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06/12/2016

Intervenções na Assembleia Municipal de Lisboa

Os deputados municipais de Os Verdes  - Cláudia Madeira e Sobreda Antunes - fizeram, na reunião de hoje da Assembleia Municipal de Lisboa, diversas intervenções:

Sobreda Antunes - “Os Verdes apresentam hoje 3 recomendações: Uma sobre os Acessos do Pavilhão Desportivo do Bairro Padre Cruz (…) Um segundo documento sobre o problema de “Amianto no Bairro Dona Leonor (…) E uma terceira recomendação sobre a necessidade de Construção de ponte pedonal em Belém.”


Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Cláudia Madeira - “Gostaríamos de saber se o executivo na altura da assinatura do protocolo e do anúncio das alterações que pensa implementar a nível da rede da Carris, já tinha reunido com todas as juntas de freguesia da cidade, assim como com a Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa. (…) Sobre o Metro e o facto de se vir adiando a recomendação da imediata reposição das quatro carruagens na Linha Verde, até que seja possível as composições passarem a ter as seis carruagens, recomendação já várias vezes aprovada nesta Assembleia, não se percebe a passividade da Câmara.”


Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

Sobreda Antunes - “O PEV estranha é o facto de a área de intervenção da Lisboa Ocidental SRU continuar a alargar-se a outras zonas da cidade, que não a óbvia e inicial zona ocidental. (…) Em suma, será que afinal o que executivo pretende é que a SRU se substitua à recém-extinta EPUL para intervenções um pouco por toda a cidade? Então, porque foi extinta a EPUL?”


Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

08/03/2016

Património da extinta EPUL


Enquanto existiu durante mais de 40 anos, a EPUL realizou um trabalho mais do que meritório para a urbanização da cidade, e basta recordarmo-nos das urbanizações em Belém, Carnide ou quase 100% do bairro de Telheiras e Alto da Faia. A EPUL configurava um instrumento de urbanização com custos controlados na cidade, que prometia não só equilibrar o desenvolvimento urbano, mas também um meio de regulação do mercado, impedindo fenómenos de livre especulação com o valor dos solos.
A CML já reconheceu que ela “ficou ferida de morte, entre 2002 e 2004, com os projectos dos estádios, com o negócio do Vale de Santo António, com as intervenções no Parque Mayer, no Triângulo Dourado em Alcântara e, principalmente, com o Martim Moniz”.
Ora, de acordo com o Relatório de Liquidação da empresa, datado de Abril do ano passado, o seu património total fora avaliado em 112,4 milhões, tendo cerca de 4,8 milhões sido considerado como não alienável. E já em 2016, a gestão de cadastro municipal referiu-se à integração do património da extinta EPUL no inventário municipal de bens.
O que “Os Verdes” pretendem ver esclarecido é qual a tipologia, a localização e a extensão desses bens. Pelo que as questões a colocar são então as seguintes:
Qual o volume dos bens patrimoniais que transitaram para a propriedade da CML? Poderá ser remetida a esta AML uma listagem desses imóveis e terrenos, alguns deles ainda para venda pelo município? Em quanto importará à CML a sua manutenção? Finalmente, pondera o executivo transferir alguns desses bens, tanto imóveis como terrenos, para a gestão das Juntas? Se sim, quais em particular serão prioritários? E quando seremos informados do agendamento dessa transferência?


Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

23/02/2016

1ª Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita do Presidente da CML, proferida em 23 de Fevereiro de 2016


