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15/04/2014

CDU alerta para impactos da aprovação do Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor


O Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor já foi aprovado em reunião de Câmara e vai ser discutido e votado na Assembleia Municipal de Oeiras, na próxima terça-feira, dia 15 de Abril. A CDU contesta este plano e alerta para os impactos da sua implementação, devido aos inúmeros impactos negativos que acarreta:

- Em primeiro lugar, a CDU discorda da forma como foi efetuado o processo de consulta pública pois ocorreu em pleno mês de Agosto, altura em que muitos munícipes se encontram ausentes. Ora, esta situação contrariou o objetivo da consulta pública, que é auscultar a população. A CDU defende que esta consulta pública deveria ter sida efetuada noutra altura, de forma aberta, transparente e democrática.

- O plano de pormenor apresentado abrange cerca de 60% de terrenos públicos e aproximadamente 40% de terrenos privados, e prevê que os terrenos públicos sejam apropriados para fins privados, situação que suscita a contestação da CDU pois consideramos inadmissível que a Câmara Municipal de Oeiras coloque os interesses privados acima dos interesses públicos, pondo-os em causa.

- O plano de pormenor viola o PDM atualmente em vigor, por não respeitar esta zona como espaço de equilíbrio ambiental, uma vez que os programas a implementar não têm em conta estes princípios.

- A proposta apresentada prevê um projeto imobiliário que consiste num condomínio fechado, constituindo uma barreira que viria a isolar ainda a população da Cruz Quebrada do Tejo, contrariando toda a conceção de requalificação e valorização que a CDU tem vindo a defender para a orla ribeirinha: espaço de equilíbrio ambiental e paisagístico, com o mínimo de betão para os equipamentos a construir, privilegiando os usos recreativos, desportivos e de lazer, e a ser fruído e apropriado pela população.

- Os terrenos onde se prevê edificar para habitação, comércio e escritórios, tiveram durante muito tempo uma utilização destinada a fins industriais, o que nos suscita algumas reservas quanto ao nível de contaminação do solo.
Também os edifícios da Lusa lite têm elevados teores de amianto, o que nos levanta muitas dúvidas e reservas relativamente à descontaminação e precauções a tomar.

- A CDU contesta o facto de a Câmara Municipal de Oeiras querer avançar com um projecto que vai contra o PDM e o PROT AML, pois existem divergências e incongruências entre estes instrumentos e o plano de pormenor.
A zona em causa é classificada como área vital, devendo assumir-se predominantemente como um espaço não edificado e destinado a usos públicos e colectivos de recreio e lazer.
Esta foi uma das razões, entre muitas outras, para a emissão de um parecer desfavorável por parte da CCDR-LVT.

- A CDU considera que o Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor não promove a requalificação desta zona, não assegura a continuidade do Complexo Desportivo do Jamor até ao rio nem representa uma melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

- O projeto prevê a construção de cinco torres de betão para habitação, comércio e serviços, no troço final do rio, o que representa alterações da paisagem ao optar-se por esse tipo de construção entre o rio e uma zona verde, sendo a envolvente caracterizada por prédios de altura reduzida. Também o facto destas torres poderem vir a ser construídas perto do rio é problemático devido à zona se caracterizar por elevados riscos naturais, como o risco de cheia, de inundações e a erosão costeira, entre outros.
A própria Autoridade Nacional de Proteção Civil deu parecer desfavorável a este plano.
Outra questão que não está salvaguardada é o facto de ser uma zona onde as aves, incluindo algumas espécies protegidas, nidificam.

- Outro aspeto que merece a discordância por parte da CDU é este projeto prever a construção nova de um número considerável de fogos, em detrimento da reabilitação urbana, sabendo-se que o município de Oeiras tem inúmeros prédios devolutos.

- O Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor contempla a construção de uma marina, o que implica a destruição da Praia da Cruz Quebrada, um bem público e de livre acesso, utilizado pela população daquela zona e protegido por lei.
A CDU nunca poderia concordar com esta destruição que viola a lei e que vai impedir a população de usufruir de um espaço que é público.

- Este plano vai implicar também alguns impedimentos a nível de acessibilidade pois prevê cortar um dos principais acessos à Cruz Quebrada e ao Estádio Nacional, aumentando o fluxo de trânsito que já é elevado. Além disso, prevê ainda construir um viaduto com capacidade para tráfego pesado, por cima do cruzamento entre o Estádio e a Marginal, o que aumentaria o ruído numa zona onde já ultrapassa os valores estipulados por lei. Assim, este plano não apresenta opções viáveis e sustentáveis de forma a melhorara qualidade de vida da população nem em termos ambientais nem de mobilidade.

