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04/07/2017

Lisboa: Os Verdes defendem valorização da educação ambiental e um serviço postal de qualidade


Amanhã, dia 4 de Julho, na Assembleia Municipal de Lisboa, Os Verdes apresentarão uma recomendação “Pela promoção da educação ambiental como componente de valorização da Escola Pública” onde se propõe que a CML valorize e reforce a componente de educação ambiental no ensino pré-escolar e no 1º ciclo do Ensino Básico, em parceria com associações de defesa do ambiente e que pondere a adesão como município parceiro ao Programa Eco-Escolas, promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).



Perante os desafios ambientais que se nos colocam, Os Verdes consideram que a educação ambiental é determinante para a sustentabilidade do Planeta e que a escola tem um papel fundamental no desenvolvimento da consciência ecológica de todos os cidadãos. 



O PEV apresenta também uma recomendação “Pela defesa de um serviço postal de qualidade” onde se sugere que a CML defenda, junto do Governo, a garantia de um serviço postal que responda às necessidades das populações e do desenvolvimento do país e que os CTT deverão regressar à esfera da Administração Central.

Recomendação “Pela promoção da educação ambiental como componente de valorização da Escola Pública”


Um dos grandes desafios que se coloca ao cidadão do século XXI é, sem sombra de dúvida, a preservação do ambiente, sendo por isso, cada vez mais assumida a necessidade de salvaguarda da equidade entre gerações, assente num modelo de desenvolvimento sustentável, cujo conceito implica sempre, para efeitos de implementação, uma forte componente de participação dos cidadãos, uma seriedade na prestação de informação, e também um grau relevante no que respeita à educação dos cidadãos para a sustentabilidade.

Ao nível internacional, as crescentes preocupações quanto à preservação do ambiente, tiveram eco nas várias cimeiras que se têm vindo a realizar ao longo das últimas décadas e das quais resultaram importantes acordos, nem sempre cumpridos, tais como: a Convenção Quadro sobre Alterações Climáticas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica, a Declaração do Rio, a Declaração sobre Florestas, a Agenda XXI. Mais recentemente, é de assinalar o Acordo de Paris, no âmbito da Convenção Quadro para as Alterações Climáticas. Estes documentos têm contribuído para a identificação e o reconhecimento de problemas e também para o desenvolvimento de uma consciência ambiental cada vez mais abrangente.

O objetivo da educação ambiental em particular, e da educação para sustentabilidade em geral, consiste na promoção de valores, na mudança de atitudes e de comportamentos face ao ambiente, de forma a preparar os jovens para o exercício de uma cidadania consciente, dinâmica e informada face às problemáticas ambientais atuais.

Para o efeito, pretende-se que os alunos aprendam a utilizar o conhecimento para interpretar e avaliar a realidade envolvente, para formular e debater argumentos, para sustentar posições e opções, capacidades fundamentais para a participação ativa na tomada de decisões fundamentadas, numa sociedade democrática, face aos efeitos das atividades humanas sobre o ambiente.

No nosso país, com a publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo, em 1986, o Estado português veio reconhecer a educação ambiental nos novos objetivos da formação dos alunos, abrangente a todos os níveis de ensino, apesar de não ser de uma forma clara e objetiva.

Em 1997 foi lançada a rede nacional de ecotecas. Em 1998 realizou-se a 1ª Mostra Nacional de projetos escolares de educação ambiental, mostra essa que só se manteve até 2001. Nasceu o movimento Eco-escolas, patrocinado pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), o qual, mesmo em definhamento por sucessivas imposições do Ministério da Educação, ainda se mantém ativo nos dias que correm.

Considerando que a educação é uma questão extraordinariamente importante no sentido de criar instrumentos na sociedade, de fomentar motivação, para impulsionar bons comportamentos dedicados à sustentabilidade e também para uma acção participada de toda a sociedade em benefício dessa sustentabilidade.

Considerando também que a escola, principalmente os níveis escolares do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico, são os primeiros espaços privilegiados de aprendizagem.  

Considerando por fim, que a educação ambiental constitui um factor determinante para impulsionar comportamentos, bem como opções individuais e sociais, promotores de bons resultados ambientais, e reivindicativos de políticas de ambiente adequadas à resolução dos imensos problemas que um sistema suportado num crescimento económico delapidador tem gerado.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1 – Valorize e reforce a componente de educação ambiental no ensino pré-escolar, e no 1º ciclo do Ensino Básico, em parceria com associações de defesa do ambiente.

2 – Pondere a adesão como município parceiro ao Programa Eco-Escolas, promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

Assembleia Municipal de Lisboa, 4 de Julho de 2017

O Grupo Municipal de “Os Verdes

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes

05/06/2017

PEV marca o Dia Mundial do Ambiente com um pacote de iniciativas legislativas em defesa do Ambiente

No dia 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, o Partido Ecologista Os Verdes entregará na Assembleia da República um conjunto de 10 projetos (5 projetos de lei e 5 projetos de resolução) sobre matérias relevantes para a defesa do ambiente e a garantia de maior sustentabilidade.
Este pacote de projetos integra-se em quatro temáticas fundamentais, a saber:

ÁGUA E RESÍDUOS:
1. Projeto de Lei que torna obrigatória a informação ao consumidor, na fatura da água, sobre dados relativos à qualidade da água para consumo e ao encaminhamento dos resíduos urbanos para as diferentes operações de gestão.
2. Projeto de Resolução que prevê a necessidade da revisão da Convenção de Albufeira, até 2018, com a garantia de previsão de caudais ecológicos nos rios luso-espanhóis.


PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE:
3. Projeto de Lei que estabelece medidas de proteção dos carvalhos e de outras espécies autóctones da flora portuguesa.
4. Projeto de Lei que retira da lista de espécies cinegéticas a raposa e o saca-rabos, proibindo a sua caça.


GESTÃO E MINIMIZAÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS:
5. Projeto de Lei que alarga a obrigatoriedade de rotulagem de alimentos OGM.
6. Projeto de Resolução com vista a erradicar o glifosato e a investir, junto da União Europeia, para a não renovação de licença do glifosato no espaço europeu, no final de 2017.
7. Projeto de Lei que reforça as regras de proteção contra a exposição aos campos eletromagnéticos, derivados de linhas de muito alta tensão.
8. Projeto de Resolução que exorta o Governo português a desenvolver esforços, junto do Governo espanhol, para travar a exploração de urânio em Salamanca, junto à nossa fronteira.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
9. Projeto de Resolução que visa reforçar a educação ambiental como componente de valorização da escola pública.
10. Projeto de Resolução que permite que o projeto eco-escolas seja considerado componente letiva para os professores coordenadores deste importante projeto.


De salientar que este conjunto de projetos constituirão, para o Grupo Parlamentar Os Verdes, uma prioridade de agendamento e de debate no Parlamento. A sua aprovação pelos demais grupos parlamentares em muito favoreceria, no nosso país, maior segurança, consciência e garantias ambientais.

24/09/2014

Assembleia Municipal de Lisboa, sob proposta de «Os Verdes», exige que o Governo actualize o Salário Mínimo Nacional e implemente a Educação para a Sustentabilidade



O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» congratula-se com a aprovação por maioria das duas recomendações que apresentou hoje no plenário da Assembleia Municipal de Lisboa.

Na Recomendação “Salário mínimo nacional”, o Grupo Municipal do PEV pretende que a autarquia a exorte o Governo a encetar um diálogo urgente com os parceiros sociais, e os sindicatos em particular, com o objectivo de uma reavaliação imediata do valor do Salário Mínimo Nacional (SMN) e de dar cumprimento aos compromissos assumidos no âmbito da concertação social, procedendo à sua inadiável actualização e aumento.

«Os Verdes» consideram que é imperioso o imediato aumento do SMN por razões de justiça social e de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, uma vez que assume especial importância no aumento do poder de compra, na dinamização da economia e do mercado interno.

Na Recomendação “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável”, o Grupo Municipal do PEV pretende que a autarquia exija do Governo a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade (PNES), assumindo como princípio, para a sua construção, uma participação ambiental activa e aberta dos cidadãos, bem como a definir a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS 2020), assumindo-se como um referencial para a aplicação dos fundos comunitários no período 2014-2020.

«Os Verdes» entendem que a educação para a sustentabilidade é fundamental para impulsionar bons comportamentos dedicados à sustentabilidade e também para uma acção ambiental participada de toda a sociedade em benefício dessa sustentabilidade, para satisfazer as necessidades das gerações presentes, sem pôr em causa a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades, tendo presente os pilares económico, social e ambiental.

O Grupo Municipal do PEV aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações por versarem sobre matérias importantes para os cidadãos e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 23 de Setembro de 2014

23/09/2014

Intervenção da deputada municipal do PEV, Cláudia Madeira na apresentação dos documentos de «Os Verdes» na sessão da Assembleia Municipal de 23 de Setembro


Numa altura em que se discute sobre o salário mínimo nacional, importa referir, antes de mais, que os trabalhadores e os parceiros sociais chegaram ao ponto de se verem obrigados a exortar o Governo a cumprir com os seus compromissos assumidos em sede de concertação social.
Sucede que, antes, o actual Governo PSD/CDS usou e abusou do pretexto da presença da Troika para se furtar a esse compromisso. Agora já não pode evocar esse obstáculo, porque entretanto a Troika já abandonou o país. Os parceiros sociais aguardam, assim, que seja desta vez que o executivo e a maioria parlamentar aceitem a reposição desta justa reivindicação.
Não é necessário grande esforço nem grandes contas para se concluir que 485 € ilíquidos, ou seja, 430 € líquidos para um salário mínimo é um valor baixíssimo. Para “Os Verdes”, tal valor é mesmo ofensivo, sobretudo se tivermos em conta os sucessivos cortes nos apoios sociais, a carga fiscal a atingir principalmente as famílias com rendimentos mais baixos, o aumento do IVA e do IRS, mas também o agravamento do custo de vida, com o aumento dos bens alimentares, dos transportes, da electricidade, da água, do gás, e por aí fora.
A situação é, de facto, muito complicada, é desesperante para a generalidade das famílias, e é ainda  mais para as pessoas que têm rendimentos mais baixos, em que se incluem os mais de 500 mil trabalhadores que apenas recebem, por mês, o salário mínimo nacional.
Assim, com a aprovação da Recomendação sobre o “Salário mínimo nacional”, “Os Verdes” consideram ser de inteira justiça que o Governo cumpra os compromissos assumidos no âmbito da concertação social e proceda, no imediato, ao aumento do salário mínimo nacional, depois de ouvidos os parceiros sociais.
Por seu lado, a Recomendação sobre a Educação para a Sustentabilidade remete-nos para um dos grandes desafios que se coloca actualmente, que é a preservação do ambiente e a necessidade cada vez mais premente de salvaguardar a equidade entre gerações, assente num modelo de Desenvolvimento Sustentável.
Neste sentido, a educação constitui um factor determinante para impulsionar comportamentos promotores de bons resultados ambientais e reivindicativos de políticas de ambiente adequadas à resolução dos problemas com que nos deparamos.
Tendo em conta que a década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) está a terminar, é importante que todos nós participemos de forma activa na educação para a sustentabilidade, tendo presente a vertente económica, social e ambiental.
Será lamentável se chegarmos ao final desta década sem que se tenham dado passos para a concretização de uma agenda, de um programa com vista à sua implementação.
Razão pela qual propomos que a CML exorte o Governo a definir a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade e de uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável para o horizonte de 2020.
Dizer ainda que votaremos a favor dos documentos apresentados pelas outras forças políticas, destacando a moção do PCP sobre a reforma da fiscalidade verde. Apoiamos esta moção porque recusamos qualquer tentativa de mercantilização do ambiente, rejeitamos políticas que promovam desigualdades sociais, a degradação ambiental e cujas medidas representem um agravamento da carga fiscal para as pessoas.
Esta reforma, que viu rejeitadas inúmeras propostas de «Os Verdes» na Assembleia da República, aposta essencialmente na penalização e não na educação e sensibilização, o que é inaceitável. 
O ambiente não pode ser o parente pobre do Governo que apenas se lembra dele quando há uma oportunidade de fazer dinheiro. 

