Mostrar mensagens com a etiqueta Custo de vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Custo de vida. Mostrar todas as mensagens

20/09/2009

Bolseiros com redução de poder de compra

Os bolseiros de investigação científica concentram-se 4ª fª em Lisboa para lembrar que as bolsas não são aumentadas há 7 anos, representando uma perda de poder de compra de 20%, anunciou hoje a associação do sector.
Segundo um membro da direcção da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), a concentração, sob o mote ‘Investir em Ciência é investir em quem a faz’, pretende ser mais do que “uma acção de protesto ao governo, embora haja uma componente de avaliação das políticas deste executivo”.
A iniciativa visa levar os partidos candidatos às legislativas “a apoiarem as reivindicações dos bolseiros de investigação em Portugal” e a “sensibilizar a sociedade civil, as organizações sindicais e todos quantos se solidarizam com os bolseiros de investigação para as condições scio-laborais em que se encontram muitos cientistas no país”.

15/09/2009

Comércio Justo também não resiste à crise

Dez anos após a abertura da primeira Loja de Comércio Justo, a crise chegou aos estabelecimentos que lutam contra o trabalho infantil e a exploração dos trabalhadores. Em Lisboa já não existe qualquer loja e muitas outras estão em risco de fechar.
Primeiro fechou uma no Porto, depois seguiu-se a única loja que existia em Lisboa. A loja de comércio justo da baixa de Coimbra também não conseguiu resistir à crise. Em Guimarães, a ‘Cor de Tangerina’, teme também pelo futuro do seu estabelecimento localizado no centro histórico “mesmo em frente ao Palácio dos Duques”, porque “na hora de comprar, as pessoas questionam-se” e acabam por sair de mãos vazias.
“A crise começou em Setembro do ano passado, quando sentimos uma redução de 20 a 30% das vendas. Hoje, temos uma redução de 50 a 70%. Já equacionámos o encerramento da loja”.
O responsável pela abertura da primeira loja em Portugal, reconhece que a “situação é bastante difícil. Chegámos a ter oito lojas e hoje temos apenas cinco: duas no Porto, uma em Guimarães, outra em Braga e em Amarante. Já fechámos uma loja em Lisboa outra no Porto e em Barcelos”.
Quando em Agosto de 1999 abriu, em Amarante, a primeira loja de Comércio Justo em Portugal não imaginou que, passados dez anos, se iria confrontar com a actual situação. Depressa começaram a aparecer interessados num projecto que defendia os direitos dos pequenos produtores do sul do mundo assim como todos os trabalhadores marginais, desde os povos indignas às mães solteiras e viúvas.
No início, as pessoas “duvidaram da iniciativa”, mas depressa perceberam que “era real”. Um pouco por todo o país começaram a aparecer espaços que davam a garantia de que os produtos exóticos, oriundos de países pobres do Sul, eram produzidos respeitando o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores.
No entanto, “o consumidor responsável - disposto a pagar mais para ter a certeza de que se trata de comércio justo, sem exploração infantil e amigo do ambiente - representa apenas 1% dos portugueses”, lembra o director executivo da Oikos referindo-se a um estudo europeu realizado há cerca de cinco anos.
Para ele é preciso que as pessoas percebam que “os seus valores éticos não podem estar dissociados do consumo e da forma como investem o seu dinheiro” e para isso é preciso haver um marketing social que mude a mentalidade dos portugueses. No entanto, reconhece, “só quando há algum desafogo a nível económico é que é permitido às pessoas terem uma consciência responsável”.
Esta é uma ideia corroborada pela associação Reviravolta, no Porto: “em tempos de crise, as pessoas pensam primeiro nas suas necessidades básicas”. Resultado: “temos quebras de 30% de vendas em todas as nossas lojas”.
Apesar de haver menos consumidores, todos os responsáveis envolvidos nestes projectos acreditam que hoje os portugueses estão mais sensibilizados para a causa. Em Lisboa, onde a loja teve quebras de 50% que não permitiram continuar com o projecto, “agora as pessoas fazem encomendas on-line e nós fazemos entregas ao domicílio por envio postal”.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/comercio-justo-crise-fecha-lojas-dez-anos-depois-de-abrir-a-primeira=f535418

