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16/09/2020

PEV quer esclarecimentos sobre acesso à habitação municipal

 


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a problemática do acesso à Habitação Municipal.

REQUERIMENTO:

Na 112ª reunião plenária da Assembleia Municipal de Lisboa realizada a 16 de Julho, durante a apreciação da informação escrita do Presidente da CML relativa ao período de Maio a Junho, Os Verdes questionaram o executivo sobre a problemática do acesso à Habitação Municipal.

Através da aprovação, em Novembro passado, do novo Regulamento Municipal do Direito à Habitação de Lisboa, o Município disponibiliza alguns programas de arrendamento municipal, como o de renda acessível, o de arrendamento apoiado, ou o de renda segura.

Nunca é de mais recordar que, nas últimas eleições autárquicas, o Sr. Presidente prometeu que iriam estar disponíveis no mercado milhares de casas (7 mil) com renda acessível.

Mas, muito recentemente, a srª vereadora da Habitação reportou não ter dúvidas de, por haver um número diminuto de “fogos em carteira e 2.600 pessoas em processo de candidatura”, era “precisa mais construção e mais reabilitação para conseguir mais fogos disponíveis”. Acrescentou até que num último concurso para renda acessível para atribuição de 120 casas ter-se-ão candidatado cerca de 3 mil pessoas.

Ora, com estas declarações está demonstrada objectivamente a escassez de habitação municipal acessível na capital, onde a oferta de habitação existente não responde ainda ao problema das muitas pessoas que enfrentam dificuldades financeiras e que querem ou precisam de viver em Lisboa.

É ainda sabido serem frequentes, os casos de fogos sobrelotados, de ocupações seguidas de despejos, o que revela o desespero social de famílias e seus filhos para evitarem viver nas ruas, sem capacidade económica para recorrerem ao mercado privado, ou que aguardam, durante anos, que lhes seja atribuída habitação municipal de renda a custos realmente acessíveis.

Acresce o facto de, no universo da habitação municipal, se continuar a desconhecer quantos fogos se encontram devolutos ou entaipados e porque permanecem encerrados, sem ser agilizada a sua atribuição.

Apesar de considerarmos positivo os projectos anunciados pelo Sr. Presidente quando questionado pelo PEV, consideramos que face ao grave período de pandemia e tendo sido anunciado o aumento do número de famílias a viver na rua, importa o quanto antes responder efectivamente e no curto prazo a esta carência de habitação, contribuindo desta forma para a promoção do direito constitucional de acesso a uma habitação condigna, garantindo a salvaguarda da qualidade de vida dos munícipes.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos serem facultadas as seguintes informações:

1 – Quando prevê o executivo implementar medidas no sentido de gerir de forma adequada o património dos bairros municipais, com o envolvimento e responsabilização dos moradores e suas associações?

2 – Perante situações de novas pessoas a viver na rua e as ocupações de fogos devolutos, como tenciona agilizar a atribuição de habitações vagas mas fechadas?

3 – Como vai o executivo garantir os realojamentos e as respostas de apoio social complementar a estes agregados familiares?

4 – Pretende a CML acelerar a criação de uma bolsa de fogos a partir do património municipal imobiliário disperso, acelerando a sua reabilitação e consequente arrendamento a custos acessíveis?

5 – Para além da reabilitação do património municipal, vai a CML provir ao lançamento de procedimentos para a edificação de novos fogos em terrenos municipais, acelerando os processos de obras e diminuindo a burocratização dos processos?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 16 de Setembro de 2020

12/08/2020

PEV questiona a CML sobre a falta de condições na Vila Afifense em Alvalade





O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre a falta de condições na Vila Afifense em Alvalade.

REQUERIMENTO:

Nas traseiras da Avenida de Roma, no quarteirão formado pelas ruas Dr. Gama Barros, José Pinheiro de Melo, Antero de Figueiredo e Teixeira de Pascoaes, existe um espaço denominado por Vila Afifense, que se encontra degradado há anos.

Em Janeiro de 2013, a CML procedeu à elaboração de um diagnóstico da situação da Vila Afifense, que é constituída por um conjunto de habitações unifamiliares em banda, correspondente a 9 edifícios com tipologias T2 e T3. No local continuam a morar pessoas rodeadas de estacionamento desordenado, num ambiente abandonado e com zonas expectantes, sem infraestruturas condignas que promovam a acessibilidade a esta vila operária.

A este propósito, no dia 17 de Maio de 2016, o Grupo Municipal do PEV questionou a CML sobre essas habitações degradadas, para determinar qual o uso esperado para aquela área e que medidas previa a autarquia tomar para reabilitar aquele espaço, mas a resposta obtida pelo vereador do pelouro do Urbanismo era que estavam a encontrar uma forma de intervir para que houvesse uma solução em concreto.

Em 2016, este território sofreu algumas melhorias devido a uma actuação conjunta da Junta de Freguesia de Alvalade e da EMEL, através de requalificação de parte do logradouro da Vila Afifense, transformando-a num parque de estacionamento provisório, mas permanecendo várias habitações em mau estado de conservação no local.

Em Janeiro de 2017, um incêndio urbano teve início numa casa desabitada da Vila Afifense. As chamas atingiram o quintal de uma casa vizinha onde residia uma família, mas a prontidão da actuação dos bombeiros evitou que o fogo se propagasse à habitação propriamente dita.

Em Novembro de 2019, alguns dos edifícios abandonados foram entaipados de modo a evitar que fossem ocupados por pessoas sem-abrigo, sem que tivessem sido realizadas melhorias substanciais no espaço público da área envolvente das habitações que integram a Vila.

Em Janeiro de 2020, o Grupo Municipal do PEV voltou a questionar a autarquia sobre este território através de requerimento e passados mais de 6 meses, mantém-se a ausência de resposta por parte da Câmara quanto ao futuro da Vila Afifense. Os Verdes entendem que a preservação do património histórico da cidade, como é o caso da Vila Afifense, significa manter viva a memória e as características de vivência nestas vilas históricas que ainda permanecem na cidade.

Importa igualmente referir que continuam a morar pessoas na Vila Afifense sujeitas a precárias condições de habitabilidade e de saúde pública, sendo por isso, necessário e urgente acompanhar esta situação e realizar, provavelmente, uma intervenção de reconversão urbanística para a Vila Afifense, contemplando o reordenamento territorial e o necessário enquadramento ambiental dos seus espaços adjacentes.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Quais as diligências que foram entretanto tomadas e quais tenciona a CML realizar para procurar resolver em definitivo a situação descrita?

2. Quantos pedidos de projectos de licenciamento das casas devolutas já deram entrada nos serviços urbanísticos da autarquia e quantos foram objecto de diferimento?

