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26/04/2010

"Os Verdes" apresentam na AML recomendações sobre mobilidade sustentável e consumo responsável


Mencionando o estudo elaborado pela EuroTest, organismo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), onde a cidade de Lisboa, de entre as 23 cidades europeias analisadas, ficou em 18.º lugar, o Grupo Municipal do PEV considera necessário responder ao desafio que o desenvolvimento sustentável representa numa cidade como Lisboa.
Identificados no referido estudo os vários aspectos negativos, como seja, a necessidade de aquisição de novo título por mudança de transporte, bem como a orientação para passageiros invisuais que apenas estão disponíveis em algumas paragens, e ainda a falta de mapas da rede ou da área, o Partido Ecologista de “Os Verdes” recomenda que a CML asuma um papel dinamizador na Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa, em articulação com os operadores de transportes da cidade para a determinação de uma efectiva política de transportes e que coloque em prática a curto e médio prazo as recomendações e medidas a aplicar, de forma a tornar Lisboa uma cidade pioneira no que diz respeito a uma efectiva mobilidade sustentável.

Relativamente à Carta de Intenções para um Consumo Responsável, “Os Verdes” recomendam à Câmara Municipal de Lisboa que subscreva o referido documento, que proceda a um diagnóstico sobre a realidade de consumo na autarquia, de forma a reduzir o consumo de recursos e os desperdícios, estabeleça uma política responsável de compras e aquisição de serviços, que promova, juntamente com as escolas e juntas de freguesia, campanhas e iniciativas sobre esta temática, e também que estabeleça parcerias com cooperativas de comércio justo e de consumidores.

12/07/2009

Novo outdoor de "Os Verdes"

Começaram já a ser colocados, em Lisboa e Setúbal, os novos cartazes do Partido Ecologista “Os Verdes” que poderão ser vistos em todas as capitais de distrito e ainda nos concelhos de Mirandela e de Santa Maria da Feira.
O outdoor em causa aborda a temática da Produção e do Consumo Local que, para o Partido Ecologista “Os Verdes”, é uma área estratégica para a defesa e o desenvolvimento da economia nacional e regional.
Esta tem sido, aliás, uma questão na qual "Os Verdes" se têm empenhado desde há muito, pela absoluta necessidade de garantir a nossa soberania alimentar e de reduzir a nossa dependência externa, que é cada vez maior.
Por outro lado, esta é ainda uma questão que não pode ser dissociada do problema das alterações climáticas e da necessidade urgente de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa. Ao reduzir a necessidade do transporte de mercadorias em grandes distâncias estaremos a contribuir para a redução dessas emissões.

17/06/2009

Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca

Duzentos milhões de seres humanos poderão ser forçados a migrar por causa da desertificação e a degradação do solo que afectam um terço da Terra e ameaçam os meios de sobrevivência e o bem-estar de mil milhões de pessoas.
A Organização das Nações Unidas (ONU), que assinala hoje o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca estima o número de deslocados ambientais entre 17 milhões e 24 milhões, mas avisa que poderá chegar aos 200 milhões em 2050, se continuar o consumo excessivo de água, a desflorestação e práticas agrícolas e florestais erradas.
Em mensagem alusiva à jornada, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, nota que quase um terço das terras cultivadas tornaram-se improdutivas nos últimos 40 anos e cerca de três quartos das pastagens naturais apresentam sintomas de desertificação 1.
“Este ano, a celebração do Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca salienta a ameaça crescente que a desertificação e a seca representam para a estabilidade nacional e internacional”, que “quase um terço das terras cultivadas se tornou improdutivo nos últimos 40 anos” e que “cerca de três quartos das pastagens naturais apresentam vários sintomas de desertificação”.
Nas palavras de Ban Ki-Moon, as alterações climáticas contribuíram para essa situação, mas são “apenas um dos factores”, sendo necessário, em particular, repensar “as práticas agrícolas e a forma como são geridos os recursos hídricos”.
“A agricultura e a criação de gado representam 70% do consumo de água doce e são responsáveis por cerca de 80% da desflorestação. A procura crescente de produtos agrícolas utilizados para alimentar o gado e como biocombustíveis exercerá uma pressão acrescida sobre estes recursos escassos, se não forem geridos de uma maneira sustentável”, advertiu.
Em sua opinião, o consumo mundial e os modos de produção actuais “não são sustentáveis” e isso terá como consequências, entre outras, “novas crises alimentares mundiais como a de 2008 e a continuação da desertificação, da degradação dos solos e dos períodos de seca”.
“Como sempre, os pobres serão as primeiras vítimas e as últimas a recuperarem”, acentuou.
Na sua mensagem, o secretário-geral da ONU aponta “os riscos que advêm de permitir que a desertificação avance” e reconhece que lutar contra as alterações climáticas é contribuir “para inverter a desertificação, aumentar a produtividade agrícola, atenuar a pobreza e reforçar a segurança a nível mundial” 2.

