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03/03/2021

PEV exige esclarecimentos sobre novo centro de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente ao novo centro de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo.

REQUERIMENTO:

Actualmente, a Câmara Municipal de Lisboa tem quatro centros de acolhimento de emergência para pessoas em situação de sem-abrigo com capacidade para acolher 220 pessoas: no Pavilhão Municipal Casal Vistoso, na Casa do Largo (exclusivo para mulheres), na Pousada da Juventude do Parque das Nações e na Casa dos Direitos Sociais da autarquia para onde foram transferidas, no início do passado mês de Outubro, as pessoas que estavam no centro instalado no Clube Nacional de Natação.

Em Outubro de 2020, o vereador dos Direitos Sociais da CML anunciou que a autarquia estava a preparar a abertura de um novo centro de emergência para pessoas sem-abrigo que estaria concluído em Janeiro de 2021, uma vez que nesse momento iria haver a necessidade de sair do pavilhão do Casal Vistoso, sem nunca revelar onde ficaria localizado esse novo equipamento municipal.

A inauguração deste novo centro de emergência permitiria aumentar a capacidade de acolhimento das 220 vagas actuais para cerca de 280, garantindo uma resposta social ainda mais robusta na cidade de Lisboa para as pessoas sem-abrigo e a concretização do objectivo de retirar todas as pessoas da rua.

Atendendo que as obras de construção deste novo equipamento municipal ainda não tiveram o seu início.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1. Onde ficará localizado este novo equipamento municipal?

2. Será que já foi realizada a adjudicação dessa obra pelo Município de Lisboa?

3. Quais as razões para que ainda não se tenham iniciado as obras referentes à construção de um novo centro de emergência para pessoas sem-abrigo?

4. Qual o prazo previsível para a conclusão dessas obras e inauguração desse novo equipamento municipal?

5. Quais os motivos que justificam a necessidade de as pessoas sem-abrigo terem de sair do pavilhão do Casal Vistoso no início do presente ano? E que alternativas estão a ser ponderadas?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 03 de Março de 2021

01/07/2020

Aprovada proposta do PEV em prol da acessibilidade digital para todos


Na reunião de ontem, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a proposta do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes para que sejam tomadas as medidas necessárias e adequadas que garantam a plena acessibilidade digital ao site da autarquia, assim como das empresas municipais, para que o acesso à informação e aos serviços seja assegurado a todos os cidadãos.

O PEV reconhece o desenvolvimento e a expansão das tecnologias digitais que têm vindo a disponibilizar aos utilizadores novas formas de acesso à informação e aos serviços, constituindo um instrumento fundamental para o pleno exercício dos seus direitos e dos deveres. Importa garantir que a acessibilidade digital seja efectivamente inclusiva e não deixe ninguém de fora, quer se trate de pessoas com alguma incapacidade ou deficiência, ou simplesmente com pouca experiência no uso da tecnologia.

Por esta razão, o Partido Ecologista Os Verdes congratula-se com aprovação desta proposta que visa que os sites da CML e das empresas municipais estejam aptos e acessíveis para serem usados por pessoas com e sem deficiência, e com maiores ou menores dificuldades, de forma segura e autónoma.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 1 de Julho de 2020

29/06/2020

PEV defende acessibilidade digital para todos


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de dia 30 de Junho, irá defender que sejam tomadas as medidas necessárias e adequadas para que seja garantida a acessibilidade digital ao site da autarquia, assim como das empresas municipais, para que o acesso à informação e aos serviços seja assegurado a todos os cidadãos.

Os Verdes reconhecem a importância do desenvolvimento e a expansão das tecnologias digitais que têm vindo a disponibilizar aos utilizadores novas formas de acesso à informação e aos serviços. Por outro lado, a acessibilidade digital confere aos seus utilizadores a possibilidade de assegurar uma igual oportunidade de uso, de forma segura, digna e amigável, constituindo uma condição fundamental para a sua qualidade de vida e para o pleno exercício dos seus direitos e dos deveres.

Por esta razão, o Partido Ecologista Os Verdes apresenta uma proposta no sentido da Assembleia Municipal de Lisboa recomendar à Câmara Municipal que prossiga a garantia da acessibilidade digital a pessoas com deficiência ou incapacidade, de modo a que os sites, incluindo os das empresas municipais e demais plataformas promovidas pela autarquia, sejam inclusivos e possam ser usados de igual maneira por pessoas com e sem deficiência, e com maiores ou menores dificuldades, de forma segura e autónoma e a partir de qualquer dispositivo de acesso.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 29 de Junho de 2020

15/05/2020

PEV exige actuação da CML em relação aos refugiados


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente à actuação da CML em relação aos refugiados durante a pandemia de COVID-19.

REQUERIMENTO:

É cada vez mais evidente que a pandemia de COVID-19 exige medidas excepcionais, pois os tempos que hoje vivemos são também eles excepcionais e, neste contexto, os mais vulneráveis sentem de forma mais gravosa as consequências desta crise, impondo-se uma resposta robusta, estruturada e célere.

Têm surgido notícias sobre a situação dos refugiados e, sobre esta matéria, foram colocadas várias perguntas pelo Partido Ecologista Os Verdes no debate de actualidade sobre “As Respostas Sociais e de Emergência da CML no combate à COVID-19”, realizado na reunião da AML de dia 12 de Maio, mas acabaram por ficar sem resposta. Uma vez que se mantém a sua pertinência, Os Verdes entendem recolocar algumas dessas questões através do presente requerimento.

Sem esquecer a responsabilidade da Administração Central e a necessidade de todas as entidades envolvidas assumirem o papel que lhes compete, é preciso que a CML tenha uma política clara de apoio, devendo conhecer-se mais em pormenor a sua actuação em contexto de pandemia no que diz respeito ao acolhimento dos refugiados.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Que condições e medidas preventivas foram e vão ser acauteladas ao abrigo do Programa Municipal de Acolhimento de Refugiados?