3. Existe ou não algum plano que permita encontrar uma solução de reconversão urbanística para a Vila Afifense, contemplando o reordenamento territorial e histórico, bem como o necessário enquadramento ambiental dos seus espaços adjacentes?

4. Para quando a sua apresentação pública aos residentes da zona e à AML?

5. Para quando está prevista uma intervenção para a reconversão urbanística da Vila Afifense?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 12 de Agosto de 2020

06/07/2020

PEV questiona a CML sobre a reabilitação da Quinta do Ferro


O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente à reabilitação da Quinta do Ferro.

REQUERIMENTO:

A Quinta do Ferro localiza-se numa das encostas da Graça, bem no centro histórico de Lisboa, sendo constituída por três arruamentos, A, B e C, e os seus limites definidos entre as Ruas Leite de Vasconcelos, do Vale de Stº António, de Entremuros do Mirante, da Verónica e da Srª da Glória.

As condições de degradação do espaço envolvente do bairro, tanto público como privado, são visíveis e por demais conhecidas pelo Município. Composta por dezenas de casas construídas precariamente, várias delas não possuem água corrente e saneamento básico, sendo a propriedade distribuída por dezenas de pequenos proprietários, que se vêm confrontados com uma responsabilidade acrescida de conservação do conjunto urbano, sendo o já antigo abandono do espaço a característica mais notória.

Havendo algumas dúvidas sobre questões fundiárias e de propriedade, e sabendo-se que a CML é a maior proprietária no bairro, os munícipes foram, entretanto, sendo identificados num processo tendente à reabilitação urbana, tendo-se registado, desde Novembro de 2015, diversas reuniões e um intenso trabalho de contacto com todos os actores locais.

Incapazes de acudirem sozinhos ao aprofundamento da degradação ao longo dos tempos, moradores e proprietários da Quinta do Ferro organizaram-se numa associação em 2016, a AQF - Amigos da Quinta do Ferro, Associação de Proprietários e Moradores, com a finalidade de desenvolverem um estudo urbano para a reabilitação daquele bairro, no contexto de ser zona de intervenção prioritária com parceria Bip/Zip.

Aproveitando um financiamento do programa autárquico Bip/Zip de 50 mil €, há três anos, a associação chegou a solicitar a um Ateliê (Cooperativa Trabalhar com os 99% - Ateliermob) um projecto de urbanismo e arquitectura que resolvesse os muitos problemas das habitações e do espaço público, na expectativa de, em consequência, também poderem intervir na realidade socioeconómica e cultural do bairro.

Dizem-se preocupados com o alastrar da falta de condições de vida digna, de higiene urbana, de segurança, perante a permanente ameaça de queda de beirais, tijolos e telhas, seringas no chão, ratazanas em contentores de lixo, entre outros factores. Alertam que este contexto propicia alguma falta de urbanidade de moradores, incluindo os temporários, cada vez mais numerosos, que dificultam os desejáveis níveis de relacionamento e tranquilidade. Sobressaltam-se com o despejo de moradores mais antigos, sem atender às suas condições de velhice, pobreza ou mesmo de sobrevivência, a par do avanço da ameaça da pressão imobiliária.

No âmbito do Bip/Zip propuseram-se a contribuir para ‘Objectivos Específicos’, como a ‘Reabilitação urbana do espaço público’, ‘Espaços habitacionais e comunitários’, a ‘Consolidação de dinâmicas participativas’, o ‘Apoio à população e detecção de situações de risco’, e que incluem Plano de Saúde, Parque Intergeracional, Parque Infantil, Peças Artísticas e Murais.

Dispondo assim de um projecto prometido para avançar desde 2017, têm insistentemente apelado à urgente regeneração urbanística, a par da construção de fogos para arrendamento acessível, antes de se verem asfixiados pela especulação imobiliária.

Apesar de tudo, aguardam desde Março de 2018 pela aprovação oficial do Plano Urbano Participado, que permita iniciar a realização dos trabalhos, sustentando que o projecto persiste pendente, algures entre os pelouros da Habitação e do Urbanismo.

Preocupados com o adiamento das decisões por parte dos responsáveis autárquicos ao longo dos anos, a AQF tem insistentemente procurado colaborar na resolução das inúmeras deficiências que, sustentam, afectam o bairro e os seus habitantes, por exemplo, através do Programa Bip/Zip, ao qual se candidatou em 2011 com o projecto ‘Quinta do Ferro - Renovação do EP (Espaço-Público)’, refª nº 1; em 2016 com o projecto ‘Quinta do Ferro Participa’, refª nº 14; ou em 2017 com o projecto ‘Quinta do Ferro Movimenta’, refª nº 62.

A AQF tem também por diversas vezes procedido a inconsequentes contactos institucionais junto dos órgãos eleitos, apelando, por exemplo, através de intervenção no PAOD da AML, em 9/10/2018; para a vereação da CML, por exemplo, e-mail ao sr. vereador do Urbanismo, em 15/10/2018; à Direcção Municipal do Urbanismo, em 7/2019; ou mesmo na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação da A.R., em 22/3/2019.

Considerando que tanto pela degradação do espaço público, como do edificado destinado à habitação, a Quinta do Ferro se constitui como uma das zonas da freguesia de São Vicente que maiores carências apresenta, no que respeita ao usufruto por parte dos seus residentes dos recursos mínimos que garantam a saúde pública e o bem-estar geral.

Considerando ser urgente a intervenção no âmbito do saneamento básico, uma vez que muitas das habitações aí existentes apenas têm ligação a uma fossa séptica que em pleno século XXI e na cidade de Lisboa representa um sinal de desigualdade no acesso às condições básicas de garantia de igualdade e de qualidade de vida.

Considerando que, na sua generalidade, o espaço público é pouco interessante e inseguro sendo urgente a requalificação das zonas muradas, favorecendo-se assim um incremento da segurança e mobilidade de pessoas e bens, bem como o estado geral de degradação dos espaços incentiva à utilização dos mesmos para despejos de entulhos, contribuindo para a manutenção de uma imagem de abandono e desmazelo por parte da autarquia e reforçando o sentimento de impunidade daqueles que o utilizam para esses fins.

Considerando ser pertinente a colocação de asfalto nas zonas mais deficitárias, por forma a desincentivar, nomeadamente, os despejos de entulho, e o despropósito de inclusão de novo zonamento pago para estacionamento tarifado pela EMEL, quando em 2016 a Junta de Freguesia de São Vicente havia construído, financiado e inaugurado um parque de acesso livre e totalmente gratuito, localizado no início da Rua C.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 - Tem a CML conhecimento actualizado da persistência, ao logo dos anos, das situações descritas? Se sim, o que vem retardando a prometida introdução das soluções já previstas e sancionadas?

