Os problemas na Escola Secundária de Camões, uma visita à Escola de Calceteiros e uma deslocação ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, em Loures, foram as ações levadas a cabo pela delegação de OsVerdes no período da tarde nos concelhos de Lisboa e Loures – Educação, valorização profissional e proteção do ambiente foram os temas em destaque.
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05/03/2018
Acções de Os Verdes em Lisboa e Loures - 5 de março
Já estão em curso as iniciativas de Os Verdes programadas para hoje em Lisboa: uma visita à Escola Secundária do Restelo e reunião com a Direção e a Associação de Pais para conhecer, in loco, as necessidades de requalificação deste estabelecimento de ensino; uma reunião com a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa, por forma a ouvir as dificuldades que, atualmente, os utentes enfrentam.
Os problemas na Escola Secundária de Camões, uma visita à Escola de Calceteiros e uma deslocação ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, em Loures, foram as ações levadas a cabo pela delegação de OsVerdes no período da tarde nos concelhos de Lisboa e Loures – Educação, valorização profissional e proteção do ambiente foram os temas em destaque.
Os problemas na Escola Secundária de Camões, uma visita à Escola de Calceteiros e uma deslocação ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, em Loures, foram as ações levadas a cabo pela delegação de OsVerdes no período da tarde nos concelhos de Lisboa e Loures – Educação, valorização profissional e proteção do ambiente foram os temas em destaque.
03/03/2018
Lisboa e Loures - Os Verdes Visitam Escolas e Reúnem com Utentes de Transportes
Segunda Feira, dia 5 de março, o Deputado José Luís Ferreira desloca-se à Escola Secundária do Restelo e à Escola Secundária de Camões para conhecer no terreno os problemas destas escolas que necessitam urgentemente de ser requalificadas.
A delegação do PEV continuará com visita à Escola de Calceteiros, criada para que não se perdessem os conhecimentos sobre calcetar. Lembramos que relativamente a esta matéria o PEV apresentou um Projeto de Resolução sobre a preservação da calçada, da valorização da profissão de calceteiro e do apoio à candidatura da calçada a património mundial.
Após reunião com a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa, Os Verdes terminarão o dia com uma Visita ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, de acordo com o programa abaixo:
Programa – 5 de março
10h - Reunião/Visita com Direção e Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária do Restelo - R. Antão Gonçalves,
11h30 - Reunião com Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa - sede do PEV, sita na Av. D. Carlos I- n. º146 – 1.ºDt. º;
14h00 - Reunião/Visita com Direção e Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Camões - Praça José Fontana,
15h30 - Visita à Escola de Calceteiros - Quinta Conde dos Arcos - Av. Dr. Francisco Luís Gomes;
17h00 - Visita com a ADAL (Associação de Defesa do Ambiente de Loures) ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras - Ponto de encontro na entrada da Junta de Freguesia de santo Antão do Tojal;
18h00 - Declarações à comunicação social no final da visita
06/12/2017
Os Verdes querem ver a calçada portuguesa e os calceteiros reconhecidos
O PEV entregou, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução em que recomenda ao Governo que desenvolva as diligências necessárias com vista à valorização e defesa da calçada portuguesa, uma expressão artística tradicional e distintiva de Portugal, assim como à valorização e dignificação da profissão de calceteiro, genuinamente portuguesa, e apoie a candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Com este Projeto de Resolução, o Partido Ecologista Os Verdes pretende trazer à discussão a valorização da calçada portuguesa, da profissão de calceteiro e o apoio da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade, matérias que podem e devem ser objeto de intervenção por parte do Governo, uma vez que se trata de um património de todos nós.
Leia aqui o Projeto de Os Verdes.
24/10/2017
Monumento ao calceteiro regressa amanhã às ruas de Lisboa
O monumento ao calceteiro regressa amanhã às ruas de Lisboa depois de retirado para recuperação, de acordo com informação divulgada pela Câmara Municipal.
O PEV relembra que, "em meados de julho, numa sessão da Assembleia Municipal, o grupo municipal do Partido Ecologista 'Os Verdes' questionou o executivo sobre o Monumento ao Calceteiro, tendo o vereador Manuel Salgado estimado na altura que a composição deveria voltar à baixa "ainda no mês de julho", o que acabou por não acontecer", escreve o DN online.
Leia aqui a notícia completa e, também, a recomendação de Os Verdes apresentada na Assembleia Municipal de Lisboa em Julho de 2016.
17/03/2017
Os Verdes exigem saber se o Município de Lisboa vai contratar jardineiros e calceteiros
As Escolas de Jardinagem e Calceteiros do Município de Lisboa foram inauguradas em Novembro de 1986, com a finalidade de não se perder os conhecimentos técnicos e de se assegurar a formação e reciclagem de jardineiros e calceteiros, mantendo o objectivo de renovação dos efectivos municipais nestas áreas profissionais.
Em meados de 2014, a CML confessava precisar de perto de 1.000 jardineiros para cuidar das zonas verdes da cidade, pelo que, devido à falta de mão de obra especializada com que se confrontava no seu mapa de pessoal, iria gastar cerca de 17 milhões € em serviços externos. No entanto, a partir de 2017, a CML prevê proceder a nova externalização em mais de 30 milhões € para tratar os jardins de Lisboa, agravando o dispêndio do erário municipal.
Ora, a Lei que aprovou o Orçamento do Estado veio viabilizar o recrutamento de trabalhadores para as autarquias locais, autorizando procedimentos concursais destinados a candidatos que não possuam uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado, mas a CML persiste em não abrir concursos para o recrutamento de Jardineiros e de Calceteiros.
Em Setembro de 2016 foi ainda lançada uma Petição ‘Pela defesa da calçada portuguesa’, que já recebeu cerca de 7.200 assinaturas ‘on-line’. Também foi aprovado por unanimidade, em Novembro de 2016, uma Recomendação do PEV relativamente às Escolas de Jardinagem e Calceteiros.
Assim, o PEV entregou um requerimento exigindo saber se a CML pondera ou não, por um lado, apoiar a promoção de uma candidatura da calçada portuguesa a património mundial e, por outro, se o executivo camarário prevê ou não reforçar a curto/médio prazo o seu mapa de pessoal preenchendo as categorias de jardineiro e calceteiro. O Grupo Municipal de “Os Verdes” pretende ainda saber quando será decidida a abertura destes concursos procedimentais e quantos postos de trabalho serão preenchidos relativamente a jardineiros e calceteiros.
