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03/01/2009

Falta de higiene e água a mais nos alimentos

A baixa qualidade de alguns produtos alimentares acaba por afectar a saúde pública, em particular, doas consumidores.
Por exemplo, o fiambre, um dos produtos mais consumidos à mesa dos portugueses, tem água e sal a mais, problemas de conservação e higiene e ainda açúcares desnecessários. O alerta é dado pela Associação de Defesa dos Consumidores (Deco) que fez testes a 14 marcas de fiambre pré-embalado e seis a granel.
Os problemas persistem há pelo menos 12 anos, o que revela uma falta de vontade dos fabricantes nacionais para melhorarem os seus processos de produção, pondo em causa a qualidade alimentar.
Ao ter água e sal a mais, os fabricantes melhoram o seu rendimento e evitam o uso de matérias-primas mais caras. Só que um fiambre com humidade elevada também é mais difícil de conservar e tem menos qualidade, por isso deve ter um prazo de validade mais curto.
Quanto ao tempero, os resultados demonstram a tendência para continuar a salgar o produto, tendo a grande maioria das marcas analisadas chumbado neste aspecto. Por isso, se uma pessoa comer duas fatias finas de fiambre será o suficiente para atingir cerca de 15% do valor máximo de sal a consumir por dia, recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
Quanto ao preço, a análise conclui que se os consumidores optarem por o fiambre a granel em vez de um pré-embalado podem chegar a poupar 7,30 € por quilo. Nesta matéria, mesmo entre os pré-embalados também há grandes discrepâncias. Se estiver atento, o consumidor pode conseguir poupar 1, 41 € por cada 150 gramas.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/29/sociedade/fiambre_portugues_agua_a_mais_e_falt.html

30/12/2008

Nomeação sem garantias de independência e imparcialidade

Pode o Governo dar aos consumidores, quando nomeia para uma entidade com competências na fiscalização dos OGM, alguém que os considera inócuos?
A presidente agora nomeada pelo Governo, para a Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados, tem assumido há largos anos a defesa acérrima da inocuidade dos OGM, com total desprezo quer pelo Princípio da Precaução, quer pelos interesses dos agricultores e consumidores, legalmente consagrados.
Perante estes factos, parece não só que a independência da personalidade nomeada não está minimamente assegurada, como é a própria credibilidade do Conselho Científico da ASAE e da própria ASAE que sai francamente abalada, não se assegurando o respeito pelo princípio da precaução, pela defesa dos consumidores ou o cumprimento da lei que a ASAE deve prosseguir.
Aliás, a inclusão da área dos OGM dentro do leque de matérias a fiscalizar pela ASAE representa o reconhecimento de que, em nome do interesse público, da saúde pública e da defesa dos consumidores, a existência de OGM, sua comercialização ou cultivo em campos agrícolas deve ser fortemente vigiada e sujeita a fiscalização.
Face a estas questões, o Deputado Francisco Madeira Lopes, do Partido Ecologista “Os Verdes”, solicitou os seguintes esclarecimentos ao Ministério da Economia e Inovação:
- Que razões e critérios presidiram à nomeação da actual Presidente da Comissão Técnica Especializada de Organismos Geneticamente Modificados do Conselho Científico da ASAE?
- Que garantias de independência e imparcialidade pode o Governo dar aos consumidores e cidadãos quando nomeia, para uma entidade com competências na fiscalização dos OGM, alguém que os considera (ao arrepio de falta de consenso científico internacional nesta matéria) como dos mais seguros e que a lei portuguesa exagera?
- Vai o Governo corrigir esta nomeação dando um sinal que não beneficia a indústria dos OGM face aos interesses públicos e ao princípio da precaução?
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes


Ver
www.osverdes.pt/index01.html

12/01/2008

Sobreendividamento das famílias

O aumento imparável do desemprego, em conjunto com a subida das taxas de juro, está a colocar cada vez mais famílias em situações de sobreendividamento. Cada vez são mais as pessoas pedem ajuda e negociam novas condições para conseguirem pagar os empréstimos.
As estatísticas da DECO não deixam margem para dúvidas: em 2007 o número de casos de famílias com dívidas descontroladas ascendeu a 1976, um aumento de 118% face aos 905 casos registados no ano anterior. “É uma situação preocupante, com famílias em ruptura financeira total”, frisa uma responsável da DECO.
A análise comparativa da evolução do sobreendividamento revela que nos últimos oito anos ocorreu um aumento progressivo do número de famílias com dívidas fora de controlo. Por isso, “as causas do sobreendividamento continuam a ser as mesmas de sempre”. “A principal causa da ruptura financeira é o desemprego”, com “particular importância na maioria dos casos em 2006 e 2007”.
Depois, “regra geral, as famílias que pedem ajuda à DECO têm mais de quatro créditos: habitação, automóvel e dois créditos pessoais”. Em muitos casos as famílias sobreendividadas contam com um rendimento mensal superior a mil euros, mas o número de casos com rendimentos de quatro mil e cinco mil euros por mês também tem aumentado. Pelo que, quando “as famílias quando pedem ajuda à DECO já estão em incumprimento dos créditos e já cometeram muitos erros”. Por isso, se recomenda que “a atitude correcta é, quando começa o incumprimento dos créditos, renegociar logo a dívida com as entidades credoras”.
É apontada como uma das causas para o sobreendividamento a falta de informação das famílias sobre matérias financeiras. “A família portuguesa não tem formação financeira e as pessoas não sabem o que é um spread”. Como os consumidores “têm perdido a noção do valor do dinheiro, porque passaram a usar cartões electrónicos”, a especialista da Associação para a Defesa do Consumidor considera que o combate ao sobreendividamento passa por “apostar nesta temática da formação de saber utilizar o dinheiro”, a qual “deveria ser feita nas escolas, até porque a banalização do crédito fomenta o recurso ao mesmo” 1.
Se nos últimos anos o recurso ao crédito pessoal teve um forte aumento, tal deve-se também à desenfreada publicidade a empréstimos fáceis, com estes resultados; em paralelo vêm-se os altos lucros dos bancos.
Por isso se fala em dois países: um, o das estatísticas, e o outro, o real, o da população, onde faltam empregos e sobram desempregados, que têm que recorrer a empréstimos a juros perversos. País em que a precariedade não pára de crescer e com mais de meio milhão de desempregados e com centenas de empresas encerradas. País onde salários, reformas e pensões continuam objectivamente a diminuir e os preços sempre a aumentar. País onde as assimetrias regionais se fazem sentir cada vez mais 2.

03/01/2008

Pãozinho sem sal

Nem o pão dito ‘sem sal’ escapa. O integral também tem excesso de sal. E se ao pão juntarmos o acompanhamento - manteiga, queijo ou fiambre - só aqui, neste aparentemente inofensivo lanche, ultrapassámos em muito a dose diária de sal recomendada pela OMS.
“Os portugueses habituaram-se a elevados consumos de sal. É como uma toxicodependência, pois o paladar está adaptado a elevados teores de sal nos alimentos” 1, afirma o Presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão 2.
Fazendo uma análise comparativa, o pão português tem, em média, quase o dobro do sal dos pães do resto da Europa 3.
O que não aparece explicado é que um dos motivos para este excesso de sal se explica porque, como o sal - tal como o gelo/água nas embalagens congeladas - tem peso, o preço por quilo do pão é mais elevado. Logo, mais caro para os consumidores, mas dando mais lucro aos produtores e distribuidores.
Há “razões económicas” para a recusa da indústria em mudar: quanto mais sal há nos alimentos mais estes retêm água e ficam mais pesados, o que sai mais barato ao produtor porque implica o uso de menos farinha, explica um cardiologista. Ao mesmo tempo, “os produtos salgados estimulam a sede”, o que promove a indústria das cervejas e refrigerantes 4.
O problema é que a Fundação Portuguesa de Cardiologia tenta há vários anos convencer a indústria da panificação a reduzir o sal. Mas os apelos têm tido pouco sucesso, pois os industriais não aparentam ser 'pãozinho sem sal'.

17/10/2007

Regras de rotulagem

O consumidor pode escolher alimentos que contribuam para uma alimentação mais saudável através das novas regras de rotulagem e publicidade sobre alegações nutricionais, podendo as marcas mencionar que os seus produtos ‘contém’ ou são ‘ricos em’ determinado nutriente considerado benéfico para a saúde.
Mas, em Portugal, o rótulo dos produtos é ainda ignorado pelos consumidores.
A fiscalização destas regras é feita por uma autoridade nacional que deverá ser a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Contudo, o problema é que “o consumidor português não está ainda interessado em saber os ingredientes que ingere, não consultando a tabela do valor nutritivo do produto”.
Para compreendermos que beber “um sumo, um néctar ou um refrigerante” não é a mesma coisa quando se fala em alimentação saudável, a adopção de alegações nutricionais por parte das marcas já começa a ser vista em bolachas ‘ricas em fibra’, iogurtes ‘com omega3’ ou ‘sem colesterol’ e outros produtos como manteigas, queijos e leite. É por isso “fundamental que o consumidor veja a denominação de cada produto, que na maioria dos casos aparece escrita em letras pequenas e num local escondido do rótulo”.
Também as alegações de saúde já existem, mas não estão ainda definidos os seus critérios em Portugal, sendo assim impossível afirmar, por exemplo, que determinado produto lácteo “contém cálcio que ajuda a combater a osteoporose”.