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07/11/2017

OEIRAS - Verdes preocupados com falta de qualidade e quantidade das refeições escolares


A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educaçãosobre a falta de qualidade das refeições fornecidas às crianças da Escola EB 2/3 Noronha Feio (Queijas, concelho de Oeiras),


Pergunta:

O Grupo Parlamentar Os Verdes recebeu uma reclamação da Associação de Pais e
Encarregados de Educação (APEE) da Escola EB 2/3 Noronha Feio (Queijas, concelho de Oeiras), a propósito da falta de qualidade das refeições fornecidas às crianças deste estabelecimento de ensino.

A escola Noronha Feio foi, há pouco tempo, alvo de uma situação absolutamente inaceitável e escandalosa, quando foi servida uma refeição aos alunos constituída por frango com arroz, encontrando-se o frango efetivamente cru. Esta situação foi bastante divulgada nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social e, portanto, generalizou-se o seu conhecimento púbico. Este facto levou a que rapidamente fossem denunciadas outras situações similares, em diversos estabelecimentos de ensino, o que demonstra que não estamos perante um caso pontual, mas sim perante situações generalizadas, que resultam na falta de qualidade das refeições escolares servidas a crianças e jovens.

A APEE da escola Noronha Feio alerta também para o facto de aquele caso não ter sido único dentro daquela escola, na medida em que a falta de qualidade é recorrente, para além da questão da quantidade, que, segundo nos informaram, é sistematicamente insuficiente.

O PEV considera que estas situações não são toleráveis! A verdade é que os casos que nos têm surgido como queixas são de cantinas concessionadas a empresas privadas, sendo que o preço base estabelecido para as refeições, no âmbito do concurso público de fornecimento alimentar, da responsabilidade da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, contribui para a falta de qualidade das refeições fornecidas e favorece maus comportamentos das empresas, inclusivamente no que respeita à carência de trabalhadores, questão que não deixa também de se refletir na capacidade de confeção dos alimentos.

Estamos, entretanto, a falar de crianças, as quais acabam, muitas vezes, por dispensar o almoço por não suportarem ingerir os alimentos que lhes são colocados no prato. A escola acaba, desta forma, por contribuir para a má alimentação dos seus alunos, o que se torna inconcebível, tendo em conta até a responsabilidade que o ensino tem nas mais diversas formas de gerar hábitos conscientes e saudáveis.


Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta a presente Pergunta ao Ministério da Educação, para que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1. Assim que o Ministério da Educação tomou conhecimento da situação ocorrida na Escola EB2/3 Noronha Feio, sobre o episódio «frango cru», que medidas tomou imediatamente no sentido de garantir que não se voltaria a repetir?

2. Sabe o Ministério da Educação como foram (ou se foram) as crianças compensadas pela refeição que não tomaram, nesse caso da escola Noronha Feio? Foi-lhes disponibilizada alguma alternativa alimentar no momento?

3. Tem o Ministério da Educação consciência de que este episódio não foi pontual, mas que a falta de qualidade das refeições escolares é recorrente na escola Noronha Feio e também em múltiplas escolas do país?

4. Considera o Ministério da Educação que o preço mais baixo por refeição pode continuar a ser o critério preponderante de atribuição do serviço de refeição escolar, no âmbito de concurso público?

5. O que pensa, efetivamente, o Ministério da Educação fazer, a curtíssimo prazo, para resolver o problema da falta de qualidade dos almoços escolares?


6. Relativamente à pouca quantidade de alimentos fornecida ao almoço, a cada aluno, o que pensa o Ministério da Educação fazer, de imediato, para a adequar às necessidades das crianças e jovens?

06/03/2017

Lisboa: Os Verdes propõem o Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação nas Escolas de Lisboa, o fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino e uma Saudação ao Dia Internacional da Mulher

Amanhã, dia 7 de Março, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Recomendação propondo qua a CML assuma a iniciativa de atribuição de um Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação para as escolas de Lisboa, uma vez que a alimentação tem efeitos directos na saúde e no bem-estar.

As escolas, onde as crianças passam uma parte significativa do dia, são um local privilegiado e decisivo para a promoção da saúde e de estilos de vida saudáveis, tendo, assim, a responsabilidade de fomentar uma alimentação saudável, o que deverá passar pelos conteúdos dos currículos escolares, mas também pelo próprio fornecimento de refeições equilibradas.

Uma Recomendação “Pelo fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino”, como forma de manifestar a preocupação do PEV relativamente a esta matéria.

Para Os Verdes, a municipalização da educação pode colocar em causa a autonomia das escolas, podendo ainda comprometer a educação pública universal e, até, nalguns casos, o seu carácter democrático.

Por fim, uma Saudação ao “8 de Março - Dia Internacional da Mulher” onde saúda todas as mulheres portuguesas e em particular as trabalhadoras do Município de Lisboa.

Apesar de muitas e significativas melhorias na vida das mulheres e do reconhecimento da igualdade na lei, um pouco por todo o mundo, são vários os motivos que ainda hoje nos levam a assinalar esta data, pois persistem muitos factores de discriminação, de retrocesso e de ameaça a direitos conquistados.

Leia abaixoo texto completo das recomendações e do voto apresentados:

Recomendação 04/134 (PEV) - Selo Escola Amiga da Nutrição e Alimentação nas Escolas de Lisboa

Recomendação 03/134 (PEV) - Pelo fim da desresponsabilização do Estado e da municipalização do ensino

Voto 04/134 (PEV) – 8 de Março Dia Internacional da Mulher

14/10/2016

Pontos de recolha de rolhas de cortiça, Alimentação e Acordo de Paris na agenda da Assembleia Municipal por proposta de Os Verdes

No dia 18 de Outubro, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Saudação ao “Acordo de Paris” que Portugal ratificou, devendo implementar medidas de combate às alterações climáticas, o que, para Os Verdes, passa pela aposta na produção nacional e pela promoção do transporte colectivo.

Os Verdes alertam ainda para o facto de haver algumas fragilidades no acordo e de rejeitarem a mercantilização dos mecanismos para atingir a meta proposta, como o mercado de carbono, que além de não ter reduzido as emissões, acaba por ter um efeito nefasto, ou os sumidouros de carbono.

Uma Recomendação sobre os “Pontos de recolha de rolhas de cortiça” como forma de promover a reciclagem da cortiça que é um produto de origem natural, reutilizável e reciclável a 100%. Esta proposta visa que a CML pondere a instalação de pontos de recolha de rolhas de cortiça, designadamente junto a ecopontos, incorporando-os na rede de recolha selectiva; a promoção da sua recolha junto de estabelecimentos de restauração, hotelaria, postos de higiene urbana e mercados municipais e ainda a promoção de iniciativas junto das escolas do município.

Por fim, uma Recomendação referente ao “Dia Mundial da Alimentação”, propondo que a CML incentive e desenvolva campanhas de saúde pública preventiva, junto dos agrupamentos de escolas básicas do Município; integre iniciativas governamentais de sensibilização e educação sobre nutrição e acompanhe a promoção de projectos escolares sobre as vantagens de uma alimentação saudável para a saúde humana e de combate à obesidade infantil e ainda que organize iniciativas municipais que conduzam a uma melhor integração de educandos e famílias em condições de evidente debilidade clínica e de fragilidade dos seus níveis social e económico.

07/07/2009

Vegetais são os alimentos com mais antioxidantes

Uma dieta rica em vitaminas e enzimas é a melhor fonte de antioxidantes. Amoras e ervilhas são óptimas opções. Os antioxidantes são essencialmente vitaminas (A, C e E) e enzimas e estão presentes sobretudo nas frutas e legumes.
“As pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas em ingerir alimentos como os vegetais, ricos em propriedades antioxidantes”. A constatação é dos nutricionistas, que associam este maior cuidado com a saúde “à forte evidência científica na prevenção de doenças e haver cada vez mais divulgação desta informação”.
“Quanto mais coloridos forem, mais ricos são”, garantem os médicos. “Os fitoquímicos, as substâncias que dão cor aos vegetais, têm muitas propriedades antioxidantes”.
Exemplo são os frutos vermelhos, como a amora, a framboesa, o morango e os mirtilos, em que “a sua cor avermelhada escura é representativa dessa acção preventiva”. Outras frutas como a melancia e o tomate e os citrinos, quivi e a manga, ricos em vitaminas C e A, também têm as mesmas propriedades contra o envelhecimento.
“Os frutos secos, por exemplo, riscos em vitamina E, também são óptimos pela sua acção antioxidante. No entanto, um estudo indica que a ingestão deste grupo de vitaminas em doses muito elevadas aumenta o risco, apesar de pequeno, de doenças cardiovasculares”, alerta um farmacologista.
As substâncias antioxidantes também podem ser consumidas no peixe e na carne, fontes de selénio e potássio, no alho, cereais, chás e mariscos.
“Pelo estilo de vida que temos hoje em dia, o stress, o tabaco, deixam o nosso organismo mais sujeito à produção de excluir os radicais livres nocivos. O nosso organismo tem capacidade de os excluir, mas quando são produzidos em excesso podem tornar-se perigosos. Por isso temos de ter estes alimentos na base da nossa alimentação, para conseguir neutralizar essas moléculas prejudiciais”.
“Os portugueses deviam sentir-se uns privilegiados nesta matéria, porque a nossa dieta mediterrânica é óptima para combater os radicais livres e retardar o envelhecimento”, constata um professor de farmacologia. De qualquer forma, basta a ingestão de uma dieta pouco calórica e nutritiva para se conseguir viver mais tempo, dizem os especialistas.
Um estudo de uma associação britânica sugere ainda que a restrição calórica, mas com qualidade nutricional, aumenta a vida de muitos animais em 30% a 40%.

25/02/2009

Assar no carvão pode produzir composto cancerígeno

Sardinhas ou postas de salmão assadas perto das brasas adquirem compostos carcinogénicos, segundo concluiu uma equipa de investigadores da Universidade do Porto. A mesma equipa chegou a conclusões idênticas em relação à carne assada na brasa, o que prova que o problema está na forma e no tempo de confecção.
“Tudo depende da temperatura e do tempo de cocção [cozedura], já que esses dois factores têm influência na quantidade e no tipo de ‘aminas aromáticas heterocíclicas’ (HAA), os elementos carcinogénicos em estudo”.
O estudo espera agora a publicação na revista da sociedade americana de química, ‘Journal of Agricultural and Food Chemistry da American Chemical Society’, mas os cientistas portugueses sabem que a sua inserção já foi aprovada.
Para a principal autora da investigação do Serviço de Bromatologia da Faculdade de Farmácia (FFUP), os valores de HAA detectados eram tanto mais elevados quanto mais bem passados estavam os alimentos.
Ou seja, o grau de cozedura “influenciou significativamente a formação de HAA nas sardinhas grelhadas, já que nas amostras mal passadas não se detectaram HAA, ao contrário do que se verificou nos alimentos bem passados”.
O salmão grelhado bem passado também apresentou as HAA, embora com um perfil diferente do das sardinhas grelhadas. Provou-se “que a temperatura e a proximidade à fonte de calor são factores determinantes na formação” destas substâncias cancerígenas.
Como o testaram os investigadores? Colocaram as sardinhas perto das brasas, durante quatro minutos de cada lado, comparando em seguida com outras sardinhas grelhadas mais afastadas do carvão. E, nestas últimas, não encontraram HAA. Outra das tarefas foi grelhar salmão no carvão e em grelhadores eléctricos até que este tivesse bem passado.
O tempo de cozedura foi igual em ambos os métodos, excepto nas substâncias cancerígenas. Os teores mais elevados de HAA foram observados nas postas grelhadas na brasa, perto da fonte de calor, onde as temperaturas rondavam os 280 ou 300 graus Celsius. Nas que foram assadas sobre a chapa eléctrica ou afastadas do carvão detectaram-se substâncias cancerígenas baixas. Acrescente-se que no grelhador eléctrico as temperaturas não ultrapassavam os 200 graus.
A mesma equipa publicou recentemente na mesma revista norte-americana um estudo sobre as vantagens de marinar carne em vinho ou cerveja, antes de ser cozinhada, para evitar a formação daqueles compostos. E verificou-se “uma redução significativa destas nas amostras de bife grelhado, marinado em vinho ou em cerveja. O uso destas marinadas permite reduzir a exposição dos consumidores a estes compostos”.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/02/23/sociedade/assar_carvao_produz_composto_canceri.html

22/02/2009

Publicidade a alimentos hipercalóricos

A endocrinologia Isabel do Carmo defendeu na 5ª fª o fim da publicidade a alimentos hipercalóricos em programas infanto-juvenis como medida de combate à obesidade, um problema que em Portugal tem particular incidência nas crianças.
Este seria um dos grandes investimentos a fazer em matéria de campanha contra a obesidade, tendo em conta que mais de 90% dos alimentos publicitados para as crianças são hipercalóricos.
Além desta medida, a também directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e coordenadora do livro “Obesidade em Portugal e no Mundo” que foi agora lançado em Lisboa, defende uma aposta política que passa, por exemplo, pela inclusão de nutricionistas no Sistema Nacional de Saúde.
“Há muito poucas medidas. A única é a regulamentação que passou a recomendação para os bares das escolas. As cantinas são razoáveis, melhoraram um bocadinho, mas quanto aos bares, uns seguem a recomendação e outros não”.
Uma campanha forte e sustentada, adiantou, teria de ser semelhante à que foi feita com o tabaco, pelo que não chegam “as poucas medidas” tomadas até ao momento. Fazer regredir as taxas elevadas de obesidade é possível, como mostra o caso da Suécia, onde campanhas contra o problema já levaram a uma melhoria dos números.
A obesidade tornou-se um dos grandes problemas de saúde pública no final do século XX e um dos maiores do século XXI, com dimensões que ultrapassam e muito as questões plásticas que levam, sobretudo as mulheres, à consulta da especialidade ou ao consumo de medidas avulsas de tratamento.
Portugal aparece neste livro como um país médio em matéria de incidência da obesidade juntamente com Espanha e Grécia, mas não é por isso que a situação deixa de ser preocupante, em especial nas crianças de vários escalões etários.
“É preocupante porque enquanto nos adultos nos situamos na média da Europa, nas crianças estamos entre os piores. Dos três aos 18 anos temos os piores números o que quer dizer que as actuais crianças e jovens vão ser muito mais obesos do que os adultos actuais e isso é assustador”.

Ver
www.jornalbriefing.iol.pt/noticia.php?id=1044114&div_id=3418

25/12/2008

Sem-abrigo com refeição biológica

Uma Associação sem fins lucrativos, que tem por objectivo dar apoio, alimentação e alojamento aos sem-abrigo, crianças, adolescentes e idosos socialmente desfavorecidos e vítimas de violência ou maus-tratos, independentemente da sua nacionalidade, credo religioso, política ou etnia, organizou hoje um almoço de Natal Biológico para pessoas sem casa e que vivem sozinhas.
“É o primeiro Natal em que fazemos um almoço no dia 25. (Ontem, na) véspera de Natal entregámos cerca de 150 refeições em Lisboa e convidámos todas as pessoas para virem cá hoje”.
Além dos sem-abrigo, com quem a associação trabalha, estiveram também no almoço idosos que habitam na freguesia de São João, que assim “quebram o isolamento” e se distraem. “Gosto de ver muita gente. Em casa só olho para as minhas coisas. A consoada, passei-a em casa de uma amiga. Ajudamo-nos umas às outras”.
Todas as refeições do almoço - o célebre “bacalhau com todos”, arroz de bacalhau com espinafres e bolo-rei - foram confeccionadas com produtos biológicos oferecidos pela Biocoop - Produtos de Agricultura Biológica, uma associação sem fins lucrativos.

Ver
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=379438&visual=26&rss=0

24/12/2008

Tenha uma ceia mais verde

A ceia de Natal é a refeição do ano que mais prejudica o ambiente devido às emissões de CO2 no transporte de alimentos, aos gastos com água, luz e gás e pelo lixo que se acumula no fim da quadra. Este ano dê descanso a alguns excessos e experimente um jantar amigo do ambiente.
Sabia que a sua ceia de Natal é responsável por milhares de toneladas de CO2 enviadas para a atmosfera? Não de maneira directa, mas devido à forma como os alimentos chegam à mesa. Bacalhau da Noruega, tâmaras da Tunísia e outros produtos internacionais, percorrem quilómetros de barco ou avião até ao seu supermercado. É por isso que deve ter cuidado com a proveniência dos seus alimentos, isto se quiser uma ceia de Natal mais verde.

Ainda antes do dia de Natal, há algo muito importante que deve fazer: descongelar o frigorífico. O seu electrodoméstico irá trabalhar de forma mais eficiente e terá mais espaço para guardar as inevitáveis sobras do Natal.
E não acha que é altura de arranjar um saco das compras feito de algodão? Imagine a quantidade de sacos de plástico que vai poupar. Comprar no comércio local também ajuda o ambiente.
Depois, promova o consumo local. Nas mercearias é mais provável que encontre produtos que não deram a volta ao mundo. Estas lojas são mais eficientes energicamente que os supermercados e ajudam a apoiar as economias locais. Opte por alimentos com menos embalagens e compre apenas aquilo que necessita.
Sabia que o ‘fiel amigo’ bacalhau se encontra classificado como vulnerável pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) desde 1996 e alguns estudos apontam para a extinção das populações do Atlântico Norte nos próximos 15 anos, caso a situação continue como está?
E porque não substituir o bacalhau por outro peixe - por exemplo, a tainha assada, que combina perfeitamente com puré de batata ou maçã - ou outra iguaria? Se não consegue resistir adquira bacalhau de média/grande dimensão e faça o mesmo com o polvo - deverá ter entre 800 e 900 gramas. Caso seja mais adepto da carne, opte por um peru biológico ou então faça um assado, substituindo a carne por seitan.
Antes de começar a cozinhar, e caso tenha o aquecimento ligado, desça-o um grau centígrado. Poupa carbono e dinheiro e a diferença de temperatura não vai dar para causar arrepios. Se tiver uma lareira, substitua as acendalhas por casca de laranja seca, que deixa um aroma muito mais agradável.
Ao cozinhar não desperdice água e prefira o lume brando: os alimentos vão ter tempo de apurar e ficam mais cozidos. Evite usar loiça e talheres descartáveis e guardanapos de papel. Nas bebidas, prefira as embalagens grandes às pequenas (pois geram menos lixo que muitas pequenas) e que sejam reutilizáveis, como as embalagens de vidro, pois estas são facilmente recicladas, optando por garrafas com depósito em vez de tara perdida.
E tenha um Feliz Natal!

11/12/2008

Importação ilegal de alimentos estragados

A Direcção Geral das Alfândegas apreendeu no porto de Lisboa uma grande quantidade de alimentos, como leite, peixe e frango de origem chinesa. Os produtos vinham em más condições de higiene e constituíam um risco para a saúde pública
Eram mais de 2,5 toneladas de alimentos e valiam 17 mil euros: leite ou preparações à base de leite, lactose, ovos, peixe seco e preparado, enchidos de carne de porco e partes de frango.
Vinham da República Popular da China e a mercadoria foi transportada até ao porto de Lisboa num contentor de 40 pés, sendo que, grande parte, não tinha sido declarada.
Parte da mercadoria apreendida era de importação proibida, havendo outra em evidente mau estado de higiene, colocando assim em risco a saúde pública. Outra parte da mercadoria apresentava marcas contrafeitas.
Os alimentos apreendidos encontravam-se dissimulados entre mercadorias de baixo grau de risco, demonstrando que o importador estava consciente da ilegalidade.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=119630

03/12/2008

Consumidores reduzem consumo de peixe e carne

O bife de vaca está a ser substituído pelo de frango e de peru. Em vez de garoupa, come-se carapau. E os produtos em fim do prazo a metade do preço já têm clientes certos. Tudo para enfrentar a crise.
Procura-se a fruta mais pequena, as promoções e os produtos de marca branca, toma-se o pequeno-almoço em casa ou leva-se lancheira para o trabalho. E assim os portugueses alteram os hábitos alimentares para fazer face à crise.
Os comerciantes confirmam que se “verifica uma alteração nos tipos de produtos consumidos, procurando-se alimentos mais baratos (frango em vez de vaca, por exemplo), e assiste-se a um desvio de certos bens de consumo para marcas próprias”, sintetiza um representante da Confederação do Comércio Português.
Num mercado municipal, explica-se que há sempre uma parcela de clientes fiéis e outros que procuram as promoções. E as bancas com saldos são as de maior frequência, embora praticamente todos os comerciantes se queixem da falta de clientes.
“A nossa fruta é um pouco seleccionada, por isso, temos preços mais caros e sentimos uma quebra de mais de 30%. Há clientes que continuam a comprar, mas outros perguntam se não temos fruta mais barata”. As peixeiras registam uma diminuição de vendas ainda mais elevada, pois “já não há dias bons”, lamentam.
O talho é o lugar onde as pessoas mais tentam defender-se, substituindo as variedades caras por outras mais acessíveis. “"As pessoas viram-se para as aves e tivemos um aumento de 20% no consumo destas carnes. As vendas de porco mantêm-se e as que diminuíram foram as de vaca. O que se vende menos é o bife de lombo”.
Nos cafés não se queixam da falta de frequência, contudo os empregados mais antigos observa que “antigamente, as pessoas tomavam mais o pequeno-almoço. Agora temos mais almoços e as pessoas defendem-se com as meias doses”. É a crise a bater à porta das famílias.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/02/sociedade/consumidores_cortam_peixe_e_carne_va.html

02/11/2008

Pão grátis a quem prescindir do saco plástico

Uma padaria de Vila Verde está a oferecer um pão aos clientes que prescindirem da saca plástica, por entender que aquele material, não sendo biodegradável é prejudicial para o ambiente, disse o seu proprietário.
Este adiantou que a ideia é poupar o ambiente ao desgaste provocado pelo plástico deitado fora e abandonado a céu aberto: “a quem levar 13 pães, por um euro, eu ofereço um, se não quiser o saquinho de plástico”, revelou.
O cliente leva, assim, 14 pães pela mesma moeda de um euro, o que - frisou - dá numa média assinalável de sete cêntimos por unidade, inferior ao preço de mercado.
O dono da padaria diz que a ideia lhe surgiu quando ia a passar em Braga, e viu sacas do estabelecimento no lixo. “Vi aquilo e pensei que, enquanto um pão na mão de um cliente pode durar dois minutos, um saca deitada fora por alguém pode poluir o ambiente durante centenas de anos”, explicou.
A eficácia da ideia está a ser comprovada no dia-a-dia: “As pessoas têm aderido e de que maneira”, referiu, frisando que é capaz de “passar uma hora a vender pão com todos os clientes a optarem por não levar saca de plástico”.
O empresário, que trabalha 12 a 14 horas por dia a fazer e vender o pão, salienta que, com sentido ecológico ou apenas para conseguir mais um pão, a verdade é que muitos vilaverdenses já mudaram de hábitos, pois “chegam mesmo a trazer sacas de pano de casa, ou então outras sacas plásticas que tenham vindo já das compras no supermercado”.

Ver Lusa doc. nº 8953787, 30/10/2008 - 16:25

16/10/2008

Ecolojovem-«Os Verdes» assinala o Dia Mundial da Alimentação

Dia Mundial da Alimentação

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Alimentação.
A alimentação é um factor determinante na saúde individual e pública, sendo fundamental garantir os cuidados necessários relativamente à qualidade dos alimentos.
A Organização Mundial de Saúde tem vindo a manifestar uma crescente preocupação com os consumos alimentares das populações, essencialmente dos mais jovens.
As escolas devem apostar regularmente numa alimentação saudável e equilibrada, praticando-a no dia-a-dia e sensibilizando os pais e alunos para a prática de bons hábitos alimentares.
Como exemplos de alguns problemas alimentares temos a subnutrição, a sobrenutrição, em especial o problema da obesidade infantil que tem vindo a aumentar, a qualidade dos produtos, a diabetes, o colesterol elevado, a hipertensão e os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados).
Sobre os OGM’S desconhecem-se ainda os seus efeitos na saúde e no ambiente e a sua entrada nos nossos mercados trouxe um clima de desconfiança justificada.
Pela importância destas questões a Ecolojovem – “Os Verdes” considera que deve ser disponibilizado o máximo de informação, para que se possa optar correcta e conscientemente, sendo dever do Estado prestar esta informação.
Actualmente e perante a crise que se vive, também o Consumir Local deve ser apoiado e incentivado. Desta forma, temos a possibilidade de consumir produtos locais, mais frescos e que, por não haver necessidade de serem transportados ao longo de quilómetros, são mais amigos do ambiente, uma vez que se reduz a emissão de CO2.
Assim, neste dia da Alimentação a Ecolojovem – “Os Verdes” defende:
- a obrigatoriedade da certificação e rotulagem dos produtos alimentares;
- produtos naturais sem efeitos nocivos à saúde;
- produtos com reduzidos impactos no ambiente;
- a aplicação do princípio da precaução em matéria alimentar;
- a disponibilização de toda a informação sobre a origem e qualidade dos alimentos.
Só assim se consegue garantir a segurança alimentar e uma alimentação saudável e sustentável.
Por uma alimentação correcta, saudável e livre de OGM’S
A Ecolojovem – “Os Verdes”
16 de Outubro de 2008

01/10/2008

Dieta Mediterrânea candidata a Património da Humanidade

A candidatura da Dieta Mediterrânea a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi formalizada esta 3ª fª, com Espanha, Itália, Grécia e Marrocos a apresentaram à UNESCO o documento final da proposta. A decisão deverá ser conhecida no final de 2009.
Os quatro países vão avançar, a partir de agora, com acções conjuntas e individuais com o objectivo de conseguir apoios para a candidatura entregue hoje, em Paris, refere o governo espanhol em comunicado.
O documento entregue hoje, preparado e coordenado pela Fundação Dieta Mediterrânea, sedeada em Espanha, apresenta o significado da Dieta Mediterrânea do ponto de vista cultural, social, histórico, gastronómico, alimentar, ambiental, paisagístico e de costumes.

Ver
www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=CF7F63F0-78EF-49E4-8F30-BE3AF9EFBDA8&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021

30/09/2008

Dia Mundial do Vegetarianismo

Começa hoje a Semana Vegetariana. A iniciativa que alerta para a importância de uma alimentação e de uma vida saudável é promovida, entre outras entidades, pelo Centro Vegetariano.
Nestes sete dias, até 5 de Outubro, a ideia é lançar o alerta para a “comunidade em geral para os problemas causados pelo consumo de carne”, e divulgar o vegetarianismo, “enquanto estilo de vida mais saudável, ético e biológico”.
Em
www.semanavegetariana.com pode encontrar mais informação, assim como todas as actividades que várias associações vão realizar por todo o país.
A nível internacional, a EVANA (European Vegetarian and Animal News Alliance) interessou-se pela iniciativa e, juntamente com o Centro Vegetariano, está a divulgar o projecto. Na próxima quarta-feira, assinala-se o Dia Mundial do Vegetarianismo.

Ver Metro 2008-09-29, p. 2

12/09/2008

Portugueses preocupados com as alterações climáticas

A maioria dos portugueses (75%) considera que as alterações climáticas e o aquecimento global são um problema muito grave, segundo uma sondagem ‘Eurobarómetro’ divulgada ontem em Bruxelas, percentagem que coincide com a média dos 27 Estados-membros.
Questionados sobre se a gravidade das alterações climáticas foi exagerada, 38% dos inquiridos em Portugal respondeu que “tende a discordar”, 18% escolheram a resposta “discorda totalmente”, sendo que a média UE-27 é, respectivamente, 34 e 31%.
Pobreza, falta de comida e água potável são, para 73% dos portugueses (UE-27 68%) os principais problemas que o mundo enfrenta actualmente, seguindo-se o aquecimento global/alterações climáticas (PT 47%, UE-27 62%) e, em terceiro lugar, o terrorismo internacional (PT 42%, UE-27 53%).
Um total de 71% de pessoas que responderam (UE-27 70%) é da opinião que os biocombustíveis devem ser usados de modo a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Os portugueses manifestam ainda optimismo sobre a matéria, uma vez que 59% consideram que as alterações climáticas não são um processo sem volta, contra 27% que o consideram irreversível (UE-27 60 e 31%, respectivamente).
Para a realização deste Eurobarómetro foram feitas 1.001 entrevistas directas pessoais em Portugal, de 26 de Março a 24 de Abril últimos. Na UE foram realizadas um total de 26.661 entrevistas.

Ver Lusa doc. nº 8763231, 11/09/2008 - 14:19

10/09/2008

Hábitos alimentares e alterações climáticas

Quer lutar contra o aquecimento global? Então escolha um dia qualquer da semana e… não coma carne. A recomendação é do secretário do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o grupo de cientistas que avalia o que se sabe sobre as alterações climáticas, trabalhando sob a égide da ONU, e que em 2007 foi distinguido com o Nobel da Paz.
A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) estima que a produção de carne represente um quinto das emissões de gases com efeito de estufa. E a FAO aponta para que o consumo de carne duplique na próxima década.
Como para produzir um quilo de carne de vaca são precisos nove quilos de comida para alimentar o animal, as mudanças na nossa dieta podem ter um grande efeito na ocupação da terra e na criação de gado - ambos contribuintes importantes para as emissões de gases com efeito de estufa que estão a alterar a composição da atmosfera da Terra.
A lógica é que é mais fácil cada pessoa introduzir pequenas modificações nos seus hábitos do que esperar grandes alterações a nível global no sistema de transportes, por exemplo. “Em termos de facilidade de acção e possibilidade de fazer reduções rapidamente [nas emissões de gases de estufa] esta é claramente a melhor hipótese”. “Deixe de comer carne um dia por semana, e vá reduzindo a partir daí”, recomendou o economista indiano, que é vegetariano.
Mas nem todas as carnes são iguais, sendo necessárias 54 calorias de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de carne de vaca, enquanto para o porco os valores são 17 para 1, e para galinha 4 para 1.

23/08/2008

Não há nada melhor que a sopa da mãe

Cerca de metade das mães de crianças até aos cinco anos já utilizou produtos biológicos na alimentação dos filhos, revela um estudo realizado em Lisboa, no qual é salientando que estes alimentos são demasiado caros.
O estudo baseou-se na análise das respostas de 521 mães a um questionário realizado em Maio último junto de centros de saúde, hospitais, escolas/creches, parques infantis e centros comerciais do distrito de Lisboa, no qual a utilização dos produtos biológicos “encontra-se já relativamente difundida”, com 49,9% das mães de crianças com idades entre um e cinco anos a afirmarem terem já utilizado produtos biológicos na alimentação dos filhos.
Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos. “No entanto, a utilização destes alimentos ainda não faz parte do quotidiano das mães, com cerca de um terço (36,5%) a utilizar apenas muito de vez em quando” e apenas dez por cento a utilizarem todos os dias, salientam os autores.
Segundo este trabalho, 90% das mães que já usaram alimentos biológicos fizeram-no devido aos “benefícios para a saúde” e 62,3% consideram-nos mais saborosos. As principais razões apontadas para a sua não utilização foram o preço elevado (64%) e a difícil acessibilidade (37,5%).
O estudo realça que “a procura do alimento biológico tem aumentado, apesar do seu preço elevado, considerando-se uma alimentação mais saudável, dados os efeitos adversos dos pesticidas dos alimentos convencionais, especialmente nas crianças”. Também por isso os autores recomendam a necessidade de “redução do IVA e subsídio da agricultura biológica, de forma a reduzir os preços”.
Uma nutricionista pediátrica da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação recordou que, para além do uso de produtos biológicos, é preciso formar os pais em termos de educação alimentar, para que possam diversificar a alimentação no primeiro ano de vida, transmitindo boas práticas às crianças. Porém, verificam um deficiente consumo sopas, legumes e fruta, pelas crianças, a par de um elevado consumo de refrigerantes, doces, proteínas animais e, sobretudo, de alimentos pré-confeccionados, devido à falta de tempo das famílias.
A vantagem da agricultura biológica é que não usa pesticidas ou fertilizantes artificiais, antibióticos, hormonas de crescimento ou aditivos alimentares 1. Por outras palavras, ainda não há nada melhor que a sopinha da nossa mãezinha. O grande obstáculo a uma alimentação mais saudável é, afinal, o seu elevado preço.

16/08/2008

Combater o colesterol à dentada

As maçãs de Alcobaça vão finalmente ser distribuídas nas praias portuguesas pela Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA), que irá entregar frutos nas zonas da Nazaré, Cascais, Portimão e Lisboa, apesar de proibições anteriores.
O presidente da Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça esclareceu que várias capitanias, nomeadamente no Algarve, proibiram a acção de distribuição em Julho passado por “considerarem que se tratava de uma iniciativa publicitária”.
“Explicámos-lhes que não era publicidade a nenhuma marca em particular, mas a um produto, e com ênfase na educação alimentar e promoção da saúde”. Assim, as capitanias da Nazaré, de Lisboa e Cascais e de Portimão concordaram com a distribuição de maçãs.
A acção começou já ontem em São Martinho do Porto e termina no dia 25 em Lagos. Na praia, as pessoas serão “abordadas e ser-lhes-ão explicados os benefícios da maçã, com base num estudo elaborado pela APMA que avaliou as substâncias funcionais do fruto, como os anti-oxidantes, para além do valor nutricional”, frisou.
“Quem quiser ouvir, recebe uma maçã fresca, acabada de colher e um brinde. À saída, distribuiremos folhetos com informação. Este foi um dos compromissos a que chegámos com as capitanias, de distribuir as brochuras à saída da praia e à noite, nas esplanadas, para que as pessoas não as deitem fora e fiquem a poluir a praia”, referiu.
A APMA pretende distribuir “350 mil maçãs este ano”, parte de uma campanha com a duração de três anos que visa chegar ao milhão de frutos distribuídos.
O mote da campanha de sensibilização para aumentar o consumo de maçãs é ‘Combata o colesterol à dentada’. Uma vez que houve capitanias que continuaram a recusar a distribuição da fruta nas praias, a Associação investe também, no mês de Setembro, na acção ‘Mundo da Maçã’, um certame dedicado a este fruto.

Ver
http://diario.iol.pt/sociedade/praia-macas-alcobaca-distribuicao-nazare-sociedade/981695-4071.html