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07/12/2020

PEV exige esclarecimentos à CML sobre multibanco no Mercado Municipal de Campo de Ourique


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o multibanco no Mercado Municipal de Campo de Ourique.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes tem vindo a receber algumas denúncias que dão conta do facto da máquina de multibanco existente no Mercado Municipal de Campo de Ourique se encontrar inacessível durante o seu horário de funcionamento, umas vezes devido ao facto da máquina de multibanco estar fora de serviço e noutras por existir algum obstáculo físico (portas fechadas) que impede o acesso das pessoas à máquina de multibanco.

É do conhecimento público que o Bairro de Campo de Ourique está muito mal servido de caixas multibanco, o que representa um constrangimento para as pessoas idosas com problemas de locomoção.

Considerando que a competência pela gestão do Mercado Municipal de Campo de Ourique é do Município de Lisboa, embora a CML tenha concessionado a gestão deste Mercado à empresa MCO, S.A. que também tem a concessão do Mercado da Ribeira.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1 - Reconhece a CML que urge melhorar o grau de cobertura do serviço de caixas de multibanco existente no Bairro de Campo de Ourique?

2 - O executivo camarário tem conhecimento de que a máquina de multibanco existente no Mercado Municipal de Campo de Ourique tem estado inacessível durante o horário de funcionamento deste equipamento municipal?

3 - Em caso afirmativo, quais as razões e que diligências pondera a autarquia realizar para a resolução dos problemas referidos?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 7 de Dezembro de 2020

29/07/2020

PEV exige esclarecimentos sobre a cobrança de taxas aos artesãos, comerciantes e feirantes da Feira da Ladra


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente à cobrança de taxas aos artesãos, comerciantes e feirantes da Feira da Ladra.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do PEV teve conhecimento, através de denúncias de artesãos, comerciantes e feirantes, da intenção da CML de proceder à cobrança de taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)” referentes aos meses de Junho e Julho de 2020.

Ora, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou, no passado dia 16 de Março, a decisão de suspender a realização de feiras destinados à venda ambulante na área do Município, nomeadamente a suspensão das feiras do Relógio, da Ladra e das Galinheiras, justificando tal medida com o facto de contribuir para reduzir os riscos de exposição e de contágio ao novo coronavírus na cidade.

Nos termos do Anexo V da Proposta nº 96/2020, a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua reunião realizada no passado dia 14 de Abril, aprovou a suspensão da cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)" referentes aos meses de Março a Junho de 2020, atendendo às dificuldades financeiras vivenciadas pelos diversos artesãos, comerciantes e feirantes, no âmbito da epidemiologia provocada pelo SARSCoV-2 e COVID-19, durante esse período de tempo.

Segundo informação disponibilizada pelos artesãos, comerciantes e vendedores com lugar fixo para venda na Feira da Ladra, a suspensão da cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)" não está a ser feita de forma automática, sendo necessário efectuar um pedido dessa isenção até ao final de Junho, mediante a entrega do Modelo 3 do IRS de 2019, junto dos serviços da CML.

Alguns comerciantes, apesar de terem pedido a isenção da cobrança dessas taxas, no período entre os meses de Março a Junho, e como não obtiveram ainda qualquer resposta dos serviços camarários, acabaram por receber na mesma o recibo, emitido pela autarquia, para efectuarem o pagamento de taxas de ocupação referente ao mês de Junho, com o prazo limite para pagamento até 20 de Julho, tendo sido forçados a cumprir esse pagamento no prazo estipulado. Por outro lado, a maioria dos vendedores ambulantes acabaram também por efectuar o pagamento das taxas de ocupação referente ao mês de Março, não dispondo de informação de quando irão ser ressarcidos desses montantes.

Em 15 de Maio, o Governo determinou que as feiras e os mercados podiam reiniciar a actividade, devendo para tal existir um plano de contingência.

Contudo, na sequência da Resolução nº 45-B/2020 do Conselho de Ministros, de 22 de Junho, a realização de feiras voltaram a ser canceladas na Área Metropolitana de Lisboa, incluindo as feiras do Relógio, da Ladra e das Galinheiras no Município de Lisboa, consequência do agravamento da evolução do surto epidemiológico provocado pelo COVID-19 na região, mantendo-se essa suspensão por tempo indeterminado e até uma nova avaliação das autoridades nacionais de saúde pública.

