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20/01/2021

PEV pede esclarecimentos sobre construção de Ciclovia na Avenida de Roma


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a construção de Ciclovia na Avenida de Roma.

REQUERIMENTO:

A 3 de Junho de 2020, a CML anunciou a apresentação do Programa “Lisboa Ciclável” com o objectivo de aumentar a rede ciclável que actualmente possui cerca de 100 quilómetros e onde se previa que 16 novas ciclovias fossem construídas até Setembro, correspondendo a mais de 56 km, incluindo em algumas das principais avenidas da cidade, como a Av. da Liberdade, Av. Almirante Reis, Av. da Índia, Av. 24 de Julho e Av. de Roma.

Atendendo que existe pouca informação disponível sobre o traçado referente à implementação da nova ciclovia na Avenida de Roma, que possui uma malha urbana já bastante consolidada.

Considerando que os mecanismos de divulgação e participação junto da população, diretamente e indiretamente visada, devem ser reforçados durante do desenvolvimento deste projecto.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1. Em que consiste a intervenção prevista para a implementação de uma ciclovia na Avenida de Roma?

2. Qual a razão para ter havido um atraso no cumprimento do prazo inicialmente anunciado para a construção desta nova ciclovia na Avenida de Roma?

3. As Juntas de Freguesia do Areeiro e de Alvalade estão a ser consultadas e envolvidas e no processo de análise de implantação desta ciclovia no seu território, previamente à sua concretização?

4. Está a ser ponderada a possibilidade de realização de sessões públicas de modo a auscultar e poder recolher contributos da população ainda na fase de estudo prévio?

5. Qual a nova calendarização prevista para o início e finalização das obras referentes à construção de uma ciclovia na Avenida de Roma?

Requeremos ainda que nos seja facultado:

- O estudo prévio para a implementação de uma ciclovia na Avenida de Roma.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 20 de Janeiro de 2021

06/05/2020

Os Verdes exigem medidas para a promoção da bicicleta e de outros modos suaves de mobilidade


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente a medidas para a promoção da bicicleta e de outros modos suaves de mobilidade durante o período de desconfinamento da pandemia de Covid-19.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes desde sempre defendeu e deu uma prioridade assinalável a um sistema de transportes públicos urbanos que garanta a mobilidade das populações, de acordo com as suas necessidades.

Desta forma, têm sido inúmeras as propostas apresentadas pelo PEV na Assembleia Municipal de Lisboa, pois só um sistema de transportes públicos com horários adequados, com regularidade assegurada, que integre as diferentes modalidades de transporte (ferroviário, rodoviário e fluvial) consegue dar as respostas de mobilidade que as cidades e as suas periferias precisam.

Mas há outra forma de transporte para a qual importa criar condições de expansão que é a bicicleta. A construção de uma rede ampla de pistas cicláveis, que gere segurança na utilização deste modo suave de transporte, bem como a disponibilização de sistemas de empréstimo e uso de bicicleta a preços comportáveis dentro das localidades são medidas que fomentam a utilização deste meio de mobilidade.

A emergência de saúde pública de âmbito internacional, declarada pela Organização Mundial de Saúde no final de Janeiro, seguida da classificação do vírus SARS-CoV-2 como uma pandemia, no dia 11 de Março de 2020, e a evolução da doença COVID-19 em Portugal obrigaram à implementação de um vasto conjunto de medidas.

No passado dia 2 de Maio, com o fim do estado de emergência e o início do estado de calamidade foram levantadas algumas restrições, nomeadamente a possibilidade da população poder regressar, mediante a salvaguarda das devidas medidas de protecção, à retoma da sua vida activa e laboral.

Com a retoma de várias actividades, uma parte significativa da população vai começar a utilizar os vários transportes públicos, sendo que face às limitações de lotação, impostas pelo estado de calamidade, estes deverão ser diariamente reforçados, para poderem dar a devida resposta.

Mas corremos o sério risco de que não sendo esse reforço suficiente e aliado ao facto de as pessoas terem receio de utilizar os transportes públicos, poder haver um incremento do uso do transporte individual, situação que deve ser evitada, sob pena de haver um maior aumento da poluição do ar e de congestionamento na circulação de trânsito na cidade de Lisboa.

Nestes tempos de pandemia, os modos suaves de deslocação poderão ser uma alternativa segura e saudável e particularmente a bicicleta confere um importante contributo para um melhor funcionamento do sistema de transportes de uma cidade como Lisboa. Aliás, a própria Organização Mundial da Saúde tem recomendado, sempre que possível, a utilização da bicicleta ou caminhar nas deslocações necessárias durante a pandemia.

Também nesse sentido, a MUBI - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta endereçou à Câmara Municipal de Lisboa um conjunto de recomendações que visam a implementação de várias medidas para apoiar e fomentar a utilização dos modos suaves de mobilidade durante a fase de saída de confinamento da população.

Segundo informações da MUBI, «muitas cidades de países próximos como Espanha, França ou Itália iniciaram planos ou começaram já a implementar medidas para fomentar a utilização da bicicleta como modo de transporte preferencial. Milão, a capital da região da Lombardia, fortemente fustigada pela COVID-19, desenhou um plano ambicioso para realocar espaço do automóvel aos modos activos de deslocação.»

Importa, por isso, que também Lisboa, à semelhança de outras cidades europeias, e tendo em conta a distinção de Capital Verde Europeia, promova e implemente medidas efectivas e adaptadas à promoção de modos suaves de mobilidade.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Pondera a autarquia implementar um plano de incentivo à promoção de modos suaves de mobilidade na cidade de Lisboa, no sentido de dar resposta durante e após o período de saída do confinamento?

2. Pondera a autarquia isentar de pagamento a utilização da rede GIRA enquanto vigorarem as medidas excepcionais e temporárias de resposta à pandemia?