2 - Quais as situações mais preocupantes e a requererem uma intervenção no curto prazo? São coincidentes com as posições apresentadas pela Associação ou existem divergências que eventualmente estejam a atrasar o projecto? Se sim, quais?

3 - Qual o calendário previsto - início, duração e custos previsíveis - para a execução do projecto de regeneração urbana para a Quinta do Ferro?

4 - Têm os moradores e a Junta de Freguesia sido envolvidos nas decisões do Município e, se sim, têm-lhe sido remetidas as solicitadas respostas e os devidos esclarecimentos?

Mais se requer:

- Cópia do Plano de Reabilitação da Quinta do Ferro, elaborado no âmbito do Projecto BIP/ZIP, devidamente actualizado.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 06 de Julho de 2020

03/07/2020

PEV preocupado com a situação dos moradores do Pátio das Barracas





O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML relativamente à resolução das condições de habitabilidade em que se encontram os moradores do Pátio das Barracas.

REQUERIMENTO:

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes tem acompanhado com preocupação a situação de impasse que tem ocorrido sobre a falta de obras na vila operária conhecida como “Pátio das Barracas”, situado em Campo de Ourique. Este conjunto de habitações, à semelhança de outras vilas e pátios operários existentes em Lisboa, representam um momento da história da cidade, com características distintas que assinalam as vivências sociais da época. A própria Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou por unanimidade, em 11 de Março de 2009, a abertura do procedimento de classificação do conjunto edificado do Pátio das Barracas como Imóvel de Interesse Municipal, reconhecendo assim a sua importância.

Em Fevereiro deste ano, Os Verdes deslocaram-se ao local, após mais uma denúncia dos moradores relativamente às condições de habitabilidade em que se encontram, para verificação das mesmas. Da visita realizada e da disponibilidade dos moradores em abrir as portas de sua casa, os deputados municipais do PEV entregaram o Requerimento Nº 08/PEV/2020, pedindo vários esclarecimentos à CML, aos quais ainda não se obteve resposta, apesar de largamente ultrapassado o prazo regimental para o efeito.

Os moradores dirigiram-se uma vez mais ao Grupo Municipal do PEV dando conhecimento que, de acordo com um ofício remetido pela CML, os prazos de conclusão das obras de conservação e de reabilitação para a correcção das patologias identificadas nos Autos de Vistorias, culminando nos processos de intimação nº 1569/RLU/2015 e nº 1570/RLU/2015 instaurados aos proprietários do Pátio das Barracas terminariam a 15 e a 20 de Maio de 2020, respectivamente.

Neste momento, os prazos estipulados para a conclusão das obras já foram ultrapassados, sendo que o incumprimento das intimações permite que a autarquia tome posse administrativa dos imóveis para executar as necessárias obras coercivamente para repor as condições de segurança e de salubridade.

No local continuam a morar pessoas num ambiente insalubre com precárias condições de habitabilidade devido às frequentes infiltrações e humidades, sem que o espaço térreo comum tenha as mínimas condições que promovam a acessibilidade plena a este pátio operário. Por isso mesmo, o PEV defende que é fundamental garantir as adequadas condições de vida dos moradores e salvaguardar este património urbano, razão pela qual volta a insistir no pedido de esclarecimentos sobre esta matéria.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Quais as diligências efectuadas com vista à abertura do procedimento de classificação do conjunto edificado do Pátio das Barracas como Imóvel de Interesse Municipal?

2. Qual o ponto de situação do cumprimento dos prazos constantes nos processos de intimação nº 1567/RLU/2015, nº 1568/RLU/2015?

3. Relativamente aos processos nº 1569/RLU/2015 e nº 1570/RLU/2015, já foram realizadas as acções de fiscalização técnica para verificação do cumprimento das intimações? Em caso afirmativo, qual foi o parecer técnico emitido?

4. Pondera a autarquia vir a tomar posse administrativa dos imóveis para executar as necessárias obras coercivamente com a finalidade de repor as condições de segurança e de salubridade?

5. Quais as eventuais medidas e acções previstas, bem como a sua calendarização, para garantir as condições de vida dos residentes e a salvaguarda deste património urbano?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes
Lisboa, 2 de Julho de 2020

04/02/2020

4 de fevereiro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


O eleitos de OsVeres na Assembleia Municipal de Lisboa, Cláudia Madeira e Sobreda Antunes, proferiram um conjunto de intervenções na reunião de 4 de fevereiro:


Cláudia Madeira_Abertura do Debate - Solos Contaminados em Pedrouços:

“Os Verdes decidiram marcar este debate de actualidade sobre solos contaminados nas obras de ampliação da Fundação Champalimaud, porque é importante saber, por parte da CML, o que foi e o que está a ser feito. (…) Os Verdes consideram fundamental que a CML nos esclareça sobre os procedimentos efectuados na obra da Fundação Champalimaud, porque a autarquia não pode fechar os olhos nem ser branda com estas situações.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

 

Cláudia Madeira_Encerramento do Debate - Solos Contaminados em Pedrouços:

"Os Verdes não podem deixar de referir que é lamentável que três anos depois de ter surgido a polémica sobre as obras do Hospital CUF Descobertas, em que o processo foi muito malconduzido e houve falhas por parte das várias entidades envolvidas, ainda seja necessário trazer aqui o tema da contaminação dos solos na cidade. (…) Fica mais caro tratar solos contaminados, mas, para o PEV, os interesses económicos não se podem sobrepor à segurança e à qualidade de vida dos cidadãos. Quando falamos de solos contaminados, falamos de riscos sérios para o ambiente e a saúde pública, e não pode haver qualquer margem para erros ou para facilitismos.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


Sobreda Antunes_Programa Renda Acessível na Rua Gomes Freire:

“Em Outubro de 2018, o que sabíamos é que uma parceria entre a Domus Concept II e a Bergamot havia vencido o concurso público para esta concessão no âmbito do Programa Renda Acessível (PRA). Agora aparece-nos uma denominada empresa Optimistic Parcel. (…) O primeiro pedido de esclarecimento do PEV reporta-se ao motivo porque nos surge uma empresa diferente da inicialmente vencedora. (…) Porque necessita a referida monitorização de ser efectuada com recurso a uma assessoria técnica da SRU?” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

28/01/2020

28 de janeiro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa

O eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa - Cláudia Madeira e Sobreda Antunes - intervieram na reunião de dia 28, no âmbito de um conjunto de assuntos:


Cláudia Madeira - Visão Estratégica para a Mobilidade de Lisboa até 2030


“[Para Os Verdes] parecia-nos lógico que se tivesse feito uma avaliação do PAMUS - Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável do Município de Lisboa 2014/2020 para determinar os passos seguintes, mas isso parece ter sido totalmente ignorado. (…) A CML pode e deve ir mais longe, nomeadamente através da estreita articulação e coordenação entre os diversos municípios da Área Metropolitana, para que as soluções tenham também um âmbito metropolitano. (…) [Para o PEV é importante] fazer com que efectivamente as pessoas não se vejam obrigadas a trazer o carro para a cidade. Quando chegarmos a essa etapa, estaremos no bom caminho, tanto do ponto de vista ambiental como social.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