Desta forma, a Feira da Ladra reabriu a sua actividade no final do mês de Maio, mas a actividade nesta feira foi novamente suspensa a partir do dia 25 de Junho até ao presente momento.

Considerando que esta actividade económica é bastante sazonal, sendo os meses de Janeiro a Março os mais débeis, relativamente aos montantes económicos transacionados nas feiras, devido às condições meteorológicas adversas e com a agravante de que a supracitada feira ter estado cancelada durante um período considerável até ao final de Junho e suspensa durante a totalidade do mês de Julho.

Considerando que os artesãos, comerciantes e vendedores ambulantes estão a viver e sair de um momento, já por si, muito negativo, relativamente aos montantes económicos transacionados nas feiras do Relógio, da Ladra e das Galinheiras para fazer face ao cumprimento do pagamento das taxas de ocupação referente ao mês de Julho que a CML pretende cobrar.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Qual o fundamento para que a suspensão da cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)", referentes aos meses de Março a Junho de 2020, não esteja a ser feita de forma automática?

2 – Quando e de que forma irão os vendedores ambulantes ser ressarcidos dos montantes resultantes do pagamento efectuado das taxas de ocupação referente ao mês de Março e de que estavam isentos de pagamento?

3 – O executivo camarário tem conhecimento que foram enviados recibos para a morada dos artesãos, comerciantes e vendedores com lugar fixo para venda na Feira da Ladra com vista à cobrança de taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)” referentes aos meses de Junho e Julho de 2020?

4 – Qual a justificação da CML para proceder à cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)" referente ao mês Junho, contrariando a deliberação aprovada pelos órgãos municipais que estipularam a suspensão da cobrança dessas taxas durante o período de Março a Junho de 2020?

5 – Qual a razão para que a autarquia esteja a proceder à cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)" referente ao mês Julho, período de tempo em que a realização de feiras foram canceladas e suspensas no Município de Lisboa?

6 – Pondera a CML vir a proceder ao alargamento do período de suspensão da cobrança das taxas relativas às “Actividades económicas não sedentárias (feiras, venda ambulante e prestações de serviços)" até ao final do ano de 2020, à semelhança do Município do Porto?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 29 de Julho de 2020

15/09/2015

Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita, na Assembleia Municipal de Lisboa de 15 de Setembro de 2015


 
No seguimento da apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa referente ao período de 1 de Junho a 31 de Agosto, Os Verdestêm as seguintes questões a colocar:

Ao longo deste relatório encontrámos algumas referências ao bairro da Boavista, contudo, nada é dito sobre o amianto que existe neste bairro.

Há várias instalações e habitações cuja cobertura ainda é de amianto, algumas encontram-se em mau estado, e as pessoas continuam a viver nestas condições, estando a Câmara consciente dos perigos desta substância.

Por isso, é importante que o executivo esclareça o que anda a fazer à vida destas pessoas e quando vai realmente resolver este grave problema, pois os moradores não podem continuar nestas condições.

Ainda sobre o bairro da Boavista, gostaríamos de perceber em que fase se encontra o Eco-Bairro, que em todas as Informações Escritas aparece referenciado várias vezes, mas que não se consegue perceber, por falta de informação, em que estado está o processo que, parece-nos, se tem vindo a arrastar.

  Na página 38, referente à Direcção Municipal de Recursos Humanos, encontramos a informação de que o refeitório do Cemitério dos Olivais se encontra encerrado desde Maio, mais precisamente desde 18 de Maio. Aparentemente esta situação verifica-se devido à falta de cozinheiras.

O que pretendemos saber é se a Câmara confirma que este refeitório está encerrado porque não há pessoal? E que medidas estão a ser tomadas para resolver esta situação?

