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29/04/2020

Aprovada saudação do PEV ao 25 de Abril e ao 1º de Maio


Por proposta do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes foi aprovada, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de ontem, uma Saudação ao 25 de Abril e ao 1º de Maio.

A Revolução de Abril constitui um dos mais importantes acontecimentos da história de Portugal, num acto de emancipação social e nacional que permitiu conquistas políticas, sociais, ambientais, económicas e culturais que a Constituição da República Portuguesa acolheu e que foram a fonte para um acelerado desenvolvimento do País, com uma marcante e galvanizante participação dos trabalhadores e das populações.

Infelizmente e face ao novo contexto da actual epidemia, têm sido inúmeras as empresas que têm encontrado uma oportunidade para justificar o despedimento de trabalhadores e retirar dividendos das reduções salariais ao abrigo dos processos de lay-off.

Para o PEV, uma das importantes conquistas que o 25 de Abril trouxe foram os serviços públicos, em particular o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que representou um enorme passo em termos de civilização, e uma porta que se abriu para os portugueses no acesso aos cuidados de saúde e à qualidade de vida.

Hoje, face ao surto epidémico de COVID-19, mais do que nunca importa valorizar o SNS e todos os seus profissionais, pois têm permitido fazer face a este inimigo invisível, assumindo um papel absolutamente decisivo e insubstituível num combate diário pela defesa e salvaguarda da saúde e da vida dos portugueses.

Também o 1º de Maio vai ser comemorado num contexto de grande complexidade para todos e, particularmente, para os trabalhadores, devendo ser uma grande afirmação da luta pelos direitos, pela saúde, pela protecção dos trabalhadores e pela sua valorização.

Lisboa, 29 de Abril de 2020
O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes​

05/07/2019

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"

Os eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa participaram no Debate temático marcado para dia 5 de julho, sobre o tema: 

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"


"A luta pelos direitos das mulheres é uma urgência para retomar os caminhos de abril", afirmou a ecologista Cláudia Madeira. 

16/04/2019

16 de abril - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa

Na reunião de hoje, 16 de abril, da Assembleia Municipal de Lisboa, os eleitos de Os Verdes fizeram um conjunto de intervenções sobre diversos temas:


Sobreda Antunes interveio no Debate sobre o Encerramento das EB de São Sebastião e de Alcântara

“Para Os Verdes, é indispensável que o Município programe com regularidade obras de beneficiação geral nas escolas do 1º ciclo e jardins-de-infância da rede pública e nos espaços escolares, em articulação com os Agrupamentos de Escolas e as Juntas de Freguesia, assegurando a construção de novas escolas, de acordo com as necessidades, e promovendo programas de requalificação dos espaços envolventes.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Cláudia Madeira fez uma intervenção no âmbito das Comemorações do 25 de Abril e 1 de Maio

“O fim da ditadura (…) foi o resultado de décadas de resistência e luta do povo, que com os capitães de Abril, abriu o caminho que levou ao 25 de Abril. Um povo que não aceitou mais inevitabilidades, não baixou os braços e gritou “basta” a um país silenciado e amedrontado durante meio século, alcançando conquistas políticas, económicas, sociais, ambientais e culturais sem paralelo na nossa história. (…) Celebrar o 1º de Maio é recordar a luta dos operários de Chicago, que em 1886 fizeram uma greve geral exigindo jornadas de oito horas de trabalho, de todos os trabalhadores em geral e, especialmente, dos trabalhadores portugueses e das suas organizações representativas, pelo direito ao trabalho, por um trabalho com direitos, contra a precariedade e a exploração.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Cláudia Madeira interveio no âmbito da Petição sobre a Discussão Pública da Operação Integrada de Entrecampos

“Para Os Verdes, esta operação urbanística justificava uma ampla discussão pública e a possibilidade de serem consideradas outras propostas que respondessem às necessidades das populações e da própria cidade.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Sobreda Antunes faliu no âmbito da discussão da Petição sobre o Bairro da GNR na Ajuda
“[O PEV] recorda que o arrendamento apoiado não permite a actualização do valor das rendas, para mais quando as habitações se encontram em flagrante mau estado de conservação. (…) Esperemos que, finalmente, o bom senso impere nos serviços competentes da GNR, para bem da qualidade de vida dos moradores do Bairro General Afonso Botelho.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

26/03/2019

PEV em almoço promovido pela Associação 25 de Abril

A deputada Heloisa Apolónia participou hoje no Animado Almoço promovido pela Associação 25 de Abril onde explica que a solução governativa resultou da vontade do povo em colocar na Assembleia da República uma correlação de forças que o permitiu.


