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01/09/2020

PEV pede esclarecimentos sobre candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o processo de candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

REQUERIMENTO:

A calçada portuguesa é uma expressão artística, um elemento do património cultural, tradicional e distintivo de Portugal e muito concretamente de Lisboa, apesar de existirem expressões de calçada portuguesa por todo o país e também pelo mundo, com presença em todos os continentes, assumindo-se assim também como um elemento de divulgação da nossa cultura.

É um elemento que valoriza a imagem do país e confere às cidades uma beleza e luminosidade únicas, dignificando o espaço público, tornando-o mais atrativo. Alia as características da durabilidade, de grande beleza estética, podendo, sempre que houver necessidade, ser renovada ou reconstruída. Tem ainda benefícios ambientais, comparando com outros tipos de pavimento, por regular a temperatura e aumentar a permeabilidade do solo, contribuindo para um melhor escoamento das águas.

Hoje em dia é utilizada no calcetamento de áreas pedonais, praças, parques e pátios, mas também em espaços interiores públicos e privados.

Perante todas as caraterísticas e benefícios da calçada portuguesa, tem estado a ser preparada a candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO pela Associação Calçada Portuguesa, da qual fazem parte a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins (ASSIMAGRA), a União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e o Grupo Português da Associação Internacional para a Proteção da Propriedade Intelectual (AIPPI).

Em 2016, através da Proposta n.º 725/2016, foi deliberado autorizar o início da preparação do processo da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO e, em Setembro de 2017, através da Proposta n.º 549/217, a autarquia integrou a Associação Calçada Portuguesa, a quem ficou de atribuir um apoio de 110 mil euros para aplicar na candidatura, importando saber qual o ponto de situação desse processo neste momento.

Assim, ao abrigo da alínea g) do artº. 15º, conjugada com o nº 2 do artº. 73º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1. Qual o ponto de situação do processo de candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO?

2. Que desenvolvimentos foram já realizados por parte da CML e da Associação Calçada Portuguesa no âmbito dessa candidatura?

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 1 de Setembro de 2020

05/03/2018

Acções de Os Verdes em Lisboa e Loures - 5 de março

Já estão em curso as iniciativas de Os Verdes programadas para hoje em Lisboa: uma visita à Escola Secundária do Restelo e reunião com a Direção e a Associação de Pais para conhecer, in loco, as necessidades de requalificação deste estabelecimento de ensino; uma reunião com a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa, por forma a ouvir as dificuldades que, atualmente, os utentes enfrentam.







Os problemas na Escola Secundária de Camões, uma visita à Escola de Calceteiros e uma deslocação ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, em Loures, foram as ações levadas a cabo pela delegação de OsVerdes no período da tarde nos concelhos de Lisboa e Loures – Educação, valorização profissional e proteção do ambiente foram os temas em destaque.











03/03/2018

Lisboa e Loures - Os Verdes Visitam Escolas e Reúnem com Utentes de Transportes

Segunda Feira, dia 5 de março, o Deputado José Luís Ferreira desloca-se à Escola Secundária do Restelo e à Escola Secundária de Camões para conhecer no terreno os problemas destas escolas que necessitam urgentemente de ser requalificadas.

A delegação do PEV continuará com visita à Escola de Calceteiros, criada para que não se perdessem os conhecimentos sobre calcetar. Lembramos que relativamente a esta matéria o PEV apresentou um Projeto de Resolução sobre a preservação da calçada, da valorização da profissão de calceteiro e do apoio à candidatura da calçada a património mundial.

Após reunião com a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa, Os Verdes terminarão o dia com uma Visita ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras, de acordo com o programa abaixo:

Programa – 5 de março

10h - Reunião/Visita com Direção e Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária do Restelo - R. Antão Gonçalves,

11h30 - Reunião com Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa - sede do PEV, sita na Av. D. Carlos I- n. º146 – 1.ºDt. º;

14h00 - Reunião/Visita com Direção e Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Camões - Praça José Fontana,

15h30 - Visita à Escola de Calceteiros - Quinta Conde dos Arcos - Av. Dr. Francisco Luís Gomes;

17h00 - Visita com a ADAL (Associação de Defesa do Ambiente de Loures) ao Aqueduto de Santo Antão do Tojal e ao Paul das Caniceiras - Ponto de encontro na entrada da Junta de Freguesia de santo Antão do Tojal;

18h00 - Declarações à comunicação social no final da visita

06/12/2017

Os Verdes querem ver a calçada portuguesa e os calceteiros reconhecidos

O PEV entregou, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução em que recomenda ao Governo que desenvolva as diligências necessárias com vista à valorização e defesa da calçada portuguesa, uma expressão artística tradicional e distintiva de Portugal, assim como à valorização e dignificação da profissão de calceteiro, genuinamente portuguesa, e apoie a candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.


Com este Projeto de Resolução, o Partido Ecologista Os Verdes pretende trazer à discussão a valorização da calçada portuguesa, da profissão de calceteiro e o apoio da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade, matérias que podem e devem ser objeto de intervenção por parte do Governo, uma vez que se trata de um património de todos nós.

Leia aqui o Projeto de Os Verdes.

