25/11/2014

Intervenção da Deputada Municipal Cláudia Madeira no Período Antes da Ordem do Dia


Assembleia Municipal de Lisboa de 25 de Novembro de 2014

«Os Verdes» apresentam cinco documentos para apreciação deste plenário.
A moção sobre o Orçamento de Estado pretende que esta Assembleia, perante o agravamento das desigualdades sociais, do entrave ao desenvolvimento do país e dos obstáculos à capacidade de intervenção dos municípios, exija o cumprimento da Lei das Finanças Locais, impedindo o corte nas transferências para os municípios e procedendo ao reforço de transferências para a Área Metropolitana de Lisboa e que exija o fim das restrições à autonomia municipal na política de recursos humanos.
Mesmo com o aumento de receita fiscal por parte do Estado, este Orçamento prevê cortes na verba global de transferência para os municípios e, à semelhança de anteriores, institui restrições à autonomia e gestão do Poder Local, ignorando completamente as especificidades da Administração Local e tratando as autarquias locais como órgãos descentralizados do Governo.
Para «Os Verdes», esta situação é completamente inaceitável e o Orçamento deveria reconhecer o papel fundamental dos municípios, salvaguardando a autonomia e gestão do poder local.
Queremos dirigir ainda uma palavra de solidariedade e apoio à Marcha Nacional promovida pela CGTP, que terminou hoje frente à Assembleia da República, contestando o Orçamento de Estado e reivindicando novas políticas.
A moção “Em defesa dos trabalhadores da Segurança Social” propõe uma tomada de posição por parte desta Assembleia relativamente à intenção do Governo de atirar para a “requalificação”, a ante-câmara do despedimento colectivo, 697 trabalhadores, com o intuito claro de diminuir o número de trabalhadores naquele organismo e, globalmente, na Administração Pública.
A moção sobre a pobreza surge precisamente devido à necessidade cada vez mais premente de erradicar a pobreza em todas as suas formas.
Actualmente, uma em cada sete pessoas no mundo passa fome, 200 milhões sobrevivem sem emprego e o número de pobres aumenta de dia para dia, principalmente nos países de rendimento médio onde as desigualdades se acentuam.
Nesta situação encontra-se Portugal, onde as medidas de austeridade têm tido um forte impacto na população portuguesa, e Lisboa não fica imune às consequências destas políticas.
Assim, propomos que este plenário assuma uma posição de defesa de políticas que erradiquem a pobreza, através da promoção dos direitos dos cidadãos, da supressão das desigualdades e das discriminações e da justa distribuição da riqueza.
Passando às recomendações, apresentamos uma sobre o 80º aniversário do Parque Florestal de Monsanto, pois consideramos que esta data, mais do que ser assinalada, deverá servir para a CML fazer o que há muito deveria ter feito.
Tendo em vista a efectiva protecção e preservação de Monsanto, «Os Verdes» propõem, além da saudação deste aniversário, que a Câmara procure resolver os problemas relacionados com a circulação automóvel, actualize e desenvolva o Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto, informe sobre os trabalhos de requalificação dos solos do Campo de Tiro, assim como do Aquaparque, que requalifique o Edifício Panorâmico, que estude a possibilidade de integração do Parque Florestal na Rede Natura 2000 e da sua classificação com vista a integrá-lo na Rede Nacional de Áreas Protegidas.
Por fim, a Recomendação sobre o Regimento de Sapadores Bombeiros pois havendo uma melhora nas condições de trabalho dos bombeiros, haverá naturalmente uma melhoria na qualidade do serviço prestado e uma diminuição dos acidentes profissionais.
Relembramos algumas das reivindicações dos bombeiros: o reforço de efectivos, equipamentos e viaturas e a aprovação do Regulamento Interno, um instrumento imprescindível para a melhoria da eficiência organizacional do RSB.
Recordamos que as aquisições por parte da autarquia são positivas mas não são suficientes para resolver os problemas do Regimento.
Propomos, por isso, saudar o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa pelas excelentes classificações no Campeonato do Mundo de Desencarceramento, e que a CML dialogue com o Regimento no sentido de solucionar os problemas existentes e que proceda, no mais curto espaço de tempo, à aprovação do Regulamento Interno, previamente concertado com o Regimento.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes”

24/11/2014

Orçamento de Estado, Monsanto e Bombeiros em discussão na Assembleia Municipal de Lisboa por proposta de «Os Verdes»


Amanhã, por proposta do PEV, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:
  
Uma Moção sobre o Orçamento de Estado para 2015 em que se propõe que a Assembleia Municipal exija o cumprimento da Lei das Finanças Locais, impedindo o corte de 192 milhões de euros nas transferências para os municípios e proceda ao reforço de transferências para a Área Metropolitana de Lisboa, e ainda o fim das restrições à autonomia municipal na política de recursos humanos. 

Uma Moção “Em defesa dos trabalhadores da Segurança Social”, pretendendo que a Assembleia Municipal de Lisboa pugne pela defesa da manutenção e reforço dos Serviços Públicos do Estado e que repudie a dispensa de 697 trabalhadores do Instituto da Segurança Social.

Uma Moção sobre “Políticas de erradicação da pobreza” para que o plenário aprove a responsabilização do Estado pela promoção dos direitos dos cidadãos e do seu desenvolvimento e realização integral, como consagrados na Constituição da República Portuguesa, o que passa pela supressão das desigualdades e das discriminações e pela justa distribuição da riqueza.

Uma Recomendação sobre Monsanto que, além de pretender saudar o 80º aniversário do Parque Florestal, propõe que a CML preserve efectivamente este espaço único, através de algumas medidas como a resolução dos problemas relacionados com a circulação automóvel, a actualização e desenvolvimento do Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto, e que estude a possibilidade de integração do Parque Florestal de Monsanto na Rede Natura 2000 e na Rede Nacional de Áreas Protegidas.

Pretende-se ainda informações periódicas sobre a requalificação dos solos do Campo de Tiro e dos terrenos do Aquaparque.

Por último, uma Recomendação sobre os Bombeiros pretende que a autarquia dialogue com o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, no sentido de colmatar definitivamente a necessidade de efectivos, equipamentos de protecção individual e viaturas, e ainda que proceda, no mais curto espaço de tempo, à aprovação do Regulamento Interno do RSB, previamente concertado com o Regimento.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”

Lisboa, 24 de Novembro de 2014

21/11/2014

Não implementação do Plano de Acção Solar para Lisboa leva “Os Verdes” a questionar a Câmara

A Câmara Municipal de Lisboa desenvolveu um Plano de Acção Solar para Lisboa, que foi aprovado em 2010, contemplando vários projectos a implementar na cidade. 
   
Uma das acções do Plano de Acção Solar para Lisboa consistia na “Análise do potencial de instalação de sistemas solares fotovoltaicos em edifícios municipais” onde era identificado o potencial solar do património edificado da CML, resultando dessa análise um conjunto de propostas de investimento para a instalação e exploração de sistemas solares fotovoltaicos, medida que desde 2010 continua por executar.  
   