2. Que controlo da lotação nos alojamentos onde estão hospedados refugiados é feito pela CML?

3. Que articulação tem sido feita com as entidades competentes nesta matéria?

4. Para quando está previsto o início da ampliação do Centro de Acolhimento Temporário para Refugiados, anunciada em 2018?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 15 de Maio de 2020

30/10/2019

Aprovada proposta de Os Verdes referente ao Dia Europeu da Protecção das Crianças contra a Exploração e o Abuso Sexual

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem, 29, por unanimidade um voto, proposto pelo PEV, referente ao Dia Europeu da Protecção das Crianças contra a Exploração e o Abuso Sexual e que visa ser mais efectivo a promoção dos direitos e protecção das crianças nesta área específica que se considera carecer ainda de uma intervenção a diversos níveis.

Esta proposta do PEV pretende alertar para o facto de uma média de 22 crianças terem sido vítimas de violência sexual por mês, entre Janeiro de 2016 e Maio de 2019, sobretudo raparigas entre os 8 e os 17 anos, sendo que a maioria dos crimes ocorreu na família, segundo informação disponibilizada recentemente pela Associação de Apoio à Vítima (APAV).

Importa salientar ainda que de acordo com dados da APAV relativos à Rede Care, de apoio a crianças e jovens vítimas de violência sexual, houve 881 crianças e jovens que precisaram de ajuda nos últimos três anos, sendo que quase dois terços dos crimes reportados implicaram abuso sexual. 

Desta forma, Os Verdes consideram que estes números e realidade são verdadeiramente alarmantes, num País que se afirma defensor dos direitos humanos e cumpridor dos direitos sociais.

Daí que o PEV tenha apresentado esta proposta na Assembleia Municipal de Lisboa para que o Município de Lisboa se associe a este Dia Europeu e aprofunde, com carácter de urgência, os seus esforços de combate à violência sexual contra crianças e na consciencialização dos cidadãos em geral para esta calamidade social.

05/07/2019

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"

Os eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa participaram no Debate temático marcado para dia 5 de julho, sobre o tema: 

"45 anos depois do 25 de Abril - os direitos das mulheres no mundo do trabalho"


"A luta pelos direitos das mulheres é uma urgência para retomar os caminhos de abril", afirmou a ecologista Cláudia Madeira. 

02/07/2019

Aprovada proposta de Os Verdes para que a CML divulgue os estudos de avaliação dos solos contaminados no Parque das Nações

Foi aprovada, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação do PEV referente aos "Solos contaminados em Lisboa”, exigindo a divulgação dos estudos de avaliação dos solos prévios ao início das obras nas imediações dos terrenos da antiga Petrogal, onde vai ser construído um empreendimento imobiliário; assim como os resultados das análises aos solos e às águas subterrâneas quanto à sua perigosidade e ainda o projecto de descontaminação de solos e águas subterrâneas nesses terrenos.

Também a CML deverá diligenciar junto do Governo a necessidade de aprovar urgentemente legislação relativa à prevenção da contaminação e remediação dos Solos, em cumprimento da Resolução da Assembleia da República nº 43/2019, que permitirá regulamentar os procedimentos a adoptar na fiscalização e descontaminação de solos em Portugal.

Os solos são um recurso precioso e a sua contaminação representa um perigo para a saúde pública e para o ambiente. Daí a importância de não negligenciar e proceder à descontaminação dos solos, sendo que o Governo se comprometeu a aprovar legislação sobre prevenção e remediação dos solos ainda durante esta legislatura.

Por fim, os deputados ecologistas viram ser aprovados uma saudação ao Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, assim como uma saudação à 20ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa e um voto de pesar pelo falecimento de António Manuel Hespanha.

13/03/2019

Os Verdes apresentam voto de Protesto sobre o Festival Eurovisão da Canção em Israel

Amanhã, dia 14 de Março, a Assembleia Municipal de Lisboa vai discutir, por proposta do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes, um voto de protesto pela realização do Festival Eurovisão da Canção em Israel.

O Festival Eurovisão da Canção visa celebrar a diversidade cultural, os valores da paz, da cooperação e da tolerância. Nessa perspectiva, a escolha de Israel é inconciliável com tais desígnios, perante a sua política de desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos do Homem, e uma reiterada atitude de violação dos direitos humanos e da legalidade internacional.

Israel desrespeita centenas de resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU, ocupa ilegalmente o território da Palestina, impõe colonatos, massacra o povo palestiniano há décadas, e mantém um muro de betão em torno da Faixa de Gaza, que é ilegítimo e desumano.

Os Verdes entendem que devem ser respeitados os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta das Nações Unidas, da Constituição da República Portuguesa, assim como os valores da justiça, da liberdade, da defesa da dignidade da pessoa humana, da paz e os que presidem à organização do Festival Eurovisão da Canção.


Os Verdes consideram que Portugal não pode abdicar dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa, e não deve, com esta participação e através da sua estação pública de televisão, ajudar a encobrir a ocupação israelita do território palestiniano e a contínua negação dos direitos humanos deste povo. Participar neste Festival em Israel seria pactuar com uma operação que visa obter a normalização e legitimação internacional das políticas ilegais e criminosas deste Estado.

Desta forma, o Partido Ecologista Os Verdes propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa manifeste o seu desagrado pela realização do Festival Eurovisão da Canção na cidade de Tel Aviv, em Israel, e que apele à RTP que pondere excluir a sua participação da 64ª edição anual do Festival Eurovisão da Canção de 2019.

30/01/2019

Transferência de competências e Carta de Lisboa em destaque na reunião de ontem da Assembleia Municipal de Lisboa


Na reunião de ontem, 29, da Assembleia Municipal de Lisboa, Cláudia Madeira, eleita de Os Verdes, interveio sobre as questões relacionadas com a transferência de competênciaspara as autarquias:

“Um processo de descentralização deve ter como pressuposto a defesa e a valorização do Poder Local, e deve ser construído por forma a dar a melhor resposta às necessidades das populações e a promover a qualidade dos serviços públicos prestados aos cidadãos”



Veja aqui a intervenção completa de Cláudia Madeira.

"Os Verdes têm, desde há vários mandatos, vindo a pugnar, no Parlamento e nesta AML, pelas questões dos direitos sociais, numa perspectiva que integre os direitos constitucionalmente consagrados"


Veja aqui a intervenção completa de Sobreda Antunes.

