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11/09/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos da CML sobre os equipamentos de cuidados de saúde

Os Verdes escolheram como tema para declaração política, a Saúde, nomeadamente o “Programa Lisboa SNS mais próximo”, alertando desta forma para a carência de equipamentos de cuidados primários de saúde e de cuidados continuados integrados na cidade. 

O PEV lembra que o Governo e o Município de Lisboa acordaram a execução de um programa na área da saúde denominado “Lisboa, SNS mais próximo” em 2017, no qual se previa a construção e requalificação global das Infraestruturas e Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários do Concelho de Lisboa até ao ano 2020, num total de 14 centros de saúde. Contudo, apesar de já ter decorrido um ano e meio sobre o protocolo rubricado entre as partes, ainda não foi apresentado qualquer novo ponto de situação, lançado qualquer concurso ou dado início às indispensáveis obras de edificação.

Tanto o Diagnóstico Social de Lisboa como a Carta de Equipamentos constataram insuficiências crescentes nas infraestruturas existentes para a prestação de cuidados de saúde e a necessidade daí decorrente de se promover uma alteração no sentido do melhoramento global das condições em que os referidos cuidados de saúde vinham sendo prestados à população. 

Desta forma, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entende que a CML deve prestar informação prévia das várias fases de desenvolvimentos dos projectos aos lisboetas, aos utentes dos serviços de saúde e aos prestadores de cuidados de saúde, daí ter apresentado uma Recomendação que foi aprovada, por unanimidade, para que a autarquia esclareça publicamente as fases de execução e de evolução do programa “Lisboa, SNS mais próximo”.

10/09/2018

Os Verdes defendem a construção e requalificação dos equipamentos de cuidados primários de saúde e de cuidados continuados integrados na cidade de Lisboa

Amanhã na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, Os Verdes escolheram como tema para declaração política, a Saúde, nomeadamente o “Programa Lisboa SNS mais próximo”, alertando desta forma para a carência de equipamentos de cuidados primários de saúde e de cuidados continuados integrados na cidade. 

O PEV lembra que o Diagnóstico Social de Lisboa veio constatar as insuficiências crescentes nas infraestruturas actualmente existentes para a prestação de cuidados de saúde e a necessidade daí decorrente de promover uma alteração no sentido do melhoramento global das condições em que os referidos cuidados de saúde são prestados à população abrangida.


Neste contexto, no 1º trimestre de 2017 o Governo e o Município de Lisboa acordaram na execução de um programa na área da saúde denominado “Lisboa, SNS mais próximo”, no qual se previa a construção e requalificação global das Infraestruturas e Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários do Concelho de Lisboa até ao ano 2020, num total de 14 centros de saúde. Contudo, apesar de já ter decorrido um ano e meio sobre o protocolo rubricado entre as partes, ainda não foi apresentado qualquer novo ponto de situação, lançado qualquer concurso ou dado início às indispensáveis obras de edificação.

Desta forma, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes apresentou uma Recomendação, para ser discutida e votada na Assembleia Municipal de Lisboa, onde pretende que a CML preste conhecimento público sobre as fases de execução e a evolução do programa “Lisboa, SNS mais próximo”, através de um debate alargado sobre a sua implementação e ainda que promova as atempadas diligências necessárias ao apetrechamento de meios e recursos humanos dos futuros centros de saúde. 

07/02/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre o controlo sanitário de pragas de animais