25/04/2018

25 de Abril Sempre!

A Revolução de Abril constitui uma realização histórica ímpar do povo português, num ato de emancipação social e nacional.


Passaram 44 anos sobre o dia em que se devolveu ao País a esperança e ao povo o poder de construir o futuro. O dia em que, de cravos vermelhos erguidos, se quebraram as amarras de 48 anos de fascismo, em que se restituiu a liberdade e a democracia aos portugueses, consagrou direitos, impulsionou alterações políticas, económicas, sociais, culturais e ambientais, afirmou a soberania e independências nacionais, consagrando-as na Constituição da República Portuguesa de 1976.

Mas é preciso afirmar e lembrar estas conquistas todos os dias e, por isso, O Partido Ecologista Os Verdes participaram no desfile das Comemorações Populares do 44º aniversário do 25 de abril, em nome de um futuro que olhe para o ambiente e para a qualidade de vida como direitos fundamentais.









24/04/2018

Por iniciativa de Os Verdes, Assembleia Municipal aprova a proposta para que o Município de Lisboa tenha representação no Conselho de Administração do Metropolitano

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma Recomendação do PEV para que o Município tenha representação no Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, assumindo uma voz mais activa na reivindicação de melhores condições no serviço prestado por este modo de transporte.


Esta recomendação salientava o facto desta empresa de transportes ter sido alvo de um profundo desinvestimento, que se tem reflectido numa profunda degradação do serviço prestado e cuja situação importa inverter, na qual o Município de Lisboa pode e deve ter um papel mais interventivo.

Foi igualmente aprovada uma Moção, apresentada pelo PEV, para que a CML exorte o Governo a proceder, com a máxima urgência, à requalificação da Escola Secundária do Lumiar, incluindo a integral remoção, em segurança, das coberturas em fibrocimento, criando as condições necessárias ao bom funcionamento do processo pedagógico e à salvaguarda da saúde e do bem-estar da comunidade escolar.


Por fim, os deputados ecologistas viram ser aprovadas uma recomendação pela “Identificação toponímica do 25 de Abril”, uma saudação “Ao 25 de Abril e ao 1º de Maio” e um voto de Condenação referente ao “Massacre de palestinianos pelas autoridades israelitas”.

22/04/2018

Os Verdes defendem que Espaços Verdes e Arvoredo voltem a ser competência da CML e a requalificação da Escola Secundária do Lumiar

Na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa que decorrerá dia 24 de Abril, Os Verdes propõem através de uma recomendação que a CML assuma como estruturantes os espaços verdes de grande e média dimensão e todas as árvores de alinhamento de via, de forma a garantir uma gestão integrada e equilibrada. Os Verdes consideram que esta será a solução para os vários problemas que têm surgido com as podas de árvores, resultantes da reorganização administrativa de Lisboa que conferiu às 24 Freguesias do Município competências próprias em diversas áreas, onde se incluem a manutenção e gestão de espaços verdes e de árvores de alinhamento, o que tem resultado numa autentica “manta de retalhos” e que é urgente inverter.

Nesta reunião, o PEV irá também apresentar uma Moção onde se propõe que a CML exorte o Governo, através do Ministério da Educação, para que proceda, com a máxima urgência, à requalificação da Escola Secundária do Lumiar, incluindo a integral remoção, em segurança, das coberturas em fibrocimento, criando as condições necessárias ao bom funcionamento do processo pedagógico e à salvaguarda da saúde e do bem-estar da comunidade escolar.

Por fim, os deputados ecologistas apresentarão ainda uma recomendação pela “Identificação toponímica do 25 de Abril”, uma saudação “Ao 25 de Abril e ao 1º de Maio” e um voto de Condenação referente ao “Massacre de palestinianos pelas autoridades israelitas”.

01/06/2017

Intervenções na Assembleia Municipal de Lisboa - 30 de maio

Na reunião da passada terça-feira, dia 30 de maio, os deputados municipais de Os Verdes, Sobreda Antunes e Cláudia Madeira, intervieram por diversas vezes na Assembleia Municipal de Lisboa:

Sobreda Antunes sobre a venda de droga na Av. Almirante Reis:


“Para Os Verdes, é fundamental, em primeiro lugar, a manutenção e renovação dos edifícios e equipamentos policiais existentes na cidade de Lisboa, contrariando as sucessivas ameaças de encerramento de esquadras.”. Leia aqui o texto completo desta intervenção.