Sobreda Antunes - Declaração Fundamentada de Carência Habitacional


“[Para Os Verdes] há que pôr fim à espiral especulativa dos valores das rendas, criar programas de construção ou reabilitação de fogos do parque habitacional público, destinados aos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada, adequar os valores das rendas aos rendimentos líquidos do agregado familiar. (…) Em suma, há que defender políticas públicas no domínio da habitação, pois uma oferta habitacional a preços acessíveis por parte da Administração acabará por influenciar a contenção da especulação que hoje domina o mercado imobiliário.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

  

Sobreda Antunes - Construção do parque de estacionamento na Praça José Fontana


“[Para a construção de um parque de estacionamento] pretende-se que, para além do topo da Av. Duque de Loulé, passe a ser incluída parte nascente do subsolo do Jardim Henrique Lopes de Mendonça, na Praça José Fontana, mesmo em frente à Escola Secundária de Camões, através de uma nova cedência do Município. (…) [Os Verdes reforçam] ser também indispensável a antecipada apresentação de um estudo de acessibilidades e fluxos de circulação local, para a envolvente da Praça José Fontana, bem como de avaliação ambiental contendo medidas de protecção das espécies arbóreas do Jardim, como requerido pela DGPC.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



Sobreda Antunes - Relatório do debate temático Carta de Lisboa


“A Carta enuncia um conjunto de direitos e responsabilidades fundamentais, mas que já se encontram consagradas a nível nacional por força da Constituição da República Portuguesa. (…) “Os Verdes” desde sempre sustentaram que compete à Administração Central e Local o reforço de políticas activas e de meios financeiros que valorizem o papel dos cidadãos na sociedade, que promovam a igualdade de direitos, no sentido de eliminar as discriminações que ainda hoje persistem.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


13/11/2019

12 de novembro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


Foram várias as intervenções dos eleitos de Os Verdes na reunião da Assembleia Municipal de ontem, dia 12 de novembro:

Cláudia Madeira_PAOD_implementação de eco-bairros:


“Os Verdes apresentam uma proposta para que a CML dê continuidade ao processo de implementação de eco-bairros na cidade. Numa altura em que as alterações climáticas são um dos grandes desafios que a humanidade enfrenta, precisamos de acções concretas e os eco-bairros são uma excelente oportunidade para promover os princípios da sustentabilidade ambiental, social e económica. (…) Apresentamos também uma recomendação pela melhoria das condições no Complexo Municipal da Boavista, para onde foram transferidos, em Junho, os trabalhadores do Departamento para os Direitos Sociais e da Direcção Municipal de Cultura. Recentemente, Os Verdes fizeram mais uma visita a estas instalações e é notória a falta de condições, nomeadamente a falta de acessibilidades, a falta de uma sala para reuniões e de espaços que sirvam de copa para os trabalhadores que trazem as refeições de casa, a ausência de estores, os problemas na climatização e ventilação e espaços sobrelotados. (…) Apresentamos também uma saudação ao "Dia Europeu da Igualdade Salarial", uma vez que a desigualdade continua a ser uma realidade.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


 Sobreda Antunes_Regulamento do Direito à Habitação:



“Os Verdes reconheçam que o presente Regulamento poderá constituir um importante instrumento de política pública de defesa do direito à cidade, mas como se continua a desconhecer o cadastro do património disponível que suporte a futura oferta de habitação municipal, gostaríamos de melhor entender como pretende o executivo potenciar a reabilitação e construção de novos fogos municipais no curto / médio prazo.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


Cláudia Madeira_1ª Intervenção sobre a Revogação dos Créditos de Construção:


“Os Verdes apresentam uma proposta que pretende que a CML tome as diligências necessárias com vista à revogação dos créditos de construção e o início da revisão do PDM. (…) Os Verdes consideram, por isso, que a atribuição de créditos de construção é totalmente contraditória com uma política sustentável de urbanismo e de ordenamento do território, que deve ser o objectivo primordial de qualquer Plano Director Municipal. (…) Não menos importante é o facto de estarem a ocorrer múltiplas transformações económicas, sociais, culturais e ambientais desde a aprovação do PDM em vigor, o que obriga a (…) iniciar o processo de revisão do Plano Director Municipal de Lisboa que deve contribuir fundamentalmente para uma efectiva melhoria da qualidade de vida e o bem-estar dos cidadãos.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


Cláudia Madeira_2ª Intervenção sobre a Revogação dos Créditos de Construção:


“Os Verdes estão, desde o início, contra a criação dos créditos de construção e consideramos que esta discussão ainda vem reforçar a nossa posição. A solução não passa pela revisão ou suspensão deste mecanismo, pois isso não vai resolver a natureza perversa que este sistema assumiu, razão pela qual tem sido muito contestado ao longo dos últimos tempos. (…) Os factos estão à vista e cabe a cada força política, cabe a cada senhor deputado, também decidir e votar em consciência e se pretende finalmente pôr fim a estes créditos de construção ou se quer continuar a prolongar esta má prática na cidade de Lisboa.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


05/11/2019

5 de novembro - intervenções de Os Verdes na Assembleia da República


Os eleitos de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, intervieram na sessão de dia 5 de novembro sobre questões relacionadas com questões de habitação, turismo e Alojamento Local e a realização da WebSummit na cidade:

Sobreda Antunes interveio sobre o Regulamento Municipal relativo ao Alojamento Local:


“A CML vinha publicitando na sua página da Internet os trâmites de registo de actividade para estabelecimentos de Alojamento Local (AL), procedimentos que nos últimos anos haviam exponencialmente disparado devido ao impacto dos afluxos turísticos a que Lisboa vinha afluindo. (…) [Para o PEV é preocupante o] facto de a Baixa e as avenidas centrais da cidade terem uma concentração de 34,4% de AL, ou seja, o equivalente a quase 3.500 unidades de alojamento. No caso da Colina de Santana, a concentração destas unidades é já de 24,5%, o equivalente a 6.500 alojamentos. (…) Foi este o caos a que o executivo deixou chegar o panorama habitacional da capital, acompanhado da inevitável gentrificação. Porém, ficaram ainda de fora, para observação e acompanhamento, outras 12 áreas com elevado impacto turístico, mas que, para Os Verdes, merecem que rapidamente possam ser incluídas como área problemática e a merecerem um outro tipo de intervenção urgente por parte do Município. (…) Há que priorizar contributos de travagem à especulação imobiliária, à expulsão dos moradores e reverter os nefastos efeitos que estas transformações provocam, ao alterarem profundamente as realidades locais dos bairros.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



Cláudia Madeira interveio sobre a realização da Web Summit em Lisboa e o acordo realizado pela CML:


O PEV nada tem contra a realização deste evento, nem contra a ampliação da FIL ou a realização de qualquer iniciativa que possa dinamizar a economia de Lisboa e do País. No entanto, a nossa divergência reside no acordo entre a CML e a empresa que organiza a Websummit e no conteúdo da proposta que nos é apresentada. (…) Na nossa perspectiva, não deve ser a CML a comparticipá-lo através de um subsídio de três milhões de euros por ano, durante 9 anos (ou seja, são 27 milhões de euros!), o que nos parece excessivo. Falamos de dinheiros públicos investidos em fins privados, o que, por princípio, é errado, principalmente quando há áreas absolutamente prioritárias, como a habitação e os transportes, a necessitar de investimento. O investimento público deve ser canalizado para fins públicos e não privados.” Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



29/10/2019

"Estado da cidade - uma Lisboa para poucos"

Cláudia Madeira, membro da Comissão Executiva de #OsVerdes e eleita, pelo #PEV, na Assembleia Municipal de #Lisboa, escreve regularmente no Jornal Económico. Leia o último artigo de Cláudia Madeira, sobre questões de turismo, #habitação e especulação imobiliária na capital - "Estado da Cidade: uma Lisboa para poucos"

"A taxa turística serve para financiar projetos privados em vez de melhorias na cidade e de medidas de minimização dos impactos do turismo. E a linha circular do Metro, a acontecer, não beneficiaria as populações mas a especulação imobiliária"



18/09/2019

18 de setembro de 2019 - intervenções de Os Verdes na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa


Sobreda Antunes, eleito de Os Verdes, interveio no âmbito da Audição Pública sobre o Regulamento Municipal da Habitação:


“Nos últimos anos, houve famílias que ficaram sem o seu direito à habitação assegurado, empurradas para fora do concelho e para longe dos seus locais de trabalho. Donde, mesmo que os preços das casas se mantenham, há famílias que continuam a não os poder suportar, devido à selvajaria a que chegaram os preços da habitação. (…) Para Os Verdes, a qualidade de vida das pessoas terá de ser sempre prioritária face a interesses económicos alheios.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.


10/09/2019

Reunião da Assembleia Municipal de Lisboa - 10 de setembro de 2019


Cláudia Madeira, eleita de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, interveio 2 vezes na reunião de 10 de setembro da Assembleia Municipal de Lisboa:

Cláudia Madeira apresentou um conjunto de propostas do PEV:


“O PEV apresenta uma recomendação propondo a extinção da SRU Lisboa Ocidental, que é a única que se mantém após a extinção da SRU da Baixa Pombalina e de Lisboa Oriental, pois (…) Os Verdes nunca acompanharam a decisão de criação destas empresas e, após várias alterações aos estatutos, o sector operacional foi sendo retirado da competência da CML. (…) Os Verdes defendem que a SRU deve ser extinta, a responsabilidade das obras deve regressar à CML e os trabalhadores devem aí ser integrados. (…) Os Verdes recomendam também que a Câmara construa um Monumento ao Bombeiro. (…) [Por fim, o PEV] apresenta uma saudação ao Serviço Nacional de Saúde, que comemora o seu 40º aniversário no próximo dia 15 de Setembro.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

  
Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão de Novos Projectos do Fundo de Desenvolvimento Turístico:


“[Para o PEV], a execução dos vários projectos a financiar pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico devia ser uma competência da CML, em função dos projectos e acções que viessem a ser contemplados no plano estratégico de desenvolvimento turístico para a cidade, e não ser delegada noutras entidades. É por essa razão que não concordamos que seja a Associação de Turismo de Lisboa a executar projectos como, por exemplo, a Sustentabilidade Ambiental, nomeadamente ao nível da Limpeza Urbana, que até viu a sua verba ser reduzida a metade.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

12/07/2019

Os Verdes debatem habitação - Lisboa

A eleita de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, Cláudia Madeira, participou no Fórum Lisboa da Rádio Amália para debater a habitação e os pombos na cidade


Ouça aqui

09/05/2019

Os Verdes pretendem saber o número de casas de bairros municipais devolutas e a capacidade de resposta social

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML o número de casas de bairros municipais devolutas e a capacidade de resposta social.

REQUERIMENTO:

De acordo com informação disponibilizada pelo Município, o acesso de cidadãos a um fogo municipal é feito por concurso, sendo regulado pelo Regulamento do Regime de Acesso à Habitação Municipal (RRAHM), que entrou em vigor em 30 de Dezembro de 2009. Este procedimento obedece, numa primeira fase, ao preenchimento de um formulário electrónico.

A classificação das candidaturas é, de seguida, efectuada mediante a aplicação de uma matriz que avalia o grau de carência socioeconómica e habitacional do agregado familiar que requer a habitação, de acordo com diversas variáveis. Os fogos são depois atribuídos aos candidatos com maior pontuação, de acordo com a tipologia do fogo adequada ao seu agregado. 

No entanto, constatam-se repetidas intervenções por parte de cidadãos em quase todas as reuniões da Assembleia Municipal sobre questões da habitação, em que a ocorrência destes pedidos é permanente. 

São também cada vez mais frequentes os casos de fogos sobrelotados, a sucessão de ocupações seguidas de despejos, o que comprova o desespero social de famílias e seus filhos para evitarem viver nas ruas. Ou seja, as pessoas recorrem à ocupação de casas há muito abandonadas em bairros sociais, cujos numerosos agregados, sem capacidade económica para recorrerem ao mercado privado, aguardam, durante anos, que lhes seja atribuída habitação municipal de renda a custos realmente acessíveis.

Considerando que a Constituição da República no seu artigo 65º prevê que todos os cidadãos têm direito a uma habitação de dimensões adequadas.

Considerando que a cidade de Lisboa enfrenta uma crise habitacional, havendo famílias que em situação de desespero social e carência financeira encontram refúgio em casas municipais há muitos anos desabitadas e devolutas, sendo posteriormente essas famílias despejadas sem lhes ser oferecida uma opção de habitação adequada pela CML.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 - Quantas famílias ou agregados familiares se encontram inscritos e em lista de espera, como candidatos a um fogo municipal?

2 - Do universo da habitação municipal, quantos fogos se encontravam devolutos, à data de Dezembro de 2018? 

3 - Dos fogos devolutos, quantas casas se encontram entaipadas, em reabilitação temporária e prontas para entrega imediata até ao final de 2019?

4 - Porque permanecem encerradas, e sem serem atribuídas por tempo prolongado, casas e lojas de bairros municipais?

