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15/09/2015

Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita, na Assembleia Municipal de Lisboa de 15 de Setembro de 2015


 
No seguimento da apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa referente ao período de 1 de Junho a 31 de Agosto, Os Verdestêm as seguintes questões a colocar:

Ao longo deste relatório encontrámos algumas referências ao bairro da Boavista, contudo, nada é dito sobre o amianto que existe neste bairro.

Há várias instalações e habitações cuja cobertura ainda é de amianto, algumas encontram-se em mau estado, e as pessoas continuam a viver nestas condições, estando a Câmara consciente dos perigos desta substância.

Por isso, é importante que o executivo esclareça o que anda a fazer à vida destas pessoas e quando vai realmente resolver este grave problema, pois os moradores não podem continuar nestas condições.

Ainda sobre o bairro da Boavista, gostaríamos de perceber em que fase se encontra o Eco-Bairro, que em todas as Informações Escritas aparece referenciado várias vezes, mas que não se consegue perceber, por falta de informação, em que estado está o processo que, parece-nos, se tem vindo a arrastar.

  Na página 38, referente à Direcção Municipal de Recursos Humanos, encontramos a informação de que o refeitório do Cemitério dos Olivais se encontra encerrado desde Maio, mais precisamente desde 18 de Maio. Aparentemente esta situação verifica-se devido à falta de cozinheiras.

O que pretendemos saber é se a Câmara confirma que este refeitório está encerrado porque não há pessoal? E que medidas estão a ser tomadas para resolver esta situação?

Sobre o Parque Florestal de Monsanto, e não nos vamos alongar muito neste ponto pois teremos daqui a pouco um debate de actualidade sobre esta matéria, mais concretamente sobre a Quinta da Pimenteira, mas gostaríamos de perguntar ao executivo onde anda afinal o tal grande debate sobre Monsanto, que até foi proposto pel’Os Verdes. Convém relembrar que o Sr. Vereador disse que o debate seria feito, que seria um grande debate e que seria feito em Setembro.

O que se passa afinal? É que parece que a estratégia da Câmara é primeiro destruir o que pode em Monsanto e depois vai debater o quê?

Depois um outro assunto: o Jardim da Estrela, um espaço emblemático da cidade de Lisboa, tem tido o lago seco. Durante toda a Primavera não teve água e depois continuou seco.

Qual a razão para a Câmara permitir que um espaço destes seja tratado assim? Então a Câmara despacha tudo para as Juntas e mesmo assim não consegue tratar convenientemente dos espaços que tem à sua responsabilidade?

Sobre o mercado da Praça de Espanha encontramos a seguinte informação na página 138, na Gestão e Revitalização de Mercados e Feiras: «processo de extinção do Aglomerado da Praça de Espanha por força da requalificação urbana desta zona da cidade com atribuição dos direitos indemnizatórios aos comerciantes nos termos do Regulamento Geral dos Mercados Retalhistas de Lisboa».

O que se passa é que os comerciantes dizem que se sentem enganados pois concordaram com a saída do local em troca de poderem continuar a actividade num outro espaço. Mas agora a CML quer dar uma indemnização para que saiam dali, à pressa, ficando no desemprego.

Então em que ficamos? O acordo era os comerciantes irem para outro local ou receberem dinheiro para saírem dali e, depois disso, depois de correr com eles a Câmara deixa de ter qualquer responsabilidade?

Sobre um terreno junto ao cruzamento da Calçada do Poço com a Estrada do Desvio, colocámos, numa reunião em Junho, algumas questões. Uma delas era sobre se haveria algum projecto ou alguma possibilidade de haver ali, em zona de vale de escoamento natural de águas, alguma construção.

Na altura, o Sr. Vereador ficou de confirmar posteriormente esta situação. Como nada encontramos sobre isto na Informação Escrita, gostaríamos de saber se o Sr. Vereador já estará em condições de nos confirmar se há ou não projecto, se vai ou não haver ali alguma construção.

Um último tema: sobre a Tapada das Necessidades não encontramos uma única palavra na Informação Escrita do Sr. Presidente. Nas quase 150 páginas deste relatório não há uma única referência a este espaço, mas é sabido que a Câmara Municipal de Lisboa vai abrir um concurso público para a concessão de espaços a privados na Tapada das Necessidades.

Este é um espaço de grande importância para a cidade, do ponto de vista cultural, histórico, arquitectónico, paisagístico e ambiental e é um local privilegiado de lazer para a população.

O Sr. Vereador até realça a importância e a dimensão da Tapada das Necessidades mas remete, mais uma vez, para a concessão a privados.

Tudo o que é importante e deve ser preservado e valorizado, o executivo dá a privados, é esta a política que tem sido seguida e como é óbvio Os Verdesnão podem estar de acordo.

A Câmara não está sempre a vangloriar-se de ter equilibrado as contas, esquecendo-se naturalmente de dizer que foi à custa da venda dos terrenos do aeroporto? Então se as contas estivessem assim tão equilibradas, porque não opta o executivo por fazer a reabilitação deste e de outros espaços? Ou de repente isto deixou de ser uma prioridade?

A história vai-se repetindo e a fórmula é sempre a mesma: a Câmara vai deixando os espaços ao abandono e depois é incapaz de os reabilitar

A política deste executivo resume-se a atribuir a privados o património municipal e até o espaço público, e os espaços verdes aparecem logo em primeiro lugar na lista de espaços a concessionar.

A isto chama-se enganar as pessoas, porque não foi com estas propostas, com esta intenção de privatizar e concessionar tudo a privados que o Partido Socialista se apresentou às eleições.

Além disso, mais uma vez, como sempre tem acontecido, é tudo preparado no maior secretismo, sem que mais ninguém seja ouvido e tendo apenas em conta os interesses da Câmara e dos privados, que raramente vão ao encontro das necessidades das populações.

 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

08/04/2013

“Os Verdes” querem esclarecimentos da CML relativamente ao encerramento do Mercado do Rato, em Lisboa


O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes”, através da deputada municipal Cláudia Madeira, entregou na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento em que questiona a autarquia relativamente ao encerramento do Mercado do Rato pois os comerciantes daquele mercado foram informados verbalmente, por um assessor do Vereador responsável pelos mercados municipais, que teriam de deixar as instalações até ao final do mês de Abril, sendo que a justificação dada foi a falta de segurança do edifício há muito degradado.

Importa frisar que aos seis últimos comerciantes que ainda permanecem no mercado foi-lhes dado a escolher, entre mudar para outro mercado ou receber uma indemnização que rondaria os 2.000€, valor que estes não aceitam, por se revelar insuficiente face aos investimentos que cada comerciante realizou no seu espaço no interior do mercado ao longo dos anos.

Assim, através deste requerimento, “Os Verdes” pretendem saber a razão de a autarquia não ter efectuado qualquer intervenção de requalificação e recuperação do Mercado do Rato, deixando este espaço ao abandono e em grave condição de degradação;  se o executivo camarário confirma a intenção de encerrar o Mercado do Rato, em caso afirmativo, para quando prevê o seu fecho; se a autarquia entende que os valores das indemnizações propostas são suficientes, face aos investimentos realizados pelos comerciantes e se a Câmara Municipal de Lisboa confirma que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente prevê um parque de estacionamento com 600 lugares neste espaço.

REQUERIMENTO

Na página da internet da Câmara Municipal de Lisboa, na área respeitante aos mercados, é referido que “Os Mercados Municipais são o coração dos bairros residenciais. Os produtos alimentares frescos de que necessita estão à sua disposição de terça a sábado. A azáfama começa cedo para que sejam postas, à disposição de todos, as melhores iguarias, dos peixes às aves, dos legumes e hortaliças aos frutos mais  apetecíveis. Um turbilhão de cores e cheiros que não encontra noutro sítio.”

O Mercado do Rato encontra-se há 86 anos no interior do quarteirão, no início da Rua Alexandre Herculano, num espaço central da cidade de Lisboa. Em tempos, no interior do mercado existia uma centena de lojas, hoje apenas resistem quatro lojas e dois restaurantes, num edifício bastante degradado onde proliferam portas e janelas partidas, sendo que os comerciantes há muito tempo que reclamam por obras de requalificação deste espaço à autarquia.

No início de Março, os comerciantes daquele mercado foram informados verbalmente, por um assessor do Vereador responsável pelos mercados municipais, que teriam de deixar as instalações até ao final do mês de Abril, sendo que a justificação dada foi a falta de segurança do edifício há muito degradado.

Aos seis últimos comerciantes que ainda permanecem no mercado foi-lhes dado a escolher, entre mudar para outro mercado ou receber uma indemnização que rondaria os 2.000€, valor que estes não aceitam, por se revelar insuficiente face aos investimentos que cada comerciante realizou no seu espaço no interior do mercado ao longo dos anos.

Considerando que os mercados constituem importantes elementos dinamizadores da economia dos bairros de lisboa, que promovem os produtos locais e regionais, além de que constituem um ponto de encontro e convívio dos residentes;

Considerando que os comerciantes do Mercado do Rato realizaram investimentos nos seus espaços no mercado, e que a indemnização proposta não cobre em nada esse investimento, ou lhes permite fazer o mesmo investimento noutro local;

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 12º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação:

1 - Como explica a autarquia o facto de não ter sido realizada qualquer intervenção de requalificação e recuperação do Mercado do Rato, deixando este espaço ao abandono e em grave condição de degradação?  

2 - Confirma a autarquia a intenção de encerrar o Mercado do Rato? Em caso afirmativo, para quando?

3 - Considera a autarquia que os valores das indemnizações propostas são suficientes, face aos investimentos realizados pelos comerciantes?

4 - Confirma a autarquia que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente prevê para aquela área um parque de estacionamento com 600 lugares?

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 08 de Abril de 2013