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes”

22/09/2014

Salário Mínimo Nacional e Educação para a Sustentabilidade em discussão na AML por proposta de «Os Verdes»

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» entregou uma Recomendação sobre o “Salário mínimo nacional” e uma Recomendação sobre a “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável” para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 23 de Setembro. 
   
Com a Recomendação “Salário mínimo nacional”«Os Verdes» pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa exorte o Governo a encetar um diálogo urgente com os parceiros sociais, e os sindicatos em particular, com o objectivo de uma reavaliação imediata do valor do Salário Mínimo Nacional (SMN) e de dar cumprimento aos compromissos assumidos no âmbito da concertação social, procedendo à inadiável actualização e aumento do salário mínimo nacional.  
   
Para o PEV é imperioso o imediato aumento do SMN por razões de justiça social e de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, uma vez que assume especial importância no aumento do poder de compra, na dinamização da economia e do mercado interno.

Recomendação “Educação para a Sustentabilidade e Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável”, pretende que a autarquia exorte o Governo a definir a elaboração do Programa Nacional de Educação para a Sustentabilidade (PNES), assumindo como princípio, para a sua construção, uma participação activa e aberta dos cidadãos, bem como a definir a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS 2020), assumindo-se como um referencial para a aplicação dos fundos comunitários no período 2014-2020.

«Os Verdes» entendem que a educação é fundamental importante para criar instrumentos na sociedade, para fomentar motivação, para impulsionar bons comportamentos dedicados à sustentabilidade e também para uma acção participada de toda a sociedade em benefício dessa sustentabilidade, para satisfazer as necessidades das gerações presentes, sem pôr em causa a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades, tendo presente três pilares: o económico, o social e o ambiental.

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 22 de Setembro de 2014

27/08/2013

COMUNICADO DA CNA SOBRE INCÊNDIOS FLORESTAIS EM PORTUGAL


OS INCÊNDIOS FLORESTAIS E AS POLÍTICAS “PIRÓMANAS”

Assim que se conjugam condições climáticas mais propícias, aí temos os incêndios florestais com o seu cortejo de destruição e tragédias.
As chamas destroem teres e haveres enquanto as Populações desesperam. Os Bombeiros andam exaustos e, lamentavelmente, alguns perdem a vida. As Corporações de Bombeiros perdem viaturas, equipamentos e ficam sem recursos financeiros. Por cima, os pilotos dos meios aéreos de combate aos incêndios têm uma “vista panorâmica” do inferno enquanto despejam os baldes e tanques cá para baixo. As televisões mostram e remostram, em directo e em diferido, reportagens alucinantes do “espectáculo” ! Os governantes falam, falam e, para desviar as atenções do essencial,centram-se nas detenções dos suspeitos de fogo posto…

RUÍNA DA AGRICULTURA FAMILIAR - FALTA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS -
- ATRASOS, ERROS E FALHAS GRAVES NO ORDENAMENTO FLORESTAL –

Eis o conjunto das principais causas que determinam o mau estado geral da floresta portuguesa onde um qualquer acidente ou imprudência podem ter a “potência” de uma bomba de napalm !... Tudo isto são consequências das políticas agrícolas e florestais verdadeiramente “pirómanas! A estas, podemos ainda juntar motivações de interesses económicos ilícitos.
Más políticas Agro-Florestais aplicadas por sucessivos governos ao longo de muitos anos. Com a ruína da Agricultura Familiar e o êxodo das Populações Rurais; com a falta de prevenção de incêndios florestais de forma sistemática e organizada; com a ausência de ordenamento florestal de que apenas tira proveito a floresta industrial (monocultura) de espécies de crescimento rápido.
Continua-se a gastar no combate quase 4 vezes mais o que não se gasta em prevenção Agora, às más políticas agro-florestais o governo junta as imposições fiscais sobre a Lavoura que vão provocar ainda mais abandono da actividade agrícola. 