 
O Grupo Municipal de “Os Verdes” analisa hoje a Informação Escrita do sr. Presidente, no trimestre compreendido entre Novembro de 2015 e Janeiro de 2016, indicando a respectiva paginação.
Na p. 20 da IEscrita, a Direcção Municipal de Finanças inventaria a Instrução de Pedidos de Pagamento e os Recebimentos ou Financiamentos Externos, enumerando as verbas oriundas do Casino de Lisboa. Sr. Presidente, pode esclarecer este plenário qual o destino dado a estas verbas? A que obras de beneficiação na cidade e de melhoria da qualidade de vida dos munícipes se destinaram?
Na p. 34, a Direcção Municipal de Gestão Patrimonial indica ter procedido a um conjunto de registos notariais, com escrituras de aquisição imobiliária do Município, incluindo 10 lojas à SGAL - a Sociedade Gestora da Alta de Lisboa. A que fim concreto se destina a aquisição destas lojas? Não será mais natural a sua cedência ocorrer gratuitamente, como contrapartida de bens e serviços, com base no famoso Contrato Inominado?
Depois, na seguinte p. 35, a gestão de cadastro refere a integração do património da extinta EPUL no inventário de bens municipal. Pode-nos esclarecer que tipologia ou sua localização e qual a extensão desses bens? Em quanto importará à CML a sua manutenção? Pondera o executivo transferir alguns desses bens ou imóveis para a gestão das Juntas? Se sim, quais em particular serão prioritários?
Avancemos agora para a p. 37, onde a Direcção Municipal de Recursos Humanos indica a existência de 519 postos de trabalho vagos no Mapa de Pessoal da CML. E na p. 39 indica-se a existência de 489 contratos de prestação se serviços. Porém, a p. 38 refere a abertura de 2 procedimentos concursais para apenas 2 lugares. Sr. presidente, será possível ser enviado aos GMs um quadro actualizado contendo as vagas por categoria? Quantos lugares estão reservados para progressão nas carreiras? Quantos poderão ser abertos ao exterior?
Finalmente, na p. 111, a Divisão de Reconstrução e Requalificação de Espaços Verdes enumera, embora apenas laconicamente, a substituição do pavimento do Príncipe Real. Ora este projecto parece que afinal tem muito mais que se lhe diga.
A requalificação do Jardim França Borges, vulgo Príncipe Real, tinha tido início a 9 de Novembro de 2009. Finalmente, 6 anos após a contestada intervenção levada a cabo em 2009 e 2010, a vereação dos espaços verdes reconheceu o problema do piso inicial que ela própria escolheu. Agora, estimava-se que o jardim fosse encerrado durante, pelo menos, um mês, para permitir a colocação de um novo piso.
De acordo com a base de dados das contratações públicas, a nova substituição do piso do Jardim, iniciada no passado dia 14 de Janeiro, tem um prazo de execução estipulado para a obra de repavimentação de 20 dias, atingindo uma despesa no valor de 74.562,36 € + IVA.
Acontece que o piso que começou a ser colocado acabaria por ser um tapete de alcatrão, não poroso, com alguns centímetros de espessura, dotado superficialmente de uma resina sintética que lhe proporciona a simulação da cor de terra, com o argumento de que esta seria a única solução para evitar poeiras.
Estranha-se no entanto que, o que há décadas parecia fácil em cuidar-se da manutenção dos jardins e ter pisos sem incómodos para os munícipes, hoje, segundo parece, ter-se-á tornado um problema insolúvel para o actual pelouro dos espaços verdes. E estranha-se, por isso, que não sejam utilizados materiais naturais que também não produzam poeiras.
E eis senão quando, logo na 1ª quinzena deste mês, as obras no jardim pararam, deixando expirar o prazo de execução. Afinal, o que terá acontecido? Consta que terá sido por causa da chuva, de acordo com a razão invocada pela empresa, que explicou (citamos) “que a aplicação do pavimento só poderá ser efectuada sobre superfície seca, pelo que nos dias chuvosos e nos subsequentes, a massa não poderá ser aplicada sob risco de perder propriedades qualitativas. Logo que as condições climatéricas permitam, o trabalho será retomado no Jardim do Príncipe Real".
Parece inacreditável! Será que nem a CML, adjudicante da obra, nem a Arquijardim, adjudicatária, sabiam que é costume no Inverno chover em Lisboa? Gostaríamos de ouvir do sr. vereador dos espaços verdes, mas que se encontra ausente, se confirma conhecer que a chuva constituía um impedimento para colocação do betuminoso impermeável? Se sim, porque agendaram a obra para Janeiro? Quem se responsabiliza por mais esta incompetência? Será quem executa ou quem tutela o jardim?
Se é verdade que a humidade que impregna o substrato em cima do qual se vai colocar o alcatrão é impeditiva da colocação de uma consistente e durável camada do betuminoso, tal constatação parece ser muito preocupante, pois indica que esse substrato poderá não ser, mais uma vez, o melhor adequado para receber o alcatrão. Será expectável, daqui a algum tempo, voltamos a ter novamente o piso do jardim cheio de fissuras, irregularidades e buracos, como acontece com os pisos de algumas pistas cicláveis?
Sr. vereador dos espaços verdes (ainda ausente), porque não reconhece a persistência no erro e aproveita a oportunidade para optar por um piso de terra que não produza poeirada, que os há?

Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

21/09/2014

Intervenção sobre a informação escrita do Presidente da CML, na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Setembro de 2014