12/12/2018

Os Verdes exigem o cumprimento do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Laborais Precários

Os Verdes escolheram como tema para declaração política, o PREVPAP - Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Laborais Precários da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado, alertando desta forma para todas as situações irregulares, de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que asseguram todos os dias a existência dos serviços públicos, sem os devidos direitos e sem o reconhecimento das funções que desempenham. 

A moção foi aprovada por maioria e sem votos contra, solidarizando-se a Assembleia Municipal de Lisboa com a luta dos trabalhadores e apelando a que os vínculos laborais precários sejam regularizados no mais curto espaço de tempo.


A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou também por unanimidade uma recomendação, apresentada pelo PEV, onde se apela ao reconhecimento e aplicação plena dos Direitos Humanos, que a CML se associe à campanha internacional, a promover pela ONU, de homenagem à Declaração Universal dos Direitos Humanos que celebra o seu 70º aniversário e ainda a congratulação pela entrega do Prémio Nobel da Paz à activista iraquiana Nadia Murad e ao médico congolês Denis Mukwege, que exigiram o fim da impunidade dos autores de abuso sexual nos conflitos armados.

19/12/2017

Propostas de Os Verdes na área da Educação e da Inclusão Social aprovadas em Lisboa

Hoje, dia 19 de Dezembro, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou as 3 Recomendações e os 2 Votos apresentadas pelo Partido Ecologistas Os Verdes.

A Escola Básica Parque das Nações apresenta alguns problemas que o PEV constatou durante uma visita a este estabelecimento de ensino, e cuja resolução constava na sua Recomendação, no sentido da CML apelar ao Governo para a abertura do concurso público para a construção da sua 2ª fase, dando conhecimento da calendarização da execução da obra, e que o executivo camarário contribua para resolver os problemas mais prementes desta escola do 1º ciclo, nomeadamente no que diz respeito às refeições, ao sistema de circulação do ar e ao alargamento do espaço de recreio.

Na área da inclusão social, a Assembleia Municipal aprovou a recomendação do PEV para tornar os serviços e as empresas municipais de acesso pleno para a comunidade surda, através do reforço e agilização do atendimento com a presença de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, no sentido de dar uma resposta mais célere aos pedidos dos munícipes surdos e a implementação nos vários serviços e empresas municipais meios de contacto através de SMS ou de uma aplicação adequada à população surda.

Foi igualmente aprovada a recomendação “Pela erradicação do uso do glifosato” onde se propôs que a CML recorra a alternativas mais seguras para a saúde humana e animal e o próprio ambiente; o “Voto de condenação do reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel”, reafirmando a urgência que Portugal reconheça o Estado da Palestina, nas fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Leste, respeitando as Resoluções da ONU, os princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional; e ainda um voto de saudação ao “Dia Internacional dos Direitos Humanos”, propondo que a CML se associe, ao longo de 2018, à campanha promovida de homenagem à Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU.

Saudação - Dia Internacional dos Direitos Humanos


Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade

Art. 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos

No passado dia 10 de Dezembro celebrou-se o 69º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948.

Esta Declaração foi proclamada como o modelo ideal a atingir por toda a Humanidade, de forma a que todos os povos e nações, tendo-a sempre presente, actuem no sentido de desenvolver o respeito pelos Direitos e as Liberdades dos cidadãos, promovendo o seu reconhecimento e aplicação entre as populações dos próprios Estados Membros da ONU, bem como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

No entanto, apesar de desde a sua aprovação ter havido progressos notáveis no que concerne a estes Direitos, há ainda muito por alcançar, persistindo violações e negações aos Direitos Humanos, discriminações e situações de desigualdade, injustiça e maus tratos, sendo fundamental alertar e continuar a combater todas as formas de incumprimento desta Declaração Universal.

Assim, considerando que Portugal, enquanto Estado Membro da ONU, se comprometeu a promover, em cooperação com esta organização e outros Estados Membros, o respeito universal e efectivo dos Direitos Humanos e das suas liberdades fundamentais;

Considerando que a Constituição da República Portuguesa consagra, no seu art. 16º, que “os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem”;

Considerando que, no passado dia 10 de Dezembro, as Nações Unidas lançaram, em Paris, uma campanha para que durante 2018 se homenageie o documento fundamental de direitos humanos;

Considerando que, como afirmou o secretário-geral da ONU, “os direitos humanos têm sido um dos três pilares das Nações Unidas, junto com a paz e o desenvolvimento”.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes:

1. Saudar o 69º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

2. Exigir o respeito universal e efectivo dos Direitos Humanos e das suas liberdades fundamentais.

3. Pugnar pela igualdade, liberdade, justiça e pela paz no mundo entre os povos.

4. Apelar para que os órgãos do Município de Lisboa se associem, durante 2018, à campanha internacional de homenagem ao documento fundamental de direitos humanos, a promover pela ONU.

Mais delibera ainda:

5. Enviar a presente deliberação ao Presidente da República, à representação das Nações Unidas em Portugal, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, à CML e todos os seus vereadores.

Assembleia Municipal de Lisboa, 19 de Dezembro de 2017

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes



Cláudia Madeira                                                                    J. L. Sobreda Antunes

17/12/2015

Intervenção sobre o Relatório do Debate Demografia e Migrações, na Assembleia Municipal de Lisboa de 17 de Dezembro de 2015


Chegam hoje a Portugal 24 refugiados oriundos de África e Médio Oriente vindos de Roma e Atenas, num esforço do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) para solucionar a presente crise demográfica e o acolhimento de refugiados fugidos da guerra, da morte e da fome.
Sabemos que entre Janeiro e Novembro deste ano chegaram à UE perto de 1,5 milhão de pessoas, o maior número de sempre. Até agora, oficialmente, mais de 3670 refugiados ou imigrantes morreram desde o início do ano no Mediterrâneo. As ONG estimam que o número seja muito maior e que muitos mortos fiquem por contabilizar. Hoje, faltam ainda rotas legais e seguras, o que leva famílias desesperadas a pagar a contrabandistas e a arriscar a sua vida em perigosas viagens.
Porém, ainda em finais da Primavera deste ano, o anterior primeiro-ministro de Portugal se esforçava por apresentar uma contra-proposta à Comissão Europeia sobre a redução da quota para acolhimento de refugiados, tendo chegado a enunciar critérios para a sua fixação, e onde as questões humanitárias estavam excluídas de qualquer equação. Ficámos apenas por saber qual teria sido a sua reacção se a ‘maré migratória’ tivesse dado às costas nacionais e se na altura não teria antes ficado aos gritos com a UE para uma urgente redistribuição e apoio aos refugiados eventualmente entrados em Portugal.
E o nosso País, que tinha uma quota para recepção de 15 refugiados em 2013, e de 45 refugiados em 2014, até então nunca as tinha cumprido. Ou seja, na altura o anterior Governo português ainda andava a ‘regatear’ a redução da quota atribuída a Portugal. Aliás, para quem promoveu a emigração forçada de tantos jovens portugueses, não seria de esperar outra posição.
Foram necessárias as sucessivas imagens chocantes de centenas de milhares de seres humanos a chegarem à Europa ou a morrerem às suas portas, fugindo da guerra, da pobreza, do desemprego e da destruição dos seus países, fruto de processos de ingerência e de interesses económicos externos para captura directa dos seus recursos naturais. Quando deveríamos estar a atacar as causas da destabilização e pilhagem dos recursos desses países, pondo termo às agressões externas, eis-nos que ainda recentemente tivemos de voltar a assistir a acções belicistas e a exercícios militares da NATO em Portugal e outros países mediterrânicos, para um hipotético ensaio de futuras ingerências.
O debate na AML sobre ‘Demografia e Migrações’, que decorreu entre Abril e Maio deste ano, só agora coligiu o seu excelente Relatório e respectivas conclusões, mais de 6 meses depois. Mas já em meados de Junho “Os Verdes” haviam alertado para o problema e apresentado nesta AML uma Recomendação sobre o candente tema dos refugiados.
É que, para “Os Verdes”, todos temos de trabalhar em conjunto a nível nacional, sabendo que estamos a falar de pessoas. Amanhã, poderemos ser eu ou tu.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

03/12/2015

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - Intervenção de Sobreda Antunes no debate “Vida independente”





Os Verdes” consideram o Movimento Vida Independente (MVI), como “uma filosofia e um movimento que trabalha em prol do respeito pela auto-determinação, dignidade e direito a uma cidadania efectiva das pessoas com deficiência”.
Destaque-se, em primeiro lugar, que este princípio, que representa um anseio de muitas pessoas com deficiência, não expressa qualquer desejo de isolamento por parte destas pessoas nem a ideia de que não necessitam de apoios.
O MVI distingue-se do carácter mais normativo do Movimento dos Direitos das Pessoas com Deficiência, centrando-se na responsabilidade da sociedade e não exclusivamente no indivíduo, pugnando pela capacitação das próprias pessoas e das suas famílias, no sentido de as acompanhar sempre que necessário, ajudando-as a cultivar um espírito de iniciativa e autonomia que lhes permita ganhar a confiança e a auto-estima necessárias para a sua auto-afirmação.
Em segundo lugar, há aqui que estabelecer uma distinção entre os conceitos de “Vida Autónoma” que significa atribuir a uma pessoa a capacidade de gerir e agir com amplitude decisória, porém fora do seu controlo; e de “Vida Independente” quando se reconhece a uma pessoa a liberdade e a responsabilidade de decidir e controlar os meios disponíveis para ela própria agir e intervir em sociedade.
Sendo uma abordagem consagrada na Convenção Internacional para os Direitos das Pessoas Com Deficiência, defendida pela União Europeia, encontra-se prevista na Estratégia Nacional para a Deficiência, mas não implementada sob responsabilidade governamental, apesar de tal ter sido prometido em 2013 pelo então Secretário de Estado da Segurança Social.
No caso de Lisboa, o Projecto Piloto de Vida Independente resulta de uma iniciativa do Pelouro dos Direitos Sociais da CML e do movimento e dos técnicos da equipa do projecto que o sustentaram, sob a coordenação do Jorge Falcato, para responder à necessidade de concretização do direito à vida independente.
O MVI exige o mesmo grau de autodeterminação, de liberdade de escolha e de controlo sobre a vida quotidiana, incluindo a oportunidade de fazer opções sobre onde morar, com quem e como viver, permitindo a contratação de um assistente pessoal em detrimento de uma institucionalização. Ou seja, em vez do internamento em instituições, a CML possibilita a oferta de condições, que deveriam ser da responsabilidade do Estado, para que as pessoas dependentes de terceiros possam ter mais apoio nas suas próprias residências, apoiando-as financeiramente, permitindo-lhes desse modo contratar um assistente pessoal.
As experiências e projectos desenvolvidos internacionalmente demonstram que, quando existe vontade da pessoa, é possível que ela não dependa, exclusivamente, da sua família ou de ser institucionalizada. Decidir como se vive, nas mais pequenas e elementares tarefas diárias (almoçar, higiene pessoal, sair de casa, etc.) representa uma questão de independência que importa garantir para todos os cidadãos que para tal tenham capacidade.
Foi neste contexto que o Pelouro dos Direitos Sociais da CML apresentou um projecto piloto desta natureza no final de 2014, que apesar de ser em pequena escala, poderá funcionar como uma mais-valia para o futuro, na criação de um sistema funcional, eficaz, que responda a estas necessidades.
Em síntese, o que foi na altura perspectivado e apresentado publicamente e à AML como benefícios para os participantes no projecto?
- Maior autonomia pessoal, exercício da autodeterminação e tomada de decisões;
- Providenciar apoio às actividades da vida diária;
- Providenciar apoio no trabalho, formação e actividades culturais, bem como no relacionamento social e participação em actividades associativas;
- Capacitar indivíduos e famílias para ficarem na sua residência e meio social, evitando a necessidade de institucionalização;
- Reduzir o esforço que implica, para as famílias, cuidar de uma pessoa com deficiência.
Diz-se na p. 19 deste Projecto Piloto, que os destinatários “serão pessoas com deficiência, com limitações físicas que lhes impeçam a realização autónoma de tarefas da vida diária como, por ex., deitar/levantar, tratar da higiene pessoal, preparação e confecção de refeições, alimentar-se, etc. Sendo um projecto de iniciativa municipal, e dada a escassez de meios existentes, será de considerar a integração de 5 a 10 pessoas no Projecto Piloto, dependendo no entanto da dimensão do financiamento existente ou que resulte de futuras parcerias”.
Mais à frente, na p. 23, afirma-se que, de acordo com esse projecto inicial, a CML comprometeu-se a, durante 2 anos, “assegurar a totalidade do financiamento necessário à implementação e funcionamento do Projecto Piloto” (substituindo-se ao inactivo Estado), bem como “dinamizar a mobilização de financiamento externo à CML, nomeadamente da Administração Central, de um próximo quadro comunitário de apoio e mecenático”.
Estimou-se ainda que, “de acordo com os cálculos efectuados, relativos ao pagamento dos Assistentes Pessoais, esta verba não deverá ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador. Este cálculo é baseado numa média de 8 horas diárias de assistência por utilizador (240 horas por mês)”, pois não era na altura possível “determinar as exactas necessidades de assistência dos futuros participantes no Projecto Piloto”.
Temos no entanto algumas dúvidas sobre o que terá então entretanto acontecido. Permitam-nos que façamos aqui algumas contas.
Sabemos hoje que, no mês passado (de acordo com o Público de 22/11/2015), foi feita a selecção dos cinco felizes contemplados e que o município e o Centro de Vida Independente (CVI) assinaram um protocolo de colaboração que prevê a transferência para o segundo de 152 mil € e a disponibilização de “até três fogos municipais”, destinados a beneficiários do projecto que tenham necessidade de uma habitação.
Ora, se a verba não deveria ultrapassar os 13 mil euros anuais por utilizador e foram seleccionados 5, pelos nossos cálculos daria um total de 65 mil €, como foi apresentado na CML e garantido à AML, e não os actuais 152 mil €. Depois também estava previsto um total de 240 horas de assistência mensal, mas agora as 5 pessoas seleccionadas identificaram, no total, a necessidade de ter o apoio de assistentes pessoais em 659 horas por mês.
Pareceria ainda, numa lógica de justiça social, que para o pelouro dos Direitos Sociais da CML seria relevante que os seleccionados fossem também pessoas de grandes carências financeiras. Se o serão ou não nós não o sabemos.
Mas sabemos que sobre o ‘Projecto Piloto Vida Independente’, a AML deliberou por unanimidade em 17/3/2015, através da sua 6ª Comissão, recomendar à CML para que:
- estabelecesse os contactos necessários na procura de parceiros que garantam a continuidade do projecto;
- garantisse que os resultados do projecto-piloto fossem amplamente divulgados, permitindo que se alterem tendências, mudem paradigmas e sobretudo se adeqúe a legislação a estas necessidades;
- fossem contactadas a Santa Casa da Misericórdia e a Segurança Social por forma a que ocorresse uma troca de experiências e apoios; e
- que a AML fosse regularmente informada do desenvolvimento do projecto.
Ora a comunicação desta informação não Minho foi feita à AML, nem, de acordo com a Informação Escrita do sr. Presidente que vamos analisar e debater no próximo dia 15/12, o Departamento para os Direitos Sociais, p. 89 a 99, bem como o seu anexo com errata, nada referem sobre qualquer iniciativa da CML sobre este Projecto Piloto de Vida Independente, o que deveras se estranha.
Os Verdes” gostariam, finalmente, de ser esclarecidos sobre: Porque foram alterados os tempos e valores de apoio neste projecto piloto? Serão os beneficiários pessoas também realmente financeiramente necessitadas? Requereu a CML ao Governo ou à União Europeia, ao longo de 2015, iniciativas e contributos para garantir o desenvolvimento futuro do projecto? Porque nada reporta o pelouro na Informação Escrita que vai ser analisada dentro de dias?
Este projecto não constitui hoje – Dia da Pessoa com Deficiência – um ponto de chegada, mas sim um caminho de partida para uma participação activa, ao qual desejamos as maiores felicidades.

J. L. Sobreda Antunes, Partido Ecologista “Os Verdes”, 2015-12-03

17/11/2015

Intervenção do PEV no PAOD, na Assembleia Municipal de Lisboa de 17 de Novembro de 2015

 
Os Verdes” apresentam hoje 3 saudações, uma ao 130º Aniversário do Ascensor da Glória, que se encontra classificado como Monumento Nacional desde Fevereiro de 2002 e que é muito utilizado não apenas por turistas como também por moradores e utentes naquela zona da cidade; outra aos 70 anos da Organização das Nações Unidas e a Carta que a instituiu, sugerindo-se que se reconheça o papel desenvolvido pela ONU em prol da paz e do equilíbrio entre os povos de todo o mundo, para que se partilhem valores e responsabilidades na criação de um mundo mais inclusivo; e a 3ª saudação pela classificação obtida pelo Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa no Campeonato de Trauma e Salvamento do Mundo de 2015, pelo que a cidade de Lisboa e o país se devem sentir orgulhosos pelos excelentes resultados destes profissionais e por todo o trabalho desenvolvido no dia-a-dia, representando o RSB um admirável exemplo de coragem e altruísmo, em benefício dos cidadãos.
 
Apresentamos também uma Recomendação tendente à requalificação do Largo de São Sebastião da Pedreira, alertando para a necessidade e pertinência de se proceder à requalificação deste espaço, de modo a definir-lhe uma nova microcentralidade que o consagre como local de excelência para ponto de encontro, estadia e actividades lúdicas, salvaguardando a traça histórica e turística do local, incluindo uma melhor arborização do Largo e contemplando medidas de reordenamento e de acalmia de tráfego que melhorem a segurança da mobilidade pedonal, mas que neste projecto seja tido em conta a participação da Junta de Freguesia e da população residente, através da apresentação pública do estudo a desenvolver.
Quanto aos restantes documentos, “Os Verdes” destacam o seguinte.
Não podíamos deixar de constatar a insistência do CDS com a saudação nº 1, de tentar branquear o golpe militar de 25 de Novembro de 1975, confirmando toda uma trajectória contra os valores e ideais progressistas da Revolução de 25 de Abril de 1974, contra a Constituição da República Portuguesa na qual não votou a favor em 1976, complementada com a cereja no topo do bolo das medidas de austeridade dos 4 anos de Troika e do anterior Governo de que fez parte. Aliás, o conteúdo deste texto é uma mera transcrição da versão apresentada o ano passado e que sucessivamente tem sido apresentada noutras Assembleias.
Foi também já este ano, em Santarém, que o revanchismo do CDS chegou mesmo a ensaiar substituir - pasme-se - as comemorações do 25 de Abril pelas do 25 de Novembro, o que representaria uma provocação e uma afronta aos que lutaram e morreram pelo fim do fascismo. Por isso, este ataque ideológico aos valores de Abril tem, liminarmente, sido sempre rejeitado pelos partidos defensores dos princípios conquistados com o 25 de Abril.
No caso presente, insiste-se em recriar o antigo ‘arco da governação’ numa tentativa de divisionismo dos recentes acordos alcançados entre o PS, o PCP, o BE e o PEV para constituírem um Governo maioritário de esquerda na A.R., na mesma linha do discurso anti-democrático do Presidente da República na sua análise aos resultados das eleições de 4 de Outubro. E todos nós percebemos onde a direita derrotada quer chegar. Pelo que, como o CDS volta a insistir, “Os Verdes” continuarão a votar contra.
Depois, a moção nº 1 não pode propor, na sua deliberação nº 2, que esta AML “estude com o Estado central o futuro” de uma qualquer 3ª instituição, pois tal não constitui competência desta Assembleia. Também as deliberações nºs 2 e 3 da moção nº 3 estão desenquadradas no tempo, pois o XX Governo procedeu, na semana passada, à assinatura da alienação da TAP, pelo que o que há agora a fazer é demonstrar a ilegalidade de um acordo assumido pelo Governo de gestão, para o cancelamento e reversão das subconcessões e privatizações na área dos transportes.
Quanto à moção nº 7, ao longo das diversas sessões do debate temático sobre transportes nesta AML, o PEV sempre defendeu que os transportes deveriam permanecer públicos e, na Área Metropolitana de Lisboa, sob a coordenação de uma autoridade metropolitana, com a participação dos municípios servidos pelo Metro e a Carris, pelo que requeremos a votação em separado do ponto nº 1.
Finalmente, revemo-nos na recomendação nº 8, até porque já havíamos abordado este caso em Janeiro deste ano, onde tínhamos questionado a CML sobre o antigo Cinema Paris. “Os Verdes” procuraram que a CML esclarecesse se ponderava reabilitar o edifício e para que fins, se existia algum projecto, qual o estado de conservação do painel da autoria do pintor Paulo Guilherme e para quando poderia o imóvel ser reaberto à população como, por exemplo, um equipamento cultural ou polivalente.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

Saudação - “Aos 70 anos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Carta que a instituiu”



No passado dia 24 de Outubro de 2015, comemorou-se o 70º aniversário da entrada em vigor, em 1945, da Carta das Nações Unidas, documento que está na origem da Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU, de que Portugal faz parte, é um organismo que surgiu após a 2ª Guerra Mundial e foi concebida para trabalhar em prol dos mais elevados ideais e valores da comunidade internacional, como a paz, o respeito pelos direitos humanos, o progresso e o bem-estar da Humanidade.

Passados 70 anos, alguns dos principais problemas que ameaçam a paz e a segurança mundial continuam sem solução, e o surgimento de novos conflitos armados no interior de Estados ou entre Estados, vêm revelar uma menor eficácia de alguns dos mecanismos diplomáticos.

Uma das consequências mais gravosas da guerra é o aumento dos movimentos migratórios de Refugiados, sendo de salientar e de louvar o trabalho que a ONU, em estreita colaboração com os Estados e demais instituições internacionais, e que têm sido desenvolvidos nesta matéria, em especial, pelo seu Alto Comissariado para os Refugiados.

Sendo imperativo que a ONU mantenha o estatuto de defensor da paz e de equilíbrio entre os povos de todo o mundo, na cerimónia comemorativa dos 70 anos de vida da Organização das Nações Unidas, o Secretário-Geral da ONU veio mais uma vez apelar à necessidade de se “criar um mundo mais inclusivo”, em que se partilhem valores e responsabilidades.

Reconhecendo o papel desenvolvido pela ONU, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, saudar a Carta que instituiu a Organização das Nações Unidas, assinalando os 70 anos da criação da ONU, deliberando ainda enviar a presente saudação aos órgãos de soberania - Presidente da República, Governo e Grupos Parlamentares da Assembleia da República.

Assembleia Municipal de Lisboa, 17 de Novembro de 2015

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 
Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

23/06/2015

2ª intervenção no debate ‘Demografia e Migrações - subtema: o que pensamos’