10/07/2009

Preços altos, falta de estacionamento e ruído afastam moradores

O elevado preço da habitação, a impossibilidade dos senhorios fazerem obras, a falta de estacionamento para moradores e o ruído foram alguns dos problemas apontados na consulta pública do Programa Local de Habitação (PLH) de Lisboa.
De acordo com o relatório da consulta púbica do PLH, as principais sugestões/comentários dos participantes das sessões realizadas abrangeram ainda a importância de viver o quotidiano nos bairros da cidade, garantindo a limpeza urbana, os espaços verdes e as esplanadas.
A falta de confiança no mercado de arrendamento, provocada sobretudo pela falta de cumprimento das mensalidades, foi outro dos problemas apontados.
Os participantes realçaram também a importância de apoiar a dinamização cultural, aproveitando a cedência de devolutos, e mostraram grande expectativa em relação ao programa de acção respiração local, que prevê a ocupação e rentabilização dos logradouros e espaços vazios da cidade, dando como exemplo o espaço antigamente ocupado pela Feira Popular.
A aposta na formação para a reabilitação urbana e a necessidade de facilitar o arrendamento jovem foram outras das sugestões.
Melhorar a qualidade do parque habitacional (público e privado), da vida urbana e a coesão territorial, promover a coesão social, adequar a oferta à procura de habitação, poupar recursos, dar prioridade à reabilitação, garantir os solos necessários para (re)habitar Lisboa e promover a administração aberta são os oito objectivos do PLH.
A consulta pública da matriz estratégica do PLH, que decorreu entre 21 de Maio e 21 de Junho, permitiu recolher mais de 1.100 respostas ao questionário sobre os objectivos do PLH e mais de 300 comentários individuais.
Foi feita através dos sítios da Internet da CML e do PLH, de um formulário próprio com um questionário sobre os objectivos do programa, disponível no balcão de atendimento ao munícipe e em todas as juntas de freguesia de Lisboa, além de cinco sessões organizadas entre os dias 15 e 19 de Junho, uma delas na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras.
Os programas locais estão previstos no Plano Estratégico de Habitação 2008/2013, da responsabilidade do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), e permitirão às autarquias, em articulação com a Administração Central, ajudar a regular o mercado de habitação.
A existência dos programas locais de habitação condicionará no futuro a apresentação de candidaturas a financiamentos públicos nesta área.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=140975

06/06/2009

Governo vai aumentar o preço da água 15 vezes

No dia Mundial do Ambiente, em que o Governo realizou um Conselho de Ministros especial, aprovou um conjunto de iniciativas nas áreas das águas e dos resíduos. O Ministro do Ambiente fez uma análise do sector, perspectivando mudanças tanto para os consumidores finais, como para as empresas.
O ministro da tutela acredita que o agravamento da factura da água será inevitável para os portugueses, com a tarifa a ter de subir dos actuais 0,1% para 1,5% do rendimento das famílias.
Se tal acontecer, isto corresponde a um drástico aumento de 15 vezes mais no preço de um bem tão precioso como a água.

20/05/2009

Combustíveis mais caros em Lisboa

Abastecer o automóvel está cada vez mais caro. E se o fizer em Lisboa, ainda mais.
É que, em média, os preços dos combustíveis nos postos de abastecimento da capital estão um a dois cêntimos acima dos praticados pelas gasolineiras dos principais distritos. É no gasóleo que se verifica a maior discrepância, com as regiões do Norte a apresentarem os preços por litro mais baixos, tanto no ‘diesel’ como na gasolina.
A conclusão surge da análise efectuada pelo Negócios aos preços dos combustíveis em Portugal Continental, com recurso ao ‘site’ da Direcção Geral de Energia e Geologia. No comparador foram recolhidos os valores por litro praticados por concelho, em cada um dos cinco distritos mais populosos - agregando cerca de dois terços da população total do País: Lisboa, Setúbal, Aveiro, Braga e Porto.
Em Lisboa, o preço médio da gasolina sem chumbo de 95 octanas ronda os 1,252 euros, por litro, o que compara com os 1,235 euros praticados em Aveiro e Braga. Uma diferença de 1,7 cêntimos.
Num depósito de 60 litros, abastecer a viatura na capital fica, em média, um euro mais caro. Uma diferença reduzida que, contudo, se traduz numa despesa mais elevada ao final de um ano.