Desta forma, o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» pretende saber se a autarquia já procedeu à elaboração de candidatura a fundos comunitários que permitam a execução das acções previstas no Plano de Acção Solar para Lisboa e qual o montante que o executivo pondera vir a investir no âmbito dessa candidatura.  
  
“Os Verdes” querem ainda saber se está a ser equacionada pela autarquia a implementação de incentivos a particulares para fomentar a instalação de painéis solares, nomeadamente aqueles que promovem acções de reabilitação urbana, no âmbito do ‘Programa Reabilita primeiro, Paga depois’, ou a criação de programas de incentivos específicos para promover a adopção de sistemas solares térmicos em edifícios novos e intervencionados com grandes reabilitações, além dos que já existem, como é o caso da redução de taxas urbanísticas.

Finalmente, “Os Verdes” questionam o executivo camarário sobre para quando prevê a instalação de sistemas solares fotovoltaicos nos inúmeros edifícios municipais da CML, e em quais, como medida de eficiência energética.

REQUERIMENTO

A cidade de Lisboa, juntamente com Paris, Lyon, Munique, Malmo e Victoria, são parceiras no projecto POLIS – Identificação e Mobilização de Potenciais Solares através de Estratégias Locais. Este projecto, desenvolvido no âmbito do Programa Energia Inteligente Europa e co-financiado pela Comissão Europeia, teve como objectivo promover a dimensão do planeamento urbano solar através do estudo do potencial de integração/adopção de tecnologias solares na Europa, maximizando o aproveitamento de energia solar e a produção descentralizada de energia através da mesma.

No âmbito do referido projecto, foi desenvolvido um Plano de Acção Solar para Lisboa, aprovado pela Câmara Municipal em 2010, contemplando vários projectos a implementar na cidade. Um desses projectos consistiu na elaboração da Carta do Potencial Solar do Concelho de Lisboa, que permite identificar o potencial solar para todos os edifícios da cidade de Lisboa.

No âmbito do Plano de Acção Solar para Lisboa, na acção 4, denominada de “Análise do potencial de instalação de sistemas solares fotovoltaicos em edifícios municipais”, é identificado o potencial solar do património edificado da Câmara Municipal de Lisboa, resultando dessa análise propostas de investimento para a instalação e exploração de sistemas solares fotovoltaicos.

Considerando que Portugal adoptou em 2008 o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética, o qual define ao nível dos vários sectores de actividade as medidas e programas a implementar com vista a alcançar até 2016 medidas de melhoria de eficiência energética.

Considerando que a cidade de Lisboa aprovou em Dezembro de 2008 a Estratégia Energético Ambiental para Lisboa que define objectivos para a redução do consumo energético da cidade e da Câmara de Municipal de Lisboa.

Considerando ainda, que a cidade de Lisboa aderiu ao Pacto de Autarcas, onde se compromete a ir além da política energética da UE em termos de redução das emissões de CO2 (mais de 20% até 2020), através da adopção de medidas de eficiência energética e mecanismos de produção de energia renovável.

Considerando por último que a Carta do Potencial Solar do Concelho de Lisboa identifica o potencial solar de todos os edifícios existentes no concelho, e ainda que a autarquia já possui uma análise e avaliação do potencial solar do património edificado municipal.

Assim, ao abrigo da alínea g) do art. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1.                  Quando prevê a autarquia proceder à elaboração da candidatura a fundos comunitários para a implementação das acções previstas no Plano de Acção Solar para Lisboa?

2.                  No âmbito dessa candidatura, que montante irá a autarquia investir?

3.                  Prevê a autarquia apoiar a instalação de painéis solares, a particulares, nomeadamente aqueles que promovem acções de reabilitação urbana, no âmbito do Programa Reabilita primeiro, Paga depois?

4.                  Que programas de incentivo específicos pretende a autarquia implementar para promover a adopção de sistemas solares térmicos em novos edifícios e edifícios intervencionados em grandes reabilitações, além dos que já existem, como é o caso da redução de taxas urbanísticas?

5.                  Quando prevê a autarquia implementar os sistemas solares fotovoltaicos nos edifícios municipais?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultada a calendarização/monitorização das acções e metas previstas e já concretizadas no âmbito do Plano de Acção Solar para Lisboa.

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
A versão integral do requerimento do Grupo Municipal de “Os Verdes” poderá ser consultada aqui.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 21 de Novembro de 2014

19/11/2014

Debate sobre "Corrupção em Portugal: Prevenção e formas de a combater"


Dia 28 de Novembro, 6ª feira, 19h
na sede do PEV em Lisboa
“Os Verdes” debatem a corrupção em Portugal e as formas de a combater, com o objectivo de termos uma sociedade mais justa e transparente, onde os cidadãos estejam mais informados e sejam mais participativos.
Com a participação de:
José Luís Ferreira – Deputado do PEV na Assembleia da República
João Paulo Batalha - Director Executivo da Associação Cívica Transparência e Integridade
PARTICIPA!

18/11/2014

“Os Verdes” denunciam a superficialidade do 2º relatório sobre a reforma administrativa de Lisboa



Em relação ao 1º relatório de monitorização sobre o processo da Reforma Administrativa de Lisboa, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” já tinha alertado para o facto de não passar de uma mera abordagem de carácter sociológico, omitindo a realidade do “estado da arte” dos meios e recursos transitados.

O 2º relatório agora apresentado é igualmente omisso sobre a transição dos equipamentos colectivos transferidos e sobre as insuficiências e mau estado de conservação do material recebido pelas freguesias.

Constata-se ainda que alguns executivos de Juntas aprovaram entretanto novas tabelas de preços, tendo, em alguns casos, aumentado as tarifas de forma considerável, havendo taxas diferenciadas ao nível das freguesias para a utilização dos mesmos serviços públicos.

Quanto aos recursos humanos transferidos, “Os Verdes” salientam que em nenhuma fase do processo tenham sido efectuadas audições sobre os níveis de satisfação laboral, nem sequer ouvidos os munícipes.

Por outro lado, algumas Juntas de Freguesia denotam importantes lacunas de pessoal, tendo recorrido a contratações de serviços externos para as mais diversas necessidades, incrementando, assim, os recibos verdes e os ‘outsourcings’.

“Os Verdes”, que sempre alertaram para as fragilidades deste processo, denunciam que este 2º Relatório não vem corrigir as deficiências já anteriormente detectadas, sendo por isso superficial.