24/10/2017

Monumento ao calceteiro regressa amanhã às ruas de Lisboa

O monumento ao calceteiro regressa amanhã às ruas de Lisboa depois de retirado para recuperação, de acordo com informação divulgada pela Câmara Municipal. 

O PEV relembra que, "em meados de julho, numa sessão da Assembleia Municipal, o grupo municipal do Partido Ecologista 'Os Verdes' questionou o executivo sobre o Monumento ao Calceteiro, tendo o vereador Manuel Salgado estimado na altura que a composição deveria voltar à baixa "ainda no mês de julho", o que acabou por não acontecer", escreve o DN online.

Leia aqui a notícia completa e, também, a recomendação de Os Verdes apresentada na Assembleia Municipal de Lisboa em Julho de 2016.

17/03/2017

Os Verdes exigem saber se o Município de Lisboa vai contratar jardineiros e calceteiros

As Escolas de Jardinagem e Calceteiros do Município de Lisboa foram inauguradas em Novembro de 1986, com a finalidade de não se perder os conhecimentos técnicos e de se assegurar a formação e reciclagem de jardineiros e calceteiros, mantendo o objectivo de renovação dos efectivos municipais nestas áreas profissionais.

Em meados de 2014, a CML confessava precisar de perto de 1.000 jardineiros para cuidar das zonas verdes da cidade, pelo que, devido à falta de mão de obra especializada com que se confrontava no seu mapa de pessoal, iria gastar cerca de 17 milhões € em serviços externos. No entanto, a partir de 2017, a CML prevê proceder a nova externalização em mais de 30 milhões € para tratar os jardins de Lisboa, agravando o dispêndio do erário municipal.


Ora, a Lei que aprovou o Orçamento do Estado veio viabilizar o recrutamento de trabalhadores para as autarquias locais, autorizando procedimentos concursais destinados a candidatos que não possuam uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado, mas a CML persiste em não abrir concursos para o recrutamento de Jardineiros e de Calceteiros.

Em Setembro de 2016 foi ainda lançada uma Petição ‘Pela defesa da calçada portuguesa’, que já recebeu cerca de 7.200 assinaturas ‘on-line’. Também foi aprovado por unanimidade, em Novembro de 2016, uma Recomendação do PEV relativamente às Escolas de Jardinagem e Calceteiros.

Assim, o PEV entregou um requerimento exigindo saber se a CML pondera ou não, por um lado, apoiar a promoção de uma candidatura da calçada portuguesa a património mundial e, por outro, se o executivo camarário prevê ou não reforçar a curto/médio prazo o seu mapa de pessoal preenchendo as categorias de jardineiro e calceteiro. O Grupo Municipal de “Os Verdes” pretende ainda saber quando será decidida a abertura destes concursos procedimentais e quantos postos de trabalho serão preenchidos relativamente a jardineiros e calceteiros.


Requerimento

A Escola de Calceteiros do Município foi criada em Novembro de 1986, devido à preocupação de não se perder os conhecimentos desta técnica, e tendo por objectivos, de acordo com o sítio web da própria CML, renovar o efectivo de calceteiros municipais e divulgar a Arte de Calcetamento.

Na Quinta Conde dos Arcos têm sido formados profissionais, homens e mulheres que, assimilando os saberes de velhos mestres, vão assegurando a ‘sobrevivência’ da calçada portuguesa. A arte de calcetar ‘ao quadrado’, o ‘desdobrar da pedra’ e o ‘malhetar’ são expressões que a Escola de Calceteiros recupera numa profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso património cultural. Neste contexto, em Setembro de 2016 foi lançada uma Petição ‘Pela defesa da calçada portuguesa’, que já recebeu cerca de 7.200 assinaturas ‘on-line’.

Em meados de 2014, a CML confessava precisar de perto de 1.000 jardineiros para cuidar das zonas verdes da cidade, mas que, devido à falta de mão de obra especializada no seu mapa de pessoal, iria gastar cerca de 17 milhões € em serviços externos. Também a partir de 2017, a CML prevê proceder a nova externalização em mais de 30 milhões € para tratar os jardins de Lisboa.

Ora, se até recentemente estavam vedadas novas contratações de pessoal, a Lei que aprovou o Orçamento do Estado veio viabilizar o recrutamento de trabalhadores para as autarquias locais, autorizando procedimentos concursais destinados a candidatos que não possuam uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado. Por isso, em 2016, a CML já procedeu à abertura de concursos para Cantoneiro de Limpeza, Tratador Apanhador de Animais, Bombeiro Sapador do RSB, Coveiro ou Técnico Superior de Educação Física e Desporto, mas não ainda nem para Jardineiros, nem para Calceteiros, ao contrário de outros municípios no País que optaram por encetar a abertura de provimento de lugares para jardineiros no seu mapa de pessoal.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 - Pondera ou não a CML apoiar a promoção de uma candidatura da calçada portuguesa a património mundial, enquanto património único e distintivo da cultura portuguesa?

2 - Se não, qual o motivo; se sim, em que moldes?

3 - Prevê ou não a CML reforçar a curto/médio prazo o seu mapa de pessoal preenchendo as categorias de jardineiro e calceteiro?