Requerimento
A Escola de Calceteiros do Município foi criada em Novembro de 1986, devido à preocupação de não se perder os conhecimentos desta técnica, e tendo por objectivos, de acordo com o sítio web da própria CML, renovar o efectivo de calceteiros municipais e divulgar a Arte de Calcetamento.
Na Quinta Conde dos Arcos têm sido formados profissionais, homens e mulheres que, assimilando os saberes de velhos mestres, vão assegurando a ‘sobrevivência’ da calçada portuguesa. A arte de calcetar ‘ao quadrado’, o ‘desdobrar da pedra’ e o ‘malhetar’ são expressões que a Escola de Calceteiros recupera numa profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso património cultural. Neste contexto, em Setembro de 2016 foi lançada uma Petição ‘Pela defesa da calçada portuguesa’, que já recebeu cerca de 7.200 assinaturas ‘on-line’.
Em meados de 2014, a CML confessava precisar de perto de 1.000 jardineiros para cuidar das zonas verdes da cidade, mas que, devido à falta de mão de obra especializada no seu mapa de pessoal, iria gastar cerca de 17 milhões € em serviços externos. Também a partir de 2017, a CML prevê proceder a nova externalização em mais de 30 milhões € para tratar os jardins de Lisboa.
Ora, se até recentemente estavam vedadas novas contratações de pessoal, a Lei que aprovou o Orçamento do Estado veio viabilizar o recrutamento de trabalhadores para as autarquias locais, autorizando procedimentos concursais destinados a candidatos que não possuam uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado. Por isso, em 2016, a CML já procedeu à abertura de concursos para Cantoneiro de Limpeza, Tratador Apanhador de Animais, Bombeiro Sapador do RSB, Coveiro ou Técnico Superior de Educação Física e Desporto, mas não ainda nem para Jardineiros, nem para Calceteiros, ao contrário de outros municípios no País que optaram por encetar a abertura de provimento de lugares para jardineiros no seu mapa de pessoal.
Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
1 - Pondera ou não a CML apoiar a promoção de uma candidatura da calçada portuguesa a património mundial, enquanto património único e distintivo da cultura portuguesa?
2 - Se não, qual o motivo; se sim, em que moldes?
3 - Prevê ou não a CML reforçar a curto/médio prazo o seu mapa de pessoal preenchendo as categorias de jardineiro e calceteiro?
4 - Quando será decidida a abertura destes concursos procedimentais?
5 - Quantos postos de trabalho serão preenchidos relativamente a jardineiros e calceteiros?
15/12/2016
Os Verdes congratulam-se com implementação da sua recomendação pela reposição do Monumento ao Calceteiro
O Partido Ecologista Os Verdes congratula-se pelo facto de, na sequência da aprovação por unanimidade da recomendação apresentada pelo PEV, a 28 de Junho de 2016 na Assembleia Municipal de Lisboa, a CML ir finalmente proceder à recolocação do conjunto escultórico intitulado “Monumento ao Calceteiro”, da autoria do escultor Sérgio Stichini, passados tantos anos após a sua parcial destruição.
Nessa proposta, Os Verdes recomendavam que a CML restituísse, num local público condigno, o monumento de homenagem ao ofício de Calceteiro que havia sido removido com o propósito de ser restaurado há dez anos, bem como elaborasse um roteiro turístico actualizado, que descrevesse e iconicamente representasse os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda existentes na capital.
O PEV considera que, assim, com a implementação desta recomendação, a cidade de Lisboa prestará uma justa homenagem a todos os calceteiros do passado, do presente e do futuro pelo seu trabalho magnífico de pessoas dedicadas, esforçadas e abnegadas.
Leia aqui a Recomendação do PEV aprovada em Junho passado.
22/11/2016
Os Verdes congratulam-se com a aprovação de todas as suas propostas na AML
Na Assembleia Municipal de
Lisboa de hoje, dia 22 de Novembro, o Partido Ecologista Os Verdes apresentou
uma Recomendação relativamente ao “Estacionamento no Castelo de São Jorge”, que
foi aprovada por maioria. Com esta proposta, Os Verdes pretendem que o
executivo camarário procure alternativas ao estacionamento no interior da área
museológica e classificada do Castelo de São Jorge, por não ser a situação mais
adequada, defendendo o PEV a pertinência de se proceder à requalificação
daquele espaço através da expansão do núcleo museológico e da criação de uma nova
zona para actividades culturais ou de uma área de lazer e de estadia de apoio aos
visitantes, o que permitirá valorizar cultural e turisticamente este
equipamento classificado como Monumento Nacional.
Nesta
mesma reunião foram ainda aprovados por unanimidade os restantes três documento
apresentados pelo PEV, nomeadamente, uma Saudação “Aos trabalhadores da
Administração Pública”, uma Recomendação sobre as “Escolas de Jardinagem e Calceteiros”
e uma Recomendação relativamente à construção de um “Jardim na Urbanização de
Alvalade”.
Lisboa, 22 de Novembro
de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo
Municipal de Lisboa de “Os Verdes”
Recomendação “Escolas de Jardinagem e Calceteiros”
Celebra-se, no mês em curso, o 30º
Aniversário das Escolas de Jardinagem e Calceteiros do Município de Lisboa.
De acordo com informação do Município,
a criação da Escola de Jardinagem foi publicada no Diário Municipal nº 13905,
de 7 de Junho de 1982, o qual descrevia as suas funções e enquadramento na
estrutura municipal, tendo sido inaugurada em Novembro de 1986. A sua fundação
deveu-se à preocupação da CML em assegurar a formação e reciclagem de profissionais
de jardinagem, preferencialmente de efectivos municipais. A Escola tem
promovido a qualificação, transmitindo conhecimentos técnicos que acompanham a
evolução desta área profissional, seja ao nível científico ou dos mais recentes
desenvolvimentos tecnológicos.
