do Protocolo de Quioto.
O CO2 (dióxido de carbono) é um dos gases com efeito de estufa considerados a causa principal das alterações climáticas. O Protocolo de Quioto estipula compromissos de redução média de 5,2 por cento de emissões para 38 países industrializados, a níveis de 1990, até 2012.
O Japão é o quinto maior emissor mundial e, em Março de 2008, viu as suas emissões subirem para um recorde de 1,3 mil milhões de toneladas métricas de CO2 equivalente devido, em parte, à suspensão da sua maior central nuclear depois de um terramoto em Julho de 2007. O compromisso do Japão com Quioto é reduzir as emissões para uma média de 1,1 mil milhões de toneladas métricas de CO2 equivalente, até Março de 2013.
O primeiro-ministro japonês já anunciou um novo plano de relançamento económico para o país, que assenta em três sectores, um dos quais as tecnologias do Ambiente e a Energia. A economia japonesa vive actualmente a sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, abalada pela quebra das suas exportações por causa da queda da procura mundial 1.
Em suma, as ‘deficiência’ de redacção do protocolo de Quioto sempre vão permitindo estas ‘fugas’.

31/03/2009

Os poluidores do planeta

A China já ultrapassou os EUA como o maior emissor de gases poluentes do mundo, duplicando o número de emissões de carbono em apenas uma década. Também a Índia subiu na escala dos poluidores, estando agora no quarto lugar.
Estes são números que preocupam as Nações Unidas, União Europeia e o resto da comunidade internacional.
É por isso que representantes destas organizações e dos países se reúnem desde ontem, e até 8 de Abril, em Bona, para começar já a delinear a convenção de Copenhaga onde se vai discutir o acordo que irá substituir o Protocolo de Quioto. O documento vai incidir sobre as emissões de gases que provocam o efeito de estufa - que têm aumentado devido às fábricas, transportes e desflorestação - responsáveis pelo aquecimento da atmosfera.
De entre as maiores preocupações que os líderes mundiais levam para esta cimeira, estão o crescimento da população e o desenvolvimento da China e da Índia. Os chineses já emitiram, em 2006, 6.018 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera. Apesar de terem lançado um plano para controlar as emissões de gases e estimularem a consciência pública, a China ainda não definiu um alvo para reduzir a poluição.

Quanto à Índia, continua a aumentar as suas emissões. Pior: tem uma população de 1,15 mil milhões de pessoas que, aumenta a cada dia, e o Governo ainda pretende aumentar mais as emissões para ajudar ao desenvolvimento económico. Nos EUA, recorde-se que Bush rejeitou aderir ao protocolo de Quioto, esperando-se que Obama mude a política ambiental e reduza as emissões para os níveis de 1990, até 2020.
Portugal ainda não faz parte dos maiores poluidores, mas, em 2006, o nosso país enviou para a atmosfera 61,71 mil milhões de toneladas de CO2 e, cedo ou tarde, acabará por comprar ‘cotas de poluição’ no mercado internacional, o que será lamentável.

Ver http://dn.sapo.pt/Inicio/Interior.aspx?content_id=1184839

24/03/2009

Pontos negros da poluição em Lisboa

Lisboa regista os segundos piores níveis de PM10 (partículas inaláveis) na atmosfera entre as 27 capitais europeias, depois de Roma. De acordo com um estudo realizado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), com base em amostras recolhidas em 2.000 cidades (como Antuérpia, Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Roma), a capital portuguesa está entre as 20 da Europa com o ar mais poluído.
A estação de monitorização que coloca a capital portuguesa nesta posição crítica, a da Avenida da Liberdade, em pleno centro da cidade, é mesmo o ponto do País que apresenta os níveis mais preocupantes de PM10. Em 2005, os limites de partículas chegaram a ser superados em mais de 180 dias, quando o máximo permitido é de 35.
Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), os dados do ano passado ainda não estão disponíveis, mas, até ao final de Agosto de 2008, havia 55 dias com excedências ao valor limite diário (média diária de 50 mg/m3), ou seja, mais uma vez acima do limite legal.
Este é um dado que não surpreende, já que há quatro anos que Portugal está em infracção por excesso de poluição atmosférica. Não é assim de estranhar que a Comissão Europeia esteja insatisfeita com o desempenho português em relação à qualidade do ar, tendo emitido, em Janeiro, dois avisos por incumprimento sobre a qualidade do ar nas zonas da Grande Lisboa e Norte.
O tráfego rodoviário é o principal emissor dos poluentes que afectam a qualidade do ar da capital portuguesa, pela sua intensidade e pela tipologia dos veículos, muitas vezes a gasóleo, e em circulação há muitos anos.
A nível nacional, a análise ao cumprimento legal dos valores dos poluentes, entre 2001 e 2004, indicou que as aglomerações da Área Metropolitana de Lisboa (AML) Norte, Sul e Setúbal excederam os valores-limite e as respectivas margens de tolerância, no que respeita às PM10 e, em particular a AML Norte, em relação ao dióxido de azoto (NO2).
As emissões do tráfego rodoviário (principalmente nos centros urbanos e artérias de movimento automóvel mais intenso) e da indústria (no caso do dióxido de enxofre, na zona do Barreiro) são as principais responsáveis pelos níveis de poluição nesta zona.
Os dados de 2007 revelam ainda que quatro estações de monitorização da qualidade do ar no Norte e uma em Lisboa registaram mais de 30% dos dias do ano com valores de poluição por partículas inaláveis excessivos, o que foi o caso da Avenida da Liberdade com 149 dias.

