10/10/2007

Passadeiras de peões

Um relatório preliminar onde o Provedor de Justiça “apela à concertação de serviços e entidades para melhorar condições de segurança da circulação pedonal de menores” dentro da cidade de Lisboa 1, e que havia sido pedido ainda em 2004 pelo Provedor de Justiça, foi enviado no início da semana ao presidente da CML.
Entre outras recomendações, a Provedoria chamou agora a atenção da CML para a necessidade de proceder regularmente à repintura das passadeiras de peões, independentemente do prazo de garantia das tintas, mas acrescentando que “a simples delimitação de um espaço próprio de atravessamento da via não é susceptível, por si só, de garantir as indispensáveis condições de segurança”. Poderá tatar-se de um esforço concertado essencial, mas não “evitam a perigosa invasão pelos automóveis.
De acordo com a Provedoria, o relatório conclui que as intervenções nas passadeiras não se podem limitar à mera “colocação da tinta”, devendo incluir, se for caso disso, o arranjo dos passeios e a instalação de pilaretes para evitar o estacionamento nesses locais. Tendo em conta que o ‘empalidecimento’ das passadeiras depende de muitos factores e não apenas do prazo de garantia da tinta, o documento propõe ainda que a fiscalização camarária seja feita independentemente daquele prazo.
O documento cita as conclusões de um relatório da Direcção-Geral de Viação para recordar que “grande parte da sinalização vertical não cumpre o Regulamento de Sinalização de Trânsito, o que é especialmente relevante no caso das passagens para peões ou da pré-sinalização de travessia de crianças” 2.
Aparentemente, porém, o documento omite uma importante alternativa para o peão: a solução de passadeiras elevadas 3.

Lá em cima está o ‘Tiro Liro’

O Clube Português de Tiro a chumbo foi fundado em 1935 e está em Monsanto desde 1963. Situado em terrenos da autarquia, o Clube de Tiro tem um contrato de concessão, com revalidações de dez em dez anos, sendo que a última já expirou.
Por isso o Clube de Tiro entregou ontem na autarquia um projecto de recuperação, do qual dependerá a manutenção do clube no local. Segundo o vereador do Ambiente e dos Espaços Verdes da CML, se o projecto contemplar a ausência de ruído e a não contaminação do solo com chumbo “certamente que será viabilizado pela autarquia” 1.
No entanto, a CDU sempre defendeu o fim do campo de tiro em Monsanto 2, aliás porque se trata de um espaço impar na cidade de Lisboa, “a preservar, melhorar e dinamizar” 3.

Como diria José Mário Branco na peça 'A Noite' 4:


Quem dá o tiro no liro
Vai p'ró chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó


Sem mais comentários.


1. Ver
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306984&idCanal=undefined
2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=815911&div_id=291
3. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/08/parques-e-jardins-de-lisboa-iii.html
4. Ver http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/mariobranco-tiroNoLiro.html

Cruzeiro a todo o vapor

A Secretária de Estado dos Transportes admitiu ontem que a concepção e construção do terminal de cruzeiros em Santa Apolónia poderá fazer-se em parceria com privados.
Mas em 26 de Setembro, a CML aprovou uma moção contra a construção de um terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, manifestando "profundo desagrado e indignação pelo facto de estar a ser feito um projecto desta envergadura e impacto sem que o município tenha sido ouvido", e exigindo ao governo que "a Câmara Municipal de Lisboa seja parte da discussão e aprovação de qualquer projecto" para a frente ribeirinha.
Na véspera "Os Verdes" tinham feito aprovar por Unanimidade na AML uma Recomendação sobre o assunto 1.
Também no dia 2 de Outubro o presidente da CML garantira que a construção de um terminal de cruzeiros com um muro de seis metros de altura e 600 metros de comprimento era um projecto "morto e enterrado", acrescentando que o projecto apresentado pela administração do Porto de Lisboa (APL) para o terminal não tinha "qualidade arquitectónica".
Agora a secretária de Estado garantiu que existe um "compromisso firme" de construir um novo terminal de cruzeiros que promova o turismo, respeite as normas urbanísticas e promova a eficiência portuária, e que entre o Governo, a APL e a CML "existe um perfeito entendimento" nesta matéria, indicando que o projecto resultará do trabalho de uma equipa constituída por técnicos indicados pela Câmara, pela APL e pelo Ministério dos Transportes, observando que essas pessoas estão a ser indicadas 2.
Eis um projecto 'morto e desenterrado' a todo o vapor.