Ver
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=368488

09/04/2009

Prioridade aos passes válidos por 30 dias

A sua flexibilidade permite adaptá-lo às idas ou regressos de férias, podendo o utente poupar várias semanas no seu uso. Mas a ‘ditadura’ do calendário faz também com que os passes a 30 dias sofram de uma desvantagem face aos mensais pois, num ano, ‘perdem-se’ cinco dias de passe.
No Porto ‘reinam’ os passes de transportes colectivos mensais - que têm a sua expressão máxima no ‘Andante’. Em Lisboa a oferta é cada vez mais dominada pela modalidade a 30 dias.
A lei determina que as empresas de transporte público colectivo de passageiros devem emitir e comercializar títulos de transporte sob a forma de passes mensais. Mas a desmaterialização e a chamada ‘bilhética sem contacto’ tem feito com que na região de Lisboa esteja a aumentar a oferta - nalguns casos é mesmo a única opção - de passes válidos por 30 dias a contar da data em que são carregados, em vez de passes que coincidem com o mês em causa.
Se por contar dias em vez de meses este sistema permite a grande vantagem de se adaptar o carregamento ao início da semana de trabalho (se a sorte ditar que os 30 dias terminam quando chega o fim-de-semana de folgas) ou ao regresso das férias, mas nos meses de 31 dias, o utente perde pelo menos um de utilização. Ou seja, ao fim de um ano, já se contam cinco dias perdidos, ou seis se o ano for bissexto.
Esta situação levou a que quando a opção a 30 dias surgiu muitos utentes tenham reclamado. As comissões de utentes da linha de Sintra (CULS) e de transportes dos concelhos de Sintra e Odivelas confirmaram ter registo de queixas, e sustentam que os operadores deveriam disponibilizar as duas modalidades de passes: mensais e a 30 dias. Tal como está, reconhece uma jurista da Deco, a oferta não traduz o espírito da legislação.
O Metropolitano oferece há anos um passe de 30 dias, mas a questão apenas se levantou quando, em 2004, o passe L (que abrange as redes do Metro e da Carris) deixou de ser mensal e ficou disponível apenas para 30 dias. Outros operadores, como a Fertagus, a Soflusa ou a Transtejo, se seguiram - a CP foi dos últimos a aderir, no final de 2008.
Hoje, os passes mensais só existem porque há empresas que ainda não dispõem de bilhética sem contacto. É por isso que os passes L12 e L123 ainda têm ‘vinheta’ de mês, à semelhança do portuense ‘Andante’.
A solução deveria por isso passar pela disponibilização da venda em simultâneo dos dois sistemas de contagem de tempo.

15/03/2009

Fórum Mundial da Água

Entre 16 e 22 de Março de 2009 irá decorrer em Istambul o 5º World Water Fórum 1, Fórum Mundial da Água, sob o tema ‘Bridging Divides for Water’, uma iniciativa do Conselho Mundial da Água que se realiza, desde 1997, de três em três anos 2, e onde são esperados cerca de 200 ministros de todo o mundo e representantes de mais de 300 organizações para debater e propor soluções sustentáveis para o consumo da água.
Portugal vai tentar chamar a atenção para a questão da seca e escassez de água, um problema até há pouco tempo considerado exclusivo dos países do sul da Europa. Previsões recentes apontam para que a escassez de água afecte 17% do território europeu e pelo menos 11% da população da União Europeia.
Depois de três anos de preparação do evento marcados por “centenas de encontros, milhares de telefonemas e milhões de e-mails”, cerca de 20 mil pessoas deverão participar neste 5º Fórum Mundial da Água, na Turquia, preocupados com o uso irresponsável da água e interessados em alternativas para um consumo consciente e sustentável, onde especialistas de todo o mundo vão discutir e propor soluções durante as cerca de 115 sessões agendadas.
O encontro pretende ser um ponto de viragem para a gestão dos recursos hídricos no Planeta, alertando a comunidade internacional para a questão. No final da semana, cerca de 200 ministros de todo o mundo deverão adoptar o ‘Istambul Water Guide’ 3.
No entanto, um responsável do Banco Europeu de Investimento veio defender que o preço de um bem indispensável à vida humana - como a água - vai ter de subir porque está muito abaixo do valor real (?), com o argumento que o custo que os consumidores e contribuintes pagam pela água que utilizam está “muito abaixo do seu valor real”.
Mas logo se entende que aquela preocupação não se dirige, afinal, para uma melhor distribuição daquele bem, mas sim para uma visão economicista das receitas para gerir os custos e os empréstimos que financiam os investimentos na área, com o argumento de que quem empresta precisa de ter garantias e “de que há um cashflow que vem dos utilizadores”.
Este raciocínio tenta impor as ideias de que “o utilizador tem capacidade para pagar mais” e de que “a conta da água no orçamento familiar não é importante, se comparada com as outras”, acabando por defender a necessidade de uma “implementação progressiva de uma política real de preços”.
O especialista lamenta que o problema do tarifário continue a ser “extremamente politizado” e que o poder político tenha “grande relutância em fazer aumentar os preços”, porque isto significa adiar para as gerações futuras um investimento necessário.
Portugal estará “numa situação intermédia”, porque começou a investir em redes muito recentemente. “As redes que apresentam mais problemas são as antigas, de Lisboa e do Porto”. Na capital, o BEI está a financiar um projecto de reabilitação de redes” 4.

1. Ver
www.worldwaterforum5.org
2. Ver www.adp.pt/content/index.php?action=detailfo&rec=2354&t=World-Water-Forum---Forum-Mundial-da-Agua-16-a-22-de-Marco-de-2009--Istambul
3. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1170396
4. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1170387

12/03/2009

Populações pedem ajuda às Juntas de Freguesia

As Juntas de Freguesia são os organismos públicos a que as populações mais têm recorrido para pedir ajuda. Para fazer face à crise, algumas autarquias criaram gabinetes e cozinhas sociais. Mas estes organismos dizem que também já sentem falta de capacidade para apoiar tanta gente.
As Juntas são encaradas por muita gente como a única "tábua de salvação" para esta situação de crise em que se encontram. Por serem os organismos do Estado que estão mais próximos da população, as Juntas não param de receber pessoas que lhes batem à porta a pedir ajuda. Isso mesmo foi ontem relatado por vários intervenientes no seminário "A freguesia nos tempos de crise", realizado numa Universidade em Lisboa.
O próprio presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre) deu conta disso mesmo, ao declarar que "para responder às dificuldades dos cidadãos, muitas freguesias de maior dimensão criaram gabinetes sociais e uma das medidas específicas foi a promoção de cozinhas sociais".
Segundo explicou, nos gabinetes de apoio é prestado auxílio a pessoas sem-abrigo, com dificuldades económicas temporárias ou com problemas de exclusão social, visto que as Juntas "têm uma especial responsabilidade de serem socialmente solidárias" e que mesmo sem capacidade para resolver todos os problemas, podem encaminhá-los para outros organismos que o possam fazer.
As freguesias poderão vir a intervir nos investimentos públicos e na ocupação de desempregados em trabalhos nas respectivas comunidades, oferecendo-lhes um complemento ao subsídio de desemprego ou de inserção social, em tarefas como a vigilância das florestas e a ocupação em actividades de cariz social e cultural, ou em outras áreas a dinamizar pelas autarquias, de forma a mobilizar as populações mais afectadas pela crise.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/03/11/cidades/populacoes_pedem_ajuda_juntas_fregue.html

07/03/2009

Casas degradadas deixam lisboetas insatisfeitos

Um estudo encomendado pela CML mostra que os habitantes de Lisboa estão mais descontentes do que os que moram na periferia e a sua vontade de voltar a morar em Lisboa é cada vez menor.
Lisboa já teve 800 mil habitantes, hoje são pouco mais de 500 mil. Por isso, este estudo encomendado pela CML, e integrado no Programa Local de Habitação (PLH), tentou perceber o porquê da ‘fuga’ da capital e o que se podia fazer para inverter a situação.
E se um dos objectivos do PLH é devolver habitantes à cidade, há um outro factor que se torna relevante: a maioria das pessoas que vive em Lisboa está satisfeita com a sua casa, com a média dos inquiridos a atingir os 7,73, numa escala de zero a dez.
Todavia, naqueles que estão insatisfeitos há uma constante: a degradação das habitações. Destes, mais de 31% estão insatisfeitos porque a casa “precisa de obras” aos quais se juntam mais 30% que se queixam do facto da sua moradia ser “antiga/velha”.
O facto das habitações “precisarem de obras” e “serem antigas” lideram os motivos de insatisfação dos moradores de Lisboa, deixando identificada uma das principais causas do êxodo de moradores na capital: o mau estado das habitações.
Por outro lado, a indignação dos moradores com a degradação dos edifícios não fica dentro das paredes da sua moradia. No ranking de insatisfação, os “espaços degradados” ocupam um “assinalável” terceiro lugar, com 24,4% dos inquiridos a queixarem-se deste factor, sendo que destes 47,4% residem em Lisboa.
Esse mau estado dos edifícios é no entanto batido pela “poluição” e pela “insegurança” que deixam insatisfeitos 40,3% e 26,9%, respectivamente.
Além da qualidade do ambiente e da insegurança, a “relação preço/qualidade das habitações” e o “estacionamento” foram factores que os lisboetas classificaram abaixo de cinco, numa escala de zero a dez.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/03/06/cidades/casas_degradadas_deixam_lisboetas_in.html

12/02/2009

Recurso aos transportes públicos como resposta à crise

Um dos sectores que parece estar a escapar à crise é o das empresas de transportes públicos, uma vez que os portugueses estão a recorrer mais a estas: o Metro do Porto recebeu mais 7% de passageiros em 2008 e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) conquistou mais 2% de utilizadores.
Em Lisboa, o Metropolitano transportou, nos primeiros nove meses do ano (últimos dados disponíveis) mais 0,6% de passageiros que em 2007, uma tendência que também se registou na Carris.
No mesmo período, mais 2,6% de passageiros atravessaram o rio Tejo, através da Transtejo e da Soflusa, enquanto as redes ferroviárias suburbanas de Lisboa e Porto registaram um aumento de 1,4%.
Mas a quebra na produção das marcas automóveis veio agravar a situação das transportadoras de mercadorias, principalmente as que dependem mais deste sector. Algumas alegam que já têm “carros parados e desde Agosto que não renovamos contratos nem substituímos os motoristas que saem”, como refere o presidente de uma transportadora que faz entregas na Autoeuropa.
De acordo com o presidente da Associação de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), cerca de 15 mil camiões estão parados desde Dezembro e as vendas das transportadoras “caíram 30%” em 2008. “Cada camião parado é menos uma pessoa a trabalhar, portanto estamos a falar de 15 mil pessoas”, acrescentando a estes os cerca de 500 administrativos dispensados.

02/02/2009

Aumento das taxas moderadoras

As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde ficaram mais caras desde ontem, domingo.
A actualização da tabela foi feita através de uma portaria publicada no passado dia 15 em Diário da República, por se considerar que as taxas moderadoras estavam “desactualizadas (?), quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia dos actos”.
Assim, as consultas nos hospitais centrais e distritais sobem 10 cêntimos. No primeiro caso, o valor passa de 4,40 para 4,50 euros e no segundo de 2,90 para três euros. Nos centros de saúde, os utentes passam a pagar 2,20 euros, mais cinco cêntimos que anteriormente.
Em relação às urgências, o pagamento deixa de ser feito conforme a tipologia do hospital e passa a ser efectuado consoante se trata de uma urgência polivalente (9,40 euros), urgência básica e urgência médico-cirúrgica (8,40 euros) ou em centros de saúde (3,70 euros).
Por cada um dos primeiros dez dias de internamento, a factura passa a ser de 5,20 euros e o serviço domiciliário sobe 10 cêntimos, fixando-se nos 4,70 euros. A cirurgia de ambulatório é o único acto médico cuja taxa moderadora desce na nova tabela, num total de cinco euros: custava 10,20 euros e passa a custar 5,20.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=124873

02/01/2009

Para ‘variar’, preços vão aumentar em 2009 acima da inflação prevista

Para o presidente da Associação de Comércio e Indústria da Panificação o aumento do preço do pão “é inevitável” e “nunca poderá ser inferior a 5%”, devido ao aumento das despesas dos panificadores com energia e combustíveis. [Mas o preço do petróleo não têm estado a baixar?!]. O motivo é que a baixa do preço dos cereais “ainda não chegou aos panificadores” e cada quilo de farinha custa entre 37 e 38 cêntimos, quando deveria custar cerca de 28 cêntimos.
Outro caso em que a subida dos preços ultrapassa o valor da inflação é o da electricidade, com os preços das tarifas a subirem em média 4,9% no próximo ano. De acordo com a proposta aprovada pelo Conselho Tarifário da ERSE, a generalidade dos consumidores domésticos vai ter um aumento de 4,3% na factura, as pequenas empresas de 4,8% e os clientes industriais sofrerão no geral um aumento de 5,9% [um autêntico choque eléctrico para os orçamentos familiares].
Já as portagens nas auto-estradas vão sofrer aumentos com base na inflação de Outubro, pelo que, segundo anunciou o Ministério das Obras Públicas, os preços deverão aumentar cerca de 2,2%. Os aumentos elevam para 1,35 euros (sobe 3,85%, mais cinco cêntimos) a portagem da Ponte 25 de Abril e para 2,35 euros (sobe 4,44%, mais dez cêntimos) a travessia pela Ponte Vasco da Gama.
Quanto a veículos, fonte da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel disse que há um agravamento, quer em termos de Imposto Sobre Veículos, quer de Imposto Único de Circulação, prevendo que a fiscalidade fará subir os preços médios em 2,1%, fora o preço base praticado por cada marca. De uma forma geral, quer os veículos movidos a gasolina quer os movidos a diesel vão ter os preços agravados em 2009.
Os CTT actualizam o seu preçário a partir de 1 de Janeiro de 2009, não existindo contudo alterações na maioria dos preços, como é o caso do preço-base do correio nacional até 20 gramas, que se manterá nos 31 cêntimos nas cartas enviadas em regime de avença ou através de máquinas de franquiar.
Nas cartas seladas e franquias obtidas nas máquinas de vendas de selos, os preços aumentam um cêntimo, para 32 cêntimos, enquanto o preço-base do correio normal, entre as 20 e as 50 gramas, desce um cêntimo, passando para 54 cêntimos. Os preços do correio azul não são objecto de qualquer alteração.
Quanto às empresas concessionárias dos sistemas municipais, as tarifas são definidas no momento do estabelecimento da concessão e actualizadas de acordo com as regras constantes do respectivo contrato com aprovação pelo município. As novas tarifas de gás natural para os consumidores domésticos só serão actualizadas em Julho.

Ver
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354626&idCanal=57

18/12/2008

A crise natalícia

A uma semana do Natal, os pais fazem contas de cabeça para comprar as prendas para os filhos. A crise e a condição de alguns - desempregados - tornam esta tarefa mais penosa, obrigando-os a procurar as promoções nas prateleiras dos hipermercados.
As lojas estão repletas de brinquedos, prontas a responder ao consumismo dos portugueses, que se agrava na época natalícia. Pelo que, segundo um estudo de uma consultora, as famílias portuguesas vão gastar menos 4,9% em prendas em relação ao ano passado.


Um pai de duas meninas, de cinco e dez anos, confessou que este ano não vai poder responder aos pedidos que as filhas lhe fizeram: uma consola de jogos e um ‘palácio de princesas’. É que “estou desempregado há seis meses e pela primeira vez não vou poder oferecer-lhes o que elas querem, mas vou tentar dar-lhes brinquedos mais simples que elas também gostem”, diz, enquanto sonha e os seus olhos percorrem os longos corredores de um hipermercado cheios destes artigos.
Este pai junta-se a muitos portugueses (77%) que, segundo o referido estudo, declararam que têm um poder de compra inferior ao do ano passado e que o rendimento disponível para as compras de Natal também é mais reduzido.
Outra mãe diz que já comprou o presente de Natal para o filho mais velho de cinco anos, mas, devido à crise, teve de escolher um entre os vários pedidos que foram feitos pelo pequeno. “Se não estivéssemos em tempo de crise se calhar comprava mais prendas, mas assim tentei dar uma prenda que ele gostasse mesmo”.
Na época natalícia, o sortido de brinquedos nas lojas é sempre mais alargado do que no resto do ano e as televisões e os hipermercados promovem agressivas campanhas de desconto a produtos atractivos para as crianças. Os brinquedos a comercializar têm em consideração as apostas dos fabricantes e fornecedores, as campanhas de publicidade e as tendências de consumo que se vão identificando ao longo do ano, muitas vezes decorrentes de grandes sucessos de séries infantis e de filmes, capitalizadas na época natalícia.
No entanto, a crise económica gera “alguma insegurança” no consumidor, levando-o a procurar os melhores preços. Assim, como poderão as crianças não sair afectadas pela crise que tanto afecta os orçamentos familiares?

07/02/2008

Produtos alimentares vão ficar mais caros

O trigo atingiu um novo máximo na bolsa de matérias-primas de Chicago, ‘animado’ com as notícias de que as reservas de várias variedades do cereal usadas para o pão e massas diminuíram na América do Norte. Já ontem o cereal havia negociado no valor mais elevado de sempre e esta valorização reforça os receios quanto aos aumentos dos preços de produtos alimentares em cuja composição entra o trigo 1.
O que a notícia não informa é que uma percentagem significativa das reservas de cereais se dirige à produção de biocombustíveis, em lugar de entrar nos circuitos de comercialização alimentar, factor que origina que a escassez dos produtos alimentares derivados de cereais faça progressivamente aumentar o seu preço.
Para já, o preço dos produtos alimentares em cuja composição entra o trigo vai ainda continuar a aumentar nos tempos mais próximos. Ontem, a cotação deste cereal na mais importante bolsa (Chicago) de matérias-primas de raiz agrícola atingiu novo recorde. Chegou aos 10,33 dólares por alqueire (cerca de 14 quilos), batendo assim o anterior máximo, registado em meados de Dezembro, nos 10,08 dólares.
A razão próxima para esta escalada do preço do trigo, neste caso reportado a contratos futuros para venda em Março, é a quebra substancial dos stocks do cereal no Canadá, que é o segundo maior exportador mundial, logo a seguir aos EUA. De acordo com a agência Reuters, as reservas de trigo no Canadá desceram para 15 milhões de toneladas, em Dezembro de 2007, contra os 21,6 milhões de toneladas que constavam dos registos um ano antes.
As razões apontadas para esta quebra são as condições climatéricas, que ao longo do ano passado foram pouco favoráveis ao desenvolvimento da cultura agrícola nas searas canadianas, o que fez com que o preço do trigo na bolsa mercantil de Chicago tenha duplicado no espaço de seis meses.
Tais aumentos irão ter consequências no segmento do consumo, uma vez que o trigo é muito utilizado na elaboração de diversos produtos alimentares, nomeadamente os da indústria de panificação. O mesmo acontece com o milho, que ontem registou, também, uma valorização de 1,3% na plataforma de negociação de Chicago. No caso deste cereal, as razões para o aumento da cotação têm a ver com uma pressão muito mais forte sobre a procura.
Mas é no aumento do consumo, em países como a China e a Índia, e no interesse dos produtores de biocombustíveis, quem contribui para a escassez do cereal e, consequentemente, para o aumento do seu valor no mercado internacional.
Estes dados poderão significar, ainda, um novo argumento para o BCE recusar descidas das taxas de juro, uma vez que esta onda de aumentos constitui, já de si, uma forte pressão sobre a inflação - que no caso da Europa está bem acima do patamar de 2% definido pela autoridade monetária 2.
Ou seja, são a própria especulação bolsista e o desvio da produção cerealífera para fins não alimentares - produção de combustíveis - que fazem disparar os preços e a escassez daquela matéria-prima. Os especialistas já baptizaram o fenómeno criado pela corrida ao etanol: chamam-lhe ‘agroflação’, que é como quem diz inflação agrícola. Que não subsistam dúvidas: produzir combustíveis a partir de cereais é caro e desfavorável 3.

12/01/2008

Sobreendividamento das famílias

O aumento imparável do desemprego, em conjunto com a subida das taxas de juro, está a colocar cada vez mais famílias em situações de sobreendividamento. Cada vez são mais as pessoas pedem ajuda e negociam novas condições para conseguirem pagar os empréstimos.
As estatísticas da DECO não deixam margem para dúvidas: em 2007 o número de casos de famílias com dívidas descontroladas ascendeu a 1976, um aumento de 118% face aos 905 casos registados no ano anterior. “É uma situação preocupante, com famílias em ruptura financeira total”, frisa uma responsável da DECO.
A análise comparativa da evolução do sobreendividamento revela que nos últimos oito anos ocorreu um aumento progressivo do número de famílias com dívidas fora de controlo. Por isso, “as causas do sobreendividamento continuam a ser as mesmas de sempre”. “A principal causa da ruptura financeira é o desemprego”, com “particular importância na maioria dos casos em 2006 e 2007”.
Depois, “regra geral, as famílias que pedem ajuda à DECO têm mais de quatro créditos: habitação, automóvel e dois créditos pessoais”. Em muitos casos as famílias sobreendividadas contam com um rendimento mensal superior a mil euros, mas o número de casos com rendimentos de quatro mil e cinco mil euros por mês também tem aumentado. Pelo que, quando “as famílias quando pedem ajuda à DECO já estão em incumprimento dos créditos e já cometeram muitos erros”. Por isso, se recomenda que “a atitude correcta é, quando começa o incumprimento dos créditos, renegociar logo a dívida com as entidades credoras”.
É apontada como uma das causas para o sobreendividamento a falta de informação das famílias sobre matérias financeiras. “A família portuguesa não tem formação financeira e as pessoas não sabem o que é um spread”. Como os consumidores “têm perdido a noção do valor do dinheiro, porque passaram a usar cartões electrónicos”, a especialista da Associação para a Defesa do Consumidor considera que o combate ao sobreendividamento passa por “apostar nesta temática da formação de saber utilizar o dinheiro”, a qual “deveria ser feita nas escolas, até porque a banalização do crédito fomenta o recurso ao mesmo” 1.
Se nos últimos anos o recurso ao crédito pessoal teve um forte aumento, tal deve-se também à desenfreada publicidade a empréstimos fáceis, com estes resultados; em paralelo vêm-se os altos lucros dos bancos.
Por isso se fala em dois países: um, o das estatísticas, e o outro, o real, o da população, onde faltam empregos e sobram desempregados, que têm que recorrer a empréstimos a juros perversos. País em que a precariedade não pára de crescer e com mais de meio milhão de desempregados e com centenas de empresas encerradas. País onde salários, reformas e pensões continuam objectivamente a diminuir e os preços sempre a aumentar. País onde as assimetrias regionais se fazem sentir cada vez mais 2.

31/12/2007

Uma lista (quase) interminável de aumentos

O custo da matéria-prima, o aumento da procura e a subida de impostos fazem aumentar a factura de compras dos portugueses em 2008. Quando se pedem explicações sobre o aumento do preço dos bens alimentares, essenciais ou não, a palavra repete-se. É devido ao custo elevado da matéria-prima que o pão, o leite, os ovos, as massas e o arroz têm, todos os anos, subidas garantidas, que se têm acentuado.
A Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) estima que em 2008 os portugueses pagarão entre 5 a 10% a mais pelos chamados produtos industriais (onde se incluem todos os exemplo citados, excepto o pão que vai sofrer um aumento de 30%.
Este ano os aumentos já foram progressivos e a tendência é para manter, não se ficando pelas prateleiras dos supermercados. Dentro de casa, cada vez que ligar o interruptor vai estar a pagar, em média, mais 2,9% de electricidade. A par da luz, a conta do gás natural também aumenta para clientes domésticos e pequenas e médias indústrias: entre 1,2 a 5,96%. Os aumentos do gás propano canalizado e de garrafa rondam os 4,3 e os 5,2% no valor cobrado por metro cúbico consumido.
Já a água teve uma estimativa de aumento de 0,3% neste ano que agora finda, e o Instituto Regulador de Águas e Resíduos ainda não disse quanto é, para o próximo ano, a subida prevista.
As portagens sobem 2,6%. E quando os portugueses comprarem o bilhete de autocarro, comboio e metro pagarão mais 3,9%, uma subida de 1,8% face ao valor de aumento estipulado pelo Governo no corrente ano. Os fumadores, para além de uma nova lei, recebem no próximo ano preços médios 10% mais elevados nas marcas populares. Sobem ainda o bilhete de cinema, logo no primeiro trimestre, e os novos preços das telecomunicações e correios entram em vigor habitualmente em Março/Maio.
Boas notícias para 2008? Pela amostra desta interminável lista, poucas ou nenhumas.

Funcionários públicos perdem poder de compra em 2008

O início do novo ano traz os desejados aumentos salariais, mas, ao mesmo tempo, os preços também aumentam. Feitas as contas, quem está no sector público perde claramente poder de compra, enquanto no sector privado o cenário global poderá ser ligeiramente melhor. Perda de poder compra para funcionários e pensionistas do sector público, alguma esperança de recuperação para os trabalhadores do poder privado. Para todos, no entanto, alguns bens essenciais vão mesmo ficar, em 2008, mais difíceis de comprar.
É já possível antecipar mais um ano em que uma parte significativa dos portugueses não consegue um aumento real nos seus salários. Como habitualmente, o primeiro passo foi dado pelo Governo em Outubro quando, com a proposta de Orçamento do Estado apresentada, avançou com uma proposta de aumentos salariais de uns escassos 2,1%.
O problema para os trabalhadores, como tantas vezes aconteceu no passado, está em saber qual vai ser, na realidade, a inflação do próximo ano. Nos últimos sete anos, o Governo falhou o seu objectivo para a variação de preços e sempre por defeito. Tudo indica, ao olhar para as expectativas dos analistas e para as previsões dos relatórios das instituições internacionais, que em 2008 não será diferente. Nos departamentos de ‘research’ dos bancos portugueses, a aposta para a taxa de inflação está entre os 2,4 e os 2,5 por cento. A Comissão Europeia e o FMI apontam para um valor de 2,4 por cento.
Assim, os mais de 700 mil funcionários públicos vão voltar a perder poder de compra no próximo ano e nem sequer o regresso das progressões e a estreia dos prémios servirá de grande consolo já que serão distribuídos a uma ínfima percentagem de trabalhadores.
Mas os funcionários públicos não vão ser os únicos com perda de poder de compra. Os pensionistas inscritos na Caixa Geral de Aposentações não ficam melhor. Quem tem uma pensão inferior a 596,79 euros terá um aumento de 2,4%. Nesta situação estão cerca de 130 mil pessoas, que ficam com um acréscimo de vencimento acima da previsão de inflação do Governo, mas apenas em linha com projecções feitas para os preços pelas outras entidades. Os restantes pensionistas da função pública (cerca de 170 mil) não escapam a uma perda de poder de compra, ficando os rendimentos nominais estagnados para quem ganha mais de 2.387 euros ao mês.
Para os trabalhadores a dúvida fica: quanto tempo será preciso esperar para corrigir a perda de competitividade? Era uma vez… 2,1%.