06/05/2009

Desempregados pagam menos de metade da factura da água

Os desempregados que residem no concelho de Torres Vedras vão passar a partir deste mês a pagar metade da factura da água, uma medida a implementar pelo município para aliviar o esforço das famílias em tempos de crise.
“Quem está desempregado e está a receber subsídio de desemprego igual ou inferior ao salário mínimo tem dificuldades e daí que os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento [SMAS] entenderam alargar as tarifas sociais aos que estão inscritos no centro de emprego”, disse o administrador dos SMAS.
Ao beneficiar da tarifa social, os munícipes em situação de desemprego passam a estar isentos do pagamento de 4,66 euros referentes à taxa de manutenção e reparação do sistema de abastecimento e a poder beneficiar de custos mais reduzidos por cada metro cúbico de água consumido.
“Um consumidor normal paga onze euros enquanto um consumidor que beneficie da tarifa social paga 4,26 euros, o que é menos de metade”. Feitas as contas, no primeiro escalão, onde se encontra a maioria dos consumidores do concelho, a tarifa passa de 0,54 para 0,53 euros para os que beneficiam da tarifa social.
Além disso, o limite de consumo é alargado de cinco para oito metros cúbicos, sem que os consumidores tenham de passar de escalão e passar a pagar 1,18 euros por cada metro cúbico de água que consomem.
Os SMAS anunciaram também que os consumidores que beneficiam da tarifa sénior vão passar a partir deste mês a estar isentos do pagamento da taxa fixa de manutenção.

12/04/2009

Gasto de papel higiénico pior que emissões de CO2

A associação ambientalista está preocupada. Por causa dos gostos requintados dos norte-americanos em termos de papel higiénico, todos os anos são desbastados milhares de hectares de floresta virgem canadiana. A solução passa pelo papel reciclado, mas este ainda é visto com desconfiança pelos habitantes dos EUA.
Alguma vez pensou que de cada vez que vai à casa de banho pode estar a contribuir para o corte de árvores nalguma parte do planeta? Isto, claro, se usar papel higiénico convencional em vez do reciclado. Foi nisto que a Greenpeace 1 pensou ao lançar o seu guia sobre os produtores de papel. Segundo os ambientalistas, o papel higiénico suave causa mais problemas ao ambiente do que conduzir automóveis ou consumir fast-food.
Em Portugal, também a Quercus lembra que “há uma boa oferta de papel higiénico reciclado”, mas alerta as empresas para distinguirem melhor o papel feito com fibras recuperadas, visto ser “uma mais-valia para as empresas e para o consumidor porque com a maior consciência ambiental as pessoas preferem o papel reciclado”.
Uma empresa portuguesa tem como um dos seus produtos mais vendidos o papel higiénico ‘Green’ que, juntamente com as estações de tratamento próprio de resíduos que a empresa decidiu instalar, lhe deram o selo ecológico europeu - só há nove empresas com este emblema no nosso país.
A alternativa ambiental ao papel higiénico até “tem tido um crescimento interessante nas vendas”, devido “à melhor receptividade dos portugueses aos produtos de gama ambiental”, constituída por vários produtos, como toalhetes, lenços de papel e o tal papel higiénico “100% reciclado”.
Assim, não se gasta combustível desnecessariamente e poupa-se nas emissões de carbono para a atmosfera. Aliás, “não faria sentido importar o papel, por exemplo, dos EUA, trazê-lo para Portugal para ser transformado e depois vendido como ecológico para a China”. O papel é ainda compactado para que um camião consiga levar mais carga, mais uma vez para poupar nas emissões. Também o preço é importante para que “não seja uma barreira para o consumidor. Assim a escolha de um papel amigo do ambiente só depende do cliente”.
Mas nos EUA o assunto está a preocupar sobejamente os ambientalistas. Afinal, no país são gastos por ano 36,5 mil milhões de toneladas de rolos, dos quais 98% são feitos de madeira virgem canadiana. Já na Europa e América Latina, o volume de papel higiénico reciclado atingiu os 40%. É que os norte-americanos têm-se mostrado relutantes em relação ao papel reciclado.
Para a Greenpeace, isto acontece porque na América “existe o mito de que tudo o que é reciclado é de baixa qualidade, como se fosse cartão e impossível de usar”. Essa desculpa pelo ‘conforto’ não pode ser desculpa, tanto mais que o papel ecológico até nem é, à partida, “menos suave que o normal” já que isso depende da sua densidade e não da sua origem 2.

03/04/2009

Se vai casar faça-o de maneira ecológica

Sendo o casamento um dos momentos mais importantes da vida para muita gente, porque não aproveitar e fazê-lo respeitando o ambiente? A ideia tem ganho cada vez mais adeptos por todo o mundo e até já há empresas especializadas apenas neste tipo de eventos. Servir comida biológica, poupar nos automóveis e oferecer árvores como lembrança são algumas ideias.
Um 'catering' orgânico pode ser uma boa solução: se feito com produtos amigos do ambiente é mais saudável. Não tem de ser necessariamente vegan ou vegetariano. Opte por produtos orgânicos que irão certamente agradar a todos. Desta maneira sabe que os ingredientes não foram tratados com pesticidas ou fertilizantes sintéticos que poluem a água e que são da época.
Para identificar os lugares onde cada pessoa se vai sentar evite os cartões. Que tal escrever os nomes em peças de fruta? Ou até bordá-los em tecido para ficarem como recordação?
Para fazer o bolo de noiva, peça ao pasteleiro para usar ingredientes biológicos. Quando servir o café certifique-se que este provém de uma marca que pratique o Comércio Justo.
E que tal comemorar o momento plantando uma árvore? Peça autorização ao local onde se vai realizar o copo-de-água e junte toda a gente nesse momento. Pode ainda expandir esta ideia, dando como lembrança do casamento uma árvore ainda pequena para que as pessoas a possam plantar nas suas casas ou em terrenos circundantes.