09/10/2007

Para onde vai o terminal?

E de repente, fez-se um silêncio ensurdecedor (ou sepulcral) sobre o Terminal de cruzeiros. Estará mesmo 'morto e enterrado'? 1
A secretária de Estado dos Transportes escusou-se ontem a falar sobre eventuais tensas relações entre a CML e a administração portuária.
A autarquia reivindica a gestão das zonas ribeirinhas desafectadas dos usos portuários e a srª secretária de Estado afirma “não falo sobre o porto de Lisboa”.
Mas ironizou sobre o projecto de construção de um terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, ao qual a CML se opõe: “Vou fazer um cartaz a perguntar ‘Onde Está o Wally?’ Onde está esse terminal de 600m de comprimento, que ainda ninguém descobriu onde anda?” 2
Para que não subsistam dúvidas,
aqui podem ser vistas as fotografias do projecto do ‘Wally’, perdão, do projecto da APL.
Será que a srª Secretária de Estado desconhece que foi aprovada por Unanimidade, na recente AML de 25 de Setembro, uma Recomendação de “Os Verdes” para que a CML reivindique, junto do Governo, a transferência da jurisdição sobre as zonas ribeirinhas não afectas à actividade portuária, para o município e, também, que as obras e as utilizações próprias da actividade portuária estejam sujeitas aos instrumentos de ordenamento e planeamento em vigor”? 3
Ou poderá a APL ficar à margem destes instrumentos e destas deliberações?
2. Ver Público 2007-10-09

Estacionamento diferente

à holandesa (via Menos um Carro)

Selins aos milhares

A cidade de Barcelona poderá alcançar a meta de 6.000 bicicletas em regime de livre serviço já na Primavera de 2008, dado o sucesso do projecto ‘Bicing’, implementado na cidade catalã em Março passado.
Segundo avançou este fim-de-semana o jornal Le Figaro, a edilidade da capital catalã pediu a um grupo norte-americano uma proposta para colocar milhares de bicicletas e instalar 400 estações (terminais de recolha) até ao final do 1º trimestre do próximo ano.
De acordo com o jornal, a batalha pela dinamização da utilização da bicicleta nos moldes já implementados em cidades como Paris e agora em Barcelona, está a intensificar-se nas cidades europeias.
Em Barcelona, o serviço promovido pela municipalidade superou todas as expectativas. Em pouco mais de três meses, o ‘Bicing’ conta já com 1.500 bicicletas de livre serviço e 90 mil utilizadores que pagam 24 euros anuais pelo serviço.
A empresa estreou-se na Europa com uma experiência na cidade francesa de Rennes, em 1998, estendendo depois o serviço a três cidades da Noruega e da Suécia.
Por seu lado, uma outra empresa, líder mundial em equipamento urbano, oferece serviços semelhantes no Luxemburgo, Viena (Áustria), Gijón e Sevilha (Espanha), várias cidades francesas e em Bruxelas 1.
Lisboa deve entretanto estar algures com um furo nalguma burocrática roda pedaleira: fala-se, fala-se, fala-se, aprovam-se Recomendações 2, mas o projecto nunca mais arranca, ou seja, nunca mais começa a pedalar, o que é verdadeiramente desesperante.