Sobre o Parque Florestal de Monsanto, e não nos vamos alongar muito neste ponto pois teremos daqui a pouco um debate de actualidade sobre esta matéria, mais concretamente sobre a Quinta da Pimenteira, mas gostaríamos de perguntar ao executivo onde anda afinal o tal grande debate sobre Monsanto, que até foi proposto pel’Os Verdes. Convém relembrar que o Sr. Vereador disse que o debate seria feito, que seria um grande debate e que seria feito em Setembro.

O que se passa afinal? É que parece que a estratégia da Câmara é primeiro destruir o que pode em Monsanto e depois vai debater o quê?

Depois um outro assunto: o Jardim da Estrela, um espaço emblemático da cidade de Lisboa, tem tido o lago seco. Durante toda a Primavera não teve água e depois continuou seco.

Qual a razão para a Câmara permitir que um espaço destes seja tratado assim? Então a Câmara despacha tudo para as Juntas e mesmo assim não consegue tratar convenientemente dos espaços que tem à sua responsabilidade?

Sobre o mercado da Praça de Espanha encontramos a seguinte informação na página 138, na Gestão e Revitalização de Mercados e Feiras: «processo de extinção do Aglomerado da Praça de Espanha por força da requalificação urbana desta zona da cidade com atribuição dos direitos indemnizatórios aos comerciantes nos termos do Regulamento Geral dos Mercados Retalhistas de Lisboa».

O que se passa é que os comerciantes dizem que se sentem enganados pois concordaram com a saída do local em troca de poderem continuar a actividade num outro espaço. Mas agora a CML quer dar uma indemnização para que saiam dali, à pressa, ficando no desemprego.

Então em que ficamos? O acordo era os comerciantes irem para outro local ou receberem dinheiro para saírem dali e, depois disso, depois de correr com eles a Câmara deixa de ter qualquer responsabilidade?

Sobre um terreno junto ao cruzamento da Calçada do Poço com a Estrada do Desvio, colocámos, numa reunião em Junho, algumas questões. Uma delas era sobre se haveria algum projecto ou alguma possibilidade de haver ali, em zona de vale de escoamento natural de águas, alguma construção.

Na altura, o Sr. Vereador ficou de confirmar posteriormente esta situação. Como nada encontramos sobre isto na Informação Escrita, gostaríamos de saber se o Sr. Vereador já estará em condições de nos confirmar se há ou não projecto, se vai ou não haver ali alguma construção.

Um último tema: sobre a Tapada das Necessidades não encontramos uma única palavra na Informação Escrita do Sr. Presidente. Nas quase 150 páginas deste relatório não há uma única referência a este espaço, mas é sabido que a Câmara Municipal de Lisboa vai abrir um concurso público para a concessão de espaços a privados na Tapada das Necessidades.

Este é um espaço de grande importância para a cidade, do ponto de vista cultural, histórico, arquitectónico, paisagístico e ambiental e é um local privilegiado de lazer para a população.

O Sr. Vereador até realça a importância e a dimensão da Tapada das Necessidades mas remete, mais uma vez, para a concessão a privados.

Tudo o que é importante e deve ser preservado e valorizado, o executivo dá a privados, é esta a política que tem sido seguida e como é óbvio Os Verdesnão podem estar de acordo.

A Câmara não está sempre a vangloriar-se de ter equilibrado as contas, esquecendo-se naturalmente de dizer que foi à custa da venda dos terrenos do aeroporto? Então se as contas estivessem assim tão equilibradas, porque não opta o executivo por fazer a reabilitação deste e de outros espaços? Ou de repente isto deixou de ser uma prioridade?

A história vai-se repetindo e a fórmula é sempre a mesma: a Câmara vai deixando os espaços ao abandono e depois é incapaz de os reabilitar

A política deste executivo resume-se a atribuir a privados o património municipal e até o espaço público, e os espaços verdes aparecem logo em primeiro lugar na lista de espaços a concessionar.

A isto chama-se enganar as pessoas, porque não foi com estas propostas, com esta intenção de privatizar e concessionar tudo a privados que o Partido Socialista se apresentou às eleições.

Além disso, mais uma vez, como sempre tem acontecido, é tudo preparado no maior secretismo, sem que mais ninguém seja ouvido e tendo apenas em conta os interesses da Câmara e dos privados, que raramente vão ao encontro das necessidades das populações.

 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

08/04/2013

“Os Verdes” querem esclarecimentos da CML relativamente ao encerramento do Mercado do Rato, em Lisboa


O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes”, através da deputada municipal Cláudia Madeira, entregou na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento em que questiona a autarquia relativamente ao encerramento do Mercado do Rato pois os comerciantes daquele mercado foram informados verbalmente, por um assessor do Vereador responsável pelos mercados municipais, que teriam de deixar as instalações até ao final do mês de Abril, sendo que a justificação dada foi a falta de segurança do edifício há muito degradado.

Importa frisar que aos seis últimos comerciantes que ainda permanecem no mercado foi-lhes dado a escolher, entre mudar para outro mercado ou receber uma indemnização que rondaria os 2.000€, valor que estes não aceitam, por se revelar insuficiente face aos investimentos que cada comerciante realizou no seu espaço no interior do mercado ao longo dos anos.

Assim, através deste requerimento, “Os Verdes” pretendem saber a razão de a autarquia não ter efectuado qualquer intervenção de requalificação e recuperação do Mercado do Rato, deixando este espaço ao abandono e em grave condição de degradação;  se o executivo camarário confirma a intenção de encerrar o Mercado do Rato, em caso afirmativo, para quando prevê o seu fecho; se a autarquia entende que os valores das indemnizações propostas são suficientes, face aos investimentos realizados pelos comerciantes e se a Câmara Municipal de Lisboa confirma que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente prevê um parque de estacionamento com 600 lugares neste espaço.

REQUERIMENTO

Na página da internet da Câmara Municipal de Lisboa, na área respeitante aos mercados, é referido que “Os Mercados Municipais são o coração dos bairros residenciais. Os produtos alimentares frescos de que necessita estão à sua disposição de terça a sábado. A azáfama começa cedo para que sejam postas, à disposição de todos, as melhores iguarias, dos peixes às aves, dos legumes e hortaliças aos frutos mais  apetecíveis. Um turbilhão de cores e cheiros que não encontra noutro sítio.”

O Mercado do Rato encontra-se há 86 anos no interior do quarteirão, no início da Rua Alexandre Herculano, num espaço central da cidade de Lisboa. Em tempos, no interior do mercado existia uma centena de lojas, hoje apenas resistem quatro lojas e dois restaurantes, num edifício bastante degradado onde proliferam portas e janelas partidas, sendo que os comerciantes há muito tempo que reclamam por obras de requalificação deste espaço à autarquia.

No início de Março, os comerciantes daquele mercado foram informados verbalmente, por um assessor do Vereador responsável pelos mercados municipais, que teriam de deixar as instalações até ao final do mês de Abril, sendo que a justificação dada foi a falta de segurança do edifício há muito degradado.

Aos seis últimos comerciantes que ainda permanecem no mercado foi-lhes dado a escolher, entre mudar para outro mercado ou receber uma indemnização que rondaria os 2.000€, valor que estes não aceitam, por se revelar insuficiente face aos investimentos que cada comerciante realizou no seu espaço no interior do mercado ao longo dos anos.

Considerando que os mercados constituem importantes elementos dinamizadores da economia dos bairros de lisboa, que promovem os produtos locais e regionais, além de que constituem um ponto de encontro e convívio dos residentes;

Considerando que os comerciantes do Mercado do Rato realizaram investimentos nos seus espaços no mercado, e que a indemnização proposta não cobre em nada esse investimento, ou lhes permite fazer o mesmo investimento noutro local;

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 12º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação:

1 - Como explica a autarquia o facto de não ter sido realizada qualquer intervenção de requalificação e recuperação do Mercado do Rato, deixando este espaço ao abandono e em grave condição de degradação?  

2 - Confirma a autarquia a intenção de encerrar o Mercado do Rato? Em caso afirmativo, para quando?

3 - Considera a autarquia que os valores das indemnizações propostas são suficientes, face aos investimentos realizados pelos comerciantes?

4 - Confirma a autarquia que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente prevê para aquela área um parque de estacionamento com 600 lugares?

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 08 de Abril de 2013