Para a lua-de-mel escolha algo diferente e saudável, como por exemplo um retiro na Natureza. Além disso evite viajar para muito longe. O consumo dos aviões só faz mal ao ambiente 1.
Festeje com tudo a que se tem direito, mas lembrando-se de que a Terra não tem de pagar pelos nossos excessos. Esta é a ideia geral dos casamentos ecológicos a que cada vez mais pessoas aderem em todo o mundo e também em Portugal.
Estar atento ao local de onde vêem os ingredientes usados na confecção dos pratos, usar vestidos feitos de tecidos orgânicos ou juntar toda a gente e transportá-la para o local numa carrinha para não emitir tantos gases perigosos são algumas ideias para tornar a sua cerimónia mais ‘verde’.
Os menus podem ser elaborados “com ingredientes biológicos” tentando “aproveitar ao máximo os produtos da região”. Assim a qualidade de todos os alimentos utilizados é certificada, não tendo sido necessários litros de gasóleo e milhares de emissões de CO2 para os transportar até ao prato.
Outra forma de evitar a emissão dos gases poluentes é organizar o transporte comum dos convidados. Desta forma, em vez de quatro automóveis a circular, será necessário apenas uma carrinha.
Nos casamentos, também a decoração teve de ser adequada ao espírito ecológico, com material feito à mão ou reciclável - como as toalhas e os guardanapos - centros de mesa feitos de ervas aromáticas para que, no final, algumas pessoas possam levar as decorações para plantar no seu jardim.
E um evento que respeita o meio ambiente não fica necessariamente mais caro que um tradicional 2.
Escolha um local central para reunir os seus convidados depois da cerimónia. Certifique-se também que no sítio onde se vai realizar o copo-de-água fazem compostagem ou pelo menos reciclagem.
Se possível, celebre o casamento com luz natural e ao ar livre. No caso do vestido de noiva tem duas hipóteses: A primeira passa por escolher tecidos orgânicos, seja algodão, linho ou até cânhamo.
Prefira os cartões de papel reciclado, mas há uma solução ainda mais verde: Enviar os convites por e-mail ou ainda fazer o seu próprio website. Um espaço que pode permitir, por exemplo, que as pessoas respondam ao convite, saibam através de mapas onde se vai realizar a cerimónia, os horários ou a lista de presentes. Tudo sem papel e sempre online 3.

1. Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1178138
2. Ver http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1178152&seccao=Sabia%20que
3. Ver http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1178189&seccao=Biosfera

19/03/2009

Fórum da Água alerta para desperdício em Portugal

No 5º Fórum Mundial da Água, que decorre esta semana na cidade turca de Istambul, o problema eminente da escassez da água na Europa é um dos temas fortes em debate.
Do Fórum vem o alerta de que a maioria dos operadores de fornecimento de água em Portugal desperdiça pelo menos um terço da água que extrai do rio, mas também existem casos de sucesso, disse à Lusa o presidente do Instituto Regulador de Água e Resíduos (IRAR).
“A escassez da água associada ao problema das alterações climáticas é um problema sério do mundo e da Europa, principalmente do sul, e terá um fortíssimo impacto nos serviços de água”, disse o presidente do IRAR, presente no evento em Istambul com cerca de 29 mil participantes.
Para o especialista, “é preciso tomar medidas e uma delas é que os operadores de serviços de água tenham uma elevadíssima preocupação em reduzir perdas”, ou seja, que o que é extraído do rio tenha um volume de água muito próximo ao que é distribuído.
No entanto, “em Portugal temos situações em que metade se perde no caminho, e isso é inaceitável numa perspectiva de crescente escassez. É insustentável continuarmos a tirar dos rios o dobro daquilo que precisamos e é também insustentável o dinheiro que isso envolve”, alertou. A maioria dos operadores tem perdas “que rondam os 30 a 40%”, ou seja, “há um terço da água que não chega ao destino”.
“O que o IRAR diz é passe-se a medir as perdas, coisa que no passado não acontecia, reportem-se publicamente quanto se gasta e comparem-se os operadores”, acrescentando que existem também operadores que estão abaixo dos 10%, “o que é excelente”.
O IRAR entende que é preciso promover planos de reabilitação de rede e controlo de perdas para fazer baixar as perdas.

Ver Lusa doc. nº 9448935, 18/03/2009 - 10:36

04/02/2009

Consumidores vão saber quanto poluem na factura

A partir de Março, os fornecedores de energia (electricidade, gás, petróleo) vão ser obrigados a emitir facturas detalhadas com a fonte de energia primária utilizada e o nível de emissão de gases poluentes correspondente ao consumo.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou na passada 4ª fª alterações à recomendação sobre os princípios e boas práticas associadas à rotulagem de energia eléctrica.
O objectivo é que os consumidores saibam as fontes de energia primária que estiveram na base da energia eléctrica consumida, bem como as emissões específicas de gases poluentes e resíduos radioactivos associados ao seu consumo. Da factura deverão constar também as emissões de dióxido de carbono (CO2) associadas ao consumo e os impactes ambientais associados ao fornecimento de energia eléctrica.
Os consumidores poderão, assim, fazer as escolhas de forma mais consciente, optando por determinado fornecedor com base no critério do nível poluente e das preocupações ambientais do operador, e não apenas com base no preço. A medida tem ainda como objectivo fomentar a concorrência entre os fornecedores através da diferenciação do produto em termos de impacto ambiental.
As informações terão de ser disponibilizadas aos consumidores na factura, na página de Internet do comercializador, na página de Internet da ERSE, em folhetos distribuídos anualmente pelos comercializadores a todos os clientes e nas propostas comerciais.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7587

24/12/2008

Tenha uma ceia mais verde

A ceia de Natal é a refeição do ano que mais prejudica o ambiente devido às emissões de CO2 no transporte de alimentos, aos gastos com água, luz e gás e pelo lixo que se acumula no fim da quadra. Este ano dê descanso a alguns excessos e experimente um jantar amigo do ambiente.
Sabia que a sua ceia de Natal é responsável por milhares de toneladas de CO2 enviadas para a atmosfera? Não de maneira directa, mas devido à forma como os alimentos chegam à mesa. Bacalhau da Noruega, tâmaras da Tunísia e outros produtos internacionais, percorrem quilómetros de barco ou avião até ao seu supermercado. É por isso que deve ter cuidado com a proveniência dos seus alimentos, isto se quiser uma ceia de Natal mais verde.

Ainda antes do dia de Natal, há algo muito importante que deve fazer: descongelar o frigorífico. O seu electrodoméstico irá trabalhar de forma mais eficiente e terá mais espaço para guardar as inevitáveis sobras do Natal.
E não acha que é altura de arranjar um saco das compras feito de algodão? Imagine a quantidade de sacos de plástico que vai poupar. Comprar no comércio local também ajuda o ambiente.
Depois, promova o consumo local. Nas mercearias é mais provável que encontre produtos que não deram a volta ao mundo. Estas lojas são mais eficientes energicamente que os supermercados e ajudam a apoiar as economias locais. Opte por alimentos com menos embalagens e compre apenas aquilo que necessita.
Sabia que o ‘fiel amigo’ bacalhau se encontra classificado como vulnerável pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) desde 1996 e alguns estudos apontam para a extinção das populações do Atlântico Norte nos próximos 15 anos, caso a situação continue como está?
E porque não substituir o bacalhau por outro peixe - por exemplo, a tainha assada, que combina perfeitamente com puré de batata ou maçã - ou outra iguaria? Se não consegue resistir adquira bacalhau de média/grande dimensão e faça o mesmo com o polvo - deverá ter entre 800 e 900 gramas. Caso seja mais adepto da carne, opte por um peru biológico ou então faça um assado, substituindo a carne por seitan.
Antes de começar a cozinhar, e caso tenha o aquecimento ligado, desça-o um grau centígrado. Poupa carbono e dinheiro e a diferença de temperatura não vai dar para causar arrepios. Se tiver uma lareira, substitua as acendalhas por casca de laranja seca, que deixa um aroma muito mais agradável.
Ao cozinhar não desperdice água e prefira o lume brando: os alimentos vão ter tempo de apurar e ficam mais cozidos. Evite usar loiça e talheres descartáveis e guardanapos de papel. Nas bebidas, prefira as embalagens grandes às pequenas (pois geram menos lixo que muitas pequenas) e que sejam reutilizáveis, como as embalagens de vidro, pois estas são facilmente recicladas, optando por garrafas com depósito em vez de tara perdida.
E tenha um Feliz Natal!

18/12/2008

A crise natalícia

A uma semana do Natal, os pais fazem contas de cabeça para comprar as prendas para os filhos. A crise e a condição de alguns - desempregados - tornam esta tarefa mais penosa, obrigando-os a procurar as promoções nas prateleiras dos hipermercados.
As lojas estão repletas de brinquedos, prontas a responder ao consumismo dos portugueses, que se agrava na época natalícia. Pelo que, segundo um estudo de uma consultora, as famílias portuguesas vão gastar menos 4,9% em prendas em relação ao ano passado.


Um pai de duas meninas, de cinco e dez anos, confessou que este ano não vai poder responder aos pedidos que as filhas lhe fizeram: uma consola de jogos e um ‘palácio de princesas’. É que “estou desempregado há seis meses e pela primeira vez não vou poder oferecer-lhes o que elas querem, mas vou tentar dar-lhes brinquedos mais simples que elas também gostem”, diz, enquanto sonha e os seus olhos percorrem os longos corredores de um hipermercado cheios destes artigos.
Este pai junta-se a muitos portugueses (77%) que, segundo o referido estudo, declararam que têm um poder de compra inferior ao do ano passado e que o rendimento disponível para as compras de Natal também é mais reduzido.
Outra mãe diz que já comprou o presente de Natal para o filho mais velho de cinco anos, mas, devido à crise, teve de escolher um entre os vários pedidos que foram feitos pelo pequeno. “Se não estivéssemos em tempo de crise se calhar comprava mais prendas, mas assim tentei dar uma prenda que ele gostasse mesmo”.
Na época natalícia, o sortido de brinquedos nas lojas é sempre mais alargado do que no resto do ano e as televisões e os hipermercados promovem agressivas campanhas de desconto a produtos atractivos para as crianças. Os brinquedos a comercializar têm em consideração as apostas dos fabricantes e fornecedores, as campanhas de publicidade e as tendências de consumo que se vão identificando ao longo do ano, muitas vezes decorrentes de grandes sucessos de séries infantis e de filmes, capitalizadas na época natalícia.
No entanto, a crise económica gera “alguma insegurança” no consumidor, levando-o a procurar os melhores preços. Assim, como poderão as crianças não sair afectadas pela crise que tanto afecta os orçamentos familiares?