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 18 de Novembro de 2014

Sessão de perguntas sobre Freguesias - Assembleia Municipal de Lisboa de 18 de Novembro de 2014


1ª questão: Bairro da Cruz Vermelha

Nesta sessão de perguntas sobre freguesias “Os Verdes” gostariam de começar por colocar uma questão relacionada com as condições de habitabilidade no Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar. Há cerca de um mês, tivemos oportunidade de, juntamente com representantes da Associação de Moradores, fazer uma visita a este bairro e contactar com os moradores.
Deparámo-nos com um conjunto de problemas como vigas a desfazerem-se, ficando o ferro à mostra, falta de vidros, portas que não fecham, intercomunicadores que não funcionam, e infiltrações e humidade dentro das casas, o que traz graves problemas de saúde, entre outros. Podemos, por exemplo, relatar a situação de crianças com asma e outros problemas respiratórios que dormem num quarto sob um tecto completamente escurecido e com um cheiro insuportável a humidade, ou de um rapaz deficiente que não sai de casa e que vive, 24 horas por dia, nestas condições, agravando os seus problemas de dia para dia.
Podemos dizer que este bairro está esquecido, como os Srs. Deputados e Srs. Vereadores tiveram oportunidade de testemunhar através das fotografias que foram distribuídas, pelo que “Os Verdes” gostariam que a Câmara esclarecesse:
- quando prevê iniciar a requalificação deste bairro, uma vez que os moradores não podem esperar mais nem continuar a viver sem condições?

2ª questão: Bairro do Tarujo

Sobre o Bairro do Tarujo, na freguesia de Campolide, e também no seguimento de uma visita que lá fizemos, deparámo-nos com um conjunto de problemas relacionados com a falta de condições de habitabilidade e com a necessidade urgente de requalificação, devido ao estado de abandono e degradação.
As questões que colocamos são:
- que soluções estão previstas para resolver os problemas deste bairro? E para quando?

3ª questão: Jardim do Campo Grande

Outra questão que temos, e também no seguimento de uma visita e contacto com os trabalhadores, é sobre o jardim do Campo Grande, na freguesia de Alvalade. Após a requalificação da zona norte, seguir-se-ia, segundo a Câmara, a reabilitação da metade sul do Jardim. Neste momento, e passado pouco tempo da intervenção na parte norte, já são visíveis alguns sinais de degradação nos pavimentos. Também os jardineiros municipais estão instalados em contentores cedidos pela autarquia, situação provisória que se prolonga há mais de 6 anos.
Assim, “Os Verdes” perguntam:
- Para quando prevê a autarquia o início e a conclusão das obras de reabilitação da zona sul deste Jardim?
- Para quando prevê a conclusão e abertura ao público da Piscina do Campo Grande?
- E para quando prevê a conclusão das obras e entrega ao município das instalações municipais do pessoal no Jardim do Campo Grande? Ou, se as obras já estão concluídas, porque continuam os trabalhadores instalados em contentores? E se não estão, qual a razão?

4ª questão: Subestação do Alto de São João

Outra questão que gostaríamos de colocar é sobre a subestação eléctrica no Alto de São João. Em 2013, a Câmara apresentou uma proposta que visava a constituição do direito de superfície de uma parcela de terreno municipal com 8200 m2, permitindo à REN a implantação de uma subestação de alta ou muito alta tensão eléctrica no Alto de São João, na freguesia da Penha de França. Essa proposta não chegou a ser aprovada por esta Assembleia e há agora uma nova versão que aqui será discutida em breve. A localização para esta subestação é muito próxima de áreas residenciais, de equipamentos escolares e desportivos, havendo muitas dúvidas sobre os impactos na saúde dos moradores, pelo que gostaríamos de saber se:
- O terreno em questão estava ou não destinado no Plano de Urbanização do Vale de Chelas a equipamentos e não a infra-estruturas?
- Como pode o estudo de impacto ambiental para esta subestação garantir baixos níveis de exposição radioeléctrica e o controlo do ruído, quando sobre estes aspectos existem frequentes queixas dos moradores para com a subestação da EDP da Rua André de Gouveia, junto à Calçada de Carriche?

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes”


5ª questão: Recursos humanos das Juntas

Na reunião de CML do passado dia 10 de Setembro, foi aprovada a lista nominativa de trabalhadores que voluntariamente manifestaram vontade em transitar para o mapa de pessoal das freguesias, a par da qual ressalta o desinvestimento a que têm sido sujeitos inúmeros sectores profissionais do município de Lisboa e onde se observa uma crescente escassez de meios humanos e materiais, essenciais à execução e desenvolvimento dos serviços públicos junto da cidade e das respectivas populações.
Mas, em muitos casos, esta descentralização de competências da CML não foi acompanhada pela transição dos trabalhadores considerados necessários, pelo que, nesta conjuntura, sobressai o constante recurso a serviços externos para a execução de inúmeras tarefas que, na sua esmagadora maioria, poderiam e deveriam ser prestados quer pela CML, quer por algumas Juntas de Freguesia. O município admite que “o regime de voluntariado não foi suficiente” e as Juntas, incluindo as do PS, admitem que não têm “outra alternativa senão recorrer à prestação de serviços” por recibos verdes e à contratação externa de empresas.
Ora, na ‘Acção Chave # 4’ incluída na p. 33 da sua moção ao Congresso ‘Agenda para a década’, o sr. presidente defende que se torne mais expedito “o combate à precariedade ilegal".
Neste contexto, pergunta-se ao executivo:
- será curial as Juntas de Freguesia optarem por recibos verdes e o trabalho precário, em vez de recorrerem à mobilidade interna de pessoal e a contratos permanentes de trabalho?
- pondera o executivo estudar a viabilidade de preencher vagas nas carreiras do seu mapa de pessoal com a sua transferência, colmatando aquelas vagas onde é mais premente o seu preenchimento? Se sim, para que carreiras e categorias profissionais?

6ª questão: Gestão de equipamentos das Juntas

Neste mesmo processo de reorganização, constata-se que mais de 700 equipamentos foram transferidos para as Juntas de Freguesia, incluindo escolas, instalações desportivas, mercados, bibliotecas, parques infantis, postos de limpeza, balneários, lavadouros, sanitários, chafarizes e fontanários. A este nível, as principais dificuldades identificadas pelas Juntas prendem-se com contratos de concessão herdados da CML e com a necessidade da realização de obras nalguns destes imóveis recebidos em estado deficiente.
Também, perante esta panóplia de novas tarefas, os executivos das Freguesias apontam a dificuldade para assumirem a gestão de todos estes equipamentos pela “impossibilidade de atribuição de mais tempos inteiros aos executivos”, o que “tem criado dificuldades óbvias a uma governação que se pretende permanente e activa”. Alguns executivos têm inclusive alterado unilateralmente as taxas de uso de alguns equipamentos.
Pergunta-se:
- como é possível a um executivo de Junta com apenas um titular a tempo inteiro substituir-se a vários departamentos municipais?
- vai a CML assumir financeiramente a responsabilidade pela reparação dos equipamentos que transitaram para as Juntas e que não se encontram em condições? Se sim, quando?
- como vão ser corrigidas as “distorções de serviço público” no uso de equipamentos, pela “diferenciação de tarifas entre fregueses e não fregueses”?

7ª questão: Espaços públicos de Telheiras

Os espaços verdes de Telheiras sempre foram, maioritariamente, da responsabilidade da EPUL, actualmente em extinção. No caso específico da Praça Central, desde 2003, ano em que foi concluído este empreendimento, que a EPUL assumia os custos inerentes à sua manutenção. Desde finais de 2012 parece ter ficado ao abandono e tanto a CML como a administração do condomínio vizinho rejeitam responsabilidades. No Verão, as palmeiras ficam amarelecidas, as oliveiras em agonia, os canteiros com flores estorricadas pelo sol e os lagos, antes alimentados por repuxos de água (que jorrava de fontes cibernéticas, conjugando água, luz e som), secaram e encheram-se de lixo e insectos nas poças de água parada e imunda (ver fotos distribuídas pelo PEV).
O mesmo acontece com o lago da Rua prof. Francisco Gentil, em frente à Padaria Portuguesa. À noite, a via de acesso ao Metro, entre os arbustos dos jardins Caldeira Cabral e Sousa Franco, está parcial e perigosamente às escuras.
Em 31 de Outubro do ano passado, os moradores levaram o problema a reunião pública de CML. A Junta de Freguesia do Lumiar já procedeu a uma operação de limpeza das fontes de água, tendo comunicado à CML o facto de a iluminação pública nos acessos ao Metro estar fundida há mais de um ano.
Perante estes factos, o GM de “Os Verdes” questiona:
- de quem é a responsabilidade actual pela manutenção de todos os espaços verdes de Telheiras e, em particular, os da Praça Central?
- a quem compete repor a iluminação pública da zona envolvente do Metro e a manutenção do normal funcionamento dos lagos? À CML ou à Junta? E para quando se prevê o arranjo da circulação de água e da iluminação?

Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”

Intervenção sobre a Proposta nº 643/2014 - 2º relatório de monitorização do processo da reforma administrativa de Lisboa


Assembleia Municipal de Lisboa de 18 de Novembro de 2014

Este 2º relatório trimestral de monitorização sobre o processo da Reforma Administrativa de Lisboa teve por objectivo apresentar uma análise integrada do processo de transferência de competências e de recursos para as novas Juntas de Freguesia. Vejamos então que níveis terá conseguido aferir da respectiva capacitação administrativa e de serviço público no desempenho das competências e responsabilidades autárquicas.
Metodologicamente foram realizadas, até ao mês de Setembro, 14 visitas a Juntas de Freguesia e entrevistas aos respectivos presidentes e executivos, a auscultação dos serviços da CML por meio de apenas 4 entrevistas a dirigentes municipais e a tipificação de painéis de trabalhadores, mas auscultando apenas alguns dos que desempenham funções na autarquia e não nos serviços das Juntas.
1º aspecto: Quanto aos Recursos Financeiros, o Grupo de Acompanhamento e Monitorização detectou que entre Maio e Setembro não tinham ainda decorrido os equilíbrios e acertos financeiros com as Juntas, alertando para o atraso nos protocolos a realizar entre o município e cada uma das Juntas.
2º aspecto: Quanto aos Recursos Humanos, refere que na 1ª fase transitaram 1177 funcionários, dos quais 1028 trabalhadores do mapa de pessoal e 149 prestadores de serviços das áreas da educação e desporto, com uma taxa média de satisfação próxima dos 95%. Quanto à 2ª fase, iniciada em Março e completada em Setembro, o número total de registos de voluntários, à data de 31 de Agosto, foi de apenas 185, dos quais 40% dos funcionários transitados eram técnicos superiores e quase 30% assistentes técnicos.
Porém, deste conjunto de voluntários, uns iniciais e outros após entrevista, 7 trabalhadores já diziam respeito às competências transitadas, outros 93 foram aceites nas Juntas, e os restantes 85 acabariam por não transitar, ou por não terem sido aceites pelas Juntas ou mesmo porque acabaram de desistir do seu próprio registo de voluntariado, o que denota o receio óbvio pela mudança para o incerto. Para esta segunda fase, tal acabaria por corresponder a uma taxa de satisfação de uns escassos 27,5% das necessidades iniciais apresentadas pelas Juntas.
Em termos globais, e fazendo-se uma análise integrada das duas fases de transição de recursos humanos da CML para as 24 Juntas de Freguesia, procedeu-se à transição de 1121 funcionários. A este número há ainda que adicionar 149 prestadores de serviços que transitaram, na 1ª fase, para as áreas da educação e do desporto. Ou seja, no total das 1ª e 2ªs fases, transitaram da CML para as Juntas 1270 trabalhadores, baixando a taxa de satisfação de 95% para apenas 27,5%, o que terá sido verdadeiramente sintomático das dúvidas sobre o desenrolar deste processo.
Uma primeira constatação referida no próprio relatório é o facto de as Juntas ainda não se apresentarem tecnicamente preparadas para executar as competências transferidas, existindo por isso alguma apreensão na sua gestão. Os próprios recursos humanos afectos a serviços que não perderam competências identificaram inclusive dificuldades internas, como a sobrecarga dos trabalhadores que permanecem nos serviços da CML. Em segundo lugar, constata-se que, quanto ao processo de transição em si, até os dirigentes reconheceram que há serviços a serem prestados de forma diferenciada, consoante cada Junta de Freguesia. Mas já lá iremos.
3º aspecto: Quanto às consequências da reforma administrativa para a CML, tanto dirigentes como funcionários indicaram a sobrecarga de tarefas nos restantes trabalhadores, a perda do conhecimento operacional e organizacional e a desestruturação das equipas constituídas. Mencionaram ainda recear a perda de eficácia nos serviços municipais, caso não se proceda a um rápido processo interno de redistribuição dos meios humanos entre os serviços da autarquia. Para o Grupo Municipal de “Os Verdes”, parece, por isso, ser urgente o reforço do Mapa de Pessoal da CML.
4º aspecto: Na perspectiva das estruturas organizacionais, metade das Juntas inquiridas referiram como factor preocupante para a boa governação local, a sobrecarga de trabalho face às novas responsabilidades, designadamente, devido ao facto de haver poucos elementos do executivo a tempo inteiro ou mesmo parcial. É que, embora na sequência da 2ª fase de transição a maioria tenha recebido recursos humanos transitados da CML, os executivos denotam ainda importantes lacunas nas áreas transversais de suporte à gestão.
Qual a solução encontrada pelos presidentes das Juntas? Simples: têm recorrido a contratações de serviços externos para as mais diversas necessidades, nomeadamente, nas componentes de controlo de gestão, do apoio jurídico, do suporte administrativo geral, da gestão dos recursos humanos e, inclusive, para tarefas tão rotineiras como o simples atendimento ao munícipe. Ou seja, incrementaram os recibos verdes e os ‘outsourcings’.
5º aspecto a destacar: Na transição dos contratos associados às competências e equipamentos transferidos, o Grupo de Acompanhamento e Monitorização da Reforma Administrativa de Lisboa considerou que não era ainda possível quantificar com exactidão a taxa de sucesso da transferência da titularidade dos contratos. Mas acabaria por verificar, através da tipologia de contratos resumidos no quadro 9, que alguns, como os de seguros de responsabilidade civil e de acidentes pessoais, os serviços de manutenção e assistência técnica e os de manutenção de espaços verdes estariam ainda com a sua redefinição contratual em suspenso.
Neste contexto, releva-se um 6º aspecto na transferência de competências de meios e de recursos. No caso do ambiente urbano, diversas Juntas referiram deparar-se com importantes dificuldades associadas ao envelhecimento e às avarias nos equipamentos mecânicos e veículos recebidos, tendo os executivos que rapidamente providenciar resolver estas situações, substituindo-se às naturais obrigações da CML. Também a gestão e manutenção de espaços verdes e jardins aportaram dificuldades contratuais inesperadas, que de imediato fizeram levantar quer objecções jurídicas quanto a custos elevados ou mesmo dúvidas na sua caducidade, quer devido ao mau estado das estruturas como sistemas de rega ou repuxos, entre outros.
Daí que subsistam um conjunto ainda relevante de aspectos com necessidade de clarificação, nomeadamente quanto à repartição de responsabilidades, aos fluxos de informação e aos regulamentos conjuntos a adoptar entre o Município e as Freguesias.
7º aspecto: Já quanto à análise da gestão dos equipamentos destaca-se a transferência de mais de 700 equipamentos, para além dos inúmeros elementos de mobiliário urbano. Mas destes, e à excepção dos de ensino básico entretanto inaugurados ou com pequenas reparações, inúmeros são aqueles que requerem obras urgentes de requalificação, como algumas piscinas e bibliotecas.
Daí que quase metade das Juntas inquiridas tenha dado conta de relevantes problemas de manutenção e sobretudo da necessidade de realização de obras ou investimentos de carácter mais estruturante, denotando ser este o grande constrangimento identificado neste domínio. A realização de obras estruturantes nos equipamentos que delas carecem mostra assim ser a grande preocupação que domina as linhas de acção previstas pelas Juntas, e que incluem situações de desentendimento com a CML quanto às responsabilidades de cada entidade nestas matérias.
8º aspecto: Algumas Juntas aprovaram entretanto novas tabelas de preços e novos critérios de descontos ou de isenção, tendo, em alguns casos, aumentado as tarifas de forma considerável, estabelecendo a sua diferenciação entre fregueses e não fregueses, numa lógica de ‘na minha casa, eu quero, posso e mando’, criando, com essa decisão, distorções óbvias de um serviço público de rede que deveria ser equitativo para todos os munícipes.
9º aspecto: Os presidentes e executivos das Juntas de Freguesia visitadas foram entrevistados quanto à sua expectativa relativa ao exercício destas competências, tendo-se mantido ou mesmo aumentado a consciência de que se afigura como urgente o adequado reforço dos quadros de pessoal e da correspondente capacitação técnica, formativa e tecnológica para a prossecução das competências transferidas.
Com efeito, “Os Verdes” já tinham alertado que o 1º relatório trimestral de monitorização sobre o processo da Reforma Administrativa de Lisboa se baseava numa abordagem de carácter sociológico que ostentava uma série de indicadores sobre as áreas de competência e de recursos transitados.
Neste 2º relatório, em que foi auscultado um novo conjunto de autarquias, mantém-se algumas das preocupações dos executivos das freguesias, quanto “à adequada gestão administrativa e de fiscalização dos contratos de intervenção herdados”. Mantém-se também o sentimento de constrangimento ao nível das insuficiências do material recebido, do seu estado de conservação e funcionamento, voltando a sobressair “a transmissão de equipamentos com necessidades de obras de carácter estruturante”, cuja responsabilidade deveria ter sido assumida pela CML.
Assim sendo, o Grupo Municipal de “Os Verdes” interroga se a CML assume os encargos pela reparação desses equipamentos ou se a despesa terá de sair dos orçamentos das Juntas.
Já no anterior relatório questionáramos se uma Freguesia poderia vir a aprovar uma tabela de taxas distintas. Na altura, ficámos sem resposta, mas hoje verifica-se a existência da aprovação de taxas diferenciadas para a utilização de serviços públicos pela cidade.
Também quanto aos recursos humanos transferidos, as dúvidas e os receios parecem ter vindo à tona, tanto com os funcionários, como com os seus órgãos representativos a aparentemente nunca terem chegado a serem ouvidos pelo Grupo de Acompanhamento e de Monitorização.
Gostaríamos também de perceber para que serviram afinal estes Relatórios, se entre o 1º e o 2º a CML não corrige as deficiências neles apontada, pois, se puxa o lençol para melhor cobrir o pescoço das Juntas, logo destapa os pés dos serviços municipais.
Em suma, este 2º relatório, embora menos superficial que o 1º, e continuando a assumir uma posição laudatória e pouco menos que panegírica, não deixa de desencobrir o véu das fragilidades sentidas deste processo. Trata-se de uma reforma que vai sendo feita com uma pitada de ‘depois logo se vê’ e muita navegação à vista.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”

17/11/2014

Encerramento das Esquadras da PSP em Carnide leva «Os Verdes» a questionar a Câmara

O actual Governo defende uma proposta de reorganização policial que prevê o encerramento de uma dúzia de esquadras da PSP em Lisboa, por razões meramente economicistas, proposta essa que mereceu a aprovação em reunião de câmara pelo PS, no final de Maio de 2014. 
   
Desta forma, prevê-se encerrar duas esquadras no Bairro Padre Cruz e no Bairro da Horta Nova, o que traduz uma clara intenção de redução de despesas relacionadas com custos de arrendamento, manutenção e de funcionamento, sem haver qualquer preocupação com a segurança dos moradores.  
   
O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» alerta para o facto de nunca ter sido apresentada uma razão séria e fundamentada para o encerramento das Esquadras em Carnide, nomeadamente nestes bairros.

O PEV considera que não pode ser dado mais nenhum passo no sentido do encerramento destas esquadras de proximidade, da destruição do direito à segurança e à qualidade de vida das populações, razão pela qual, os deputados ecologistas, preocupados com esta situação, exigem saber a fundamentação que levou a autarquia a concordar com o encerramento das Esquadras nos Bairros Padre Cruz e da Horta Nova, ignorando as tomadas de posição da Junta de Freguesia e das populações locais.

REQUERIMENTO

Na cidade de Lisboa já se observam os efeitos nefastos da política de desinvestimento por parte dos sucessivos Governos nas forças policiais, como comprovam as esquadras em perfeito abandono e degradação e os profissionais com deficientes condições de trabalho. Desde que tomou posse, o actual Governo de coligação PSD/CDS-PP, tem defendido uma proposta de reorganização policial na cidade de Lisboa que prevê o encerramento de uma dúzia de esquadras da PSP em Lisboa, por razões que têm apenas em consideração critérios economicistas, a qual mereceu aprovação em reunião de câmara pelo PS, no final de Maio de 2014.

Como consequência, já ocorreu o encerramento de três esquadras e existe a intenção de encerrar mais nove esquadras da PSP em Lisboa, entre as quais as duas existentes no Bairro Padre Cruz e no Bairro da Horta Nova, o que traduz uma clara intenção de redução de despesas relacionadas com custos de arrendamento, manutenção e de funcionamento.

Considerando que, segundo a Direcção-Geral de Política de Justiça, o rácio de habitantes por polícia no território nacional é 220 habitantes por polícia, enquanto o rácio nas cinco divisões da PSP na cidade de Lisboa é 436 habitantes por polícia, ou seja,praticamente o dobro da média nacional.

Considerando que o Bairro Padre Cruz é um dos maiores bairros de habitação social da Península Ibérica onde residem mais de 7 mil habitantes, a que acrescem 2500 pessoas que vivem no Bairro da Horta Nova, também de habitação social, sendo servidos por duas esquadras com apenas 15 agentes da PSP cada uma, apresentando um rácio de habitantes por polícia bastante inferior à média nacional.

Considerando que as Esquadras de Bairro permitem um maior policiamento de proximidade e sentimento de segurança nas populações locais e que o encerramento destas esquadras, que representa um retrocesso na estratégia política de segurança pública de proximidade, tem um inegável prejuízo na vida e sentimento de segurança das populações e comerciantes que residem e trabalham na freguesia afectada.

Considerando a enorme indignação dos moradores e comerciantes do Bairro Padre Cruz e do Bairro da Horta Nova que estão obviamente assustados e preocupados com a ideia de perderem estas duas esquadras de bairro em locais tão estratégicos e problemáticos.

Considerando que as esquadras da PSP disseminadas por vários bairros da capital têm desenvolvido um trabalho de combate à insegurança que se reflecte na diminuição da criminalidade que resulta de um policiamento de proximidade e do efeito dissuasor decorrente da existência de uma esquadra com agentes policiais, apesar da falta de efetivos, meios e das más condições das esquadras.

Considerando que as Esquadras de Bairro devem ser encaradas como uma estratégia fundamental de segurança pública de proximidade na cidade, sendo urgente uma efectiva política de gestão, requalificação e preservação da rede de esquadras, bem como um reforço de agentes policiais e de todos os meios indispensáveis para o efectivo exercício de uma função policial de proximidade nas esquadras existentes na cidade.

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, o Grupo Municipal de “Os Verdes” vem por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Qual a fundamentação que levou a autarquia a concordar com o encerramento das Esquadras nos Bairros Padre Cruz e da Horta Nova?

2 – Por que razão as tomadas de posição manifestadas pela Junta de Freguesia e pelas populações locais não foram tidas em consideração?

3 – Quantos agentes policiais e viaturas existem nas três esquadras de Carnide?

4 – Qual a localização da nova Super-Esquadra de Carnide?

5 – Qual o investimento previsto para a construção destas novas instalações?

6 – De quantos agentes policiais e viaturas estará dotada?

7 – Para quando está prevista a sua inauguração?

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 17 de Novembro de 2014

14/11/2014

HOJE - Conferência de imprensa de "Os Verdes": Apresentação das propostas de alteração ao OE2015 incluindo de fiscalidade ambiental

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” realiza hoje, dia 14 de Novembro, pelas 14.00h, uma conferência de imprensa que terá lugar na Assembleia da República.

Nessa conferência serão apresentadas as principais propostas de alteração que “Os Verdes” fazem ao Orçamento de Estado para 2015, com particular destaque para propostas que incidem sobre fiscalidade ambiental.

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

Lisboa, 14 de Novembro de 2014

Vistos gold são a “galinha dos ovos de ouro” do branqueamento de capitais e da corrupção

O Partido Ecologista “Os Verdes” sempre colocou grandes dúvidas sobre os benefícios que adviriam para o país dos vistos gold, benefícios que o Governo, nomeadamente o Vice-primeiro-ministro Paulo Portas, tanto apregoou. E tal como se está a verificar, os vistos gold não são a “galinha dos ovos de ouro” para criação e manutenção de emprego, mas sim a “galinha dos ovos de ouro” para o branqueamento de capitais e para a corrupção.

Na verdade, os vistos gold são, na opinião do PEV, uma forma expedita de dar entrada de dinheiro em portugal em troca da alienação de um conjunto de património, concentrando o mesmo na mão de investidores estrangeiros cujo capital é, muitas vezes, de origem desconhecida e duvidosa.

O PEV está muito preocupado com as últimas notícias vindas a público sobre esta matéria pois indiciam situações de corrupção a nível de altos cargos públicos e espera que a operação de investigação em curso decorra sem entraves. O PEV espera ainda que, na ida do Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, à Assembleia da República, sejam prestados os devidos esclarecimentos ao país.

Perante os últimos acontecimentos, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai promover um debate no dia 28 de Novembro, pelas 19.00h, na sua sede nacional, sobre corrupção e o combate à mesma.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T:213 960 308; TM: 917 462 769 -  osverdes@gmail.com)

Lisboa, 14 de Novembro de 2014

13/11/2014

«Os Verdes» visitam freguesia de Alvalade


O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» efectuou ontem, dia 13 de Novembro, uma visita àFreguesia de Alvalade, com o objectivo de visitar o Jardim do Campo Grande, o túnel que liga a Avenida da Igreja ao Jardim e ainda o Bairro das Murtas e o Bairro das Caixas. 
   
«Os Verdes» constataram que as obras de requalificação da zona sul do Jardim do Campo Grande ainda não tiveram início, que a zona norte já apresenta sinais de degradação apesar de ter sido recentemente intervencionada, que há alguns problemas relacionados com a requalificação do espaço público no Bairro das Murtas e no Bairro das Caixas, entre outros problemas.  
   
«Os Verdes» contactaram também com os jardineiros que fazem a manutenção do jardim, indo agendar oportunamente uma visita às instalações municipais do pessoal no Jardim do Campo Grande.  
   
Desta forma, os Deputados Municipais do PEV, preocupados com os problemas referidos irão solicitar esclarecimentos ao executivo municipal e apresentarão propostas na Assembleia Municipal de Lisboa, no sentido da sua resolução e consequente melhoria da qualidade de vida dos moradores desta freguesia.  
   
Esta iniciativa inseriu-se no ciclo de visitas a freguesias e reuniões com entidades, que «Os Verdes» estão a promover, com vista a auscultar os principais problemas que afectam os munícipes e ser porta-voz dos seus problemas e aspirações na Assembleia Municipal de Lisboa.  
  
Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 13 de Novembro de 2014




11/11/2014

Câmara Municipal não presta esclarecimentos ao Grupo Municipal de “Os Verdes” sobre o Orçamento e os Recursos Humanos


Na sessão de perguntas à Câmara Municipal de Lisboa que decorreu hoje, dia 11 de Novembro, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” questionou o executivo sobre as seguintes temáticas: Orçamento e Contratação de Pessoal; condições de trabalho na Rua Alexandre Herculano; o Edifício Panorâmico de Monsanto; a vigilância do Parque Florestal Monsanto; o Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa; os Planos de Acção de Redução do Ruído para a cidade e o Programa Creches B.a.Bá.

De entre estes temas, “Os Verdes” destacam com mais preocupante as questões orçamentais e as necessidades de recursos humanos em múltiplas áreas profissionais. 
Com efeito, o PEV tem vindo a alertar para os graves problemas que a cidade enfrenta resultante do facto de o Município de Lisboa dispor, no seu mapa de pessoal, de inúmeros lugares vagos numas categorias e dramáticas carências de pessoal noutras. “Os Verdes” defendem que uma das soluções para resolver este desequilíbrio poderá passar pela migração horizontal entre vagas nas carreiras do mapa de pessoal do município, considerando que não haveria aumento da massa salarial, mas antes uma redistribuição de vagas para as carreiras mais carenciadas. Porém, a CML não esclareceu se a partir de 2015 o executivo pretende resolver, sem encargos adicionais, as assumidas carências de pessoal. Para o PEV, esta seria uma forma de a CML abandonar as repetidas desculpas para o incumprimento da prestação de serviços públicos ou para o infindável recurso à externalização com contratos a privados.
Perante as novas taxas previstas para o Orçamento municipal de 2015, “Os Verdes” consideram que se antecipam taxas que virão a onerar ainda mais os lisboetas, tais como taxas de protecção civil, aeroportuárias, hoteleira sobre as dormidas, sobre o consumo de bens culturais.
Com efeito, o orçamento municipal para 2015, apresentado ontem, prevê a introdução de uma taxa turística que poderá representar um problema complexo. Será que, pressupondo uma taxa uma contrapartida, ou seja, um pagamento pela prestação de um serviço, não será que esta taxa não representará afinal um imposto? Assim sendo, terá a autarquia legitimidade para o criar?
Confrontado com estas dúvidas, o executivo municipal não se dignou responder à esmagadora maioria destas questões, razão pela qual “Os Verdes” entregarão por escrito as questões que ficaram por responder, esperando, desta forma, obter resposta.
Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
A versão integral da intervenção da deputada do GM de “Os Verdes” poderá ser consultada aqui

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 11 de Novembro de 2014

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira na sessão de perguntas à Câmara Municipal de Lisboa


Assembleia Municipal de Lisboa de 11 de Novembro de 2014

1ª pergunta
Nesta sessão de perguntas à CML «Os Verdes» gostariam de começar por abordar as condições de trabalho dos trabalhadores do edifício situado na Rua Alexandre Herculano, que entregaram nos Paços do Concelho dois abaixo-assinados para reivindicarem melhores condições. Um deles refere-se às queixas devido às avarias sistemáticas nos elevadores de serviço do edifício de oito andares e, também segundo os funcionários, nos aparelhos de ar condicionado, atingindo-se no Verão 40 graus dentro das salas.
O edifício estará sobrelotado, por ali funcionarem os gabinetes de dois vereadores, mais dois pisos cedidos à Junta de Freguesia de Santo António, mais os cerca de 170 funcionários afectos às Direcções Municipais de Mobilidade e Transportes e da Educação, Juventude e Desporto.
Consta que há cerca de um ano a Autoridade para as Condições de Trabalho visitou o edifício, mas o município ainda não resolveu as situações pendentes. Haverá falta de pessoal na cozinha, salas que estavam equipadas com micro-ondas e outros equipamentos, mas estes espaços foram desocupados e transformados em escritórios, não havendo agora espaços apropriados para os trabalhadores que levam as suas refeições de casa. Existia ainda um bar no piso do refeitório que encerrou e era utilizado pelos signatários e aposentados que o frequentavam com regularidade.
Pergunta-se:
- procedeu entretanto a CML às necessárias vistorias técnicas ao edifício?
- qual o motivo para o atraso na resolução das referidas condições de trabalho?
- tem o executivo previstas empreitadas que permitam solucionar estes problemas?

2ª pergunta

O segundo tema que trazemos prende-se com o orçamento municipal e com um aspecto fulcral: a contratação de pessoal.
 Segundo o mapa de pessoal de 2014, a CML tinha 9.445 postos de trabalho ocupados e 982 vagas.
Sabemos que a solução está longe de ser pacífica para a Associação Nacional dos Municípios Portugueses, mas o Orçamento do Estado para 2015 poderá permitir desbloquear as contratações de pessoal nas autarquias que tenham um endividamento inferior a 1,5 vezes a média das receitas dos últimos três anos. Ou seja, as câmaras que não estejam endividadas vão poder contratar conforme tenham gastos com pessoal superiores ou inferiores a 35%, tendo essas novas contratações de passar pelas assembleias municipais.
Há, assim, municípios que poderão admitir trabalhadores, desde que garantam que a sua massa salarial não aumenta, com as eventuais admissões a depender da saída de trabalhadores, designadamente, por aposentação. Mas não só, e tal é precisamente o caso de Lisboa.
Acontece que na capital transitaram da Câmara Municipal para os quadros das freguesias largas centenas de trabalhadores. Logo, a CML dispõe actualmente no seu mapa de pessoal de 2014 inúmeros lugares vagos numas categorias e dramáticas carências de pessoal noutras áreas profissionais.
Uma das soluções para resolver este desequilíbrio poderá passar pela migração horizontal entre vagas nas carreiras do mapa de pessoal do município, considerando que, deste modo, a massa salarial não aumenta. Haverá é apenas uma redistribuição de vagas para as carreiras mais carenciadas.
Desta forma, o que «Os Verdes» pretendem saber é:
- se pondera o executivo estudar a viabilidade da transferência de vagas destas carreiras e categorias para aquelas onde é mais premente o seu preenchimento para um bom desempenho na qualidade dos serviços a prestar aos munícipes, já em Janeiro de 2015?
- Se sim, para que carreiras profissionais? Para a higiene urbana? Para jardineiros? Para calceteiros?
Deste modo, a partir de 2015 deixaria de haver desculpas para o incumprimento da prestação de serviços públicos ou o infindável recurso à externalização com novos contratos a privados.
Gostaríamos ainda de obter um esclarecimento por parte do executivo: o orçamento municipal para 2015 foi ontem apresentado, contendo a introdução de uma taxa turística. Mas podemos estar aqui perante um problema: se uma taxa pressupõe uma contrapartida, ou seja, um pagamento de uma prestação de um serviço, não será esta taxa afinal um imposto? E se assim for, terá a Câmara legitimidade para o criar? Como explica então a Câmara esta situação?

3ª pergunta

A terceira questão está relacionada com o Parque Florestal de Monsanto e o edifício Panorâmico.
 A verdade é que na última sessão de declarações políticas levantámos aqui esta e outras questões, mas o Sr. Vereador optou por responder apenas parcialmente, razão pela qual optámos por trazer novamente este tema, na esperança de hoje não sairmos daqui sem resposta.
O edifício Panorâmico de Monsanto é considerado uma das obras maiores do período moderno em Portugal, com uma localização e vista privilegiadas sobre a cidade de Lisboa, com uma arquitectura inovadora para a época, representando ainda património municipal e histórico que importa preservar, contrariando a sua actual situação de abandono e de futuro incerto.
Relembramos que em Abril «Os Verdes» apresentaram uma recomendação no sentido da requalificação deste edifício, que foi aprovada por todos os Srs. e Sras. deputadas desta Assembleia, e cuja deliberação recomendava que o executivo desenvolvesse esforços no sentido de procurar uma solução integrada para o Panorâmico, que viabilizasse e preservasse aquele espaço, e que, mediante a solução encontrada para o edifício, esta não o viesse adulterar em termos arquitectónicos, decorativos ou de volumetria.
O que pretendemos saber é:
- por que razão não existe ainda nenhuma intervenção da autarquia para a recuperação e reabilitação do Panorâmico de Monsanto, que impeça a sua degradação?
- que soluções foram já estudadas?
- e que projectos tem a Câmara para intervir neste edifício, de acordo com os pressupostos que acabámos de referir?

4ª pergunta

A quarta questão que gostaríamos de colocar é igualmente sobre Monsanto, mas agora sobre a vigilância deste espaço.
 Todos reconhecemos a importância do Parque Florestal de Monsanto e sabemos também que este deveria ser um exemplo de conservação e protecção da natureza, pelo menos em teoria. Na prática, também sabemos que não é bem assim que funciona.
 Ora, a vigilância e segurança dos espaços verdes de Lisboa submetidos ao regime florestal, como Monsanto, estão a cargo dos guardas florestais.
A verdade é que é difícil ver-se patrulhas fora das horas de expediente, portanto fora do período entre as 9h e as 17h30 horas, durante a semana, o que será manifestamente insuficiente e o que nos leva a crer que fora deste horário o parque se encontra desprotegido, situação que é inaceitável.
Pelo que perguntamos:
- qual o número de efectivos que fazem a vigilância de Monsanto e em que horário?
- qual o número de guardas florestais previsto no mapa de pessoal?
- de quantas viaturas dispõem os guardas florestais? E quantas estão operacionais?
- e se a Câmara Municipal considera que a vigilância que está a ser efectuada ao Parque Florestal de Monsanto é suficiente e adequada?

5ª pergunta

O 5º tema de perguntas que temos é sobre o Jardim Botânico de Lisboa, que se encontra classificado como Monumento Nacional desde finais de 2010, beneficiando automaticamente de uma Zona Geral de Protecção.
Esta classificação do Jardim Botânico de Lisboa, sendo o único do género no país com tal distinção, implica que o município, em parceria com os serviços da Administração Central, nomeadamente com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura, elabore um Plano de Pormenor de Salvaguarda para a área a proteger, com o objectivo específico de definir estratégias e regras orientadoras para a preservação e valorização do património cultural existente na sua área de intervenção.
Actualmente, o Jardim Botânico possui uma insuficiente manutenção e tem espaços bastante degradados e importa dizer que, em 2012, foi celebrado um protocolo entre o Município e a Universidade de Lisboa, onde a Câmara se comprometeu a promover junto dos órgãos municipais competentes a aprovação de um subsídio anual consagrado à manutenção, valorização e funcionamento do Jardim Botânico e, em 2013, o projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover” foi o vencedor do Orçamento Participativo, tendo-lhe sido atribuídos 500 mil euros.
Assim, pretendemos saber:
- em que fase se encontra a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa? E para quando a sua discussão pública?
- para quando a aprovação pela CML deste subsídio anual,  tal como se comprometeu no protocolo que assinou com a Universidade de Lisboa?
- para quando está previsto o arranque das obras de execução da reabilitação dos caminhos da água, do sistema de rega e a recuperação das cisternas existentes no Jardim Botânico de Lisboa resultante das verbas do Orçamento Participativo de 2013?

6ª pergunta

Passando ao 6º tema: uma das responsabilidades do município é aprovar planos de acção baseados nos mapas estratégicos de ruído, de modo a prevenir e reduzir o ruído ambiente sempre que necessário e em especial quando os níveis de exposição forem susceptíveis de provocar efeitos prejudiciais para a saúde e de preservar a qualidade do ambiente acústico.
Ora, no final de 2010, a Assembleia Municipal aprovou os Mapas Estratégicos de Ruído para a Cidade de Lisboa, proposta que continha apenas os Mapas de Ruído, não estando incluídos os Planos de Acção legalmente previstos. O executivo comprometeu-se a apresentar, com a maior brevidade, os Planos de Acção em falta pois, por si só, os Mapas de Ruído são inconsequentes.
Perguntamos, então:
 -  em que ponto de situação estão estes Planos de Acção, uma vez que a consulta pública terminou no final de Janeiro?

7ª pergunta

O 7º e último tema é sobre o Programa B.a.Bá “Programa de Desenvolvimento de Creches em Lisboa”, que foi estabelecido como uma medida prioritária no programa de governo da cidade, no âmbito das atribuições e competências do Município em matéria de acção social.
Estas creches, inseridas numa política de serviços de proximidade centrada na resposta às necessidades e expectativas dos munícipes, são geridas pelas instituições da área da Economia Social, ainda que permaneçam como parte da rede pública.
No sentido de operacionalizar este programa foi assinado um memorando de entendimento entre a CML, a União das Mutualidades Portuguesas, a União das Misericórdias e a União Distrital das IPSS, tendo as propostas de cedência sido aprovadas na reunião de CML do dia 24 de Julho de 2013.
De acordo com todas aquelas instituições, a CML ter-se-ia comprometido a garantir o apoio financeiro necessário pelo menos durante dois anos. Porém, apenas passado um ano, com a Proposta nº 398/2014, a CML propôs-se alterar unilateralmente os termos do contrato de arrendamento não habitacional das Creches B.a.Bá, reduzir a percentagem destinada às crianças carenciadas de 25% para 20%, com o argumento de, para assegurar o funcionamento destas infraestruturas, as instituições gestoras teriam de fazer uma candidatura à Segurança Social.
Esta AML já aqui aprovou por unanimidade uma recomendação para a salvaguarda da missão social das Creches B.a.Bá. Conhecendo-se a posição da CML, o que “Os Verdes” perguntam hoje é:
- considera ou não o executivo que, rasgando uma das suas bandeiras eleitorais, está a defraudar as famílias mais carenciadas?
- em que pé se encontram as negociações entre a CML, a Segurança Social e as instituições que gerem as creches?
- entretanto, assume ou não a CML os compromissos com as IPSS’s, apoiando-as nas candidaturas aos Acordos de Cooperação com a Segurança Social para que o problema seja correcta e definitivamente resolvido?

Cláudia Madeira - Grupo Municipal de “Os Verdes”