O GOVERNO DEVE INDEMNIZAR POPULAÇÕES PELOS PREJUÍZOS!

A CNA reclama ao governo o levantamento criterioso dos prejuízos (culturas, gado, alfaias, equipamento, habitações, entre outros) que atingem severamente os Agricultores, os Produtores Florestais e a População em geral para atribuir indemnizações a serem pagas com a maior urgência.

SIM ! SÃO NECESSÁRIAS OUTRAS E MELHORES POLÍTICAS AGRO-FLORESTAIS !
SIM ! É NECESSÁRIO OUTRO GOVERNO CAPAZ DE AS DEFINIR E APLICAR !

Coimbra, 26 de Agosto de 2013 // A Direcção Nacional da C N A
CNA: Pessoa Colectiva de Utilidade Pública
Filiada na Coordenadora Europeia – Via Campesina – Sede em Bruxelas
Sede:Rua do Brasil, 155 –3030-175 Coimbra · tel. 239708960 · fax239715370 · e-mail cna@cna.pt · site www.cna.pt
Delegação em Lisboa: R. Jardim do Tabaco, 90 -1º Dtº -1100-288 Lisboa · tel. 213867335 · fax 213867336 ·e-mail cna.lisboa@cna.pt
Delegação em Bruxelas: Rue de la Sablonnière 18– 1000 Bruxelas/Bélgica · e-mail: cna.bruxelas@cna.pt

29/11/2009

Recursos: Hoje precisamos de um planeta e meio para manter gasto



Estudo alerta para o perigo de que se está a gastar de mais em todo o mundo. Sobre Portugal, peritos avisam que seriam precisos quatro países iguais ao nosso para não faltarem recursos.

Imagine que tem um frigorífico em casa com comida para uma semana. Só que em vez de ir poupando para se alimentar nos sete dias, come tudo nos primeiros três. Nos restantes vai ficar cheio de fome e arrepender-se do que fez. Agora é só trocar "comida" por "recursos" e "frigorífico" por "planeta Terra" e chegará à conclusão do mais recente estudo da Global Footprint Network (GFN): estamos a gastar mais recursos do que aqueles que temos. Trocando por números, precisaríamos de um planeta e meio para chegar ao fim do ano "sem fome", indicam os investigadores.

"Estamos a usar mais recursos do que aqueles que temos e isto não vai durar muito tempo", contou ao DN Willy De Backer, da GFN, que todos os anos calcula a pegada ecológica de mais de 100 países e também de toda a humanidade em conjunto. A pegada ecológica é um conceito que se tornou uma ferramenta de análise ambiental. "Os países já lhe dão uma importância ao nível do produto interno bruto", acrescenta o belga da GFN.

Os cálculos da associação incluem, obviamente, Portugal. Segundo a GFN, serão precisos quatro países iguais ao nosso para que nunca nos faltem recursos para consumir. Isto num país que tem como mais-valias apenas as pastagens e florestas, segundo o estudo.

Este problema não passa ao lado dos ecologistas portugue- ses, que se mostram preocupa- dos pelo rumo do nosso planeta. "Este ultrapassar da pegada ecológica já acontece desde o fim dos anos 80. O planeta não consegue repor recursos e absorver os resíduos", explica Hélder Spínola, da associação ambientalista Quercus.

O estudo afirma: "Os dados mostram que consumimos recursos naturais e geramos resíduos, como o CO2, a um ritmo que é 44 por cento mais rápido do que a natureza demora a regenerar e absorver". Dito de outro modo, a Terra precisa de 18 meses para recuperar-se do esforço que lhe exigimos todos os anos. Segundo o relatório, "as urgentes ameaças que enfrentamos hoje, como as alterações climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a diminuição das florestas, o esgotamento dos stocks pesqueiros e a perda de recursos hídricos, são sintomas desta alarmante tendência" de consumo em excesso.

"Muitas pessoas pensam que não precisam de se preocupar porque quando os recursos acabarem elas já cá não estão. Mas é preciso lembrar que não são só os recurso das gerações futuras que estamos a consumir. São já os desta geração", alerta o ecologista português.

Os piores casos apontados no estudo são os Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos da América. São estes os campeões do consumo. Fazendo as contas, se todos no mundo consumissem como estes dois países, seriam preciso cinco planetas Terra para não haver défice de recursos. Caso o exemplo viesse da Europa, seriam precisos "apenas" dois planetas e meio.

Os autores lembram por fim que ao mesmo tempo que cresce a pressão sobre os ecossistemas, a capacidade que estes têm para satisfazer as nossas necessidades mantém-se igual ou decresce. Algo fácil de entender: as florestas já cortadas ou os stocks pesqueiros esgotados não podem ser reutilizados no ano seguinte.