08/10/2007

Na reunião sobre a frente ribeirinha

"Asociedade que irá promover a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa - que incluirá a Câmara e o Governo - não deverá ter poderes de licenciamento, afirmaram à Lusa vereadores da Oposição na Autarquia lisboeta. A informação foi anteontem transmitida aos vereadores por António Costa, presidente da CML, durante uma reunião extraordinária dedicada à frente ribeirinha.
(...) António Costa e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), informaram igualmente os vereadores sobre o trabalho de delimitação das áreas sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa que não dizem respeito a actividades estritamente portuárias e que deverão passar para a soberania plena da Autarquia. " (JN)

Entretanto:
A APL manifesta uma muito estranha ideia de diálogo (ver Público, via Cidadania Lx)

07/10/2007

Agricultura biológica pode alimentar o planeta

A Agricultura Biológica protege a biodiversidade, a vida selvagem e o bem-estar animal, sendo os alimentos obtidos por esse modo de produção biológico mais saudáveis e amigos do ambiente 1. Existem várias cooperativas de venda destes produtos no nosso país 2.
Porém, segundo os oponentes da agricultura biológica, esta não terá capacidade para alimentar o mundo, por ser “pouco produtiva” e por não existir fertilizante orgânico suficiente para aumentar a produção suficientemente.
Ora um grupo de cientistas da Universidade Ann Arbor de Michigan, nos EUA, refutou agora estas concepções erróneas sobre a agricultura biológica. A agricultura biológica é aproximadamente tão produtiva como a agricultura convencional nos países desenvolvidos e bastante mais produtiva nos países em vias de desenvolvimento, donde mais azoto do que o suficiente pode ser fixado no solo através da adubação verde.
O grupo de investigação comparou a produtividade da agricultura biológica e convencional (incluindo produção pouco intensiva de alimentos) em 293 casos, e estimou a produtividade média calculando um índice (produtividade biológica vs convencional) de diferentes tipos de alimentos e para países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Os resultados obtidos indicam que os métodos biológicos poderiam produzir alimentos suficientes para sustentar a população humana actual, e, potencialmente, uma população superior, sem necessitar de um aumento da área de cultivo.
A quantidade de azoto passível de ser fixada por leguminosas como culturas de cobertura também foi estimada. Dados oriundos de agro-ecossistemas temperados e tropicais sugerem que leguminosas poderiam fixar nitrogénio suficiente para substituir todos os fertilizantes sintéticos actualmente em uso.
O estudo concluiu que “estes resultados indicam que a agricultura biológica tem o potencial de contribuir substancialmente para a oferta global de alimentos, minimizando os impactes ambientais associados à produção convencional” 3.
Pelo contrário: são mesmo os OGM quem não garantem a segurança alimentar.

06/10/2007

Movimento pelo referendo ao Tratado Europeu

Até Dezembro irá decorrer a presidência portuguesa da União Europeia (UE), pelo que alguns assuntos comunitários irão também passar pela AR. Mas o novo Tratado Reformador, que irá substituir o Tratado Constitucional Europeu, é uma consulta que passou a não interessar ao PS, partido que tinha inscrito o referendo europeu no programa eleitoral das legislativas de 2005, mas que deixou, entretanto, cair 1.
No que diz respeito a Portugal, o recente Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” de 7 de Julho, tendo presente o compromisso do PS, considerou que “não é sequer concebível que qualquer alteração ao Tratado de Nice se faça sem recurso ao referendo” 2.
Considerando que durante a Conferência Intergovernamental (ICG) de 24 de Julho foi finalizado um ‘Draft Reform Treaty’, para ser acordado durante o Conselho de Lisboa de 18-19 de Outubro de 2007;
Considerando que o processo para estabelecer uma constituição na UE prossegue com o objectivo de implementar o próximo tratado antes das eleições europeias de Junho de 2009;
Considerando que este processo não pode continuar sem a participação directa e a aprovação dos povos europeus;
E que o próximo tratado da UE não pode ser estabelecido sem serem ouvidos os cidadãos;
A nível europeu está a decorrer uma petição 3 que visa recolher assinaturas de toda a UE apelando para um referendo sobre o próximo tratado europeu.
Esta campanha constitui o desenvolvimento da Carta Aberta aos Primeiros-Ministros endereçada após a Cimeira de Berlim de 25 de Março de 2007 e é assinada por vários deputados do Parlamento Europeu pertencentes a diversos grupos políticos europeus 4.
Uma
cronologia da Constituição Europeia, com os acontecimentos relevantes e as citações importantes, pode também ser consultada na página do ‘Movimento X09’.
Entretanto, a presidência portuguesa do Conselho da UE disponibilizou na Internet o projecto do Tratado 5, a debater pelos 27 na cimeira informal de Chefes de Estado e de Governo, dias 18 e 19, em Lisboa 6.

