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12/06/2017

Uma ideia verde para Lisboa

Hoje, na Feira do Livro, Os Verdes desafiaram os cidadãos a pensar a cidade e a dar sugestões para que Lisboa seja uma cidade mais sustentável, para quem nela vive, trabalha, estuda e a visita!

Uma iniciativa com grande participação o que prova que os lisboetas se preocupam e se interessam pela sua cidade!







30/09/2014

«Os Verdes» contestam a introdução de portagens urbanas nas cidades por não passarem de um novo imposto camuflado

«Os Verdes» elegeram, para a sessão de declarações políticas de hoje na Assembleia Municipal de Lisboa, a melhoria das acessibilidades e da mobilidade nas grandes cidades, no âmbito da apresentação pelo Governo do relatório sobre fiscalidade verde. 
   
PEV não concorda com o carácter penalizador da reforma da fiscalidade verde, a qual em vez de apostar na sensibilização e educação ambiental, prevê a penalização dos cidadãos através da criação de novos impostos encapotados como forma de aumentar as receitas do Estado pela via fiscal à custa das pessoas e do direito à mobilidade.  
   
Para «Os Verdes», se o Governo estivesse realmente preocupado com as questões ambientais e da mobilidade, não aumentava a carga fiscal de quem utiliza o automóvel, mas aumentava sim a abrangência espacial e a frequência temporal dos transportes públicos e os benefícios fiscais de quem os utiliza.

Só um maior incentivo à mobilidade suave, uma maior utilização do transporte público ou um maior estímulo à partilha do automóvel é que representaria, para o PEV, uma óbvia vantagem, tanto para o ambiente, como para uma qualidade de vida mais saudável, quer para o bolso do cidadão, quer para um verdadeiro desenvolvimento sustentável.

Em suma, o PEV entende que é importante deixar claro que as portagens urbanas, sem alternativa de transporte, como uma rede de transportes públicos eficiente que crie verdadeiras opções de utilização às pessoas que diariamente se deslocam, não é uma boa medida ambiental porque não serve nenhum propósito de diminuição de tráfego e não contribui em nada para a diminuição da circulação do automóvel particular.

Solicita-se aos srs e srªs jornalistas a divulgação do presente comunicado.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 30 de Setembro de 2014

Intervenção do Deputado Municipal Sobreda Antunes na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, 30 de Setembro de 2014 sobre Declarações Políticas


O sr. Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia apresentou recentemente uma denominada proposta de Compromisso para o Crescimento Verde, onde defende, entre outras soluções, “medidas dissuasoras de utilização do automóvel individual, como portagens nas cidades, destinadas ao financiamento dos transportes públicos”. E argumenta que com a conclusão do Programa de Assistência Económica e Financeira, monitorizado pela Troika, seria agora fundamental estabelecer e concretizar uma visão pós-troika que implicaria “a manutenção do indispensável comprometimento duradoiro de responsabilidade orçamental”.
Entre estratégia orçamental e portagens, onde está afinal o beatífico objectivo do Governo? Serão as portagens uma solução para conter a entrada de veículos, por exemplo, em Lisboa? Ou não estará o Governo, encapotadamente, a esconder novos impostos sobre os cidadãos? Com efeito, e segundo anunciou este mês (no passado dia 18/9) a Estradas de Portugal, as receitas de portagem aumentaram 8,6%, ou seja, 86,5 milhões de euros, nos três meses de verão deste ano em relação ao período homólogo de 2013. Trata-se de um encaixe substancial para os cofres do Estado. E se ainda lhe pudéssemos acrescentar mais umas portagenzinhas…
No entanto, como defendem outros especialistas nesta matéria, “se o Governo estivesse realmente preocupado com as questões do ambiente e da mobilidade, não aumentava a carga fiscal de quem utiliza automóvel; aumentava sim a abrangência espacial e a frequência temporal dos transportes públicos e os benefícios fiscais de quem os utiliza”.
Por isso, quando nos vem um grupo - a Coligação para o Crescimento Verde - dizer que foram elaborados estudos sobre a melhoria da qualidade do ar, e uma das medidas que são propostas é justamente a introdução de portagens para os automóveis que entram nas cidades, a afirmação merece uma análise mais abrangente, para além não apenas dos impactos de cariz ambiental, como também considerando as suas implicações sociais e económicas sobre o quotidiano das famílias das grandes metrópoles.
Senão vejamos. A quem prejudica e quem acabará por beneficiar com esta medida? Será que se trata de um projecto sustentável e socialmente equilibrado? Na área da Grande Lisboa, porque existem portagens em algumas circulares, enquanto a IC19, que até tem uma linha ferroviária paralela ao seu itinerário, ou a A5 de Oeiras para Lisboa e a A8, no troço de Loures para Lisboa, não têm portagens? Porque não se dá prioridade à implementação de mais faixas ‘bus’ ou a linhas de transporte ferroviário rápido com interfaces? Porquê criar restrições de carácter económico, se a aplicação de outras medidas mais objectivas poderão ser também dissuasoras do transporte individual?
É sabido que ela foi já aplicada em cidades como Londres e Estocolmo, tendo como principal objectivo a diminuição das emissões de dióxido de carbono (CO2), que constituem um dos principais factores de poluição das cidades. Que o que se pretende é criar portagens nas entradas das principais cidades, como Lisboa e Porto, ou apenas permitir o acesso em dias interpolados da semana, ou mesmo, por exemplo, pelo recurso à autorização do acesso alternadamente a viaturas com matrículas, ora pares num dia, ora ímpares nos outros. Mas podemos comparar a rede de transportes de Londres ou as alternativas de circulação em Amesterdão com as de Lisboa ou do Porto?
1ª questão: Interessarão as portagens às Câmaras ou aos munícipes? A elas talvez não, embora não o confessem abertamente. E porquê? Porque investiram na construção de vários parques de estacionamento, fizeram aprovar taxas de estacionamento, à superfície e subterrâneo, e precisam da colecta das ‘moedinhas’. Quanto mais ‘pilim’ tilintar na máquina, melhor para os seus depauperados orçamentos. O resultado seria: Municípios - 1 x Munícipes - 0.
2ª questão: Será que quanto mais portagens existirem, menos carros entram nas cidades? Ora, nós já temos esse exemplo implementado em Lisboa, na Ponte 25 de Abril. Ou seja, temos o modelo de portagens numa determinada zona de Lisboa - para os acessos de algumas pessoas e localidades da margem sul - que bem se vê, pelos longos engarrafamentos a que assistimos, não tem qualquer efeito relativamente ao objectivo pretendido. Isto é, não houve qualquer redução do transporte individual nas entradas das Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama por causa das portagens que aí existem. Depois, o custo de um bilhete no comboio da Fertagus é mais caro do que um bilhete de quem vem de longe e usa outro tipo de transporte público. Donde, mais estradas igual a mais viaturas e mais tráfego. Resultado: Poluição - 1 x Ambiente - 0.
3ª questão: Das duas uma. Ou a fronteira é muito estreita e contempla apenas a zona central ou a Baixa citadina, que até já deveria ser maioritariamente pedonal e ciclável, ou se encontra posicionada nos limites mais periféricos. Então, se as portagens são para impedir o acesso à cidade, quem já vive nela e está dentro do perímetro de circulação autorizado sai beneficiado. Não seria uma medida discriminatória?
4ª questão: Também se apenas acederem, alternadamente, viaturas de matrícula par ou ímpar, quem só possui um utilitário familiar não entra, mas as famílias mais abastadas, que possuam 2 e 3 carros, entram sempre à mesma na cidade: às 2ªs, 4ªs e 6ªs entre as matrículas pares; às 3ªs, 5ªs e sábados entrariam as matrículas ímpares. Voltaria a ser uma opção discriminatória.
5ª questão: Impostos, são sempre os mesmos a pagá-los. Ou seja, quando um casal vem em viatura particular trabalhar para a cidade e traz uma criança para um infantário, se deixa de o fazer e tem de usar o actual minimalista sistema de transportes, sai penalizado. Então, porque não promover os transportes públicos com uma tarifa bilhética para passes familiares, pelo número de membros na família? No caso de um quadro dirigente ou administrador, que se desloca em carro de topo de gama, seu ou da empresa em que exerce funções, por vezes com motorista, entra sempre na cidade, porque o seu orçamento ou o da empresa pode suportar os encargos das eventuais taxas de acesso. Auferindo um bom ordenado ou pagando-lhe a empresa a compensação pela taxa, entra sempre no referido perímetro. Pelo que as famílias mais pobres ficam de fora. É ou não é discriminatório?
6ª questão: Esta tentativa de desincentivo do uso do automóvel particular, transferindo o Governo o ónus sobre os munícipes, constitui uma medida manifestamente impopular. Depois, não passa de uma forma de sobrecarregar ainda mais as famílias, que neste momento já encaminham uma percentagem considerável do seu orçamento familiar para o custo dos transportes, para além de já terem contribuído para o erário público através dos impostos.
Finalmente, o Governo, que mais não tem feito do que prosseguir políticas erradas em relação à mobilidade e tem empurrado cada vez mais os portugueses para fora dos transportes colectivos e para o recurso ao automóvel individual, o que tem em vista é a privatização de um serviço público indispensável ao dia a dia de estudantes, idosos e trabalhadores em geral.
O Governo vota ao total desprezo a resolução dos problemas dos vários sistemas de transportes colectivos, a bilhética, a resolução dos problemas da intermodalidade entre os vários sistemas de transporte público, o uso de veículos com baixa emissão de poluentes ou, por exemplo, a construção de novos troços ferroviários que garantissem um acesso rápido à capital. A tutela não parece interessada em incentivar o uso do transporte colectivo movido a energias mais limpas, nem incentiva o papel das tão reclamadas Autoridades Metropolitanas de Transportes. O Governo deveria dar orientações às empresas públicas de transportes para repor e reforçar horários de circulação e carreiras de transportes públicos na cidade de Lisboa, anuindo, em complemento, na criação de bolsas de estacionamento nos interfaces à entrada da cidade.
Aqui sim, haveria uma óbvia vantagem, tanto para o ambiente, como para uma qualidade de vida mais saudável, quer para a bolsa do cidadão, quer para um desenvolvimento sustentável alternativo. Que se alarguem antes as faixas ‘bus’ e se estimule o uso do transporte público colectivo. Corrijam-se os regulamentos de cargas e descargas. Estimulem-se campanhas de sensibilização nas escolas para o perigo das alterações climáticas e para o uso das energias alternativas.
Em suma, é importante deixar claro que as portagens, sem alternativa de transporte, como uma rede de transportes públicos eficiente que crie verdadeiras opções de utilização às pessoas que diariamente se deslocam, não é uma boa medida ambiental, porque não serve nenhum propósito de diminuição de tráfego e não contribui em nada para a diminuição da circulação do automóvel particular e da redução das emissões poluentes e, por consequência, da própria saúde dos munícipes. O objectivo real da ‘solução portagens’ é apenas um novo aumento de impostos. Afinal, quem está interessado em correr atrás da solução ‘portagens’? Os residentes e munícipes não de certeza.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”

23/04/2013

Oeiras - “Os Verdes” promovem debate sobre sustentabilidade urbana

No quadro das iniciativas comemorativas dos 30 anos do Partido Ecologista “Os Verdes”, que decorrem sob o lema “30 anos de Lutas Ecologistas”, realizou-se na passada sexta-feira, dia 19 de Abril, em Oeiras, um debate promovido pelo PEV sobre sustentabilidade urbana, onde foram discutidas questões relacionadas com os transportes públicos, privatização do setor da água e a reforma administrativa.
Esta iniciativa decorreu no Auditório César Batalha (Galerias Alto da Barra), e contou com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia e com o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas, Daniel Branco.







18/04/2013

Amanhã em Oeiras - “Os Verdes” promovem debate sobre sustentabilidade urbana



No quadro das iniciativas comemorativas dos 30 anos do Partido Ecologista “Os Verdes”, que decorrem sob o lema “30 anos de Lutas Ecologistas”, realiza-se amanhã, sexta-feira, dia 19 de Abril, em Oeiras, um debate promovido pelo PEV sobre sustentabilidade urbana, onde serão discutidas questões relacionadas com os transportes públicos, privatização do setor da água e a reforma administrativa.

Esta iniciativa, que decorrerá na Auditório César Batalha (Galerias Alto da Barra), pelas 18.30h, contará com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia e com o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas, Daniel Branco.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
www.osverdes.pt
Lisboa, 18 de Abril de 2013

17/04/2013

19 de Abril – Oeiras: “Os Verdes” promovem debate sobre sustentabilidade urbana



No quadro das iniciativas comemorativas dos 30 anos do Partido Ecologista “Os Verdes”, que decorrem sob o lema “30 anos de Lutas Ecologistas”, realiza-se na próxima sexta-feira, dia 19 de Abril, em Oeiras, um debate promovido pelo PEV sobre sustentabilidade urbana, onde serão discutidas questões relacionadas com os transportes públicos, privatização do setor da água e a reforma administrativa.

Esta iniciativa, que decorrerá na Auditório César Batalha (Galerias Alto da Barra), pelas 18.30h, contará com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia e com o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oeiras, nas próximas eleições autárquicas, Daniel Branco.

O Partido Ecologista “Os Verdes”
Lisboa, 17 de Abril de 2013

11/06/2007

Criar cidades sustentáveis

“as cidades são sistemas cujo funcionamento deve imitar os sistemas naturais: devemos fazer tudo o que pudermos para criar cidades que sejam compatíveis com os próprios ecossistemas da natureza, e para isso temos que garantir que, tal como as florestas ou os recifes de corais, elas adoptem deliberadamente um metabolismo circular, produzindo apenas resíduos que possam ser beneficamente reabsorvidos pela natureza”

Um perspectiva a ter em atenção, no novo livro "Criar Cidades Sustentáveis". Em Lisboa, tal implica, nomeadamente, não construir nas áreas definidas e identificadas no Plano Verde.

24/05/2007

Dimensão urbana das políticas comunitárias

A Comissão Europeia anunciou hoje o lançamento de um guia elaborado pelo grupo de desenvolvimento urbano da Comissão Europeia, dirigido aos responsáveis municipais das cidades europeias para os informar sobre as políticas e ajudas comunitárias que as suas localidades podem beneficiar.
“Para governar optimamente uma cidade esta tem que estar bem informada. Estou segura que este guia, o primeiro do tipo, será um contributo chave nesse sentido e ajudará a tornar mais atractivas e competitivas as urbes europeias”, sublinha a comissária europeia de Política Regional.
Esta ferramenta, intitulada “The urban dimension in Community policies for the period 2007-2013”, explica com detalhe as políticas comunitárias que afectam as cidades, assim como os recursos económicos que oferece a UE, como os fundos de coesão do Fundo de Desenvolvimento Regional e Fundo Social Europeu.
A cultura, juventude, saúde, ambiente, transportes urbanos, eficiência energética, segurança urbana, ajudas estatais e serviços ao cidadão são algumas das áreas desenvolvidas neste guia, que comenta e põe em contexto cada iniciativa comunitária e a viabilidade da sua aplicação municipal.
Fazia bem a ‘Lisboa’ consultar este guia, o qual pode ser acedido no URL
http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docgener/guides/urban/index_en.htm.

20/04/2007

Plano Municipal do Ambiente

"A Câmara de Lisboa deverá apresentar este ano um Plano Municipal de Ambiente, que definirá as estratégias da cidade no contexto das alterações climáticas, anunciou o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.
(...) Além de estabelecer medidas e objectivos concretos em questões como o ciclo da água, os resíduos, o ruído ou a poluição, o Plano Municipal de Ambiente deverá acautelar também novas regras de planeamento e edificação urbana e ainda definir medidas face à possível subida do nível do mar." (Correio da Manhã)

Estaremos atentos...
E continuamos à espera de novas sobre a Agenda 21 Local.

11/04/2007

ECOXXI


A Fundação para a Educação Ambiental em Portugal – Associação Bandeira Azul da Europa (FeePortugal - ABAE) iniciou em 2005 o projecto ECOXXI, cujo objectivo é o de promover as boas práticas relativamente a politicas de sustentabilidade, com especial ênfase na vertente da promoção da educação ambiental em conjunto com a aferição de outros parâmetros de qualidade ambiental (que incluem a mobilidade sustentável, a eficiência energética, o turismo sustentável, o empenho dos municípios relativamente à Agenda XXI Local, entre outros) . Participaram 41 municípios, dos quais 20 receberam o galardão. Lisboa não se encontra entre os participantes...

04/04/2007

Governação local sustentável


Há uma nova ligação, na coluna do lado: para o ICLEI - Local Governments for Sustainability. Porque é importante estar a par do que se faz e do que é possível fazer, no domínio da sustentabilidade.

25/03/2007

A Reconstrução da Cidade



Por ocasião do 25º aniversário do Prémio Europeu para a Reconstrução da Cidade, a Fundação Philippe Rotthier para a Arquitectura, sita em Bruxelas, em conjunto com A Vision of Europe - Uma Visão da Europa - e o Laboratório CivicArch, da Universidade de Ferrara, lança o prémio para “O Melhor Bairro Urbano da Europa”.
O Prémio Europeu para a reconstrução da cidade 2008 promove as características de excelência no domínio da concepção e da construção de novos bairros urbanos e visa realçar o génio europeu no âmbito da construção da matriz fundamental da cidade europeia tradicional: o bairro urbano misto. O Prémio visa também encorajar a criação de novos bairros urbanos mistos concebidos segundo os princípios do Desenvolvimento Sustentável e do Livro Verde da UE sobre o Ambiente Urbano.
As candidaturas, que deverão dizer respeito a novos bairros urbanos, à reconstrução e renovação de bairros urbanos já existentes, à combinação de novas construções e de reestruturações no âmbito do Renascimento Urbano, estão abertas a arquitectos, engenheiros, urbanistas, entidades municipais, associações públicas e privadas, agências públicas e privadas que pretendam apresentar o Melhor Bairro Urbano construído na Europa nos últimos 25 anos.
E Lisboa, vai ficar de fora?

21/03/2007

Cidade do Meio Ambiente nascerá em Soria

"A Cidade do Meio Ambiente é um projecto urbano concebido com uma perspectiva holística e servirá como um exemplo da aplicabilidade real das mais avançadas propostas em matéria ambiental. Situar-se-á em Soto de Garray, muito próximo de Soria (Espanha). O Consorcio para a Cidade do Meio Ambiente recebeu o prémio “Ciudad, Urbanismo y Ecología 2006”.

Distingue-se de outros projectos porque se fundamenta em critérios de sustentabilidade: respeito pelas características naturais da área onde se implantará, com cuidado pela topografia e melhoria do espaço arborizado, aplicação de práticas de arquitectura sustentável, sustentabilidade energética, soluções avançadas para a gestão da água e dos resíduos, mobilidade sustentável e actividades empresariais e industriais mais compatíveis e respeitosas para com o meio ambiente.

A superfície total ocupada será de 560 hectares e estará ordenada territorialmente em 8 áreas distintas. Cerca de 58% do espaço destas áreas estará dedicado a actividades culturais, desportivas e de lazer, 21% será ocupado por residências e 21% por actividades comerciais, de investigação e indústria".


Ora aí está um exemplo a ter em atenção.

19/03/2007

Agenda 21 Local em Lisboa continua em agenda


Segundo dados do Grupo de Estudos Ambientais da Universidade Católica Portuguesa, de Dezembro de 2006 (www.agenda21local.info) somos o país europeu com menor nº de Agendas 21 Local. E também Lisboa, aí, marca passo... Há meses que está prevista a preparação de um workshop, neste âmbito, que não se concretiza. A criação da Agenda 21 Local Lisboeta ainda vai na definição de conteúdos...

Manifesto de cidadãos por Lisboa

Antes do texto em si, recorde-se a existência de uma lista de descarte de património proposta pela vereação da CML que “pretende alienar vários lotes de terrenos e edifícios (alguns palácios) municipais, com vista a um encaixe de, pelo menos, 175 milhões de euros”. O problema não é propriamente a transacção, "mas há outras soluções de rentabilização de espaço que não a venda" e que pode passar pela cedência de espaços ou aluguer dos edifícios 1.
Agora, aqui se transcreve, sem comentários adicionais, um ‘manifesto’ publicado por um grupo de ’amigos de Lisboa’ num jornal diário 2, contra a ameaça de Destruição da Cidade. Para já, a lista do património do Estado e da cidade à venda é o seguinte: a Docapesca, o Hospital de D. Estefânia, o Instituto Português de Oncologia, o Liceu Machado de Castro, a Penitenciária de Lisboa, o Quartel de Infantaria nº 1 / Forte do Conde de Lippe.


“A anunciada venda pelo Estado de um conjunto de edifícios em Lisboa constitui um acto inaceitável de egoísmo de geração e um sério revés nesta cidade que herdámos e a que nos habituámos, independentemente da lógica, dos argumentos económico-financeiros e do modo como ela está a ser feita. Recorde-se que a saída das populações se deveu à substituição de habitação por actividades que depois foram deslocalizadas para periferias, e à degradação do parque habitacional que não foi compensada por uma reabilitação. Mais, quando, excepcionalmente, um bem público é vendido em hasta pública, devia definir-se primeiro as condições a cumprir pelos candidatos (o património não pode ser vendido exclusivamente por razões de tesouraria, discutíveis - a Penitenciária ser vendida pelo Estado ao próprio Estado por 60 M?, para depois ser revendida por muito mais?!). O local mais adequado para se tratar disso é no PDM e não a opinião de um ministro avulso. Enquanto cidadãos interessados pela nossa cidade, colocamos de seguida uma série de questões a quem de direito, para que não sejamos, mais uma vez confrontados com mais um facto consumado:
Qual o papel da CML, do Ippar e dos cidadãos neste processo?
A CML deve ser consultada e o seu parecer acatado. O PDM, observado. Os equipamentos constam no Inventário Municipal de 2006 que suporta a actual revisão do PDM, e são centrais para o pulsar da cidade, independentemente da respectiva tutela ministerial. Não é indiferente a Lisboa se os espaços desocupados "virarem" condomínios ou jardins! O Ippar deve fazer o seu trabalho sem pressões do poder político. E os cidadãos, quando serão ouvidos quanto ao futuro da sua cidade?
Serão os argumentos apresentados plausíveis?
Equipamentos obsoletos? Mal dimensionados? Provocam congestionamento nos centros urbanos? Que se prove primeiro! Lisboa não se pode dar ao luxo de ficar sem serviços centrais só porque alguém acha que deve ficar, ou porque há negócios imobiliários em perspectiva. Lisboa já ficou sem moradores, salas de espectáculo, comércio tradicional. É bom que não fique sem aquilo que faz entrar as pessoas em Lisboa! Aliás, se não tivesse prevalecido a ideia da bondade da concentração, e muitas e ricas alternativas se teriam encontrado, no sentido da complementaridade do centro com o restante corpo urbano, ficando vivo o primeiro, equilibrado e digno o segundo.
Será adequado o destino que se anuncia para esses equipamentos?
Até que ponto as soluções preconizadas não serão nefastas para a cidade? Pretende-se uma cidade de condomínios privados ou uma cidade de bairros, em que a relação de vizinhança seja a mais-valia e os espaços verdes uma realidade?
Ex: retira-se o IPO de uma zona especialmente bem servida por transportes públicos e o que é que o Estado (e o município) vai autorizar para ali? Os privados normalmente nunca compram "gato por lebre"; quanto valerá para os privados o IPO se o destino for zona verde? Muito menos se para condomínio ou escritórios. Mudar-se o IPO para Oeiras? Há auto-estrada, e o resto?
E no que se refere à Penitenciária (EPL), um centro comercial? A destruição total, parcial? Porque se afirmou que a estrutura não pode ser alterada? Ir para o Linhó-Sintra? Então esse local não está em vias de ser um aglomerado urbano contínuo? Em Barcelona, por exemplo, o EP está no centro da cidade, no meio de um bairro habitacional, sem sequer precisar de qualquer perímetro de segurança! Diz-se que com o dinheiro resultante da venda do EPL irão ser edificados dois novos estabelecimentos prisionais (Linhó-Sintra e Alcoentre) em três anos!? E os concursos públicos internacionais? As derrapagens de prazos, a falta de experiência na construção de estabelecimentos prisionais?
Valor patrimonial em jogo e propostas condizentes.
As propostas que apresentamos supõem, primeiro, que a vontade do Estado em vender é um facto; segundo, que os ministérios podem e devem entender-se entre si de modo a que as sinergias daí resultantes permitam a maximização de recursos, a preservação física dos espaços e da memória; impeçam toda e qualquer possibilidade de especulação imobiliária e, mais importante, que os novos equipamentos continuem a servir o interesse das populações”.

Nota final:
Na calha: Hospitais Júlio de Matos, Santa Marta, Capuchos, Miguel Bombarda, São José e Desterro, Centro Psicologia Aplicada do Exército, Convento e Quartel da Graça, Casão Militar (Graça), Cadeia das Mónicas, Escola-Oficina nº1 (da Maçonaria), Estado-Maior do Exército, Regimento de Transmissões e de Sapadores, Governo Militar de Lisboa, Instituto Hidrográfico e Tribunal da Boa-Hora.

Os subscritores: Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Brandão, Daniel Melo, Fernando Jorge, Jorge Silva Melo, José Carlos Mendes, Júlio Amorim, Luís Pedro Correia e Nuno Valença (Fórum Cidadania Lx), Filipe Lopes (OPRURB), Guilherme Alves Coelho, Helena Roseta, Luís Coimbra e Nuno Teotónio Pereira.

1. “Venda de seis edifícios e dez lotes rende 175 milhões”, DNotícias 2007-03-13, no URL
www.dn.sapo.pt/2007/03/13/cidades/venda_seis_edificios_e_lotes_rende_m.html
2. “Seis casos, cinco ministérios, um só destino?”, Público 2007-03-18