07/03/2009

Casas degradadas deixam lisboetas insatisfeitos

Um estudo encomendado pela CML mostra que os habitantes de Lisboa estão mais descontentes do que os que moram na periferia e a sua vontade de voltar a morar em Lisboa é cada vez menor.
Lisboa já teve 800 mil habitantes, hoje são pouco mais de 500 mil. Por isso, este estudo encomendado pela CML, e integrado no Programa Local de Habitação (PLH), tentou perceber o porquê da ‘fuga’ da capital e o que se podia fazer para inverter a situação.
E se um dos objectivos do PLH é devolver habitantes à cidade, há um outro factor que se torna relevante: a maioria das pessoas que vive em Lisboa está satisfeita com a sua casa, com a média dos inquiridos a atingir os 7,73, numa escala de zero a dez.
Todavia, naqueles que estão insatisfeitos há uma constante: a degradação das habitações. Destes, mais de 31% estão insatisfeitos porque a casa “precisa de obras” aos quais se juntam mais 30% que se queixam do facto da sua moradia ser “antiga/velha”.
O facto das habitações “precisarem de obras” e “serem antigas” lideram os motivos de insatisfação dos moradores de Lisboa, deixando identificada uma das principais causas do êxodo de moradores na capital: o mau estado das habitações.
Por outro lado, a indignação dos moradores com a degradação dos edifícios não fica dentro das paredes da sua moradia. No ranking de insatisfação, os “espaços degradados” ocupam um “assinalável” terceiro lugar, com 24,4% dos inquiridos a queixarem-se deste factor, sendo que destes 47,4% residem em Lisboa.
Esse mau estado dos edifícios é no entanto batido pela “poluição” e pela “insegurança” que deixam insatisfeitos 40,3% e 26,9%, respectivamente.
Além da qualidade do ambiente e da insegurança, a “relação preço/qualidade das habitações” e o “estacionamento” foram factores que os lisboetas classificaram abaixo de cinco, numa escala de zero a dez.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/03/06/cidades/casas_degradadas_deixam_lisboetas_in.html

01/03/2009

Plantas que purificam a qualidade do ar de sua casa

Sabia que as plantas podem ajudar na sua saúde, filtrando as partículas perigosas que flutuam no ar?
Apesar do desconhecimento geral, já há muito que se sabe que as plantas funcionam como filtros de ar, sendo bastantes úteis para tornar o ambiente dentro de casa mais saudável e absorver a poluição.
Existem inúmeras substâncias químicas dentro de casa libertadas pelas carpetes, pinturas, móveis, aparelhos de entretenimento. Os nossos organismos estão expostos diariamente a micro poluentes, uma vez que, em média, 90% do ar que respiramos provem de espaços fechados. Por isso, é conveniente arejar a sua casa, ou local de trabalho, pelo menos dez minutos por dia.
Por isso, a introdução de plantas nesses espaços vai ajudar a melhorar a qualidade do ar (e pode ser uma boa ajuda no Inverno, quando o tempo não permite o arejamento dos edifícios). Mas antes de começar a comprar plantas para tornar mais saudável o ambiente da sua casa, convém ver quais as que se adequam ao seu espaço.
Por exemplo, se for fumador, uma dracena ou um clorofito são as opções certas. Caso seja um coleccionador de arte e tenha muitos quadros na sua casa, o conselho passa por decorá-la com gerberas ou crisântemos. Se por outro lado for um maníaco pelas limpezas, os antúrios vão ajudar a manter o ar livre dos químicos dos detergentes.
Mas não precisa de transformar a sua casa numa selva. Normalmente chega colocar uma por cada dez metros quadrados. Além disso, o excesso de plantas pode ter o efeito contrário ao pretendido, devido ao excesso de humidade.
Por último, trate bem delas. Plante-as numa boa terra e espere uma semana para elas se adaptarem ao ambiente, altura em que começam a ‘despoluir’. Depois é fazer a manutenção e limpar a planta para o filtro natural não ‘entupir’.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/03/01/sociedade/plantas_melhoram_a_qualidade_ar_sua_.html