05/10/2007

Por um Orçamento mais Verde

A proposta de Orçamento do Estado para 2008 deverá ser entregue no Parlamento até ao dia 12 deste mês. Antecedendo a sua apresentação pública, o Ministro de Estado e das Finanças vai receber no Ministério das Finanças (MFAP), no próximo dia 10 durante a manhã, os partidos com assento parlamentar para consulta sobre a proposta do Governo 1.
Antecipando-se à conclusão do documento, no dia antes de ontem, o Partido Ecologista “Os Verdes” deslocou-se ao MFAP para proceder à entrega de uma Carta Aberta ao sr. Ministro das Finanças.
Nela “Os Verdes” referem terem, desde sempre, procurado apresentar propostas concretas, designadamente na área fiscal, para incentivar a poupança e eficiência energéticas, bem como a aposta nas energias renováveis, procurando dar um sinal positivo e claro aos cidadãos para nelas investirem.
Neste sentido, “Os Verdes” têm chamado a atenção para a hipocrisia actualmente existente no artigo 85° do Código do IRS que, apesar de permitir a dedução à colecta dos investimentos que os contribuintes portugueses façam em equipamentos de energias renováveis, impede na prática quem tenha crédito à habitação (ou seja uma grande parte da população) de usufruir deste incentivo já que os dois valores contam para o mesmo tecto, aliás demasiado baixo e pouco atractivo.
É também por isso que desde há cinco anos “Os Verdes” vêm apresentando propostas, em todos os Orçamentos de Estado, para mudar este estado de coisas, aliás sempre chumbadas pela maioria no poder, ora o PSD, ora o PS.
Este ano, “Os Verdes” quiseram chamar a atenção do sr. ministro, antes da entrega do Orçamento de Estado na Assembleia da República, para a necessidade de revogar o nº 3 do artigo 85° do Código do IRS, pondo fim, assim, à proibição de cumulação das duas deduções (investimentos em energias renováveis e juros do crédito à habitação), questão, que reúne o consenso da generalidade dos especialistas e entidades que acompanham estas matérias, e que o PEV considera verdadeiramente fundamental para começar a mudar o panorama energético português e combater as alterações climáticas.
O documento conclui com a esperança “que o sol ilumine o Governo para a apresentação de um Orçamento de Estado para 2008 mais Verde” 2.

1. Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=58716
2. Ler na íntegra em www.osverdes.pt/index01.html

04/10/2007

Na última reunião de Câmara

"A Câmara de Lisboa aprovou hoje o plano de saneamento financeiro, que implica um empréstimo de cerca de 500 milhões de euros e medidas como a diminuição em 30 por cento nas despesas com funcionários «avençados».
A proposta foi aprovada em reunião do executivo municipal com os votos favoráveis da maioria PS/BE, os votos contra do PCP, a abstenção do PSD, do movimento Cidadãos por Lisboa e do movimento Lisboa com Carmona, disse à Lusa fonte da autarquia.
(...) A redução de 30 por cento do valor dos subsídios prestados pela câmara a associações e outras entidades é outra das medidas contidas no plano de saneamento financeiro, bem como a redução em 50 por cento das transferências da Câmara para as empresas municipais.
Assumindo que «não é do lado da receita que está a chave do sucesso», António Costa revelou que a autarquia vai propor para 2008 a taxa máxima para a derrama (imposto cobrado a actividades económicas) bem como a taxa máxima do Imposto Municipal sobre Imóveis (0,8 por cento), à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos.
Os prédios devolutos terão cobrança agravada de IMI." (DD, 3/10)