4 - Quando será decidida a abertura destes concursos procedimentais?

5 - Quantos postos de trabalho serão preenchidos relativamente a jardineiros e calceteiros?

15/12/2016

Os Verdes congratulam-se com implementação da sua recomendação pela reposição do Monumento ao Calceteiro

O Partido Ecologista Os Verdes congratula-se pelo facto de, na sequência da aprovação por unanimidade da recomendação apresentada pelo PEV, a 28 de Junho de 2016 na Assembleia Municipal de Lisboa, a CML ir finalmente proceder à recolocação do conjunto escultórico intitulado “Monumento ao Calceteiro”, da autoria do escultor Sérgio Stichini, passados tantos anos após a sua parcial destruição. 

Nessa proposta, Os Verdes recomendavam que a CML restituísse, num local público condigno, o monumento de homenagem ao ofício de Calceteiro que havia sido removido com o propósito de ser restaurado há dez anos, bem como elaborasse um roteiro turístico actualizado, que descrevesse e iconicamente representasse os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda existentes na capital.


O PEV considera que, assim, com a implementação desta recomendação, a cidade de Lisboa prestará uma justa homenagem a todos os calceteiros do passado, do presente e do futuro pelo seu trabalho magnífico de pessoas dedicadas, esforçadas e abnegadas.

Leia aqui a Recomendação do PEV aprovada em Junho passado.

22/11/2016

Os Verdes congratulam-se com a aprovação de todas as suas propostas na AML



 
Na Assembleia Municipal de Lisboa de hoje, dia 22 de Novembro, o Partido Ecologista Os Verdes apresentou uma Recomendação relativamente ao “Estacionamento no Castelo de São Jorge”, que foi aprovada por maioria. Com esta proposta, Os Verdes pretendem que o executivo camarário procure alternativas ao estacionamento no interior da área museológica e classificada do Castelo de São Jorge, por não ser a situação mais adequada, defendendo o PEV a pertinência de se proceder à requalificação daquele espaço através da expansão do núcleo museológico e da criação de uma nova zona para actividades culturais ou de uma área de lazer e de estadia de apoio aos visitantes, o que permitirá valorizar cultural e turisticamente este equipamento classificado como Monumento Nacional.

Nesta mesma reunião foram ainda aprovados por unanimidade os restantes três documento apresentados pelo PEV, nomeadamente, uma Saudação “Aos trabalhadores da Administração Pública”, uma Recomendação sobre as “Escolas de Jardinagem e Calceteiros” e uma Recomendação relativamente à construção de um “Jardim na Urbanização de Alvalade”.
 

Lisboa, 22 de Novembro de 2016         

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”

Recomendação “Escolas de Jardinagem e Calceteiros”


 
Celebra-se, no mês em curso, o 30º Aniversário das Escolas de Jardinagem e Calceteiros do Município de Lisboa.

De acordo com informação do Município, a criação da Escola de Jardinagem foi publicada no Diário Municipal nº 13905, de 7 de Junho de 1982, o qual descrevia as suas funções e enquadramento na estrutura municipal, tendo sido inaugurada em Novembro de 1986. A sua fundação deveu-se à preocupação da CML em assegurar a formação e reciclagem de profissionais de jardinagem, preferencialmente de efectivos municipais. A Escola tem promovido a qualificação, transmitindo conhecimentos técnicos que acompanham a evolução desta área profissional, seja ao nível científico ou dos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos.

Por sua vez, também a Escola de Calceteiros foi criada pela CML em Novembro de 1986, devido à preocupação de preservar e difundir os conhecimentos sobre calcetar, com o objetivo de renovar o efetivo de calceteiros municipais e divulgar a Arte de calcetamento. Desde então têm sido formados profissionais de ambos os sexos que, assimilando os saberes de velhos mestres, vão assegurando a sobrevivência da calçada portuguesa. Estas incluem a arte de calcetar ‘ao quadrado’, o ‘desdobrar da pedra’ e o ‘malhetar’, como expressões que os alunos da Escola recuperam, numa profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso património cultural.

Assim, considerando que a Escola de Jardinagem tem como missão a formação, a educação e a sensibilização na área da jardinagem, e a Escola de Calceteiros a realização da formação profissional de calceteiros e de iniciativas para a promoção da calçada artística portuguesa, e que ambas foram criadas como resposta para a renovação de efectivos de jardineiros e calceteiros municipais;

Considerando que têm sido apresentadas iniciativas tendentes a colmatar lacunas profissionais do mapa de pessoal do Município, através da integração de jardineiros, que, de momento, apenas dispõe de 18 efectivos ao serviço;

Considerando ainda a necessidade de preservar a disposição estética, cultural e turística dos espaços verdes e da calçada portuguesa, bem como a gestão pública de ambos.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes:

1 - Saudar as Escolas de Jardinagem e de Calceteiros, pela realização do seu 30º Aniversário.

2 - Apoiar a eventual candidatura da Arte de calcetar a património mundial.

3 - Exortar a CML para que mantenha e desenvolva na Escola as disciplinas de formação e educação nas áreas da jardinagem e da calçada portuguesa.

4 - Apelar para que se proceda à renovação de efectivos no mapa de pessoal da Câmara Municipal de Lisboa.