Após a apreciação da Informação Escrita do Sr. Presidente, gostaríamos de começar pela seguinte questão:
 Na reunião pública descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa realizada no início deste mês, o sr. presidente afirmou que o processo de descentralização de competências para as Juntas veio comprovar as falhas da administração camarária, assumindo que a autarquia poderá sofrer de “muitas mais doenças do que aquelas que aparenta ter” e que “na Câmara o dinheiro se perde na burocracia, na inactividade e incapacidade de muitos serviços para responderem aos problemas”. E acrescentou que muitas vezes a Câmara “se perde na opacidade dos números contidos nos relatórios”. Curiosamente, é exactamente essa a sensação que obtemos quando folheamos a presente Informação Escrita e se lêem números a frio que a ninguém permite depreender qualquer evolução óbvia ou melhorias significativas em prol dos lisboetas.
Se existe burocracia e incapacidade de muitos serviços, perguntamos, quem tem estado à frente do município nestes últimos anos? Porque é assacada a responsabilidade aos trabalhadores e não aos responsáveis - vereação e directores municipais - que têm por missão coordenar os serviços? Não será que, se algo não funciona bem, é porque quem preside à autarquia não está a ser capaz de resolver as eventuais dificuldades que vão surgindo e denota alguma inaptidão para o diálogo com os munícipes?
Senão vejamos.
A Direcção Municipal de Projectos e Obras enumera na p. 47 os locais de uma dezena de obras de infraestruturas em curso, sendo uma delas a da requalificação do Largo Rafael Bordalo Pinheiro, com um prazo contratual previsto para a sua execução de 90 dias. Os trabalhos prevêem a reactivação da linha do eléctrico até ao Largo do Carmo e que está desactivada há décadas, o reforço da iluminação e um arranjo dos espaços verdes. Mas no documento do sr. Presidente, nada se acrescenta. Pelo que perguntamos, qual o ponto de situação deste processo? Para quando prevê a autarquia a conclusão destas obras?
Na anterior Informação escrita, a Direcção Municipal de Ambiente Urbano salientara o acompanhamento das obras da Praça do Príncipe Real. O actual projecto de parque de estacionamento subterrâneo, ainda mais gravoso que o de 2001, prevê 4 caves, elevadores à superfície, rampas de acesso, construção paredes meia com as galerias do Aqueduto das Águas Livres, com os edifícios nas orlas Sul e Nascente da Praça a ficarem a escassos dois metros de distância, e a trazer ainda mais tráfego para uma zona já de si saturada.
Acontece que os moradores já disseram não à construção desse parque subterrâneo, e também este plenário já aprovou, em Junho, uma recomendação de «Os Verdes» em defesa do Jardim do Príncipe Real. Este parque de estacionamento coloca em sério risco o Reservatório da Patriarcal que faz parte do Aqueduto das Águas Livres e uma melhor mobilidade não se consegue com a ida de mais carros, mas antes com mais e melhores transportes públicos. Porém, até hoje, continua-se a desconhecer qual o ponto de situação sobre o pedido da empresa para a construção do parque de estacionamento subterrâneo ou quanto às conclusões das perfurações e dos estudos hidro-geológicos. Que esclarecimentos pode a CML prestar a este plenário?
Quanto ao empreendimento de Residências do Martim Moniz” que tem passado por sucessivas alterações ao projecto e por várias vicissitudes, desde a falência de um dos empreiteiros com abandono de estaleiro, passando pelas dificuldades de financiamento da EPUL e mudanças de planos da CML, a Informação Escrita também nada refere. Sabe-se que estará prevista a instalação pelo Ministério da Saúde de um novo Centro de Saúde para 18.000 habitantes, bem como a instalação, pela CML, de um novo quartel do RSB de Lisboa num terreno que ainda nem foi objecto de qualquer intervenção.
A EPUL terá mesmo iniciado negociações com a banca para um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e conseguir concluir as obras no empreendimento do Martim Moniz, mas entretanto a CML decidiu, em Dezembro de 2013, extinguir a EPUL. Pergunta-se: para quando a conclusão do empreendimento de Residências do Martim Moniz”, a instalação do novo Centro de Saúde e o início da construção do novo quartel do RSB?
Passando a um outro assunto, a Informação Escrita refere a inauguração da Casa dos Animais de Lisboa e a sua requalificação, no entanto, e sendo conhecida a dificuldade de acessos e a inexistência de uma paragem de autocarro perto da entrada das suas instalações, perguntamos em que ponto de situação nos encontramos relativamente a esta matéria?
Relembramos que, entre muitas outras propostas que «Os Verdes» apresentaram, constava uma recomendação que previa a construção de um percurso pedonal e de uma escada para permitir o acesso directo às paragens de autocarro que servem o Parque do Alvito, e a negociação com a Carris com vista à colocação de uma paragem perto do Canil, uma vez que os munícipes que utilizam os transportes públicos têm depois de percorrer, com risco de poderem ser atropelados, na berma de uma estrada e sem qualquer passeio, cerca de 1,5 km para chegar a estas instalações.
Para terminar, Sr. Presidente, diversas têm sido as Recomendações estratégicas aprovadas pelos Grupos Municipais neste plenário ou são dirigidos requerimentos com pedidos de esclarecimento ao executivo. Mas as iniciativas e as respostas tardam. E ficamo-nos apenas com a opacidade dos números obtidos pelas Direcções Municipais e contidos na sua Informação Escrita.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

05/08/2014

O PEV questiona a CML relativamente à paragem das obras no Empreendimento “Residências do Martim Moniz”


O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» questionou o executivo camarário sobre a paragem das obras no empreendimento de habitação da EPUL, denominado “Residências do Martim Moniz”, que foram adjudicadas, após a falência do empreiteiro inicial, à Habitâmega no ano de 2010, com previsão de 15 meses para a conclusão das obras. 

Importa frisar que o executivo municipal havia autorizado a EPUL a iniciar negociações com a banca para um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e conseguir concluir as obras no empreendimento do Martim Moniz, em Julho de 2012, antes de extinguir a EPUL, em Dezembro de 2013. Contudo, a EPUL e a Polícia Municipal forçaram a empresa Habitâmega a abandonar o estaleiro em Abril de 2014. 

O Empreendimento “Residências do Martim Moniz” prevê a construção de um conjunto de seis blocos de edifícios, com 2 pisos enterrados e 6 pisos em elevação cada um, constituído por 14 lojas comerciais e 130 apartamentos, sendo que quatro dos seis edifícios estão já concluídos e os restantes dois edifícios aguardam pela sua conclusão. 

Neste empreendimento está ainda prevista a instalação pelo Ministério da Saúde de um novo Centro de Saúde para 18 000 habitantes que servirá a população desta zona da cidade, bem como a instalação pela CML de um novo quartel do RSB de Lisboa no terreno existente e que ainda não foi objecto de nenhuma intervenção.