Por sua vez, também a Escola de
Calceteiros foi criada pela CML em Novembro de 1986, devido à preocupação de preservar
e difundir os conhecimentos sobre calcetar, com o objetivo de renovar o efetivo
de calceteiros municipais e divulgar a Arte de calcetamento. Desde então têm
sido formados profissionais de ambos os sexos que, assimilando os saberes de
velhos mestres, vão assegurando a sobrevivência da calçada portuguesa. Estas incluem
a arte de calcetar ‘ao quadrado’, o ‘desdobrar da pedra’ e o ‘malhetar’, como expressões
que os alunos da Escola recuperam, numa profissão genuinamente portuguesa e
intimamente ligada ao nosso património cultural.
Assim, considerando que a Escola de
Jardinagem tem como missão a formação, a educação e a sensibilização na área da
jardinagem, e a Escola de Calceteiros a realização da formação profissional de
calceteiros e de iniciativas para a promoção da calçada artística portuguesa, e
que ambas foram criadas como resposta para a renovação de efectivos de
jardineiros e calceteiros municipais;
Considerando que têm sido apresentadas iniciativas
tendentes a colmatar lacunas profissionais do mapa de pessoal do Município,
através da integração de jardineiros, que, de momento, apenas dispõe de 18
efectivos ao serviço;
Considerando ainda a necessidade de
preservar a disposição estética, cultural e turística dos espaços verdes e da
calçada portuguesa, bem como a gestão pública de ambos.
Neste sentido,
a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente
proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes:
1 - Saudar as Escolas de Jardinagem e
de Calceteiros, pela realização do seu 30º Aniversário.
2 - Apoiar a eventual candidatura da
Arte de calcetar a património mundial.
3 - Exortar a CML para que mantenha e
desenvolva na Escola as disciplinas de formação e educação nas áreas da
jardinagem e da calçada portuguesa.
4 - Apelar para que se proceda à
renovação de efectivos no mapa de pessoal da Câmara Municipal de Lisboa.
Mais delibera ainda:
- Enviar a presente deliberação às
Escolas de Jardinagem e de Calceteiros do Município de Lisboa e ao Sindicato
dos Trabalhadores do Município de Lisboa.
Assembleia
Municipal de Lisboa, 22 de Novembro de 2016
O Grupo Municipal de “Os Verdes”
Cláudia Madeira J. L. Sobreda Antunes
08/11/2016
Intervenções de Os Verdes durante a Sessão de Perguntas à CML na Assembleia Municipal de Lisboa de 08 de Novembro
Sobreda Antunes, dirigente do PEV, intervém durante a Sessão de
Perguntas à CML, na reunião de 08 de Novembro, da Assembleia Municipal de
Lisboa e afirma:
"A renovação deste futuro equipamento [Biblioteca Municipal
de Alcântara] consta no Programa Estratégico Biblioteca XXI aprovado em 2012,
sabendo-se que o local reservado para a sua construção é o antigo imóvel
escolar da Rua José Dias Coelho, que se encontra há já alguns anos em estado de
abandono. Para além de manter as janelas abertas, à mercê das intempéries, uma
observação aérea do edifício feita, por exemplo, a partir da Ponte 25 de Abril,
não esconde também o avançado estado de degradação das suas traseiras."
Também Cláudia Madeira, dirigente do PEV, fez uma
intervenção em que questionou a CML sobre a utilização de papel reciclado e a
calçada portuguesa na Sessão de Perguntas à CML, tendo afirmado:
"Esperemos então que a partir de agora a utilização de papel
reciclado seja uma prática generalizada nos serviços municipais, tendo em conta
que os impactos ambientais resultantes do fabrico de papel poderão ser assim
evitados. (…) As principais queixas relativamente à calçada são a falta de
manutenção e o facto de ser arranjada não por profissionais qualificados, mas
por outros trabalhadores, a que muitos calceteiros chamam os “tapa-buracos”, ou
seja, pessoas contratadas por empreiteiros, que nem sempre percebem de calçada."
Finalmente, Sobreda Antunes voltou a
insistir sobre a calçada portuguesa, tendo afirmado:
"A
brigada de calceteiros é composta por apenas 18 pessoas e existem vagas no Mapa
de Pessoal, quantos postos de trabalho poderão vir a ser preenchidos e para
quando se prevê a abertura de concurso para calceteiros?"
02/08/2016
Estacionamento nos passeios da Avenida Almirante Gago Coutinho leva o PEV a questionar a CML
A Câmara
Municipal de Lisboa terá colocado sinalização vertical que permite o
estacionamento em espinha em cima dos passeios, situação que contraria as
preocupações do executivo camarário na defesa das acessibilidades pedonais, bem
como o que está definido na Carta Municipal dos Direitos dos Peões.
Perante esta
situação, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou um
requerimento à CML onde questiona se a autarquia prevê reverter esta situação,
retirando a sinalização vertical que colocou e que tipo de medidas estão
previstas no sentido de resolver o problema de estacionamento desregrado neste
local, garantindo as devidas condições de acessibilidade e circulação pedonais.
REQUERIMENTO
Diariamente,
Avenida Almirante Gago Coutinho tem uma grande procura a nível de
estacionamento, originando estacionamento desregrado e abusivo nos passeios
desta artéria da cidade de Lisboa, impedindo a circulação de peões nos
passeios, em particular das pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.
Recentemente,
a Câmara Municipal de Lisboa terá colocado sinalização vertical que permite o
estacionamento em espinha em cima dos passeios, situação que contraria as
preocupações do executivo camarário na defesa das acessibilidades pedonais pois
viola a largura livre mínima nos passeios de 1,20 metros previstos no
Decreto-Lei nº 163/2006, de 8 de Agosto, bem como o que está definido na Carta
Municipal dos Direitos dos Peões. Esta situação está já a originar uma enorme
indignação junto da população residente.
Segundo a
comunicação social, a autarquia pretende avançar, aparentemente, com um
projecto que prevê que o estacionamento nesta Avenida passe a ser longitudinal
e venham a ser criadas duas faixas cicláveis, uma de cada lado desta artéria,
desde o Areeiro à Rotunda do Relógio, no âmbito do plano de alargamento da rede
ciclável da cidade.
Os Verdes
compreendem e reconhecem a necessidade de se encontrar uma solução para o
estacionamento naquela zona da cidade, mas isso deverá passar pelo
reordenamento do estacionamento neste local e a libertação dos passeios para a
circulação de peões.
Assim, ao
abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa,
vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos
ser facultada a seguinte informação:
1 – Como
explica a Câmara Municipal de Lisboa a situação descrita?
2 – Prevê a
autarquia reverter esta situação, retirando a sinalização vertical colocada?
3 – Que
medidas estão previstas no sentido de resolver o problema de estacionamento
selvagem neste local, garantindo as devidas condições de acessibilidade e
circulação pedonais?
Requer-se
ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos sejam igualmente facultados:
Lisboa, 2 de Agosto de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo
Municipal de Lisboa de Os Verdes
28/06/2016
Intervenção no PAOD da Assembleia Municipal de Lisboa de 28 de Junho de 2016
“Os Verdes” apresentam hoje 4 documentos
no PAOD da AML.
Em primeiro lugar, uma saudação ao “Dia
do Serviço Público das Nações Unidas”, criado para celebrar o valor e a virtude
do serviço público para a comunidade. Trata-se de uma ocasião onde são
anualmente entregues prémios em reconhecimento do trabalho de excelência
alcançado no desempenho de funções públicas, sendo os Estados-membros
encorajados a organizar iniciativas similares de estímulo à Administração Pública
e ao desempenho dos seus funcionários.
Temos depois uma moção “Em defesa do
sistema constitucional de ensino”, para que sejam defendidos os princípios
consignados na Constituição da República Portuguesa, reforçando-se o sistema de ensino democrático e plural, ministrado em
equipamentos escolares com condições físicas condignas, bem como se dê
prioridade a um financiamento adequado da Escola Pública, dando-lhe
prevalência, designadamente, perante contratos de associação que
desnecessariamente se procurem sobrepor à oferta de vagas da Escola Pública.
Na primeira das recomendações, “Os
Verdes” propõem a reposição do “Monumento ao calceteiro” num local condigno da
cidade de Lisboa. Trata-se de uma peça escultórica que, tendo sido inaugurada
há 10 anos, seria retirada, após ter sido danificada, para, dizia-se, uma breve
reparação, mas que, inexplicavelmente, nunca chegou a ser reposta. A
reinauguração do monumento poderia, depois, ser aproveitada pelo Município para
elaborar um roteiro turístico actualizado, que descrevesse e iconicamente
representasse os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda
existentes na capital.
Finalmente, na segunda recomendação
sugerimos a introdução de “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa”.
Durante uma recente visita do GM-PEV à Casa dos Animais esta ideia terá sido
bem aceite pois, constatando-se que a Casa dos Animais apresenta um
significativo potencial de aproveitamento solar diário, tal medida permitiria potenciar
uma melhor eficiência na racionalização da utilização dos recursos naturais, optimizando,
de uma forma mais eficaz, o fornecimento de energia eléctrica.
J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”
Assembleia Municipal de Lisboa aprova por unanimidade propostas do PEV sobre Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa e o Monumento ao Calceteiro
Hoje, dia 28 de Junho, a Assembleia
Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade, por proposta do Partido Ecologista
Os Verdes, duas Recomendações que irão contribuir para promover a eficiência
energética e homenagear o ofício de calceteiro.
A primeira Recomendação refere-se à
colocação de “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa” como forma de reduzir
os consumos energéticos e melhorar a eficiência na racionalização da utilização
dos recursos naturais, optimizando, de uma forma mais eficaz, o fornecimento de
energia eléctrica neste equipamento municipal que apresenta um significativo
potencial de aproveitamento solar diário.
No segundo documento referente ao
“Monumento ao calceteiro”, recomenda-se que a CML reponha, num local público
condigno, o conjunto escultórico de homenagem ao ofício de Calceteiro que havia
sido removido com o propósito de ser restaurado faz dez anos, bem como elabore
um roteiro turístico actualizado, que descreva e iconicamente represente os
principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda existentes na
capital.
Nesta mesma reunião foram ainda
aprovadas outros dois documentos apresentados pelo PEV, uma Saudação ao “Dia do
Serviço Público das Nações Unidas” e uma Moção “Em defesa do sistema
constitucional de ensino” onde se exige o reforço do sistema de ensino
democrático e plural da Escola Pública, ministrado em equipamentos escolares
com condições físicas condignas.
Lisboa, 28 de Junho de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes
27/06/2016
Recomendação “Monumento ao calceteiro”
Lembrai-vos desta arte,
Penso que tem defesa!
Aparece em toda a parte,
Pois ela é bem portuguesa.
Quis sobretudo ser franco,
Fala aberto o coração!
Trabalho o preto e branco,
Sou um ourives do chão.
[António Mateus (Tony), calceteiro-poeta]
Em 15 de Dezembro de 2006, o
Município de Lisboa homenageou e imortalizou a arte de calceteiro, com a
inauguração do Monumento ao Calceteiro. Na cerimónia estiveram também presentes
os formandos da Escola de Calceteiros de Lisboa.
O monumento, da autoria de
Sérgio Stichini e executado por 2 dezenas de artífices da autarquia, era
composto por duas estátuas em tamanho real feitas em bronze - com figuras de um calceteiro a esculpir a
pedra e um ajudante (batedor) com o maço a calcar a pedra -, e enquadradas por
um quadro de calçada à portuguesa com a barca de São Vicente, em calcário
branco e negro, e os corvos padroeiros da cidade (ver anexo). Situava-se na Rua
da Vitória, entre a Rua da Prata e a Rua dos Douradores, em frente à Igreja de
São Nicolau, local escolhido pela proximidade ao Rossio, onde surgiu em 1849 a
calçada à portuguesa, tal como a conhecemos hoje, com o famoso desenho do mar
largo.
Na altura, a vereação
destacou representar "um símbolo fidedigno da cidade, tal como existe no
primeiro testemunho gráfico, do século XIV", sendo aquela “uma homenagem
da cidade de Lisboa a todos os calceteiros do passado, do presente e do futuro
pelo seu trabalho magnífico de pessoas dedicadas, esforçadas e abnegadas”,
lembrando que o ofício de calceteiro tem levado o nome de Lisboa e de Portugal
a outras cidades do mundo inteiro pela beleza da sua arte, concluindo que "já
não se fazia uma barca destas há 50 anos, a última foi criada no Jardim da
Estrela".
Após a vandalização de uma
das peças - a do batedor -, o conjunto escultórico acabaria por ser recolhido
pelos serviços Lx Alerta do Município, para ser recuperado e, dizia-se,
regressar o mais brevemente possível ao espaço público, mas a sua reposição jamais
se verificou.
Considerando que a CML
investiu nesta arte com a criação, em Novembro de 1986, da Escola de
Calceteiros de Lisboa, que vinha desenvolvido um intenso trabalho de formação
ao longo das últimas décadas, formando calceteiros e auxiliando a preparação de
profissionais em outros países.
Considerando que, além do
reconhecimento público da profissão, o Monumento ao Calceteiro tinha como
objectivos a promoção da calçada à portuguesa e da qualidade artística do
espaço público.
Considerando que o Monumento
ainda continua a ser divulgado em roteiros culturais da cidade, fazendo com que
turistas, infrutiferamente, procurem a sua localização.
Considerando que, ainda hoje,
a calçada à portuguesa se mantém uma realidade em diversos pontos do mundo por
onde os portugueses passaram, de Portugal a Timor, do Brasil a Macau, sendo um
cartão de visita e parte da cultura portuguesa.
Neste sentido,
a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente
proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara
Municipal de Lisboa que:
1 - Reconheça as valências artísticas e
turísticas das obras dos mestres calceteiros, trabalhadores especializados na
colocação da calçada à portuguesa ou mosaico português, na cidade de Lisboa.
2 - Após o devido restauro, seja
encontrado, na capital, um espaço público condigno para acolher o conjunto
escultórico do Monumento ao Calceteiro.
3 - Pondere a elaboração de um guia
turístico actualizado, representando e descrevendo os principais trabalhos
artísticos em calçada à portuguesa na cidade de Lisboa.
4 - Dê conhecimento da presente
deliberação a todos os vereadores da CML e à Escola
de Calceteiros de Lisboa, sita na Quinta Conde dos Arcos.
Assembleia Municipal
de Lisboa, 28
de Junho de 2016
O Grupo Municipal de “Os Verdes”
Frederico Lyra J.
L. Sobreda Antunes
Os Verdes propõem a Defesa da Escola Pública, a Eficiência Energética e o Monumento ao Calceteiro em Lisboa
Amanhã, por proposta do
Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:
Uma Saudação ao “Dia do Serviço Público das Nações Unidas” com vista a celebrar o valor e a virtude
do serviço público para a comunidade e o reconhecimento do trabalho de
excelência alcançado no desempenho de funções públicas.
Uma Recomendação sobre “Painéis
solares na Casa dos Animais de Lisboa” como forma de promover a eficiência
energética resultante da redução dos consumos energéticos neste equipamento
municipal.
Uma
Recomendação referente ao “Monumento ao calceteiro”, propondo que a CML
reponha, num local público condigno, o conjunto escultórico de homenagem ao
ofício de Calceteiro, tendo sido removido com o propósito de ser restaurado faz
dez anos.
Por
fim, uma Moção “Em defesa do sistema constitucional de ensino” para
que se reconheça a necessidade de defender os princípios do sistema de
ensino consignados na Constituição da República Portuguesa. Em que o Estado
está socialmente obrigado a oferecer uma rede de estabelecimentos públicos que
satisfaça as necessidades de toda a população. Por outro lado, manifestar a sua concordância para que o apoio
financeiro a colégios privados, através de contratos de associação, deve apenas
ter lugar quando a resposta pública se manifeste insuficiente, sendo, nesse
caso, apoiados os alunos das áreas geográficas previstas nos contratos
celebrados.
Lisboa, 27 de Junho de 2016
Gabinete
de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”
Etiquetas:
aml,
Calçada portuguesa,
Educação,
Eficiência energética,
Energia solar,
Ensino,
Escolas,
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ONU,
PEV,
Recomendação,
Saudação,
Serviços Públicos
08/03/2016
Substituição de calçada portuguesa por pedra lioz polida
Quando,
em 2014, a CML decidiu começar a trocar a calçada portuguesa pela pedra lioz
polida como revestimento dos pavimentos, logo compôs para este novo material um
conjunto de vantagens perante o material original.
Entre
outras zonas, decidiu revestir os passeios laterais da Praça do Comércio ou o pavimento
da Rua da Vitória, um dos eixos vitais da Baixa Pombalina e que faz a ligação
pedonal entre a estação do Metropolitano da Baixa-Chiado aos elevadores da Rua
dos Fanqueiros. Desejava a CML que estas substituições se tornassem exemplares,
como um modelo que o município pretendia assumir e adoptar em muitas outras
vias da capital.
Porém,
desde o primeiro momento sobressaíram alguns problemas, a começar por ser um
piso perigosamente escorregadio e propenso a quedas, designadamente, em dias de
chuva.
Chegados
a 2016 e com as ruas plenas de turistas, esta experiência piloto denota, para
quem quiser constatar com ‘olhos de ver’, que se trata de um piso que
progressivamente se degrada com alguma facilidade, com lajes rachadas e outras
levantadas, à espera que os serviços camarários retirem conclusões ou,
simplesmente, procedam às indispensáveis obras de manutenção.
Por
isso, “Os Verdes” perguntam: que conclusões
retira afinal a CML desta muito deficiente solução, quando comparada com o
ecológico e de mais fácil e bem mais barata reparação, que constitui o
empedrado do piso da calçada? Vai ou não recuar no uso ostensivo de uma solução
declaradamente pouco amiga da segurança pedonal dos transeuntes?
Sobreda Antunes
Grupo
Municipal de “Os Verdes”16/06/2015
1ª Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita
Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Junho de 2015
Sobre
a Informação Escrita do sr. Presidente da CML, referente ao período de 1 de
Abril a 31 de Maio, começamos por destacar nesta primeira intervenção os
seguintes aspectos:
1º tema:
Na
página 36, no relatório sobre a Direcção Municipal de Recursos Humanos, mais
concretamente na Saúde, Higiene e Segurança, referem-se 114 entrevistas a
trabalhadores acidentados.
No
seguimento desta informação, gostaríamos que o executivo nos esclarecesse se
está a ser efectuado o atempado pagamento de vencimentos aos trabalhadores
acidentados. E, se não está, porquê?
2º tema:
Na
Divisão do Plano Director Municipal, na parte das Acções em curso: encontramos
referência ao projecto ClimAdaPT.Local. Especificamente, é-nos referida a
participação no projecto, visando a construção da estratégia local para as
alterações climáticas de Lisboa.
Este
projecto que foi apresentado no início deste ano, tem como principal objectivo
desenvolver 26 Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas em
parceria com as respectivas autarquias.
O
que gostaríamos de saber é que passos foram já dados pela Câmara no âmbito
deste projecto e o que já foi feito para aumentar a capacidade para incorporar
a adaptação às alterações climáticas nos instrumentos municipais de planeamento
e noutras intervenções.
3º tema:
Ainda
na Divisão do PDM, refere o executivo a revisão da Carta Educativa, da Carta da
Saúde e da Carta da Actividade Física e do Desporto, no sentido da sua
coordenação e colaboração.
Sobre
estes assuntos, gostaríamos que o executivo nos pudesse dar algumas informações
adicionais sobre o que está feito, o que falta fazer e que medidas tenciona a
Câmara depois implementar na cidade com base nestas Cartas, pois pela análise
da Informação Escrita nada ficámos a saber.
4º tema:
Na
parte correspondente ao Departamento de Ambiente e Espaço Público, é dada a
informação que as obras do Jardim da Cerca da Graça já estão concluídas mas que
o jardim ainda não abriu ao público. Naturalmente, o que queremos saber é qual
a razão para que isso ainda não tenha acontecido e qual a data para este jardim
abrir finalmente ao público.
5º tema:
No
quadro nº 3 da p. 34 - Direcção Municipal de Recursos Humanos - são referidas 2
áreas de formação destinadas a desempregados e outros públicos alvo - uma na
área da Jardinagem e outra na área da Calçada - com 31 participantes no 1º caso
e 20 participantes no 2º. É sabido que a cidade se encontra deficitária de profissionais
nestas áreas específicas, pelo que gostaríamos de compreender as consequências
efectivas destas acções de formação para o Município e para os próprios
formandos.
Está
a CML a formá-los para virem depois a ser contratados por empresas privadas ou
tenciona o executivo vir a preparar a abertura de procedimentos concursais para
obviar à escassez desta tão imprescindível mão-de-obra e integrá-los no seu
mapa de pessoal?
6º tema:
Depois,
e para finalizar esta primeira intervenção, uma questão omissa nesta Informação
Escrita que apenas agora o sr. Presidente referiu. Esta Assembleia aprovou em
Fevereiro deste ano, por unanimidade, uma recomendação de “Os Verdes” para que a CML promovesse a
recuperação e reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes, salvaguardando o seu
importante património artístico, impedindo a deterioração do seu espólio
azulejular, e possibilitando a sua reabertura e utilização pública para
usufruto lúdico e desportivo da cidade.
Na
Proposta nº 342/2015 que vai ser analisada na próxima sessão de CML, o
executivo submete a constituição de um direito de superfície sobre o Pavilhão
Carlos Lopes a favor da Associação de Turismo de Lisboa, para a ATL aí realizar
“eventos, nomeadamente de carácter cultural, artístico e desportivo”, sublinhando
o município a obrigação de serem mantidas “inalteradas as fachadas e a
cobertura” do imóvel.
Todavia,
o que importa saber neste momento é se o executivo admite a possibilidade de
nelas serem utilizados “novos materiais” e de se “demolir parcialmente o edifício”?
Por
fim, salientamos o facto de esta substituição na presidência da CML não ter
representado mais nenhuma mudança, tal como para “Os Verdes” já era expectável, porque os
problemas de Lisboa não são um problema de caras, mas de políticas. Tratou-se
apenas de uma mera “evolução na continuidade”.
Cláudia Madeira
Grupo
Municipal de “Os
Verdes”
24/06/2014
Intervenção na Assembleia Municipal de Lisboa de 24 de Junho de 2014
Petição nº
3:
A presente
Petição “Contra a retirada da calçada portuguesa da Cidade de Lisboa” foi
apresentada a esta AML pelo MyiArts, na qualidade de uma entidade de apoio às
Artes, Cultura e Turismo Cultural.
Em primeiro
lugar, em nome do Partido Ecologista «Os Verdes», saúdo os peticionários por esta iniciativa, que pretende impedir
que o pavimento tradicional seja retirado, e que a calçada artística seja parte
integrante da nossa história, da nossa cultura, revelando traços da
personalidade portuguesa, merecendo, por isso, a implementação de mecanismos
que preservem este pedaço de história, para que quem visita a nossa cidade a possa
admirar, mas também para que as novas gerações não percam o amor que têm por
aquilo que é seu por direito próprio.
Para o MyiArts
a solução passa por fomentar o espírito da cultura na nossa cidade, pedindo que
a CML entregue um pedido à UNESCO para que a calçada portuguesa seja
considerada património da humanidade, à imagem do que se fez com a candidatura
do Fado. Depois, recordam que como a CML tem uma escola de calceteiros, Lisboa poderia
ser um exemplo de inclusão pela arte e cultura no país e no mundo ao criar,
desta forma, postos de trabalho com vista à preservação, manutenção e
requalificação da calçada portuguesa, ao invés de contratar empresas privadas.
Algo que «Os Verdes» reivindicam há anos.
Sabendo que
temos uma cidade envelhecida e um número significativo de cidadãos com
dificuldades em andar, aceitam a introdução de corredores de passagem com outro
tipo de pedra ao lado da calçada. Mas, reconhecendo-se que a calçada portuguesa
é um atractivo turístico e que representa para além da nossa história, um dos
traços da nossa personalidade, para o MyiArts não faz qualquer sentido retirar
este pedaço do nosso património da vista e da vida de cada um de nós.
Do seu lado, a
CML começou por argumentar que não senhor, que nunca lhe passou pela cabeça a retirada
da calçada portuguesa, mas já acabou por confirmar que parte da calçada será
retirada em alguns locais da cidade, dizendo que o não será nas zonas
turísticas, mas sem especificar quais serão esses locais.
De facto, não
é o que os munícipes constatam pois, mesmo na Baixa Pombalina, vêem-se turistas
de guias turísticos na mão à procura de elementos artísticos na calçada que já
foram entretanto destruídos pelo município, e de que constituem exemplo as
imagens anexas ao relatório da 7ª Comissão. Pior ainda é o facto de a calçada ter
sido substituída por escorregadias lajes em que os peões caiem quando chove.
Em
alternativa, a que acções deveria a CML dar prioridade? Reactivar a escola de
calceteiros; requalificar, conservar e manter a calçada portuguesa através do
recurso a pessoal especializado e com formação adequada; procurar a elevação da
calçada portuguesa da cidade de Lisboa a património da humanidade. Como defende
a MyiArts, “não façam as pedras da calçada chorar”.
Ora, acontece que todos
sabíamos da existência de um Regulamento Municipal para a Promoção da
Acessibilidade e Mobilidade Pedonal, aprovado nesta AML em 27 de Abril de 2004.
Porém, muitas das medidas enumeradas nesse Regulamento, tanto as de intervenção
sobre o espaço público, como as dedicadas a cidadãos com necessidades
especiais, ficaram, ao longo dos anos, por executar, sem nunca terem saído do
papel.
O que tem faltado à CML? Capacidade
de intervenção, tanto na manutenção, como na fiscalização do espaço público. Se
existia um Regulamento por cumprir, se eram aqueles os princípios de Mobilidade
e Acessibilidade defendidos pelo município, pergunta-se por que optou a CML
pela introdução das escorregadias lajes em zonas pedonais, como sejam o
Areeiro, o Miradouro de Santa Catarina, Praça do Comércio ou a Rua da Vitória?
Porque foram destruídos os desenhos artísticos na calçada da Rua da Vitória na
sequência da intervenção no subsolo? Também nesta via, porque foram removidas as
duas peças escultóricas do monumento ao calceteiro, junto à Igreja de São
Nicolau? Porque foi retirada, nesse local, a calçada artística onde figurava a
barca de São Vicente - padroeiro da cidade - com corvos e flores, uma barca que
já não era criada há 50 anos, a última tinha sido no Jardim da Estrela?
O próprio “Manual da calçada
portuguesa” da autoria da Direcção-Geral de Energia e Geologia, de 2009 faz o
elogio das vantagens deste tipo de piso. A calçada portuguesa, para além da sua
luminosidade tão elogiada, inclusive por estrangeiros, alia as características
de durabilidade e de grande beleza estética às da vantagem económica da
reciclagem do próprio piso em reparações ou na sequência de obras no subsolo.
Tem-se revelado ideal para ser utilizada em zonas de circulação de peões, como
em passeios, jardins e habitações, centros comerciais, mas também em ruas e
praças com circulação restrita de veículos. Por tudo isto, trata-se de um piso
que, quando tecnicamente bem aplicado, garante a permeabilidade, a durabilidade
e a regulação climatérica, sendo, por isso, mais ecológico.
Em suma, o que não se entende é
porque tem o município insistido no progressivo desinvestimento na escola de
Jardineiros e Calceteiros da Quinta de Conde d’Arcos? Porquê a persistente
opção pela externalização de serviços? Para agora poder argumentar que não
tendo profissionais calceteiros terá de alcatroar ou colocar pedra de lioz nos
passeios?
Ninguém
pede milagres, mas empenho da CML. Esperemos que os munícipes não tenham de
continuar a esbarrar na inacessibilidade e imobilidade do executivo na
fiscalização e atempada manutenção da qualidade do espaço público.
Para terminar, reafirmo que «Os Verdes»
acompanham os peticionários nos objectivos e nas pretensões expressas nesta
petição, esperando que o executivo não continue a destruir a calçada
portuguesa, mas que a preserve.
Cláudia Madeira
Grupo
Municipal de “Os
Verdes”
20/02/2013
Propostas do PEV aprovadas ontem na Assembleia Municipal de Lisboa
O Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de ontem, uma Moção “Pela dignificação dos calceteiros municipais e por melhores condições de trabalho”, uma Recomendação sobre a “Conclusão das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira” e, por último, uma Recomendação sobre os “Marcos do Correio na Cidade de Lisboa”, tendo todos estes documentos sido aprovados.
Na mesma reunião, “Os Verdes” também apresentaram uma Moção “Pela requalificação paisagística do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”, cujos pontos 2 e 3 foram rejeitados pelo PSD e PS, o PEV lamenta esta rejeição, pois os referidos pontos pretendiam, que a Câmara Municipal de Lisboa procedesse à remoção da actual vedação existente no Parque da Bela Vista, tornando aquele espaço público permanentemente acessível a toda a população e que estudasse locais alternativos para a realização de futuros festivais desta natureza e dimensão, que não passem por jardins e parques da cidade, evitando-se desta forma impactes negativos na qualidade destes espaços e respectivo usufruto pelos cidadãos.
O PEV congratula-se com todos os documentos aprovados e aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações, que versam sobre matérias importantes para a cidade e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.
O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 19 de Fevereiro de 2013
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19/02/2013
Intervenção sobre as Recomendações do PEV
Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre as moções e as recomendações apresentadas
na reunião da AML de 19 de Fevereiro de 2013.
Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs.
Vereadores, Srs. Deputados e Estimado Público
Em primeiro lugar, uma saudação ao público presente
para dizer que «Os Verdes» estão solidários com os problemas levantados, tendo
já apresentado algumas propostas com vista à sua resolução, como é o caso da EPUL, da circulação nos Olivais e do DRMM. Até agora também continuamos a aguardar que a CML resolva estes problemas e
que trabalhe efectivamente para melhorar a qualidade de vida em Lisboa.
E é precisamente nesse sentido que «Os Verdes» apresentam a esta Assembleia um
conjunto de documentos que, no nosso entender, vão de encontro às necessidades
e desejos da população de Lisboa, e são um importante contributo para a
resolução de alguns problemas da cidade.
É o caso da moção sobre os calceteiros municipais,
um tema que «Os Verdes» têm acompanhado de perto, e que vem no seguimento de
uma reunião que tivemos com os calceteiros e o STML e de uma visita que
realizámos à Escola de Calceteiros.
Esta Escola foi criada em 1986 pela Câmara Municipal
de Lisboa, com o objectivo de preservar a arte de saber calcetar, pretendendo
renovar o efectivo de calceteiros municipais e divulgar a arte de calcetamento.
Apesar da importância desta escola e da profissão de
calceteiro, uma profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso
património, não tem havido o devido reconhecimento e valorização. Exemplo
disso, é o facto de a escola não ter formação há cinco anos.
Se a escola tem como objectivo proporcionar a
qualificação profissional de calceteiros, de forma a assegurar a sobrevivência
da calçada portuguesa, não se percebe como está a escola sem ter formação e como
há falta de condições na brigada de calceteiros.
De facto, os calceteiros manifestaram-se
recentemente contra as condições de trabalho, nomeadamente a falta de condições
nas actuais instalações, o número insuficiente de trabalhadores, com a
perspectiva de não se conseguir assegurar uma renovação dos quadros, e o facto
de não haver cursos de reciclagem e actualização de conhecimentos.
De salientar que, mesmo perante estas dificuldades e
situações de precariedade, os calceteiros municipais desempenham diariamente o
seu trabalho de forma exemplar, ao mesmo tempo que continuam a receber pedidos
para colaborações no estrangeiro, como é o caso de Bruxelas, Caracas, entre
outros.
Com esta moção, «Os
Verdes» pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa dialogue com os
calceteiros no sentido de se encontrar as soluções mais adequadas para as
dificuldades e problemas sentidos, que promova cursos de formação para novos
formandos e cursos de reciclagem e actualização de conhecimentos para os
actuais calceteiros, para que a escola de calceteiros seja, cada vez mais, um
local de formação e educação na área da calçada portuguesa, e que invista na
melhoria das condições de trabalho dos calceteiros municipais, designadamente a
nível do número de calceteiros, de instalações e fardamento.
Pretendemos, no fundo, que sejam criadas as
condições adequadas para que os calceteiros desempenhem as suas funções de
forma eficaz e na plenitude dos seus direitos, pois só assim haverá uma
dignificação desta profissão e desta arte.
Através da Moção “Pela requalificação paisagística
do Parque da Bela Vista e áreas circundantes”, o Grupo Municipal do PEV relembra, mais uma vez, a esta Assembleia
a necessidade de uma “vigilância ambiental” relativamente a um importante
espaço verde da cidade de Lisboa, o qual para muitos lisboetas, é até
desconhecido e apenas relembrado aquando dos mega festivais que lá se realizam.
E desconhecido porquê? Porque desde 2004, ano em que se realizou o primeiro
Rock in Rio, que foi colocada no Parque da Bela Vista uma inadequada vedação,
que se dizia temporária, mas que após 10 anos, se tornou permanente, escondendo
da população aquele parque público. Inclusivamente, as placas desta vedação,
que já não está nas melhores condições, soltaram-se com o último temporal e
voaram pondo em risco habitantes e bens.
Já não é a primeira vez que «Os Verdes» alertam para a necessidade de
protecção daquele parque urbano e, mais uma vez, dizemos que a Câmara não se
pode lembrar da Bela Vista só quando se acendem as luzes dos festivais. Fora
dessas alturas, a Câmara nada dinamiza naquele espaço para o dar a conhecer de
outra forma aos lisboetas, limitando-se a deixar abertos largos portões, ao
longo da extensa vedação.
O que «Os Verdes»
pretendem com esta Moção é que seja retirada aquela vedação, para um total
usufruto por parte da população, e para o devido enquadramento paisagístico que
a mesma merece. O PEV volta novamente
a insistir para que sejam estudados outros locais para a realização dos
festivais, e que o Parque da Bela Vista seja efectivamente um espaço verde para
usufruto de todos e em qualquer altura do ano.
Da visita que realizámos ao Parque da Bela Vista,
pudemos ainda constatar com bastante desagrado e preocupação que os acessos à
ponte ciclo pedonal continuam por terminar. Mais, verificámos que estes acessos
inacabados constituem um perigo para os utilizadores pois todas as
infra-estruturas de saneamento estão a descoberto.
Não se percebe porque é que uma ponte ciclo pedonal,
inaugurada há quase um ano, ainda não tem os acessos concluídos.
Possivelmente, a Câmara só se vai lembrar de
finalizar a já inaugurada ponte aquando do próximo festival!
A recomendação sobre a Estação Fluvial Sul e Sueste
no Terreiro do Paço reflecte a importância de promover uma mobilidade urbana
sustentável, através de uma abordagem integrada de planeamento que tenha em
atenção todos os modos de transporte na cidade de Lisboa e suas áreas vizinhas.
Isto, tendo em vista a satisfação das necessidades de mobilidade dos munícipes,
num equilíbrio entre a qualidade ambiental, a equidade social, a promoção da
produtividade económica e a qualidade de vida dos cidadãos.
O PEV tem
consciência das dificuldades financeiras do País, mas é importante que a
Assembleia Municipal de Lisboa manifeste a prioridade, em relação à rede de
Metropolitano, de concluir as obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro
do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira, bem como
as obras de ampliação das estações do Areeiro e Arroios, logo que seja
possível.
Convém relembrar que todas estas obras já estavam
previstas e em curso, sendo cruciais, prioritárias e estratégicas para a cidade
de Lisboa e suas áreas vizinhas, por melhorar as condições de mobilidade na
Área Metropolitana de Lisboa.
Para o PEV
é necessário continuar a manifestar a prioridade destas intervenções e
interceder junto do Governo e da Administração do Metropolitano de Lisboa, para
que esta proceda à prossecução das obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no
Terreiro do Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira.
Por fim, a recomendação referente aos “Marcos do
Correio na Cidade de Lisboa” surge no seguimento de vários marcos dos CTT terem
sido retirados das ruas, nos últimos meses, em diversos pontos do país. Segundo
a própria empresa, já foram removidos 349 pontos de recolha nos últimos dois
anos, sendo Lisboa e Porto as cidades mais afectadas. Para além das remoções já
efectuadas, está prevista a retirada de mais 242 marcos do correio nestas duas
cidades: só em Lisboa serão 159, o que representará uma redução de 30,3%.
A decisão dos CTT tem sido contestada por parte de
alguns Presidentes de Juntas de Freguesias, pois foi tomada unilateralmente e
apresentada como um facto consumado, não tendo havido possibilidade de
discutirem o assunto ou apresentarem alternativas.
Para «Os Verdes»,
as Juntas de Freguesia são os órgãos com maior proximidade das populações e que
melhor conhecem as suas características, devendo para o efeito serem
auscultadas em relação à retirada de marcos dos correios.
Daí, o PEV propor
que a Assembleia Municipal de Lisboa delibere recomendar à CML que solicite aos
CTT - Correios de Portugal, a indicação dos locais, por Freguesias, onde estará
prevista a retirada de marcos do correio, bem como que manifeste a sua
preocupação pela ausência de auscultação das Juntas de Freguesias de Lisboa em
relação à remoção de marcos de correios.
A Deputada Municipal do PEV
Cláudia Madeira
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