Perante tudo isto, a CDU considera que este plano tem de ser imediatamente travado porque vai destruir esta zona e vai deteriorar a qualidade de vida das populações afetadas, devendo, por isso este plano de pormenor ser rejeitado na reunião da Assembleia Municipal e procurar-se soluções que vão ao encontro dos direitos e do bem-estar dos munícipes.

O Partido Ecologista “Os Verdes”
(T: 21 396 03 08/21 396 02 91; Fax: 21 396 04 24; Email: pev@osverdes.pt ou osverdes@gmail.com)

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” - TM: 917 462 769

Lisboa, 15 de Abril  de 2014

10/09/2009

ExperimentaDesign de regresso a Lisboa

Mais de 250 criadores das áreas do design e arquitectura, provenientes de 23 países, estão em Lisboa, desde 4ª fª, para participar em debates, conferências, exposições e projectos especiais da Bienal ExperimentaDesign´09.
Num ano em que celebra uma década de vida, o evento regressa à capital com alguns dos mais conceituados críticos, curadores e criadores a nível internacional. Onze espaços em Lisboa vão acolher, até 7 de Novembro, um total de 71 eventos, sob o tema geral ‘It´s About Time’ 1.
Na primeira semana da Bienal, entre 9 e 13 de Setembro, as manhãs da Experimenta serão preenchidas com as ‘Open Talks’ no Mercado de Santa Clara, com debates dirigidos ao público especializado, enquanto, durante a tarde, no Teatro Camões, vão ter lugar as ‘Conferências de Lisboa’, dirigidas a um público mais vasto.
Quatro exposições são outra importante componente da programação da ExperimentaDesign´09: ‘Quick, Quick, Slow’, mostrando no CCB um percurso da história do design gráfico e a crescente importância dos meios digitais, enquanto ‘Pace of Design’ revelará os efeitos dos contextos culturais na definição de diferentes utilizações do tempo, de Tóquio a São Francisco, passando por São Paulo. ‘Lapse in Time’ irá apresentar jovens designers que se situam no oposto da repetição, e que em vez de produzir objectos querem gerar conteúdos, enquanto ‘Timeless’ será uma exposição que irá provar como se faz melhor com menos recursos.
A ExperimentaDesign deste ano tem ainda como novidades a realização de oito projectos especiais, um deles envolvendo soluções de design para idosos, um de apoio a deficientes e um outro de intervenção urbana no Jardim de Santos, também em Lisboa. Trata-se de um projecto de reabilitação do jardim por uma equipa de designers de luz, som, comunicação e sinalética e também de arquitectos paisagistas para torná-lo um espaço multifuncional.
Está ainda previsto na programação um ciclo de cinema em co-produção com a Cinemateca Portuguesa, intitulado ‘Designmatography’, com filmes sobre a relação entre a sétima arte e o tempo 2.

01/10/2007

A Casa da vizinha não é tão Verde quanto a minha

Porque pensar cidade e fazer cidade é um acto de cidadania e, como tal, deve ser aberta uma reflexão pública por parte dos vários agentes que a desenham, para a celebração do Dia Mundial da Arquitectura 2007, a UIA - Union International d’Architectes lança o tema ‘CO2 Free’.
Tratando-se de um problema demasiado amplo para se enquadrar numa tradicional postura estéril de discurso fechado para a classe, pois, como diria um arquitecto, “a sustentabilidade não é uma solução técnica, é uma solução política”, fazer cidade não se pode restringir apenas a uma resolução tecnológica do problema - isso é seguramente feito de modo mais eficaz por outros especialistas - mas sim na coordenação de diferentes atitudes e pontos de vista, dando assim um contributo na procura de soluções para uma ideia de cidade que, mais que sustentável, consiga ser mais eficaz em aspectos físicos e sociais.
Pensar, projectar e construir sustentavelmente ter-se-á tornado assim uma opção para o arquitecto contemporâneo, possível e desejável num mundo cada vez menos saudável. Pensar com sentido comum é uma das melhores ferramentas para isso, e um instrumento de trabalho de qualquer profissional de arquitectura, tendo em conta que a produção arquitectónica deve ter um papel determinante na Redução, Reutilização, Renovação e Reciclagem.
Assim, neste dia 1 de Outubro - Dia Mundial da Arquitectura - a Ordem dos Arquitectos apresenta o programa “A Casa Da Vizinha Não É Tão Verde Quanto A Minha”, contemplando um processo aberto de candidaturas e contribuições que podem ser enviadas até 30 de Outubro, e que estará em permanente actualização no ‘site’ e na exposição patente na Ordem.
Just because “The city is not the problem. The city is the solution”.