Entretanto:
"Com início às 16.30 horas, na Praça do Município, o STAL e o STML colocam amanhã, quinta-feira, 4, cerca de 100 faixas que pretendem alertar a opinião pública e a actual maioria camarária para necessidade de se encontrar uma solução que promova a estabilidade de emprego dos cerca de 1500 trabalhadores que actualmente laboram em situação precária na autarquia lisboeta." (STAL, 3/10)

Recebida por e-mail

"No próximo dia 17 de Outubro (Dia Mundial da Erradicação da Pobreza), pelas 10h30, será entregue a S. Exa. o Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, uma Petição pelo Direito à Habitação da responsabilidade da Plataforma Artigo 65 - Habitação para Tod@s."

Pode ler mais no blogue ou descarregar a petição a partir do site respectivos.

A energia das ondas do mar

Portugal prepara-se para inaugurar o primeiro parque comercial de energia das ondas, capaz de fornecer energia ‘limpa’ a 350 mil casas. As máquinas Pelamis 1, nome latino que designa as serpentes marítimas, desenhados por uma empresa escocesa que é líder mundial neste novo tipo de energia renovável, são compostas de vários cilindros vermelhos, cada um deles do tamanho de um pequeno comboio regional, conectados entre si, e que apontam na direcção das ondas.
A nova tecnologia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos, fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar. A energia assim armazenada é depois ligada a um sistema hidráulico que a produz. As três serpentes marítimas serão em breve colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa portuguesa, (perto da Póvoa de Varzim), a partir da qual a energia será bombeada para a rede nacional. Recorda-se que o município de Peniche havia sido o primeiro a demonstrar disponibilidade para implementar a captura desta energia limpa.
As máquinas foram desenhadas e construídas por uma empresa escocesa, mas a intervenção portuguesa foi decisiva para que o projecto adquirisse verdadeiro ímpeto. O dono da obra é uma empresa portuguesa com largo percurso no capítulo das energias renováveis. Admitindo que, inicialmente, a energia produzida pelo novo parque não seria rentável, a empresa conseguiu do Governo português a fixação de tarifas que tiram à questão da rentabilidade a sua natureza central, pelo que conta ter 30 máquinas em funcionamento já no próximo ano.
“O que estamos a montar é o primeiro parque de energia das ondas do mundo”, disse o administrador da empresa. “Isto não está isento de riscos”, acrescentou, “mas Portugal é o lugar ideal para tentar provar a exequibilidade da tecnologia”, pois “possuímos uma costa de grande extensão, em comparação com o nível populacional do País” 2.

03/10/2007

Mais da frente ribeirinha

"A intervenção na frente ribeirinha de Lisboa vai ser gerida segundo o modelo “Pólis”.
O presidente da Câmara da capital está prestes a chegar a acordo com o Governo no sentido de retirar à Administração do Porto de Lisboa a tutela de todas as áreas que não estejam directamente relacionadas com a actividade portuária" (RR)

"O presidente da Câmara de Lisboa, garantiu hoje que a construção de um terminal de cruzeiros com um muro com seis metros de altura e 600 metros de comprimento em Santa Apolónia é um projecto «morto e enterrado», escreve a Lusa. " (PD, 2/10)

"A oposição na Câmara Municipal de Lisboa recebeu com agrado o abandono do projecto do terminal de cruzeiros para Santa Apolónia, proposto pela Administração do Porto de Lisboa (APL), mas lamenta que a questão nunca tenha sido formalmente apresentada e discutida pela vereação." (Público)

Leituras: é bem importante continuar a haver cidadania. Por aqui também vamos continuar a dar o nosso contributo.