Sobreda Antunes sobre o Museu Judaico em Alfama:


“[Para Os Verdes] este projecto ou a sua localização deveriam ser não apenas melhor repensados, como vantajosamente envolver-se, efectivamente, os moradores de Alfama e as associações populares, o que lamentavelmente não tem acontecido e continua sem estar previsto na constituição de uma eventual Comissão de Acompanhamento.” Leia aqui o texto completo desta intervenção.

Cláudia Madeira sobre a valorização e preservação de solos:


“Parece-nos de uma grande irresponsabilidade a autarquia ter na sua mão a decisão de poder optar por políticas de gestão sustentável dos solos e optar por não fazer nada ou até pactuar e promover medidas que potenciam a degradação dos solos, colocando a perspectiva financeira à frente dos interesses dos munícipes.” Conheça o texto integral desta intervenção.

Cláudia Madeira sobre a renda acessível e os bairros municipais:


“Os bairros municipais estão esquecidos, o programa de renda convencionada é positivo, mas tem uma expressão residual comparativamente à procura. A par disto, é inaceitável que haja casas fechadas quando há muitas famílias a precisar, e quando algumas têm que dormir na rua ou em carros, problema claramente demonstrado todas as semanas através das intervenções dos munícipes nesta Assembleia.” Para todo o texto, clique aqui.

Sobreda Antunes sobre a aquisição de serviços de remoção de graffiti e cartazes:


“Os Verdes lamentam que os munícipes sejam confrontados com outras prioridades de intervenção e com uma preocupante inversão de valores das suas reais necessidades do dia a dia.” Para mais informação sobre esta intervenção, clique aqui.

03/05/2017

Intervenção política na Assembleia Municipal de Lisboa

Cláudia Madeira, deputada municipal de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, fez uma Declaração Política sobre o 25 de Abril e o 1º de Maio, na sessão que se realizou ontem 2 de Maio. 

Cláudia Madeira - “Com o 25 de Abril de 1974, Portugal venceu o fascismo, abriu a porta da esperança para uma vida melhor, da liberdade, da democracia, da paz, da justiça social e da igualdade de direitos, da saúde e da educação para todos, do progresso. Foram alcançadas conquistas políticas, económicas, sociais, ambientais e culturais sem paralelo na nossa história. Abril abriu portas a uma nova vida. (…) O momento é também de saudação ao 1º de Maio, dia que juntou ontem milhares de trabalhadores, em defesa de melhores condições de trabalho e de uma vida digna. E juntaram-se também desempregados e reformados, jovens que ainda não são trabalhadores. Todos se uniram para dar voz às justas reivindicações e às aspirações de um futuro melhor.”


Leia aqui o texto completo desta intervenção.

02/05/2017

Saudação “Ao 43º Aniversário do 25 de Abril”


A Revolução de Abril constitui uma realização histórica ímpar do povo português. O 25 de Abril de 1974 derrubou 48 anos de regime fascista, que submeteu o povo português à miséria, ao atraso, à repressão e à guerra colonial e permitiu transformar profundamente toda a realidade nacional, viabilizando profundas transformações democráticas. Restituiu a liberdade e a democracia aos portugueses, consagrou direitos, impulsionou alterações políticas, económicas, sociais, culturais e ambientais, afirmou a soberania e independência nacionais, consagrando-as na Constituição da República Portuguesa de 1976.

Este ano, comemoramos mais um aniversário de Abril e importa não esquecer os tempos dramáticos que passaram, com um sentimento de responsabilidade, de respeito, de valorização e de aprofundamento dos princípios da Revolução dos Cravos. Importa igualmente não esquecer que muito do que Abril conquistou continua ainda por concretizar e esse é o caminho que tem de ser feito por todos nós, em homenagem aos que lutaram por Abril e como compromisso para com as gerações presentes e futuras.

Comemorar o 25 de Abril é continuar a lutar pelos seus valores e ideais, com vista a um presente e a um futuro pautados pelas conquistas da Revolução dos Cravos, sendo imperioso lutar contra situações que ponham em causa os nossos direitos e a nossa qualidade de vida. É não permitir mais recuos no que se conseguiu alcançar com a Revolução dos Cravos.

Comemorar o 25 de Abril deve constituir um momento para o reforço da convergência e unidade de democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo português, em defesa dos seus valores.

Comemorar Abril é intensificar a luta pela consolidação de novos desenvolvimentos sociais e económicos, do reforço das funções sociais do Estado, na defesa dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores e das suas famílias, aprofundando um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos, de desenvolvimento de políticas para uma mais justa repartição da riqueza, de valorização e efectivação das conquistas que a Revolução inaugurou, invertendo os constrangimentos hoje impostos à nossa plena soberania nacional.

Comemorar Abril é cumprir Abril! É garantir direitos e condições dignas de bem-estar a todos os cidadãos.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”:

1 - Saudar o 43º aniversário da Revolução dos Cravos.
2 - Manifestar o seu reconhecimento a todos os homens e mulheres que se opuseram e lutaram contra o regime fascista, que construíram o 25 de Abril e a todos e todas que continuam a lutar e a defender a concretização dos valores de Abril.
3- Remeter a presente saudação para o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Associação 25 de Abril e Associação Conquistas da Revolução.


Assembleia Municipal de Lisboa, 2 de Maio de 2017
O Grupo Municipal de “Os Verdes



Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

26/04/2017

Os Verdes no desfile do 25 de Abril, em Lisboa

Os Verdes participaram no grande desfile de celebração do 25 de abril que se realizou na Av. da Liberdade, em Lisboa.

25 de abril sempre, fascismo nunca mais!
Abril, de novo, com a força do povo!
Somos muitos, muitos mil, para continuar abril!










25/04/2017

Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia na Sessão Solene do 25 de Abril de 2017


Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia na Sessão Solene do 25 de Abril de 2017

Senhor Presidente da República
Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhor Primeiro-Ministro e demais membros do Governo
Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
Senhor Presidente do Tribunal Constitucional
Senhoras e Senhores Deputados
Estimadas e estimados convidados
Senhores Capitães de Abril
Minhas Senhoras e meus Senhores

Temos pressa de cumprir Abril! Passaram 43 anos sobre aquele dia em que se devolveu ao país a esperança e, ao povo, o poder de construir o futuro. O dia em que, de cravos vermelhos erguidos, se deu uma explosão de alegria e de saudação vibrante aos capitães de Abril pela libertação das amarras de 48 anos de fascismo.

Ter pressa de cumprir Abril é ter sede de garantir direitos e níveis dignos e verdadeiros de bem-estar e de felicidade para um povo inteiro. Não apenas para alguns, mas para um povo inteiro!

Era Salazar, o ditador fascista, que dizia que era muito mais urgente constituir elites do que ensinar o povo a ler, porque os problemas nacionais tinham de ser resolvidos, não pelo povo, mas pelas elites. Era esse ditador que dizia que o jornal era o alimento intelectual do povo e que, como todos os demais alimentos, tinha de ser fiscalizado, considerando a censura mais do que legítima e até um elemento de elucidação e um corretivo necessário. Classificava a profunda violência e a tortura imprimida pela PIDE aos presos políticos como uns safanões a criaturas sinistras e não tinha pudor em afirmar que em Portugal não havia espaço para a liberdade. Continuada por Marcelo Caetano, acrescente-se a esta barbaridade um milhão de jovens lançados para a guerra colonial, e milhares de jovens a desertar e a emigrar, para fugir do país que os tramava e a quem outras nações não fecharam portas. Era um povo a quem se ditava pobreza e exploração, enquanto meia-dúzia de famílias capitalistas enriquecia. Nas palavras de Ary dos Santos, chamava-se esse país «Portugal suicidado».
Em 25 de abril de 1974 o país fez-se em festa. Nas ruas, repletas de gente ávida de voz, gritou-se que «o povo unido jamais será vencido» e cantou-se que «o povo é quem mais ordena».


Nessa altura, os avanços foram imensos, mas o problema foi o que depois em tanto se interrompeu esse avanço e até, em vários aspetos, se foi recuando. Por exemplo, na legislatura passada, e com o Governo anterior, alguém ousará afirmar que o aumento de horas de trabalho, o fim de feriados, a fragilização de serviços públicos, a fúria de entrega de setores fundamentais aos privados, os cortes nas pensões contributivas e nos apoios sociais, os cortes nos salários ou o aumento brutal de impostos foram avanços que se deram? Não! Foram recuos que geraram pobreza e ameaçaram seriamente os nossos níveis de desenvolvimento. E deram-se por escolhas ideológicas, de uma direita que claramente privilegiou os grandes interesses económicos e financeiros e não o bem-estar dos cidadãos.