Fonte: Diário Notícias por Bruno Abreu

03/07/2009

Alunos dos cursos de ambiente diminuem

Com o mercado do ambiente em crescimento, e consequentemente com o aumento de ofertas de trabalho no sector, a opção por cursos ligados à área tem sido uma aposta nos últimos anos pelos candidatos ao ensino superior. Mas, apesar de ser cada vez mais necessária mão-de-obra para esta área, já começa a haver excesso de diplomados.
Os primeiros cursos de Engenharia do Ambiente nasceram em 1978 nas Universidades Nova de Lisboa e na de Aveiro. Actualmente, existirão mais de 2000 engenheiros do ambiente, uma oferta que já ultrapassa as necessidades. “O número de pessoas colocadas no mercado é excessivo”, avisa um professor do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa.
Talvez por essa razão, verificou-se, em 2008, uma redução do número de cursos superiores na área ambiental de perto de 50 para cerca de 35. A redução dos cursos na área do ambiente tem sido a tónica nos últimos quatro anos, bem como do número de vagas e de alunos colocados em cursos de ambiente.
Mas esta não é uma situação singular em Portugal. Na Holanda, por exemplo, “a procura de diplomados na área do ambiente tem vindo a decrescer e os cursos afins têm vindo a ser encerrados. Resta praticamente somente um curso em Delft”, sublinha um professor da Universidade do Minho.
Independentemente do elevado número de alunos que vão sendo formados nas universidades, em Portugal subsistem necessidades em alguns subsectores. É o caso da bioenergia e renováveis; risco e impacto ambiental; gestão ambiental (certificação auditoria); sistemas integrados de gestão ambiental, qualidade e segurança; e controlo da poluição do ar.
No presente ano lectivo foram colocados em cursos relacionados com o ambiente 975 alunos, insuficientes para preencher as 1.150 vagas disponíveis. O mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi o que registou o maior número de colocados (70), as mesmas do curso de Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.
Nota-se, por isso, “alguma saturação de diplomados e falta de emprego para recém-licenciados na área ambiental”.

04/06/2009

Planeta Terra como nunca antes foi visto

O dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, foi o escolhido para a estreia mundial do filme ‘Home’, uma longa-metragem realizada por Yann Arthus-Bertrand e produzida por Luc Besson. A iniciativa tem como objectivo alertar, informar e sensibilizar para a importância da preservação do ambiente.
O realizador leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la e entendê-la. ‘Home’ pretende ajudar a perceber a nossa relação com o planeta, com o objectivo de encorajar a protegê-lo.
O filme conta com imagens de 120 locais de um conjunto de 54 países, recolhidas em mais de 217 dias de filmagens, durante 18 meses. As mais de 733 cassetes de vídeo gravadas integram 500 horas de filmagens, que deram origem a 90 minutos de um filme único, que retrata a Terra com imagens recolhidas do ar, e que mostram o planeta de uma forma inédita.
Esta longa-metragem ecologista foi concebida para ser divulgada gratuitamente, ou a preço de custo, em projecções ao ar livre, na televisão, no cinema, em DVD e na Internet, no mundo inteiro, no próximo dia 5 de Junho.
‘Home’ é um tributo à preservação do planeta, na sequência directa de ‘Verdade Inconveniente’. O novo filme pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida, a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária, sendo constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e surgiu como consequência directa de uma outra obra de Arthus-Bertrand, intitulada ‘A Terra Vista do Céu’, que consiste num livro ilustrado com fotografias de vários ecossistemas, vistos do céu, e indicadores do estado do planeta.
“Actualmente, a pegada ecológica da Humanidade suplanta as capacidades biológicas do planeta. Consumimos e exploramos demasiado os recursos naturais. Se cada habitante do planeta consumisse tanto como os habitantes da União Europeia, precisaríamos de cerca de três planetas para responder a essas necessidades. O problema é que temos apenas um planeta. Por estas razões é necessário rever urgentemente os nossos métodos de produção e de consumo, e começar a pagar a nossa divida ecológica, para podermos assegurar um futuro sustentável para a humanidade. É preciso passar à acção”, comenta o realizador.
Para a divulgação global desta iniciativa, será feita uma conferência de imprensa, em Paris, no dia 5 de Junho. ‘Home’ será apresentado em cerca de 100 países, de todos os continentes, e traduzido em mais de 23 línguas. No mesmo dia, o filme será projectado simultaneamente em cinemas, televisões, Internet e espaços públicos de referência nas principais capitais do mundo.
Em Portugal, a divulgação deste projecto incluirá um conjunto de iniciativas para o lançamento do filme, das quais se salientam a projecção ao ar livre e gratuita do filme, em Lisboa, na Praça Luis de Camões, pelas 21h, seguida de um concerto original com elementos dos Blasted Mechanism e os Nação Vira Lata.
Para Portugal, foi criado um site de divulgação de ‘Home’,
http://cultura.fnac.pt/HOME, com informação completa em português, testemunhos, trailer e fotografias. A versão portuguesa do filme será transmitida neste mesmo site, através de parcerias estabelecidas com o YouTube e o Google Portugal. O filme será ainda exibido nas salas de cinema por 1,5€.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/517447
Ver o trailer IN http://www.youtube.com/watch?v=G8IozVfph7I&feature=player_embedded