O Tejo na Waterfront Expo 2007

Durante a apresentação do projecto Almada Nascente, no âmbito do Waterfront 2007, que teve início hoje, o arquitecto Richard Rogers, que juntamente com a Atkins e a Santa Rita Arquitectos elaborou o projecto, confessou ontem ter proposto “uma ligação de comboio por baixo de água a Lisboa” 1.
A proposta não foi contemplada no plano, mas o presidente do conselho de administração do Fundo que detém grande parte dos terrenos afirma que “o projecto não fecha portas e está, inclusive, aberto a uma ligação do metro entre a Margem Sul e Lisboa”.
Segundo o autor de projectos como o Millennium Dome, em Londres, ou o Centro Georges Pompidou, em Paris, a maior dificuldade que encontrou na realização deste projecto, que visa recuperar os 120 hectares dos antigos estaleiros navais de Cacilhas e Margueira, foi a nível de transportes públicos. E foi neste âmbito que surgiu a proposta da ligação subaquática entre Almada e Lisboa.
Para o vencedor do Pritzer 2007, este projecto terá ainda mais impacto do que o Millennium Dome ou o Centro Georges Pompidou, porque “mexe mais com a vida das pessoas”, embora não acredite sequer que seja um projecto polémico, pois “hoje em dia há maior receptividade a este tipo de arquitectura”.
Para já, a presidente da autarquia Almadense acredita que a conferência internacional Waterfront 2 será um óptimo local para “sensibilizar os investidores nacionais e internacionais desejados” e afiança que “dentro de alguns meses começar-se-ão a desenvolver os projectos de execução”, faltando apenas “uma concertação final com a CCDR-LVT”.

Na última AML

"A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje por unanimidade a actualização do Plano Verde da cidade, concebido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, e a inclusão no projecto de medidas preventivas que impeçam a construção." (Destak/Lusa)

"A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje por unanimidade a extinção da Empresa de Águas Residuais, EMARLIS, aprovando igualmente uma recomendação do PCP para a salvaguarda da situação dos seus sete trabalhadores, noticia a Lusa. " (PD)

Pode ler as intervenções de "Os Verdes" no site da AML.

Ecolojovem - «Os Verdes» presentes no Seminário "Região de Setúbal, Municípios onde a Água é de Todos"



No passado dia 1 de Outubro, Dia Nacional da Água, a Ecolojovem, Juventude do Partido Ecologista "Os Verdes" esteve presente no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Seminário "Região de Setúbal, Municípios onde a Água é de Todos", organizado pela Associação de Municípios da Região de Setúbal.
A Ecolojovem lembrou que a Água é um recurso estratégico fundamental e essencial à Vida, do qual depende o desenvolvimento e o bem estar das sociedades, sendo que o seu valor social é inestimável.
Existe actualmente uma tendência para gerir a Água como algo rentável, o chamado "Ouro Azul", mas ela deve ser vista e gerida atendendo a 3 principais questões e princípios fundamentais:
Em termos da questão ambiental, no que respeita por exemplo, à sua contaminação e poluição e às Alterações Climáticas, as quais têm vindo a dificultar cada vez mais a gestão da Água;
As questões sociais, ou seja, ninguém poderá retirar o direito básico de acesso à Água para satisfazer as necessidades básicas e fundamentais da vida, qualquer e por melhor que seja a situação económica dessa pessoa;
E por fim, a questão do desenvolvimento, e uma vez que a Água representa um factor fundamental de desenvolvimento, quem a controlar, passará a deter ele próprio esse poder sobre o desenvolvimento de qualquer região ou País.
Por estas e outras razões, a Ecolojovem defende a Água como um bem público, e somos contra todas as tendências e quaisquer tentativas de privatização da mesma, uma vez que estas afastam o poder de decisão dos cidadãos e dos seus eleitos sobre a gestão da Água. Todos sabemos também que qualquer empresa privada tem como objectivo principal o lucro, logo o princípio da preservação do bem ficará comprometido.
A Ecolojovem alertou ainda para o facto da necessidade da existência e promoção de uma estratégia a nível nacional de Educação para o Ambiente e para a Água.
A Ecolojovem congratulou-se ainda pela criação do Observatório da Água para a Península de Setúbal, em cujo Conselho Consultivo está presente o Partido Ecologista "Os Verdes".

O regresso da tolerância

Os moradores e comerciantes das Avenidas Novas estão perplexos. Os efeitos da campanha intitulada ‘Tolerância zero para o estacionamento irregular’, lançada pela CML no passado dia 12 de Setembro, “duraram pouco tempo”. Quem têm acompanhado de perto a situação nos últimos 15 dias, conta que “só nos primeiros três dias é que houve menos carros parados em segunda fila e nos passeios. Depois voltou tudo ao mesmo”. Isto apesar de fonte da autarquia afirmar que “há menos viaturas estacionadas em infracção”.
Dados recolhidos junto da Polícia Municipal (PM) revelam que entre os dias 12 e 26 de Setembro foram detectadas 770 infracções, 166 delas relativas a estacionamento em segunda fila e 236 em cima do passeio. Os agentes bloquearam 323 veículos e rebocaram 69.
Mas, na sequência de uma ronda efectuada por uma equipa de reportagem ao longo da Avenida 5 de Outubro e nas imediações do Campo Pequeno e Saldanha, verifica-se que continua a haver muitos carros parados em segunda fila com os quatro piscas ligados. Artérias com duas vias de rodagem ficam engarrafadas, porque os carros parados, uns atrás de outros, em segunda fila obrigam a afunilar o tráfego para uma via única. Sobre esta questão, um taxista defendeu que “os carros parados em segunda fila deviam ser logo rebocados para deixaram de atrapalhar o trânsito”.
Agentes da PM confessaram que “está tudo igual. O número de multas não aumentou nem diminuiu e é igual a quantidade de carros em infracção”. A mesma opinião tem um funcionário da empresa EMEL, que fiscaliza o estacionamento: “Nos primeiros três dias houve menos carros estacionados em segunda fila, mas agora está tudo como antes. O pior é à hora de almoço. As pessoas param o carro e dizem que é só um minutinho para ir ao banco, mas depois levam meia hora ou mais. Outros fazem-se esquecidos e vão almoçar, enquanto o carro fica em segunda fila”.
Também o segurança de um banco, que passa os dias à porta a olhar para a rua, confirmou que “está tudo na mesma. Deixam os carros em qualquer lado a empatar o trânsito”. No quiosque da esquina da Avenida de Berna com a 5 de Outubro, o vendedor garante que “continua tudo igual. São os mesmos fiscais, os mesmos polícias e o mesmo número de carros parados em segunda fila”.
Fonte da CML confirmou sobre a questão dos meios de fiscalização da PM que “são os mesmos que actuavam anteriormente, mas agora passaram a estar concentrados apenas na Avenida D. Carlos I e nas ruas de S. Bento, Castilho, Alexandre Herculano e Marquês da Fronteira e nas avenidas Duque de Loulé, António Augusto de Aguiar e Fontes Pereira de Melo”. Adiantou ainda que estas acções de fiscalização envolvem 29 elementos da PM.
Ou seja, parece ter-se regressado à antiga tolerância... ao estacionamento irregular.

02/10/2007

Debates e decisões em curso

"O executivo municipal lisboeta reúne-se quarta-feira para discutir a reabilitação da frente ribeirinha da cidade e a relação entre a autarquia e Administração do Porto de Lisboa (APL). A reunião extraordinária, convocada a pedido da vereadora do movimento “Cidadãos por Lisboa” Helena Roseta decorre quarta-feira às 17:00, à porta fechada." (Lusa/DD)

"A Assembleia Municipal de Lisboa discute hoje o Plano Verde para a cidade, concebido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, e a extinção da Empresa Pública Municipal de Águas Residuais de Lisboa, Emarlis." (Lusa)

Algumas boas notícias

De acordo com a resposta do Ministério da Saúde ao Requerimento enviado pelo Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, está prevista para breve a abertura da Extensão do Centro de Saúde de Marvila, no Bairro dos Lóios.

Fundação D. Pedro IV assinou quarta-feira o auto de reversão dos prédios do Bairro das Amendoeiras para o Estado.
(Lusa, via blogue Bairro dos Lóios)