Em política não há inevitabilidades, mas sim opções, escolhas. Por isso, nesta legislatura, depois de os eleitores terem atribuído a maioria dos deputados aos partidos que se tinham comprometido com a mudança, o Partido Ecologista Os Verdes trabalhou e tem contribuído para que sejam, sem hesitações, repostas condições e direitos aos portugueses que lhes tinham sido retirados. Mas temos estado também a trabalhar para que as condições de desenvolvimento melhorem a vários níveis. Para dar alguns exemplos: (i) reclamámos do Governo determinação para enfrentar interesses poderosos, como o das celuloses, para travar a brutal expansão da área de eucalipto; (ii) propusemos medidas para a necessária descarbonização do país e para a redução de gases com efeito de estufa, através da criação de melhores condições para fomentar o transporte coletivo e a mobilidade ferroviária; (iii) exigimos atenção sobre o interior do país e a necessária revitalização de atividade produtiva sustentável; (iv) reivindicámos mais meios para a conservação da natureza e da biodiversidade e para o controlo de poluição; (v) alertámos para problemas tão sérios como a preocupante intenção de pesquisa de hidrocarbonetos na nossa costa, ou para a cada vez mais obsoleta central nuclear de Almaraz.

O que importa ter hoje presente é que não se pode perder a dimensão da coragem que se revelou em todas as mulheres e homens que lutaram para construir Abril. Em jeito de apuramento de resultados, temos ainda muito, muito por conquistar em termos de direitos sociais e ambientais.


Mas, a União Europeia tem-se constituído um sério obstáculo a esse objetivo. Formando-se em torno de elites, servindo os interesses dos poderosos, distante dos povos, ignorando as suas necessidades, exigindo metas incompreensíveis. Ao Governo português, nós Verdes, o que exigimos é que governe para as pessoas, para o desenvolvimento do país e que não esbarre na obsessão de números bem encolhidos para Bruxelas. Essa é uma condição para a estabilidade de que o país não pode prescindir.
Uma última nota para dizer que foram tantos os portugueses que procuraram refúgio noutros países para fugir à guerra colonial, outros para buscar melhores condições de vida - são cerca de 5 milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelo resto do mundo. Temos, nós, mais do que a obrigação de compreender o imperativo de desprezar ideias fascistas, nacionalistas, racistas, xenófobas que erguem fronteiras de desumanidade, quando exaltam o medo de refugiados ou o ódio aos imigrantes.

Sempre com a liberdade, a democracia, a paz, a justiça, a solidariedade, a igualdade, a fraternidade no horizonte, são muitos os que trazem, como descreve José Fanha, «o mês de Abril/ a voar/ dentro do peito». Mas, «não é segurando nas asas que se ajuda um pássaro a voar. O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro» (Mia Couto).

Minhas Senhoras e meus Senhores, Temos pressa de cumprir Abril!

21/04/2016

PS rejeita proposta de Os Verdes de embargar as obras da empreitada do hotel até à estabilização da encosta da Vila Martel


 
Ontem, dia 19 de Abril, a Assembleia Municipal discutiu, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, uma Recomendação referente à “Vila Martel” onde foi aprovada por unanimidade a realização de uma vistoria a todos os prédios da Vila Martel para averiguar as condições de habitabilidade e a origem dos problemas de infiltrações existentes nos edifícios, bem como a notificação do promotor da obra de construção do hotel vizinho para realizar as prementes obras de estabilização da encosta, que representa um perigo eminente de segurança pública.

Contudo, o PS rejeitou embargar as obras da empreitada do hotel até à estabilização da encosta envolvente à Vila Martel e indeferir o Pedido de Informação Prévia (PIP), apesar do parecer desfavorável da Direcção-Geral do Património Cultural e de violar as normas definidas no regulamento do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE).

Nesta mesma reunião foram ainda aprovados os seguintes documentos apresentados pelo PEV, uma Saudação ao “42º Aniversário do 25 de Abril e ao 1º de Maio, homenageando todos os homens e mulheres que construíram o 25 de Abril e todos os que continuam a lutar e a defender os valores de Abril; outra Recomendação sobre “Produtos nacionais em refeitórios e cantinas municipais, sugerindo-se que a CML reconheça as vantagens económicas e culturais de apoiar o consumo de produtos alimentares saudáveis de origem nacional através do consumo desses produtos nos refeitórios municipais e ainda uma Recomendação referente ao Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico para que a CML promova as diligências imprescindíveis à elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico.

 

Lisboa, 20 de Abril de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

19/04/2016

Saudação “Ao 42º Aniversário do 25 de Abril e ao 1º de Maio”


 
Comemoramos este ano o 42º aniversário do 25 de Abril de 1974, que pôs fim à ditadura fascista que submeteu o povo português à miséria, ao atraso, à repressão e à guerra colonial, trazendo aos portugueses a liberdade, a democracia e a esperança num país melhor.