01/03/2009

Plantas que purificam a qualidade do ar de sua casa

Sabia que as plantas podem ajudar na sua saúde, filtrando as partículas perigosas que flutuam no ar?
Apesar do desconhecimento geral, já há muito que se sabe que as plantas funcionam como filtros de ar, sendo bastantes úteis para tornar o ambiente dentro de casa mais saudável e absorver a poluição.
Existem inúmeras substâncias químicas dentro de casa libertadas pelas carpetes, pinturas, móveis, aparelhos de entretenimento. Os nossos organismos estão expostos diariamente a micro poluentes, uma vez que, em média, 90% do ar que respiramos provem de espaços fechados. Por isso, é conveniente arejar a sua casa, ou local de trabalho, pelo menos dez minutos por dia.
Por isso, a introdução de plantas nesses espaços vai ajudar a melhorar a qualidade do ar (e pode ser uma boa ajuda no Inverno, quando o tempo não permite o arejamento dos edifícios). Mas antes de começar a comprar plantas para tornar mais saudável o ambiente da sua casa, convém ver quais as que se adequam ao seu espaço.
Por exemplo, se for fumador, uma dracena ou um clorofito são as opções certas. Caso seja um coleccionador de arte e tenha muitos quadros na sua casa, o conselho passa por decorá-la com gerberas ou crisântemos. Se por outro lado for um maníaco pelas limpezas, os antúrios vão ajudar a manter o ar livre dos químicos dos detergentes.
Mas não precisa de transformar a sua casa numa selva. Normalmente chega colocar uma por cada dez metros quadrados. Além disso, o excesso de plantas pode ter o efeito contrário ao pretendido, devido ao excesso de humidade.
Por último, trate bem delas. Plante-as numa boa terra e espere uma semana para elas se adaptarem ao ambiente, altura em que começam a ‘despoluir’. Depois é fazer a manutenção e limpar a planta para o filtro natural não ‘entupir’.

Ver
http://dn.sapo.pt/2009/03/01/sociedade/plantas_melhoram_a_qualidade_ar_sua_.html

30/12/2008

O verde gerido como negócio

Uma publicação sobre Água e Ambiente, destinada às empresas e ao ambiente, e que tem tentado apresentá-las como parceiros e não como inimigos, defende ter-se tornado, passados 10 anos, numa referência de informação sobre e para o mercado do ambiente.
Todos os meses dá a conhecer as novidades, as oportunidades, os negócios, as novas tendências e as questões mais polémicas, procurando assim marcar o ritmo da informação do mercado do ambiente em Portugal.
O director-geral bem esclarece que o jornal “é fruto do gosto pelo mercado livre, aberto e transparente, pelo seu modo de funcionamento, tantas vezes implacável mas salutar: no mercado perfeito ganha quem melhor a ele se ajusta, quem melhor o lê”.
Procura, por isso, provar a ideia de que a era da oposição entre ambiente e actividade económica faz parte do passado, de que o tempo é agora da economia sustentável, da ecologia industrial e de ‘negócios verdes’.
A bem do lucro, pois claro. O desenvolvimento sustentável que vá ‘esperando sentado’.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7451

20/10/2008

Certificação ambiental na Alta de Lisboa

A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) promete vir a apostar no ambiente, com o objectivo de transformar a Alta de Lisboa no primeiro ‘bairro’ em Portugal com certificação ambiental e certificação de qualidade.
As grandes apostas da SGAL para a obtenção desta certificação ambiental, centram-se no cumprimento da nova legislação de certificação energética de edifícios e da promoção dos 3 R’s - reutilizar, reduzir e reciclar - com particular enfoque na redução de consumos e reutilização de recursos naturais.
Para já, a empresa está a apoiar uma iniciativa da administração do condomínio Jardins de São Lourenço, onde decidiu instalar sistemas de produção de electricidade através de energia solar naquele empreendimento, numa iniciativa pioneira, enquadrada ano programa Renováveis na Hora.
Esta iniciativa integra-se na promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis, e visa reduzir os custos de funcionamento (consumos) e criar receitas (produção), desde o primeiro ano. O programa prevê a instalação de um total de 16 painéis solares, fazendo com que este condomínio se transforme num produtor de energia, contribuindo dessa forma para o cumprimento dos objectivos nacionais de utilização de energias renováveis e de redução do efeito de estufa.

14/10/2008

O negócio do consumismo ecológico

Quando estão numa loja ou em frente à prateleira do supermercado, os portugueses já começam a pensar no futuro do planeta. E quase todos dizem preferir comprar produtos ‘verdes’, mais ecológicos, valorizando as empresas que apostam na sustentabilidade dos seus bens e serviços. Há ainda 27% de consumidores que dizem estar dispostos a comprar produtos amigos do ambiente mesmo que tenham de pagar mais.
Estas conclusões são expressas num estudo realizado a nível internacional por uma consultora que avaliou também a relação dos consumidores com determinadas marcas nacionais e multinacionais de vários sectores. Os resultados mostram que há espaço de mercado para as empresas apostarem no ‘marketing verde’, pois as questões ambientais preocupam os consumidores.
Contudo, o estudo prova também que os “consumidores estão bem informados e não se deixam enganar”, pelo que a consultora aconselha as empresas, que ainda não praticam nem aplicam aqueles princípios aos seus modos de produção, que ‘promovam’ a defesa do ambiente.
Uma análise mais detalhada leva a consultora de negócio a concluir outro facto aparentemente surpreendente: os portugueses têm um pensamento de longo prazo e estão disponíveis para investir, pagando agora para ter um benefício daqui a uns tempos. Por exemplo: apostando em lâmpadas eficientes mais caras hoje para poupar na factura da electricidade mais tarde. Outro factor que levaria os portugueses a gastar mais dinheiro na aquisição de ‘produtos verdes’ é a saúde e o bem-estar das gerações vindouras.
Há ainda consumidores que admitem vir a pagar mais por um produto não nocivo ao ambiente se este for diferente, o ajudar a sentir-se melhor com a sua consciência ou se, para isso, for pressionado por amigos, familiares ou pela própria comunidade. Uma percentagem baixa admite fazer esta opção de consumo “porque fica bem ser verde”.
O estudo identifica também três tipos de consumidores. Os denominados ‘eco-spenders’, que dizem optar sempre pela opção mais amiga do ambiente mesmo sendo a mais cara - e que representam mais de um terço da amostra; os ‘lógicos’, que só pagam mais se a diferença de preço não for grande; e os ‘tolerantes’, que não demonstram grande predisposição para adquirir estes produtos 1.
Concluindo: as empresas vão começar a adaptar-se aos gostos ‘verdes’ dos consumidores para exponenciarem os seus lucros. Resta a estes terem de multiplicar a sua atenção perante os novos oportunistas do mercado.