5 - Quais os procedimentos e medidas adoptadas pelo Município de Lisboa nas situações de ocupações de casas e lojas de bairros municipais devolutas por indivíduos ou agregados familiares que se encontram muitas vezes em situações de desespero social e financeiro para evitarem viver nas ruas?

6 - Quantos indivíduos ou agregados familiares foram despejados de casas e lojas de bairros municipais devolutas sem lhes ser oferecida uma opção de habitação adequada pela CML, durante os anos de 2017 e 2018?

17/11/2018

Intervenção sobre a Moção - «A habitação é um direito de todos, não um privilégio de alguns!»



Em primeiro lugar, cumpre-me dirigir as minhas saudações à 14ª Convenção do Partido Ecologista “Os Verdes” e, em particular, aos nossos convidados presentes.
Como é sabido, o direito à habitação encontra-se consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e, desde 1976, na Constituição da República Portuguesa. O seu art. 65º diz, expressamente, que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. Mas diz mais.
Como deveria ser do conhecimento de todos, estipula ainda que, vou citar, “para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado programar e executar uma política de habitação, promover, em colaboração com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais, o acesso à habitação própria ou arrendada, bem como incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais”.
Para tal, o Estado deverá “adoptar uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria” e, ainda, que “as pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social”, bem como também “os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente, no acesso à habitação”.
No entanto, nos últimos anos, constata-se que a habitação tem vindo a tornar-se um negócio altamente lucrativo, fruto da desenfreada especulação imobiliária, ao mesmo tempo que se tem assistido a um aumento brutal das rendas, mas também como resultado da pressão turística, do aumento do alojamento local, e do processo de gentrificação nos centros históricos que tem conduzido ao despejo de milhares de famílias das suas casas, bem como de muitas pequenas empresas, colectividades e associações, com a consequente perda de identidade dos bairros e das relações de vizinhança.
Desde sempre “Os Verdes” vem denunciando que, por o acesso à habitação se ter tornado não apenas muito mais difícil, como frequentemente impossível para muitos milhares de pessoas, uma habitação condigna é ainda um direito difícil de concretizar e as famílias que perderam a capacidade de arrendar uma casa, vêem-se obrigadas a arrendar um quarto, já a preços exorbitantes. Também as ofertas de habitação pública, incluindo as de origem municipal, são diminutas, apesar de existir um número considerável de fogos fechados e devolutos.
Por sua vez, o crescimento do turismo veio agudizar este panorama, acabando por retirar milhares de habitações do mercado, diminuindo a oferta e aumentando a especulação e os preços, sendo as rendas praticadas proibitivas para a esmagadora maioria das famílias, resultando ainda na perda de moradores principalmente dos centros das cidades.
Acresce ser indiscutível que, para “Os Verdes”, os despejos só serão travados quando o Novo Regime do Arrendamento Urbano for definitivamente revogado.
Por isso, é completamente inaceitável que os centros urbanos se estejam a transformar num negócio anti-social, uma vez que estão meramente subordinados às leis do mercado, acabando por empurrar os habitantes para fora das cidades.
Exatamente por estas razões, para “Os Verdes”, sempre foi inadiável concretizar o direito à habitação previsto na Constituição da República Portuguesa, dinamizando o arrendamento de forma sustentável, justa e credível e garantindo estabilidade e segurança aos cidadãos.
Face ao exposto, e conscientes de que os problemas da habitação não se resolvem com meras alterações legislativas pontuais ou superficiais, “Os Verdes” propõem-se prosseguir e reforçar a sua luta em defesa da habitação, exigindo a revogação do Novo Regime do Arrendamento Urbano, pugnando por uma política pública de habitação, essencial para concretizar a redução das desigualdades, para promover a justiça social e o desenvolvimento do País, e que proteja adequadamente os inquilinos e os moradores das cidades, através de programas eficientes de recuperação dos fogos degradados e devolutos, que possam ser colocados ao serviço das populações.
“Os Verdes” devem reforçar o princípio de que a habitação não pode ser um privilégio de alguns, mas antes um direito de todos!
Porque falta cumprir Abril, por ser urgente uma política consequente em defesa do acesso dos cidadãos a uma habitação condigna, a preços justos e que seja garante da qualidade de vida das famílias, propõe-se que a XIV Convenção do Partido Ecologista “Os Verdes” delibere:
1 - Exigir do Governo que assuma efetivamente a sua responsabilidade no que diz respeito ao direito à habitação, consagrado no Artigo 65º da Constituição da República Portuguesa, através de uma política pública de habitação.
2 - Pugnar pela urgente revogação do Novo Regime do Arrendamento Urbano, mais comummente apelidado de lei dos despejos.
3 - Continuar a denunciar o modelo de desenvolvimento que privilegia o lucro, em detrimento da concretização de um direito constitucional, lutando por soluções alternativas e sustentáveis, em defesa da qualidade de vida das pessoas.
Viva a XIV Convenção do Partido Ecologista “Os Verdes”

Lisboa, 17 de Novembro de 2018
J. L. Sobreda Antunes

26/10/2018

Debate “Colina de Santana, Nova Fronteira da Especulação Imobiliária?”