3. Considerando as recomendações da MUBI, que medidas propostas pondera a autarquia implementar na cidade?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 06 de Maio de 2020

17/06/2019

Os Verdes propõem a requalificação do Parque Tejo e a garantia da salvaguarda e requalificação ambiental de logradouros

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes apresentará, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de dia 18 de Junho, as seguintes propostas:

Uma recomendação pela "Requalificação do Parque Tejo”, propondo que a CML proceda, à recuperação do passeio do sapal, do sistema de rega e do Parque de Skate Terreiro dos Radicais, assim como a ampliação da área envolvente, permitindo a prática de desportos informais no Parque Tejo, tomando ainda as diligências necessárias com vista à requalificação urbanística e paisagística até ao Rio Trancão e ao prolongamento da ciclovia.

Uma recomendação pela “Garantia da salvaguarda e requalificação ambiental de logradouros”, onde sugerem que a CML reconheça o valor ambiental, paisagístico e patrimonial dos logradouros da cidade, em futuras propostas de requalificação, promovendo a sua salvaguarda e valorização como espaços ecológicos e de fruição e ainda que elabore um relatório de ponderação com o levantamento do ponto de situação de desocupações e reconversão dos logradouros, desde a entrada em vigor do actual PDM de Lisboa.

Por fim, os deputados ecologistas apresentam ainda uma recomendação referente aos “Serviços da Loja do Cidadão nas Laranjeiras”, onde propõem que a CML exorte o Governo para reconhecer a urgente necessidade de redução dos atrasos e tempos de espera para atendimento através do reforço dos serviços com o número de trabalhadores indispensáveis para uma mais eficiente prestação de serviço, em particular, dos serviços de emissão de Carta de Condução e do Cartão de Cidadão.

15/03/2019

14 de março - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa

Na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa realizada a 14 de março, a eleita de OsVerdes, Cláudia Madeira, destacou nas suas intervenções 3 importantes temas:

- a criação de uma museu do Regimento de Sapadores Bombeiros
- a alteração aos estatutos da EMEL e mudanças na fiscalização
- as obras nas estações do Metropolitano de Lisboa












Cláudia Madeira apresentou, ainda, o voto de protesto de Os Verdes pela realização do Festival da Canção em Israel

1ª Intervenção“Israel desrespeita centenas de resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU, ocupa ilegalmente o território da Palestina, impõe colonatos, massacra o povo palestiniano há décadas, e mantém um muro de betão em torno da Faixa de Gaza, que é ilegítimo e desumano. (…) [Por isso,] Os Verdes propõem que a Assembleia Municipal manifeste o seu desagrado pela realização do Festival Eurovisão da Canção em Israel e que apele a que a RTP pondere excluir a sua participação nesta edição.”


2ª Intervenção“O PEV não faz qualquer confusão entre os princípios de tolerância, paz e cooperação com os crimes e massacres que Israel comete e isso é um facto. (…) O PEV não compactua com crimes nem com determinadas atitudes por parte de Israel.”

04/07/2013

“Os Verdes” querem esclarecimentos da Câmara Municipal de Lisboa relativamente à Ponte Ciclável e Pedonal sobre a 2ª Circular de Lisboa.


O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes”, através da deputada municipal Cláudia Madeira, entregou na Assembleia Municipal de Lisboa, um requerimento em que questiona a autarquia relativamente à Ponte Ciclável e Pedonal sobre a 2ª Circular de Lisboa.

Em 2009, a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Galp Energia assinaram um protocolo para a construção de uma ponte ciclável e pedonal sobre a 2ª Circular de Lisboa que devia ser totalmente financiada pela Fundação Galp Energia, o qual não foi cumprido e tivera uma derrapagem em relação ao orçamento inicialmente previsto.

Em Março de 2013, um novo protocolo foi assinado entre as partes, em que a Lisboagás compromete-se a fixar como prazo-limite para a conclusão da obra o dia 4 de Outubro de 2013 e de financiar o projecto com um montante de 900 mil euros, na qualidade de “mecenas”, e o Município de Lisboa passará a co-financiar este projecto com um valor de 465 milhões de euros, ou seja o valor remanescente do custo total previsto, prescindindo ainda de cobrar as taxas municipais de ocupação do subsolo que lhe sejam devidas pela actividade daquela empresa.

Assim, através deste requerimento, “Os Verdes” pretendem saber:

- quais as razões efectivas que levaram ao incumprimento do protocolo celebrado em 2009;

- quais as razões que fundamentam a “derrapagem” ocorrida no orçamento inicialmente previsto para este projecto;

- qual a entidade responsável pelo incumprimento do prazo de execução estipulado no protocolo de 2009;

- quais as razões que levaram o Município de Lisboa a celebrar um novo protocolo com Lisboagás; qual a razão para que este projecto tenha deixado de ser totalmente financiado pela Fundação Galp Energia; qual o montante total das taxas municipais de ocupação do subsolo que são devidas pela actividade da Lisboagás ao Município de Lisboa;

- qual a razão para o executivo camarário prescindir da cobrança desse montante

- e para quando prevê a autarquia a conclusão efectiva deste projecto.



REQUERIMENTO

Em 2009, a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Galp Energia assinaram um protocolo para a construção de uma ponte ciclável e pedonal sobre a 2ª Circular de Lisboa, no âmbito do Plano de Mobilidade e de Desenvolvimento da Estrutura Ecológica de Lisboa, anunciando-se que a ponte deveria ficar concluída em 2010.
Em Setembro de 2011, o executivo camarário e a Fundação Galp Energia apresentaram, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, o Projecto que incluía a ponte que iria ligar a ciclovia de Telheiras à zona das Torres de Lisboa, junto à Estrada da Luz e à sede da Galp, os acessos e extensão daquela ciclovia.

Também, nesta ocasião, foi apresentado o Projecto de Arquitectura da referida Ponte Ciclo-Pedonal, cujo o tabuleiro, em aço, teria cerca de 400 metros de extensão, ficaria a 5,5 metros de altura, seria pintado de laranja (cor da empresa financiadora), a parte superior do tabuleiro seria iluminada com tecnologia LED e teria seis entradas (quatro com rampas para bicicletas e duas com escadas), na globalidade este Projecto estava orçado em 1,2 milhões de euros que seriam suportados na sua totalidade pela Fundação Galp Energia.

Nesta cerimónia, o Senhor Presidente da Câmara anunciou que esta obra seria “o primeiro passo para a humanização da 2ª Circular de Lisboa” e que estaria concluída na Primavera de 2012.

Aparentemente, registaram-se alguns atrasos na fase de análise e negociação dos contratos de empreitada, o que impediu o arranque das obras, segundo declarações do gabinete de imprensa da Galp à comunicação social. Como consequência, houve uma derrapagem no prazo de execução e do orçamento previsto para a obra após a contratação, prevendo-se que venha a custar 1 365 milhões de euros, o que terá obrigado a efectuar alguns ajustes no projecto e à celebração de um novo Protocolo entre o Município de Lisboa e a Lisboagás que integra o Grupo Galp Energia.

Em Março de 2013, um novo protocolo foi assinado entre as partes, em que a Lisboagás compromete-se a fixar como prazo-limite para a conclusão da obra o dia 4 de Outubro de 2013 e de financiar o projecto com um montante de 900 mil euros, na qualidade de “mecenas”, e o Município de Lisboa passará a co-financiar este projecto com um valor de 465 milhões de euros, ou seja o valor remanescente do custo total previsto, prescindindo ainda de cobrar as taxas municipais de ocupação do subsolo que lhe sejam devidas pela actividade daquela empresa.

Em finais de Abril, a empreitada terá arrancado com os trabalhos de terraplanagem dos terrenos para preparar as fundações da ponte, os respectivos acessos e a ligação da ciclovia de Telheiras à zona das Torres de Lisboa, junto à Estrada da Luz e à sede da Galp, estando previsto que a ponte venha a ser montada, em módulos, sobre a 2ª Circular de Lisboa a partir de Agosto, sem implicarem o condicionamento do trânsito na zona.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 12º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação:

1. Quais as razões efectivas que levaram ao incumprimento do protocolo celebrado em 2009?

2. Quais as razões que fundamentam a “derrapagem” ocorrida no orçamento inicialmente previsto para este projecto?

3. Quem foi a entidade responsável pelo incumprimento do prazo de execução estipulado no protocolo de 2009?

4. Quais as razões que levaram o Município de Lisboa a celebrar um novo protocolo com Lisboagás?

5. Qual a razão para que este projecto tenha deixado de ser totalmente financiado pela Fundação Galp Energia?

6. Qual o montante total das taxas municipais de ocupação do subsolo que são devidas pela actividade da Lisboagás ao Município de Lisboa?

7. Qual a razão para o executivo camarário prescindir da cobrança desse montante?

8. Para quando prevê a autarquia a conclusão efectiva deste projecto?


 
Lisboa, 04 de Julho de 2013
O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes”

07/10/2009

Projecto de ponte ciclável para a 2ª Circular

Dois arquitectos portugueses foram os vencedores do ‘Concurso Internacional de Ideias para a Nova Ponte Ciclável sobre a 2ª Circular’, em Lisboa, anunciaram no domingo os promotores da iniciativa.
O concurso é uma iniciativa da ExperimentaDesign Lisboa 2009 e de uma Fundação portuguesa na área da energia que, desta forma, pretendem premiar a ‘mobilidade sustentável’.
Este concurso internacional de ideias, que foi lançado a 27 de Julho, teve por objectivo “facilitar a travessia da 2ª Circular por bicicletas e peões, promovendo uma utilização mais sustentável e constituindo um legado para Lisboa e seus habitantes”.
O anúncio dos vencedores do concurso foi feito no domingo, em Lisboa, numa cerimónia em que foram revelados ainda o segundo prémio, atribuído a uma equipa do Reino Unido, e o terceiro prémio, para um outro grupo franco-português.
Foram avaliadas 62 candidaturas, das quais 39 portuguesas e 23 internacionais, com o Reino Unido a ser o país mais “fortemente representado”, segundo os promotores. As propostas avaliadas revelaram-se “diversificadas, quer em termos de abordagem, quer ao nível dos materiais e soluções propostas”.
De acordo com os organizadores, o autor do projecto vencedor receberá um prémio de 10 mil euros, com a possibilidade de adjudicação do projecto de execução, prevista para 2010. O segundo e terceiro prémio receberão igualmente prémios monetários.
O júri, composto por oito elementos, atribuiu ainda duas menções honrosas a dois estúdios espanhóis e uma menção especial a outro arquitecto português.
Até ao momento não foi disponibilizada, publicamente, qualquer planta ou um esboço do projecto vencedor.

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1403669

28/09/2009

Almada premiada para implantar ciclovia até Lisboa

‘Bicla Tejo: de Belém para o Sol da Caparica, na minha Bicla’ é o mote do projecto da autarquia de Almada que venceu o concurso ‘Ideias para o ar, por um projecto para ficar’.
O projecto prevê um percurso ciclável ‘híbrido’, que integra uma ciclovia de 5 km e um percurso de barco, articulando assim um eixo ciclável, do Cais Fluvial da Trafaria às praias urbanas da Costa da Caparica de 9,5 km. A autarquia vencedora promete descongestionar os eixos viários que ligam Lisboa à Costa da Caparica, principalmente na época veraneante.
O projecto vencedor abarca duas grandes dimensões: o eixo ciclável e as acções para a sua promoção e divulgação.
Apesar do eixo ter sido inaugurado no dia 17 de Setembro, o projecto carece ainda de equipamento que vai potenciar a adesão de mais utilizadores, nomeadamente, estacionamentos de bicicletas com videovigilância no interior do cais fluvial de Cacilhas, dentro das instalações da Transtejo, para quem quer deixar as suas bicicletas e seguir de barco; sinalização vertical e horizontal que facilite a sua funcionalidade; totens de informação sobre os vários eixos cicláveis e sinalética para orientação.
As acções de divulgação, passam pela reedição da mítica música ‘Sol da Caparica, na minha bicla’, produção e disponibilização gratuita e permanente de um videoclipe promocional da infra-estrutura, entre outras. A autarquia de Almada recebeu um prémio de 50 mil euros para a implantação prática do projecto.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8410

22/09/2009

Hoje é Dia sem Carros

Há mais pessoas a optar pela bicicleta diariamente em Lisboa. Desde 2006, o número de utilizadores cresceu 40%. É que trocar carro por bicicleta pode permitir poupar até 1.700 euros/ano.
No Dia Europeu sem Carros, data instituída pela Comissão Europeia para diminuir o tráfego automóvel nas cidades, ciclistas que pedalam diariamente pelos percursos antes feitos de carro descobrem benefícios ambientais e também financeiros.
Um ex-utilizador intensivo do carro fez as contas de quanto poupa desde que pedala: 500 euros em ginásio, 1.000 em combustível e 200 em manutenção mecânica. Conjugando a bicicleta com os meios de transporte, no fim do ano, diz ter a mais na conta 1.700 euros.
“A última vez que coloquei combustível no carro foi em Outubro de 2008”, disse no debate "Mobilidade Sustentável e a Bicicleta em Lisboa", organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).
Também o autor do projecto ‘100 dias de Bicicleta em Lisboa’ 1, trabalho de campo para uma tese que este engenheiro civil desenvolveu, verificou gastar menos 150 euros por mês (1.800 por ano) “enquanto destruía o mito das sete colinas”. A capital afinal é feita de muitos planaltos, descobriu. Acabou por pedalar 200 dias num ano, sem incidentes, e continua a fazê-lo.
No entanto, a falta de segurança para velocípedes nas estradas é o maior risco. A revisão do Código da Estrada (CE) operada pelo Decreto-Lei nº 44/2005, a 23 de Fevereiro, não contemplou as alterações há muito pedidas pelos ciclistas para que a bicicleta seja vista como um meio de transporte.
Por exemplo, o artigo 90º obriga a transitar o mais próximo possível das bermas ou passeio e proíbe o ciclista de seguir a par, a menos que se circule numa pista especial. O que para o presidente da FPCUB “constitui um entrave por se revelar inseguro”. No entanto, a FPCUB estima que em 2008, em Lisboa, o número de ciclistas a optar pela bicicleta aumentou 40%, o dobro em relação a 2006.
Apesar das dificuldades, a bicicleta é tida como um meio de transporte alternativo, não só para experimentar nas ruas cortadas ao trânsito no dia de hoje, mas como meio para deslocações diárias. De casa para o emprego e do emprego para o supermercado, são trajectos feitos a pedalar 2.

16/09/2009

Falta promover estacionamento e mais segurança para os utilizadores de bicicletas

A construção de ciclovias tem contribuído para promover a utilização das bicicletas como meio de transporte, mas é preciso melhorar a segurança e criar mais estacionamento para velocípedes, considera o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB).
“A construção de ciclovias está a incentivar o uso de bicicletas” e é uma tendência que se verifica em todas as cidades portuguesas. No entanto, que é necessário criar mais estacionamentos específicos e melhorar a segurança para os utilizadores de bicicletas, sugerindo medidas como a acalmia de tráfego, com zonas de velocidade reduzida. “As pessoas ainda se sentem inseguras. Além disso, também se preocupam com o roubo das bicicletas pelo que seria necessário criar mais estacionamentos”.
As ciclovias não são a única alternativa para promover a circulação de bicicletas, adiantou o presidente da FPCUB.
Os projectos de ciclovias são disso exemplo: trata-se de uma via partilhada, com bicicletas pintadas no chão para avisar os automobilistas.
“Vamos instalar ainda sinalização e bike-boxes [uma espécie de grelha que dá prioridade às bicicletas nos semáforos]. Até ao início de 2010 queremos ter bicicletas de utilização gratuita nos estabelecimentos de ensino e estações de metro e de comboio desta área”.
A mudança de mentalidade é outro dos factores que ajuda a explicar a adesão crescente às bicicletas. “As pessoas começam a perceber que é mais cómodo, mais rápido e mais económico do que usar o carro, sobretudo em pequenas distâncias. Às vezes, Portugal está vinte anos atrasado, mas quando as coisas arrancam, recupera facilmente”. Ainda assim “é preciso tirar as pessoas do comodismo”, continuou, frisando que são os jovens que assumem um comportamento mais pró-activo.
Também decisiva foi a adesão dos operadores de transportes públicos à moda de pedalar, nos últimos anos, facilitando o acesso aos velocípedes.
A Fertagus, que permite o transporte gratuito de bicicletas nos comboios, excepto às horas de ponta nos dias úteis é uma das empresas mais avançadas neste domínio, o que lhe mereceu o prémio nacional de mobilidade em bicicleta, atribuído pela FPCUB em 2006.
Também a Transtejo transporta os velocípedes gratuitamente, sem restrição de horário, mas tem algumas ligações condicionadas.
Na CP, as bicicletas podem ser transportadas nos comboios urbanos de Lisboa, nas Linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado, excepto entre as 7h e as 10h no sentido periferia-Lisboa e entre as 16h e as 20h no sentido contrário.
A Carris também criou algumas carreiras onde é possível levar os velocípedes aos sábados, domingos e feriados.
O Metropolitano de Lisboa antecipou (recentemente) uma hora ao horário anteriormente previsto, permitindo transportar bicicletas a partir das 20h30, nos dias úteis, e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados.

Ver Lusa doc. nº 10117567, 15/09/2009 - 07:15

Prémio da FPCUB de Mobilidade em Bicicleta

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) decidiu criar, em 2006, o Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta’ de forma a reconhecer publicamente o contributo de determinadas entidades ou pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste veículo não motorizado.
No âmbito da atribuição do Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta’ são anualmente consideradas as categorias: Autarquias, Comunicação Social, Empresas de Transportes Colectivos e Pessoas Individuais. O Prémio é simbólico e constituído por peças em vidro artesanal português.
Em 2006 os premiados foram: Empresas de Transportes: CP - Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, FERTAGUS, Metro do Porto; Autarquias: Câmara Municipal de Aveiro, AMAL - Área Metropolitana do Algarve; Individuais: Crisóstomo Teixeira (ex-presidente da CP); Comunicação Social: Bike Magazine e Inês Boaventura (jornalista do Público).
Em 2007 os premiados foram: Empresas de Transportes: Soflusa, Transtejo; Comunicação Social: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, SIC; Pessoas Individuais: Rui Godinho, Capitão da GNR Frederico Galvão da Silva, João Soares.
Em 2008 os premiados foram: Empresas de Transportes: Carris; Autarquias: Câmara Municipal de Almeirim, Câmara Municipal de Loulé; Individuais: Carlos Gaivoto, Mário Soares; Comunicação Social: Diário de Noticias, RTP, Transportes em Revista; Ensino: Universidade do Minho.
A cerimónia pública de entrega da 4ª Edição do Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta 2009’ terá lugar hoje, dia 16 de Setembro, no Auditório do Metropolitano de Lisboa, Estação Alto dos Moinhos (linha azul), pelas 14h30, integrado no programa da FPCUB para a Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre os dias 16 e 22 de Setembro.

12/06/2009

BUGA de Aveiro faz agora dez anos


A Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro (BUGA), pioneira no País, circula há uma década sem parar. No calão Lisboeta, Buga quer dizer vamos embora. Mas na Região de Turismo da Rota da Luz, longe da capital, Buga significa ‘Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro’.
Na altura do lançamento, foi também criada uma pista ciclável na Avenida Lourenço Peixinho, entretanto alargada a outros pontos da cidade, que, em 2006, valeu ao município o Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta’ (categoria das autarquias) atribuído pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta.
As BUGA tornaram-se um ícone. Com enorme adesão tanto da população local, como dos visitantes, permanecem em circulação embora a autarquia procure, há algum tempo, um novo modelo de exploração para fazer face aos custos de manutenção 1.
As BUGA são disponibilizadas gratuitamente a todos os cidadãos e visitantes de Aveiro, sem burocracias: basta pegar, andar e largar !!
Para pedalar uma BUGA basta ir até uma das 33 estações (estacionamentos das bikes) bem sinalizadas existentes em Aveiro e introduzir uma moeda de um Euro na ranhura própria (de côr vermelha) situada na traseira da bicicleta, desengatando-a de seguida.
Pode-se pedalar andar dentro dos limites da cidade (assinalados por placas indicando fim de área BUGA. Não é necessário o preenchimento de qualquer papel, nem tem nada a pagar (a moeda será recuperada quando voltar a colocar a BUGA numa das estações espalhadas pela cidade 2.

Juntas contestam troços das ciclovias

As sete colinas de Lisboa não são o único obstáculo ao projecto de ciclovias da CML. Dois abaixo-assinados, mais de 700 queixas de moradores e comerciantes, e uma moção aprovada por unanimidade numa Assembleia de Freguesia são alguns dos indicadores de que os percursos de bicicletas na capital estão longe de ser consensuais.
Para além dos custos - no total serão investidos 5,2 milhões de euros na construção de infra-estruturas -, e da prevista privatização destes recursos, a principal queixa é a da falta de diálogo entre a CML e o poder local, pois, para implementar as ideias criadas em gabinete, deverá ser contactado quem está perto dos munícipes e comerciantes a quem essas ideias poderão afectar.
O descontentamento é denunciado por três presidentes de Junta (todas do PSD) que revelaram que “não somos contra as ciclovias, mas sim contra os troços e a forma como Sá Fernandes está a conduzir o processo”. Isto porque, há dois problemas que todos acreditam que as ciclovias vão criar: a falta de mobilidade e a redução de estacionamento.


O autarca de Alvalade classifica mesmo a ciclovia que passa na Avenida Frei Miguel Contreiras e na Rua de Entrecampos como ‘aberrante’. Isto porque, “vai tirar mobilidade e reduzir os lugares numa freguesia que tem um défice de estacionamento”. Além disso, denuncia que “parte do trajecto passa num terreno privado que não está negociado”.
Também diversos moradores da freguesia se mostraram contra o projecto. Um deles considera que o troço destas “ciclovias vão prejudicar toda a gente. O trânsito vai ficar um caos e o estacionamento, que já é pouco, piora”.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, “todos os dias chegam e-mails à Junta contra este troço, já recebemos mais de 700 queixas". É, por isso, que arrisca dizer que “90 % dos moradores da freguesia estão contra este trajecto”. De tal modo que o descontentamento levou a que “na Assembleia de freguesia, fosse aprovada por unanimidade, por todos os partidos, uma moção contra o troço”.
Tal como o autarca de Alvalade, também o presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira tem já na sua posse um abaixo-assinado contra os troços da ciclovia, alertando ainda para um grupo “que vai perder muito com as pistas de bicicletas”: os comerciantes.
Segundo o autarca, quem tem estabelecimentos em zonas onde as ciclovias lhe passam am frente às lojas queixa-se que “ninguém vai às compras de bicicleta” e de que, desta forma, se dificulta a circulação de peões nos passeios e o acesso aos carros. Revela, além disso, que “vão ser cortadas árvores”.
Já o presidente da Junta de freguesia de São João de Deus, também não está nada satisfeito com o troço que lhe passará na sua freguesia, argumentando que “a ciclovia está mal feita”. Durante o percurso os ciclistas têm de subir uma rampa de passagem de peões sobre uma via férrea, de passar por uma escada e, ainda, circular por um troço privado que é tipo BTT, e só depois é que podem pedalar.
Além de serem contra casos particulares nos troços previstos, estes presidentes de junta queixam-se da forma como o processo está a ser conduzido, pois a CML não analisou “os prós e os contras nem fizeram qualquer estudo”. “Nem um telefonema fizeram”. Isto é daquelas políticas, “como o embargo do Túnel do Marquês que fez a autarquia perder 17 milhões de euros”.
A estas três Juntas somam-se ainda a de Nossa Senhora de Fátima e a de Campolide que irão “até ao fim do mundo” contra a falta de diálogo neste projecto. O “fim do mundo” será, para já, “uma reunião com o Automóvel Clube Portugal e levar o assunto à Assembleia Municipal”.
O vereador do ambiente da CML contra-argumenta que “este não é um problema das freguesias, mas sim da cidade, que precisa de uma mobilidade suave”.

10/06/2009

Bicicleta que produz electricidade

É desde pequeno o inventor da família. Desde criança que foge para a garagem para inventar. A última invenção foi uma bicicleta que produz energia, concebida por amor de uma cadela bebé com medo do escuro.
Aproveita materiais que mais ninguém quer e passa a maior parte do tempo a inventar. Na garagem da sua casa na Maia, ainda se vê o que resta de uma pequena discoteca que criou na adolescência. Ao lado, os carros, que já equipou com sistemas de segurança e bancos antifadiga.
Em 2006, criou um sistema auxiliar de auto-recirculação de ar. Um mecanismo para automóveis que ia trazer maior rendimento ao veículo e ao mesmo tempo seria menos poluente. Registou a patente, e participou em algumas feiras espanholas. Ganhou certificados, uma medalha de bronze e apesar do esforço que fez para comercializar o invento, nunca teve apoios em Portugal.
Em Outubro de 2008 terminou a última invenção. Uma bicicleta ecológica capaz de produzir energia. Uma bicicleta antiga, ferros, um voltímetro, um velocímetro, fusíveis e tantos outros materiais reaproveitados transformaram o simples acto de pedalar em energia com capacidade para acender candeeiros, televisões ou carregar telemóveis. Demorou cerca de dois meses a concluí-la. Dedicava-lhe “dias, noites, fins-de-semana. Todos os tempos livres que tinha. Escolhi a bicicleta porque isto acaba por ter dois efeitos: serve para fazer exercício e beneficia o ambiente, porque é uma forma de poupar alguma energia”.,
Ao olhar para a cadela, no jardim, afirma a sorrir que foi ela que o fez criar a bicicleta. “Quando ela era pequenina, ficava sozinha e para não ter medo criei um sistema de lâmpadas. Mas para não gastar muita electricidade, lembrei-me de usar baterias. A bicicleta foi uma forma de as carregar”.
O material que não conseguiu aproveitar, comprou. Ao todo, gastou cerca de 200 euros. Em troca, poupa na factura da electricidade. “Os ginásios podiam adoptar este tipo de soluções. Todas as máquinas têm movimento e era só aproveitá-lo para produzir energia. Já servia, pelo menos, para a iluminação”.
O registo desta patente é uma hipótese que não afasta. No entanto, “há algumas variantes deste tipo de equipamento. Quando a fiz pensei que fosse única, mas não. A maneira como está concebida é que é nova”.
O tempo que dedica aos inventos deixou-o muitas vezes “à margem da família”. Depois do trabalho, passava longas horas a “exercitar a massa cinzenta” e estava mais ausente da família. Os amigos adoram as invenções, “tiram fotografias” e “acham fenomenal”.
Hoje, com 34 anos, trabalha numa empresa de automóveis e garante que a partir de agora as coisas vão ser diferentes. “Vou casar e isto vai ser o fim de um ciclo e o começo de outro”. Talvez mude o ‘ramo’ das invenções. Pelo menos por agora.

Que segurança para as bicicletas de uso partilhado?

A CML aprovou ontem em reunião do executivo municipal o relatório do júri do concurso da rede de bicicletas de uso partilhado, que havia sido chumbado pela oposição há cerca de duas semanas.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa e do ex-vereador independente, as abstenções do movimento Lisboa com Carmona e PCP e os votos contra do PSD.
A oposição tinha argumentado há duas semanas que o caderno de encargos estava mal elaborado e era omisso em questões de segurança. A rede de bicicletas de uso partilhado insere-se nos projectos de “mobilidade suave” da autarquia, onde também se inclui a construção de 40 quilómetros de pistas cicláveis.
Apresentaram-se seis interessados à criação e exploração da rede de bicicletas, tendo o júri admitido cinco. Após a aprovação deste relatório, o processo segue para a fase de “diálogo concorrencial” 1.
A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa destacou que o seu grupo político votou favoravelmente mas com uma declaração de voto: “Só iremos votar a adjudicação final deste concurso se ficarem muito claras as medidas de segurança que a Câmara terá de tomar para as bicicletas poderem circular em Lisboa”, medidas ao nível do piso e sinalética.
Também o vereador comunista Ruben de Carvalho sublinhou que o PCP continua a ter as “mesmas reservas” em relação à criação da rede de bicicletas de uso partilhado.
“Hoje em dia a cidade não está preparada” para a utilização de bicicletas, afirmou, manifestando preocupação pela falta de condições de segurança: “Que preparação foi feita? Há a garantia que quem agarra numa bicicleta conhece o código da estrada?”, questionou 2.

1. Ver
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=393057
2. Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/520083

Mais uma nova rede de bicicletas

A Câmara de Torres Vedras inaugura hoje um nova alternativa viária entre a cidade e a praia de Santa Cruz, uma ecopista que percorre as margens de um dos principais rios do concelho ao longo de 25 quilómetros.
“Vamos ter uma ecopista entre Torres Vedras, a Foz do Rio Sizandro e Santa Cruz sempre ao longo do rio Sizandro”, explicou o vereador do ambiente.
Junto ao Parque Regional de Exposições da cidade, os ciclistas podem iniciar aí o percurso pela ecopista em segurança até Santa Cruz. “O objectivo é promover uma vida saudável, até porque a ecopista pode ser também usada para pedestrianismo, e o contacto com a natureza”.
A ecopista possui cinco pontos de paragem e ainda um observatório de aves, inscrito na Rede Natura 2000, para que os ciclistas possam tirar maior partido da paisagem ou simplesmente descansar do trajecto. A ecopista surge num momento em que, sustentou o autarca, o rio Sizandro “está praticamente despoluído” e começa a haver flora e fauna própria, como enguias ou tainhas.
De acordo com o vereador, 99% dos esgotos domésticos que drenam para a Bacia Hidrográfica do Rio Sizandro estão a ser tratados, estando em curso obras nas freguesias da Carvoeira, Carmões e Dois Portos que vão resolver em definitivo a poluição provocada pelo saneamento doméstico. A faltar fica o tratamento dos efluentes agro-industriais e agro-pecuários, para o qual o município prevê recorrer a fundos comunitários e vir a integrar a empresa Trevoeste, que vai resolver os problemas de poluição causados pelas suiniculturas.
A ecopista é a terceira do concelho de Torres Vedras, existindo uma entre Santa Cruz e a praia de Porto Novo e outra na cidade, ligando a zona sul da cidade ao Parque Regional de Exposições.

01/06/2009

Discussão na especialidade da iniciativa do PEV sobre velocípedes

O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” solicitou na Assembleia da República a votação em plenário do seu Projecto de Lei nº 581/X que visa alterar as normas do código da estrada para velocípedes sem motor, pedido motivado pela lamentável indisponibilidade demonstrada pelo PS para trabalhar esta iniciativa em sede de especialidade.
A postura de indisponibilidade adoptada pelo PS na última reunião da sub-comissão de segurança rodoviária é tanto mais inacreditável quando, em plenário, o mesmo PS se tinha já mostrado disponível para discutir e trabalhar esta iniciativa legislativa do PEV.
No entanto, após as audições públicas realizadas em sede de comissão, o Partido Socialista foi incapaz de apresentar uma única proposta de alteração que fosse e recusou mesmo entrar com a discussão do projecto na especialidade tendo, desta forma, abortado o trabalho legislativo realizado até então.
Ou seja, em plenário, publicamente, apoia a iniciativa do PEV. Em sede de comissão, menos publicamente, não move uma palha para promover o entendimento entre Grupos Parlamentares.
Esta posição, que configura já um segundo retrocesso do PS nesta matéria, depois de em 2003 se ter mostrado disponível em especialidade para discutir as iniciativas, confirma uma postura claramente retrógrada dos socialistas em matéria de mobilidade suave e sustentável.

Ver
www.osverdes.pt

30/05/2009

Incentivo fiscal à utilização de bicicletas

O Partido Ecologista “Os Verdes” entregou 5ª fª na A.R. um Projecto de Lei que cria um regime fiscal de incentivo à aquisição de bicicletas, com benefícios em sede de IVA e de IRS.
Para o PEV, é imperativo, nos dias de hoje, promover a mobilidade suave que, em meio urbano, apresenta inúmeras vantagens. A opção pela pedonabilidade, pela bicicleta e outras modalidades de deslocação alternativas ao automóvel particular, resulta, entre outras, na melhoria, sobretudo, do ambiente urbano, devido à diminuição de emissões poluentes para a atmosfera, bem como na humanização do espaço público, descongestionamento do trânsito e da via pública e, finalmente, na poupança da factura energética.
Além do mais, Portugal, como produtor (e exportador) de bicicletas de qualidade que é, deve incentivar o uso da bicicleta também pelas vantagens económicas que daí advirão, incluídas as relacionadas com o cicloturismo.
Os Verdes” relembram que apresentaram, já nesta Legislatura, três iniciativas parlamentares propondo a criação de uma Rede Nacional de Ciclovias (PJL 580/X), a adopção de um Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e outros Modos de Transporte Suaves (PJR 376/X) e o PJL nº 581/X que altera o Código da Estrada garantindo direitos aos ciclistas e peões.

Ver
www.osverdes.pt

23/05/2009

Rede de bicicletas de uso partilhado não reúne consenso

A oposição na CML chumbou na passada 4ª fª o relatório do júri do concurso da rede de bicicletas de uso partilhado, argumentando que o caderno de encargos está mal elaborado e é omisso em questões de segurança.
A proposta do vereador do Ambiente e Espaço Público foi rejeitada com os votos contra do PSD, PCP, Lisboa com Carmona e a abstenção dos Cidadãos por Lisboa e os votos favoráveis do PS e do vereador independente, ex-BE.
Segundo afirmou o presidente da CML na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal, “a proposta terá de ser reenviada ao júri para que reaprecie a sua própria proposta e possa regressar à Câmara”, lamentando o atraso que este chumbo implicará para a criação da rede de bicicletas, que se insere no programa de “mobilidade suave” da autarquia, que contempla também a construção de 40 quilómetros de pistas cicláveis. “É uma rede particularmente importante numa cidade como Lisboa, permitindo às pessoas usar a bicicleta nos percursos confortáveis e recorrer aos transportes públicos nos menos confortáveis”.
Apresentaram-se seis interessados, tendo o júri admitido cinco. Após a aprovação do relatório, o processo seguiria para a fase de “diálogo concorrencial”.
A vereadora do PSD apontou omissões ao concurso, nomeadamente em matéria de segurança e responsabilidade civil em caso de acidente, perguntando “onde estão os seguros? Quem é segurado, o condutor ou a bicicleta? Em caso de acidente quem é que paga?”. “O concurso é omisso quanto a responsabilidades civis em caso de acidente”, acrescentando que as questões têm de ser precavidas sob o perigo da autarquia se colocar futuramente num “imbróglio tremendo”.
Para a vereadora comunista Rita Magrinho, o caderno de encargos está mal feito, de tal forma, sublinhou, que as empresas interessadas “fizeram 58 pedidos de esclarecimento” e uma desistiu depois de “trinta e tal pedidos de esclarecimento”. “O júri teve que fazer dois relatórios preliminares. Entre um e outro, alterou cláusulas do caderno de encargos à medida que as empresas iam reclamando”, afirmou.
Grave é também a aprovação na mesma reunião do executivo municipal de nova suspensão parcial do Plano Director Municipal (PDM), que permitirá as obras de ampliação da sede da Polícia Judiciária na Rua Gomes Freire, conforme solicitado pelo Conselho de Ministros 1.
Em lugar de apresentar publicamente e aos órgãos municipais (AML e CML) a prometida, mas sempre adiada, proposta de revisão do novo PDM, o executivo opta por repetidas suspensões parciais daquele documento director. Pergunta-se: não seria então melhor rasgarem de vez o PDM para poderem subverter urbanisticamente a cidade a seu belo prazer?

1. Ver Lusa doc. nº 9698611, 21/05/2009 - 00:49

13/05/2009

Ciclovias e mobilidade em Alvalade

O PCP e a Junta de Alvalade não querem ciclovias na Rua de Entrecampos e na Avenida Frei Miguel Contreiras, mas a CML rejeita as críticas consubstanciadas em três abaixo-assinados.
A construção de ciclovias naquelas vias, em Alvalade, está a gerar um coro de protestos, tendo o PCP e o PSD lançado três abaixo-assinados contra a iniciativa da CML. O vereador dos espaços verdes e público garante que no caso da primeira artéria nada está decidido e atribui as críticas a falta de informação.
Por seu lado, o PCP começa por sublinhar ser “inteiramente favorável” à existência de pistas cicláveis, as quais não pões em dúvida. Pedro Duarte Silva, o representante da PCP na Assembleia de Freguesia de Alvalade, considera no entanto “profundamente errada” a criação do traçado de tal equipamento na Rua de Entrecampos, dada a “estreiteza” desta artéria.
O eleito acrescenta que tal facto vai “prejudicar ainda mais o problema do estacionamento” e da mobilidade, alertando para o risco de acidentes envolvendo ciclistas e transeuntes, já que a ciclovia vai nascer “a uma distância muito pequena das entradas e saídas dos prédios”, designadamente, dos serviços de atendimento ao público da Caixa Nacional de Pensões.
Estas objecções levaram mesmo à apresentação de uma moção do PCP na Assembleia de Freguesia, aprovada por todas as forças políticas, e à criação de uma petição que reuniu 210 assinaturas e já foi entregue à CML. Mas os protestos não ficaram por aqui e nos últimos dias o PCP e a Junta de Freguesia de Alvalade, presidida pelo PSD, lançaram mais dois abaixo-assinados.
O do PCP, que pede à autarquia uma revisão do traçado, refere-se à ciclovia cuja construção já arrancou na Avenida Frei Miguel Contreiras, invocando que vai reduzir o estacionamento e agravar o trânsito (?). Estas críticas são partilhadas pelo executivo da Junta de Freguesia, que numa carta distribuída da zona defende que o equipamento “é extremamente lesivo dos interesses dos fregueses e moradores”, acarretando “problemas de segurança” devido à “diminuição da largura do passeio existente”.
Painel de azulejos junto à estação de comboios
Quanto à Rua de Entrecampos, o vereador diz que a construção da ciclovia “ainda não está decidida”, já que este equipamento deixará de ser necessário se se avançar no Bairro de São Miguel com a criação de uma zona onde os automóveis não possam circular a mais de 30 km/h.
Garante ainda ter sido acordada com a Rede Ferroviária Nacional a realização de uma série de obras ao longo do caminho de ferro entre Sete Rios e a Avenida Gago Coutinho, como a plantação de árvores, intervenções em espaços verdes e um incremento da iluminação.

08/05/2009

Nós pedalamos

Os ‘corredores verdes’ são espaços abertos contínuos que integram diferentes elementos naturais (ex. linhas de água, frentes ribeirinhas), culturais e históricos. Estes podem assumir diferentes tipos (lazer, circulação, protecção, etc.) e funções (sociais ou ecológicas). Promovem a salvaguarda dos recursos, contribuindo para o correcto ordenamento do território e para o desenvolvimento sustentável.
Apesar do nome, um corredor verde não tem necessariamente de ser ‘verde’. O essencial é que permita desenvolver funções ambientais ou o usufruto de um espaço público de qualidade, seja para lazer ou para uso no dia-a-dia.
O ‘Nós pedalamos’ teve a sua primeira edição em 1998. Nesse ano, defendiam a criação de percursos cicláveis e pedonais dedicados e de qualidade na zona ribeirinha de Lisboa, incluindo na zona de intervenção da EXPO 98, algo que - na época - não se verificou.


Oito anos volvidos, em 2005, organizaram a segunda edição, demonstrando que a apetência e necessidade da criação de uma rede de corredores verdes para a cidade de Lisboa era imperiosa. As edições seguintes (2006 e 2007), alcançaram uma maior adesão de participantes.
O que defende o GEOTA através deste projecto?
- «A criação de uma rede de corredores verdes para a Área Metropolitana de Lisboa, não só intra, mas também supra-municipal, nomeadamente nas zonas ribeirinhas, como é o caso das margens do Tejo e seus afluentes. Assim, cremos que os projectos actualmente em execução em Lisboa se deverão prolongar para o Concelho de Oeiras (unindo-se a iniciativas do género já em curso) e para o Concelho de Loures (por ex. ao longo do vale do Trancão ou continuando pela frente Tejo). Um dia o corredor que agora propomos poder-se-ia chamar ‘Da Lezíria ao Guincho’;
- A utilização da bicicleta como modo de mobilidade de emissão zero e saudável em termos de saúde física e mental. A bicicleta, em complemento com os transportes colectivos, pode desempenhar um papel importante na melhoria da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa».
Assim, propõe-se que o antigo traçado Belém - Trancão tenha novo nome e um novo percurso. Por isso, dia 10 de Maio venha pedalar - do Terreiro do Paço a Loures - por uma boa causa, faça exercício, usufrua da cidade e passe uma manhã de domingo bem disposta.
Percurso: Partida de um local único e histórico - o Arsenal da Marinha - junto à Praça do Comércio. A entrada far-se-á a partir das 8h15m e a saída será às 9h. Distância: cerca de 25 km, quase sempre planos. Duração: cerca de 2 horas. Não perca o seu lugar e inscreva-se já. Últimos dias de inscrição.