Ver http://dn.sapo.pt/2008/10/10/dnbolsa/consumidor_quer_comprar_mais_verde.html

28/09/2008

Atlas do ambiente

O ‘Le Monde Diplomatique’ editou recentemente um ‘Atlas do ambiente’.
O trabalho monográfico contém 38 artigos divididos em dois capítulos temáticos, sobre as ameaças ao Planeta e o que pode ser feito para o salvar.

17/08/2008

PNAAS e a Plataforma Social Estratégica

O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2008-2013 (PNAAS) foi aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 91/2008, de 4 de Junho, prevendo a criação de uma Plataforma Social Estratégica (PSE).
A PSE é uma plataforma de acompanhamento do PNAAS e de participação comunitária, na sua dimensão social, económica e cultural, sendo constituída por representantes da sociedade civil e parceiros sociais interessados 1. Todos os interessados em participar deverão enviar às Entidades Coordenadoras o Formulário de Manifestação de Interesse devidamente preenchido, por ofício, fax ou e-mail, até 31 de Outubro de 2008.

O PNAAS, coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), visa melhorar a eficácia das políticas de prevenção, controlo e redução de riscos para a saúde com origem em factores ambientais, promovendo a integração do conhecimento e a inovação e, desta forma, contribuir também para o desenvolvimento económico e social do país.
No PNAAS são propostos Objectivos, Vectores de Intervenção e Acções Programáticas, consubstanciadas em Fichas de Projecto, desenvolvidas em Domínios Prioritários de intervenção 2.
Constituem Objectivos do PNAAS:
(i) intervir ao nível dos factores ambientais para promover a saúde do indivíduo e das comunidades a eles expostos;
(ii) sensibilizar, educar e formar os profissionais e a população em geral, por forma a minimizar os riscos para a saúde associados a factores ambientais;
(iii) promover a adequação de políticas e a comunicação do risco;
(iv) construir uma rede de informação que reforce o conhecimento das inter-relações Ambiente e Saúde.
Constituem domínios prioritários do PNAAS: água; ar; solo e sedimentos; químicos; alimentos; ruído; espaços construídos; radiações; e fenómenos meteorológicos.

11/08/2008

As alterações climáticas no Dia Internacional da Juventude

A Assembleia-Geral das Nações Unidas na sua resolução 54/120 de 17 de Dezembro de 1999, endossou a recomendação feita pela Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude (Lisboa 8-12 de Agosto de 1998) que declarou o dia 12 de Agosto como o Dia Internacional da Juventude.
A Assembleia recomendou que se organizassem actividades públicas informativas, no sentido de apoiar este Dia, para melhor promover o conhecimento do Programa Mundial da Acção para a Juventude no ano 2000 e vindouros, adoptado pela Assembleia-Geral em 1995 (Resolução 50/81)
O documento contém recomendações especiais para os governos e organizações, relacionadas com a adopção de políticas para a juventude em diversas áreas como: o emprego, a educação, a luta contra a pobreza, ou a saúde.
Para este ano, a ONU (Organização das Nações Unidas) propôs como tema de reflexão para o Dia Internacional da Juventude é “Juventude e as alterações climáticas: o tempo de acção” 1.
Em Portugal, o IPJ anuncia como comemoração para o dia de amanhã, 12 de Agosto, um conjunto de actividades e disponibiliza acessos gratuitos a um conjunto de serviços, de infraestruturas e de transportes 2.
Os jovens com idades entre os 12 e os 25 anos vão poder usufruir de viagens gratuitas nas empresas de transporte públicos de Lisboa e do Porto, uma iniciativa realizada no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.
Para poder usufruir de viagens grátis, os jovens têm apenas de comprovar a sua idade através da apresentação do Bilhete de Identidade junto das bilheteiras.
“Desta forma, todos os jovens poderão deslocar-se gratuitamente nas redes da Transtejo/Soflusa, CP (serviços urbanos), Metropolitano de Lisboa e do Porto, Carris e STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto)”, indica uma nota da Secretaria de Estado dos Transportes 3.
Para além da oferta grátis na circulação em alguns transportes públicos, lamentavelmente nada informa sobre a temática das ‘alterações climáticas’ proposta pela Nações Unidas.

31/07/2008

Fundo de Intervenção Ambiental entra hoje em vigor

Entra hoje em vigor o Fundo de Intervenção Ambiental (FIA), um dia depois da sua publicação em Diário da República.
A prevenção de ameaças graves e iminentes ou a prevenção e reparação de danos a componentes ambientais naturais ou humanos, sejam eles resultantes da acção humana ou produto das forças da natureza que exijam uma intervenção rápida ou para os quais se não possam mobilizar outros instrumentos jurídicos e financeiros, são algumas das iniciativas que o FIA pretende financiar.
O FIA pode ainda estabelecer mecanismos de articulação com outros fundos públicos, de direito nacional, comunitário ou internacional, que tenham como objectivo a prevenção e reparação de danos ambientais ou a concretização de políticas associadas à defesa do ambiente.
O financiamento do fundo assenta na atribuição de uma percentagem das coimas provenientes da comissão de contra-ordenações ambientais, solução já prevista pela Lei nº 50/2006, de 29 de Agosto. Acrescem outras receitas, como a participação na cobrança de taxas, indemnizações e compensações devidas ao Estado ou a actores populares em virtude da lesão ou perigo de lesão de bens ambientais ou os valores arrecadados em virtude da subrogação do FIA perante os agentes causadores dos danos que tenham determinado a sua intervenção.
“Espera-se que as receitas próprias do FIA se vão alargando e reforçando progressivamente, à medida que se vá testando também a eficácia da sua acção”, refere o texto do diploma.

Ver www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=6863

12/06/2008

Uma aula com...a Ecolojovem-«Os Verdes»

Hoje, dia 12 de Junho a Ecolojovem-«Os Verdes» esteve presente na Escola Profissional Almirante Reis em Lisboa, para dar uma aula sobre Alterações Climáticas a alunos do 12º ano do Curso Profissional de Turismo.
Esta aula teve como objectivo alertar os alunos para a problemática das Alterações Climáticas, e que medidas estes podem adoptar no seu dia-a-dia para combater este fenómeno.

A Ecolojovem-«Os Verdes» demonstrou igualmente que consequências as Alterações Climáticas têm trazido ao nosso País, no que respeita ao avanço do mar sobre a nossa orla costeira e como isso tem contribuido para perda da nossa costa portuguesa.

Danos causados ao ambiente sujeitos a pagamento de indemnizações

Não haverá forma de fugir por parte de quem cause danos ao ambiente: quem poluir terá de pagar coimas e indemnizar quem foi lesado. O quadro legal para este tipo de crime foi agora aprovado pelo Governo e será publicado em breve.
Amparado por este decreto, foi elaborado um outro que regulamenta o Fundo de Intervenção Ambiental (FIA), em parte alimentado pelas coimas, e que se destina a intervenções rápidas para reparação de danos ecológicos e à recuperação de passivos ambientais. A nova legislação, que aguarda publicação em ‘Diário da República’, procura sistematizar e pôr em pratos limpos as responsabilidades civis dos poluidores.
A falta de prevenção também será penalizada e haverá a obrigação de reparar danos. Por outro lado, a lei estabelece um regime de responsabilidade solidária que vai deixar de permitir que directores, gerentes ou administradores de uma empresa lavem as mãos de danos ambientais provocados pela actividade por ela desenvolvida. Mais: se a empresa fizer parte de um grupo, este e a sociedade-mãe são também responsabilizados.
O diploma vai abranger todas as actividades sujeitas a licenciamento industrial, desde a actividade mineira e de transformação de metais, à produção de papel, energia, cerâmica ou têxtil. Matadouros, explorações de suínos e aves, tratamento de resíduos e produção de energia também deverão obedecer às novas regras que aguardam publicação. Pelas novas regras legais, reconhece-se que há direito a indemnização a quem tenha sido lesado. A reparação dos danos é obrigatória, mesmo que não seja provada intenção dolosa ou culpa.
Todos os elementos ambientais são considerados como susceptíveis: espécies e habitats protegidos, água, solo, ar. Quando ocorra a iminente ameaça de danos ou estes já se façam sentir, a actividade responsável deve actuar logo com as medidas adequadas à situação, a fim de minimizar os efeitos. Além disso, tem a obrigação de comunicar o facto às autoridades no prazo máximo de 24 horas. As medidas de reparação dos danos, se entretanto não tiverem sido tomadas, devem constar de um plano, a submeter num prazo de dez dias. Estes prazos podem ser ignorados pelas autoridades sempre que se verifiquem situações extremas e a urgência de uma intervenção o aconselhe.
Qualquer cidadão ou pessoa colectiva pode requerer a intervenção da autoridade nesta matéria, sempre que se considere directa ou indirectamente afectada por danos ambientais ou tema que estes possam ocorrer. Para tal deverão socorrer-se dos departamentos oficiais com atribuições de fiscalização e aplicação de coimas, a saber, a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território e ainda pelo Serviço de Protecção da Natureza da Guarda Nacional Republicana.
Este diploma sobre responsabilidade ambiental, ao sistematizar diversos princípios legais, vai também buscar o que já está disposto na Lei da Participação Procedimental e da Acção Popular, reconhecendo que o cidadão deve ser investido “na qualidade de verdadeiro zelador do Ambiente”. A invocação da violação de um direito ou de um interesse legítimo pode também fundamentar o pedido de intervenção. Este deverá ser analisado em 20 dias e, no caso de deferimento, a actividade indicada como presumível poluidor tem dez dias para responder ao pedido de intervenção.