A Revolução dos Cravos trouxe-nos importantes conquistas e direitos fundamentais para uma vida digna e livre. Foi também um importante passo para a Constituição da República Portuguesa, que este ano comemora o seu 40º aniversário, e os direitos nela consagrados, como o acesso universal ao trabalho, à saúde, à educação, ao ambiente e ao poder local democrático, entre muitos outros, que garantiram uma considerável melhoria na vida das pessoas, concretizando o espírito e os ideais de Abril.

Hoje, ao celebrar mais um aniversário de Abril, importa não esquecer os tempos dramáticos que passaram, com um sentimento de responsabilidade, de respeito, de valorização e de aprofundamento dos princípios da Revolução dos Cravos. Importa igualmente não esquecer que muito do que Abril conquistou continua ainda por concretizar.

Celebrar o 25 de Abril é continuar a lutar pelos seus valores e ideais, com vista a um presente e a um futuro pautados pelas conquistas da Revolução dos Cravos, sendo imperioso lutar contra situações que ponham em causa os nossos direitos e a nossa qualidade de vida, como a pobreza, o desemprego, a precariedade e a privatização de bens e serviços.

O 1º de Maio é outra data cuja comemoração assume especial importância.

O Dia Internacional do Trabalhador está directamente associado à luta histórica de milhares de operários que em 1886, em Chicago, fizeram uma greve geral tendo como objectivo exigir jornadas de oito horas de trabalho, uma reivindicação fundamental na luta contra a exploração, tendo sido impiedosamente reprimidos pelas entidades policiais e patronais, acontecimento que acabou por desencadear uma perseguição generalizada contra o movimento operário.

Os amplos reflexos internacionais desta luta e a homenagem aos “mártires de Chicago”, determinaram, em 1889, a proclamação do 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador, tendo este dia ficado associado, a partir daí, à luta dos trabalhadores.

Em Portugal, só a partir de 1974 o 1° de Maio pôde voltar a ser comemorado livremente, com o fim do regime fascista que reprimia a sua celebração.

Exaltar o 1° de Maio é recordar o significado da luta dos operários de Chicago e de todos os trabalhadores e dos seus representantes, é pugnar por trabalho com direitos e é também demonstrar um forte apoio a todos os que lutam por esses direitos.

Saudar Abril e Maio significa continuar a lutar por um país melhor, mais equilibrado, justo e sustentável, com melhores condições de vida para todos, sem excepção.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes:

1 - Saudar o 42º Aniversário da Revolução dos Cravos e homenagear todos os homens e mulheres que construíram o 25 de Abril e todos os que continuam a lutar e a defender os valores de Abril.

2 - Saudar o 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, todos os trabalhadores, e as suas organizações sindicais, manifestando a sua solidariedade com a luta por melhores condições de trabalho e por uma vida digna e com direitos.

3 - Exortar a população da cidade de Lisboa a participar nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, datas tão importantes para a democracia, a liberdade, a justiça social e para um país mais desenvolvido.

4 - Remeter a presente saudação para o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Associação 25 de Abril, Associação Conquistas da Revolução, CGTP-IN e UGT.

Assembleia Municipal de Lisboa, 19 de Abril de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

Intervenção no PAOD da Assembleia Municipal de Lisboa, de 19 de Abril de 2016


 
Os Verdes” apresentam hoje uma Saudação ao “42º Aniversário do 25 de Abril e ao 1º de Maio”, apelando a que se homenageie todos os homens e mulheres que construíram o 25 de Abril e todos os que continuam a lutar e a defender os valores de Abril, bem como os trabalhadores e as suas organizações sindicais, manifestando a sua solidariedade com a luta por melhores condições de trabalho e por uma vida digna e com direitos.
Apresentamos, ainda três recomendações. Uma sobre o “Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico”, que propõe que a CML promova a sua preparação, apresentando a esta AML o ponto de situação das diligências por si efectuadas. Com efeito, há até recomendações já aprovadas nesta AML, e não apenas a CML há anos se comprometeu a apresentá-lo, como é a própria legislação quem determina a sua elaboração.
Uma outra sobre os “Produtos nacionais em refeitórios e cantinas municipais” para que o Município, com base na celebração do Dia da Produção Nacional anualmente celebrado a 26 de Abril, divulgue as vantagens económicas e culturais de produtos alimentares saudáveis de origem nacional, incrementando o seu consumo nos refeitórios e cantinas municipais, como forma de apoio à economia portuguesa, bem como promova acções de sensibilização, em conjunto com as associações do sector, junto dos consumidores e do universo escolar.
E uma 3ª referente à “Vila Martel”, fundada em 1883, que foi local de trabalho de pintores e escultores de relevo, designadamente, Columbano, que ali viveu durante 20 anos, José Malhoa, Carlos Reis, Eduardo Viana, Jorge Colaço, José Campas que aí tiveram os seus ateliers. Por ali passaram Antero de Quental e o escultor Francisco Franco, Sá Nogueira e Bartolomeu Cid dos Santos e, entre 1956 e 2015, Nikias Skapinakis. Recomenda-se que sejam averiguadas as razões da instabilidade da encosta envolvente, que comprometem as condições de habitabilidade e a segurança dos moradores ali residentes, bem como a preservação e reabilitação do actual conjunto edificado, mantendo a sua traça original.
E porquê? Acontece que, na sequência de uma visita aí realizada na semana passada por Os Verdes”, o GM pôde constatar que, pelas últimas chuvadas aliadas às obras em curso no logradouro da unidade hoteleira no topo da encosta, ocorreu um deslizamento de terras sobre aquele conjunto habitacional que veio colocar em causa a segurança física dos prédios da Vila Martel, que se apresentam hoje com manifestos problemas de infiltrações nas suas coberturas. Requer-se que seja cumprido o PDM e o regulamento do PUALZE em vigor, que o destaca como (citamos) um “bem com valor arquitectónico e ambiental cuja preservação se pretende assegurar” e onde “qualquer intervenção deve visar a preservação das características arquitectónicas do edifício”, sendo apenas permitidas “obras de reabilitação e de ampliação, desde que aceites pela estrutura consultiva”. E, ainda, que este tema seja devidamente acompanhado pelas Comissões desta AML.
Agora umas breves notas sobre Moções de outros GMs.
Recomendação nº 5. Nós sabemos que a TerraCycle pretende ser líder mundial na recolha e reconversão material e funcional dos resíduos resultantes do consumo. Em parceria com outros grupos privados, criou brigadas de recolha de embalagens de biscoitos, de café, esferográficas, luvas, etc. No Brasil criou um sistema de recolha, para reciclagem, de esponjas de limpeza de uso doméstico. Mas porque terá o Município de Lisboa de contactar esta empresa sedeada em New Jersey e não outras? Requeremos a votação em separado da alínea 2.
Recomendação nº 9. Também “Os Verdes” já aqui apresentaram, numa sessão de declarações políticas, uma moção e uma recomendação sobre o mesmo tema. E na semana passada entregámos um requerimento para saber qual é, efectivamente, a posição da CML sobre o TTIP, uma vez que o processo continua muito pouco transparente havendo diversas restrições à consulta do texto por parte dos deputados da AR.
Finalmente, quanto à Recomendação nº 10, a alínea b) inadvertidamente desvirtua a função sociocultural dos objectivos das Bibliotecas Itinerantes, que se destinava, originalmente, a cidadãos e a bairros com dificuldades de acesso à documentação. Passo a citar: “o público a quem o serviço se dirigia era principalmente o de menor acesso à educação e cultura, habitando nas regiões mais desfavorecidas”. Duvidamos que as renovadas praças em zonas centrais sejam as prioritárias e preencham tal objectivo.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

15/04/2016

Os Verdes propõem a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico e a urgente estabilização da encosta envolvente à Vila Martel


 
Na próxima 3ª feira, dia 19 de Abril, a Assembleia Municipal vai discutir, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, os seguintes documentos:

Uma Saudação ao “42º Aniversário do 25 de Abril e ao 1º de Maio” homenageando todos os homens e mulheres que construíram o 25 de Abril e todos os que continuam a lutar e a defender os valores de Abril, bem como todos os trabalhadores, e as suas organizações sindicais, manifestando a sua solidariedade com a luta por melhores condições de trabalho e por uma vida digna e com direitos.

Uma Recomendação sobre “Produtos nacionais em refeitórios e cantinas municipais” para que a Câmara Municipal de Lisboa reconheça as vantagens económicas e culturais de apoiar o consumo de produtos alimentares saudáveis de origem nacional, promovendo o consumo desses produtos nos refeitórios e cantinas municipais, particularmente pela sua utilização na confecção das refeições, e ainda que promova acções de sensibilização, em conjunto com as associações do sector, junto dos consumidores e do universo escolar.

Uma Recomendação referente à “Vila Martel”, propondo que sejam averiguadas as razões da instabilidade da encosta envolvente que comprometem as condições de habitabilidade e a segurança dos moradores residentes nesta vila operária lisboeta, bem como a preservação e reabilitação do actual conjunto edificado da Vila Martel, mantendo a sua traça original, e inviabilizando a sua demolição.

Por fim, uma Moção “Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico para que a CML promova as diligências imprescindíveis à elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico e, num prazo de três meses, apresente à Assembleia Municipal as diligências efectuadas e o ponto de situação.
 

Lisboa, 15 de Abril de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

23/02/2016

2ª Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita do Presidente da CML, proferida em 23 de Fevereiro de 2016


 
No seguimento da apreciação da Informação Escrita do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, “Os Verdes” têm mais algumas questões a colocar.
No relatório de actividades do Regimento de Sapadores Bombeiros, mais concretamente na secção das intervenções em instalações e equipamentos, encontramos referência ao levantamento das condições necessárias ao bem-estar do efectivo - Chefes de Serviço, no Quartel da Av. Dom Carlos I. As informações que gostaríamos de obter por parte do executivo é a que conclusão chegou relativamente a estas condições e o que está previsto fazer neste âmbito.
Sobre a construção de um parque de estacionamento no Quartel da 4ª Companhia, gostaríamos de saber se esta obra fará com que os bombeiros fiquem sem espaço para o treino e para a instrução, algo que nos pareceria completamente inaceitável.
Na parte da Direcção Municipal de Transportes, no ponto da Rede de Transportes Públicos refere-se o estudo da rede de eléctricos. Uma vez que no relatório que nos foi entregue não há informação mais aprofundada sobre esta matéria, solicitamos ao executivo que nos possa disponibilizar mais informações sobre o conteúdo deste estudo e das reuniões, e eventuais conclusões a que tenha chegado.
Sobre a Direcção Municipal de Estrutura Verde do Ambiente e Energia e sabendo que um conjunto de instalações precisam de ser melhoradas, gostaríamos de ser esclarecidos em relação ao Campo Grande, à Av. de Ceuta e ao Parque Eduardo VII.
Sobre o Campo Grande pretendemos saber como está a situação dos balneários femininos, relativamente aos problemas de espaço e à necessidade de se construir uma rampa, e na área do refeitório, se já foi adquirido o equipamento de cozinha.
Sobre as instalações da Av. de Ceuta gostaríamos de saber se já foi feita alguma intervenção, e se sim, o que foi feito.
Sobre o Parque Eduardo VII, gostaríamos de saber se os problemas de infiltrações foram resolvidos, assim como gostaríamos de saber em que estado se encontram as coberturas de fibrocimento e o que vai ser feito.
Um último tema que pretendemos abordar está relacionado com o 25 de Novembro de 1975 e trazemos hoje este assunto pois o relatório que agora discutimos compreende o passado mês de Novembro e eventuais iniciativas da autarquia nesse âmbito.
Foi aprovada em reunião de Câmara, de forma nada consensual, uma proposta para que a CML desenvolvesse um programa evocativo desta data, nunca comemorada institucionalmente.
Sobre isto diria que “Os Verdes” rejeitam por completo um dos argumentos utilizados, associado o 25 de Novembro ao processo de formação do nosso regime democrático, tal como rejeitam qualquer semelhança que se queira fazer, de forma muito forçada, entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro.
O branqueamento que se quis fazer deste processo é inaceitável, tal como é inaceitável querer-se comparar o que não é comparável. Não se pode comparar uma data que pôs fim ao regime fascista, à exploração, que trouxe a independência das colónias, a liberdade, a democracia e a justiça, a uma data que procurou reconstituir parte destas situações.
Os últimos anos mostraram-nos quais são os objectivos de quem defende o 25 de Novembro e falamos de nada mais nada menos do que de um ajuste de contas com o 25 de Abril: empobrecimento, retrocessos nos direitos, perda de qualidade de vida, privatizações, ou seja, tudo aquilo que as pessoas não precisam, não querem e não aguentam mais. É por isso que este ataque ideológico aos valores de Abril tem, liminarmente, sido sempre rejeitado pelos partidos defensores dos princípios conquistados com o 25 de Abril.
E na verdade, foi com surpresa que tivemos conhecimento da votação do Partido Socialista nessa reunião de Câmara, até porque noutras ocasiões se distanciou de iniciativas deste género. Não era por se tratar do 40º aniversário desta data, que o 25 de Novembro passava a ser diferente do que foi na realidade.
Perante tudo isto, o que gostaríamos de perceber é em que medida a autarquia se comprometeu com a evocação do 25 de Novembro e como explica esta decisão de evocar uma data que, para “Os Verdes” não complementa nada o 25 de Abril, tentou antes ser uma negação dos valores de Abril.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes