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05/11/2019

5 de novembro - intervenções de Os Verdes na Assembleia da República


Os eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, intervieram na sessão de dia 5 de novembro sobre questões relacionadas com questões de habitação, turismo e Alojamento Local e a realização da WebSummit na cidade:

Sobreda Antunes interveio sobre o Regulamento Municipal relativo ao Alojamento Local:


“A CML vinha publicitando na sua página da Internet os trâmites de registo de actividade para estabelecimentos de Alojamento Local (AL), procedimentos que nos últimos anos haviam exponencialmente disparado devido ao impacto dos afluxos turísticos a que Lisboa vinha afluindo. (…) [Para o PEV é preocupante o] facto de a Baixa e as avenidas centrais da cidade terem uma concentração de 34,4% de AL, ou seja, o equivalente a quase 3.500 unidades de alojamento. No caso da Colina de Santana, a concentração destas unidades é já de 24,5%, o equivalente a 6.500 alojamentos. (…) Foi este o caos a que o executivo deixou chegar o panorama habitacional da capital, acompanhado da inevitável gentrificação. Porém, ficaram ainda de fora, para observação e acompanhamento, outras 12 áreas com elevado impacto turístico, mas que, para Os Verdes, merecem que rapidamente possam ser incluídas como área problemática e a merecerem um outro tipo de intervenção urgente por parte do Município. (…) Há que priorizar contributos de travagem à especulação imobiliária, à expulsão dos moradores e reverter os nefastos efeitos que estas transformações provocam, ao alterarem profundamente as realidades locais dos bairros.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



Cláudia Madeira interveio sobre a realização da Web Summit em Lisboa e o acordo realizado pela CML:


O PEV nada tem contra a realização deste evento, nem contra a ampliação da FIL ou a realização de qualquer iniciativa que possa dinamizar a economia de Lisboa e do País. No entanto, a nossa divergência reside no acordo entre a CML e a empresa que organiza a Websummit e no conteúdo da proposta que nos é apresentada. (…) Na nossa perspectiva, não deve ser a CML a comparticipá-lo através de um subsídio de três milhões de euros por ano, durante 9 anos (ou seja, são 27 milhões de euros!), o que nos parece excessivo. Falamos de dinheiros públicos investidos em fins privados, o que, por princípio, é errado, principalmente quando há áreas absolutamente prioritárias, como a habitação e os transportes, a necessitar de investimento. O investimento público deve ser canalizado para fins públicos e não privados.” Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



29/10/2019

"Estado da cidade - uma Lisboa para poucos"

Cláudia Madeira, membro da Comissão Executiva de #OsVerdes e eleita, pelo #PEV, na Assembleia Municipal de #Lisboa, escreve regularmente no Jornal Económico. Leia o último artigo de Cláudia Madeira, sobre questões de turismo, #habitação e especulação imobiliária na capital - "Estado da Cidade: uma Lisboa para poucos"

"A taxa turística serve para financiar projetos privados em vez de melhorias na cidade e de medidas de minimização dos impactos do turismo. E a linha circular do Metro, a acontecer, não beneficiaria as populações mas a especulação imobiliária"



10/09/2019

Reunião da Assembleia Municipal de Lisboa - 10 de setembro de 2019


Cláudia Madeira, eleita de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, interveio 2 vezes na reunião de 10 de setembro da Assembleia Municipal de Lisboa:

Cláudia Madeira apresentou um conjunto de propostas do PEV:


“O PEV apresenta uma recomendação propondo a extinção da SRU Lisboa Ocidental, que é a única que se mantém após a extinção da SRU da Baixa Pombalina e de Lisboa Oriental, pois (…) Os Verdes nunca acompanharam a decisão de criação destas empresas e, após várias alterações aos estatutos, o sector operacional foi sendo retirado da competência da CML. (…) Os Verdes defendem que a SRU deve ser extinta, a responsabilidade das obras deve regressar à CML e os trabalhadores devem aí ser integrados. (…) Os Verdes recomendam também que a Câmara construa um Monumento ao Bombeiro. (…) [Por fim, o PEV] apresenta uma saudação ao Serviço Nacional de Saúde, que comemora o seu 40º aniversário no próximo dia 15 de Setembro.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

  
Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão de Novos Projectos do Fundo de Desenvolvimento Turístico:


“[Para o PEV], a execução dos vários projectos a financiar pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico devia ser uma competência da CML, em função dos projectos e acções que viessem a ser contemplados no plano estratégico de desenvolvimento turístico para a cidade, e não ser delegada noutras entidades. É por essa razão que não concordamos que seja a Associação de Turismo de Lisboa a executar projectos como, por exemplo, a Sustentabilidade Ambiental, nomeadamente ao nível da Limpeza Urbana, que até viu a sua verba ser reduzida a metade.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

07/01/2019

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre a cobrança da taxa municipal turística a estudantes

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a cobrança da taxa municipal turística a estudantes.

REQUERIMENTO:

A Taxa Municipal Turística aprovada pelo município em 2014, começou a ser aplicada em Janeiro de 2016 sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo munícipes) e estrangeiros nas unidades hoteleiras ou de alojamento local, tendo sido até agora cobrado um euro por noite até um máximo de sete euros.  

No passado dia 18 de Dezembro foi aprovado na sessão da Assembleia Municipal o aumento da taxa turística da capital para dois euros por dormida, sendo que a medida mereceu o voto contra do Partido Ecologista Os Verdes, por entendermos que esta taxa, desde que foi criada, tem servido para financiar fins privados, princípio com o qual o PEV não está de acordo.

O Regulamento Geral de Taxas, Preços e Outras Receitas do Município de Lisboa, prevê no seu artigo 70º que “A taxa de dormida é devida por hóspede com idade superior a 13 anos e por noite nos empreendimentos turísticos e nos estabelecimentos de alojamento local, localizados no Município de Lisboa com valor unitário conforme Anexo a este Regulamento, até a um máximo de 7 (sete) noites por pessoa.” Estando ainda referido no artigo 71º que “Ficam isentos da taxa de dormida os hóspedes cuja estada seja motivada pela obtenção de serviços médicos.”


Em suma, estão isentos do pagamento desta taxa aqueles que vierem dormir a Lisboa por razões médicas, os seus acompanhantes e crianças até 13 anos idade. No entanto, a isenção não prevê a situação de estudantes universitários deslocados que, quer por falta de resposta de residências universitárias, quer por falta de capacidade financeira para pagar um quarto, tenham que recorrer a alojamento local ou a hostel para poderem estudar em Lisboa e, como tal, sejam obrigados a pagar a taxa turística.

Com base numa denúncia que chegou ao conhecimento do Grupo Municipal do PEV, actualmente um estudante deslocado que necessite de pernoitar 4 noites por semana num hostel, paga 8 euros de taxa turística, ou seja, 32 euros por mês, colocando em causa a sua permanência e a de outros estudantes na mesma situação, nas universidades de Lisboa.

Face à falta de capacidade de resposta em termos de residências universitárias e face aos preços incomportáveis nos arrendamentos de quartos a estudantes, é do entendimento do PEV que é necessário proceder a uma actualização das isenções ao pagamento da taxa turística por forma a incluir estas situações.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. A Câmara Municipal de Lisboa tem conhecimento do universo de estudantes que se encontram nesta situação?

2. Prevê a autarquia proceder a uma actualização do Regulamento Geral de Taxas, Preços e Outras Receitas do Município de Lisboa, com o objectivo de alargar a isenção a estas situações?

3. Se sim, quando o prevê fazer?

19/07/2018

Intervenções de Os Verdes na reunião de 19 de julho da Assembleia Municipal de Lisboa

A Deputada municipal de Os Verdes fez duas intervenções da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa do dia 19 de Julho.


Sobre a Classificação de Árvores:

 “Os Verdes têm trazido por diversas vezes a esta Assembleia a importância dos espaços verdes e das árvores da cidade, sob várias vertentes. (…) Esta cidade tem o privilégio de possuir outros exemplares de grande beleza, valor e interesse que, não estando ainda classificados, poderão reunir os requisitos necessários para virem a sê-lo, tendo presente a importância de fomentar a classificação de árvores na cidade. Na recomendação que apresentamos indicamos alguns exemplares que consideramos que poderão reunir esses requisitos com vista à sua classificação, algo que será depois devida e criteriosamente avaliado. Falamos dos jacarandás da Av. Dom Carlos I, das Tipuanas nas Avenidas Novas, de alguns exemplares na Quinta do Conde d'Arcos, entre outros. (…) Da parte de Os Verdes, daremos todos os contributos para que estas medidas sejam concretizadas, porque consideramos que a classificação é instrumento essencial para conhecer, salvaguardar e conservar elementos do património municipal de reconhecido valor, além de contribuir para a divulgação desse mesmo património, incentivando um maior envolvimento da sociedade nesta inventariação e protecção.” - intervenção escrita

Sobre a Constituição do direito de superfície a favor da TURCULTUR:


 “O prédio municipal sito na Rua da Junqueira, entre os nºs 309 e 311A, na Freguesia de Belém, não se situa na zona da cidade mais afectada pela catástrofe natural do terramoto de 1755, logo no entendimento do PEV, não aparenta ser a localização preferível para se desenvolver um projecto com a finalidade pretendida. (…) De assinalar ainda a desvalorização do ‘know-how’ do Museu de Lisboa que já promoveu, em conjunto com o Instituto D. Luiz, Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Instituto Superior Técnico, uma exposição intitulada “Quando Lisboa Treme” no Palácio Pimenta. Esta exposição foi uma forma de assinalar os 260 anos do terramoto de 1755 e contribuir para promover um maior conhecimento sobre os perigos e riscos dos fenómenos sísmicos, precauções e comportamentos a adoptar. Recorde-se também que já existe um Centro Interpretativo designado por “Lisboa Story Centre”, na Ala Nascente da Praça do Comércio, que nos conta, de uma forma lúdica e interactiva, os principais eventos históricos da cidade, com particular ênfase para a catástrofe natural que foi o terramoto de 1755 e os planos para a reconstrução da cidade. (…) Por estas razões, Os Verdes estão longe de poder anuir com o conteúdo da proposta e muito menos concordar com os seus termos e condições, pelo que votaremos contra a proposta e as recomendações da comissão.” - intervenção escrita



07/04/2017

Hoje, 7 de Abril - Conversa Ecologista - A cidade que queremos vs o fenómeno da gentrificação

O Partido Ecologista “Os Verdes” promove, hoje, dia 7 de Abril, uma Conversa Ecologista sobre A cidade que queremos vs o fenómeno da gentrificação, pretendendo debater as alterações profundas a que temos assistido nas áreas metropolitanas do país, com destaque para a cidade de Lisboa.

Hoje, o acesso à habitação em Lisboa é privilégio de poucos e um direito praticamente inacessível a muitas famílias, ao mesmo tempo que há uma intensificação do turismo e do alojamento para fins turísticos, com a consequente pressão e especulação imobiliária. 

Esta iniciativa contará com a participação de:

António Machado (Ass. Inquilinos Lisbonenses)
Luís Mendes (Geógrafo, CEG/IGOT-UL)
Luís Paisana (Ass. Moradores do Bairro Alto)
Rui Abreu (Regeneração Urbana)
Sérgio Pinheiro (Mobilidade e Transportes) 
Cláudia Madeira, eleita do PEV na AM Lisboa.


28/03/2017

7 de abril - Conversa Ecologista sobre o fenómeno da gentrificação


Com mais esta Conversa Ecologista, Os Verdes pretendem debater as alterações profundas a que temos assistido nas áreas metropolitanas do país, com destaque para a cidade de Lisboa.

Hoje, o acesso à habitação em Lisboa é privilégio de poucos e um direito praticamente inacessível a muitas famílias, ao mesmo tempo que há uma intensificação do turismo e do alojamento para fins turísticos, com a consequente pressão e especulação imobiliária.

Esta iniciativa, a realizar na sede do PEV em Lisboa  no próximo dia 7 de abril, contará com a participação de António Machado (Ass. Inquilinos Lisbonenses), Luís Mendes (Geógrafo, CEG/IGOT-UL), Luís Paisana (Ass. Moradores do Bairro Alto), Rui Abreu (Regeneração Urbana), Sérgio Pinheiro (Mobilidade e Transportes) e Cláudia Madeira, eleita do PEV na Assembleia Municipal de Lisboa.

É preciso inverter a perda de população. É preciso construir a cidade que queremos: uma cidade habitada, plural e diversificada. Uma cidade para todos!




*Gentrificação: Processo de valorização imobiliária de uma zona urbana, geralmente acompanhada da deslocação dos residentes com menor poder económico para outro local e da entrada de residentes com maior poder económico.

15/12/2016

Assembleia Municipal de Lisboa - temas levantados pelos deputados do PEV

Foram diversos os temas abordados pelos deputados municipais de Os Verdes, Cláudia Madeira e Sobreda Antunes, na reunião do dia 13 de dezembro. Ficam aqui todas as intervenção que podem ser vistas e lidas, nos links abaixo:

Intervenção de Cláudia Madeira, no âmbito da Petição nº 14/2016
“O projecto “Jardim do Caracol da Penha” foi o vencedor do Orçamento Participativo com mais de 9 mil votos e, como tal, deve ser respeitada a vontade manifestada pela população neste importante instrumento de participação cívica, por ser um excelente barómetro daquilo que as pessoas desejam e sobre o que devem ser as prioridades do executivo e que deverá ser a melhoria da qualidade de vida das pessoas.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV

Intervenção de Sobreda Antunes no âmbito da petição 17/2016
“Ora, a verdade é que desde a construção desta escola apenas foram introduzidas intervenções pontuais, mas face à gravidade e ao avançado estado de degradação deste estabelecimento escolar constata-se a necessidade de uma intervenção de fundo que ponha termo às situações descritas pela comunidade escolar.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Intervenção de Cláudia Madeira sobre a municipalização da Carris
“Os Veres defendem e que nunca deixou de estar em cima da mesa e que passa por a Carris manter-se na esfera do sector empresarial do Estado, recebendo os meios necessários para prestar um serviço de qualidade aos utentes através do Orçamento do Estado, e coordenada por uma Autoridade Metropolitana.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV

Intervenção de Sobreda Antunes sobre as CPCJ
“Devido à falta de apoios, à redução de técnicos nos últimos anos e ao número excessivo de casos por cada técnico, há dificuldades em melhorar a “resposta em tempo útil”. Outras das áreas desde sempre carenciadas é a do apoio jurídico disponibilizado às CPCJ. Também as condições de alguns edifícios das CPCJ (Ocidental) foram consideradas “insuficientes”. (…) O contributo para as CPCJ continua a representar uma gota de água, quando é, não o futuro, mas o presente dos nossos filhos que está em risco.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV

Intervenção de Sobreda Antunes sobre a 2ª Revisão do PDM
“Com esta alteração simplificada do Plano Director Municipal de Lisboa, a CML apenas pretende viabilizar a situação patrimonial de mais um negócio privado sobre um anterior bem do Estado português.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV

Intervenção de Cláudia Madeira sobre o Fundo de Desenvolvimento Turístico
“Resumindo, a execução dos vários projectos a financiar pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa devia ser uma competência da CML, em função dos projectos e acções que viessem a ser contemplados no plano estratégico de desenvolvimento turístico para a cidade, não devendo ser delegada noutras entidades.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV

22/11/2016

Recomendação “Estacionamento no Castelo de São Jorge”


 
O Castelo de São Jorge integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites, vindo a ser classificado, por Decreto de 16 de Junho de 1910, como um importante Monumento Nacional.

No final da década de 1990, o espaço foi objecto de obras de restauro, recuperando a sua primitiva traça medieval, tendo sido encontrados vestígios marcantes sobre a sua trajectória.

Sendo um dos locais mais visitados pelos turistas na cidade de Lisboa, além das visitas tradicionais, o Castelo oferece uma programação temática ao longo de todo o ano promovida pela EGEAC, de que são exemplo as “Tertúlias de Inverno no Castelo”, o evento “Uma Noite no Castelo”, as várias actividades nocturnas, a observação de morcegos, a falcoaria e as simulações de lutas medievais.

O Castelo de São Jorge possui ainda um miradouro com uma das mais fantásticas vistas para a cidade e o rio Tejo, a Praça de Armas com a estátua de D. Afonso Henriques, o castelejo, a cidadela, a Câmara Obscura localizada na Torre de Ulisses (antiga Torre do Tombo), o Café do Castelo e ainda o restaurante Casa do Leão que chegou a ser o espaço onde antigamente se prendiam os leões trazidos de África.

Em 2012, o Município e a EGEAC decidiram manter um parque de estacionamento automóvel dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge, que tinha levado anos a reabilitar, acedendo as viaturas pelo Largo de Santa Cruz do Castelo, através de um pequeno portão. Importa salientar que este parque de estacionamento foi apresentado como uma situação “temporária”, até existirem alternativas.

Considerando que a existência de um parque de estacionamento dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge não será a situação mais adequada e tendo em conta a pertinência de se proceder a uma melhor requalificação do actual espaço que serve de estacionamento, para ali se expandir a zona museológica, novas actividades culturais ou ser criada uma zona de lazer e de estadia de apoio aos visitantes do Castelo.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Procure alternativas ao estacionamento no interior da área museológica e classificada do Castelo de São Jorge, no mais curto espaço de tempo possível.

2 - Requalifique o actual espaço do parque de estacionamento, com vista a expandir o núcleo museológico, nova zona para actividades culturais ou a ali criar uma área de lazer e de estadia de apoio aos visitantes do Castelo.

Assembleia Municipal de Lisboa, 22 de Novembro de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

22/08/2013

CDU DENÚNCIA À UNESCO TORRE DE 45 METROS ERGUIDA AO LADO DO FAROL DO CABO DA ROCA

TEXTO DA CARTA DE DENÚNCIA

CDU apresenta denúncia à UNESCO sobre torre no Cabo da Roca

Sintra, 21 de Agosto de 2013

Excelentíssimo Representante da Missão Permanente de Portugal na Unesco 
Senhor Embaixador José Filipe Mendes Moraes Cabral

Durante o século XIX Sintra exerceu uma influência considerável sobre o desenvolvimento da arquitectura romântica europeia. No entanto, o seu interesse não se resume certamente a um ou dois edifícios de evidente importância, antes se diversifica numa plêiade de palácios e parques; de casas senhoriais, com os seus jardins e bosques; de palacetes e chalet’s envoltos numa vegetação exuberante; de longos trechos de muralhas que serpenteiam sobre os mais altos cumes da Serra, evocando séculos pretéritos; de conventos convidando à meditação, rodeados de musgosas falésias e de fontes murmurantes; de austeras igrejas e capelas, bem como de ermidas mais "humanizadas" e populares, umas e outras constituindo pólos seculares de Fé e de Arte; de uma costa marítima com condições naturais fora de série; enfim, vestígios que nos remetem para as nossas raízes mais longínquas. 
Sintra foi classificada Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural”, no dia 6 de Dezembro de 1995, durante a 19ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO realizada em Berlim. A Paisagem Cultural de Sintra enquadra-se simultaneamente nas categorias II, IV e V do parágrafo 24 estabelecidas pela UNESCO na Orientations devant guider la mise en oeuvre de la Convention du Patrimoine Mondial.
A importância de Sintra enquanto Paisagem Cultural não se resume apenas à Vila de Sintra. Daí se ter estendido a área de Paisagem Cultural a uma grande área de protecção, que se estende até ao Cabo da Roca.
No dia 26 de Setembro de 2012, em reunião de Câmara, informei o Executivo Camarário de que tinha recebido a informação de que a Direcção de Comunicações e Sistemas de Informação do Ministério da Administração Interna – Guarda Nacional Republicana, pretendia instalar no Cabo da Roca uma torre metálica com 45 metros de altura. Este posto de observação insere-se no designado Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa. 
A proposta garantia que era necessário a construção de uma torre metálica com uma altura mínima de 45 metros para a instalação de um radar, antenas, plataformas de acesso e demais equipamentos. 
Dada a preocupação que manifestei, tive acesso à resposta que foi dada ao Grupo Parlamentar do PEV, pelo Gabinete do Senhor Ministro da Administração Interna no dia 21 de Maio de 2013, referindo que um dos pontos de localização do SIVICC é o Cabo da Roca. 
Recentemente, a Câmara Municipal de Sintra renovou o Posto de Turismo do Cabo da Roca, no âmbito da promoção da marca Sintra, Capital do Romantismo. Segundo a informação institucional, e citando a página da CMS “com a conclusão dos trabalhos, propõe-se assinalar a inauguração deste novo espaço no dia 5 de Junho, quarta-feira, às 12H00, com a visita do Secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, seguida de entrega dos prémios do Concurso Gastronómico de Sintra 2013, num total de 13 prémios e duas menções honrosas. Criar um espaço de cariz contemporâneo e coerente, que se integrasse com a arquitectura do edifício, foi o objectivo do projecto de remodelação da autoria da decoradora Margarida Bugarim. 
Excelentíssimo Senhor Embaixador, 
Ninguém nega a importância da vigilância da costa portuguesa contra actividades ilícitas que possam ocorrer. Contudo, preocupa-me o facto de se ter instalado uma torre de 45 metros de altura no Cabo da Roca, local paradigmático de Sintra e do turismo nacional. 

Fig. 1 Farol do Cabo da Roca e Torre construída
O Cabo da Roca é o ponto mais Ocidental de Portugal continental, assim como da Europa continental, sendo também o ponto da Europa Continental mais próximo aos Estados Unidos. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico. Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III).


Preocupa-me o facto de existirem já pareceres negativos por parte de entidades ligadas ao ambiente. Preocupa-me o facto da Câmara Municipal de Sintra não ter sido consultada sobre a proposta. Preocupa-me o facto da UNESCO não ter sido consultada sobre a instalação de uma torre no Cabo da Roca. 
A identidade mítica do local e a grandeza, mistério e simbolismo que o mar tem para os portugueses foram as fontes de inspiração. 
Tudo isto fica em causa com a torre metálica que se construiu, que descaracteriza o Cabo da Roca, um dos locais mais paradigmáticos de Sintra e de Portugal. A UNESCO deveria, dentro das suas competências, realizar uma visita para apuramento da situação. 

Pedro Ventura
Vereador da CDU na Câmara Municipal de Sintra

imagem: www.tudosobresintra.com
"OS VERDES" JÁ TINHAM CONTESTADO E INTERROGADO O GOVERNO SOBRE O LOCAL DE INSTALAÇÃO DO POSTO DE OBSERVAÇÃO NO CABO DA ROCA
18/01/2013
“Os Verdes” questionam Governo sobre vigilância da costa portuguesa e instalação de posto de observação no Cabo da Roca
Na sequência da reunião que ontem o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” teve com o Comando Operacional da GNR, sobre o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa (SIVICC), a Deputada Heloísa Apolónia dirigiu duas perguntas, uma ao Ministério da Administração Interna e outra ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, respectivamente, sobre a operacionalização e prazos para instalação do SIVICC e sobre a incompatibilidade da instalação de um posto fixo de observação no Cabo da Roca, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais.

Pergunta dirigida ao Ministério da Administração Interna:
O Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC) para a costa portuguesa tem constituído um processo conturbado e a sua concretização tem sido permanentemente adiada. Da garantia de um sistema a operar plenamente em Agosto de 2011, prazo incumprido, soubemos agora, numa reunião solicitada pelo Grupo Parlamentar Os Verdes ao Comando Operacional da GNR, que em princípio é capaz de estar a funcionar em Agosto de 2013 (2 anos depois!).
O certo é que, à medida que o tempo vai passando, há consequências notórias e penosas como, provavelmente, um agravamento substancial dos custos da implementação do projeto e a nítida insuficiência de meios para a vigilância da costa portuguesa, tornando-a mais vulnerável.
Ora, segundo a informação prestada ao PEV, o SIVICC implica a instalação de 20 postos de observação fixos, 8 postos de observação móveis e 50 câmaras ou técnicas portáteis de observação. Apenas 2 dos postos fixos estão instalados e preparados para o pleno funcionamento, 10 encontram-se em fase de construção e 8 ainda nem sequer estão disponíveis para instalação.
Assim, importa perceber a evolução deste processo e conhecer quando se aproximará, de facto, da sua operacionalização, pelo que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Ministério da Administração Interna a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
1. Quando se prevê que o SIVICC esteja plenamente operacional?
2. Estão definidos todos os locais para instalação dos postos fixos? Se sim, pode esse Ministério enviar-nos a indicação da localização de todos eles?
3. Que motivo(s) justifica(m) o atraso na instalação do Sistema?
4. Garante esse Ministério que uma vez instalado o SIVICC, há meios disponíveis para a sua monitorização e manutenção? Ou corremos o risco de se instalarem os equipamentos de vigilância e, depois, em caso de avaria, ficarem inoperacionais e, consequentemente, sem qualquer utilidade no que diz respeito à vigilância da costa portuguesa?

Pergunta dirigida ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território:
O Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da nossa zona costeira (SIVICC) implica a instalação de 20 postos de observação fixos, os quais consistem em torres metálicas e por um contentor base com uma altura que pode ir até aos 45 metros e, portanto, com impactos paisagísticos elevados.
Não está, da nossa parte, em causa a importância deste sistema de vigilância da costa portuguesa. Porém, há valores (neste caso paisagísticos e de segurança) que podem e devem ser compatibilizados.
Ora, essa compatibilização pode não ser garantida quando se propõe a instalação de um posto de observação, da natureza descrita, no cabo da Roca, no Parque Natural Sintra/Cascais, a escassos metros do farol. Trata-se de uma zona sensível com elevada procura turística e que, à partida, deveria estar salvaguardada pelo Plano de Ordenamento da área protegida, bem como pelo respetivo Plano de Ordenamento da Orla Costeira. De resto, o sistema de vigilância VTS excluiu instalações no cabo da Roca, devido à vulnerabilidade ambiental da zona e às suas características paisagísticas. Pode, portanto, estar a contribuir-se diretamente para a descaracterização acentuada de um dos cabos mais procurados da costa portuguesa.
De modo a compreender exatamente a situação e o que com ela está em causa, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, a presente Pergunta, de modo a que me seja prestada a seguinte informação:
1. Está tomada alguma decisão relativamente à instalação de um posto de observação fixo, integrante do SIVICC, no cabo da Roca, junto ao farol?
2. Em relação a essa intenção que procedimento foi seguido e que parecer emitiu o ICNF?
3. Está em causa algum pedido de suspensão do Plano de Ordenamento do Parque Natural Sintra/Cascais para efeitos de instalação do equipamento de vigilância referido? E do Plano de Ordenamento da Orla Costeira?
4. Que locais alternativos foram estudados e que parecer foi emitido em relação aos mesmos?
5. Foi feito algum estudo de impacto ambiental, dada a sensibilidade da zona?

RESPOSTA DO GOVERNO A 20.02.2012

15/10/2010

“Os Verdes” questionam Câmara Municipal de Lisboa sobre as Taxas Turísticas na cidade de Lisboa

O Grupo Municipal de “Os Verdes” entregou hoje na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento em que exige esclarecimentos à Câmara Municipal de Lisboa sobre as Taxas Turísticas na cidade de Lisboa, uma vez que a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) aprovou recentemente o Plano de Marketing Estratégico para os próximos três anos, tendo discutido a criação de um novo fundo de promoção turística, proveniente de uma taxa que os turistas passariam a pagar.
De acordo com informação disponibilizada a constituição desse fundo resultará de um pagamento adicional a ser prestado pelos turistas e visitantes de Lisboa, através da cobrança de uma sobretaxa sobre as dormidas em hotéis e pensões da cidade e também sobre todas as entradas na capital seja por via aérea, fluvial ou ferroviária.

Assim, através deste requerimento “Os Verdes” exigem esclarecimentos sobre a introdução do pagamento destas taxas, por parte dos turistas; as medidas que a CML prevê adoptar no sentido de promover o turismo em Lisboa, sem que a capital perca competitividade em relação a outros destinos turísticos e as diligências que a CML tomou até agora, e quais pondera vir a tomar, no sentido de auscultar todas as partes envolvidas neste processo.

Este requerimento pode ser consultado na íntegra aqui

Lisboa, 15 de Outubro de 2010

28/09/2010

Linha do Tua: Carta Aberta

27 de Setembro
Dia Mundial do Turismo (dedicado à Biodiversidade)
123º Aniversário da Linha do Tua
Defensores da Linha do Tua
entregam Carta Aberta a Secretário de Estado do Turismo

24/09/2010

DEFENSORES DA LINHA DO TUA ENTREGAM CARTA ABERTA A SECRETÁRIO DE ESTADO

Na próxima segunda-feira, dia 27 de Setembro, data em que se assinala o Dia Mundial do Turismo, este ano dedicado à biodiversidade, e também data em que se comemora o aniversário da Linha do Tua, um conjunto de entidades defensoras da Linha do Tua entregará ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, uma carta aberta em defesa do enorme potencial turístico que representa esta linha ferroviária. A carta será entregue no momento da partida de comboio do Sr. Secretário de Estado para Castelo Branco, em Santa Apolónia.

Para além da entrega desta carta aberta, estão previstas outras actividades como a distribuição de documentação aos utentes e a realização de um “comboio humano” com a apresentação de uma exposição fotográfica sobre a Linha do Tua, que demonstra o potencial turístico defendido na carta aberta.

As entidades promotoras:
Partido Ecologista “Os Verdes”
COAGRET
Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Movimento Cívico pela Linha do Tua
GAIA
Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário
Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua


CARTA ABERTA EM DEFESA DA LINHA DO TUA
27 DE SETEMBRO
Estação de Santa Apolónia, Lisboa – 7.30h
Declarações à comunicação social a partir das 7.45h

Lisboa, 24 de Setembro de 2010

14/08/2009

Versão preliminar do PROTAML

Foi ontem feita a apresentação da versão preliminar do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), que se espera entre em vigor em Março de 2010.
A nova versão do PROTAML aposta na área da mobilidade, sobretudo no transporte ferroviário, para contrariar o “excessivo uso do rodoviário” e defende alterações nas prioridades de investimento público.
Desenvolver a rede de transporte ferroviário, estudando a possibilidade de criar, através da rede ferroviária convencional, uma ligação sem transbordo ao Novo Aeroporto de Lisboa a partir do eixo Setúbal-Palmela e do Alentejo e Algarve, revendo a concordância das linhas no Pinhal Novo, são algumas das metas.
Conter as manchas de ocupação urbana e salvaguardar, através de propostas adequadas de ordenamento, os espaços menos urbanizados são outros objectivos da nova versão do PROTAML, que reduziu de 17 para 13 o número de unidades territoriais, acrescentando uma nova: a da faixa marítima (12 milhas).
Na área do turismo, a versão ontem apresentada traça ainda como objectivo a delimitação de Zonas Especiais de Interesse Turístico e a criação de um sistema especial de incentivo ao investimento privado na recuperação e reabilitação do património.
As metas na área do Turismo para a AML são duplicar até 2020 o número de entradas e de dormidas de turistas estrangeiros e iniciar até 2015 circuitos culturais.
Na nova versão foi incluída já a cartografia dos riscos da AML, que deverá facilitar a aplicação de proibições de construção nalguns casos e restrições noutros.
O PROTAML abrange os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira, com uma população total de 2,75 milhões de habitantes.

Ver Lusa doc. nº 10003740, 13/08/2009 - 13:45

01/07/2009

Preocupações ambientais para o destino de férias

O resultado da sondagem “Quando escolhe o seu destino de férias tem a preocupação de fazer um turismo que seja "amigo" do ambiente?” indica que mais de metade dos inquiridos já demonstra preocupações ambientais na hora de escolher o destino de férias.
Enquanto 50,7% responderam que sim, quase metade não tem em conta o respeito pelo meio ambiente nas viagens de férias, uma vez que 49,3% responderam que não.


O turismo é um fenómeno de alcance mundial e ganha cada vez mais relevo em termos económicos, sociais e ambientais. Em 2005, 810 milhões de pessoas visitaram países estrangeiros, um número que deverá duplicar antes de 2020, estima a Organização Mundial de Turismo.
No entanto, esta actividade pode acarretar um vasto conjunto de problemas que urge minimizar: impactes ambientais negativos, perda da identidade local e outras ameaças ao meio envolvente.
O próprio Plano de Acção para um Turismo Europeu Mais Sustentável, publicado em 2007 e elaborado pelo Grupo para a Sustentabilidade do Turismo, constituído pela UE em 2004, sublinha que, se for deficientemente planeado ou desenvolvido em excesso, “o turismo pode ser um agente de destruição das suas qualidades especiais que são tão importantes para o desenvolvimento sustentável”.
Actualmente, as actividades ligadas ao turismo são já responsáveis por 5% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), das quais cerca de 75% dizem respeito às deslocações, principalmente por via aérea.

17/12/2008

Feira da Ladra ainda é atracção turística

A velha Feira da Ladra tem vindo a perder importância, mas continua a ser frequentada por turistas estrangeiros e deve permanecer no mesmo local, segundo um inquérito realizado junto de comerciantes, feirantes e visitantes.
O trabalho foi realizado por alunos da Escola Profissional Almirante Reis e esteve ontem em debate na Voz do Operário, tendo como pano de fundo a requalificação da secular Feira da Ladra, património cultural de Lisboa.
Nas respostas sobre a feira, houve quem dissesse que não mudava nada, mas a existência de casa de banho, estacionamento, mais segurança e Multibanco estão entre as sugestões mais significativas.
Entre os comerciantes inquiridos, alguns trabalham nos estabelecimentos da zona há 60 anos, outros há apenas um mês, mas a maioria (76%) concorda com a localização da feira. No total, apenas 14% admite que o estabelecimento comercial corre o risco de fechar se a feira acabar, 62% diz que não faz mais negócio nos dias de feira e 36% diz que sim, especialmente ao sábado.
Porém, mais de metade (51%) recebe mais clientes estrangeiros nos dias de feira. Entre os comerciantes, 66% considera que a feira perdeu importância nos últimos. Entre clientes portugueses da Feira da Ladra, 41% visita-a raramente, 31% vai quase todas as semanas e 24% todas as semanas.
O principal motivo é fazer compras, seguindo-se o passeio. Roupa, velharias e livros são dos artigos mais procurados e a grande maioria (66%) gosta da feira tal como está. A grande maioria não gostava que a feira mudasse de local.
Entre os visitantes estrangeiros, destacam-se neste inquérito os provenientes de França (18%) e Inglaterra (13%), num leque de países que abrange a Europa, a América, a África e a Ásia. Para 86% tratou-se da primeira visita e os principais motivos foram fazer compras e conhecer o local. A maioria gostou da feira e considerou ser fácil chegar lá.
Alguns feirantes vendem ali há um mês e outros há 35 anos. Apesar de defenderem melhorias, a esmagadora maioria (94%) não considera lucrativo mudar a feira. A maior parte nota que a feira tem vindo a perder importância, visitantes e vendedores, mas não gostaria de a ver noutro lugar, à semelhança dos comerciantes da zona e de quem a visita.

Ver
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1059865

18/08/2008

Descobrir Lisboa a pé

Inquéritos aos turistas estrangeiros de visita à capital, realizados pelo Observatório do Turismo de Lisboa 1, revelam que a maioria prefere deslocar-se a pé. Os passeios são, aliás, as actividades mais praticadas. Muitos nem entram nos museus.
Pode vir o mais emblemático eléctrico amarelo ou o autocarro de dois andares, descapotável, com o guia mais animado e informado da região que os turistas não se deixarão seduzir num estalar de dedos. Eles gostam mesmo é de andar a pé (51%), de entrar pelas ruas e ruelas dos bairros históricos, desvendando os segredos de cada recanto de Lisboa e andar livremente pela região.
As zonas da Baixa e de Belém foram os locais de interesse mais visitados na cidade, tendo sido apontados por 74,2% e 70,3% dos inquiridos, respectivamente. Segue-se Alfama, Bairro Alto e Chiado, bairros ‘obrigatórios’ de elevado peso histórico, onde a traça (arquitectónica) é frequentemente elogiada.
No inquérito à região, o Parque das Nações ‘intromete-se’ no grupo de bairros históricos e alcança o terceiro lugar, à frente de Alfama e do Bairro Alto, com uma percentagem de 66,8%. Sintra, Cascais e Estoril assumem um peso importante nos locais de interesse da região mais visitados. Sintra, por exemplo, aparece à frente do Chiado.
Ainda segundo a primeira vaga de inquéritos de 2008 ao grau de satisfação dos turistas na cidade e na região, os estrangeiros levam para casa uma boa imagem de Lisboa e arredores. A capital é bela e bonita (40,4%), antiga e histórica (35%) e amigável (34,4%), percentagens semelhantes às conquistadas pela região.
Chamados a avaliar a visita, os turistas são generosos. Cidade e região quase alcançam os oito valores numa escala até 10. Uma nota justificada pelos monumentos, museus e atracções, clima e população local. Mais: 99,7% tenciona recomendar a cidade para visitar e 98,7% recomendará também a região.
Os passeios a pé, as visitas a atracções, monumentos e museus, assim como as saídas para jantar e as compras foram as actividades mais praticadas pelos turistas durante o tempo que passaram pela cidade e pela região 2.

22/10/2007

Lixo proveniente de dispositivos electrónicos

A União Europeia está a considerar processar os Estados membros que não cumpram as regras comunitárias sobre lixo proveniente de dispositivos electrónicos. Alguns países já foram avisados de que se não transpuserem a directiva para a legislação nacional em breve podem ser multados.
O perigo não se encontra nos aparelhos em si, mas quando estes se tornam lixo e podem libertar substâncias malignas para o ambiente e para a saúde humana.
As “directivas foram criadas para minimizar esse risco, mas os Estados membros têm de transpô-las correctamente para a sua legislação nacional o mais depressa possível para garantir a segurança dos seus cidadãos”, defende o comissário europeu.

21/10/2007

A contestação das Regiões de Turismo

Numa reunião extraordinária convocada pela Associação Nacional de Regiões de Turismo (ANRET), as regiões de turismo rejeitaram a proposta do Governo que aponta para a extinção das 19 estruturas existentes e a sua substituição por cinco grandes unidades administrativas: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Das 14 regiões de turismo que votaram a proposta de lei-quadro apresentada pela secretaria de Estado do Turismo, só Coimbra e Viseu votaram favoravelmente.
O presidente da ANRET adverte para a necessidade de ser feito um esforço conjunto para se encontrar o modelo a seguir e lembra que os municípios também têm uma palavra a dizer, pois “não se pode fazer planeamento sem ter em conta quem o executará no terreno. Se os municípios não se revirem no processo, será uma lei para ficar na gaveta”.
A Região de Turismo da Serra da Estrela, uma das mais contestatárias do mapa preconizado pela Secretaria de Estado, garante que a sua região não estará disponível para aprovar um modelo que valorize o litoral, isolando o interior na promoção dos valiosos recursos que têm e das marcas consolidadas.

02/03/2007

No Lavra já se sobe

O ascensor do Lavra esteve fora de serviço desde o passado dia 27 de Setembro. A interrupção deveu-se à derrocada de parte do beiral de um edifício devoluto, situado no nº 6 da Calçada do Lavra, tendo os serviços de Protecção Civil Municipal determinado que fosse parcialmente demolido. Após uma interrupção de cinco meses, o centenário ascensor, o mais antigo de Lisboa, inaugurado em 1884, regressou ao trabalho esta manhã.
Reunidas as "condições de segurança indispensáveis para a (sua) circulação”, entre o Largo da Anunciada e a Travessa do Forno do Torel, ao Campo dos Mártires da Pátria, o Ascensor do Lavra retomou finalmente o seu normal funcionamento, após obras de demolição de um prédio que se encontrava em risco de derrocada e para trabalhos de reforço e contenção das fachadas, que vão ainda ser preservadas.O elevador está classificado como monumento nacional desde 2002 e a Carris considera importante que volte a ser uma opção para se conhecer a zona histórica da cidade, num momento em que os últimos dados dão conta do aumento do número de turistas que visitam Lisboa, estimando-se que tenha cerca de 280.000 utilizadores por ano1.

O regresso do ascensor é uma boa notícia para os habitantes que penosamente mudaram as suas rotinas de subida nos últimos cinco meses. Porém, o gabinete jurídico da transportadora analisa ainda a forma de a empresa vir a ser ressarcida dos custos decorrentes da paralisação e já fez chegar um pedido de indemnização ao proprietário do prédio que esteve na origem da imobilização do funicular, o qual contrapõe que, tendo suportes da Carris seguros ao prédio, não é garantido que a trepidação do elevador não tenha estado na origem da derrocada, para além de existirem outros prédios que também ameaçam o bom funcionamento do elevador2.
A empresa tem procedido à renovação da frota de autocarros, mas em relação aos “amarelinhos”, mantém apenas em circulação (por motivos turísticos?) 5 carreiras de eléctricos (os nºs 12, 15, 18, 25 e 28), 3 funiculares (ascensores da Bica, Glória e Lavra) e 1 elevador (o de Santa Justa)3.
Considerando que os ascensores e os eléctricos são fundamentais para a mobilidade e o ambiente em Lisboa, visto terem um diminuto impacto na poluição citadina, seria preferível que a empresa se preocupasse mais em planear o desenvolvimento da rede de eléctricos, acompanhada da reabertura de novas linhas e das carreiras desde há muito suspensas.
Por uma qualidade de vida mais saudável. É que a pé, para cima, ‘nem todos os santos ajudam’.

1. Fonte: Lusa Notícia SIR-8798777
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