Mais delibera ainda:

- Enviar a presente deliberação às Escolas de Jardinagem e de Calceteiros do Município de Lisboa e ao Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.

Assembleia Municipal de Lisboa, 22 de Novembro de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes”
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

08/11/2016

Intervenções de Os Verdes durante a Sessão de Perguntas à CML na Assembleia Municipal de Lisboa de 08 de Novembro

Sobreda Antunes, dirigente do PEV, intervém durante a Sessão de Perguntas à CML, na reunião de 08 de Novembro, da Assembleia Municipal de Lisboa e afirma:

"A renovação deste futuro equipamento [Biblioteca Municipal de Alcântara] consta no Programa Estratégico Biblioteca XXI aprovado em 2012, sabendo-se que o local reservado para a sua construção é o antigo imóvel escolar da Rua José Dias Coelho, que se encontra há já alguns anos em estado de abandono. Para além de manter as janelas abertas, à mercê das intempéries, uma observação aérea do edifício feita, por exemplo, a partir da Ponte 25 de Abril, não esconde também o avançado estado de degradação das suas traseiras."

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

 
Também Cláudia Madeira, dirigente do PEV, fez uma intervenção em que questionou a CML sobre a utilização de papel reciclado e a calçada portuguesa na Sessão de Perguntas à CML, tendo afirmado:

"Esperemos então que a partir de agora a utilização de papel reciclado seja uma prática generalizada nos serviços municipais, tendo em conta que os impactos ambientais resultantes do fabrico de papel poderão ser assim evitados. (…) As principais queixas relativamente à calçada são a falta de manutenção e o facto de ser arranjada não por profissionais qualificados, mas por outros trabalhadores, a que muitos calceteiros chamam os “tapa-buracos”, ou seja, pessoas contratadas por empreiteiros, que nem sempre percebem de calçada."

Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

 
Finalmente, Sobreda Antunes voltou a insistir sobre a calçada portuguesa, tendo afirmado:

"A brigada de calceteiros é composta por apenas 18 pessoas e existem vagas no Mapa de Pessoal, quantos postos de trabalho poderão vir a ser preenchidos e para quando se prevê a abertura de concurso para calceteiros?"



Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

02/08/2016

Estacionamento nos passeios da Avenida Almirante Gago Coutinho leva o PEV a questionar a CML


 
A Câmara Municipal de Lisboa terá colocado sinalização vertical que permite o estacionamento em espinha em cima dos passeios, situação que contraria as preocupações do executivo camarário na defesa das acessibilidades pedonais, bem como o que está definido na Carta Municipal dos Direitos dos Peões.
 
Perante esta situação, o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou um requerimento à CML onde questiona se a autarquia prevê reverter esta situação, retirando a sinalização vertical que colocou e que tipo de medidas estão previstas no sentido de resolver o problema de estacionamento desregrado neste local, garantindo as devidas condições de acessibilidade e circulação pedonais.
 
REQUERIMENTO
 
Diariamente, Avenida Almirante Gago Coutinho tem uma grande procura a nível de estacionamento, originando estacionamento desregrado e abusivo nos passeios desta artéria da cidade de Lisboa, impedindo a circulação de peões nos passeios, em particular das pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.
 
Recentemente, a Câmara Municipal de Lisboa terá colocado sinalização vertical que permite o estacionamento em espinha em cima dos passeios, situação que contraria as preocupações do executivo camarário na defesa das acessibilidades pedonais pois viola a largura livre mínima nos passeios de 1,20 metros previstos no Decreto-Lei nº 163/2006, de 8 de Agosto, bem como o que está definido na Carta Municipal dos Direitos dos Peões. Esta situação está já a originar uma enorme indignação junto da população residente.
 
Segundo a comunicação social, a autarquia pretende avançar, aparentemente, com um projecto que prevê que o estacionamento nesta Avenida passe a ser longitudinal e venham a ser criadas duas faixas cicláveis, uma de cada lado desta artéria, desde o Areeiro à Rotunda do Relógio, no âmbito do plano de alargamento da rede ciclável da cidade.
 
Os Verdes compreendem e reconhecem a necessidade de se encontrar uma solução para o estacionamento naquela zona da cidade, mas isso deverá passar pelo reordenamento do estacionamento neste local e a libertação dos passeios para a circulação de peões.
 
Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:
 
1 – Como explica a Câmara Municipal de Lisboa a situação descrita?  
 
2 – Prevê a autarquia reverter esta situação, retirando a sinalização vertical colocada?
 
3 – Que medidas estão previstas no sentido de resolver o problema de estacionamento selvagem neste local, garantindo as devidas condições de acessibilidade e circulação pedonais?
 
Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos sejam igualmente facultados:
 
 - O projecto de intervenção previsto para o local relacionado com o reordenamento do estacionamento e a criação de duas faixas cicláveis, uma de cada lado desta artéria, desde o Areeiro à Rotunda do Relógio;

 
Lisboa, 2 de Agosto de 2016

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

28/06/2016

Intervenção no PAOD da Assembleia Municipal de Lisboa de 28 de Junho de 2016


 
“Os Verdes” apresentam hoje 4 documentos no PAOD da AML.

