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03/05/2021

PEV questiona a CML sobre altura de fachada de edifício na envolvente do Largo da Igreja da Memória


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente a altura de fachada de edifício na envolvente do Largo da Igreja da Memória.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes teve conhecimento de que no passado dia 16 de Março tiveram início obras de escavações num terreno nas traseiras da Travessa Paulo Martins com frente para o Largo da Igreja da Memória, classificada como Monumento Nacional pelo Decreto nº. 8627, DG, I série nº 27, de 8-02-1923, com vista à construção de um edifício de habitação com 3 pisos acima da cota de soleira, nos termos da Licença de construção nº 6/CE-CML/2021, datada de 23/02/2021.

A altura de fachada e volumetria prevista para aquele edifício, situado em plena zona especial de proteção da Igreja da Memória (Portaria de 29-06-1960, publicada no DG, II série, nº 163, de 1407-1960), é superior ao único edifício existente nas traseiras da Travessa Paulo Martins e com fachada para o Largo da Igreja da Memória, uma vez que o edifício de gaveto com entrada pelo nº 14 da Calçada da Memória possui apenas 1 piso acima da cota de soleira à semelhança das instalações da empresa “Amor e Lima” com entrada pelo nº 31-A da Travessa Paulo Martins. Há ainda um outro edifício mais isolado a nascente, nas traseiras da entrada principal da Igreja da Memória, pertencente ao Instituto de Apoio à Criança, com 2 pisos acima da cota de soleira.

Atendendo a que esta área está identificada no Plano Director Municipal de Lisboa como correspondendo ao Traçado Urbano A - Orgânicos e Regulares, em que a altura máxima da fachada das obras de construção, ampliação e alteração é a média das alturas das fachadas preexistentes, nos termos nº 3 do Artigo 42º do Regulamento do PDM de Lisboa.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1. Como foi calculada a altura de fachada do edifício em construção na envolvente do Largo da Igreja da Memória, correspondente à Licença de construção nº6/CE-CML/2021, datada de 23/03/2021?

2. Foi solicitado parecer à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), em face desta edificação ocorrer em plena zona especial de protecção da Igreja da Memória classificada como Monumento Nacional?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:

- O parecer emitido pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 03 de Maio de 2021

05/01/2021

PEV exige esclarecimentos à CML sobre quarteirão da Confeitaria Nacional


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente ao quarteirão da Confeitaria Nacional.

REQUERIMENTO:

Em 2004, a CML aprovou a candidatura da Baixa a Património da Humanidade, faltando, no entanto, uma componente essencial: ‘o plano de gestão’ para a sua conservação, valorização e dinamização. Em 2006, seria criado um Grupo de Trabalho que apresentou o seu Relatório final ainda nesse ano.

Após a publicação no Diário da República (II Série, Aviso nº 7126/2011) do Regulamento do Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina, o qual, para a área descrita, prevalece sobre o próprio PDM de Lisboa, a CML justificava retomar a candidatura da Baixa Pombalina, entretanto classificada como Conjunto de Interesse Público, por representar uma oportunidade única para obter o reconhecimento internacional deste património histórico e monumental, que constitui parte integrante da alma e da identidade da capital.

Em 2017, o Comité do Património Mundial da UNESCO validou a candidatura “Lisboa Histórica, Cidade Global”, assente no conceito de Paisagem Urbana Histórica, à Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial na 41ª reunião que decorreu na Polónia, na cidade de Cracóvia.

Porém, de então para cá, acentuou-se o número de quarteirões desabitados, numa Baixa cada vez mais despovoada, com a instalação de comércio de marcas generalistas e lojas dirigidas a um turismo massificado, furaram-se prédios para instalar parques de estacionamento, cortou-se e desviou-se o fluxo de águas, pondo em causa os alicerces do século XVIII, em particular a ‘gaiola pombalina’, licenciaram-se estabelecimentos de restauração, hotéis e alojamentos locais, abriram-se vãos nos pisos térreos, desaparecem portas ferradas, molduras de janelas, fachadas de azulejo, escadas interiores, estuques originais, etc.

Considerando que a empresa Rottshire submeteu à Direcção-Geral do Património Cultural um Pedido de Informação Prévia (PIP) para a instalação de um hotel de três estrelas no edifício pombalino que alberga duas lojas históricas, recentemente classificadas como imóveis de interesse público: a Ourivesaria Barbosa e Esteves, que está encerrada desde 2018, e a Confeitaria Nacional.

Considerando que o projecto apresentado prevê a transformação numa unidade hoteleira daquele quarteirão, delimitado pela Rua da Prata, Praça da Figueira e Rua dos Correeiros, composto por um edifício de seis pisos, cave e subcave, e onde o promotor pretende demolir todo o interior a partir do piso 2, de modo a reconverter as habitações para a instalação de 73 quartos.

Considerando que a autarquia pode e deve, no âmbito do processo de licenciamento urbanístico, salvaguardar que nesta zona da cidade não ocorram alterações arquitectónicas dos interiores e do património integrado da Baixa Pombalina classificado como Conjunto de Interesse Público.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1 - Qual foi o conteúdo do parecer emitido pela Direcção-Geral do Património Cultural?

2 - Entende a CML que esta intervenção urbanística salvaguarda a integridade da estrutura referente à ‘gaiola pombalina’ neste quarteirão?

3 - Qual foi o parecer emitido pelos serviços municipais de licenciamento urbanístico?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos sejam igualmente facultados:

- O projecto de arquitectura e a memória descritiva relativos a esta pretensão urbanística.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 05 de Janeiro de 2021

17/09/2020

Os Verdes querem obras no edifício do Conservatório Nacional

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes vai propor, no próximo dia 22 de Setembro, a reactivação das obras de requalificação e reabilitação do edifício do Conservatório Nacional.

Estas obras tiveram início em Maio de 2019, prevendo-se a sua conclusão no final de Novembro de 2020, mas foram interrompidas abruptamente no final do mês de Janeiro e assim se mantêm até hoje, devido ao alegado abandono da obra por parte do empreiteiro.

