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30/10/2019

Aprovada proposta de Os Verdes referente ao Dia Europeu da Protecção das Crianças contra a Exploração e o Abuso Sexual

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem, 29, por unanimidade um voto, proposto pelo PEV, referente ao Dia Europeu da Protecção das Crianças contra a Exploração e o Abuso Sexual e que visa ser mais efectivo a promoção dos direitos e protecção das crianças nesta área específica que se considera carecer ainda de uma intervenção a diversos níveis.

Esta proposta do PEV pretende alertar para o facto de uma média de 22 crianças terem sido vítimas de violência sexual por mês, entre Janeiro de 2016 e Maio de 2019, sobretudo raparigas entre os 8 e os 17 anos, sendo que a maioria dos crimes ocorreu na família, segundo informação disponibilizada recentemente pela Associação de Apoio à Vítima (APAV).

Importa salientar ainda que de acordo com dados da APAV relativos à Rede Care, de apoio a crianças e jovens vítimas de violência sexual, houve 881 crianças e jovens que precisaram de ajuda nos últimos três anos, sendo que quase dois terços dos crimes reportados implicaram abuso sexual. 

Desta forma, Os Verdes consideram que estes números e realidade são verdadeiramente alarmantes, num País que se afirma defensor dos direitos humanos e cumpridor dos direitos sociais.

Daí que o PEV tenha apresentado esta proposta na Assembleia Municipal de Lisboa para que o Município de Lisboa se associe a este Dia Europeu e aprofunde, com carácter de urgência, os seus esforços de combate à violência sexual contra crianças e na consciencialização dos cidadãos em geral para esta calamidade social.

29/10/2019

29 de outubro - intervenções na Assembleia Municipal de Lisboa

Cláudia Madeira interveio no âmbito da discussão de Propostas de Alteração ao Regimento:



“A questão maior que se coloca, e que acabou por motivar esta alteração ao regimento, prende-se com os deputados municipais independentes, que têm toda a legitimidade para estarem nessa condição, quer se tenham candidatado desta forma, quer se tenham desvinculado do grupo municipal a que pertenciam até então.” Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.



Sobreda Antunes interveio sobre o tema da Proteção das Crianças contra a Exploração e o abuso sexual:


Os Verdes propõem que o Município de Lisboa se associe a este Dia Europeu e aprofunde, com carácter de urgência, os seus esforços de combate à violência sexual contra crianças.” Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

15/10/2019

15 de outubro - intervenções de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa


Sobreda Antunes, eleito de Os Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa, interveio no âmbito do tema "Comissões de Protecção de Crianças e Jovens", uma intervenção que pode ser vista aqui:


“Para o PEV, não é o futuro, mas o presente dos nossos filhos que continua em risco.” - Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

14/03/2019

Os Verdes exigem esclarecimentos sobre o desdobramento e reforço das CPCJ de Lisboa

O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes entregou, na Assembleia Municipal, um requerimento em que questiona a CML sobre o desdobramento e reforço das CPCJ de Lisboa.


REQUERIMENTO:

As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) são acompanhadas, apoiadas e avaliadas pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens. Quanto ao seu funcionamento e apoios logístico, financeiro e administrativo, estes são da responsabilidade do Município.

Aquando da análise aos Relatórios de Actividades de 2017 das CPCJ, em sede de Comissão da AML, e após audições aos representantes das 4 CPCJ de Lisboa e de outras entidades, ressaltou o pungente alerta para o excesso de trabalho e a carência de recursos humanos no seio das Comissões, em particular, o facto de o volume processual da CPCJ Norte ser o dobro, por exemplo, da CPCJ Centro.

Considerando que para o devido acompanhamento dos processos foi indicado que deveria haver um técnico para cada 20 processos, quando, actualmente, se deparam com uma média de um técnico para cada 100 processos, produzindo, assim, entropia no desempenho ao nível das respostas sociais e da intervenção;

Considerando que algumas áreas de actuação evidenciaram dificuldades acrescidas em termos de respostas para casos de saúde mental, de violência doméstica e o elevado número de casos de abandono escolar;

Considerando que, então, a AML recomendou à CML a possibilidade da colocação de técnicos a tempo inteiro, com perfis adequados às necessidades das comissões, bem como intercedesse junto da Comissão Nacional com vista à reorganização das comissões na cidade de Lisboa, com a criação de uma nova zona e a redistribuição das respectivas áreas, em função do volume processual.

Assim, ao abrigo da al. g) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 - Acompanha a CML as deliberações aprovadas na AML ou dispõe de alternativas para agilizar o volume processual das CPCJ?

2 - Pondera e aceita ou não a CML a criação de uma nova zona a partir da subdivisão da CPCJ Norte, com o indispensável reforço em recursos humanos especializados?

3 - Que iniciativas concretas assumiu a CML para interceder, junto da tutela e da Comissão Nacional, com vista à reorganização e ao reforço das equipas que compõem as Comissões em Lisboa?

4 - Que respostas já obteve a CML, quer da Comissão Nacional, quer dos restantes parceiros institucionais, como a Segurança Social e a SCML?

5 - Quando prevê que estas medidas possam progressivamente entrar em vigor, de modo a evitar que se repitam no(s) próximo(s) ano(s)?

09/10/2018

Intervenções de Os Verdes na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa - 9 de Outubro


Sobreda Antunes fez uma intervenção sobre a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens:

“Em Lisboa, “a carência de recursos humanos e o tempo de afectação reduzido dos técnicos são os factores unanimemente referenciados como tendo um impacto negativo no desempenho das CPCJ, quer ao nível processual, quer ao nível da intervenção”. (…) o GM-PEV propõe que, para o efeito, se estude, em conjunto com a Tutela, o urgente desdobramento da CPCJ Lisboa Norte, pela criação de uma nova Comissão em Lisboa, de modo a melhor permitir redistribuir o referido elevado volume processual.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.
Cláudia Madeira proferiu uma intervenção sobre o Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa:

“Muitas vezes, os bombeiros cumprem a sua missão com poucas condições de trabalho e para que o RSB ofereça um serviço de excelência, é preciso criar condições dignas e adequadas e haver um efectivo investimento. (…) Os problemas estão identificados há anos e as soluções são conhecidas. Falta passar dos anúncios e das intenções à prática, pois só com um investimento sério e consequente haverá uma valorização e um reconhecimento dos bombeiros, do seu trabalho exemplar e de toda a dedicação com que se entregam à sua nobre missão.”
Leia aqui o texto completo desta intervenção do PEV.

11/03/2016

Os Verdes querem esclarecimentos sobre amianto no Centro Infantil de Odivelas



O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através doMinistério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sobre a presença de amianto no Centro Infantil de Odivelas, propriedade do Instituto da Segurança Social e com gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Pergunta:

O Centro Infantil de Odivelas tem placas de fibrocimento na cobertura do edifício, situação que está a preocupar os 35 trabalhadores do equipamento, assim como os pais das crianças, que associam a presença de amianto a vários casos de doenças oncológicas diagnosticadas a alguns funcionários.

Este Centro Infantil, propriedade do Instituto de Segurança Social (ISS, IP), presta apoio a cerca de 300 crianças do concelho de Odivelas e está a ser gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). Neste momento há duas trabalhadoras com uma doença oncológica e uma outra faleceu há
pouco tempo.

A cobertura do edifício do Centro Infantil de Odivelas foi intervencionada há um ano mas, aparentemente, o risco para os trabalhadores e crianças que frequentam aquele espaço mantém-se, uma vez que as telhas se encontram danificadas, sendo que costuma chover lá dentro.

Existe um memorando entre o Instituto da Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia que determina que a gestão do Centro Infantil de Odivelas fica a cargo da Santa Casa da Misericórdia até setembro de 2016.

Ora, se por um lado o Centro Infantil é património do Estado, através do Instituto da Segurança Social, a sua gestão neste momento cabe à SCML, sendo importante saber-se a quem pertence a responsabilidade pela resolução da situação acima descrita, para que a situação seja resolvida com carácter de urgência, pois as crianças e os trabalhadores não podem continuar sujeitos a este risco.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Tem o Governo conhecimento desta situação nas instalações do Centro Infantil de Odivelas?
2- Que entidade detém a responsabilidade de resolver o problema da cobertura com placas de fibrocimento, uma vez que se apresentam danificadas, representando um perigo para a saúde dos trabalhadores e das crianças do Centro Infantil de Odivelas?
3- Prevê o Governo tomar alguma diligência no sentido de resolver esta situação, designadamente a remoção do amianto da cobertura do edifício?
4- Tem o Governo conhecimento da data prevista para a remoção das placas de fibrocimento do Centro Infantil de Odivelas?

O Grupo Parlamentar Os Verdes
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
11 de março de 2016

26/05/2015

Intervenção sobre os Relatórios das 4 CPCJ de 2015


Assembleia Municipal de Lisboa de 26 de Maio de 2015

Já desde a Declaração Universal dos Direitos da Criança (de 1959) e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (de 20 de Novembro de 1989) que são considerados um amplo conjunto de direitos fundamentais, que englobam as obrigações dos pais, da sociedade e do Estado em relação à criança e adolescente. Esta Convenção não constitui apenas uma declaração de princípios gerais, pois, quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem. E Portugal ratificou esta Convenção em 21 de Setembro de 1990.
Estes direitos e as políticas de protecção da criança radicam em duas vertentes: nas desigualdades no contexto económico, social e familiar em que se inserem essas mesmas crianças e nos meios e recursos indispensáveis para se cumprir os desígnios daqueles princípios internacionais e constitucionais.
No entanto, um conjunto de investigadoras do ICS-UL apresentou no final de Janeiro (27/01/2015) um estudo sociológico sobre os “Impactos da Crise nas Crianças Portuguesas”, tendo observado, em síntese, que entre 2010 e 2013 houve uma redução drástica no apoio económico do Estado às famílias, deixando mais vulneráveis os agregados familiares, designadamente, aqueles com crianças a seu cargo, traduzindo-se num indesmentível agravamento da exclusão social em Portugal e da pobreza dita infantil.
Também no recente “Relatório da crise da Cáritas Europa 2015” sobre «O aumento da pobreza e das desigualdades», divulgado no mês passado, veio aclarar a que situação conduziu a ausência de medidas do Governo para o reforço efectivo da protecção das crianças no contexto familiar e institucional: é que há famílias que estão a cortar em bens essenciais, que muitas vezes inclui a própria alimentação, e como essas famílias não conseguem fazer face à situação de crise, o grupo mais afectado é, inevitavelmente, o das crianças.
Ao Governo é exigido entre outras medidas, o fortalecimento dos sistemas de protecção social, garantias efectivas de um rendimento mínimo para todos e a definição de uma estratégia Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, com melhor apoio às famílias e seus filhos. Porém, onde estão as medidas de protecção de crianças em meios familiares economicamente débeis, quando uma das situações reportada nos relatórios das CPCJ são as de desigualdade social que representam um dos factores de instabilidade social e familiar, pondo em causa os “direitos das crianças”, devido à falta de acesso a rendimentos, protecção e de serviços de apoio adequados.
E o que tem promovido o Governo? No caso concreto das CPCJ, o Instituto da Segurança Social (ISS) retirou centenas dos seus técnicos da composição dessas Comissões, pondo em risco não apenas as suas atribuições e funcionamento, como a sua missão de protecção das crianças e jovens em risco. Relembre-se que, só em 2012, foram objecto de acompanhamento pelas CPCJ cerca de 69 mil crianças e suas famílias, sendo que cerca de 90% das medidas de protecção aplicadas foram-no em ambiente familiar, junto dos pais ou de outro familiar.
E embora o sr. Secretário de Estado (Agostinho Branquinho) tenha garantido num debate (que teve lugar na Assembleia da República em 2014) que “nesta matéria nenhuma CPCJ, nenhum organismo desse género (…) sofrerá qualquer diminuição” de técnicos. E que “não será pela Segurança Social que nenhum destes organismos deixará (…) de prestar o seu serviço”, o que se verificou foi, ainda em 2014, o despedimento de 630 trabalhadores do Instituto da Segurança Social, acabando as CPCJ por ficar muito mais fragilizadas na sua constituição e na resposta a apoios às crianças, a que se somou o aumento do número de processos em constituição e análise.
Atentos a este grave desenlace, alguns Grupos Parlamentares apresentaram em plenário Projectos de Lei e de Resolução que apontavam para a definição de um quadro financeiro com verbas oriundas do Orçamento de Estado, para a reafectação daqueles técnicos, para o reforço da cooperação entre Ministérios, em suma, para a disponibilização dos meios e recursos mínimos indispensáveis ao pleno funcionamento das CPCJ, iniciativas que seriam chumbadas pela maioria PSD/CDS, demonstrando, o quão irrelevante constituem para si as políticas de protecção infantil e juvenil e qual o seu verdadeiro sentido de classe: “os pobres que paguem a crise”.
Por tudo isto, “Os Verdes” insistem no imediato reforço dos meios e recursos necessários ao normal funcionamento das CPCJ. Assim o Governo tivesse o bom senso de recuar nas suas posições anti-sociais. Porque às crianças não se pode dizer “é para amanhã”.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

05/06/2012

Parque Infantil das Novas Nações encerrado - "Os Verdes" exigem esclarecimentos


O Grupo Municipal do PEV, através da deputada municipal Cláudia Madeira, entregou um requerimento em que questiona a autarquia sobre a degradação, abandono e fecho do Parque Infantil das Nações Novas, o único espaço de fruição pública infantil existente na Freguesia dos Anjos, localizado mesmo em frente à Escola Básica nº 26.
   
Com este requerimento, “Os Verdes” pretendem saber a razão para, até ao momento, a autarquia ainda não ter efectuado as obras de requalificação neste parque infantil e para quando prevê a sua requalificação.

REQUERIMENTO

O Parque Infantil da Praça das Nações Novas, localizado frente à Escola Básica Nº 26, é o único espaço de fruição pública infantil existente na Freguesia dos Anjos e, actualmente, encontra-se bastante degradado e abandonado, tendo a autarquia decidido encerrá-lo temporariamente.

Considerando a carência de parques infantis em Lisboa e a importância que estes têm na cidade, onde é possível as crianças brincarem, conviverem e aprenderem, é fundamental que a autarquia proceda à requalificação deste espaço, no sentido de dotar novamente esta freguesia de um parque infantil com as condições de segurança que permita ser usufruído pelas crianças e pela população em geral.

Assim, e ao abrigo da al. j) do artº. 12º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, venho por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de me ser facultada a seguinte informação:

1. Qual a razão para, até ao momento, a autarquia ainda não ter efectuado as obras de requalificação no parque infantil da Praça das Novas Nações?
2. Quando prevê a Câmara Municipal de Lisboa a requalificação deste espaço infantil?

Lisboa, 5 de Junho de 2012
O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa

19/11/2009

20 de Novembro de 1989 - 20º aniversário da adopção pela ONU da Convenção sobre os Direitos da Criança

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por Unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis (ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças em conflitos armados (ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003);

Fonte UNICEF PORTUGAL - www.unicef.pt

PORTUGAL - 20º aniversário da adopção pela ONU da Convenção sobre os Direitos da Criança


CRIANÇAS -PORTUGAL

A presidente do comité português da Unicef alertou hoje que a crise económica agravou a vulnerabilidade das crianças porque os pais, preocupados com o sustento da família, descuram muitas vezes o apoio aos filhos.

«A crise mundial veio tornar algumas crianças mais vulneráveis, vítimas do desemprego dos pais», alertou Madalena Marçal Grilo em entrevista à agência Lusa na véspera dos 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança, que se assinalam sexta-feira.

Com a atenção dos pais virada para o sustento da família, a criança «é a primeira a ser atingida», lembra por seu lado Rosa Maria Coutinho, técnica de serviço social e elo de ligação entre a Unicef e outras instituições que trabalham no terreno.

«A desmotivação das famílias vai repercutir-se muito na vida dos filhos, com a falta de apoio, negligência e, no final, com deficiências na alimentação e educação», disse a técnica.

Para Madalena Marçal Grilo, ainda há em Portugal muitas crianças que não beneficiam de um ambiente protector que lhes permita estar mais salvaguardadas contra alguns tipos de violações.

«Há muitas famílias que sozinhas não tem capacidade para tratar das crianças e precisariam de muito mais apoio do Estado para poderem desempenhar esse papel», disse.

A experiência de Rosa Maria fá-la lembrar as histórias preocupantes e cada vez mais usuais de pais adolescentes e os «muitos casos» de mulheres que suportam sozinhas todas as despesas da casa.

Rosa Maria trabalha no terreno e depara-se com realidades sempre mais duras do que as que esperava encontrar, mas o que a choca muitas vezes é sentir que «as redes de funcionalidade entre as instituições não são rápidas».

A falta de colaboração entre organismos «faz perder anos de vida a uma criança», critica a técnica de serviço social, garantindo que muitas vezes se trata de situações que poderiam ser facilmente resolvidas.

«Demora muito tempo até que as redes se articulem e consigam arranjar um projecto de vida para as crianças e este é que é o grande drama na questão da protecção das crianças», avisa.

E o resultado pode ser dramático: «o percurso da criança em vez de ir num sentido vai no sentido contrário, naquele que não é positivo para o seu desenvolvimento».

No comité português da Unicef entendem que a aplicação plena dos direitos da criança só é possível se houver um trabalho de colaboração entre os diversos sectores.

Na véspera do 20º aniversário da adopção pela ONU da Convenção sobre os Direitos da Criança, é hoje divulgada uma edição especial do relatório da Unicef Situação Mundial da Infância, que dá conta do impacto da convenção e os desafios que continuam por cumprir.

Fonte Lusa / SOL 19 Novembro 2009



14/07/2009

Impacto da poluição atmosférica na saúde infantil

A equipa médica e científica do GISA - Gestão Integrada da Saúde e Ambiente apresentou na semana passada, em Sines, o estudo do impacte da poluição atmosférica na saúde infantil, que começou a ser realizado nos centros de saúde do Alentejo Litoral em Junho.
Este estudo epidemiológico é uma das componentes mais importantes do GISA, projecto que reúne os municípios da sub-região, universidades e empresas na construção de um sistema de monitorização da qualidade ambiental e da saúde. São estudadas todas as crianças nascidas no Alentejo Litoral entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2010, o que representa um total estimado de 3.295 pares mãe/criança.
Em execução até ao final de 2010, o projecto, pioneiro em Portugal, apresentará resultados sobre a situação actual e, mais importante do que isso, resultará num sistema de alerta e monitorização capaz de produzir dados em permanência a partir de 2011. Com efeito, o estudo epidemiológico agora iniciado resultará na definição das variáveis relevantes para a definição dos modelos do sistema de monitorização.
A delegada de saúde de Sines e representante da Administração Regional de Saúde do Alentejo no projecto, justificou a escolha das crianças como alvo do estudo pelo facto de ser o grupo mais vulnerável e em que está mais consistentemente demonstrada uma relação causal entre poluição atmosférica e problemas de saúde, de acordo com estudos internacionais.
As principais variáveis de saúde que estão a ser estudadas são o baixo peso à nascença, partos prematuros e desenvolvimento deficiente da criança até ao segundo ano de vida.
Para compreender melhor a percepção que as mães têm do risco da poluição, e também para despistar factores relacionados com hábitos e estilo de vida (fumadores na família ou contacto frequente com pesticidas) que podem afectar os dados recolhidos, é realizado em paralelo um inquérito sociológico às grávidas e mães, desenvolvido pelo ISCTE.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8212

19/06/2009

Não é arte nem cultura, é doentia

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa Centro indeferiu o pedido de autorização da Sociedade de Campo Pequeno para a actuação, ontem à noite, naquela Praça, de um menino-toureiro de 11 anos.
A decisão da Comissão tem por base o facto de a declaração médica apresentada ser subscrita por um pediatra e não por um médico do trabalho e a desproporcionalidade entre um animal de 160 a 260 quilogramas e uma criança de 11 anos.
Para a Comissão, esta desproporcionalidade “encerra inerentemente um perigo físico não tolerável”.
A deliberação da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa Centro foi acolhida pelos elementos da ANIMAL e pelos simpatizantes da causa com uma salva de palmas, continuando a ouvir-se algumas palavras de crítica tais como “bárbaros” e “incivilizados”, que obtêm como reacção dos aficionados “desapareçam, vão-se embora”.
À porta do Campo Pequeno, a vice-presidente da associação ANIMAL, considerou a decisão “uma vitória”. “Mais uma vez, a pressão da ANIMAL resultou a favor dos oprimidos e contra os opressores. Estas vitórias dão-nos ânimo e motivação, mostram que estamos do lado certo, do lado da justiça”, afirmou a responsável pela associação de defesa dos animais que mobiliza cerca de 60 pessoas em frente à entrada principal da praça de touros.
Os manifestantes anti-touradas estão protegidos por um gradeamento de segurança, de modo a evitar confrontos com os aficionados, e empunham cartazes e faixas com dizeres contra o espectáculo.
“A tauromaquia é doentia”, “tourada é tortura” e “tourada não é arte nem cultura” lê-se nesses cartazes e faixas. Alguns manifestantes envergam ‘t-shirts’ onde se lê “sou português, sou civilizado”, uma frase que responde aos fãs das touradas, que utilizam geralmente a frase “sou português, sou aficionado”.
O presidente da ANIMAL, esclareceu que a decisão da Comissão é válida apenas para a actuação desta noite em Lisboa mas que a associação fará todos os possíveis para que a actuação de Michelito seja interdita também sábado, em Portalegre.

15/06/2009

Banco de leite materno arranca este mês em Lisboa

O banco de leite materno foi apresentado à comunicação social a 15 de Janeiro. Na ocasião o director da Maternidade Alfredo da Costa estimou que deveria entrar em funcionamento no mês seguinte, mas surgiram alguns contratempos para que o banco funcione com toda a segurança.
Para já e nesta fase inicial, o leite destina-se a alimentar os bebés prematuros internados nas unidades de cuidados intensivos e intermédios daquela maternidade, cujas mães não tenham leite suficiente ou, por qualquer outra razão, não os possam amamentar. Logo que haja algum leite pasteurizado disponível, espera-se arrancar com a distribuição.

Claro que a administração do leite pasteurizado só será feita depois de os progenitores serem informados pelos médicos das vantagens e de terem assinado um termo de consentimento esclarecido. O responsável é franco e transparente ao explicar que “o leite da dadora não será tão com como o leite da própria mãe, mas não é tão artificial como o leite que é dado aos bebés quando as mães não os podem amamentar”.
Pela experiência dos países, onde já existem banco de leite - como são os casos do Brasil, Espanha e Estados Unidos onde são muito populares – “em pouco tempo, os pais vão perceber e aceitar que, na impossibilidade de estes bebés serem alimentados ao seio da mãe, o leite da dadora é uma alternativa com bastantes vantagens se comparado com o leite artificial”.
A selecção obedece a todas as regras, pois o seu processo “é tão rigoroso quanto o dos dadores de sangue”. Na verdade, logo à partida, a mulher tem de ser mãe e estar a amamentar, não pode ser fumadora, nem consumir bebidas alcoólicas ou produtos estupefacientes.
O processo de escolha começa com uma consulta/entrevista com um médico da Maternidade Alfredo da Costa, onde a mãe é observada a amamentar o seu bebé e lhe são ensinadas técnicas de bem amamentar. Nesta consulta é feita uma primeira colheita de sangue - que será analisada pelo Instituto Português de Sangue - e a quem compete dizer se essa mãe pode ou não doar o leite.
Em caso afirmativo, será entregue à dadora um ‘kit’ incluindo uma bomba eléctrica, recipientes para a colheita e armazenamento de leite para uma semana e produtos de higiene da mama. Por incrível que pareça o leite será “guardado em casa, no congelador”. E semanalmente será recolhido por uma empresa especializada, que transporta o leite (‘armazenado’ pela dadora durante essa semana) em condições térmicas especiais, para a maternidade, onde será analisado e pasteurizado.
O processo não fica por aqui, pois ainda tem de ser visto praticamente à lupa. Só então o leite é sujeito a análises bacteriológicas e se forem encontradas bactérias passíveis de produzir toxinas, o leite é sumariamente ‘rejeitado’.
Caso contrário, o leite passa ao processo de pasteurização que dura cerca de uma hora e meia e que passa por expor o leite a temperaturas muito altas primeiro e, depois, a temperaturas negativas, precisamente a uma temperatura de 20 graus abaixo de zero. Congelado, o leite dura cerca de três meses.

Ver
www.semanario.pt/noticia.php?ID=4844

13/06/2009

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, milhões de crianças são obrigadas a trabalhar diariamente no Mundo. Em Portugal o fenómeno ganhou novas caras nos últimos anos, centrando-se sobretudo no mundo do espectáculo.
Numa mensagem divulgada no âmbito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que ontem se assinalou em todo o Mundo, a OIT estima que mais de 200 milhões de rapazes e raparigas estejam envolvidas em alguma forma de trabalho.
A Organização destaca que três em cada quatro dessas crianças e adolescentes estão expostas às piores formas de exploração laboral infantil (tráfico, conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco, entre outros), actividades que “prejudicam de forma irreversível o seu desenvolvimentos físico, psicológico e emocional”.
Para a OIT, as comemorações deste ano do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil devem discutir o impacto que a crise económica mundial pode ter no agravamento deste flagelo, bem como enfatizar o papel fundamental da educação na solução do problema.
A expansão do acesso ao ensino básico, com muitos países a eliminaram as propinas escolares, a implementação de programas de transferência social, e uma maior participação dos Governos, que estão agora a ratificar as convenções da OIT sobre o trabalho infantil, são alguns dos progressos mundiais mencionados pela organização.
Por ocasião desta efeméride, a OIT divulga um novo relatório intitulado ‘Dar as raparigas uma possibilidade : enfrentar o trabalho infantil, uma chave para o futuro’, que refere que a crise económica mundial pode levar mais raparigas a abandonarem a escola para trabalhar.
Em Portugal, a Confederação Nacional de Acção Sobre o Trabalho Infantil - que reúne 13 associações e entidades - diz que a fiscalização sobre o trabalho de crianças não funciona “tão bem como deveria”, principalmente em relação às novas formas de exploração infantil, como é o caso do chamado “trabalho artístico”. Hoje “encontramos o trabalho infantil no meio artístico e há também muitas crianças que trabalham na agricultura familiar, (embora) não pondo em causa a escola”.
Questionada sobre a eficácia da fiscalização no mundo do espectáculo, afirma que o controlo “não funciona tão bem como deveria” e é por vezes condicionado pela dimensão e pela “grande influência” das empresas que contratam os mais novos.
Ainda assim, a presidente da Confederação sublinha que “os pais continuam a ser os grandes educadores” e, por isso, devem estar atentos para evitar que os filhos sejam vítimas de qualquer abuso profissional.

‘Projecto Rua’ sem centro de emergência

Há cerca de um mês que o ‘Projecto Rua’ do Instituto de Apoio à Criança não tem um ‘porto seguro’ para acolher os menores que vagueiam pela capital. O centro foi afectado por um incêndio e tem sido difícil encontrar alternativas. E não tem sido fácil encontrar alternativas às instalações da Rua dos Douradores, que pertenciam à SCML.
Sem centro de emergência, o IAC, uma Instituição de Solidariedade Social criada em 1983 para a defesa da promoção dos direitos da criança, recorre a instituições parceiras e à equipa de emergência da SCML. Há apoio de retaguarda, mas falta, ao ‘Projecto Rua’, a segurança de ter uma resposta imediata quando é detectada uma criança em situação de risco.
A proximidade do Verão obriga a que não haja ‘folgas’ na procura, já que as estatísticas mostram que nesta época do ano sobem os casos de miúdos a vaguear pela cidade. “Há um empenho grande por parte da SCML. Esperamos soluções a curto prazo, mas não podemos, com a pressa, colocar em risco a qualidade da intervenção. Temos que ser exigentes”, explica a coordenadora do ‘Projecto Rua’, para quem os espaços até agora propostos “não são adequados”, dado que estes têm que ter “privacidade para os atendimentos”.
“Tomara que (o centro de emergência) não seja utilizado muitas vezes”. É contudo, um bom apoio quando a criança não está preparada para voltar ao contexto familiar ou para a instituição de onde fugiu. É ali que podem ‘esfriar’ as ideias, afastados de tentações que podem, num piscar de olhos, virar-lhes a vida do avesso.
A zona da Baixa aparece mais associada a casos de mendicidade, enquanto que o eixo da Avenida Almirante Reis e Intendente surge mais ligado a jovens que caem nas malhas da prostituição e da toxicodependência. Na Rua dos Douradores tinham a localização considerada ideal: estavam em plena Baixa, uma das zonas onde é encontrado maior número de menores a vaguear.
Estórias espalhadas pela capital são mais que muitas. Era também ali que se ganhava a confiança de quem anda sem rumo. Foi assim com uma adolescente de 14 anos, vinda de Leiria, que fugiu de casa na companhia do namorado mais velho e de índole duvidosa. Estava a um passo de cair na prostituição para se sustentar, a ela e ao namorado, quando foi encontrada a dormir nas arcadas do Terreiro do Paço.
Um dos últimos rapazes, com 17 anos, a utilizar o centro de emergência da Rua dos Douradores, na Baixa de Lisboa, ‘caiu na rua’ após uma discussão familiar. Uma equipa de rua encontrou-o a vaguear pela capital, com uma perna partida, na companhia de um cão. Apesar de estar na rua, gostava de estar sempre limpo e, encontrou no centro, um refúgio seguro e banhos diários. Não voltou a casa, mas, com a ajuda do IAC e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ganhou um projecto de vida. Agora estuda e trabalha.
No ano passado, foram detectadas 37 crianças em fuga nas ruas de Lisboa, mas apenas sete foram encaminhadas para instituições. É pelo modo como estão vestidos, pelo comportamento e na abordagem as equipas que se identificam muitos destes casos de risco.
Só nos primeiros cinco anos de funcionamento, o projecto do IAC (já com 20 anos de existência) retirou mais de seis centenas de crianças das ruas de Lisboa, fruto de denúncias e do trabalho das várias equipas que fazem ‘giros’ pela capital para identificar situações de risco. Agora o ‘Projecto Rua’ ficou, literalmente, na rua.

03/06/2009

Associação realiza desejos de meninos com doenças terminais

Na Terra dos Sonhos não há impossíveis nem limites quando se trata de realizar os desejos de crianças e adolescentes com doenças crónicas ou terminais e que vêem condicionadas a sua infância e toda a sua vida.
Criar momentos mágicos, transmitir a mensagem de que vale a pena sonhar e acreditar é o objectivo final da Associação Terra dos Sonhos. A ideia de fundar esta associação surgiu por inspiração no exemplo espanhol da Fundación Pequeño Deseo.
Desde a sua fundação em 2007, a Terra dos Sonhos já conseguiu fazer sorrir dezenas de crianças. O seu actual presidente confessa que há sempre projectos “que marcam mais que outros” e destaca exemplos de sonhos já realizados.
Um dos projectos destacados pelo presidente da associação foi o sonho de uma criança de oito anos, cuja maior ambição era “conhecer uma fábrica de material escolar”. O Presidente da Associação explica que este desejo o marcou devido à sua simplicidade: “Este menino não podia ir à Escola. Não podia viver aquelas alegrias que todos tínhamos no início do ano lectivo, com os cadernos a cheirar a novo, os estojos e as mochilas, os lápis e o compasso. Eu lembro-me bem da excitação das compras da escola. Este menino não tinha essa possibilidade. Acabámos por levá-lo a uma visita à Fábrica da Papelaria Fernandes - o miúdo ficou absolutamente feliz”.
Um outro caso foi o de uma menina de sete anos que queria muito conhecer as Just Girls: “Ela estava em vésperas de ir para Cuba, para fazer uns tratamentos e convidámos as Just Girls a irem a casa da menina, de surpresa. Assim que a menina abriu a porta, apareceram as Just Girls, a cantar e a dançar. Foi um momento mágico”.
Os sonhos não param e a Associação confronta-se constantemente com novos desejos. Existem ainda muitos por realizar, como o de conhecer o Cristiano Ronaldo, ter um quarto de princesa, assistir a um jogo de futebol e ter autógrafos de todos os jogadores, saltar de pára-quedas.
Criar momentos únicos e especiais continua a inspirar a Terra dos Sonhos. “Qualquer pessoa pode candidatar uma criança ou jovem para os quais, e por regra, todo o processo é surpresa até ao fim”.
O que se pretende é ter um impacto real e significativo, não só nas vidas das crianças, mas também nas das suas famílias, amigos, médicos, enfermeiras, educadores e voluntários que, de longe, viram pequenos momentos mágicos acontecerem. “O que é mesmo preciso é espalhar energia positiva”.

27/05/2009

Crianças em fuga nas ruas de Lisboa

A equipa de rua do Instituto de Apoio à Criança detectou, em 2008, 37 crianças em contexto de fuga nas ruas de Lisboa, mas apenas sete foram encaminhadas para instituições, segundo dados divulgados 2ª fª, Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.
As equipas fazem “giros de diagnóstico” em seis zonas da cidade, mas foi em duas que encontraram o maior número de menores, nove em cada uma. Uma zona começa no Largo dos Restauradores e passa pelo Largo São Domingos, Martim Moniz, Almirante Reis, Mouraria e Alfama e a outra vai desde a Praça do Chile, Guerra Junqueiro, Praça de Londres, Avenida de Roma e Campo Grande.
Esta equipa pertence ao Projecto Rua – Núcleo de Intervenção em Contexto Fuga (NICF) na cidade de Lisboa, que tem como objectivos intervir em situações de emergência face às sinalizações de crianças e jovens em contexto de fuga e procurar respostas para estes casos, cuja problemática se enquadra nos conceitos definidos relativos ao desaparecimento e/ou exploração sexual.
Segundo os dados do IAC, foram encontrados 23 rapazes, 13 raparigas e um bebé. As faixas etárias dos 11 aos 13 e dos 17 aos 18 anos foram as que prevaleceram. Como problemáticas associadas destacam-se 17 situações de mendicidade, dez de prostituição, cinco de trabalho infantil, um sem-abrigo, um a “preparar esquemas” e cinco noutras situações de risco não especificadas.
No que respeita à situação actual destas crianças, a equipa está a acompanhar um caso, seis foram encaminhados para instituições, um está a ser acompanhado por outra instituição, com quatro não foi possível intervir e 25 estão a ser procurados nos giros que a equipa realiza semanalmente.
Além das crianças detectadas nos “giros de diagnóstico”, as equipas receberam 48 denúncias, das quais 34 dentro do Distrito de Lisboa. A maioria dos casos é referentes a raparigas (32). Os dados indicam que 19 situações se referiam a fugas de casas e oito a fugas de instituições. Há jovens que apresentam mais do que uma problemática.

Ver
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382818