Em primeiro lugar, uma saudação ao “Dia do Serviço Público das Nações Unidas”, criado para celebrar o valor e a virtude do serviço público para a comunidade. Trata-se de uma ocasião onde são anualmente entregues prémios em reconhecimento do trabalho de excelência alcançado no desempenho de funções públicas, sendo os Estados-membros encorajados a organizar iniciativas similares de estímulo à Administração Pública e ao desempenho dos seus funcionários.

Temos depois uma moção “Em defesa do sistema constitucional de ensino”, para que sejam defendidos os princípios consignados na Constituição da República Portuguesa, reforçando-se o sistema de ensino democrático e plural, ministrado em equipamentos escolares com condições físicas condignas, bem como se dê prioridade a um financiamento adequado da Escola Pública, dando-lhe prevalência, designadamente, perante contratos de associação que desnecessariamente se procurem sobrepor à oferta de vagas da Escola Pública.

Na primeira das recomendações, “Os Verdes” propõem a reposição do “Monumento ao calceteiro” num local condigno da cidade de Lisboa. Trata-se de uma peça escultórica que, tendo sido inaugurada há 10 anos, seria retirada, após ter sido danificada, para, dizia-se, uma breve reparação, mas que, inexplicavelmente, nunca chegou a ser reposta. A reinauguração do monumento poderia, depois, ser aproveitada pelo Município para elaborar um roteiro turístico actualizado, que descrevesse e iconicamente representasse os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda existentes na capital.

Finalmente, na segunda recomendação sugerimos a introdução de “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa”. Durante uma recente visita do GM-PEV à Casa dos Animais esta ideia terá sido bem aceite pois, constatando-se que a Casa dos Animais apresenta um significativo potencial de aproveitamento solar diário, tal medida permitiria potenciar uma melhor eficiência na racionalização da utilização dos recursos naturais, optimizando, de uma forma mais eficaz, o fornecimento de energia eléctrica.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”

Assembleia Municipal de Lisboa aprova por unanimidade propostas do PEV sobre Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa e o Monumento ao Calceteiro


 
Hoje, dia 28 de Junho, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, duas Recomendações que irão contribuir para promover a eficiência energética e homenagear o ofício de calceteiro.

A primeira Recomendação refere-se à colocação de “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa” como forma de reduzir os consumos energéticos e melhorar a eficiência na racionalização da utilização dos recursos naturais, optimizando, de uma forma mais eficaz, o fornecimento de energia eléctrica neste equipamento municipal que apresenta um significativo potencial de aproveitamento solar diário.

No segundo documento referente ao “Monumento ao calceteiro”, recomenda-se que a CML reponha, num local público condigno, o conjunto escultórico de homenagem ao ofício de Calceteiro que havia sido removido com o propósito de ser restaurado faz dez anos, bem como elabore um roteiro turístico actualizado, que descreva e iconicamente represente os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa ainda existentes na capital.

Nesta mesma reunião foram ainda aprovadas outros dois documentos apresentados pelo PEV, uma Saudação ao “Dia do Serviço Público das Nações Unidas” e uma Moção “Em defesa do sistema constitucional de ensino” onde se exige o reforço do sistema de ensino democrático e plural da Escola Pública, ministrado em equipamentos escolares com condições físicas condignas.


Lisboa, 28 de Junho de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

27/06/2016

Recomendação “Monumento ao calceteiro”


 
Lembrai-vos desta arte,

Penso que tem defesa!

Aparece em toda a parte,

Pois ela é bem portuguesa.

 

Quis sobretudo ser franco,

Fala aberto o coração!

Trabalho o preto e branco,

Sou um ourives do chão.


[António Mateus (Tony), calceteiro-poeta]

Em 15 de Dezembro de 2006, o Município de Lisboa homenageou e imortalizou a arte de calceteiro, com a inauguração do Monumento ao Calceteiro. Na cerimónia estiveram também presentes os formandos da Escola de Calceteiros de Lisboa.

O monumento, da autoria de Sérgio Stichini e executado por 2 dezenas de artífices da autarquia, era composto por duas estátuas em tamanho real feitas em bronze -  com figuras de um calceteiro a esculpir a pedra e um ajudante (batedor) com o maço a calcar a pedra -, e enquadradas por um quadro de calçada à portuguesa com a barca de São Vicente, em calcário branco e negro, e os corvos padroeiros da cidade (ver anexo). Situava-se na Rua da Vitória, entre a Rua da Prata e a Rua dos Douradores, em frente à Igreja de São Nicolau, local escolhido pela proximidade ao Rossio, onde surgiu em 1849 a calçada à portuguesa, tal como a conhecemos hoje, com o famoso desenho do mar largo.

Na altura, a vereação destacou representar "um símbolo fidedigno da cidade, tal como existe no primeiro testemunho gráfico, do século XIV", sendo aquela “uma homenagem da cidade de Lisboa a todos os calceteiros do passado, do presente e do futuro pelo seu trabalho magnífico de pessoas dedicadas, esforçadas e abnegadas”, lembrando que o ofício de calceteiro tem levado o nome de Lisboa e de Portugal a outras cidades do mundo inteiro pela beleza da sua arte, concluindo que "já não se fazia uma barca destas há 50 anos, a última foi criada no Jardim da Estrela".