11/12/2008

Importação ilegal de alimentos estragados

A Direcção Geral das Alfândegas apreendeu no porto de Lisboa uma grande quantidade de alimentos, como leite, peixe e frango de origem chinesa. Os produtos vinham em más condições de higiene e constituíam um risco para a saúde pública
Eram mais de 2,5 toneladas de alimentos e valiam 17 mil euros: leite ou preparações à base de leite, lactose, ovos, peixe seco e preparado, enchidos de carne de porco e partes de frango.
Vinham da República Popular da China e a mercadoria foi transportada até ao porto de Lisboa num contentor de 40 pés, sendo que, grande parte, não tinha sido declarada.
Parte da mercadoria apreendida era de importação proibida, havendo outra em evidente mau estado de higiene, colocando assim em risco a saúde pública. Outra parte da mercadoria apresentava marcas contrafeitas.
Os alimentos apreendidos encontravam-se dissimulados entre mercadorias de baixo grau de risco, demonstrando que o importador estava consciente da ilegalidade.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=119630

03/12/2008

Consumidores reduzem consumo de peixe e carne

O bife de vaca está a ser substituído pelo de frango e de peru. Em vez de garoupa, come-se carapau. E os produtos em fim do prazo a metade do preço já têm clientes certos. Tudo para enfrentar a crise.
Procura-se a fruta mais pequena, as promoções e os produtos de marca branca, toma-se o pequeno-almoço em casa ou leva-se lancheira para o trabalho. E assim os portugueses alteram os hábitos alimentares para fazer face à crise.
Os comerciantes confirmam que se “verifica uma alteração nos tipos de produtos consumidos, procurando-se alimentos mais baratos (frango em vez de vaca, por exemplo), e assiste-se a um desvio de certos bens de consumo para marcas próprias”, sintetiza um representante da Confederação do Comércio Português.
Num mercado municipal, explica-se que há sempre uma parcela de clientes fiéis e outros que procuram as promoções. E as bancas com saldos são as de maior frequência, embora praticamente todos os comerciantes se queixem da falta de clientes.
“A nossa fruta é um pouco seleccionada, por isso, temos preços mais caros e sentimos uma quebra de mais de 30%. Há clientes que continuam a comprar, mas outros perguntam se não temos fruta mais barata”. As peixeiras registam uma diminuição de vendas ainda mais elevada, pois “já não há dias bons”, lamentam.
O talho é o lugar onde as pessoas mais tentam defender-se, substituindo as variedades caras por outras mais acessíveis. “"As pessoas viram-se para as aves e tivemos um aumento de 20% no consumo destas carnes. As vendas de porco mantêm-se e as que diminuíram foram as de vaca. O que se vende menos é o bife de lombo”.
Nos cafés não se queixam da falta de frequência, contudo os empregados mais antigos observa que “antigamente, as pessoas tomavam mais o pequeno-almoço. Agora temos mais almoços e as pessoas defendem-se com as meias doses”. É a crise a bater à porta das famílias.

Ver
http://dn.sapo.pt/2008/12/02/sociedade/consumidores_cortam_peixe_e_carne_va.html

14/10/2008

O negócio do consumismo ecológico

Quando estão numa loja ou em frente à prateleira do supermercado, os portugueses já começam a pensar no futuro do planeta. E quase todos dizem preferir comprar produtos ‘verdes’, mais ecológicos, valorizando as empresas que apostam na sustentabilidade dos seus bens e serviços. Há ainda 27% de consumidores que dizem estar dispostos a comprar produtos amigos do ambiente mesmo que tenham de pagar mais.
Estas conclusões são expressas num estudo realizado a nível internacional por uma consultora que avaliou também a relação dos consumidores com determinadas marcas nacionais e multinacionais de vários sectores. Os resultados mostram que há espaço de mercado para as empresas apostarem no ‘marketing verde’, pois as questões ambientais preocupam os consumidores.
Contudo, o estudo prova também que os “consumidores estão bem informados e não se deixam enganar”, pelo que a consultora aconselha as empresas, que ainda não praticam nem aplicam aqueles princípios aos seus modos de produção, que ‘promovam’ a defesa do ambiente.
Uma análise mais detalhada leva a consultora de negócio a concluir outro facto aparentemente surpreendente: os portugueses têm um pensamento de longo prazo e estão disponíveis para investir, pagando agora para ter um benefício daqui a uns tempos. Por exemplo: apostando em lâmpadas eficientes mais caras hoje para poupar na factura da electricidade mais tarde. Outro factor que levaria os portugueses a gastar mais dinheiro na aquisição de ‘produtos verdes’ é a saúde e o bem-estar das gerações vindouras.
Há ainda consumidores que admitem vir a pagar mais por um produto não nocivo ao ambiente se este for diferente, o ajudar a sentir-se melhor com a sua consciência ou se, para isso, for pressionado por amigos, familiares ou pela própria comunidade. Uma percentagem baixa admite fazer esta opção de consumo “porque fica bem ser verde”.
O estudo identifica também três tipos de consumidores. Os denominados ‘eco-spenders’, que dizem optar sempre pela opção mais amiga do ambiente mesmo sendo a mais cara - e que representam mais de um terço da amostra; os ‘lógicos’, que só pagam mais se a diferença de preço não for grande; e os ‘tolerantes’, que não demonstram grande predisposição para adquirir estes produtos 1.
Concluindo: as empresas vão começar a adaptar-se aos gostos ‘verdes’ dos consumidores para exponenciarem os seus lucros. Resta a estes terem de multiplicar a sua atenção perante os novos oportunistas do mercado.

Ver http://dn.sapo.pt/2008/10/10/dnbolsa/consumidor_quer_comprar_mais_verde.html

11/10/2008

Europa podia poupar um manancial de água

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta semana um relatório que recomenda aos países da UE medidas para poupar água, pois nos últimos 30 anos o impacto económico total da seca a nível comunitário atingiu os 100 milhões de euros
O problema a que o PE tenta responder foi diagnosticado pela Agência Europeia do Ambiente, em 2007. Segundo esta agência, “um terço dos Europeus vive já em zonas com problemas de falta de água, onde a procura excede a oferta”. Além disso, “o custo da seca nos últimos 30 anos atingiu quase os 100 mil milhões de euros e a seca de 2003, por si só, teve um custo de 8,7 mil milhões de euros para a economia da UE”.
O relatório da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar da UE sobre “como enfrentar o desafio da escassez de água e das secas na União Europeia” acentua que 40% da água utilizada na UE poderia ser poupada.
No documento aprovado no PE, os deputados consideram que “há três grandes desafios a que a UE deve responder: o consumo de água excessivo, insustentável e ineficiente e o desperdício de água associado; a falta de sensibilização para o problema; e a ausência de uma abordagem integrada do problema da água”. E é sublinhado o facto de na UE, quase 20% da água se perde devido à falta de eficiência hídrica.
Face a estes desafios, o PE faz um conjunto de recomendações, dirigidas aos Estados membros, e insiste em que a atribuição de fundos para infra-estruturas esteja “orientada para as acções de melhoria da gestão e do abastecimento de água de qualidade em função das necessidades existentes”.
Os deputados europeus recomendam também que, no âmbito da revisão das prioridades do orçamento comunitário, se dê uma “maior importância às medidas ambientais e, em especial, às políticas que visam combater os efeitos das alterações climáticas, que incluem a seca e a escassez da água, garantindo a disponibilidade dos recursos suplementares necessários”.
O documento realça ainda o facto de a produção de biocombustíveis originar um aumento da procura de quantidades significativas de água. Os deputados sublinham “a necessidade de se acompanhar de perto o impacto da utilização de biocombustíveis e de se reverem regularmente as políticas nacionais e da UE em matéria de biocombustíveis”.
As campanhas de sensibilização para a poupança de água são outro ponto considerado. Os deputados lançam mesmo um desafio à Comissão e às regiões e cidades dos Estados-Membros no sentido de “incentivarem o desenvolvimento de uma cultura de poupança de água em toda a UE, promovendo as bacias de águas pluviais e lançando campanhas” que incluam “programas educativos adequados”.

Ver
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=112510

01/10/2008

Dieta Mediterrânea candidata a Património da Humanidade

A candidatura da Dieta Mediterrânea a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi formalizada esta 3ª fª, com Espanha, Itália, Grécia e Marrocos a apresentaram à UNESCO o documento final da proposta. A decisão deverá ser conhecida no final de 2009.
Os quatro países vão avançar, a partir de agora, com acções conjuntas e individuais com o objectivo de conseguir apoios para a candidatura entregue hoje, em Paris, refere o governo espanhol em comunicado.
O documento entregue hoje, preparado e coordenado pela Fundação Dieta Mediterrânea, sedeada em Espanha, apresenta o significado da Dieta Mediterrânea do ponto de vista cultural, social, histórico, gastronómico, alimentar, ambiental, paisagístico e de costumes.

Ver
www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=CF7F63F0-78EF-49E4-8F30-BE3AF9EFBDA8&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021

30/09/2008

Dia Mundial do Vegetarianismo

Começa hoje a Semana Vegetariana. A iniciativa que alerta para a importância de uma alimentação e de uma vida saudável é promovida, entre outras entidades, pelo Centro Vegetariano.
Nestes sete dias, até 5 de Outubro, a ideia é lançar o alerta para a “comunidade em geral para os problemas causados pelo consumo de carne”, e divulgar o vegetarianismo, “enquanto estilo de vida mais saudável, ético e biológico”.
Em
www.semanavegetariana.com pode encontrar mais informação, assim como todas as actividades que várias associações vão realizar por todo o país.
A nível internacional, a EVANA (European Vegetarian and Animal News Alliance) interessou-se pela iniciativa e, juntamente com o Centro Vegetariano, está a divulgar o projecto. Na próxima quarta-feira, assinala-se o Dia Mundial do Vegetarianismo.

Ver Metro 2008-09-29, p. 2

19/08/2008

Lojas do Mundo e Comércio Justo

O Dia Mundial do Comércio Justo é comemorado no dia 10 de Maio. O Comércio Justo (CJ) é uma alternativa ao comércio convencional. Ao contrário deste, que tem em conta apenas critérios económicos, o CJ rege-se também por valores éticos que incluem aspectos sociais e ambientais, através de alianças entre produtores e consumidores 1.
Actualmente, só na Europa, existem cerca de 3.000 Lojas de Comércio Justo, também denominadas Lojas do Mundo (‘Worldshops’), geridas por quase 100.000 voluntários e 1.600 trabalhadores.
Graças à combinação de voluntariado e trabalho, as Lojas do Mundo cresceram a uma taxa média de 20%, entre 1984 e 1994. Tal crescimento significou o envolvimento de mais de 1 milhão de trabalhadores do Sul do Mundo no Comércio Justo, ou seja, trabalhadores que beneficiaram do pré-financiamento de 50% no momento do contrato, de um preço de compra que lhes permite uma vida digna e que se comprometem a destinar uma parte do lucro à comunidade onde estão inseridos (projectos na área escolar, sanitária, entre outros).
Em Portugal, em Amarante, a 21 de Agosto de 1999, por iniciativa de um grupo local de jovens, abre a primeira Loja de Comércio Justo. Desde 1999 até agora, são várias as organizações que se têm vindo a dedicar ao CJ. Este movimento conta já com várias lojas, quiosques e postos de venda por todo o país: Amarante, Guimarães, Porto, Coimbra, Peniche, Almada, Barcelos, Braga e Lisboa.
Estas lojas, a face visível do CJ, são espaços onde os produtores dos países em vias de desenvolvimento têm a possibilidade de colocar à venda os seus produtos e os consumidores de optar por um comércio alternativo. É aqui que o consumidor encontra diversas curiosidades, contacta, de forma imediata, com outras culturas e pode consumir de forma responsável 2. (Mais responsável ainda será o recorrer ao ‘Consumo de produtos locais’. É mais sustentável e comporta menos custos adicionais em transportes).
No âmbito do projecto “Rede Nacional de Consumo Responsável” existe um ‘Manual para Voluntariado em Consumo Responsável’, bem como várias ‘Fichas Didáctico – Pedagógicas’ temáticas, disponíveis para consulta 3.
Este Rede constitui um Projecto que visa a mudança dos hábitos de consumo e que tem na comunidade educativa o seu público privilegiado. Este projecto corporiza-se na construção de uma Rede Nacional a ser integrada colectivamente, por todos os agentes educativos, e por organizações da sociedade civil, apoiada por voluntários 4.

Nota: Uma breve lista de Lojas de Comércio Justo em Portugal pode ser consultada em
www.cidac.pt/LojasCJPortugal.html na qual falta ainda listar a recente loja da Rua da Prata.
1. Ver
www.cidac.pt/CJ.html
2. Ver www.reviravolta.comercio-justo.org/?page_id=8
3. Ver www.reviravolta.comercio-justo.org/?p=202
4. Ver www.plataformaongd.pt/site3/index.php?option=com_content&task=view&id=208

12/08/2008

Consumir menos e reciclar mais

É óbvio que ainda não é possível saber qual a percentagem da redução do consumo de combustíveis se deve simplesmente ao peso do preço no bolso dos consumidores ou à sua consciência ecológica.
Era bom para todos que a explicação fosse a segunda, mas é mais que provável que seja a primeira. A crise internacional - com especial incidência em Portugal - podia ter pelo menos esse efeito positivo: habituar-nos a gastar menos combustível. Porque, de qualquer modo, essa passará sempre por ser a nossa alternativa futura.
Neste âmbito, são muito importantes todas as iniciativas ambientais que digam respeito à reciclagem. Recentemente anunciou-se um processo de recolha de óleos alimentares. Agora dá-se notícia de que o Ministério do Ambiente está a pensar fazer uma reutilização dos lixos alimentares e orgânicos.
Estas iniciativas são louváveis, mas deviam começar pelo tornar mais fácil a reciclagem a todos os cidadãos. E isso passa por coisas bem simples como colocar depósitos em todas as ruas, ou mesmo caixotes e recolhas de lixo diferenciados porta a porta. Só quando for mesmo muito fácil e sem esforço, os cidadãos incorporarão este hábito.
Porque só há duas maneiras de difundir os hábitos ambientais: pela educação ou pela facilidade. E a segunda é muito menos complicada e lenta do que a primeira.

Ler ‘Editorial’ IN
http://dn.sapo.pt/2008/08/11/editorial/consumimos_menos_e_reciclamos_mais.html

Restos de comida vão ser recolhidos nas famílias

Sabia que os restos de comida representam cerca de 30% do lixo?
Este lixo orgânico, produzido na casa dos portugueses e deitados no contentor normal, poderão vir a ser recolhidos e reciclados. O Governo está a estudar as utilizações que este composto e depois analisará a melhor forma de recolha doméstica, junto das famílias, tratá-los e aproveitá-los. Após o tratamento, estes lixos orgânicos são transformados em composto, que pode ser usado como fertilizante agrícola ou florestal e em revestimentos de estradas.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a analisar as utilizações que podem ser dadas aos restos orgânicos, avaliando a rentabilidade e a viabilidade da sua recolha. “A grande dificuldade é escoar o composto no mercado, que tem de ter qualidade e não pode ser aplicado de qualquer forma nos solos”, explica o director da APA. Por isso, é por aí que o processo tem de começar, mesmo antes de se ponderar o melhor sistema de recolha doméstica. “É preciso também analisar a quantidade produzida e a fracção valorizável”.
Numa primeira fase, o sistema de recolha deverá arrancar nos grandes produtores, como cantinas, hotéis e restaurantes. O que já acontece na região de Lisboa e Porto, mas deverá agora ser alargado, “chegando a um momento em que terão de ser recolhidos porta-a-porta em casa dos portugueses”.
O aproveitamento dos restos de comida na produção de fertilizante agrícola não é novidade. Os resíduos já chegam às centrais de valorização através do lixo indiferenciado - colocado no contentor normal - e da recolha nos grandes produtores. Mas se não chegassem às unidades de tratamento misturados com outros lixos, o aproveitamento seria muito maior e o processo seria bem mais barato.
Uma hipótese apontada pela Quercus é um sistema baseado no “conceito de secos e húmidos”. Em vez de as pessoas porem os vários lixos no ecoponto, estes seriam recolhidos porta a porta. Nuns dias entregavam-se as embalagens, noutros os orgânicos. Uma experiência, aliás, semelhante à da Catalunha, onde os sacos são diferenciados e recolhidos em casa. “É um sistema mais justo, cada um paga consoante o que produz, e premia-se quem colabora com a reciclagem”, remata a Quercus 1.
Um sistema de recolha postulado pela U.E., através da Directiva de Aterro dos Resíduos, emanada em 1999, mas que Portugal ainda continua a não cumprir 2.

1. Ver
http://dn.sapo.pt/2008/08/11/sociedade/restos_comida_ser_recolhidos_familia.html
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/resduos-urbanos-biodegradveis.html

11/08/2008

Cocofonia ‘esverdeada’ versus consumismo

São cada vez mais as alegações ecológicas publicitadas nos produtos de consumo e também as dúvidas dos consumidores sobre qual a decisão mais acertada. Como fazer a escolha certa quando há sobrecarga de informação? O melhor é comprar só o essencial
As preocupações ambientais estão na ordem do dia e há cada vez mais pessoas atentas e disponíveis a mudar os seus actos em função de hábitos mais ecológicos. Mas o que pode fazer o consumidor quando a sua vontade de contribuir para um planeta melhor esbarra num turbilhão de informação sobre o que está certo e o que está errado?
A este fenómeno chamou o New York Times ‘green noise’ (ruído verde), uma espécie de cacofonia criada pelo excesso de informação ecológica que pode transformar uma ida ao supermercado num exercício matemático que está muito para lá de fazer as contas ao que se compra.
A vice-presidente da Quercus reconhece que tem aumentado a comunicação sobre ambiente com “muitas empresas e produtos a anunciar a sua ligação à luta contra as alterações climáticas”, mas também afirma que “há muitas alegações sobre a bondade ambiental dos produtos mas nem todas são verdadeiras”. Por isso, defende a criação de “instrumentos mais regulares e regulados, para definir o que tem ou não um bom desempenho ecológico”.
Os rótulos são uma boa orientação para o consumidor, mas as dúvidas podem ser mais profundas.
O que será mais ecológico, comprar alimentos de agricultura biológica que viajaram centenas ou mesmo milhares de quilómetros e por essa razão usaram grandes quantidades de combustível para chegar até nós, ou produtos de agricultura industrial, com origem mais próxima do local de venda? Devemos substituir as tradicionais lâmpadas incandescentes por compactas fluorescentes que economizam energia, mas têm mercúrio? O que é mais inteligente de um ponto de vista de eficácia energética, comprar um carro novo, híbrido, pagando a factura do CO2 gasto no seu fabrico, ou comprar um carro usado, ainda que movido a gasolina ou gasóleo? Os biocombustíveis serão realmente ecológicos? Devemos continuar a comer carne e peixe, ou optar por uma dieta vegetariana, em nome da eficácia energética?
Reconhecendo que questões como estas são pertinentes, mas também demasiado complexas para o consumidor normal, defende que o importante e eficaz de um ponto de vista ecológico é implementar uma lógica de redução, em que “a escolha acertada depende muito de cada pessoa, mas o mais importante é saber que temos de usar o menos possível os recursos naturais do planeta. O melhor é as pessoas comprarem apenas o que realmente precisam”.
A ideia de reduzir o consumo só não é atractiva para os agentes económicos e para alguns políticos. Para os consumidores, é quase sempre o custo dos géneros e (o vazio d) a sua bolsa que os impele a reduzir o consumo.