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o controlo sanitário de pragas de animais.
REQUERIMENTO:
A CML define como pragas urbanas aquelas que afectam os núcleos urbanos e o meio envolvente, perturbando as actividades que aí se desenvolvem, podendo contribuir para a transmissão de doenças infectocontagiosas, danificando ou perturbando o habitat e o bem-estar humano, devendo ser controladas com a finalidade de proteger a saúde e o bem-estar das populações e do património.
Entre as pragas urbanas de proliferação de animais, as de rastejantes, de roedores e de insectos ocupam sem dúvida um lugar de destaque, contaminando alimentos e outros bens, quer em espaço público, quer a nível doméstico, pondo em causa a saúde pública. A sua origem e concentração podem ser diversas, desde edifícios degradados a locais com mercadorias infestadas, ecopontos e caixotes de lixo não higienizados. Estas espécies, invariavelmente contaminadas por outros parasitas, são consideradas oportunistas ou comensais, por dependerem da presença de comunidades humanas, cujos alimentos e desperdícios constituem a sua principal fonte alimentar.
Estas pragas (que incluem ratos e baratas, para além de carraças, percevejos e pulgas) disseminam-se da via pública para habitações, locais de armazenamento de produtos alimentares (áreas de restauração, refeitórios, ‘roulotes’ e quiosques), por esgotos, escolas e mesmo em hospitais. Além de poderem entrar por janelas e portas, podem também aceder aos edifícios através de aberturas nas canalizações, ventiladores e algerozes, onde fazem ninhos e depositam ovos e larvas, provocando estragos consideráveis nos locais que infestam, consumindo alimentos e contaminando-os com bactérias, fezes e urina, podendo transmitir, entre outras doenças, diarreia, cólera e mesmo tuberculose, pondo gravemente em causa a saúde pública.
Trata-se de um tipo de pragas que, acabando por ser recorrentes, justificam intervenções que obedeçam a um planeamento regular que contemple acções periódicas e serviços complementares ocasionais, sempre que seja detectada a necessidade de realização de medidas extraordinárias de controlo sanitário, minimizando o acesso das pragas oriundas do espaço público, por vezes da rede de drenagem de águas residuais e pluviais da rede pública, para o interior das instalações humanas.
No entanto, continuam a ser periodicamente avistados animais vivos e cadáveres de animais e outras parasitas, não apenas na via pública, como em espaços habitacionais, de restauração e áreas lúdicas e de uso infantil, pondo em causa a higiene e saúde públicas.
E foi perante este contexto que a AML aprovou por unanimidade, em 21/6/2016, a recomendação ‘Controlo de animais rastejantes’.
Sabendo-se que as campanhas de eliminação de pragas são uma competência dos Serviços da Divisão de Higiene e Controlo Sanitário da CML, concretamente, por meio de acções de desratização e de desbaratização, mesmo que não seja avistado qualquer cadáver de animal, e tendo em consideração que o reforço da higiene pública deverá garantir uma melhor prevenção de potenciais contágios, por contacto, com o ser humano e produtos alimentares.
Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
1 - Como tenciona a CML manter a garantia das melhores condições de higiene e saúde públicas? Procede o Município a operações regulares, ou apenas meramente ocasionais, de controlo sanitário e desinfestação de pragas?
2 - Tenciona ou não a CML reavaliar a qualidade de higiene pública, priorizando locais considerados mais problemáticos, designadamente junto à rede de esgotos, colectores, ecopontos, zonas de venda de produtos alimentares, lixeiras e edifícios devolutos?
3 - Prevê ou não a CML incrementar, no muito curto prazo, novos procedimentos preventivos de pragas? Se sim, com que métodos, quando e em que zonas da cidade?
4 - Qual o momento mais adequado para realizar campanhas de controlo e eliminação de roedores e animais rastejantes, sem utilização de produtos químicos ou tóxicos ao ser humano e ao seu meio-ambiente?
5 - Irão os trabalhos de eliminação de pragas ser também acompanhados pelas autoridades de saúde?
6 - Tenciona a CML promover a limpeza de fontes e lagos artificiais da capital, propícios à criação de insectos, antes da aproximação de temperaturas mais elevadas? Qual a periodicidade de desmatação de canaviais e ervas daninhas?
Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:
- o Plano de desinfestação e controlo de pragas urbanas do Município e o calendário de campanhas de desinfestação previsto para o biénio 2018/2019.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 07 de Fevereiro de 2018

02/02/2018

Os Verdes exigem informação sobre o Programa de monitorização e intervenção contra riscos naturais e antrópicos no Município de Lisboa

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o Programa de monitorização e intervenção contra riscos naturais e antrópicos no Município de Lisboa.
REQUERIMENTO:
Em Abril de 2017, a Câmara Municipal informou, através de ofício nº 253/GVMS/2017, que estava a preparar um Programa de monitorização e intervenção contra riscos naturais e antrópicos no Município de Lisboa, com o objectivo de dar mais segurança aos lisboetas e a quem visita a cidade.
Trata-se de um programa transversal aos diversos serviços do Município para integrar informação dispersa, indispensável para conhecermos todas as situações que existem em Lisboa, com os seguintes objectivos: identificar a vulnerabilidade sísmica dos solos, os riscos de aluimentos ou derrocadas de encostas, os riscos dos efeitos das marés, os riscos de incêndio florestal e os riscos decorrentes dos depósitos de combustível do Aeroporto de Lisboa, entre outros.
Desta forma, pretendia a autarquia organizar uma recolha sistemática da informação já existente em todos os serviços da Câmara, no sentido de identificar as várias situações, por forma a permitir que sejam monitorizadas e estabelecidas intervenções correctivas, sempre que necessário.
Dada a importância deste Programa para salvaguardar pessoas e bens, é importante que seja elaborado, concluído e apresentado o mais rapidamente possível.
Considerando que a CML se comprometeu a elaborar esse Programa que previa, numa primeira fase que já estava em curso em 2015, a recolha de informação existente em diferentes serviços municipais que permitisse, numa segunda fase, proceder a intervenções imediatas em situações de risco já identificadas.
Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
1 - A CML já concluiu o Programa de monitorização e intervenção contra riscos naturais e antrópicos no município de Lisboa?
2 - Em caso negativo, qual o motivo e o ponto da situação actual em que se encontra a elaboração desse Programa? Para quando a sua conclusão e apresentação pública?
3 - Já foram identificadas e inventariadas as situações de risco eminente ou potencial no concelho de Lisboa?
4 - Existe já alguma calendarização para as intervenções em situações de risco imediato para as pessoas e bens?
Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultado:
- O Programa de monitorização e intervenção contra riscos naturais e antrópicos no município de Lisboa.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 02 de Fevereiro de 2018

12/12/2017

2ª Intervenção no Debate Temático sobre Segurança e qualidade de vida nocturna em Lisboa

Hoje, dia 12 de Dezembro, Cláudia Madeira, deputada municipal de Os Verdes, fez uma intervenção no Debate Temático sobre “Segurança e qualidade de vida nocturna em Lisboa":


“Para Os Verdes é fundamental promover campanhas de sensibilização junto dos espaços de diversão nocturna. A autarquia deve intervir no sentido de haver mudanças comportamentais, tanto das pessoas que saem à noite, como dos promotores e dos comerciantes, no que diz respeito ao ruído, como também aos resíduos e ao consumo de álcool, matérias essenciais para a promoção da qualidade de vida dos moradores e todos os frequentadores destes locais. (…) Os Verdes têm frequentemente proposto [ser] fundamental reforçar o policiamento de proximidade e os meios e condições de trabalho das forças públicas de segurança.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

05/12/2017

1ª Intervenção no Debate Temático sobre Segurança e qualidade de vida nocturna em Lisboa

Hoje, dia 05 de Dezembro, Cláudia Madeira, deputada municipal de Os Verdes, fez uma intervenção no Debate Temático sobre “Segurança e qualidade de vida nocturna em Lisboa":


 “Sobre a segurança da vida nocturna, para Os Verdes é preciso reflectir e trabalhar em conjunto para que Lisboa seja uma cidade onde as pessoas tenham qualidade de vida, se sintam seguras e onde haja equilíbrio entre as várias vivências da cidade. Questões relacionadas com o ruído, a segurança, o bem-estar e a saúde devem estar no centro desta discussão. (…) Tal como Os Verdes sempre disseram, é preciso combater as causas que levam a uma degradação da vida das pessoas e o modelo de policiamento que afasta as forças de segurança das populações.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

14/11/2017

Declaração Política sobre a Qualidade do ar em Lisboa

Ontem, dia 14 de Novembro, Cláudia Madeira, deputada municipal de Os Verdes, fez uma intervenção na Declaração Política sobre a Qualidade do ar em Lisboa:


 “A poluição atmosférica é nociva à saúde, à fauna e à flora e prejudica gravemente a qualidade de vida. (…) No caso de Lisboa, existem algumas zonas críticas relativamente à má qualidade do ar, como é o caso da Av. da Liberdade, que ultrapassa os valores de poluentes superiores aos permitidos pela legislação europeia e nacional. (…) A qualidade do ar em Lisboa é influenciada sobretudo pelos níveis de tráfego rodoviário, que acaba por ser uma consequência do aumento das necessidades de mobilidade das populações. Portanto, a resolução deste problema passa necessariamente pela capacidade de resposta a nível da mobilidade colectiva, à escala da cidade mas, igualmente importante, à escala metropolitana.”

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Recomendação - Qualidade do ar em Lisboa


A Agência Europeia do Ambiente publicou recentemente o relatório "Qualidade do Ar na Europa - 2017", com base em dados de 2015, onde conclui que a má qualidade do ar causa a morte prematura de 400.000 cidadãos da União Europeia por ano, estimando que em Portugal morrem prematuramente mais de 6.600 pessoas devido a este problema.

De acordo com este relatório, e não obstante uma ligeira melhoria, a maior parte das pessoas que vive nas cidades está exposta à má qualidade do ar e as altas concentrações de poluição atmosférica têm um impacto significativo na saúde dos europeus, sendo as partículas finas, o dióxido de azoto e o ozono, os poluentes mais preocupantes.

Neste contexto, importa salientar que Portugal apresenta algumas zonas críticas relativamente à má qualidade do ar, como é o caso de Lisboa, ultrapassando os valores de poluentes superiores aos permitidos pela legislação europeia e nacional. Este problema tem origem, sobretudo, no tráfego rodoviário, sendo a Av. da Liberdade um dos pontos mais críticos.

De facto, em 9 dias, Lisboa ultrapassou 23 vezes os valores máximos de poluentes permitidos por lei para um ano, situações registadas precisamente na estação de monitorização da Av. da Liberdade, sendo que 20 dessas ocorrências aconteceram em apenas dois dias. Num ano, a legislação permite apenas 18 ultrapassagens dos valores máximos dos poluentes.

Sabendo-se que a poluição atmosférica tem efeitos negativos na saúde das populações e nos prejuízos para os solos, os cursos de água e as florestas, pelo que facilmente se percebe que este é um problema que nos deve preocupar a todos e ter uma resolução urgente.

Considerando que importa ter presente que Lisboa apresenta um grave problema de mobilidade e uma grande dependência do automóvel individual. Logo, a melhoria da qualidade do ar em Lisboa tem que passar obrigatoriamente por uma aposta muito significativa na rede de transportes colectivos. Importa relembrar igualmente que a política da qualidade do ar deve ser entendida como parte integrante de um planeamento urbano alargado e coerente.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Disponibilize informação à população sobre os níveis de poluição atmosférica, através dos meios de divulgação municipal e defina um programa de cooperação com as autoridades de saúde relativamente aos cuidados a ter em situação de má qualidade do ar, principalmente para os grupos mais vulneráveis.

2. Promova campanhas de sensibilização sobre os impactos negativos da poluição atmosférica e as formas de a combater.

3. Estude a aplicação de medidas eficazes de combate à poluição atmosférica, respeitando os princípios constitucionais e de forma a satisfazer as necessidades das populações.

4. Os planos e medidas que a CML preveja implementar, no âmbito da melhoria da qualidade do ar, sejam submetidos a uma ampla discussão pública.

5. Defenda uma eficaz rede de transportes colectivos à escala metropolitana, que dê resposta às necessidades das populações e que seja energeticamente sustentável, assim como sensibilize para o uso de modos de mobilidade suave.

6. Promova, em edifícios municipais, a criação de coberturas ajardinadas que contribuam para a absorção da poluição atmosférica, entre outros benefícios ambientais.

Mais delibera ainda:

7. Enviar a presente deliberação ao Ministro do Ambiente, ao Ministro da Saúde, à ARS-LVT, à CCDR-LVT e às Associações de Defesa do Ambiente.

Assembleia Municipal de Lisboa, 14 de Novembro de 2017

O Grupo Municipal do PEV


Cláudia Madeira                                            J. L. Sobreda Antunes

26/07/2016

Intervenção sobre a Petição nº 10/2016 - Pelo fim imediato da utilização de herbicidas/glifosato nos espaços públicos de Lisboa, na Assembleia Municipal de Lisboa de 26 de Julho de 2016


 
Em primeiro lugar, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” deseja saudar esta iniciativa dos peticionários tendente ao fim imediato da utilização de herbicidas/glifosato nos espaços públicos de Lisboa. E agradecemos-lhes também porque os cidadãos voltaram a colocar na ordem do dia uma já antiga preocupação tanto dos munícipes, como do nosso GM.
Com efeito, em vários cadernos de encargos de concursos abertos, em 2010, pela vereação dos espaços verdes, incluindo para Monsanto, se estipulava aos concorrentes que (citamos) «o herbicida a utilizar deverá ter como substância activa glifosato, à razão de 1:1 (1 parte herbicida:1 parte água)».
Foi neste contexto que, há já mais de 6 anos, concretamente em Maio e Dezembro de 2010, “Os Verdes” interpelaram o executivo, por meio de 2 sucessivos requerimentos, sobre para quando ponderava a autarquia passar a recorrer a métodos alternativos aos herbicidas para o controlo de vegetação herbácea e arbustiva.
E como esses requerimentos ficaram, até hoje, sem qualquer resposta do sr. vereador dos espaços verdes, em 19/04/2011 esta AML aprovou uma Recomendação do PEV para que o Município de Lisboa passasse a utilizar métodos alternativos ao uso de herbicidas na via pública, como medida de precaução e também por a sua utilização ir contra os princípios da Agenda XXI Local.
Entretanto, que processos alternativos teriam os serviços municipais passado a recorrer? Aparentemente, nenhuns, pois nunca foi reportado que medidas mais ecológicas poderiam vir a ser adoptadas.
Sabe-se hoje que, desde 2015, a Organização Mundial de Saúde, por intermédio da sua Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro, designou o glifosato - o pesticida mais usado em Portugal - como “carcinogéneo provável para o ser humano”. A nível internacional, vários países já proibiram a utilização destes agressivos produtos. De acordo com o sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, tratando-se de um problema de saúde pública, a solução terá de ser semelhante ao que aconteceu com o DDT: serem proibidos por causa dos enormes riscos e consequências para o ambiente e a saúde humana.
Ora as autarquias já têm ao seu dispor a possibilidade de aplicação de métodos alternativos, tanto mecânicos como biológicos. Mas poucas decidiram suspender, realmente, o uso de produtos fitofarmacêuticos em espaço público, argumentando que necessitam de fazer primeiro esgotar o seu stock destes artigos. Apesar de apenas algumas Câmaras terem já aderido à iniciativa da Quercus “Autarquias sem Glifosato”, pensamos que Lisboa pode e deve ser um dos municípios a dar este exemplo pioneiro.
Por todos estes motivos, “Os Verdes” não poderiam, por isso, de deixar de saudar esta iniciativa de cidadania por parte dos peticionários.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

15/06/2016

Perigosidade de encosta no Bairro das Furnas leva Os Verdes a questionar a CML


 
No seguimento de uma visita à freguesia de São Domingos de Benfica, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou um requerimento à CML sobre uma encosta que já teve deslizamento de terras e queda de blocos de rocha, na Rua Padre Carlos dos Santos, no Bairro das Furnas. A situação de instabilidade daquela encosta representa um perigo iminente para a integridade física e segurança dos transeuntes e viaturas estacionadas naquele local.
 

Neste sentido, o PEV pretende saber se o executivo camarário possui conhecimento da perigosidade que representa a instabilidade desta encosta; qual a entidade responsável por realizar as respectivas obras de estabilização e para quando está previsto o início dessas obras.

REQUERIMENTO

Na Rua Padre Carlos dos Santos, em frente do Lote 35, na freguesia de São Domingos de Benfica, encontra-se uma encosta que já teve deslizamento de terras e queda de blocos de rocha, tal como documentam as fotos em anexo.

Considerando que se têm verificado na cidade de Lisboa diversas situações de instabilidade de encostas em espaços públicos e privados.

Considerando que poderá vir a estar em causa a integridade física e a segurança dos transeuntes e viaturas estacionadas.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Possui a Câmara Municipal de Lisboa conhecimento da instabilidade desta encosta?  

2 – Qual a entidade responsável por realizar as respectivas obras de estabilização da encosta?

3 – Para quando está previsto o início dessas obras de estabilização?

 

Lisboa, 15 de Junho de 2016

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

14/06/2016

Contentor degradado na Freguesia de São Domingos de Benfica leva Os Verdes questionar a Câmara


 
No seguimento de uma visita à freguesia de São Domingos de Benfica, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou um requerimento à CML sobre um contentor em avançado estado de degradação que acumula no seu interior diversos resíduos sólidos e dejectos na Rua Padre Carlos dos Santos, junto ao muro da Escola Básica 1/JI Frei Luís de Sousa. O seu estado de abandono em espaço público poderá propiciar usos indevidos junto a um equipamento escolar e a uma unidade de saúde, sendo que se suspeita da eventual presença de fibrocimento ou mesmo de amianto, o que poderá estar em causa a saúde e segurança públicas naquele local.
 

Neste sentido, o PEV pretende saber se o executivo camarário autorizou a colocação deste contentor naquele local; e, em caso afirmativo, a que entidade e com que finalidade. Os Verdes pretendem ainda saber se a CML tenciona intimar o proprietário deste contentor, no sentido de lhe exigir a sua imediata remoção daquele local; e, em caso afirmativo para quando.


REQUERIMENTO
 

Na Rua Padre Carlos dos Santos, junto ao muro da Escola Básica 1/JI Frei Luís de Sousa, na freguesia de São Domingos de Benfica, encontra-se em avançado estado de degradação um contentor cujo interior acumula diversos resíduos sólidos e dejectos vários, tal como documentam as fotos.

 
Considerando que o seu abandono em espaço público poderá propiciar usos indevidos junto a um equipamento escolar e a uma unidade de saúde;

Considerando que se suspeita da eventual presença de fibrocimento ou mesmo de amianto;

Considerando que poderá estar em causa a saúde e segurança públicas nas proximidades daqueles dois estabelecimentos.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Autorizou a CML a colocação deste contentor naquele local? Se sim, a que entidade e com que finalidade?

2 – Tenciona a CML intimar o proprietário deste contentor, no sentido de lhe exigir a sua imediata remoção daquele local? Se sim, para quando?

 
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.

Lisboa, 14 de Junho de 2016

15/03/2016

Intervenção sobre a Petição nº1/2016 – Remoção de amianto de Benfica, proferida em 15 de Março de 2016


 
Em primeiro lugar, Os Verdesquerem saudar a iniciativa dos peticionários que, através da petição que agora apreciamos, trouxeram a esta Assembleia um assunto da maior importância, por se tratar de um problema grave para a saúde pública.
O que os subscritores desta petição pretendem, e no entendimento do PEV com toda a razão, é que o problema do amianto num pavilhão em Benfica seja resolvido.
Este assunto não é novo, tem-se vindo a arrastar e até hoje o problema mantém-se, com todos os riscos e insegurança que representa para a saúde pública.
Para Os Verdeseste é um assunto para resolver com a máxima urgência, de forma séria e responsável. Tratar o problema do amianto, além de ser uma exigência legal, é um dever moral, e ninguém devia ter que estar sujeito a situações de risco e de inquietação, temendo eventuais doenças decorrentes da exposição a esta substância.
Estas são, aliás, preocupações que sempre tivemos e que estiveram na base de inúmeras propostas que apresentámos, tanto a nível municipal como a nível nacional, na Assembleia da República. Propostas do PEV que deram depois origem à legislação que temos hoje e que é urgente que seja efectivamente cumprida, para evitar situações como a retratada nesta petição.
Há ainda uma situação em todo este processo que é completamente inadmissível e preocupante que é o facto de, alegadamente, o barracão que representava mais preocupação por parte dos moradores e sobre o qual houve uma notificação da autarquia à entidade proprietária no sentido da remoção do amianto, este apenas ter sido intervencionado, sendo que os peticionários se continuam a queixar do mau estado da cobertura, e estamos a falar de uma estrutura de grandes dimensões, muito antiga e situada numa zona residencial.
Independentemente de quem é a entidade responsável, que neste caso é uma instituição bancária, e de todo o processo burocrático, é preciso resolver esta situação, e permitir às pessoas que possam estar no seu dia-a-dia tranquilos e livres de perigo. Porque nestes casos deve prevalecer o princípio da prevenção, e essa tem sido a batalha do PEV ao longo dos anos: promover o princípio da precaução e acautelar todas as questões relacionadas com a segurança e a saúde, neste caso específico, dos moradores e dos trabalhadores.
Num caso destes não pode haver hesitações, atrasos nos processos e falhas na comunicação. O que tem de ser feito é, com base no princípio da precaução, demolir a estrutura ou remover a cobertura com amianto, se tal for aconselhado, dentro das normas de segurança exigidas. E, acima de tudo, prestar informações aos cidadãos que são diariamente afectados por esta situação.
Consideramos positivo que a própria Câmara Municipal de Lisboa reconheça a pertinência desta petição e que esteja disponível para ajudar na resolução deste problema, que esperamos esteja para breve.
Sobre as recomendações resultantes da apreciação desta petição e do respectivo parecer, Os Verdes estão de acordo e votarão naturalmente nesse sentido.
Por fim, reiteramos a nossa saudação aos peticionários que além de alertarem para esta situação, com o objectivo de resolver de vez esta situação, alertaram também para determinados procedimentos pouco claros em todo este processo, situações que carecem de resolução urgente.
 

Cláudia Madeira

Grupo Municipal de “Os Verdes

03/03/2016

Amanhã – 4 de março - Amianto - Os Verdes solidários com trabalhadores da Segurança Social de Vila Franca de Xira, marcam presença nas instalações da Segurança Social



Os Verdes têm, ao longo dos anos, batalhado para que o problema do amianto seja resolvido, por constituir um grave perigo para a saúde pública. Já em 2003 foi aprovada por unanimidade, por iniciativa de Os Verdes, uma resolução que recomendava ao Governo a remoção do amianto dos edifícios públicos.

O Grupo Parlamentar do PEV, assim que teve conhecimento dos problemas que afetam os trabalhadores da Segurança Social de Vila Franca de Xira relativamente às condições das instalações onde trabalham devido à presença de amianto e à má circulação do ar no edifício, questionou de imediato o Governo.

No caso concreto da Segurança Social de Vila Franca de Xira, Os Verdes exigem a urgente resolução deste grave problema, através de novas instalações, para que os trabalhadores possam trabalhar num local seguro e saudável, onde não ponham a sua saúde e bem-estar em risco e se possam sentir tranquilos no seu dia-a-dia.

Assim, Os Verdes exigiram do Governo, não só, esclarecimentos sobre a situação de amianto e de má circulação do ar no edifício da Segurança Social, no sentido da rápida resolução deste grave problema, como também exigiram o acesso ao relatório do Instituto Ricardo Jorge com o resultado da avaliação global destas instalações, nomeadamente o resultado das análises à qualidade do ar.

Amanhã, dia 4 de março, pelas 9:00h, o Deputado do PEV, eleito na Assembleia da República, José Luís Ferreira estará frente às instalações da Segurança Social de Vila Franca de Xira, acompanhado pelas dirigentes Cláudia Madeira e Dulce Arrojado (também do núcleo regional de Vila Franca), no sentido de expressar a sua solidariedade para com os trabalhadores e pugnar para que este problema seja resolvido.

O Grupo Parlamentar Os Verdes 
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
3 de março de 2016

29/02/2016

Segurança Social – Vila Franca de Xira - Os Verdes questionam governo sobre presença de amianto no edifício e saúde dos trabalhadores



O Deputado de Os Verdes, José Luís Ferreira, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sobre as condições das instalações da Segurança Social de Vila Franca de Xira e os casos de doenças oncológicas associadas à presença de amianto e à má circulação do ar neste edifício.

Pergunta

O Serviço Local de Vila Franca de Xira da Segurança Social (SLVFXSS) tem sido alvo de queixas sobre a qualidade do ar do edifício, pois os trabalhadores queixam-se das condições das instalações, às quais associam a existência de doenças oncológicas e respiratórias diagnosticados em 19 dos cerca de 50 trabalhadores daquele serviço, que suspeitam estar relacionadas com a presença de amianto no edifício e com a má circulação do ar.

Esta situação está a fazer com que os trabalhadores ponderem fazer uma greve por tempo indeterminado, exigindo o encerramento das atuais instalações e consequente transferência para outras instalações que ofereçam as devidas condições e que não coloquem em risco a sua saúde e bem-estar. Segundo um representante do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPS) as referidas instalações já estiveram encerradas entre 1998 e 2002 devido a problemas similares, para que fossem realizadas obras que, aparentemente, não foram suficientes para os resolver. O próprio Instituto da Segurança Social afirma ter promovido ações de análise da situação e que vai seguir as recomendações do Instituto Ricardo Jorge, no sentido da revisão e da higienização do sistema de climatização do edifício.

Contudo, até agora, a realização destas medidas ainda não se concretizou e os trabalhadores continuam a estar diariamente sujeitos a esta situação. Ora, perante os factos relatados, importa que seja encontrada uma solução urgente para os trabalhadores dos serviços da Segurança Social de Vila Franca de Xira, para que possam trabalhar num local seguro e sadio e onde se possam sentir tranquilos no seu dia-a-dia.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1- Tem o Governo conhecimento desta situação nas instalações da Segurança Social de Vila Franca de Xira?
2- Prevê o Governo tomar alguma diligência junto do Instituto da Segurança Social no sentido de resolver esta situação, designadamente uma nova localização para estes serviços, que não coloque em risco a saúde dos trabalhadores?
3- Tem o Governo conhecimento dos resultados das análises à qualidade do ar do edifício da Segurança Social de Vila Franca de Xira?
4- Qual a razão para que o Instituto da Segurança Social ainda não tenha implementado as medidas recomendadas pelo Instituto Ricardo Jorge?