Após a vandalização de uma das peças - a do batedor -, o conjunto escultórico acabaria por ser recolhido pelos serviços Lx Alerta do Município, para ser recuperado e, dizia-se, regressar o mais brevemente possível ao espaço público, mas a sua reposição jamais se verificou.

Considerando que a CML investiu nesta arte com a criação, em Novembro de 1986, da Escola de Calceteiros de Lisboa, que vinha desenvolvido um intenso trabalho de formação ao longo das últimas décadas, formando calceteiros e auxiliando a preparação de profissionais em outros países.

Considerando que, além do reconhecimento público da profissão, o Monumento ao Calceteiro tinha como objectivos a promoção da calçada à portuguesa e da qualidade artística do espaço público.

Considerando que o Monumento ainda continua a ser divulgado em roteiros culturais da cidade, fazendo com que turistas, infrutiferamente, procurem a sua localização.

Considerando que, ainda hoje, a calçada à portuguesa se mantém uma realidade em diversos pontos do mundo por onde os portugueses passaram, de Portugal a Timor, do Brasil a Macau, sendo um cartão de visita e parte da cultura portuguesa.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “Os Verdes”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 - Reconheça as valências artísticas e turísticas das obras dos mestres calceteiros, trabalhadores especializados na colocação da calçada à portuguesa ou mosaico português, na cidade de Lisboa.

2 - Após o devido restauro, seja encontrado, na capital, um espaço público condigno para acolher o conjunto escultórico do Monumento ao Calceteiro.

3 - Pondere a elaboração de um guia turístico actualizado, representando e descrevendo os principais trabalhos artísticos em calçada à portuguesa na cidade de Lisboa.

4 - Dê conhecimento da presente deliberação a todos os vereadores da CML e à Escola de Calceteiros de Lisboa, sita na Quinta Conde dos Arcos.

Assembleia Municipal de Lisboa, 28 de Junho de 2016

O Grupo Municipal de “Os Verdes”

Frederico Lyra                                                                      J. L. Sobreda Antunes

Os Verdes propõem a Defesa da Escola Pública, a Eficiência Energética e o Monumento ao Calceteiro em Lisboa


 
Amanhã, por proposta do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia Municipal vai discutir os seguintes documentos:

Uma Saudação ao “Dia do Serviço Público das Nações Unidas” com vista a celebrar o valor e a virtude do serviço público para a comunidade e o reconhecimento do trabalho de excelência alcançado no desempenho de funções públicas.

Uma Recomendação sobre “Painéis solares na Casa dos Animais de Lisboa” como forma de promover a eficiência energética resultante da redução dos consumos energéticos neste equipamento municipal.

Uma Recomendação referente ao “Monumento ao calceteiro”, propondo que a CML reponha, num local público condigno, o conjunto escultórico de homenagem ao ofício de Calceteiro, tendo sido removido com o propósito de ser restaurado faz dez anos.

Por fim, uma Moção “Em defesa do sistema constitucional de ensino” para que se reconheça a necessidade de defender os princípios do sistema de ensino consignados na Constituição da República Portuguesa. Em que o Estado está socialmente obrigado a oferecer uma rede de estabelecimentos públicos que satisfaça as necessidades de toda a população. Por outro lado, manifestar a sua concordância para que o apoio financeiro a colégios privados, através de contratos de associação, deve apenas ter lugar quando a resposta pública se manifeste insuficiente, sendo, nesse caso, apoiados os alunos das áreas geográficas previstas nos contratos celebrados.


Lisboa, 27 de Junho de 2016

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”

08/03/2016

Substituição de calçada portuguesa por pedra lioz polida

 
Quando, em 2014, a CML decidiu começar a trocar a calçada portuguesa pela pedra lioz polida como revestimento dos pavimentos, logo compôs para este novo material um conjunto de vantagens perante o material original.
Entre outras zonas, decidiu revestir os passeios laterais da Praça do Comércio ou o pavimento da Rua da Vitória, um dos eixos vitais da Baixa Pombalina e que faz a ligação pedonal entre a estação do Metropolitano da Baixa-Chiado aos elevadores da Rua dos Fanqueiros. Desejava a CML que estas substituições se tornassem exemplares, como um modelo que o município pretendia assumir e adoptar em muitas outras vias da capital.
Porém, desde o primeiro momento sobressaíram alguns problemas, a começar por ser um piso perigosamente escorregadio e propenso a quedas, designadamente, em dias de chuva.
Chegados a 2016 e com as ruas plenas de turistas, esta experiência piloto denota, para quem quiser constatar com ‘olhos de ver’, que se trata de um piso que progressivamente se degrada com alguma facilidade, com lajes rachadas e outras levantadas, à espera que os serviços camarários retirem conclusões ou, simplesmente, procedam às indispensáveis obras de manutenção.
Por isso, “Os Verdes” perguntam: que conclusões retira afinal a CML desta muito deficiente solução, quando comparada com o ecológico e de mais fácil e bem mais barata reparação, que constitui o empedrado do piso da calçada? Vai ou não recuar no uso ostensivo de uma solução declaradamente pouco amiga da segurança pedonal dos transeuntes?

Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes”

16/06/2015

1ª Intervenção do PEV sobre a Informação Escrita


Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Junho de 2015

Sobre a Informação Escrita do sr. Presidente da CML, referente ao período de 1 de Abril a 31 de Maio, começamos por destacar nesta primeira intervenção os seguintes aspectos:
1º tema:
Na página 36, no relatório sobre a Direcção Municipal de Recursos Humanos, mais concretamente na Saúde, Higiene e Segurança, referem-se 114 entrevistas a trabalhadores acidentados.
No seguimento desta informação, gostaríamos que o executivo nos esclarecesse se está a ser efectuado o atempado pagamento de vencimentos aos trabalhadores acidentados. E, se não está, porquê?
2º tema:
Na Divisão do Plano Director Municipal, na parte das Acções em curso: encontramos referência ao projecto ClimAdaPT.Local. Especificamente, é-nos referida a participação no projecto, visando a construção da estratégia local para as alterações climáticas de Lisboa.
Este projecto que foi apresentado no início deste ano, tem como principal objectivo desenvolver 26 Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas em parceria com as respectivas autarquias.
O que gostaríamos de saber é que passos foram já dados pela Câmara no âmbito deste projecto e o que já foi feito para aumentar a capacidade para incorporar a adaptação às alterações climáticas nos instrumentos municipais de planeamento e noutras intervenções.
3º tema:
Ainda na Divisão do PDM, refere o executivo a revisão da Carta Educativa, da Carta da Saúde e da Carta da Actividade Física e do Desporto, no sentido da sua coordenação e colaboração.
Sobre estes assuntos, gostaríamos que o executivo nos pudesse dar algumas informações adicionais sobre o que está feito, o que falta fazer e que medidas tenciona a Câmara depois implementar na cidade com base nestas Cartas, pois pela análise da Informação Escrita nada ficámos a saber.
4º tema:
Na parte correspondente ao Departamento de Ambiente e Espaço Público, é dada a informação que as obras do Jardim da Cerca da Graça já estão concluídas mas que o jardim ainda não abriu ao público. Naturalmente, o que queremos saber é qual a razão para que isso ainda não tenha acontecido e qual a data para este jardim abrir finalmente ao público.
5º tema:
No quadro nº 3 da p. 34 - Direcção Municipal de Recursos Humanos - são referidas 2 áreas de formação destinadas a desempregados e outros públicos alvo - uma na área da Jardinagem e outra na área da Calçada - com 31 participantes no 1º caso e 20 participantes no 2º. É sabido que a cidade se encontra deficitária de profissionais nestas áreas específicas, pelo que gostaríamos de compreender as consequências efectivas destas acções de formação para o Município e para os próprios formandos.
Está a CML a formá-los para virem depois a ser contratados por empresas privadas ou tenciona o executivo vir a preparar a abertura de procedimentos concursais para obviar à escassez desta tão imprescindível mão-de-obra e integrá-los no seu mapa de pessoal?
6º tema:
Depois, e para finalizar esta primeira intervenção, uma questão omissa nesta Informação Escrita que apenas agora o sr. Presidente referiu. Esta Assembleia aprovou em Fevereiro deste ano, por unanimidade, uma recomendação de “Os Verdes” para que a CML promovesse a recuperação e reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes, salvaguardando o seu importante património artístico, impedindo a deterioração do seu espólio azulejular, e possibilitando a sua reabertura e utilização pública para usufruto lúdico e desportivo da cidade.
Na Proposta nº 342/2015 que vai ser analisada na próxima sessão de CML, o executivo submete a constituição de um direito de superfície sobre o Pavilhão Carlos Lopes a favor da Associação de Turismo de Lisboa, para a ATL aí realizar “eventos, nomeadamente de carácter cultural, artístico e desportivo”, sublinhando o município a obrigação de serem mantidas “inalteradas as fachadas e a cobertura” do imóvel.
Todavia, o que importa saber neste momento é se o executivo admite a possibilidade de nelas serem utilizados “novos materiais” e de se “demolir parcialmente o edifício”?
Por fim, salientamos o facto de esta substituição na presidência da CML não ter representado mais nenhuma mudança, tal como para “Os Verdes” já era expectável, porque os problemas de Lisboa não são um problema de caras, mas de políticas. Tratou-se apenas de uma mera “evolução na continuidade”.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes”

24/06/2014

Intervenção na Assembleia Municipal de Lisboa de 24 de Junho de 2014


Petição nº 3:
A presente Petição “Contra a retirada da calçada portuguesa da Cidade de Lisboa” foi apresentada a esta AML pelo MyiArts, na qualidade de uma entidade de apoio às Artes, Cultura e Turismo Cultural.
Em primeiro lugar, em nome do Partido Ecologista «Os Verdes», saúdo os peticionários por esta iniciativa, que pretende impedir que o pavimento tradicional seja retirado, e que a calçada artística seja parte integrante da nossa história, da nossa cultura, revelando traços da personalidade portuguesa, merecendo, por isso, a implementação de mecanismos que preservem este pedaço de história, para que quem visita a nossa cidade a possa admirar, mas também para que as novas gerações não percam o amor que têm por aquilo que é seu por direito próprio.
Para o MyiArts a solução passa por fomentar o espírito da cultura na nossa cidade, pedindo que a CML entregue um pedido à UNESCO para que a calçada portuguesa seja considerada património da humanidade, à imagem do que se fez com a candidatura do Fado. Depois, recordam que como a CML tem uma escola de calceteiros, Lisboa poderia ser um exemplo de inclusão pela arte e cultura no país e no mundo ao criar, desta forma, postos de trabalho com vista à preservação, manutenção e requalificação da calçada portuguesa, ao invés de contratar empresas privadas. Algo que «Os Verdes» reivindicam há anos.
Sabendo que temos uma cidade envelhecida e um número significativo de cidadãos com dificuldades em andar, aceitam a introdução de corredores de passagem com outro tipo de pedra ao lado da calçada. Mas, reconhecendo-se que a calçada portuguesa é um atractivo turístico e que representa para além da nossa história, um dos traços da nossa personalidade, para o MyiArts não faz qualquer sentido retirar este pedaço do nosso património da vista e da vida de cada um de nós.
Do seu lado, a CML começou por argumentar que não senhor, que nunca lhe passou pela cabeça a retirada da calçada portuguesa, mas já acabou por confirmar que parte da calçada será retirada em alguns locais da cidade, dizendo que o não será nas zonas turísticas, mas sem especificar quais serão esses locais.
De facto, não é o que os munícipes constatam pois, mesmo na Baixa Pombalina, vêem-se turistas de guias turísticos na mão à procura de elementos artísticos na calçada que já foram entretanto destruídos pelo município, e de que constituem exemplo as imagens anexas ao relatório da 7ª Comissão. Pior ainda é o facto de a calçada ter sido substituída por escorregadias lajes em que os peões caiem quando chove.
Em alternativa, a que acções deveria a CML dar prioridade? Reactivar a escola de calceteiros; requalificar, conservar e manter a calçada portuguesa através do recurso a pessoal especializado e com formação adequada; procurar a elevação da calçada portuguesa da cidade de Lisboa a património da humanidade. Como defende a MyiArts, “não façam as pedras da calçada chorar”.
Ora, acontece que todos sabíamos da existência de um Regulamento Municipal para a Promoção da Acessibilidade e Mobilidade Pedonal, aprovado nesta AML em 27 de Abril de 2004. Porém, muitas das medidas enumeradas nesse Regulamento, tanto as de intervenção sobre o espaço público, como as dedicadas a cidadãos com necessidades especiais, ficaram, ao longo dos anos, por executar, sem nunca terem saído do papel.
O que tem faltado à CML? Capacidade de intervenção, tanto na manutenção, como na fiscalização do espaço público. Se existia um Regulamento por cumprir, se eram aqueles os princípios de Mobilidade e Acessibilidade defendidos pelo município, pergunta-se por que optou a CML pela introdução das escorregadias lajes em zonas pedonais, como sejam o Areeiro, o Miradouro de Santa Catarina, Praça do Comércio ou a Rua da Vitória? Porque foram destruídos os desenhos artísticos na calçada da Rua da Vitória na sequência da intervenção no subsolo? Também nesta via, porque foram removidas as duas peças escultóricas do monumento ao calceteiro, junto à Igreja de São Nicolau? Porque foi retirada, nesse local, a calçada artística onde figurava a barca de São Vicente - padroeiro da cidade - com corvos e flores, uma barca que já não era criada há 50 anos, a última tinha sido no Jardim da Estrela?
O próprio “Manual da calçada portuguesa” da autoria da Direcção-Geral de Energia e Geologia, de 2009 faz o elogio das vantagens deste tipo de piso. A calçada portuguesa, para além da sua luminosidade tão elogiada, inclusive por estrangeiros, alia as características de durabilidade e de grande beleza estética às da vantagem económica da reciclagem do próprio piso em reparações ou na sequência de obras no subsolo. Tem-se revelado ideal para ser utilizada em zonas de circulação de peões, como em passeios, jardins e habitações, centros comerciais, mas também em ruas e praças com circulação restrita de veículos. Por tudo isto, trata-se de um piso que, quando tecnicamente bem aplicado, garante a permeabilidade, a durabilidade e a regulação climatérica, sendo, por isso, mais ecológico.
Em suma, o que não se entende é porque tem o município insistido no progressivo desinvestimento na escola de Jardineiros e Calceteiros da Quinta de Conde d’Arcos? Porquê a persistente opção pela externalização de serviços? Para agora poder argumentar que não tendo profissionais calceteiros terá de alcatroar ou colocar pedra de lioz nos passeios?
Ninguém pede milagres, mas empenho da CML. Esperemos que os munícipes não tenham de continuar a esbarrar na inacessibilidade e imobilidade do executivo na fiscalização e atempada manutenção da qualidade do espaço público.
Para terminar, reafirmo que «Os Verdes» acompanham os peticionários nos objectivos e nas pretensões expressas nesta petição, esperando que o executivo não continue a destruir a calçada portuguesa, mas que a preserve.

Cláudia Madeira

Grupo Municipal de “Os Verdes”