O PEV pretende que a CML esclareça quais as razões que levaram a uma intervenção forçada para que a empresa Habitâmega abandonasse o estaleiro de obras; quem é a entidade que está encarregue de proceder à conclusão das obras referentes a este empreendimento no Martim Moniz; se a EPUL chegou a contrair um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e concluir as obras deste empreendimento e para quando prevê o executivo camarário a conclusão definitiva das “Residências do Martim Moniz”. 

O Grupo Municipal do PEV pretende ainda saber para quando está prevista a instalação de um novo Centro de Saúde no Martim Moniz pelo Ministério da Saúde, bem como para quando a autarquia prevê o início e a conclusão da construção do novo quartel do RSB no Martim Moniz. 

REQUERIMENTO 

O empreendimento de habitação da EPUL, denominado “Residências do Martim Moniz”, tem tido várias vicissitudes desde a realização de escavações arqueológicas não previstas, a sucessivas alterações ao projecto, à falência de um dos empreiteiros, passando pelas dificuldades de financiamento da EPUL e mudanças de planos da Câmara Municipal de Lisboa, única accionista da empresa. 

De facto, muitos têm sido os factores que ditaram os atrasos na conclusão deste empreendimento, iniciado em 2001. 

Considerando que este empreendimento prevê a construção de um conjunto de seis blocos de edifícios, com 2 pisos enterrados e 6 pisos em elevação cada um, sendo composto por 14 lojas comerciais e 130 apartamentos, cujos promitentes compradores começaram por ser escolhidos através de um concurso realizado em 2001, no âmbito do programa EPUL Jovem. 

Considerando que os sucessivos adiamentos do fim das obras, que começaram por estar previstas para 2003, levaram a que a grande maioria dos promitentes compradores acabassem por desistir. Por via disso, a EPUL teve de lançar um novo concurso público, no âmbito do programa EPUL Jovem, para vender 45 de fogos em 2012. 

Considerando que, após a falência do empreiteiro inicial, a empreitada para o acabamento dos edifícios foi adjudicada à Habitâmega no ano de 2010, com previsão de 15 meses para a conclusão das obras. 

Considerando que a CML autorizou a EPUL a iniciar negociações com a banca para um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e conseguir concluir as obras no empreendimento do Martim Moniz, em Julho de 2012. 

Considerando que a CML decidiu extinguir a EPUL, em Dezembro de 2013, e que esta se encontra em processo de liquidação. 

Considerando que a EPUL e a Polícia Municipal forçaram a empresa Habitâmega, à qual tinha adjudicado a conclusão dos trabalhos em 2010, a abandonar o estaleiro em Abril de 2014. 

Considerando que, neste momento, quatro dos seis edifícios estão já concluídos e os restantes dois edifícios aguardam pela sua conclusão. 

Considerando que está prevista a instalação pelo Ministério da Saúde de um novo Centro de Saúde para 18 000 habitantes que servirá a população desta zona da cidade, bem como a instalação pela CML de um novo quartel do RSB de Lisboa no terreno existente e que ainda não foi objecto de nenhuma intervenção. 

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação: 

1- Quais as razões que levaram a uma intervenção forçada para que a empresa Habitâmega tivesse de abandonar o estaleiro de obras? 

2- Qual é a entidade que está encarregue de proceder à conclusão das obras referentes a este empreendimento no Martim Moniz? 

3- A EPUL chegou a contrair um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e conseguir concluir as obras no empreendimento do Martim Moniz? 

4- Para quando prevê o executivo camarário a conclusão definitiva das “Residências do Martim Moniz”? 

5- Para quando está previsto a instalação de um novo Centro de Saúde no Martim Moniz pelo Ministério da Saúde? 

6- Para quando prevê a autarquia o início e a conclusão da construção do novo quartel do RSB no Martim Moniz? 

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 05 de Agosto de 2014

02/07/2013

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre a apreciação da Informação Escrita do Sr. Presidente da CML, acerca da actividade municipal, proferida na reunião da AML de 02 de Julho de 2013.



Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores e Srs. Deputados


A apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa remete-nos para um balanço do mandato. Um balanço que, ao jeito do Partido Socialista, apenas se centra nas questões que o executivo decide referir.

Diz o Sr. Presidente que tem construído uma cidade para as pessoas, uma cidade amigável, sustentável, próxima e participada. «Os Verdes», e todos os lisboetas, gostariam muito de ver essa cidade, mas infelizmente não é a cidade que temos.

E certamente foi essa parte que escapou nesta informação escrita, porque um balanço não pode ser feito a partir de uma cidade imaginária.

Por muitos floreados, palavras e fotografias bonitas que se incluam neste balanço, não se pode fugir à realidade.
E não é correcto disponibilizar apenas metade da informação. Tem que haver seriedade nas decisões e no que se diz sobre elas.

Neste documento são referidos vários processos: a revisão do PDM, a reforma administrativa, a reestruturação dos serviços, entre outros, e parece que tudo decorreu sem problemas, de forma pacífica e participada, e sem contestação. É este o balanço do PS.

Mas não foi assim.

O processo de revisão do PDM iniciou-se sem haver um Documento Estratégico.

O prazo para a discussão pública foi limitado, tendo em conta a importância e complexidade deste documento.

Depois temos ainda os créditos de construção que podem ser transaccionáveis a terceiros, favorecendo, assim, a criação de um mercado especulativo que tende a privilegiar os grandes promotores imobiliários.

Mas este PDM não se fica por aqui, há ainda outros aspectos negativos: a impermeabilização de solos, a permissão de usos incompatíveis com a Protecção do Parque Florestal de Monsanto;

a ausência de uma política de prevenção e mitigação de riscos, a insuficiente abordagem a uma rede funcional e integrada de transporte público colectivo com a criação de parques de estacionamento dissuasores, entre outros.

Foi uma oportunidade perdida e subaproveitada, não se orientando para as necessidades e vivências das pessoas, mas antes para a promoção da especulação imobiliária.

Para «Os Verdes», este PDM não resolve os problemas das pessoas, e não é, seguramente, o instrumento de planeamento e gestão urbana que a cidade estava a precisar.

Na reorganização administrativa não se fez o mais importante, que era ouvir os órgãos autárquicos e os cidadãos.

Tratou-se, sem dúvida, de um processo que tem apenas como preocupação central a redução de freguesias, só isto e mais nada. Preocupação em dar respostas às necessidades das pessoas, nem vê-la.

A reestruturação de serviços visou, pura e simplesmente, esvaziar e desmantelar a estrutura e os serviços da Câmara Municipal. O Sr. Presidente decidiu mudar tudo e trazer alterações profundas ao funcionamento da Câmara, levando a uma profunda instabilidade e

descontentamento dos trabalhadores, que foram excluídos deste processo, apesar de serem directamente afectados.

Sr. Presidente, arrumar uma casa não é esvaziá-la.

A proposta de extinção da EPUL foi baseada em argumentos mal fundamentados, que levantam dúvidas, não há um relatório, um estudo, nada que nos permita saber como está a situação da empresa, nada nos garante que estes trabalhadores venham a ser integrados nos quadros de pessoal do município.

Nada nesta proposta nos garante os direitos e estabilidade dos trabalhadores neste processo.

O executivo tem tido uma postura autoritária, muitas vezes não procura uma união, nem se mostra interessado em ouvir os trabalhadores e as propostas que têm.

Tendo em conta a situação que vivemos, não seria de esperar que a Câmara Municipal implementasse medidas que minimizassem os impactos na vida das pessoas?

As políticas que têm vindo a ser implementadas, os instrumentos apresentados, não são a favor da cidade e das pessoas.

As políticas e estratégias seguidas não colocam as pessoas em primeiro lugar. O executivo não governa para as forças vivas da cidade, para quem faz a cidade mexer, governa em função de interesses e de oportunidades de negócio.

Neste relatório há uma referência ao mega piquenique, no capítulo da Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, mencionando o acompanhamento da sua preparação. Esta simples informação não responde às questões que, insistentemente, temos levantado, seja através de requerimentos, de questões colocadas aqui directamente ao executivo ou, como foi o caso, da moção apresentada e aprovada na última reunião.

Realizou-se este ano a 5ª edição do Mega Piquenique, uma iniciativa que tem a conivência e o patrocínio da Câmara Municipal, através da isenção de taxas de ocupação da via pública e de publicidade e da disponibilização de equipamentos e de trabalhadores municipais.

E são estas as informações que voltamos a pedir: que recursos humanos e equipamentos municipais foram utilizados, qual o respectivo valor, qual o valor das taxas de ocupação da via pública e de publicidade, isentadas, para a realização destes eventos?

Temos também que referir o preocupante desrespeito que o executivo tem vindo a mostrar por esta Assembleia Municipal, a quem cabe uma função fiscalizadora. Frequentemente recusa-se a responder a questões colocadas, muitos dos requerimentos não têm resposta e inúmeras propostas aprovadas são ignoradas e nunca chegam a ser implementadas.

O que nos leva a uma outra questão, uma conferência de imprensa do senhor vereador Sá Fernandes a fazer um balanço do seu mandato. É no mínimo curioso. O mesmo vereador que aqui, nesta Assembleia, se recusa tantas vezes a dar contas do seu trabalho quando é questionado pelos deputados municipais, mostrou-se há dias tão disponível para fazer um balanço, um balanço bastante positivo, diga-se, principalmente quando falta ainda fazer muito do que foi anunciado, e quando muitas das opções estãolonge de ser as mais correctas.

Não há respeito pelo espaço público, parece que temos uma cidade que está à venda, tudo é local para publicitar o que quer que seja.

Continuamos a ter ruas esburacadas e sujas. É notória a falta de reconhecimento e valorização da profissão de calceteiro, apesar das inúmeras propostas que «Os Verdes» aqui têm trazido.

Sobre os espaços verdes, e chegando quase ao final deste mandato, continua a faltar uma estratégia para a gestão destes espaços. O executivo comprometeu-se a apresentá-la aqui e até hoje nada. Apenas nos chegou um conjunto de propostas avulsas para contratar empresas externas para tratar os espaços verdes da cidade.

Temos assistido a um conjunto de intervenções em espaços verdes que avançam sem explicações aos moradores e utilizadores desses locais. Não há justificações, avisos, informações, nada.

Sobre Monsanto, há muito a dizer: campo de tiro, campos de rugby, festivais, etc.

Por vontade da Câmara vai tudo para Monsanto.

O Parque Florestal de Monsanto é um espaço a preservar e a valorizar, não pode ser um banco de terrenos onde cabe tudo o que a Câmara lá decide pôr, por andar a reboque de interesses que não são os da população de Lisboa.

Para terminar, Sr. Presidente, Lisboa não se resume a slogans de casas arrumadas e a mega operações de publicidade. Lisboa é muito mais, e não pode continuar a ser uma cidade adiada, com problemas que se continuam a agravar. Lisboa precisa de outras políticas, de outras prioridades, a favor das pessoas. E é isso que não encontramos nesta informação escrita do Sr. Presidente, nem encontramos ao longo dos últimos anos na gestão do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa.



A Deputada Municipal do PEV

Cláudia Madeira

29/05/2013

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre a Proposta Nº 858/2012 – Dissolução da EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) e aprovar o plano de internalização da sua atividade no Município de Lisboa, na reunião da AML de 28 de Maio de 2013.




Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Srs. Deputados e Estimado Público

Antes de entrar na discussão desta proposta, em nome de «Os Verdes» queria deixar uma palavra de apoio e solidariedade para com todos os trabalhadores da EPUL, que se têm visto numa situação instável e de grande incerteza.

Na discussão desta proposta que pretende a dissolução da EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, empresa criada há 42 anos, e responsável pela urbanização de um conjunto de áreas na cidade de Lisboa, temos que ter presente que o executivo nos apresenta dois argumentos para justificar a extinção da EPUL.

Em primeiro lugar, o Sr. Presidente da Câmara alega que já cumpriu a função essencial para a qual foi criada e diz também que se chegou a uma fase em que a cidade está totalmente urbanizada, logo, a função da EPUL está cumprida, segundo a sua opinião.

Em segundo lugar, é-nos dito que o que motivou esta proposta foi o facto de uma prestação do empréstimo não ter sido paga dentro do prazo previsto, o que fez com que o banco tivesse declarado vencidas todas as restantes prestações até ao final do contrato. O que, por sua vez, fez com que a Câmara se tenha visto obrigada a substituir-se à EPUL e a renegociar o pagamento em falta.

Estes argumentos não estão bem fundamentados, a proposta em causa levanta inúmeras dúvidas e incertezas e a questão que se coloca é: porquê?

Sobre o primeiro argumento apresentado:

De um mês para o outro a EPUL esgotou as suas funções e só agora é que o executivo se lembra ou reparou nisso? Não podemos ignorar o património de intervenção da EPUL ao longo destas quatro décadas, como por exemplo as zonas do Restelo e de Telheiras já anteriormente referidas. Desta forma, acumulou uma longa experiência e conhecimento a execução de empreendimentos urbanísticos e na requalificação do património edificado da cidade, tanto em áreas de novas urbanizações como em zonas carenciadas de requalificação urbana.

E se o executivo chegou a essa conclusão, em que se baseou?

O que fez com que, de repente, aparecesse a necessidade de apresentar na Câmara, numa reunião Extraordinária, uma proposta nesse sentido? Durante este tempo todo o executivo não teve nenhuma ideia, nem vontade, em relação ao que fazer com a EPUL e de repente, num mês, decide querer acabar com esta empresa?

É também muito estranho que o executivo apresente uma proposta desta natureza sem se fazer acompanhar de um relatório, um estudo, algo que nos permita saber concretamente como está a situação actual da empresa, do ponto de vista financeiro e patrimonial. A verdade é que, até agora, não houve a mínima vontade política por parte do executivo de fazer nada de positivo em relação à EPUL.

Quer isto dizer que o executivo pretende que hoje, se decida sobre a extinção de uma empresa, sem conhecermos a sua real situação.

É também estranho, no mínimo, que surja uma intenção neste sentido quando o grupo de trabalho constituído para estudar a fusão de empresas municipais nunca produziu nem apresentou nada.

Uma outra questão que se coloca é a legalidade ou ilegalidade da decisão de dissolução da EPUL, por iniciativa de órgãos autárquicos, quando foi constituída através de Decreto-Lei.

É, igualmente, proposto um plano de internalização da actividade da EPUL no município de Lisboa.

É preciso ter em conta como vai a CML integrar os cerca de 150 trabalhadores, caso esta proposta viesse a ser aprovada. Como é que isto vai seria feito?

Porque, até agora, nada nos garante que estes trabalhadores venham a ser integrados nos quadros de pessoal do município.

Nada nesta proposta nos garante os direitos e estabilidade dos trabalhadores neste processo.

E, para «Os Verdes», esta questão é fundamental, é obrigatória. Têm que ser salvaguardados os legítimos interesses e direitos dos trabalhadores.

A este propósito recordo que mal se começou a falar na intenção de extinguir a EPUL, «Os Verdes» apresentaram uma recomendação pela salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, que foi aprovada por unanimidade.

Temos também outra situação: a Câmara evoca a insustentabilidade financeira da empresa, mas os relatórios e contas têm vindo a ser aprovados pela Câmara Municipal até aqui, ou não?

Depois, a EPUL tem apresentado resultados positivos nos últimos três anos, tendo conseguido reduzir o endividamento bancário, aumentar os capitais próprios, o que nos deixa dúvidas sobre a possibilidade da aplicação de critérios legais determinantes da extinção.

Por outro lado, é importante também perceber de onde surge a dívida de EPUL.

A EPUL foi obrigada a efectuar determinadas operações urbanísticas solicitadas pela Câmara Municipal, não tendo sido ressarcida dos investimentos efectuados. Ou seja, houve uma certa instrumentalização da EPUL, com prejuízos claros para o interesse público. Será caso para dizer que a situação da empresa se deve em grande parte às opções e decisões assumidas pela Câmara. Mas também sobre isto, o executivo nada apresenta. Além de uma proposta atrapalhada com o objectivo cego de extinguir a EPUL, sem medir as consequências.

Por tudo isto, «Os Verdes» vão votar contra a extinção da EPUL com base em informações contraditórias, sem qualquer fundamento credível e sem salvaguardar a situação dos trabalhadores. E é isso que o executivo nos apresenta: por um lado, um conjunto de dúvidas e incertezas, por outro lado, prejuízos para a cidade, para os lisboetas e para os trabalhadores.


A Deputada Municipal do PEV

Cláudia Madeira

28/11/2007

Na última AML

"O PSD na Assembleia Municipal acusou hoje a maioria PS/BE na Câmara de ter uma política de “show-off” mediático enquanto que os socialistas sublinharam as dificuldades financeiras do Município herdadas do anterior executivo social-democrata.
No debate sobre o “estado da cidade”, o líder da bancada social-democrata, Saldanha Serra, acusou a maioria liderada por António Costa na Câmara de levar a cabo uma “política de mero show-off mediático, em que dá continuidade a medidas que vinham já do mandato anterior”.
"Tem sido assim com a pintura de passadeiras, tem sido assim com a limpeza de graffitis, tem sido assim com o combate às segundas filas, tem sido assim com a limpeza de ruas”, afirmou Saldanha Serra.
O deputado municipal classificou também de “incongruência política” que a maioria afirme que “quer um plano verde e, ainda ele não existe, já está a cortar-lhe uma área substancial, no parque da Bela Vista, para instalar o IPO [Instituto Português de Oncologia]”.
O líder da bancada social-democrata criticou ainda os “processos de dispensa de pessoas que trabalhavam para o Município sem as esclarecer devidamente sobre as razões dessas mesmas dispensas”.
O líder da bancada socialista, Miguel Coelho, dramatizou a herança que o PS encontrou na Câmara, afirmando que “mais do que debater o estado da cidade”, os deputados discutiram hoje pela primeira vez “o estado a que isto chegou”.
“Com o PSD na Câmara, conseguiu-se a proeza de em 31 de Dezembro de 2006 o Município ter atingido um endividamento que excede em 102 por cento a sua própria capacidade de endividamento”, afirmou Miguel Coelho.
Segundo o deputado municipal, no anterior mandato “gastaram-se milhões de euros em subsídios para festas, propaganda, mega projectos mas deixaram uma dívida na Acção Social de 5,2 milhões de euros”.
Miguel Coelho destacou medidas do executivo liderado por António Costa que, considera, representam uma “viragem nas prioridades da autarquia”, como o pagamento de dívidas inferiores a 100 mil euros, o concurso de ideias para o Parque Mayer, pintura de passadeiras ou a limpeza das ruas.
Pelo PCP, o líder da bancada, Modesto Navarro, afirmou que “a cidade está mais degradada” e que “os transportes públicos tornaram-se um pesadelo”.
“O trânsito avoluma-se e não há uma organização. As segundas e terceiras filas sucedem-se, o estacionamento não tem regras na maior parte dos bairros e freguesias”, afirmou.
Segundo Modesto Navarro, a “insegurança” faz parte do quotidiano da capital e “os filhos dos lisboetas continuam a sair de Lisboa”, ao mesmo tempo que “a especulação na habitação e os projectos de descaracterização de ruas e bairros sucedem-se”.
“Faltam projectos de animação social e cultural para os jardins e outros espaços, que aliviem o pesadelo e a solidão que é viver em Lisboa. A qualidade de vida não existe para quem habita e trabalha em Lisboa”, declarou.
A deputada municipal do Bloco de Esquerda Rita Folgosa lembrou a necessidade de aprovar um novo Plano Director Municipal (PDM) que permita integrar propostas bloquistas como a “estrutura ecológica da cidade” e a “quota de 25 por cento de habitação a custos controlados” nas novas urbanizações.
Rita Folgosa destacou ainda a importância da “reestruturação do sector empresarial” da Câmara, nomeadamente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
O deputado bloquista Heitor de Sousa voltou a afirmar que há processos de não renovação de contratos na autarquia que devem ser reavaliados por poderem configurar contratos de trabalhado “encapotados”.
Na última sessão da Assembleia Muncipal, Heitor de Sousa chegou mesmo a afirmar que as rescisões com avençados poderiam colocar em causa o acordo que o BE e o PS firmaram na na Câmara de Lisboa.
Pelos “Verdes”, Sobreda Antunes defendeu igualmente que “não se pode proceder ao saneamento financeiro de uma autarquia à custa de despedimentos de funcionários e da extinção de serviços”.
Sobreda Antunes condenou também que “todas as primeiras acções no estado público se restrinjam ao centro da cidade” em detrimento das freguesias “periféricas”.
O deputado chamou ainda a atenção para o “estado dos jardins da cidade” bem como das “quintas históricas”, questionando: “Para quando um solução para a recuperação do património?”.

O deputado municipal do CDS-PP José Rui Roque defendeu por seu turno que nos primeiros três meses e meio de mandato à frente da Câmara, o PS tenha revelado “os mesmos defeitos” dos executivos anteriores, no último dos quais os democratas-cristãos chegaram integrar em coligação com o PSD.
Apontando a falta de cuidado com o espaço público e sublinhando a “falta de limpeza das sarjetas”, José Rui Roque considerou ainda que tem havido poucas ideias” para a cidade por parte da maioria PS/BE.
“Tragam-me ideias”, desafiou.
O deputado democrata-cristão referiu, contudo, esperar que a apresentação do plano e orçamento para 2008 “traga ideias claras para o futuro”. (Lusa)

22/11/2007

Ainda a EPUL

"O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, vai encontrar-se esta quarta-feira com o vereador José Sá Fernandes para discutir a situação da EPUL.
Em causa estão as viagens feitas pelo administrador, João Teixeira, mas também a reestruturação da empresa. Costa anunciou que o plano de reestruturação das empresas municipais estará pronto «até ao final do ano» e que as administrações se encontram em gestão corrente, já que os seus mandatos cessaram com a queda do anterior executivo.
Contudo, a situação da EPUL é especial, já que, como António Costa explicou ao SOL, esta empresa «tem legislação própria» e existe um parecer jurídico que defende que o conselho de administração se mantém em funções, apesar de haver um novo executivo na autarquia. ." (Sol)

Ex-vice da Câmara acusado

"O antigo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, vai ser julgado pelo crime de peculato de titular de cargo público, no âmbito do processo da EPUL. Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.
De acordo com a SIC Notícias, a antiga vereadora do urbanismo, Eduarda Napoleão também vai ser julgada. (...)
Fontão de Carvalho, antigo vice-presidente e vereador das Finanças na Câmara de Lisboa, e Eduarda Napoleão, ex-vereadora do Urbanismo da autarquia, e três administradores da EPUL - Arnaldo João, Aníbal Cabeça e Luísa Amado - respondem num processo relacionado com a atribuição de prémios de gestão alegadamente pagos de forma indevida a administradores da EPUL. " (PD)

Questões que permanecem (pode-se relembrar o(s) caso(s): aqui e aqui e aqui e aqui).

06/07/2007

EPUL e prémios

"O cabeça-de-lista da CDU à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, defendeu hoje que, independentemente da vertente judicial do caso EPUL, a «auto-atribuição» de prémios a gestores é uma questão política e uma decisão eticamente incorrecta." (DD)

Sobretudo numa empresa que se quer de serviço público e dada a situação económico-financeira da câmara.

04/07/2007

Quando a missão pública é esquecida

""empresas municipais como a EPUL ou a EMEL actuam essencialmente como qualquer outra empresa do sector privado. Não são utilizadas para intervir de forma pública (...). Quase parece que o único objectivo é fazer dinheiro". O investigador [ouvido por João Seixas] explica que a governação de carácter empresarial praticada nestes organismos acaba por deixar de distinguir eficiência de bem público. Analisados os preços das mais recentes casas EPUL para jovens, a conclusão é simples: a empresa "encontra-se afinal a agir por padrões similares aos de outros promotores de âmbito mais privado", quando podia ter um papel mais útil na fixação de uma cidade que perdeu 60 por cento da sua população infantil nas últimas duas décadas. "" (Público)

Lá por Alfama a contestação a esta realidade fazia-se sentir, até em pequenos cartazes espalhados pelas paredes.

10/05/2007

Relatório da IGF denuncia negócio entre EPUL e Benfica

"Um relatório da Inspecção-geral de Finanças (IGF) que denuncia alegados negócios entre a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) e o Benfica foi distribuído quarta-feira na última reunião da Câmara de Lisboa, noticia hoje o Correio da Manhã.
(...) O documento, a que o Correio da Manhã teve acesso, revela que no caso dos terrenos do Vale de Santo António, a empresa municipal fez um «adiantamento por conta de lucros futuros, decorrentes do empreendimento de 200 fogos (...), de 9,975 milhões de euros ao SLB [Sport Lisboa e Benfica], sem que fosse devidamente demonstrada a adequabilidade de tal valor aos lucros previsíveis».
(...) Em Abril de 2002, responsáveis da autarquia, da EPUL, do Sporting e do Benfica celebraram diversos protocolos destinados a viabilizar a construção dos estádios previstos para a realização do Euro2004.
No entanto, segundo noticia hoje o jornal Público, a EPUL perdeu 2,5 milhões de euros só com a compra ao Benfica dos terrenos junto ao Estádio da Luz." (Diário Digital / Lusa, 10/5)

Vão-se desvendando os casos...

08/05/2007

O que a PJ está a investigar

"Pelo menos 12 dossiers estão na mira das autoridades. Financiamento partidário na mira judicial.
- EPUL I (prémios para os administradores)
- EPUL II (comissões para empresas subsidiárias)
- EPUL III (concursos do Vale de Santo António)
- EPUL IV (pagamentos ao Sport Lisboa e Benfica)
- Bragaparques I (permuta Feira Popular/P.Mayer)
- Bragaparques II (corrupção sobre José Sá Fernandes)
- Bragaparques III (plano de cérceas Av. da República)
- Contratação de assessores na CML
- Contas da Gebalis (empresa municipal)
- Infante Santo (construção sem licença camarária)
- Alcântara XXI (loteamentos sem plano de pormenor)" (Filipe Morais e João Pedro Henriques, DN, 8/5)

Uma grande lista...