Recentemente surgiram notícias que dão conta que no início do mês de Agosto a Parque Escolar iria lançar um novo concurso público que deverá estar concluído no final de 2020, sendo que as previsões mais optimistas apontam que as obras poderão terminar no início de 2023.

Ora, o PEV entende que é urgente no curto prazo resolver o processo que levou à suspensão abrupta das obras de requalificação do Conservatório, para que estas possam ser retomadas, assegurando todas as medidas de segurança no âmbito da actual pandemia.

Assim, na sequência da presente proposta, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes recomenda à CML que encete todas as diligências necessárias junto do Ministério da Educação e da Parque Escolar, E.P.E., para que sejam resolvidos todos os constrangimentos que estiveram na origem da paragem das obras de requalificação e reabilitação do edifício do Conservatório Nacional, nomeadamente para que o referido concurso público agora lançado cumpra os devidos prazos estabelecidos, permitindo que seja possível retomar as referidas obras para garantir as indispensáveis condições de segurança à leccionação, à formação musical e ao seu funcionamento em geral.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 17 de Setembro de 2020

01/09/2020

PEV pede esclarecimentos sobre candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o processo de candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

REQUERIMENTO:

A calçada portuguesa é uma expressão artística, um elemento do património cultural, tradicional e distintivo de Portugal e muito concretamente de Lisboa, apesar de existirem expressões de calçada portuguesa por todo o país e também pelo mundo, com presença em todos os continentes, assumindo-se assim também como um elemento de divulgação da nossa cultura.

É um elemento que valoriza a imagem do país e confere às cidades uma beleza e luminosidade únicas, dignificando o espaço público, tornando-o mais atrativo. Alia as características da durabilidade, de grande beleza estética, podendo, sempre que houver necessidade, ser renovada ou reconstruída. Tem ainda benefícios ambientais, comparando com outros tipos de pavimento, por regular a temperatura e aumentar a permeabilidade do solo, contribuindo para um melhor escoamento das águas.

Hoje em dia é utilizada no calcetamento de áreas pedonais, praças, parques e pátios, mas também em espaços interiores públicos e privados.

Perante todas as caraterísticas e benefícios da calçada portuguesa, tem estado a ser preparada a candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO pela Associação Calçada Portuguesa, da qual fazem parte a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins (ASSIMAGRA), a União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e o Grupo Português da Associação Internacional para a Proteção da Propriedade Intelectual (AIPPI).

Em 2016, através da Proposta n.º 725/2016, foi deliberado autorizar o início da preparação do processo da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO e, em Setembro de 2017, através da Proposta n.º 549/217, a autarquia integrou a Associação Calçada Portuguesa, a quem ficou de atribuir um apoio de 110 mil euros para aplicar na candidatura, importando saber qual o ponto de situação desse processo neste momento.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Qual o ponto de situação do processo de candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO?

2. Que desenvolvimentos foram já realizados por parte da CML e da Associação Calçada Portuguesa no âmbito dessa candidatura?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 1 de Setembro de 2020

09/06/2020

PEV questiona a CML sobre achado arqueológico no Beato


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre um achado arqueológico terá ficado visível na sequência de umas escavações, num terreno localizado entre a Rua da Manutenção e a Av. Infante D. Henrique, na Freguesia do Beato.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes teve conhecimento que um achado arqueológico terá ficado visível na sequência de umas escavações, num terreno localizado entre a Rua da Manutenção e a Av. Infante D. Henrique, na Freguesia do Beato.

O terreno em causa está identificado e delimitado na Planta de Qualificação do Espaço Urbano do PDM de Lisboa como uma área de valor arqueológico de Nível III, devido ao seu potencial valor arqueológico, sendo que todas as operações urbanísticas devem obedecer ao disposto na legislação em matéria de salvaguarda do património arqueológico.

Desta forma, cabe ao Município de Lisboa proceder a um acompanhamento presencial das obras no subsolo e sujeitar as operações urbanísticas com impacto no subsolo a realizarem acções ou trabalhos com vista à identificação, registo ou preservação de elementos de valor arqueológico eventualmente existentes no local.

Os achados arqueológicos fortuitos, em terreno público ou particular, devem ser comunicados aos serviços da entidade competente da administração central e da Câmara Municipal ou à autoridade policial, nos termos da Lei de bases da política e do regime de protecção e valorização do Património Cultural (Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro).

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Que obras estão em curso naquela parcela de terreno?

2. Teve a autarquia conhecimento do surgimento de algum achado arqueológico nesta parcela de terreno? Em caso afirmativo, do que se trata em concreto?

3. Pondera a CML solicitar que venham a ser realizadas acções ou trabalhos com vista à identificação, registo ou preservação de elementos de valor arqueológico eventualmente existentes no local?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 9 de Junho de 2020

19/01/2019

O PEV Clama Pela Preservação e Segurança do Mosteiro de Odivelas

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta, em que questiona o Governo, através do Ministério da Defesa Nacional, sobre as medidas de segurança e de preservação do Mosteiro de Odivelas que, até aqui, tem estado sob gestão da Administração, mas que, desde o dia 14 de janeiro, passou a ser gerido pela Câmara Municipal de Odivelas, através da assinatura de um auto de cedência entre a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional e a autarquia.

Pergunta:

O Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, mais conhecido como Mosteiro de Odivelas, foi mandado erguer no século XIII pelo rei D. Dinis e é monumento nacional desde 1910, conforme estabelecido no Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910.

Este mosteiro é hoje um dos maiores repositórios azulejares do país, destacando-se um painel exterior constituído por valiosos azulejos polícromos do século XVII, que representam um conjunto notável devido à sua antiguidade, qualidade e quantidade.

O Mosteiro de Odivelas pertencia à Ordem de Cister e, posteriormente, passou a albergar o antigo Instituto de Odivelas, que aí funcionou de 1900 até 2015, quando foi desativado e integrado no Colégio Militar, em Carnide, no concelho de Lisboa, por decisão do anterior Governo PSD/CDS-PP, estando o Mosteiro, desde essa altura, desocupado e sob gestão do Ministério da Defesa.