Goethe-Institut, Lisboa, 26 de Outubro de 2018

Em primeiro lugar, cumpre-nos agradecer o aliciante convite para contribuirmos para o debate sobre a ‘Nova Fronteira da Especulação Imobiliária’ na Colina de Santana. Questionemos, no entanto, se será que representa mesmo um ‘novo’ processo de especulação.
Ao longo de várias décadas, os antigos Hospitais Civis de Lisboa, designados e configurados como um grupo hospitalar, foram objecto de diversas alterações organizativas e regulamentares, tendo passado a integrar o Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E., nos termos do D-Lei nº 50-A/2007, de 28 de Fevereiro e do D-Lei nº 44/2012, de 23 de Fevereiro.
As unidades hospitalares da Colina de Santana têm constituído, apenas, mais uma das facetas do extenso património do Estado, na cidade de Lisboa, objecto de especulação, através da empresa Estamo, criada em 1993, quando Cavaco Silva chefiava o Governo. Com que objectivos? Primeiro para extinguir equipamentos do Estado e lançar os respectivos terrenos e construções nos meandros do negócio imobiliário, depois, e principalmente, para promover ficcionalmente a redução do défice. Com efeito, especular significa procurar vantagens próprias à custa de outrem.
Pelo D-Lei nº 185/2002, já o Governo de Durão Barroso / Manuela Ferreira Leite definira os princípios e os instrumentos para o estabelecimento de parcerias em saúde, em regime de gestão e financiamento privados, estipulando, no seu art. 7º, que os activos patrimoniais hospitalares poderiam envolver “a alienação de património do Estado ou de outras entidades públicas”. Eis um bem antigo exemplo das famosas parcerias público privadas na área da Saúde.
De seguida, e durante anos, sucessivas Leis do Orçamento de Estado foram definindo critérios e consignando especificações para a alienação e oneração de imóveis envolvendo como intermediária, pelo menos até 2008, a empresa Sagestamo - Sociedade Gestora de Participações Sociais Imobiliárias, S. A., criada pelo Decreto-Lei nº 209/2000, de 2 de Setembro.
Desde então, todos os Orçamento de Estado estipulavam a “alienação de bens imóveis do Estado e dos organismos públicos às empresas (…) subsidiárias da Sagestamo”, processando-se por ajuste directo. Enquanto à Sagestamo, do grupo Parpública, lhe competia gerir a carteira de imóveis, a sua subsidiária Estamo era quem tinha competência para a sua venda. Por sua vez a Estamo ganhou maior fôlego, em 2007, pela fusão com a empresa Locagest, durante a vigência do primeiro Governo de José Sócrates.
Um breve parêntese apenas para exemplificar, com números recentes, o que valem estas empresas. Só o grupo Parpública registou no primeiro semestre de 2018 um lucro consolidado de 48,7 milhões €, o que representa uma evolução bastante positiva quanto comparado com o resultado de 7 milhões € obtido no primeiro semestre do ano anterior.
Foi também em 2007, com o Decreto-Lei nº 280/2007, que se estabeleceram “as disposições gerais e comuns sobre a gestão dos bens imóveis dos domínios públicos do Estado”. Foi com base neste diploma e na subdelegação de competências dos Ministros das Finanças e da Saúde nos seus Secretários de Estado, pelo Despacho nº 22.453/2009, que foi confirmada a autorização da celebração de contratos de gestão imobiliária e respectiva afectação dos valores da alienação dos prédios de 4 hospitais da Colina de Santana.
Esta decisão surge consubstanciada na “Lista de alienação de imóveis do Estado em 2009”, onde se identifica cada processo patrimonial com a designação de vários imóveis a alienar, incluindo, nomeadamente, os prédios urbanos dos Hospitais dos Capuchos, São José, Miguel Bombarda e de Santa Marta.
À custa do anunciado encerramento de serviços públicos essenciais, o Estado encaixava um total de 111.440.250,00 €. Como? Com a Estamo, empresa do Ministério das Finanças, a ‘adquirir’ aqueles Hospitais ao Ministério da Saúde e encomendando discretamente, sem concurso público, os projectos para os terrenos libertados pela destruição dos referidos Hospitais.
O objectivo imediato residiu em a Estamo pagar ao Estado o valor dos edifícios a alienar e o Estado arrecadar receita para ficcionar a redução do défice. Pura engenharia financeira em que o Estado vendeu ao próprio Estado, dissimulando, assim, as contas públicas. Os hospitais, incluindo os da Colina de Santana, constituíram, como se comprova, um óptimo balão de ensaio para esta camuflagem financeira.
E para que não restassem dúvidas, a proposta contida no “Relatório final do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar”, datado de Novembro de 2011, esclarecia que se tinha em vista “uma redução no financiamento das unidades hospitalares (só para 2012) de cerca de 358 milhões €, em linha com a redução do orçamento da saúde para os Hospitais” e “uma redução potencial da estrutura de custos das unidades hospitalares estimada em cerca de (mais) 476 milhões €”, num total de 834 milhões €. Estes “objectivos (tinham) como corolário atingir uma redução (…) dos custos operacionais dos hospitais” em pelo menos 15%. Ou seja, mera operação de agiotagem financeira à custa da nossa saúde!
De tal modo que, em 2012, o próprio Tribunal de Contas procedeu a uma auditoria às alienações de imóveis do património público estatal (no valor de 1.381 milhões €) efetuadas no último sexénio a favor de empresas públicas, tendo concluído (cito) pela “necessidade de uma aplicação rigorosa da lei e da reforma dos procedimentos insuficientes e inapropriados que se generalizaram nessas vendas”.
Este pouco divulgado Relatório nº 41, de Dezembro de 2012 de ‘Auditoria à alienação de imóveis do Estado a Empresas Públicas’ concluiu ainda que (cito de novo) “ser deficiente e inapropriada - ou, mesmo, inexistente - a fundamentação das decisões de alienação de imóveis, face ao exigido pelo regime jurídico do património imobiliário público”. Conferir www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2012/2s/audit-dgtc-rel041-2012-2s.pdf
Ora, os contratos-promessa de compra e venda previam a ocupação dos edifícios, sem o pagamento de qualquer compensação, mas só até 31 de Dezembro de 2010. Pelo que, a partir daquela data, se os edifícios continuassem ocupados sem ter sido celebrado contrato de arrendamento, o Estado obrigava-se a pagar à Estamo uma indemnização mensal correspondente a 6,5%, sobre 12 meses, calculada sobre o preço do imóvel, actualizado anualmente, de acordo com o índice de preços no consumidor estabelecido pelo INE, até à sua entrega, livre e devoluta. Já lá vão 8 anos!
E qual tem sido o papel da CML em todo este processo? Primeiro deveras interessadíssima, embora hoje bem mais na expectativa, pois apenas quando pressionada pelos debates públicos, nomeadamente, na Assembleia Municipal de Lisboa, e o reiterado protesto de cidadãos e profissionais da saúde, pareceu despertar da sua letargia.
Recordemos que os citados Orçamentos de Estado até atribuíam “aos municípios da localização dos imóveis, o direito de preferência nas alienações realizadas através de hasta pública”, ou seja, a possibilidade de novas receitas complementares para a CML.
No entanto, não nos podemos esquecer que foi a própria vereação PS quem, logo em Abril de 2009, promoveu a divulgação dos projectos da Sagestamo, datados de Novembro de 2007, para os “Terrenos, Hospitais e Instalações Militares com desafectação prevista em Lisboa”.
E seria também a própria CML, antevendo futuras receitas, fruto dos projectos imobiliários e de novas taxas de IMI, quem acabaria por promover vários loteamentos para a Colina de Santana. E porquê? Porque a CML via ali (cito) “o interesse excepcional destes projectos e as mais-valias” que poderiam trazer para a cidade, tendo procedido à publicitação dos Pedidos de Informação Prévia (PIP) dos promotores privados.
De imediato surgiram (em Julho de 2013) projectos e maquetas, quando a Estamo, em conjunto com o representante da CML e os arquitectos responsáveis pelos vários projectos apresentaram, em sessão pública na Ordem dos Arquitectos, os referidos planos de arquitectura correspondentes aos 4 PIP, para aferir a viabilidade da realização das operações de loteamento.
O projecto urbano previa a conversão dos 4 hospitais em espaços com valências hoteleiras, de habitação, comércio, estacionamento e lazer. O valor estimado do investimento para realizar o projecto com novas construções, reabilitação e arranjos exteriores estava avaliado, no mínimo, em 250 milhões €.
Este negócio deixaria a Saúde e os residentes do centro de Lisboa sujeitos a um genuíno processo de despejo. A alternativa oferecida pelo Governo era a transferência destas unidades, com a perda de mais de 900 camas, para um novo hospital em Chelas, com custos previstos superiores a 600 milhões €.
E eis senão quando o sr. vereador do Urbanismo (Manuel Salgado) anunciou que os PIP estavam suspensos até ser aprovado um Programa de Salvaguarda e Regeneração Urbana, envolvendo a CML, a Estamo (claro) e a Universidade de Lisboa. E o então sr. presidente da CML (e actual 1º Ministro) afirmava que o fecho de hospitais na Colina de Santana era uma “oportunidade de regeneração”, entenda-se, de negócio imobiliário.
Afinal, de que lado tem estado a CML? Da parte da AML ainda foi promovido, no início de 2014, um debate temático em 4 sessões. Pelo que é urgente que o Município e o Governo reconsiderem e revejam os projectos no respeito pelas valências que hoje ameaçam destruir, revertendo todo o processo.
É indispensável que os munícipes persistam nas suas justas reivindicações no direito a residir em Lisboa e a usufruir de equipamentos e serviços públicos. E porquê? Porque a CML mantém na sua página da Internet, em suspenso, o ‘Programa de Acção Territorial para a Colina de Santana’ que tem, como promotora, não outra senão a inevitável Estamo! http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/reabilitacao-urbana/programa-de-acao-territorial-para-a-colina-de-santana
Este PAT (Proposta nº 221/2014) foi aprovado na AML em Julho de 2014, com os votos contra de poucos GMs em metade das suas alíneas. Conferir http://www.am-lisboa.pt/301000/1/000533,000002/index.htm
Vemos principalmente nestes projectos urbanos uma oportunidade de negócio financeiro para o Governo e para a CML de mãos dadas com os privados. Consideramos inadiável a salvaguarda e o respeito pelas unidades histórico-artísticas na sua componente de saúde, bem como de habitação condigna, que devem prevalecer acima dos interesses especulativos e de acções de pretensa modernização urbanística.
O que está em curso são afinal ‘velhos’ processos ditos de valorização imobiliária, acompanhados da deslocação dos moradores com menor poder económico e da sua substituição por residentes com maior capacidade de pagar elevados impostos ao Estado e à CML.
Que não haja ilusões. De ‘novo’, esta fronteira de especulação imobiliária não tem nada! Ao longo de todo este processo, constata-se que para os Governos de PS, PSD e CDS os números tem sido apenas um ‘fim’. Para os cidadãos significaria o ‘fim da linha’ no direito pelo acesso à Saúde e à Habitação consignados na Constituição da República Portuguesa. Os munícipes, os utentes e os trabalhadores não precisam deste projecto da Estamo para a Colina de Santana; não querem mais especulação imobiliária; os cidadãos exigem e lutam pelo SNS, com melhores cuidados de saúde, e defendem o direito a uma habitação digna.
Em coerência com os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, repudiamos medidas que conduzam à especulação imobiliária, que representem a expulsão de moradores e um prejuízo para a cidade ou que não contribuam para a reabilitação da habitação e das unidades de saúde da Colina de Santana. Porque, para Os Verdes, ‘Morar em Lisboa’, ou em qualquer outro ponto do País, é um desígnio constitucional!

J. L. Sobreda Antunes
Partido EcologistaOs Verdes

19/10/2018

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre o Convento do Beato e edifícios da área envolvente

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o Convento do Beato e edifícios da área envolvente.

REQUERIMENTO:

No século XV, a Rainha D. Isabel quis construir um retiro para os frades “lóios”, o que só viria a ser concretizado um século depois pelo Frei António da Conceição - conhecido por Beato António -, que erigiu um grandioso Convento que resistiu ao terramoto de 1755. Com a extinção das ordens religiosas, o Convento do Beato foi vendido e convertido numa grande fábrica de moagem e transformação de cereais e, posteriormente, restaurado no final do século XX, sendo hoje um património de inquestionável interesse público da cidade de Lisboa.

Em 1999, o grupo Cerealis adquiriu este imóvel à Nacional - Companhia Industrial de Transformação de Cereais SA, tendo procedido à reabilitação e conservação do Convento do Beato. Por outro lado, este grupo procedeu ao desenvolvimento de um projecto urbanístico na sua área envolvente onde já existem alguns edifícios construídos para requalificação e criação de condomínio privado destinado a famílias nacionais e estrangeiras.

O Convento do Beato está classificado como património de interesse público desde 1984 e já recebeu vários eventos de cariz cultural, como a Gala do Beato ou o Portugal Fashion, tendo sido distinguido como a melhor sala de eventos pela Portugal Trade Awards.

Em Junho passado, o Grupo Cerealis vendeu o Convento do Beato e área envolvente ao Grupo Suíço Larfa Properties, após a CML não ter exercido o direito de preferência sobre aquele antigo Convento e os edifícios da área envolvente, os quais poderiam vir a ser objecto de um projecto urbanístico da autarquia, por exemplo, no âmbito do Programa de Renda Acessível.

Ora, o Programa Renda Acessível da CML visa a regeneração urbana e o rejuvenescimento da cidade, onde poderia ser enquadrada a zona do Beato e em particular a área envolvente deste imóvel, representando uma alavanca para a valorização desta zona da cidade. A CML poderia garantir a salvaguarda do interesse público deste imóvel para a cidade, considerando, inclusive, uma programação de actividades e eventos neste convento, numa base de longo prazo.

Como a CML abdicou daquele direito de preferência, o novo proprietário irá dar seguimento ao projecto de urbanização para a construção de um condomínio com seis edifícios residenciais da autoria do arquitecto Tomás Salgado.


Considerando que a própria autarquia reconhece que o Convento do Beato é um património histórico e cultural relevante na cidade de Lisboa e que o Programa Renda Acessível (PRA) é estratégico para a regeneração urbana e o rejuvenescimento da cidade?

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Qual o motivo que terá levado a autarquia a ter abdicado do direito de preferência sobre o Convento do Beato e/ou os edifícios da sua área envolvente?

2. Qual o montante solicitado pelo Grupo Cerealis para a autarquia poder exercer o direito de preferência sobre aquele antigo Convento e/ou os edifícios da área envolvente?

3. Pondera ainda a CML consensualizar com o actual proprietário, para aquele conjunto ou em parte, o seu uso no âmbito do Programa Renda Acessível?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultada:
- Listagem ou inventário dos imóveis particulares que o Município de Lisboa considera de interesse estratégico, no âmbito da sua política municipal de aquisição de edifícios privados.