Assembleia Municipal de Lisboa de 23 de Junho de 2015

Em primeiro lugar desejo saudar esta iniciativa da Assembleia Municipal, cumprimentando todos os presentes, oradores e convidados.
Quando falamos de migrações não nos podemos esquecer que Portugal é um País simultaneamente de emigração e de imigração. Os factores que determinaram a vinda para Portugal de milhares de imigrantes são, no essencial, os mesmos que determinaram a diáspora da década de 60 do século passado e que determinam hoje de novo a saída de muitos jovens portugueses, ou seja, a esperança numa vida com direitos e o direito a lutar por melhores condições de vida.
A existência de correntes emigratórias de um determinado país demonstra, principalmente, as profundas assimetrias económicas e as graves carências sociais existentes nesse país, a par de outros fenómenos como os da guerra, cataclismos naturais ou situações políticas não democráticas. Neste sentido, o emigrante é uma prova viva e real de uma situação económica e social carenciada existente no país de origem. Mas é também, na sua dimensão humana, uma denúncia dos desequilíbrios estruturais nas relações internacionais, onde os Países do Norte dominam e asfixiam as economias dependentes dos países do Sul.
Ao emigrar, o cidadão fragiliza-se, porque vai contactar com uma sociedade de que não conhece a realidade, da qual muitas vezes não domina a língua, onde se encontra desenraizado culturalmente e isolado da família. No entanto, o trabalho desenvolvido pelos emigrantes produz riqueza no país de acolhimento que dificilmente de outro modo seria realizada. O emigrante enriquece a sociedade onde vive e para a qual contribui, com as suas tradições culturais e, simultaneamente, enriquece-se ao conhecer novas formas de pensar e agir.
Por outro lado, o imigrante é quase sempre discriminado, seja no local de trabalho, onde lhe são atribuídas as tarefas ou funções mais árduas, perigosas e desqualificadas e onde, na generalidade, auferem salários inferiores aos estabelecidos legalmente para a sua categoria ou profissão, não possuindo, na generalidade, perspectivas de promoção profissional. Habitam, geralmente, em condições infrahumanas em bairros degradados, com limitados laços de vizinhança e onde não existem infra-estruturas e equipamentos sociais.
Para o imigrante o trabalho é a centralidade da sua opção de vida. Foi o trabalho que o empurrou para o seu percurso migratório. O imigrante não tem alternativa: o trabalho é a razão da sua presença noutro país. As relações laborais são também essenciais na sua vida, no seu posicionamento e postura na sociedade de acolhimento, pois está limitada pelas realidades existentes no mundo laboral. As desigualdades, discriminação, ilegalidades e precariedades existentes no mundo laboral de hoje em dia, são ainda mais profundamente sentidas pelo imigrante.
O racismo e a xenofobia são depois a ponta visível da discriminação existente, a qual a maior parte das vezes é subtil ou de difícil prova. O racismo é a afirmação clara e frontal do preconceito e da discriminação. Quando a sociedade tem défices sociais e democráticos, o racismo e a xenofobia são a solução limite apresentada pela extrema direita e os imigrantes são, invariavelmente, o bode expiatório para todos os males sociais existentes.
Por isto o racismo e a xenofobia nas sociedades contemporâneas não vitimizam somente os seres humanos alvo dos seus bárbaros ataques, mas torna vítima a própria sociedade democrática. Quanto maior for a participação activa e a integração responsável das comunidades imigrantes, quanto mais profundas forem as relações interculturais, maior será a sua natural integração na sociedade e maior será a recusa de propagandas racistas.
Em conclusão, “Os Verdes” defendem que os e/imigrantes têm direitos e deveres, tanto no âmbito laboral como trabalhador, como no âmbito social como qualquer cidadão.
O e/imigrante deverá ter direito a todos os benefícios que a sociedade democrática estabelece. Para tal, o e/imigrante deverá envolver-se na vida dessa sociedade, respeitando, por um lado, as tradições e valores existentes, mas, por outro, exigindo o respeito pelas suas próprias tradições e valores e reivindicando os seus direitos como cidadão e trabalhador, participando na vida social e política. Deverá rejeitar tanto a assimilação, factor destruidor de valores humanos e culturais históricos, como adquirir o patamar da multiculturalidade como etapa superior das relações humanas que enriquecem e fortalecem qualquer sociedade democrática.

Frederico Lira
Grupo Municipal de “Os Verdes

1ª intervenção no debate ‘Demografia e Migrações - subtema: o que pensamos’


Assembleia Municipal de Lisboa de 23 de Junho de 2015

Gostaria de começar por felicitar a Assembleia Municipal por esta iniciativa, saudando a participação de todos os presentes, oradores e convidados.
De acordo com o seu artigo 13º, a Declaração Universal dos Direitos Humanos defende como princípio que “toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado” e “toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país”.
O que se tem constatado é o facto de os movimentos migratórios representarem uma das componentes de mudança mais profundas que caracterizam indelevelmente as nações, constituindo um desafio à construção de sociedades que se pretendem mais universalistas, tolerantes e multiculturais, para uma integração plena que favoreça a coesão social.
A realidade das migrações tem ainda uma outra particularidade, como seja a condição dos refugiados. Só em 2012 foram apresentados uns impressionantes 330 mil pedidos de asilo na UE, e nestes primeiros meses de 2015, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente na Europa, o que, em boa medida, resulta directamente dos conflitos gerados pelas ingerências externas de países com fortes tendências imperialistas e neocoloniais, na sua permanente procura de controlar recursos e posições geoestratégicas.
Daí a origem do fluxo migratório de pessoas sem trabalho e sem perspectivas da África sub-sahariana, que não mostra sinais de abrandamento e certamente não o mostrará enquanto os países ricos forem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, negando a estas pessoas, à revelia do citado artigo 13º da Declaração dos Direitos Humanos, direitos e condições de dignidade tão básicas como a possibilidade de trabalhar.
A União Europeia respondeu recentemente a este fluxo com um conjunto de pilares que integram a Agenda Europeia para as Migrações. Pergunta-se: servirão eles para a efectiva defesa dos imigrantes ou de mera protecção dos interesses europeus?
De facto, o que esta Agenda veio propor foi triplicar os fundos vocacionadas para o controlo das fronteiras externas da UE e não para o salvamento e integração dos migrantes e refugiados. Veio traçar o xenófobo reforço da cooperação de instituições de cariz policial, como o Eurojust e a Europol. Veio definir a identificação por impressão digital do DNA dos migrantes. Veio promover medidas de repatriamento.
Primeiro, a Europa e os EUA levam a cabo desestabilizadoras intervenções políticas e económicas externas, como se fossem donos do mundo, e depois controlam-se as fronteiras, como aconteceu com o muro que a Bulgária ergueu ao longo da sua fronteira com a Turquia, para impedir a entrada de imigrantes e agora com a deplorável situação de também a Hungria pretender construir um muro de 4 metros na sua fronteira com a Sérvia, e que as Nações Unidas já vieram condenar. Lamentável!
Esta Agenda não veio reforçar os canais para uma migração segura e faseada dos trabalhadores migrantes e para cidadãos que procuram o seu reagrupamento familiar, tal como defendido pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e por numerosas organizações sociais. Pelo contrário, reforça a perseguição e a criminalização de todos quantos procuram o território europeu em busca de uma vida melhor, abrindo espaço para, a pretexto do combate ao tráfico ilegal, reforçar a ingerência nestes países através da Política Comum de Segurança e Defesa que constitui, aliás, uma das principais medidas responsáveis pela guerra e desestabilização em vários países africanos e, portanto, uma das origens do dramático êxodo de pessoas a que hoje se assiste no Mediterrâneo.
Por isso, o GM de “Os Verdes” apresentou nesta AML, faz hoje oito dias, uma recomendação sobre o Dia Mundial dos Refugiados, pugnando pela promoção de campanhas em prol dos Direitos Humanos, da Paz e da Solidariedade Internacional para com os povos e os refugiados, e para que a Câmara de Lisboa elabore medidas de âmbito municipal, promovendo a sua articulação com um plano nacional de apoio a eventuais refugiados em território nacional.
Em suma, para “Os Verdes”, é preciso defender estes princípios na prática do dia a dia, fomentando-se políticas que promovam a integração social e a igualdade que deveriam chegar a todos no que diz respeito aos direitos sociais, laborais, económicos, culturais e políticos. Todos diferentes, mas todos iguais no acesso aos seus inalienáveis direitos humanos e sociais.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

16/06/2015

Intervenção sobre a apresentação das Recomendações no PAOD


Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Junho de 2015

Os Verdes” apresentam na AML de hoje 4 recomendações.
Começando pela recomendação do Bairro das Murtas, pretendemos que sejam resolvidos alguns problemas sentidos pela população, tal como a necessidade de se criar um espaço de lazer seguro para as crianças e jovens do bairro, assim como um local que permita um convívio saudável entre os moradores.
Recentemente, “Os Verdes” realizaram uma visita pela freguesia de Alvalade, tendo ido ao Bairro das Murtas, onde foi possível constatar esta necessidade, além do problema da degradação, do abandono e da sujidade no espaço envolvente, situação aliás comprovada pelas fotografias que anexámos à recomendação que apresentamos. Por tudo isto, consideramos que a Câmara pode e deve requalificar o Bairro das Murtas, promovendo um sentimento de segurança e de proximidade entre os moradores, o que irá também melhorar significativamente a sua qualidade de vida.
Trazemos também a esta Assembleia Municipal, através de uma recomendação, o Dia Mundial do Ambiente que se celebra a 5 de Junho.
Este ano, o tema do Dia do Ambiente é “Sete mil milhões de sonhos. Um planeta. Consuma com moderação” e tem como objectivo chamar a atenção para uma gestão responsável e eficiente dos recursos naturais. E é por considerarmos que Lisboa tem um papel fundamental na promoção do uso sustentado de recursos, que propomos que a Câmara promova iniciativas relacionadas com a temática do Dia do Ambiente.
Apresentamos igualmente uma recomendação sobre o Dia Mundial do Refugiado, assinalado a 20 de Junho, que este ano se comemora numa altura em que a Assembleia Municipal promove um debate sobre Demografia e Migrações.
Assinalar-se esta data é uma forma de chamar a atenção para o flagelo dos milhares de refugiados pelo mundo inteiro que continua a ser um dos grandes problemas da humanidade e que precisa de uma resposta adequada, e entendemos recomendar à Câmara Municipal que promova e apoie campanhas em prol dos Direitos Humanos, da paz, da solidariedade para com os povos e os refugiados em particular.
Por fim, temos também uma recomendação sobre os terrenos da Feira Popular, cuja hasta se desenvolveu de forma confusa e ilegal tendo sido anulada pelo tribunal. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirmou ser intenção do executivo proceder à alienação destes terrenos, reconhecendo que serão dos terrenos mais importantes até a nível europeu, não havendo nenhuma capital europeia com um terreno com as mesmas características dentro da cidade. Prevê-se que aquele espaço possa acolher habitações, serviços, comércio e hotelaria. Ou seja, tudo aquilo que aquela zona já oferece.
Perante isto, o objectivo de “Os Verdes” é que a Câmara suspenda o processo em curso de alienação dos terrenos da antiga Feira Popular e que considere este terreno municipal como um activo estratégico para um desenvolvimento integrado da cidade de Lisboa, que promova a realização de um debate público alargado sobre a utilização a dar a estes terrenos e que equacione a possibilidade de qualificar esta área com equipamentos públicos de utilização colectiva.
Apresentamos esta proposta pois consideramos que o que vier a ser construído ali, terá implicações em toda aquela zona, mas também em toda a cidade e entendemos que a Câmara deve assumir uma postura positiva em defesa dos interesses da cidade e dos munícipes.
Sobre os restantes documentos apresentados por outros GMs, e a propósito da Moção nº 2, gostaríamos de recordar que, na AML de 13/11/2011, foi aprovada uma recomendação de GM de “Os Verdes” para que a CML intercedesse «junto da Carris para que esta proceda à reposição das carreiras de eléctrico desactivadas, nomeadamente da Carreira nº 24 entre o Cais do Sodré e Campolide». E já em 2007 fora aprovada por unanimidade outra recomendação do GM de “Os Verdes” para que a CML desse início aos «procedimentos necessários à reabertura, a curto prazo, da linha de eléctrico nº 24, de Campolide ao Largo do Carmo, incluindo a sua extensão ao Cais-do-Sodré», bem como das linhas de eléctrico nºs 26, 29 e 30.
Seria importante saber que medidas encetou a CML junto da Carris, após 2007 e 2011, para dar seguimento a estas 2 recomendações do Partido Ecologista “Os Verdes”?
Também a propósito da Recomendação nº 4, gostaríamos de relembrar que em 9/12/2014 foi aprovada por unanimidade uma outra recomendação de “Os Verdes” sobre a semaforização, que também contemplava a sinalização sonora e o alargamento do tempo de sinal verde nos semáforos, nos casos onde se verifique que os períodos de sinal verde eram manifestamente insuficientes para o atravessamento das vias, principalmente por peões com mobilidade condicionada.
Pergunta-se então: que medidas tomou entretanto a CML para facilitar o atravessamento das vias na capital? Sr. Presidente, quais são afinal as ilações e as consequências que o executivo retira destes contributos e destas propostas aprovadas nesta Assembleia?

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes