17/11/2014

Encerramento das Esquadras da PSP em Carnide leva «Os Verdes» a questionar a Câmara

O actual Governo defende uma proposta de reorganização policial que prevê o encerramento de uma dúzia de esquadras da PSP em Lisboa, por razões meramente economicistas, proposta essa que mereceu a aprovação em reunião de câmara pelo PS, no final de Maio de 2014. 
   
Desta forma, prevê-se encerrar duas esquadras no Bairro Padre Cruz e no Bairro da Horta Nova, o que traduz uma clara intenção de redução de despesas relacionadas com custos de arrendamento, manutenção e de funcionamento, sem haver qualquer preocupação com a segurança dos moradores.  
   
O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» alerta para o facto de nunca ter sido apresentada uma razão séria e fundamentada para o encerramento das Esquadras em Carnide, nomeadamente nestes bairros.

PEV considera que não pode ser dado mais nenhum passo no sentido do encerramento destas esquadras de proximidade, da destruição do direito à segurança e à qualidade de vida das populações, razão pela qual, os deputados ecologistas, preocupados com esta situação, exigem saber a fundamentação que levou a autarquia a concordar com o encerramento das Esquadras nos Bairros Padre Cruz e da Horta Nova, ignorando as tomadas de posição da Junta de Freguesia e das populações locais.

REQUERIMENTO

Na cidade de Lisboa já se observam os efeitos nefastos da política de desinvestimento por parte dos sucessivos Governos nas forças policiais, como comprovam as esquadras em perfeito abandono e degradação e os profissionais com deficientes condições de trabalho. Desde que tomou posse, o actual Governo de coligação PSD/CDS-PP, tem defendido uma proposta de reorganização policial na cidade de Lisboa que prevê o encerramento de uma dúzia de esquadras da PSP em Lisboa, por razões que têm apenas em consideração critérios economicistas, a qual mereceu aprovação em reunião de câmara pelo PS, no final de Maio de 2014.

Como consequência, já ocorreu o encerramento de três esquadras e existe a intenção de encerrar mais nove esquadras da PSP em Lisboa, entre as quais as duas existentes no Bairro Padre Cruz e no Bairro da Horta Nova, o que traduz uma clara intenção de redução de despesas relacionadas com custos de arrendamento, manutenção e de funcionamento.

Considerando que, segundo a Direcção-Geral de Política de Justiça, o rácio de habitantes por polícia no território nacional é 220 habitantes por polícia, enquanto o rácio nas cinco divisões da PSP na cidade de Lisboa é 436 habitantes por polícia, ou seja,praticamente o dobro da média nacional.

Considerando que o Bairro Padre Cruz é um dos maiores bairros de habitação social da Península Ibérica onde residem mais de 7 mil habitantes, a que acrescem 2500 pessoas que vivem no Bairro da Horta Nova, também de habitação social, sendo servidos por duas esquadras com apenas 15 agentes da PSP cada uma, apresentando um rácio de habitantes por polícia bastante inferior à média nacional.

Considerando que as Esquadras de Bairro permitem um maior policiamento de proximidade e sentimento de segurança nas populações locais e que o encerramento destas esquadras, que representa um retrocesso na estratégia política de segurança pública de proximidade, tem um inegável prejuízo na vida e sentimento de segurança das populações e comerciantes que residem e trabalham na freguesia afectada.

Considerando a enorme indignação dos moradores e comerciantes do Bairro Padre Cruz e do Bairro da Horta Nova que estão obviamente assustados e preocupados com a ideia de perderem estas duas esquadras de bairro em locais tão estratégicos e problemáticos.

Considerando que as esquadras da PSP disseminadas por vários bairros da capital têm desenvolvido um trabalho de combate à insegurança que se reflecte na diminuição da criminalidade que resulta de um policiamento de proximidade e do efeito dissuasor decorrente da existência de uma esquadra com agentes policiais, apesar da falta de efetivos, meios e das más condições das esquadras.

Considerando que as Esquadras de Bairro devem ser encaradas como uma estratégia fundamental de segurança pública de proximidade na cidade, sendo urgente uma efectiva política de gestão, requalificação e preservação da rede de esquadras, bem como um reforço de agentes policiais e de todos os meios indispensáveis para o efectivo exercício de uma função policial de proximidade nas esquadras existentes na cidade.

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, o Grupo Municipal de “Os Verdes” vem por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Qual a fundamentação que levou a autarquia a concordar com o encerramento das Esquadras nos Bairros Padre Cruz e da Horta Nova?

2 – Por que razão as tomadas de posição manifestadas pela Junta de Freguesia e pelas populações locais não foram tidas em consideração?

3 – Quantos agentes policiais e viaturas existem nas três esquadras de Carnide?

4 – Qual a localização da nova Super-Esquadra de Carnide?

5 – Qual o investimento previsto para a construção destas novas instalações?

6 – De quantos agentes policiais e viaturas estará dotada?

7 – Para quando está prevista a sua inauguração?

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 17 de Novembro de 2014

14/11/2014

HOJE - Conferência de imprensa de "Os Verdes": Apresentação das propostas de alteração ao OE2015 incluindo de fiscalidade ambiental

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” realiza hoje, dia 14 de Novembro, pelas 14.00h, uma conferência de imprensa que terá lugar na Assembleia da República.

Nessa conferência serão apresentadas as principais propostas de alteração que “Os Verdes” fazem ao Orçamento de Estado para 2015, com particular destaque para propostas que incidem sobre fiscalidade ambiental.

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

Lisboa, 14 de Novembro de 2014

Vistos gold são a “galinha dos ovos de ouro” do branqueamento de capitais e da corrupção

O Partido Ecologista “Os Verdes” sempre colocou grandes dúvidas sobre os benefícios que adviriam para o país dos vistos gold, benefícios que o Governo, nomeadamente o Vice-primeiro-ministro Paulo Portas, tanto apregoou. E tal como se está a verificar, os vistos gold não são a “galinha dos ovos de ouro” para criação e manutenção de emprego, mas sim a “galinha dos ovos de ouro” para o branqueamento de capitais e para a corrupção.

Na verdade, os vistos gold são, na opinião do PEV, uma forma expedita de dar entrada de dinheiro em portugal em troca da alienação de um conjunto de património, concentrando o mesmo na mão de investidores estrangeiros cujo capital é, muitas vezes, de origem desconhecida e duvidosa.

O PEV está muito preocupado com as últimas notícias vindas a público sobre esta matéria pois indiciam situações de corrupção a nível de altos cargos públicos e espera que a operação de investigação em curso decorra sem entraves. O PEV espera ainda que, na ida do Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, à Assembleia da República, sejam prestados os devidos esclarecimentos ao país.

Perante os últimos acontecimentos, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai promover um debate no dia 28 de Novembro, pelas 19.00h, na sua sede nacional, sobre corrupção e o combate à mesma.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T:213 960 308; TM: 917 462 769 -  osverdes@gmail.com)

Lisboa, 14 de Novembro de 2014

13/11/2014

«Os Verdes» visitam freguesia de Alvalade


O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» efectuou ontem, dia 13 de Novembro, uma visita àFreguesia de Alvalade, com o objectivo de visitar o Jardim do Campo Grande, o túnel que liga a Avenida da Igreja ao Jardim e ainda o Bairro das Murtas e o Bairro das Caixas. 
   
«Os Verdes» constataram que as obras de requalificação da zona sul do Jardim do Campo Grande ainda não tiveram início, que a zona norte já apresenta sinais de degradação apesar de ter sido recentemente intervencionada, que há alguns problemas relacionados com a requalificação do espaço público no Bairro das Murtas e no Bairro das Caixas, entre outros problemas.  
   
«Os Verdes» contactaram também com os jardineiros que fazem a manutenção do jardim, indo agendar oportunamente uma visita às instalações municipais do pessoal no Jardim do Campo Grande.  
   
Desta forma, os Deputados Municipais do PEV, preocupados com os problemas referidos irão solicitar esclarecimentos ao executivo municipal e apresentarão propostas na Assembleia Municipal de Lisboa, no sentido da sua resolução e consequente melhoria da qualidade de vida dos moradores desta freguesia.  
   
Esta iniciativa inseriu-se no ciclo de visitas a freguesias e reuniões com entidades, que «Os Verdes» estão a promover, com vista a auscultar os principais problemas que afectam os munícipes e ser porta-voz dos seus problemas e aspirações na Assembleia Municipal de Lisboa.  
  
Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 13 de Novembro de 2014




11/11/2014

Câmara Municipal não presta esclarecimentos ao Grupo Municipal de “Os Verdes” sobre o Orçamento e os Recursos Humanos


Na sessão de perguntas à Câmara Municipal de Lisboa que decorreu hoje, dia 11 de Novembro, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” questionou o executivo sobre as seguintes temáticas: Orçamento e Contratação de Pessoal; condições de trabalho na Rua Alexandre Herculano; o Edifício Panorâmico de Monsanto; a vigilância do Parque Florestal Monsanto; o Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa; os Planos de Acção de Redução do Ruído para a cidade e o Programa Creches B.a.Bá.

De entre estes temas, “Os Verdes” destacam com mais preocupante as questões orçamentais e as necessidades de recursos humanos em múltiplas áreas profissionais. 
Com efeito, o PEV tem vindo a alertar para os graves problemas que a cidade enfrenta resultante do facto de o Município de Lisboa dispor, no seu mapa de pessoal, de inúmeros lugares vagos numas categorias e dramáticas carências de pessoal noutras. “Os Verdes” defendem que uma das soluções para resolver este desequilíbrio poderá passar pela migração horizontal entre vagas nas carreiras do mapa de pessoal do município, considerando que não haveria aumento da massa salarial, mas antes uma redistribuição de vagas para as carreiras mais carenciadas. Porém, a CML não esclareceu se a partir de 2015 o executivo pretende resolver, sem encargos adicionais, as assumidas carências de pessoal. Para o PEV, esta seria uma forma de a CML abandonar as repetidas desculpas para o incumprimento da prestação de serviços públicos ou para o infindável recurso à externalização com contratos a privados.
Perante as novas taxas previstas para o Orçamento municipal de 2015, “Os Verdes” consideram que se antecipam taxas que virão a onerar ainda mais os lisboetas, tais como taxas de protecção civil, aeroportuárias, hoteleira sobre as dormidas, sobre o consumo de bens culturais.
Com efeito, o orçamento municipal para 2015, apresentado ontem, prevê a introdução de uma taxa turística que poderá representar um problema complexo. Será que, pressupondo uma taxa uma contrapartida, ou seja, um pagamento pela prestação de um serviço, não será que esta taxa não representará afinal um imposto? Assim sendo, terá a autarquia legitimidade para o criar?
Confrontado com estas dúvidas, o executivo municipal não se dignou responder à esmagadora maioria destas questões, razão pela qual “Os Verdes” entregarão por escrito as questões que ficaram por responder, esperando, desta forma, obter resposta.
Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
A versão integral da intervenção da deputada do GM de “Os Verdes” poderá ser consultada aqui

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 11 de Novembro de 2014

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira na sessão de perguntas à Câmara Municipal de Lisboa


Assembleia Municipal de Lisboa de 11 de Novembro de 2014

1ª pergunta
Nesta sessão de perguntas à CML «Os Verdes» gostariam de começar por abordar as condições de trabalho dos trabalhadores do edifício situado na Rua Alexandre Herculano, que entregaram nos Paços do Concelho dois abaixo-assinados para reivindicarem melhores condições. Um deles refere-se às queixas devido às avarias sistemáticas nos elevadores de serviço do edifício de oito andares e, também segundo os funcionários, nos aparelhos de ar condicionado, atingindo-se no Verão 40 graus dentro das salas.
O edifício estará sobrelotado, por ali funcionarem os gabinetes de dois vereadores, mais dois pisos cedidos à Junta de Freguesia de Santo António, mais os cerca de 170 funcionários afectos às Direcções Municipais de Mobilidade e Transportes e da Educação, Juventude e Desporto.
Consta que há cerca de um ano a Autoridade para as Condições de Trabalho visitou o edifício, mas o município ainda não resolveu as situações pendentes. Haverá falta de pessoal na cozinha, salas que estavam equipadas com micro-ondas e outros equipamentos, mas estes espaços foram desocupados e transformados em escritórios, não havendo agora espaços apropriados para os trabalhadores que levam as suas refeições de casa. Existia ainda um bar no piso do refeitório que encerrou e era utilizado pelos signatários e aposentados que o frequentavam com regularidade.
Pergunta-se:
- procedeu entretanto a CML às necessárias vistorias técnicas ao edifício?
- qual o motivo para o atraso na resolução das referidas condições de trabalho?
- tem o executivo previstas empreitadas que permitam solucionar estes problemas?

2ª pergunta

O segundo tema que trazemos prende-se com o orçamento municipal e com um aspecto fulcral: a contratação de pessoal.
 Segundo o mapa de pessoal de 2014, a CML tinha 9.445 postos de trabalho ocupados e 982 vagas.
Sabemos que a solução está longe de ser pacífica para a Associação Nacional dos Municípios Portugueses, mas o Orçamento do Estado para 2015 poderá permitir desbloquear as contratações de pessoal nas autarquias que tenham um endividamento inferior a 1,5 vezes a média das receitas dos últimos três anos. Ou seja, as câmaras que não estejam endividadas vão poder contratar conforme tenham gastos com pessoal superiores ou inferiores a 35%, tendo essas novas contratações de passar pelas assembleias municipais.
Há, assim, municípios que poderão admitir trabalhadores, desde que garantam que a sua massa salarial não aumenta, com as eventuais admissões a depender da saída de trabalhadores, designadamente, por aposentação. Mas não só, e tal é precisamente o caso de Lisboa.
Acontece que na capital transitaram da Câmara Municipal para os quadros das freguesias largas centenas de trabalhadores. Logo, a CML dispõe actualmente no seu mapa de pessoal de 2014 inúmeros lugares vagos numas categorias e dramáticas carências de pessoal noutras áreas profissionais.
Uma das soluções para resolver este desequilíbrio poderá passar pela migração horizontal entre vagas nas carreiras do mapa de pessoal do município, considerando que, deste modo, a massa salarial não aumenta. Haverá é apenas uma redistribuição de vagas para as carreiras mais carenciadas.
Desta forma, o que «Os Verdes» pretendem saber é:
- se pondera o executivo estudar a viabilidade da transferência de vagas destas carreiras e categorias para aquelas onde é mais premente o seu preenchimento para um bom desempenho na qualidade dos serviços a prestar aos munícipes, já em Janeiro de 2015?
- Se sim, para que carreiras profissionais? Para a higiene urbana? Para jardineiros? Para calceteiros?
Deste modo, a partir de 2015 deixaria de haver desculpas para o incumprimento da prestação de serviços públicos ou o infindável recurso à externalização com novos contratos a privados.
Gostaríamos ainda de obter um esclarecimento por parte do executivo: o orçamento municipal para 2015 foi ontem apresentado, contendo a introdução de uma taxa turística. Mas podemos estar aqui perante um problema: se uma taxa pressupõe uma contrapartida, ou seja, um pagamento de uma prestação de um serviço, não será esta taxa afinal um imposto? E se assim for, terá a Câmara legitimidade para o criar? Como explica então a Câmara esta situação?

3ª pergunta

A terceira questão está relacionada com o Parque Florestal de Monsanto e o edifício Panorâmico.
 A verdade é que na última sessão de declarações políticas levantámos aqui esta e outras questões, mas o Sr. Vereador optou por responder apenas parcialmente, razão pela qual optámos por trazer novamente este tema, na esperança de hoje não sairmos daqui sem resposta.
O edifício Panorâmico de Monsanto é considerado uma das obras maiores do período moderno em Portugal, com uma localização e vista privilegiadas sobre a cidade de Lisboa, com uma arquitectura inovadora para a época, representando ainda património municipal e histórico que importa preservar, contrariando a sua actual situação de abandono e de futuro incerto.
Relembramos que em Abril «Os Verdes» apresentaram uma recomendação no sentido da requalificação deste edifício, que foi aprovada por todos os Srs. e Sras. deputadas desta Assembleia, e cuja deliberação recomendava que o executivo desenvolvesse esforços no sentido de procurar uma solução integrada para o Panorâmico, que viabilizasse e preservasse aquele espaço, e que, mediante a solução encontrada para o edifício, esta não o viesse adulterar em termos arquitectónicos, decorativos ou de volumetria.
O que pretendemos saber é:
- por que razão não existe ainda nenhuma intervenção da autarquia para a recuperação e reabilitação do Panorâmico de Monsanto, que impeça a sua degradação?
- que soluções foram já estudadas?
- e que projectos tem a Câmara para intervir neste edifício, de acordo com os pressupostos que acabámos de referir?

4ª pergunta

A quarta questão que gostaríamos de colocar é igualmente sobre Monsanto, mas agora sobre a vigilância deste espaço.
 Todos reconhecemos a importância do Parque Florestal de Monsanto e sabemos também que este deveria ser um exemplo de conservação e protecção da natureza, pelo menos em teoria. Na prática, também sabemos que não é bem assim que funciona.
 Ora, a vigilância e segurança dos espaços verdes de Lisboa submetidos ao regime florestal, como Monsanto, estão a cargo dos guardas florestais.
A verdade é que é difícil ver-se patrulhas fora das horas de expediente, portanto fora do período entre as 9h e as 17h30 horas, durante a semana, o que será manifestamente insuficiente e o que nos leva a crer que fora deste horário o parque se encontra desprotegido, situação que é inaceitável.
Pelo que perguntamos:
- qual o número de efectivos que fazem a vigilância de Monsanto e em que horário?
- qual o número de guardas florestais previsto no mapa de pessoal?
- de quantas viaturas dispõem os guardas florestais? E quantas estão operacionais?
- e se a Câmara Municipal considera que a vigilância que está a ser efectuada ao Parque Florestal de Monsanto é suficiente e adequada?

5ª pergunta

O 5º tema de perguntas que temos é sobre o Jardim Botânico de Lisboa, que se encontra classificado como Monumento Nacional desde finais de 2010, beneficiando automaticamente de uma Zona Geral de Protecção.
Esta classificação do Jardim Botânico de Lisboa, sendo o único do género no país com tal distinção, implica que o município, em parceria com os serviços da Administração Central, nomeadamente com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura, elabore um Plano de Pormenor de Salvaguarda para a área a proteger, com o objectivo específico de definir estratégias e regras orientadoras para a preservação e valorização do património cultural existente na sua área de intervenção.
Actualmente, o Jardim Botânico possui uma insuficiente manutenção e tem espaços bastante degradados e importa dizer que, em 2012, foi celebrado um protocolo entre o Município e a Universidade de Lisboa, onde a Câmara se comprometeu a promover junto dos órgãos municipais competentes a aprovação de um subsídio anual consagrado à manutenção, valorização e funcionamento do Jardim Botânico e, em 2013, o projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover” foi o vencedor do Orçamento Participativo, tendo-lhe sido atribuídos 500 mil euros.
Assim, pretendemos saber:
- em que fase se encontra a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa? E para quando a sua discussão pública?
- para quando a aprovação pela CML deste subsídio anual,  tal como se comprometeu no protocolo que assinou com a Universidade de Lisboa?
- para quando está previsto o arranque das obras de execução da reabilitação dos caminhos da água, do sistema de rega e a recuperação das cisternas existentes no Jardim Botânico de Lisboa resultante das verbas do Orçamento Participativo de 2013?

6ª pergunta

Passando ao 6º tema: uma das responsabilidades do município é aprovar planos de acção baseados nos mapas estratégicos de ruído, de modo a prevenir e reduzir o ruído ambiente sempre que necessário e em especial quando os níveis de exposição forem susceptíveis de provocar efeitos prejudiciais para a saúde e de preservar a qualidade do ambiente acústico.
Ora, no final de 2010, a Assembleia Municipal aprovou os Mapas Estratégicos de Ruído para a Cidade de Lisboa, proposta que continha apenas os Mapas de Ruído, não estando incluídos os Planos de Acção legalmente previstos. O executivo comprometeu-se a apresentar, com a maior brevidade, os Planos de Acção em falta pois, por si só, os Mapas de Ruído são inconsequentes.
Perguntamos, então:
 -  em que ponto de situação estão estes Planos de Acção, uma vez que a consulta pública terminou no final de Janeiro?

7ª pergunta

O 7º e último tema é sobre o Programa B.a.Bá “Programa de Desenvolvimento de Creches em Lisboa”, que foi estabelecido como uma medida prioritária no programa de governo da cidade, no âmbito das atribuições e competências do Município em matéria de acção social.
Estas creches, inseridas numa política de serviços de proximidade centrada na resposta às necessidades e expectativas dos munícipes, são geridas pelas instituições da área da Economia Social, ainda que permaneçam como parte da rede pública.
No sentido de operacionalizar este programa foi assinado um memorando de entendimento entre a CML, a União das Mutualidades Portuguesas, a União das Misericórdias e a União Distrital das IPSS, tendo as propostas de cedência sido aprovadas na reunião de CML do dia 24 de Julho de 2013.
De acordo com todas aquelas instituições, a CML ter-se-ia comprometido a garantir o apoio financeiro necessário pelo menos durante dois anos. Porém, apenas passado um ano, com a Proposta nº 398/2014, a CML propôs-se alterar unilateralmente os termos do contrato de arrendamento não habitacional das Creches B.a.Bá, reduzir a percentagem destinada às crianças carenciadas de 25% para 20%, com o argumento de, para assegurar o funcionamento destas infraestruturas, as instituições gestoras teriam de fazer uma candidatura à Segurança Social.
Esta AML já aqui aprovou por unanimidade uma recomendação para a salvaguarda da missão social das Creches B.a.Bá. Conhecendo-se a posição da CML, o que “Os Verdes” perguntam hoje é:
- considera ou não o executivo que, rasgando uma das suas bandeiras eleitorais, está a defraudar as famílias mais carenciadas?
- em que pé se encontram as negociações entre a CML, a Segurança Social e as instituições que gerem as creches?
- entretanto, assume ou não a CML os compromissos com as IPSS’s, apoiando-as nas candidaturas aos Acordos de Cooperação com a Segurança Social para que o problema seja correcta e definitivamente resolvido?

Cláudia Madeira - Grupo Municipal de “Os Verdes

06/11/2014

PEV exige esclarecimentos da CML sobre o desenvolvimento e actualização do Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto


O Parque Florestal do Monsanto tem cerca de 1000 hectares de mata com grande variedade vegetal e assume um papel de extrema importância como “pulmão verde” de toda a Área Metropolitana de Lisboa, e particularmente da cidade de Lisboa, mas também como local de lazer, sendo um espaço fundamental para o bem-estar e para a qualidade de vida dos cidadãos.

  
Como é sabido, os seus usos deste Parque Florestal estão regulados pelo Plano Director Municipal de Lisboa e pelo Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto – PORM – e deve ser preservado e protegido, tendo a autarquia responsabilidades nessa matéria.

Todavia, o Parque Florestal de Monsanto, ao longo de vários anos, tem sido alvo de inúmeros atentados, como o campo de tiro a chumbo, a subestação de energia eléctrica da REN, a proposta de construção de mais um campo de rugby, a realização da Semana Académica de Lisboa, a degradação do edifício panorâmico, entre outros, que contrariam a preservação e protecção que este espaço merece, atentados esses que sempre contaram com a denúncia do Partido Ecologista «Os Verdes».

«Os Verdes» não podem pactuar com uma política que permite uma constante redução da área do Parque Florestal, e têm reivindicado insistentemente a valorização e protecção de Monsanto, propondo a actualização e desenvolvimento do Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto.

Por consequência, «Os Verdes» questionam a CML se o executivo prevê proceder ao desenvolvimento e actualização do PORM, em caso afirmativo, em que consistirá. Em caso negativo, por que razão a autarquia não procederá à actualização deste importante instrumento de planeamento e gestão florestal.


REQUERIMENTO

O Parque Florestal do Monsanto tem cerca de 1000 hectares de mata com grande variedade vegetal e assume um papel de extrema importância como “pulmão verde” de toda a Área Metropolitana de Lisboa, e particularmente da cidade de Lisboa, mas também como local de lazer, sendo um espaço fundamental para o bem-estar e para a qualidade de vida dos cidadãos.

Monsanto tem os seus usos regulados pelo Plano Director Municipal de Lisboa e pelo Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto – PORM – e deve ser preservado e protegido, tendo a autarquia responsabilidades nessa matéria.

Infelizmente, ao longo de vários anos, o Parque Florestal de Monsanto tem sido alvo de inúmeros atentados que contrariam a preservação e protecção que este espaço merece, atentados esses que sempre contaram com a denúncia do Partido Ecologista «Os Verdes».

Poder-se-á dar o exemplo do campo de tiro a chumbo, a subestação de energia eléctrica da REN, a proposta de construção de mais um campo de rugby, a realização da Semana Académica de Lisboa, a degradação do edifício panorâmico, entre outros.

Ora, como é óbvio, «Os Verdes» não podem pactuar com uma política que permite uma constante redução da área do Parque Florestal, e têm reivindicado insistentemente a valorização e protecção de Monsanto, propondo a actualização e desenvolvimento do Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto.

Considerando que «Os Verdes» já haviam solicitado ao executivo municipal cópia do PORM, em 2009, sem que esta nos tivesse sido facultada.

Considerando que na página oficial da Câmara Municipal de Lisboa é possível aceder a alguns documentos sobre o Parque Florestal de Monsanto, mas que este Plano não é disponibilizado.

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, o Grupo Municipal de “Os Verdes” vem por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Prevê o executivo proceder ao desenvolvimento e actualização do PORM? 
1.1 – Em caso afirmativo, em que consiste essa actualização?
1.2 – Em caso negativo, por que razão não procederá a esse desenvolvimento e actualização?

Requer-se, igualmente, que nos seja enviada cópia do PORM – Plano de Ordenamento e Revitalização de Monsanto – de 1990 e subsequentes actualizações.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 06 de Novembro de 2014

04/11/2014

Intervenção sobre a Proposta nº 608/2014 - Fornecimento do serviço de refeições escolares na modalidade de confecção no local, na Assembleia Municipal de Lisboa de 4 de Novembro de 2014



Os Verdes” gostariam de solicitar ao executivo alguns esclarecimentos sobre um conjunto muito breve de questões.
Segundo a Proposta nº 608/2014, é necessário garantir a continuidade do fornecimento do serviço de refeições escolares, na modalidade de confecção no local, no período compreendido entre 2 de Janeiro e 6 de Abril de 2015. Porém, a prestação destes serviços às crianças das escolas básicas do 1º ciclo e jardins de infância da rede pública da cidade de Lisboa apenas está assegurada até 31 de Dezembro de 2014.
Em primeiro lugar, apenas se pretende assegurar as refeições até ao início de Abril. Contudo, o ano escolar apenas terminará vários meses mais tarde. Pergunta-se: terá a CML de proceder a um novo prorrogamento até 31 de Julho de 2015?
Em segundo lugar, o valor estimado para estes 3 meses é de cerca de 678 mil €, mas como não sabemos quantas crianças serão abrangidas por este aprovisionamento escolar, desconhece-se o número de refeições a adquirir.
Em terceiro lugar, a CML pretende recorrer à modalidade de ajuste directo com convite a uma empresa, com a qual tem vindo a trabalhar. Mas acontece que a assinatura do contrato do procedimento concursal se encontra suspenso por estar pendente uma providência cautelar interposta por um dos concorrentes. A que se deve esta situação? E que custos poderão ser imputados ao município caso perca este processo?
Em quarto lugar, a CML teve mesmo de recorrer a um parecer jurídico externo, que se encontra anexo à Proposta, e que é datado de 8 de Janeiro de 2014. Porém, de acordo com a p. 2 deste parecer, ele foi requerido porque o contrato em causa terminava logo no início deste ano, ou seja, em 28 de Fevereiro. Assim sendo, se este parecer jurídico não foi preparado para este fornecimento específico de refeições escolares até 6 de Abril de 2015, porque foi anexado à Proposta nº 608/2014?
Finalmente, a alimentação escolar infantil é uma situação que requer uma solução urgente, mas esta assunção de compromisso ainda vai necessitar de parecer do Tribunal de Contas, o qual não se prevê seja rápido. Existe algum compromisso do adjudicatário de suspensão da providência durante o período de prolongamento deste novo contrato?

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

Intervenção do Deputado Municipal do PEV, Sobreda Antunes, como Relator sobre a visita da 7ª Comissão à Escola de Música do Conservatório Nacional


Assembleia Municipal de Lisboa de 4 de Novembro de 2014

Na sessão da AML de 15 de Abril do corrente ano, foram aprovadas, por unanimidade, as Recomendações “Pela dignificação do Conservatório Nacional” e “Reabilitação do Conservatório Nacional de Lisboa”. Cinco meses depois, estes dois documentos baixariam à 7ª Comissão Permanente de Cultura, Educação, Juventude e Desporto para a devida monitorização, tendo a 7ª Comissão agendado uma visita de trabalho ao Conservatório - Escola de Música de Lisboa, no passado dia 11 de Setembro de 2014.
Gostaríamos de recordar que a Escola de Música do Conservatório Nacional, instalada no antigo Convento dos Caetanos desde 1837, não sofre obras de beneficiação desde 1946, altura em que foi sujeita a amplas obras de remodelação e inclusão de um órgão de concerto. Acontece que, quase 7 décadas passadas de constante utilização para concertos, recitais e aulas deixaram as suas marcas de degradação estrutural, encontrando-se o seu Salão Nobre, com os magníficos tectos Malhoa, com um dos balcões laterais suportado por varões de ferro para não cair, um número considerável de cadeiras danificadas, tectos com buracos e fissuras por onde entra a chuva, salas de aula com graves infiltrações, camarins em precárias condições, sistema eléctrico deteriorado, etc.
Como se trata de um histórico equipamento cultural, indispensável para as actividades de ensino especializado do Conservatório Nacional, mas também como pólo dinamizador não apenas daquela zona como de toda a cidade de Lisboa, durante anos a direcção da Escola tem requerido à tutela obras de reabilitação do edifício. Parte significativa desses ofícios consta no anexo ao presente Relatório da 7ª Comissão.
Ora o Conservatório Nacional fará 180 anos em 5 de Maio de 2015, dando sinais da idade, mas não podendo adiar as obras por muito mais tempo, devido à frequente queda de pedaços do tecto e à infiltração das águas das chuvas. Daí que seja de reconhecimento geral a necessidade de garantir as condições de segurança indispensáveis à leccionação, à formação musical, à normal realização de concertos e ao seu funcionamento em geral.
Neste contexto, as srªs e os sr.s deputados municipais foram recebidos pela direcção da Escola e pela sua presidente, aos quais endereçamos daqui os nossos agradecimentos, tendo-se procedido, primeiro, a uma visita às instalações, e depois, a uma reunião de balanço com os elementos da direcção.
No final, as srªs e os sr.s deputados da 7ª Comissão solicitam à srª Presidente da AML que envie o respectivo relatório e seus anexos a S. Exª o Sr. Ministro da Educação e Ciência, a fim de a tutela poder prestar os devidos esclarecimentos a esta AML sobre a calendarização da inadiável reabilitação estrutural do edifício.
Mais se deliberou solicitar o envio ao sr. Presidente da CML, e restante vereação, para que procedesse também ao acompanhamento de todo este processo, bem como dado conhecimento do Relatório à Junta de Freguesia da Misericórdia e à direcção da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa.
Finalmente, gostaríamos de recordar o plenário que nos foi entretanto remetido pela direcção da Escola o último ofício remetido ao sr. Ministro da Educação, que inclui o Auto de vistoria da CML mais fotografias, e que solicitámos à Mesa que fosse adicionado ao Relatório da 7ª Comissão, bem como distribuída cópia a todos os GMs.
Uma última sugestão pessoal: que esta AML se possa vir a associar às comemorações dos 180 anos do Conservatório Nacional, esperemos, já com parte das obras iniciadas ou no mínimo calendarizadas.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

Intervenção sobre a Petição nº 5 - Contra o encerramento-relocalização da Biblioteca Municipal da Penha de França e o Programa Funcional da Biblioteca da Penha de França


Assembleia Municipal de Lisboa de 4 de Novembro de 2014

A petição nº 5 surgiu quando foi anunciada a hipótese de transferência da Biblioteca da Penha de França, das instalações onde funciona desde 1964, uma antiga casa senhorial do século XVI situada no cruzamento entre a Calçada do Poço dos Mouros e a Travessa do Calado, para um rés-do-chão de um edifício de habitação na Rua Francisco Pedro Curado, entre as avenidas General Roçadas e Mouzinho de Albuquerque. A biblioteca, inaugurada em 1964, foi a primeira das bibliotecas municipais de Lisboa a ser remodelada e informatizada, já em 1992, tendo sido objecto de novo investimento de requalificação em 2009.
Segundo os peticionários, que “Os Verdes” saúdam pelo seu acto de cidadania, nunca foram apresentados pela vereação argumentos válidos para a decisão de relocalização da Biblioteca da Penha de França, nem sobre a inevitabilidade de os serviços da Junta terem obrigatoriamente de permanecer naquele edifício e não serem eles a procurarem uma melhor centralidade na área geográfica da freguesia. Ou seja: não é claro qual o real motivo para se ter equacionado a mudança da Biblioteca, mas não o da Junta. Será por o Palácio Diogo Cão ser mais digno para uma sede de executivo do que para um equipamento cultural que possa prestar um serviço público à comunidade e aos munícipes em particular?
Mesmo a nova localização prevista para a biblioteca limita a independência dos espaços funcionais consoante o tipo de utentes, designadamente os leitores infanto-juvenis que perdem um espaço autónomo, como aquele que existe actualmente. Sobram ainda dúvidas técnicas sobre a insonorização entre espaços de leitura e sobre espaços autónomos dedicados a serviços administrativos, depósitos e para uso específico dos funcionários.
Ora, em 2012, um estudo encomendado pela vereação concluíra haver em Lisboa uma cobertura territorial muito insuficiente e edifícios desadequados à missão das bibliotecas municipais. A solução prescrita pelo grupo de trabalho e aceite pela CML acabaria sendo plasmada no “Programa Estratégico Biblioteca XXI - Proposta de requalificação da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa”, aprovado em reunião de CML pela Proposta nº 249/2012, sem votos contra!
Esta proposta de requalificação assenta numa ‘lógica de proximidade’ que pretende abranger toda a cidade com uma estrutura de ‘bibliotecas-âncora’, maiores e com mais funcionalidades, complementada por ‘bibliotecas de bairro’ que respondam às necessidades mais imediatas da comunidade local envolvente, numa lógica de ‘rede de proximidade’, pois é sobejamente reconhecido que uma biblioteca devidamente inserida no seu bairro contribui para reforçar as redes sociais e diminuir as situações de isolamento social.
Para o GM de “Os Verdes”, a questão chave é que, com a aprovação da Proposta nº 249/2012, sem votos contra, foram criadas naturais expectativas no universo de utilizadores, confirmadas com a Proposta nº 4/2014, onde a Biblioteca da Penha de França foi considerada uma das bibliotecas estruturantes, na dependência da CML. Porém, o conteúdo programático do serviço de Bibliotecas Municipais aparece agora esbatido, sendo o motivo apresentado para a mudança externo à gestão do equipamento.
A própria Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas estranha esta transferência tendo em conta que em 2008-2009 a Biblioteca da Penha de França sofreu obras de beneficiação de quase 18.500 euros e que agora o Município terá de despender mais cerca de 18.000 euros para adaptação das novas instalações, antes da previsível futura mudança, como ‘biblioteca-âncora’, para uma futura área com 460 m2. A BAD concluiu que, para além da partilha de preocupações quanto ao futuro deste equipamento cultural, poderá vir a estar em causa a salvaguarda da manutenção de espaços, a unidade das colecções e fundos documentais, designadamente o infanto-juvenil, serviços e recursos humanos e materiais.
Daí que perguntemos: porque se prevê a transferência para instalações com um espaço equivalente ao actual, quando a deliberação da CML tinha em vista a construção de uma nova biblioteca na Freguesia com 460 m2? E é aqui que radica o cerne da questão. Trata-se de uma mudança temporária ou será que o Programa Estratégico Biblioteca XXI só foi apresentado porque se estava a entrar num período pré-eleitoral?
O que aconteceu entretanto nestes dois últimos anos que possa ter subvertido o Programa Biblioteca XXI? O que passou a ter prioridade no município de Lisboa? O que tem a reorganização administrativa que ver com esta mudança de paradigma cultural para a cidade? Não se pretende pôr em causa a necessidade de ampliação dos serviços da Junta de Freguesia, porém, será que a imagem institucional das Juntas passou a ser prioritária perante a oferta de serviços públicos e, em particular, a utilização dos equipamentos culturais pelos fregueses da capital? Foi para esta alteração de prioridades que os eleitores entregaram os seus votos faz este mês um ano?
Ou haverá alguma nova estratégia definida para a Rede de Bibliotecas de Lisboa que esta AML desconheça? Mantém-se ou não actual o Programa Estratégico Biblioteca XXI aprovado em sessão de CML sem votos contra, como muito gosta de sublinhar o sr. Presidente da CML? Se sim, mantém o executivo a sua decisão de construção da prevista ‘biblioteca-âncora’ na Freguesia da Penha de França com 460 m2?
Finalmente, tendo em consideração a tipologia local de consulta especializada que predomina nas actuais instalações, para além da mudança de parte dos serviços biblioteconómicos, não será de todo o interesse, para a comunidade do universo de utilizadores, que seja mantido em funcionamento um polo da biblioteca no Palácio Diogo Cão, como aliás se conclui no ponto 8 do 1º parecer da 7ª Comissão, datado de 5-6-2014? Recomendamos, por isso, à Mesa que esta AML continue periodicamente a acompanhar este processo.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

Intervenção sobre a Proposta nº 592/2014 - Suspensão parcial do PP das Amoreiras, na Assembleia Municipal de Lisboa de 4 de Novembro de 2014


O Plano de Pormenor das Amoreiras foi recentemente aprovado por esta AML, em 29/03/2011. Para a sua mais rápida execução, a CML optou de seguida por o delimitar em três Unidades de Execução distintas. Porém, passados 3 anos, por se ter deparado com dificuldades na mobilização dos proprietários da Unidade de Execução nº 1 e o abrandamento de colocação de produtos imobiliários no mercado, a CML sustenta hoje precisar que esta AML proceda à suspensão parcial do PP das Amoreiras para esta Unidade em concreto.
Objectivamente, qual é o argumento apresentado para esta suspensão dos instrumentos de gestão territorial? Segundo o art. 1º do texto das Medidas Preventivas, diz a vereação que se pretende “garantir as condições necessárias ao correcto ordenamento do território na área correspondente à Unidade de Execução 1”. Mas esta condicionante é de tal modo vaga que não se entende a que correspondem as ditas “condições necessárias” ou o que se julga ser mais ou menos “correto”. Diz-se que a “suspensão parcial” pode decorrer da verificação de “circunstâncias excepcionais resultantes de alteração significativa das perspectivas de desenvolvimento económico e social local para a zona em causa”. Os termos utilizados poderão ser linguisticamente irrepreensíveis, mas a que “circunstâncias excepcionais” se refere concretamente a CML? Que “alteração significativa” terá emergido para se requerer esta suspensão do PP? Quais eram para o executivo as reais “perspectivas de desenvolvimento económico e social local”? Em parte alguma da Proposta a CML explicita estes conceitos que lhe entravam a acção e quiçá o pensamento.
1ª observação: Será, por um lado, por o mercado imobiliário parecer estar suficientemente em alta ou por o executivo, muito estranhamente, algures numa ilha localizada em Lisboa denominada Unidade de Execução nº 1, se deparar com intransponíveis barreiras para levar a cabo o PP das Amoreiras sem necessitar de recorrer à sua suspensão? Ou será o contrário? Ou será que de facto a Unidade de Execução nº 1 é a prova, como referia a anterior Proposta nº 405/2014, do abrandamento da actividade económica? Será uma contradição óbvia ou haverá outros motivos escondidos que não conseguimos divisar?
2ª observação: Nos Termos de Referência os serviços dizem terem encontrado agora as ‘motivações’ para garantir as condições de execução do PP. Será que isto significa que a versão original do PP foi mal elaborada pela CML e mal aprovada por esta AML em 2011?
Se foi mal elaborado, porque se mantêm no essencial os objectivos programáticos iniciais? Designadamente, a consolidação da área entre o Bairro de Campo de Ourique e o reservatório da EPAL a norte, a finalização de quarteirões, o reperfilamento de vias e ordenamento de tráfego, a requalificação de eixos viários, a construção da futura estação do Metropolitano, bem como avaliar e solucionar os compromissos urbanísticos? Não se mantêm afinal ainda actual o propósito de definição de uma área urbana coerente, valorizando o espaço público e a presença humana? Não se continua a pretender promover a utilização do transporte colectivo, reformular o sistema de mobilidade, garantir percursos pedonais qualificados, promover soluções de mobilidade suave e procurar soluções atenuadoras do ruído?
Diz-se que a suspensão atenta antes incidir sobre orientações estratégicas para a sua execução. Serão elas para benefício dos lisboetas e dos residentes em particular? A CML é demasiado parca nos seus esclarecimentos. Será que está a pedir a este plenário um cheque em branco?
3ª observação: A CML também indica que na proposta de suspensão parcial do PP das Amoreiras o estabelecimento das necessárias medidas preventivas a enviar à AML deveria vir acompanhado do respectivo parecer da CCDRLVT. Recordemos que a vereação solicitou um primeiro parecer que, emitido em 29 de Agosto, lhe acabaria sendo desfavorável. Reunidas as partes para aclaração do processo, a CML solicitou um 2º parecer. E qual foi a 2ª resposta da CCDRLVT? Em meados de Outubro a Comissão volta a apreciar o seguinte (citamos): no texto da proposta da CML “não se afigura que possa assumir a natureza de medidas preventivas”; a CML “deve rever e adaptar” passagens da sua redacção; para a instrução do processo, a CML continua sem enviar “cópia das deliberações camarárias e respectivas propostas que as suportaram”.
Ou seja, ou nós nos deparamos com alguma dificuldade de interpretação ou este 2º parecer da CCDRLVT continua a não ser totalmente favorável ao município. Deve esta AML aprovar a Proposta nº 592/2014 à margem de um consenso entre a Comissão e a CML?
4ª constatação: O relatório de fundamentação para a proposta de suspensão parcial do PP enuncia que, logo após a sua entrada em vigor, foram efectuadas reuniões com os proprietários envolvidos. E acrescenta que, à excepção das Unidade de Execução nºs 2 e 3, a CML não conseguiu obter os necessários entendimentos para prosseguir os projectos. Diz-se que constataram dificuldades na sua execução, e que a alternativa seria optar pelo mecanismo de expropriação. Mas jamais se enumera quais foram as complicações surgidas com os proprietários ou qual a estimativa de custos com a eventual expropriação.
A solução passou então a ser a alteração parcial do PP. Ou seja, a imagem que o executivo deixa é de que, não conseguindo dialogar com os proprietários de modo a pôr em curso a Unidade de Execução nº 1, a CML opta por pretender forçar à pressa a alteração do PP, com o objectivo de não se deparar com qualquer futura oposição local. Alterem-se os pressupostos, corrijam-se os instrumentos de gestão territorial desfavoráveis ao município, e os abrangidos na área do PP que aceitem as novas ‘regras do jogo’. Pretende mesmo a CML ir ao encontro das partes envolvidas ou estará aqui a ceder perante a lei de um interveniente mais forte?
Apenas através da anterior Proposta nº 405/2014, de que não foi cedida cópia a esta AML, se deduz que no espaço da Unidade de Execução nº 1 existem antecedentes de permuta de terrenos com a EPAL e os Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique que remontam a 1956. Apenas por aí se divisa a urgência do executivo em solucionar os pendentes com a EPAL, mas não nos parece que fique ainda assegurado o quartel dos bombeiros. Ou seja, qual seria, de facto, o valor da indeminização à EPAL pelo eventual incumprimento do município? Transitam os Bombeiros Voluntários directamente do espaço que hoje ocupam para essa nova parcela? Quem custeará a construção do futuro quartel dos bombeiros no terreno a ceder pela EPAL? Com prazos de decisão tão apertados, a proposta nem sequer foi adequadamente apreciada em sede de Comissão, pois teria sido interessante obter a posição da EPAL e dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique. Lamentavelmente, nem houve tempo para tal.
5ª constatação: Quanto às questões do meio ambiente, o parecer dos serviços sobre a qualificação do PP apenas informa não ser “expectável que provoque ou intensifique problemas ambientais” ou que ocorram “impactes significativos no ambiente”. Todavia, a nota não explicita argumentos, nem como através de que critério se poderá ter chegado a essa futurista previsão. Como é referido no próprio texto da ‘Qualificação da alteração ao PP’, esta alteração “incide essencialmente em aspectos operacionais”, de que destacamos a alteração de nova parcela destinada ao quartel e a previsão de estacionamento subterrâneo para 110 viaturas a favor dos bombeiros. Logo, o parecer é omisso, mas não o suficiente para que a CML nos venha propor a dispensa de avaliação ambiental. Trata-se de mera superficialidade na apresentação da proposta ou de uma casual omissão?
Em suma, conclui-se, por um lado, que resolvido o contencioso com a EPAL, bombeiros e equipamentos sociais de educação e saúde continuarão com o seu futuro em suspenso. Por outro, até a própria CCDRLVT é de parecer que (citamos) “as Medidas Preventivas propostas não se articulam com o pedido de suspensão, nomeadamente no seu âmbito material, ainda que estejam devidamente estruturadas”.
Daí que o GM de “Os Verdes” depreenda que há aqui uma história urbanística apressadamente mal contada, pelo que o executivo deveria fornecer a este plenário melhores e bem mais fundamentadas explicações, para que todos possamos anuir em consciência. Até lá, não nos parece que esta AML esteja disponível para continuar a ser embalada por processos deficientemente instruídos. A posição de “Os Verdes” fica assim dependente das respostas da vereação.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

03/11/2014

«Os Verdes» visitaram o Bairro do Tarujo e o Bairro da Liberdade, na Freguesia de Campolide

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» realizou, no dia 31 de Outubro, uma visita ao Bairros do Tarujo e ao Bairro da Liberdade, na Freguesia de Campolide, que contou com a participação do Vereador da CDU na CML e eleito na Assembleia de Freguesia de Campolide, Carlos Moura. 
   
Esta visita inseriu-se na iniciativa que o Grupo Municipal do PEV está a desenvolver que consiste em realizar vistas e contactos com a população por todas as freguesias, com vista a auscultar os principais problemas que afectam os munícipes e, assim, ser porta-voz dos seus problemas e aspirações na Assembleia Municipal de Lisboa.  
   
Durante esta visita, «Os Verdes» constataram alguns problemas relacionados com as condições de habitabilidade e com a requalificação do espaço público, sobre os quais solicitarão esclarecimentos ao executivo municipal e apresentarão propostas na Assembleia Municipal de Lisboa, no sentido da sua resolução e consequente melhoria da qualidade de vida dos moradores daquela freguesia.

Solicita-se aos srs e srªs jornalistas a divulgação do presente comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 03 de Novembro de 2014

31/10/2014

Grupo Municipal de «Os Verdes» visita freguesia de Campolide

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» realizou, no dia 31 de Outubro, uma visita à freguesia de Campolide, que contou com a participação do Vereador da CDU na CML e eleito na Assembleia de Freguesia de Campolide, Carlos Moura.
Nesta visita, «Os Verdes» constataram alguns problemas relacionados com as condições de habitabilidade e com a requalificação do espaço público, sobre os quais solicitarão esclarecimentos ao executico municipal e apresentarão propostas na Assembleia Municipal de Lisboa, no sentido da sua resolução e consequente melhoria da qualidade de vida dos moradores daquela freguesia.