O Grupo Parlamentar Os Verdes 
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
29 de fevereiro de 2016

06/01/2016

«Os Verdes» querem ter acesso à listagem dos edifícios municipais que contêm amianto


 
O Partido Ecologista «Os Verdes» apresentou, em Junho de 2014, uma recomendação na Assembleia Municipal no sentido de a autarquia proceder, com carácter de urgência, ao levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm amianto na sua construção e que divulgasse, posteriormente, uma listagem dos edifícios municipais que contêm amianto.

Há vários anos que «Os Verdes» alertam para a necessidade de se elaborar um plano de remoção desses materiais com amianto nos edifícios municipais por serem perigosos para a saúde pública quando, devido à sua deterioração, libertam fibras que podem ser inaladas pelos ocupantes dos espaços onde se encontram.

Recentemente, a Câmara de Lisboa informou, após confrontada com essa questão pelo PEV, que existiam 42 edifícios identificados, porém não procedeu à divulgação pública da listagem dos edifícios municipais que contêm amianto, nem apresentou a calendarização referente à sua remoção.

Desta forma, «Os Verdes» pretendem que a autarquia esclareça quais os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm coberturas em amianto e qual a sua localização; quais os serviços municipais que funcionam em cada um dos edifícios identificados e qual o calendário previsto para proceder gradualmente à sua remoção.

 
REQUERIMENTO

Em Portugal a utilização de amianto em materiais de construção está proibida desde 1994. Não obstante o facto de haver esta proibição, persiste um problema relacionado com o que fazer quanto aos edifícios, instalações e equipamentos construídos que contêm amianto que era permitido, na data da sua construção, uma vez que as fibras de amianto podem, de acordo com estudos científicos e com todos os diplomas que limitam e proíbem a sua utilização, constituir perigo para a saúde pública.

Com o intuito de dar resposta a este problema, em 2003, a Assembleia da República aprovou por unanimidade uma resolução que previa a realização, no prazo de um ano, de uma inventariação de todos os edifícios públicos que contêm esta substância e a elaboração de um plano de remoção desses materiais.

A prevenção e a precaução devem ser princípios a concretizar e é necessária uma política responsável nesta matéria. Razão pela qual esta tem sido uma longa batalha do Partido Ecologista «Os Verdes» que tem insistentemente apresentado iniciativas tanto a nível nacional como local, com vista à resolução deste problema.

Deste modo, em Junho de 2014, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por proposta do PEV, que a CML procedesse, com carácter de urgência, ao levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm amianto na sua construção e que divulgasse, posteriormente, uma listagem dos edifícios municipais que contêm amianto.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Quais os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm coberturas em amianto e qual a sua localização?

2 – Que serviços municipais funcionam em cada um dos edifícios identificados?

3 – Qual o calendário previsto para proceder gradualmente à sua remoção?

 
 
Para mais informações poderão contactar o Grupo Municipal de “Os Verdes”, através do número de telefone 919 615 508 - Cláudia Madeira.


Lisboa, 06 de Janeiro de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

10/11/2015

1ª Intervenção do PEV nas Perguntas à CML, na Assembleia Municipal de Lisboa de 10 de Novembro de 2015



Tema: Campo de tiro em Monsanto
Há vários anos que «Os Verdes» trazem à discussão o campo de tiro a chumbo em Monsanto, no sentido da descontaminação dos seus solos. Temos apresentado diversas propostas, tendo mesmo solicitado ao executivo que informasse periodicamente esta Assembleia sobre o indispensável processo de descontaminação.
Recordo que em Outubro de 2014 entregámos um requerimento com as seguintes questões:
1. Para quando está previsto o início da requalificação do terreno do Campo de Tiro a Chumbo em Monsanto?
2. Em que consiste e quais as fases e a calendarização previstas para a execução dessa reabilitação? Em que moldes e condições será feita?
3. Quem vai assumir os encargos com a necessária descontaminação dos solos?
A resposta por parte do Sr. Vereador chegou em Janeiro deste ano e dizia o seguinte: “a solução para o campo de tiro ainda se encontra em estudo”. Isto, a 27 de Janeiro de 2015!
Acontece que há uns dias, mais concretamente no dia 2 de Novembro, fomos confrontados com uma notícia dando nota que a Câmara de Lisboa obrigou o Clube Português de Tiro a Chumbo a retirar o metal pesado acumulado durante 52 anos naqueles solos. Diz ainda que a remoção teve início em 2011, portanto há quatro anos.
O que é fundamental sabermos hoje é:
- se a Câmara Municipal de Lisboa efectivamente confirma a remoção do chumbo?
- por que razão, até termos tido conhecimento através da notícia, o executivo nunca referiu esta situação e nunca deu conhecimento disso a esta Assembleia?
- qual a quantidade de poluente removido e que área foi limpa?
- e gostaríamos igualmente de saber se há algum documento que confirme que a remoção foi realizada e em que moldes.
 
Tema: PAT para a Colina de Santana
Em 2009, a AML aprovou a Carta de Equipamentos de Saúde onde se identificavam as carências e as necessidades nesta área. Essa análise listou a necessidade de construção de dez novas Unidades de Cuidados Primários na cidade de Lisboa, na sequência de um Contrato-Programa entre a CML e o Ministério da Saúde.
Reconheceu-se que as instalações eram e são deficientes por não terem sido construídas para o efeito, umas encontram-se degradadas, e outras onde o seu acesso nem sempre é fácil. Pelo que, passados todos estes anos, é de questionar se esse plano de intenções ficou na gaveta e se o Município deixou de pressionar o Governo para, em conjunto, prosseguirem a execução desses projectos.
À população da cidade faltam também hospitais de primeira linha para cuidados secundários básicos, como cirurgia geral e medicina interna. Perante isto, não é compreensível o sistemático processo de encerramento de unidades de saúde, como tem sido o caso dos hospitais da Colina de Santana.
Recordamos que a CML começou por viabilizar 4 pedidos de informação prévia das operações de loteamento a realizar nos Hospitais de São José, de Santa Marta, dos Capuchos e Miguel Bombarda, argumentando com a importância e o interesse ‘excepcional’ desses projectos e as mais-valias que, dizia, poderiam trazer para a cidade, tendo determinado proceder à sua publicitação e consequente discussão pública em Julho 2013. No entanto, rapidamente se constatou que se tratava de um mero modelo de negócio para resolver problemas financeiros do Estado através da Estamo. Pergunta-se então:
- Se a AML promoveu um debate específico, tendo inclusive a sua Comissão de Acompanhamento visitado no Verão de 2014, entre outras, as instalações do Hospital Miguel Bombarda e detectado os sinais de degradação existentes, porque desde então a CML parece estar ausente, não havendo qualquer retorno informativo sobre a requalificação desta Colina?
- E para quando a elaboração do Programa de Acção Territorial (PAT) para a Colina de Santana?
 
Tema: Listagem de Amianto
Em Portugal a utilização de amianto em materiais de construção está proibida desde 1994. Não obstante o facto de haver esta proibição, persiste um problema relacionado com o que fazer quanto aos edifícios, instalações e equipamentos construídos que contêm amianto que era permitido, na data da sua construção, uma vez que as fibras de amianto podem, de acordo com estudos científicos e com todos os diplomas que limitam e proíbem a sua utilização, constituir perigo para a saúde pública.
Com o intuito de dar resposta a este problema, em 2003, a Assembleia da República aprovou por unanimidade uma resolução que previa a realização, no prazo de um ano, de uma inventariação de todos os edifícios públicos que contêm esta substância e a elaboração de um plano de remoção desses materiais.
Para «Os Verdes» a prevenção e a precaução devem ser princípios a concretizar e é necessária uma política responsável nesta matéria. Razão pela qual esta tem sido uma longa batalha do Partido Ecologista «Os Verdes» que têm insistentemente apresentado iniciativas tanto a nível nacional como local, com vista à resolução deste problema.
Assim, em Junho de 2014, esta Assembleia aprovou, por proposta nossa, que a CML procedesse, com carácter de urgência, ao levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm amianto na sua construção e que divulgasse, posteriormente, uma listagem dos edifícios municipais que contêm amianto.
Decorrido mais de um ano sobre esta decisão, o executivo nada fez chegar a esta Assembleia pelo que perguntamos se:
-o levantamento dos edifícios que contêm amianto foi ou não elaborado? Se não foi, qual a razão? E se foi, por que razão não foi ainda divulgada essa listagem?
 
Tema: Regimento de Sapadores Bombeiros: Museu e substituição dos EPI`s
O Museu do RSB de Lisboa possui um acervo de grande interesse e valor para a cidade e o país mas, na sequência da venda, pela Câmara, das instalações onde este se situava, junto ao Hospital da Luz, neste momento não há museu pois encontra-se em fase de deslocalização, havendo uma equipa técnica responsável por este assunto.
A realidade é que o museu está encerrado e nada se sabe sobre o seu futuro, porque o regimento foi obrigado a desocupar o espaço, transportando todo o conteúdo para dois locais distintos, com a agravante de o seu acervo poder ficar indefinidamente armazenado sem condições de preservação, além de que o público está privado da sua fruição.
O que importa saber é:
- Qual a data prevista para a reabertura do Museu do RSB? E em que local se situará?
- Gostaríamos igualmente de saber se o executivo pode confirmar em que condições se encontra o valioso acervo deste Museu?
Ainda sobre o RSB: o Equipamento de Protecção Individual para combate a incêndios estruturais é imprescindível para um desempenho em segurança das missões dos operacionais do RSB e esta sem sido uma reivindicação permanente do Regimento por ser um problema cuja resolução é urgente.
Para dar resposta à falta de EPIs, a Câmara Municipal procedeu à abertura de concurso para aquisição destes equipamentos. Contudo, tivemos conhecimento que os equipamentos adquiridos e fornecidos aos bombeiros apresentavam alguns problemas e não eram os mais adequados e seguros, razão pela qual teriam que ser substituídos. No fundo, os Equipamentos de Protecção Individual não cumpriam a sua função de protecção.
Assim, gostaríamos de saber se o executivo nos pode confirmar se, no dia de hoje, todos os operacionais do RSB de Lisboa, dispõem de um Equipamento de Protecção Individual seguro, em condições e que os proteja devidamente.
 
Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes