Mostrar mensagens com a etiqueta Arvoredo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arvoredo. Mostrar todas as mensagens

15/09/2020

Os Verdes assinalaram árvores que querem classificadas de Interesse Público

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes assinalou hoje algumas das árvores cuja classificação tinham proposto à Câmara Municipal de Lisboa, nomeadamente o conjunto de jacarandás da Av. Dom Carlos I, a paineira do Campo das Cebolas e as tipuanas do Hospital Curry Cabral.

Apesar de Lisboa ter várias árvores classificadas, Os Verdes entendem que há outros exemplares que, pela sua grande beleza, valor e interesse para a cidade, poderão reunir os requisitos para também serem classificados.

Foi precisamente com esse objectivo que, através de uma recomendação aprovada por unanimidade em Julho de 2018, o Partido Ecologista Os Verdes propôs que a Câmara Municipal de Lisboa estudasse a possibilidade de requerer a classificação de Interesse Público ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de vários exemplares, entre eles o conjunto de jacarandás da Av. Dom Carlos I, a paineira do Campo das Cebolas, as tipuanas do Hospital Curry Cabral, a canforeira e uma paineira na Quinta de Conde d'Arcos, a tamareira junto à Av. Padre Cruz e uma araucária em Telheiras Sul.

Decorreram dois anos e o PEV entende que é preciso dar seguimento a essa recomendação, pois a classificação destas e de outras árvores contribuirá para a sua valorização e preservação, sendo de lamentar que o executivo ainda não tenha concretizado essas medidas, principalmente quando Lisboa é a Capital Verde Europeia 2020.

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes vai continuar a exigir que a CML desenvolva esforços no sentido de dar início ao processo de classificação de vários exemplares isolados e conjuntos arbóreos.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 15 de Setembro de 2020






28/08/2020

Os Verdes propõem a realização de audição pública sobre a aplicação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes vai propor na sessão de Setembro da Assembleia Municipal de Lisboa, a realização de uma audição pública sobre a aplicação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa.

Em Julho de 2017 a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, anexo à Proposta n.º 799/2015, envolto nalguma polémica.

O PEV não só reconhece a importância de um regulamento, como até propôs, em 2015, através da Recomendação «Procedimentos de manutenção e substituição de arvoredo em Lisboa», entre outros aspectos, que a CML criasse um manual de boas práticas sobre os procedimentos de manutenção, poda, abate e substituição de árvores.

Em Março de 2018, através da Recomendação do PEV «Pela valorização e preservação das árvores da cidade» foi aprovado, entre outros pontos, que a CML apresentasse à AML o ponto de situação relativamente à implementação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa.

Importa referir que o Artigo 26.º do Regulamento Municipal do Arvoredo, determina que «O acompanhamento do presente Regulamento compete à CML e às Juntas de Freguesia, na sua aplicação, adequação e eventuais propostas de revisão».

Considerando que Lisboa é a Capital Verde Europeia 2020 e continua a ser confrontada com algumas operações de podas e abates que suscitam apreensão e contestação por parte de cidadãos e associações.

Tendo em conta que decorreram três anos após a entrada em vigor deste Regulamento e que se mantém a discussão em torno da aplicação deste instrumento, não sendo de descurar uma eventual revisão, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes considera importante promover um espaço de discussão e informação sobre a aplicação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, ainda no decorrer do ano de 2020.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 28 de Agosto de 2020

07/12/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre o calcetamento das caldeiras das árvores na área envolvente à Torre das Picoas

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o calcetamento das caldeiras das árvores na área envolvente à Torre das Picoas.

REQUERIMENTO:

A Câmara Municipal de Lisboa autorizou, após uma vistoria da Direcção Municipal de Estrutura Verde, Ambiente e Energia (DMEVAE), o abate de 7 árvores e o transplante de outras 15, na área envolvente da Rua Pinheiro Chagas e Av. 5 de Outubro, em Picoas.

A fundamentação para os 15 transplantes baseou-se nas obras de urbanização em curso decorrentes do pedido de licenciamento de construção de um edifício na Av. Fontes Pereira de Melo, nºs 39 a 43 e Av. 5 de Outubro, nºs 2 a 4, mais conhecido por Torre de Picoas, sendo que estava previsto a plantação de 60 novas árvores.

De facto, o Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, no contexto do projeto Uma Praça em Cada Bairro, procedeu à plantação de algumas árvores e ao calcetamento das respectivas caldeiras. Esta situação não é novidade pois tal já ocorreu noutras intervenções desse programa camarário, como por exemplo no Largo da Graça. 

Considerando ainda que, a haver transplante das árvores, esse deve ser feito para áreas próximas através de técnicas adequadas para que as árvores novas não morram.

Considerando que a alínea i) do n.º 3 do artigo 18.º do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, aprovado por esta Assembleia Municipal e publicado em Diário da República a 30 de Novembro de 2017, prevê que e passa-se a citar: "as caldeiras devem ter dimensões compatíveis com o saudável e pleno crescimento das espécies arbóreas ali plantadas, não sendo admitido que o espaço disponível para o efeito, isto é, a área permeável: tenha uma largura interna inferior a 1,20 m, no caso de adotar um formato quadrado ou retangular; tenha um diâmetro interno inferior a 1,20 m, no caso de adotar um formato circular ou não retangular."

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Quais as localizações para onde foram transplantadas as 15 árvores que tiveram que ser transplantadas, no âmbito do pedido de licenciamento de construção de um edifício na Av. Fontes Pereira de Melo, nºs 39 a 43 e Av. 5 de Outubro, nºs 2 a 4, mais conhecido por Torre de Picoas?

2. Quem foi a entidade responsável pelos custos e pela execução da operação de transplante?

3. Quantas novas árvores foram plantadas no local e de que espécies, no âmbito do projeto Uma Praça em Cada Bairro? 

4. Qual o motivo que levou a CML a calcetar as caldeiras das árvores que haviam sido plantadas na área envolvente à Torre das Picoas, não cumprindo as normas estipuladas no Regulamento Municipal do Arvoredo em vigor?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:

- O Plano para nova plantação de árvores, conforme previsto no n.º 3 do artigo 18.º do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, referente à intervenção prevista para a praça que será criada na área envolvente à Torre de Picoas, com a indicação da localização dos espécimes de folha caduca e/ou perene, previstos para esse novo espaço de estadia e lazer.

20/03/2018

RECOMENDAÇÃO - Pela valorização e preservação das árvores da cidade


O Dia Mundial da Árvore e da Floresta assinala-se no dia 21 de Março. Importa, mais uma vez, lembrar que as árvores e os espaços verdes da cidade são da maior importância, pois constituem elementos estruturantes para uma vivência equilibrada e sustentável, sendo igualmente um património e um bem público de todos.
As árvores desempenham um papel fundamental na promoção da qualidade de vida devido às suas funções ecológicas, de purificação do ar, amenização das temperaturas, e além destas funções, quebram a monotonia da paisagem urbana, causada pelos grandes complexos de edificações, que cada vez mais caracterizam as nossas cidades. As árvores são também um elemento de memória vivo, passando vivências de geração em geração.
Contudo, a verdade é que Lisboa tem vindo a deparar-se com várias situações de abates injustificados e podas excessivas que põem em risco o património arbóreo, que deve ser cuidado, respeitado, valorizado e preservado. Os exemplos são vários: podas e abates na Av. Guerra Junqueiro, o abate de árvores no Bairro da Boavista, em pleno Parque Florestal de Monsanto, para construir mais um campo de rugby, ou o abate de árvores no Jardim do Príncipe Real, entre outros que se verificam um pouco por toda a cidade.
Hoje, a cidade de Lisboa precisa de uma resposta adequada e integrada no que diz respeito à gestão e manutenção do arvoredo, sendo urgente inverter o caminho feito até aqui.
É verdade que se tem procedido a plantações de várias árvores na cidade, medida que é fundamental, no entanto, importa também saber preservar as árvores existentes. A este propósito, é essencial que os novos projectos urbanísticos tenham em conta o património arbóreo existente, que o respeitem e que seja integrado nesses projectos, evitando situações como as que sucederam no novo terminal de cruzeiros e na Torre das Picoas, cujas obras levaram ao abate de árvores.
Relativamente à plantação de novas árvores, a Câmara Municipal de Lisboa deverá pugnar para que sejam espécies autóctones, predominantemente provenientes dos viveiros municipais, para assegurar uma taxa de sobrevivência mais alta e para evitar que haja um número tão elevado de caldeiras vazias pela cidade. Para garantir uma eficiente gestão e manutenção dos espaços verdes e do património arbóreo da cidade, é necessário investir nesta área, reactivar a Escola de Jardinagem, dinamizar os viveiros municipais e reforçar o número de jardineiros da autarquia, tal como Os Verdes propuseram na reunião da Assembleia Municipal no dia 27 de Fevereiro de 2018, medidas que foram aprovadas e que urge que sejam concretizadas por parte do executivo municipal.
É, pois, fundamental olhar para as árvores da cidade de forma integrada, valorizá-las e reconhecer que são seres vivos que fazem parte da nossa vivência, pugnando por uma gestão do arvoredo e dos espaços verdes equilibrada, transparente e participada, colmatando as incongruências e lacunas da Reorganização Administrativa e do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, que se tornaram ainda mais evidentes com a necessidade de a Câmara Municipal voltar a assumir as competências nesta área nalgumas zonas da cidade.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa:
1. Saudar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, valorizando e preservando todo o património arbóreo existente, como elemento estruturante da vivência, permanência e memória da cidade.   
2. Que na cidade de Lisboa apenas sejam abatidas árvores quando absolutamente indispensável e após a divulgação de informação aos munícipes, bem como, antes de se proceder ao abate seja apresentado um parecer vinculativo de entidade com competências fitossanitárias, nomeadamente do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida.
3. Que pugne para que os novos projectos urbanísticos integrem e respeitem o património arbóreo existente, não permitindo qualquer abate indiscriminado.
4. Que apresente à Assembleia Municipal de Lisboa o ponto de situação relativamente à implementação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa.
5. Que apresente à Assembleia Municipal de Lisboa informação sobre a taxa de sobrevivência das árvores plantadas nos últimos três anos e qual a sua proveniência.
            Mais delibera ainda:
            6. Que esta matéria seja acompanhada pela 4ª Comissão Permanente de Ambiente e Qualidade de Vida.
            7. Enviar a presente deliberação à Plataforma em Defesa das Árvores, à Plataforma por Monsanto, às associações de defesa do ambiente, à Escola de Jardinagem do município de Lisboa e ao Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
Assembleia Municipal de Lisboa, 20 de Março de 2018

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

19/03/2018

Os Verdes exigem que Câmara de Lisboa preserve e valorize as árvores da cidade


Amanhã, 20 de Março, por proposta do PEV, a Assembleia Municipal de Lisboa vai debater a importância da valorização e preservação das árvores da cidade. As árvores desempenham um papel fundamental na promoção da qualidade de vida devido às suas funções ecológicas e são seres vivos que fazem parte da nossa vivência, sendo um património e um bem público de todos.

Contudo, a verdade é que Lisboa tem vindo a deparar-se com várias situações de abates injustificados e podas excessivas que põem em risco o património arbóreo, que deve ser respeitado, valorizado e preservado.

Perante esta situação, Os Verdes vão exigir, através de uma Recomendação uma política adequada de gestão do património arbóreo, que dê garantias da sua preservação para as gerações vindouras.

Nessa recomendação Os Verdes propõem que apenas sejam abatidas árvores quando absolutamente indispensável e após a divulgação de informação aos munícipes, bem como, antes de se proceder ao abate seja apresentado um parecer vinculativo de entidade com competências fitossanitárias; que a CML pugne para que os novos projectos urbanísticos integrem e respeitem o património arbóreo existente, não permitindo qualquer abate indiscriminado; que o executivo camarário apresente à Assembleia Municipal de Lisboa informação sobre a taxa de sobrevivência das árvores plantadas nos últimos três anos e qual a sua proveniência, assim como o ponto de situação relativamente à implementação do Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 19 de Março de 2018