Durante o mês de dezembro de 2018, em três dias distintos - 19, 21 e 25 de dezembro -, foram arrancados mais de 160 azulejos do painel das paredes exteriores.

Entretanto, o Mosteiro de Odivelas passou, no dia 14 de janeiro, a ser gerido pela Câmara Municipal de Odivelas, através da assinatura de um auto de cedência entre a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional e a autarquia.

Desta forma, segundo foi avançado, a Câmara Municipal recebeu a gestão do espaço por 50 anos, mediante a garantia de um investimento de cerca de 16 milhões de euros na requalificação do monumento e o pagamento de uma renda mensal de 23 mil euros.


Ora, tendo presente a importância da preservação e da valorização do património e do testemunho histórico-cultural do Mosteiro de Odivelas que, até aqui, tem estado sob gestão da Administração Central, entende o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes que se impõe obter esclarecimentos relativamente às medidas de segurança e de preservação deste
monumento nacional.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Defesa Nacional possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Desde o final do ano letivo 2014/2015, quando o Mosteiro de Odivelas ficou desocupado devido à desativação do Instituto de Odivelas, que medidas foram desenvolvidas no que respeita à gestão, preservação e segurança deste monumento?

2. À data dos furtos de azulejos do Mosteiro de Odivelas, que medidas de segurança estavam previstas para todo o complexo?

3. Após a participação do primeiro furto, que terá ocorrido na madrugada de 19 de dezembro, que diligências foram tomadas?

07/06/2017

Verdes questionam o Governo sobre alegada cedência de espaços do Mosteiro dos Jerónimos a uma Associação

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Cultura, sobre a cedência de alguns espaços do Mosteiro dos Jerónimos a uma associação sem fins lucrativos, durante vários anos, sem que a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) tivesse recebido quaisquer quantias pela utilização dos espaços.

Pergunta:

Segundo vários órgãos de comunicação social, pelo menos uma associação sem fins lucrativos terá explorado alguns espaços do Mosteiro dos Jerónimos, durante vários anos, sem que a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) tivesse recebido quaisquer quantias pela utilização dos espaços.

É também adiantada a informação que as fundadoras da associação teriam um endereço de correio eletrónico oficial dos Jerónimos e que algumas atividades promovidas por essa mesma associação e que se destinavam a alunos, eram publicitadas em portais públicos, sem alegadamente haver qualquer protocolo entre a DGPC e a respetiva associação.

Segundo consta, algumas das entidades que utilizaram os espaços do Mosteiro dos Jerónimos para promover eventos terão pago mais à World Monuments Fund (WMF), organização internacional sem fins lucrativos dedicada à recuperação de edifícios históricos, do que à DGPC.


Acresce a esta situação o facto de a ex-diretora do Mosteiro dos Jerónimos, que esteve a exercer funções até o início deste ano, ser também a vice-presidente da WMF.

Saliente-se que, em 2014, com a entrada em vigor do despacho nº 8356/2014, os preços de cedência de espaços em monumentos começaram a ser tabelados, sendo que antes o custo das cedências ficava ao critério do diretor de cada monumento.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Cultura possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Tinha o Governo conhecimento das situações acima relatadas?

2- Considera o Governo que estamos perante uma situação de conflito de interesses uma vez que a ex-diretora do Mosteiro dos Jerónimos é também fundadora da World Monuments Fund, entidade que chegou a receber pagamentos pela realização de eventos no Mosteiro do Jerónimos?

3- Como justifica o Governo que a Direcção-Geral do Património Cultural não tenha recebido as quantias devidas pela cedência de espaços no Mosteiro dos Jerónimos?

4- Como justifica o Governo que eventos privados, alegadamente sem protocolo entre a DGPC e a associação promotora, fossem publicitados em portais públicos?

5- Desde 2014, ano em que entrou em vigor o Despacho nº 8356/2014, quantas situações irregulares de cedência de espaços no Mosteiro dos Jerónimos se verificaram?

11/04/2017

Assembleia Municipal de Lisboa aprova por unanimidade proposta do PEV sobre “Envelhecimento activo e saudável na cidade de Lisboa”



Com esta recomendação aprovada na sessão de hoje, “Os Verdes” pretendem que a autarquia assuma como prioridade a melhoria da qualidade de vida, ao nível das relações urbanas e sociais, das políticas sociais, da habitação, da mobilidade, da acessibilidade e dos serviços de proximidade, bem como valorize continuamente o importante papel dos cidadãos mais velhos na sociedade, promovendo medidas que estabeleçam a solidariedade entre gerações.

Além disso, Os Verdes assumem igualmente como prioritário que a Câmara Municipal promova políticas de combate à exclusão, ao isolamento e à solidão, assim como apoie políticas de saúde orientadas especificamente para o envelhecimento e, por fim, que pugne pelo aumento da oferta de equipamentos públicos, como centros de dia e de convívio, residências para idosos, serviços de cuidados domiciliários e de cuidados continuados.

Para Os Verdes, Lisboa deve adoptar cada vez mais uma visão integrada do processo de envelhecimento, tornando-se uma cidade inclusiva das pessoas mais velhas.
Na sessão de hoje da Assembleia Municipal foram também aprovadas as duas saudações apresentadas pelo PEV, uma ao 85º aniversário da Maternidade Alfredo da Costa e ao Projecto SOS Azulejo.

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”
Lisboa, 11 de Abril de 2017

Saudação “Projecto SOS Azulejo”


O Projecto ‘SOS Azulejo’ é coordenado pelo Museu de Polícia Judiciária, contando com a parceria da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Direcção Geral do Património Cultural, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Universidade de Aveiro, Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Tomar.

Os seus objectivos prioritários centram-se no fomento de acções de protecção e valorização do património azulejar português, procurando contribuir para a segurança, a conservação e um restauro certificados, bem como no estudo e divulgação adequados do património azulejar de origem nacional.

No passado dia 4 de Abril, o ‘SOS Azulejo’ comemorou o seu 10º aniversário, tendo inaugurado a exposição comemorativa “Projecto SOS Azulejo 2007/2017 - 10 anos a proteger e valorizar o património azulejar português”. Recentemente, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, Projectos de Lei e de Resolução a favor da protecção e valorização do património azulejar português, consagrando o dia 6 de Maio como o Dia Nacional do Azulejo. E já em 23/2/2016 a AML havia aprovado, também por unanimidade, uma recomendação para a criação do ‘Dia Municipal do Azulejo’.

Neste contexto, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, saudar:

1 - O 10º aniversário do Projecto ‘SOS Azulejo’.

2 - As diversificadas iniciativas do Projecto ‘SOS Azulejo’ tendentes à promoção da valorização do património azulejar de origem ou tradição portuguesas.

Mais delibera ainda:
- Enviar a presente deliberação aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Museu de Polícia Judiciária e restantes parceiros do Projecto ‘SOS Azulejo’.

Assembleia Municipal de Lisboa, 11 de Abril de 2017
O Grupo Municipal de “Os Verdes
                                
              

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

10/04/2017

Amanhã, na Assembleia Municipal Os Verdes saúdam a Maternidade Alfredo da Costa e o Projecto SOS Azulejo e defendem um envelhecimento activo e saudável na cidade de Lisboa


Amanhã na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, Os Verdes apresentam duas saudações, ao 85º aniversário da Maternidade Alfredo da Costa e ao Projecto SOS Azulejo e uma recomendação sobre “Envelhecimento activo e saudável na cidade de Lisboa”.

Os Verdes pretendem assim assinalar os 85 anos de funcionamento da Maternidade Alfredo da Costa, bem como o excelente e reconhecido trabalho de referência que a MAC tem vindo a prestar ao longo de décadas na área da saúde materno-infantil, como unidade autónoma de referência, ao serviço do interesse público e das populações. Os Verdes defendem ainda a manutenção e continuidade da Maternidade Alfredo da Costa como uma maternidade pública de referência para a cidade de Lisboa e para o País.

Na saudação ao Projecto SOS Azulejo, Os Verdes saúdam não só o projecto em si, mas igualmente as diversificadas iniciativas tendentes à promoção da valorização do património azulejarem de origem ou tradição portuguesas.

Através da recomendação “Envelhecimento activo e saudável na cidade de Lisboa”, Os Verdes propõem que a Câmara Municipal assuma como prioridade a melhoria da qualidade de vida, ao nível das relações urbanas e sociais, das políticas sociais, da habitação, da mobilidade, da acessibilidade e dos serviços de proximidade; que valorize o papel importante dos mais velhos na sociedade e promova medidas que estabeleçam a solidariedade entre gerações; que promova políticas de combate à exclusão, ao isolamento e à solidão; apoie políticas de saúde orientadas especificamente para o envelhecimento e por fim, que pugne pelo aumento da oferta de equipamentos públicos, como centros de dia e de convívio, residências para idosos, serviços de cuidados domiciliários e de cuidados continuados.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”
Lisboa, 10 de Abril de 2017

22/11/2016

Os Verdes congratulam-se com a aprovação de todas as suas propostas na AML



 
Na Assembleia Municipal de Lisboa de hoje, dia 22 de Novembro, o Partido Ecologista Os Verdes apresentou uma Recomendação relativamente ao “Estacionamento no Castelo de São Jorge”, que foi aprovada por maioria. Com esta proposta, Os Verdes pretendem que o executivo camarário procure alternativas ao estacionamento no interior da área museológica e classificada do Castelo de São Jorge, por não ser a situação mais adequada, defendendo o PEV a pertinência de se proceder à requalificação daquele espaço através da expansão do núcleo museológico e da criação de uma nova zona para actividades culturais ou de uma área de lazer e de estadia de apoio aos visitantes, o que permitirá valorizar cultural e turisticamente este equipamento classificado como Monumento Nacional.

Nesta mesma reunião foram ainda aprovados por unanimidade os restantes três documento apresentados pelo PEV, nomeadamente, uma Saudação “Aos trabalhadores da Administração Pública”, uma Recomendação sobre as “Escolas de Jardinagem e Calceteiros” e uma Recomendação relativamente à construção de um “Jardim na Urbanização de Alvalade”.
 

Lisboa, 22 de Novembro de 2016         

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes

Recomendação “Estacionamento no Castelo de São Jorge”


 
O Castelo de São Jorge integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites, vindo a ser classificado, por Decreto de 16 de Junho de 1910, como um importante Monumento Nacional.

No final da década de 1990, o espaço foi objecto de obras de restauro, recuperando a sua primitiva traça medieval, tendo sido encontrados vestígios marcantes sobre a sua trajectória.

Sendo um dos locais mais visitados pelos turistas na cidade de Lisboa, além das visitas tradicionais, o Castelo oferece uma programação temática ao longo de todo o ano promovida pela EGEAC, de que são exemplo as “Tertúlias de Inverno no Castelo”, o evento “Uma Noite no Castelo”, as várias actividades nocturnas, a observação de morcegos, a falcoaria e as simulações de lutas medievais.

O Castelo de São Jorge possui ainda um miradouro com uma das mais fantásticas vistas para a cidade e o rio Tejo, a Praça de Armas com a estátua de D. Afonso Henriques, o castelejo, a cidadela, a Câmara Obscura localizada na Torre de Ulisses (antiga Torre do Tombo), o Café do Castelo e ainda o restaurante Casa do Leão que chegou a ser o espaço onde antigamente se prendiam os leões trazidos de África.

Em 2012, o Município e a EGEAC decidiram manter um parque de estacionamento automóvel dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge, que tinha levado anos a reabilitar, acedendo as viaturas pelo Largo de Santa Cruz do Castelo, através de um pequeno portão. Importa salientar que este parque de estacionamento foi apresentado como uma situação “temporária”, até existirem alternativas.

Considerando que a existência de um parque de estacionamento dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge não será a situação mais adequada e tendo em conta a pertinência de se proceder a uma melhor requalificação do actual espaço que serve de estacionamento, para ali se expandir a zona museológica, novas actividades culturais ou ser criada uma zona de lazer e de estadia de apoio aos visitantes do Castelo.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Procure alternativas ao estacionamento no interior da área museológica e classificada do Castelo de São Jorge, no mais curto espaço de tempo possível.

2 - Requalifique o actual espaço do parque de estacionamento, com vista a expandir o núcleo museológico, nova zona para actividades culturais ou a ali criar uma área de lazer e de estadia de apoio aos visitantes do Castelo.

Assembleia Municipal de Lisboa, 22 de Novembro de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

19/07/2016

Recomendação “Preservação e valorização dos chafarizes, fontanários, fontes e lagos da cidade de Lisboa”


 
A água tem tido uma função particularmente importante na história da cidade de Lisboa, não só porque o Rio Tejo teve um papel fundamental na sua génese e crescimento, mas também porque este bem essencial para o ser humano e para a própria cidade modelou em grande escala a sua evolução, principalmente pela escassez de água que muitas vezes se fez sentir.

Grande parte dos chafarizes, fontanários e outros géneros de fontes desempenharam uma função vital para a cidade, por constituírem obras que exigiram grande esforço e recursos, pelo que eram também motivo de celebração e memória desses feitos, tendo vindo a converter-se em monumentos e continuando hoje a ser importantes elementos de promoção da imagem da cidade.

Estes elementos devem assim ser preservados e mantidos em boas condições, pelas autoridades competentes pela sua manutenção, por serem um testemunho da nossa História, Cultura e Arte, justificando-se medidas de manutenção e protecção, face aos benefícios socioculturais e económicos que propiciam para o conjunto da população.

Assim, considerando que a cidade de Lisboa possui uma diversidade de tipologias de chafarizes, fontanários e outros géneros de fontes que assegurava e disponibiliza a água potável às populações locais, contribuindo para a vitalidade, identidade e ornamento do próprio espaço público onde se inseriam estes equipamentos colectivos;

Considerando que os chafarizes, fontanários, fontes e lagos em Lisboa, sempre tiveram um papel fundamental na imagem e na vida da própria cidade, com o serviço essencial que desempenhavam no abastecimento público de água potável às populações e o facto destes equipamentos servirem, frequentemente, como um veículo para a comunicação de diversas mensagens, de sociabilização e também de ornamento;

Considerando ser da responsabilidade da CML a conservação e manutenção de chafarizes, fontanários, fontes e lagos que se encontram geograficamente em espaços designados como estruturantes, incluindo obras de restauro dos elementos veículos de água, assegurando a sua limpeza, desentupimento e reparação de instalações eléctricas e/ou mecânicas (sistema de bombagens), competindo-lhe ainda emitir parecer prévio vinculativo sobre a sua conservação e promoção.

Considerando que, para além dos que se encontram sob sua gestão directa, como a Fonte Monumental da Alameda D. Afonso Henriques, as fontes da Praça D. Pedro IV, as do Martim Moniz e do Largo D. Estefânia, como ainda os lagos do Jardim do Campo Grande, do Campo Santana e os lagos e fontes do Parque das Nações, existem antigos fontanários dispersos em risco de descaracterização.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Mantenha actualizadas a inventariação e a caracterização do património urbano disperso associado ao abastecimento de água potável na cidade de Lisboa, visando a sua protecção, preservação e promoção.

2 - Proceda à reabilitação e reparação, física, mecânica e eléctrica dos chafarizes, fontanários, fontes e lagos da cidade de Lisboa, contribuindo assim para a valorização deste património cultural.

3 - Elabore um Roteiro dos Chafarizes, Fontanários e Fontes de Lisboa, em eventual parceria com outras entidades ligadas à gestão da água, como forma de valorizar este património e proceder à sua divulgação, designadamente, junto de agentes de turismo e instituições de ensino.

Mais resolve ainda:

- Remeter a presente deliberação à Direcção-Geral do Património Cultural, ao Centro Nacional de Cultura, à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, à Águas de Portugal, à Empresa Portuguesa das Águas Livres e à Associação de Turismo de Lisboa.

Assembleia Municipal de Lisboa, 19 de Julho de 2016
O Grupo Municipal de “Os Verdes
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

15/07/2016

Os Verdes propõem a Preservação e valorização dos chafarizes, fontanários, fontes e lagos da cidade de Lisboa


 
No dia 19 de Julho, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Saudação “Às acções em defesa da Paz e contra a Cimeira da NATO em Varsóvia” com vista a reafirmar a defesa do Artigo 7º da Constituição da República Portuguesa, alusivo às relações internacionais, que preconiza a criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos, a abolição de todas as formas de opressão e a dissolução de blocos político-militares, bem como saudar todos os participantes nas acções que reafirmaram a Paz como condição essencial ao desenvolvimento, ao progresso e à justiça.

Uma Recomendação referente à “Preservação e valorização dos chafarizes, fontanários, fontes e lagos da cidade de Lisboa”, propondo que a CML mantenha actualizadas a inventariação e a caracterização do património urbano disperso associado ao abastecimento de água potável na cidade de Lisboa e proceda à reabilitação e reparação destes equipamentos, contribuindo assim para a protecção, preservação e valorização deste património cultural. Os Verdes propõem também a elaboração de um Roteiro dos Chafarizes, Fontanários e Fontes de Lisboa, em eventual parceria com outras entidades ligadas à gestão da água, como forma de valorizar este património e proceder à sua divulgação.


Lisboa, 15 de Julho de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

12/07/2016

1ª Intervenção do PEV nas Perguntas à CML na Assembleia Municipal de Lisboa de 12 de Julho de 2016


 
Tema: Futuro parque de diversões populares
No passado dia 1 de Junho, argumentando procurar a “verdadeira alma para a nova casa da feira", na presença de muitas crianças e num ambiente de feira de diversões, entre picocas feitas em azoto, algodão doce e um espectáculo por artistas do Chapitô, o sr. presidente da CML apresentou, na Casa do Artista, o sítio na Internet da futura feira de diversões de Lisboa, em Carnide.
O projecto ‘Pré-Masterplan’, datado de Novembro de 2015, para um espaço com vinte hectares, localizado entre o Bairro Padre Cruz e as oficinas do Metropolitano na Pontinha, acabara de ser complementado em Abril de 2016 por um ‘Estudo prévio sobre acessibilidades’ e um ‘Estudo prévio sobre espaços verdes’, prevendo a revisão do sistema viário naquela zona da cidade e a criação de um parque de estacionamento dissuasor.
Quanto ao investimento inicial, sabíamos, em Novembro, que haviam sido gastos, pelo menos, 11,5 milhões € na aquisição de uma parte do terreno e de uma permuta. E o primeiro conjunto de questões que o GM de Os Verdes coloca é o seguinte:
Qual o custo real dos terrenos do futuro parque de diversões populares em Carnide?
Haverá associações que tenham de ser deslocalizadas e, por tal facto, ressarcidas?
Qual o custo real já despendido só no ‘Pré-Masterplan’ e outros estudos iniciais?
Voltando a Novembro de 2015, convém recordar que as receitas da antiga Feira Popular revertiam para a Fundação ‘O Século’ e que, quando a Feira encerrou em 2003, a CML se comprometeu a pagar uma verba anual, para compensar esse fecho até que existisse uma nova Feira Popular.
A Fundação ‘O Século’, que se pauta por ser um elo de ligação sustentável, na área de assistência social, entre a sociedade civil e os organismos institucionais, promovendo e contribuindo para a criação de condições e oportunidades, que possibilitem não só o desenvolvimento sócio cultural de crianças, como a assistência social a idosos e pessoas menos favorecidas ou em risco social, argumenta ser detentora da designação criada em 1943 para suportar a obra social da Fundação e que desde essa altura foi o seu legítimo proprietário, de acordo com um primeiro pedido de patente feito em Dezembro de 1965, entretanto renovado, e que estará válido até Outubro de 2017.
Em causa não estará apenas a utilização do nome, pois o estabelecimento comercial é propriedade da Fundação que pretende ver "reconhecidos os seus direitos". A Fundação confirmava ainda, no final do ano passado, haver conversações com a CML e que o entendimento estava “em aberto".
Dizem que o que mais os preocupa é o facto de, quando a Feira Popular fechou em 2003, a autarquia acordou pagar à Fundação uma indemnização anual de 2,6 milhões de euros, correspondente à média de lucros anuais do espaço, até ser construído um novo parque. Porém, como o pagamento deixou de ser feito em 2010, ano e meio depois a CML acordou com a Fundação ‘O Século’ revogar o protocolo de 2003, pagando um milhão de euros em compensação de uma dívida em atraso no valor de 5,2 milhões € e a cedência de um direito de superfície de um terreno para exploração de um posto de abastecimento de combustíveis na Praça José Queirós.
Ora, passado todos estes meses, a CML veio agora, no início do corrente mês (1/7), considerar que pela designação dada ao antigo parque de diversões “se proprietários houver são todos os cidadãos de Lisboa", e ponto final. Por seu turno, a autarquia entende agora que "na sequência deste acordo (de 2012), nada mais há a pagar à Fundação".
Perante este volte-face, Os Verdes colocam um segundo conjunto de questões:
Confirma-se ou não que, caso o Município pretenda usar o nome, terá de adquirir a patente registada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial ou reclamar nos tribunais?
Não será ainda possível encontrar-se uma ‘solução justa’?
Qual o consenso que a autarquia admite aceitar para solucionar o inesperado diferendo com a Fundação ‘O Século’ a propósito da designação, ou seja, da utilização do nome comercial do futuro parque de diversões populares?
 
Tema: Jogos tradicionais portugueses
Há exactamente um ano, foi aprovada nesta AML uma Recomendação de Os Verdes, onde se recordava o facto de os jogos tradicionais portugueses traduzirem a história e a cultura do nosso país, por representarem uma parte relevante da memória e identidade nacionais, enquanto agentes de cariz intergeracional, constituindo um valioso património cultural que necessita de ser preservado e promovido junto das novas gerações.
Sugeria-se por isso que, reconhecendo o Município as vantagens cívicas, sociais e familiares que os jogos tradicionais portugueses propiciam, numa perspectiva cultural, educativa, desportiva, lúdica e de integração social, estabelecesse acordos de parceria tendentes à sua promoção, designadamente, com a Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais.
Como até ao momento as informações disponibilizadas pelo pelouro do desporto são omissas em relação a estas propostas, pergunta-se:
Tenciona ou não o executivo dinamizar, junto das crianças e jovens do Município de Lisboa, actividades lúdicas e desportivas com base nos jogos tradicionais portugueses?
Já estabeleceu os devidos contactos com a Federação Portuguesa dos Jogos Tradicionais, tendente à organização de torneios e à sua divulgação junto de escolas, associações e outros espaços lúdicos da capital?
 
Tema: Criação do Dia Municipal do Azulejo
Elemento identitário de Lisboa, o azulejo é um verdadeiro cartão de visita de uma cidade que foi um importante centro de produção e consumo deste tipo de material cerâmico ao longo dos tempos. Trata-se de um elemento decorativo de elevado valor, roubado um pouco por toda a cidade.
O Museu do Azulejo e o Museu de Lisboa, que no Pavilhão Preto do Palácio Pimenta, acabou de inaugurar a exposição ‘Fragmentos de Cor - Azulejos do Museu de Lisboa’, dispõem de uma vasta coleção de azulejaria que, pelo número, variedade e qualidade dos exemplares, se afirma ser das mais importantes do país, alguns provenientes de edifícios demolidos ou remodelados, de prédios em ruínas ou de intervenções arqueológicas.
No Palácio do Campo Grande há vários painéis de azulejos do século XVII, bastante deteriorados, que foram resgatados à Quinta do Contador-Mor, demolida quando se urbanizou a zona dos Olivais. Há outros dedicados a São Lourenço, que estavam na Igreja de Carnide (também do século XVII) e foram dali retirados após a implantação da República, quando o edifício foi transformado em escola. Há um maravilhoso painel assinado por Almada Negreiros e fabricado pela Viúva Lamego para a Livraria Ática (1955). E há mais, muito mais, como a maqueta da decoração em azulejos de Querubim Lapa para uma cozinha em Lisboa e, ainda, o original do painel ‘O Mar’, de Maria Keil, porque o que está na Avenida Infante Santo é uma cópia.
Ora, em 2007, o Museu da Polícia Judiciária decidiu criar o projecto SOS Azulejo, que foi responsável por uma mudança radical no que toca à conservação deste património. Uma das acções desenvolvidas foi a criação de um sítio na Internet onde são divulgadas imagens de azulejos furtados e que estão a ser procurados pela polícia. A própria proibição de demolir fachadas azulejadas resultou unicamente de uma proposta do SOS Azulejo, sem qualquer intervenção do PISAL. E, em 2011, a CML ainda previu a criação de um Banco Municipal do Azulejo.
Mas em 2014 a tendência inverteu-se. De acordo com o coordenador da brigada da PJ de Lisboa, após um breve período de contenção, volta a verificar-se (cito) “um aumento significativo de furtos de azulejos em grandes quantidades, sobretudo de azulejos de padrão”.
Pelo que, como é comum assistir-se à venda na via pública de exemplares deste valioso património artístico com origem ‘desconhecida’, a AML aprovou, por unanimidade, uma recomendação de Os Verdes para que a CML procedesse ao levantamento e classificação de fachadas e interiores de edifícios públicos municipais com significativos painéis de azulejos.
Como se desconhece que iniciativas concretas terá ou não o executivo assumido neste sentido, pergunta-se:
Vai ou não o pelouro da cultura proceder à constituição de uma ‘equipa fixa’ dedicada em exclusivo às questões do azulejo, como foi prometido, em 2014, pelo sr. director do Departamento de Património Cultural?
Vão ou não ser inventariados e classificados como de ‘interesse municipal’ os painéis considerados relevantes e representativos da arte azulejar, como forma de dificultar a sua posterior comercialização ilegal?
Estão ou não a ser ponderadas as vantagens da inclusão desse levantamento em candidatura da capital a Património Histórico/Cultural, por exemplo, da Unesco, como também aprovado nesta AML?
Finalmente, para quando a criação do Dia Municipal do Azulejo?


Sobreda Antunes
Grupo Municipal de Os Verdes

27/06/2016

Recomendação “Monumento ao calceteiro”


 
Lembrai-vos desta arte,

Penso que tem defesa!

Aparece em toda a parte,

Pois ela é bem portuguesa.

 

Quis sobretudo ser franco,

Fala aberto o coração!

Trabalho o preto e branco,

Sou um ourives do chão.


[António Mateus (Tony), calceteiro-poeta]

Em 15 de Dezembro de 2006, o Município de Lisboa homenageou e imortalizou a arte de calceteiro, com a inauguração do Monumento ao Calceteiro. Na cerimónia estiveram também presentes os formandos da Escola de Calceteiros de Lisboa.

O monumento, da autoria de Sérgio Stichini e executado por 2 dezenas de artífices da autarquia, era composto por duas estátuas em tamanho real feitas em bronze -  com figuras de um calceteiro a esculpir a pedra e um ajudante (batedor) com o maço a calcar a pedra -, e enquadradas por um quadro de calçada à portuguesa com a barca de São Vicente, em calcário branco e negro, e os corvos padroeiros da cidade (ver anexo). Situava-se na Rua da Vitória, entre a Rua da Prata e a Rua dos Douradores, em frente à Igreja de São Nicolau, local escolhido pela proximidade ao Rossio, onde surgiu em 1849 a calçada à portuguesa, tal como a conhecemos hoje, com o famoso desenho do mar largo.

Na altura, a vereação destacou representar "um símbolo fidedigno da cidade, tal como existe no primeiro testemunho gráfico, do século XIV", sendo aquela “uma homenagem da cidade de Lisboa a todos os calceteiros do passado, do presente e do futuro pelo seu trabalho magnífico de pessoas dedicadas, esforçadas e abnegadas”, lembrando que o ofício de calceteiro tem levado o nome de Lisboa e de Portugal a outras cidades do mundo inteiro pela beleza da sua arte, concluindo que "já não se fazia uma barca destas há 50 anos, a última foi criada no Jardim da Estrela".

Após a vandalização de uma das peças - a do batedor -, o conjunto escultórico acabaria por ser recolhido pelos serviços Lx Alerta do Município, para ser recuperado e, dizia-se, regressar o mais brevemente possível ao espaço público, mas a sua reposição jamais se verificou.

Considerando que a CML investiu nesta arte com a criação, em Novembro de 1986, da Escola de Calceteiros de Lisboa, que vinha desenvolvido um intenso trabalho de formação ao longo das últimas décadas, formando calceteiros e auxiliando a preparação de profissionais em outros países.

Considerando que, além do reconhecimento público da profissão, o Monumento ao Calceteiro tinha como objectivos a promoção da calçada à portuguesa e da qualidade artística do espaço público.

Considerando que o Monumento ainda continua a ser divulgado em roteiros culturais da cidade, fazendo com que turistas, infrutiferamente, procurem a sua localização.

Considerando que, ainda hoje, a calçada à portuguesa se mantém uma realidade em diversos pontos do mundo por onde os portugueses passaram, de Portugal a Timor, do Brasil a Macau, sendo um cartão de visita e parte da cultura portuguesa.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Reconheça as valências artísticas e turísticas das obras dos mestres calceteiros, trabalhadores especializados na colocação da calçada à portuguesa ou mosaico português, na cidade de Lisboa.

2 - Após o devido restauro, seja encontrado, na capital, um espaço público condigno para acolher o conjunto escultórico do Monumento ao Calceteiro.

3 - Pondere a elaboração de um guia turístico actualizado, representando e descrevendo os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa na cidade de Lisboa.

4 - Dê conhecimento da presente deliberação a todos os vereadores da CML e à Escola de Calceteiros de Lisboa, sita na Quinta Conde dos Arcos.

Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes

Frederico Lyra                                                                      J. L. Sobreda Antunes

23/06/2016

Os Verdes voltam a denunciar o mau estado do Pátio de Dom Fradique


 
O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes teve conhecimento, através da comunicação social, que o Pátio de Dom Fradique de Baixo, contíguo ao Palácio de Belmonte classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 5/2002, se mantém em avançado estado de abandono e ruínas.

A CML chegou mesmo a expropriar o Pátio de Dom Fradique, realojando os moradores, com o objectivo de proceder à sua recuperação e reconversão urbanística, porém sem nunca ter chegado a avançar com a necessária requalificação daquela zona emblemática da cidade. Para além de, desde há vários anos, as obras virem sendo adiadas sem uma justificação válida, o degradante local continua a servir de acesso ao Castelo de São Jorge, para munícipes e turistas que acedam por São Tomé ou pelo Largo das Portas do Sol.

Apesar dos vários projectos apresentados para aquele Pátio nunca terem sido aprovados pela CML, consta que sobre ele subsiste ainda um eventual direito de preferência do proprietário do vizinho Palácio de Belmonte.

Neste sentido, o PEV pretende saber se o executivo camarário confirma a recepção de projectos para a recuperação do Pátio de Dom Fradique e quais os motivos para nenhum deles ter, entretanto, sido aprovado; se sobre ele existe algum direito de preferência, designadamente do proprietário do Palácio de Belmonte; e para quando estará finalmente prevista a realização de obras de recuperação e reconversão urbanística de um espaço que se encontra inserido no roteiro turístico da Cerca Velha.

REQUERIMENTO

Data de 1449 a compra de algumas casas e quintais na zona do Castelo, situados num recanto formado pelos muros da Porta de Santa Maria da Alcáçova e pela muralha da cidade (Cerca Velha). A sua posse esteve sucessivamente ligada a conselheiros e corregedores reais, a diversos membros da nobreza, à constituição dos morgadios do Castelo e da Ota, sendo depois transformada, na segunda metade do século XVII, numa moradia apalaçada que é, presentemente, das mais antigas da cidade, altura em que as construções e o terreno vizinho adquiriram a denominação de pátio de Baixo ou Pátio de Dom Fradique.

Em 1805 a propriedade veio à posse da família do 1º conde de Belmonte, tendo ainda o palácio funcionado, ao longo do século XIX, como colégio, hospital provisório, e comissariado da Polícia. Já no século XX, as casas do Pátio de Dom Fradique foram alugadas para habitação.

Por seu turno, o Palácio Belmonte situa-se hoje na zona de protecção da cerca do Castelo de São Jorge, partilhando parte da sua estrutura. Mais recentemente, foi remodelado e convertido numa unidade hoteleira, que aproveitou as antigas estruturas do Palácio, bem como as madeiras e ferros da época e muitos elementos decorativos. Integra ainda o Pátio de Dom Fradique de Cima e o Arco de Dom Fradique, que liga os bairros de Alfama e do Castelo, atravessando o edifício como serventia pública de passagem.

Quanto ao Pátio de Dom Fradique de Baixo, contíguo ao Palácio e acessível pelo referido arco, pertence hoje à CML, encontrando-se em total estado de degradação, tal como documentam as fotos em anexo.

Assim, considerando que o Pátio de Dom Fradique está classificado, segundo o Decreto nº 5/2002 de 19 de Fevereiro, como Imóvel de Interesse Público, sendo propriedade do Município de Lisboa, desde 25 de Julho de 2001;

Considerando que a CML, no final da década de ’90, expropriou o Pátio de Dom Fradique devido à iminente queda de telhados e paredes que colocavam em risco as 30 famílias que ali viviam, com o objectivo de proceder à sua recuperação e reconversão urbanística;

Considerando que a CML nunca chegou a avançar com a necessária requalificação deste espaço emblemático da cidade, que constitui um local de acesso ao Castelo de São Jorge, para munícipes e turistas que acedam por São Tomé ou pelo Largo das Portas do Sol;

Considerando que já foram apresentados vários projectos para este local que nunca vieram a ser aprovados pela CML, constando haver um direito de preferência do proprietário do Palácio de Belmonte;

Considerando que os residentes acabaram por ser realojados, uns perto da antiga Freguesia de Santiago, outros em bairros sociais do concelho de Lisboa, para permitir obras futuras;

Considerando que a autarquia só efectou trabalhos de demolição parcial e de consolidação por estar em causa a integridade física e a segurança dos transeuntes;

Considerando que o estado de abandono e as ruínas emparedadas, daquilo que em tempos foram portas e janelas de casas ali existentes, em nada dignificam um local com, pelo menos, quatro séculos de história, integrado num roteiro turístico.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 - Confirma a CML a recepção de vários projectos para a recuperação do Pátio de Dom Fradique, mas que nunca vieram a ser aprovados? Se sim, porque não foram aceites pelo Município?

2 - Existe algum direito de preferência do proprietário do Palácio de Belmonte sobre o Pátio de Dom Fradique? Se sim, em que termos e para que fins?

3 - Está ou não prevista a realização de obras de recuperação e reconversão urbanística deste espaço emblemático da cidade? Se sim, quais são e para quando prevê a CML a sua execução?

4 - Qual o destino que o executivo camarário prevê atribuir ao Pátio de Dom Fradique? Está a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior envolvida no processo de reabilitação ou de posterior usufruto, social, cultural ou lúdico, deste espaço?

 

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

Lisboa, 23 de Junho de 2016