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01/06/2016

Os Verdes visitaram hoje a Casa dos Animais de Lisboa


 
O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes visitou hoje, dia 1 de Junho, a Casa dos Animais de Lisboa (CAL), reunindo com o Director Municipal e uma Veterinária Médica da CAL e ainda a Provedora Municipal dos Animais de Lisboa.

O objectivo desta visita foi continuar a acompanhar de perto as actividades e as tarefas da CAL, as condições de saúde e de bem-estar dos animais acolhidos e também as condições dos trabalhadores.
 

Lisboa, 1 de Junho de 2016
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

01/12/2015

“Os Verdes” questionam a CML sobre surto de esgana na Casa dos Animais de Lisboa


O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» recebeu denúncias de vários munícipes sobre um eventual surto de esgana na Casa dos Animais de Lisboa nas últimas semanas. 
   
No seguimento destas denúncias o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes», através do requerimento entregue, pretende saber se CML confirma a existência de um surto de esgana na Casa dos Animais; quais as medidas que a autarquia tomou relativamente a esta situação e se a autarquia pondera vir a incluir outras vacinas no plano de vacinação, além da antirrábica que é a única a ser actualmente administrada, para os animais que estão sob a tutela da Casa dos Animais.

REQUERIMENTO

O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» recebeu denúncias sobre um surto de esgana que tem estado a afectar a CAL - Casa dos Animais de Lisboa nas últimas semanas, supostamente tendo origem num cão capturado que estaria infectado com esta doença.

Aparentemente, como consequência deste surto terão já falecido cinco cães, número que poderá vir a aumentar nos próximos dias.

A esgana é uma doença infecciosa que afecta os pulmões, tracto intestinal e o sistema nervoso dos cães, sendo a doença infecciosa em cães que apresenta a segunda maior taxa de mortalidade. Transmite-se através do CDV - Canine Distemper Vírus – que é altamente contagioso.

Sabendo-se que a única forma eficaz de prevenir a esgana é através da vacinação, que deverá ser feita a partir das seis semanas, sendo os cães jovens não vacinados com três a seis meses de idade os mais susceptíveis de contrair esta doença, embora possa afectar animais de qualquer idade e raça.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Confirma a Câmara Municipal de Lisboa a existência de um surto de esgana na Casa dos Animais de Lisboa?

2 – Que medidas tomou entretanto a autarquia relativamente a esta situação?

3 – Pondera a CML vir a incluir outras vacinas no plano de vacinação, além da antirrábica que é a única a ser actualmente administrada, para os animais que estão sob a tutela da Casa dos Animais?

Lisboa, 01 de Dezembro de 2015 
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes

21/09/2014

Intervenção sobre a informação escrita do Presidente da CML, na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa de 16 de Setembro de 2014


Após a apreciação da Informação Escrita do Sr. Presidente, gostaríamos de começar pela seguinte questão:
 Na reunião pública descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa realizada no início deste mês, o sr. presidente afirmou que o processo de descentralização de competências para as Juntas veio comprovar as falhas da administração camarária, assumindo que a autarquia poderá sofrer de “muitas mais doenças do que aquelas que aparenta ter” e que “na Câmara o dinheiro se perde na burocracia, na inactividade e incapacidade de muitos serviços para responderem aos problemas”. E acrescentou que muitas vezes a Câmara “se perde na opacidade dos números contidos nos relatórios”. Curiosamente, é exactamente essa a sensação que obtemos quando folheamos a presente Informação Escrita e se lêem números a frio que a ninguém permite depreender qualquer evolução óbvia ou melhorias significativas em prol dos lisboetas.
Se existe burocracia e incapacidade de muitos serviços, perguntamos, quem tem estado à frente do município nestes últimos anos? Porque é assacada a responsabilidade aos trabalhadores e não aos responsáveis - vereação e directores municipais - que têm por missão coordenar os serviços? Não será que, se algo não funciona bem, é porque quem preside à autarquia não está a ser capaz de resolver as eventuais dificuldades que vão surgindo e denota alguma inaptidão para o diálogo com os munícipes?
Senão vejamos.
A Direcção Municipal de Projectos e Obras enumera na p. 47 os locais de uma dezena de obras de infraestruturas em curso, sendo uma delas a da requalificação do Largo Rafael Bordalo Pinheiro, com um prazo contratual previsto para a sua execução de 90 dias. Os trabalhos prevêem a reactivação da linha do eléctrico até ao Largo do Carmo e que está desactivada há décadas, o reforço da iluminação e um arranjo dos espaços verdes. Mas no documento do sr. Presidente, nada se acrescenta. Pelo que perguntamos, qual o ponto de situação deste processo? Para quando prevê a autarquia a conclusão destas obras?
Na anterior Informação escrita, a Direcção Municipal de Ambiente Urbano salientara o acompanhamento das obras da Praça do Príncipe Real. O actual projecto de parque de estacionamento subterrâneo, ainda mais gravoso que o de 2001, prevê 4 caves, elevadores à superfície, rampas de acesso, construção paredes meia com as galerias do Aqueduto das Águas Livres, com os edifícios nas orlas Sul e Nascente da Praça a ficarem a escassos dois metros de distância, e a trazer ainda mais tráfego para uma zona já de si saturada.
Acontece que os moradores já disseram não à construção desse parque subterrâneo, e também este plenário já aprovou, em Junho, uma recomendação de «Os Verdes» em defesa do Jardim do Príncipe Real. Este parque de estacionamento coloca em sério risco o Reservatório da Patriarcal que faz parte do Aqueduto das Águas Livres e uma melhor mobilidade não se consegue com a ida de mais carros, mas antes com mais e melhores transportes públicos. Porém, até hoje, continua-se a desconhecer qual o ponto de situação sobre o pedido da empresa para a construção do parque de estacionamento subterrâneo ou quanto às conclusões das perfurações e dos estudos hidro-geológicos. Que esclarecimentos pode a CML prestar a este plenário?
Quanto ao empreendimento de Residências do Martim Moniz” que tem passado por sucessivas alterações ao projecto e por várias vicissitudes, desde a falência de um dos empreiteiros com abandono de estaleiro, passando pelas dificuldades de financiamento da EPUL e mudanças de planos da CML, a Informação Escrita também nada refere. Sabe-se que estará prevista a instalação pelo Ministério da Saúde de um novo Centro de Saúde para 18.000 habitantes, bem como a instalação, pela CML, de um novo quartel do RSB de Lisboa num terreno que ainda nem foi objecto de qualquer intervenção.
A EPUL terá mesmo iniciado negociações com a banca para um empréstimo de curto prazo de cerca de cinco milhões para pagar a fornecedores e conseguir concluir as obras no empreendimento do Martim Moniz, mas entretanto a CML decidiu, em Dezembro de 2013, extinguir a EPUL. Pergunta-se: para quando a conclusão do empreendimento de Residências do Martim Moniz”, a instalação do novo Centro de Saúde e o início da construção do novo quartel do RSB?
Passando a um outro assunto, a Informação Escrita refere a inauguração da Casa dos Animais de Lisboa e a sua requalificação, no entanto, e sendo conhecida a dificuldade de acessos e a inexistência de uma paragem de autocarro perto da entrada das suas instalações, perguntamos em que ponto de situação nos encontramos relativamente a esta matéria?
Relembramos que, entre muitas outras propostas que «Os Verdes» apresentaram, constava uma recomendação que previa a construção de um percurso pedonal e de uma escada para permitir o acesso directo às paragens de autocarro que servem o Parque do Alvito, e a negociação com a Carris com vista à colocação de uma paragem perto do Canil, uma vez que os munícipes que utilizam os transportes públicos têm depois de percorrer, com risco de poderem ser atropelados, na berma de uma estrada e sem qualquer passeio, cerca de 1,5 km para chegar a estas instalações.
Para terminar, Sr. Presidente, diversas têm sido as Recomendações estratégicas aprovadas pelos Grupos Municipais neste plenário ou são dirigidos requerimentos com pedidos de esclarecimento ao executivo. Mas as iniciativas e as respostas tardam. E ficamo-nos apenas com a opacidade dos números obtidos pelas Direcções Municipais e contidos na sua Informação Escrita.

Cláudia Madeira
Grupo Municipal de “Os Verdes

16/04/2014

Intervenção da deputada municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre a Informação Escrita do Presidente da CML


Sr. Presidente,
após a análise da Informação Escrita, de 1 de Fevereiro a 31 de Março, o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» gostaria de obter esclarecimentos sobre que continuidade deu o executivo a alguns documentos aprovados nesta Assembleia e sobre os quais não se encontra qualquer referência neste relatório ou cuja informação disponibilizada é insuficiente.

Consideramos que muitas das propostas que mereceram a aprovação da maioria, e por vezes a unanimidade dos deputados municipais, são importantes contributos para o desenvolvimento da cidade de Lisboa e para a melhoria da qualidade de vida de quem habita, trabalha, estuda ou visita a cidade. Logo, esta Assembleia considerou ser do interesse de todos que sejam implementadas.

1ª questão que temos a colocar: Na página 17 deste relatório encontramos referência à requalificação da Av. Coronel Eduardo Galhardo, na freguesia da Penha de França, como sendo uma intervenção em curso.

Relembramos que «Os Verdes», no seguimento de uma visita que fizeram a esta freguesia, apresentaram em Fevereiro de 2012, uma recomendação nesse sentido, após inúmeras denúncias por parte dos moradores devido ao estado de degradação deste arruamento e ao estacionamento desordenado e indevido.

Como já passaram mais de dois anos, gostaríamos de saber em que consiste esta requalificação, em que ponto de situação se encontra e quando se prevê que esteja concluída.

2ª questão - Em Novembro do ano passado foi aprovada, por proposta do Grupo Municipal do PEV, uma recomendação sobre a “Instituição do Dia Municipal do Bombeiro”, pretendendo que a Câmara Municipal de Lisboa instituísse este dia, a assinalar no dia 25 de Agosto, em memória da catástrofe do incêndio do Chiado, como justa homenagem a todos os homens e mulheres que se empenham diariamente na protecção das populações.

Consideramos que esta recomendação é facilmente implementada,desde que haja vontade política para tal, pelo que gostaríamos de saber se o executivo está a trabalhar nesse sentido e se este ano Lisboa já terá o Dia Municipal do Bombeiro, a ser assinalado em Agosto do ano corrente.

Em 3º lugar: O Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, que está aberto ao público desde 1997, oferece um conjunto de condições à população - dois moinhos de vento, um lago, uma cascata, uma rede de caminhos, equipamentos
lúdicos e desportivos, um parque de merendas, um parque infantil, pista de skate, ringue de patinagem, um anfiteatro e um circuito de manutenção – mas necessita de uma melhoria na sua manutenção, além de uma dinamização de actividades desportivas e culturais.

Em Junho de 2013 apresentámos uma recomendação, que foi aprovada por unanimidade, e cujas deliberações consistiam em propor que a autarquia:
- tomasse as diligências necessárias no sentido de haver uma melhoria a nível da manutenção do Parque Recreativo dos Moinhos de Santana;
- recuperasse o anfiteatro e o respectivo equipamento de restauração e desenvolvesse iniciativas, de forma a poderem ser usufruídos pelos utilizadores do parque;
- valorizasse este espaço através da dinamização desportiva e cultural, criando condições para a realização de actividades, cuja participação estivesse acessível a toda a população;
- e dinamizasse os dois moinhos existentes, promovendo iniciativas para escolas e para a população em geral.

Assim, seria possível valorizar o Parque Recreativo dos Moinhos de Santana através da dinamização desportiva e cultural, podendo conferir-lhe uma vertente mais cultural, um espaço de exposição e ligado a actividades diversas,como por exemplo, reutilização de materiais, reciclagem, boas práticas ambientais, conservação da natureza, e outras.

Tendo em conta que estas medidas contribuirão para o bem-estar colectivo dos utilizadores e para um melhor aproveitamento do parque, gostaríamos de saber se a CML já tem em curso alguma destas medidas.

4º tema - É conhecida a dificuldade de acessos e a inexistência de uma paragem de autocarro perto da entrada das instalações do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, agora designado de Casa dos Animais. Faltam transportes públicos com paragem perto deste equipamento municipal, apesar de passarem autocarros na Estrada da Pimenteira, sendo que os munícipes que utilizem os transportes públicos têm de percorrer, com risco de poderem ser atropelados
na berma de uma estrada sem qualquer passeio, cerca de 1,5 km para chegar a estas instalações.

Perante esta situação, entre muitas outras propostas para o Canil/Gatil, «Os Verdes» apresentaram uma recomendação que previa a construção de um percurso pedonal e de uma escada para permitir o acesso directo às paragens de autocarro que servem o Parque do Alvito, e a negociação com a Carris com vista à colocação de uma paragem perto do Canil, para os autocarros que circulam na Estrada da Pimenteira.

Assim sendo, que diligências foram já tomadas nesse sentido? A CML já solicitou à Carris a colocação dessa paragem? Já se iniciou a construção do percurso pedonal e da escada para permitir o acesso directo às paragens de autocarro.

5ª e última questão: no final de Fevereiro o governo aprovou em Conselho de Ministros, através do Decreto-lei 53/2014, publicado a 8 de Abril,um regime excepcional e transitório que prevê a dispensa, durante sete anos, de diversas obrigações técnicas na reabilitação de edifícios.

Estas regras serão aplicadas nos casos de reabilitação de edifícios ou fracções com pelo menos 30 anos ou localizados em áreas que já estejam definidas como de intervenção em matéria de reabilitação, e que se destinem predominantemente ao uso habitacional.

Um dos argumentos apresentados neste diploma consiste nesta dispensa poder ser um incentivo que permitiria poupar entre 30 a 40% dos custos totais das obras.

É preciso dizer que se desconhece os estudos que possam estar na base desta medida, mas uma coisa parece ser certa: a intenção é deliberadamente liberalizar as regras de edificação.

Uma vez que a cidade de Lisboa tem inúmeros prédios devolutos a necessitar de reabilitação, gostaríamos de conhecer a posição da Câmara Municipal de Lisboa sobre este regime simplificado, e se considera que assim se poderá pôr em risco os edifícios, se não se cairá num certo facilitismo, num crescimento da má reabilitação, na destruição do património edificado e se não se descurará as preocupações com os riscos sísmicos em obras de reabilitação?

Pretendemos, portanto, saber se o executivo acha que isto poderá trazer problemas de habitabilidade ou de segurança nos edifícios, principalmente sendo Lisboa uma área geográfica sujeita a grande vulnerabilidade sísmica.

Compreendemos que o sector da construção veja vantagens neste diploma mas as nossas reservas prendem-se com o tipo de reabilitação e a qualidade do que pode passar a ser feito numa cidade como Lisboa. E é precisamente sobre estes aspectos que «Os Verdes» gostariam de ouvir a vereação.

Muito obrigada.
Assembleia Municipal de Lisboa, 15 de Abril de 2014

02/07/2013

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cláudia Madeira, sobre a apreciação da Informação Escrita do Sr. Presidente da CML, acerca da actividade municipal, proferida na reunião da AML de 02 de Julho de 2013.



Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores e Srs. Deputados


A apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa remete-nos para um balanço do mandato. Um balanço que, ao jeito do Partido Socialista, apenas se centra nas questões que o executivo decide referir.

Diz o Sr. Presidente que tem construído uma cidade para as pessoas, uma cidade amigável, sustentável, próxima e participada. «Os Verdes», e todos os lisboetas, gostariam muito de ver essa cidade, mas infelizmente não é a cidade que temos.

E certamente foi essa parte que escapou nesta informação escrita, porque um balanço não pode ser feito a partir de uma cidade imaginária.

Por muitos floreados, palavras e fotografias bonitas que se incluam neste balanço, não se pode fugir à realidade.
E não é correcto disponibilizar apenas metade da informação. Tem que haver seriedade nas decisões e no que se diz sobre elas.

Neste documento são referidos vários processos: a revisão do PDM, a reforma administrativa, a reestruturação dos serviços, entre outros, e parece que tudo decorreu sem problemas, de forma pacífica e participada, e sem contestação. É este o balanço do PS.

Mas não foi assim.

O processo de revisão do PDM iniciou-se sem haver um Documento Estratégico.

O prazo para a discussão pública foi limitado, tendo em conta a importância e complexidade deste documento.

Depois temos ainda os créditos de construção que podem ser transaccionáveis a terceiros, favorecendo, assim, a criação de um mercado especulativo que tende a privilegiar os grandes promotores imobiliários.

Mas este PDM não se fica por aqui, há ainda outros aspectos negativos: a impermeabilização de solos, a permissão de usos incompatíveis com a Protecção do Parque Florestal de Monsanto;

a ausência de uma política de prevenção e mitigação de riscos, a insuficiente abordagem a uma rede funcional e integrada de transporte público colectivo com a criação de parques de estacionamento dissuasores, entre outros.

Foi uma oportunidade perdida e subaproveitada, não se orientando para as necessidades e vivências das pessoas, mas antes para a promoção da especulação imobiliária.

Para «Os Verdes», este PDM não resolve os problemas das pessoas, e não é, seguramente, o instrumento de planeamento e gestão urbana que a cidade estava a precisar.

Na reorganização administrativa não se fez o mais importante, que era ouvir os órgãos autárquicos e os cidadãos.

Tratou-se, sem dúvida, de um processo que tem apenas como preocupação central a redução de freguesias, só isto e mais nada. Preocupação em dar respostas às necessidades das pessoas, nem vê-la.

A reestruturação de serviços visou, pura e simplesmente, esvaziar e desmantelar a estrutura e os serviços da Câmara Municipal. O Sr. Presidente decidiu mudar tudo e trazer alterações profundas ao funcionamento da Câmara, levando a uma profunda instabilidade e

descontentamento dos trabalhadores, que foram excluídos deste processo, apesar de serem directamente afectados.

Sr. Presidente, arrumar uma casa não é esvaziá-la.

A proposta de extinção da EPUL foi baseada em argumentos mal fundamentados, que levantam dúvidas, não há um relatório, um estudo, nada que nos permita saber como está a situação da empresa, nada nos garante que estes trabalhadores venham a ser integrados nos quadros de pessoal do município.

Nada nesta proposta nos garante os direitos e estabilidade dos trabalhadores neste processo.

O executivo tem tido uma postura autoritária, muitas vezes não procura uma união, nem se mostra interessado em ouvir os trabalhadores e as propostas que têm.

Tendo em conta a situação que vivemos, não seria de esperar que a Câmara Municipal implementasse medidas que minimizassem os impactos na vida das pessoas?

As políticas que têm vindo a ser implementadas, os instrumentos apresentados, não são a favor da cidade e das pessoas.

As políticas e estratégias seguidas não colocam as pessoas em primeiro lugar. O executivo não governa para as forças vivas da cidade, para quem faz a cidade mexer, governa em função de interesses e de oportunidades de negócio.

Neste relatório há uma referência ao mega piquenique, no capítulo da Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, mencionando o acompanhamento da sua preparação. Esta simples informação não responde às questões que, insistentemente, temos levantado, seja através de requerimentos, de questões colocadas aqui directamente ao executivo ou, como foi o caso, da moção apresentada e aprovada na última reunião.

Realizou-se este ano a 5ª edição do Mega Piquenique, uma iniciativa que tem a conivência e o patrocínio da Câmara Municipal, através da isenção de taxas de ocupação da via pública e de publicidade e da disponibilização de equipamentos e de trabalhadores municipais.

E são estas as informações que voltamos a pedir: que recursos humanos e equipamentos municipais foram utilizados, qual o respectivo valor, qual o valor das taxas de ocupação da via pública e de publicidade, isentadas, para a realização destes eventos?

Temos também que referir o preocupante desrespeito que o executivo tem vindo a mostrar por esta Assembleia Municipal, a quem cabe uma função fiscalizadora. Frequentemente recusa-se a responder a questões colocadas, muitos dos requerimentos não têm resposta e inúmeras propostas aprovadas são ignoradas e nunca chegam a ser implementadas.

O que nos leva a uma outra questão, uma conferência de imprensa do senhor vereador Sá Fernandes a fazer um balanço do seu mandato. É no mínimo curioso. O mesmo vereador que aqui, nesta Assembleia, se recusa tantas vezes a dar contas do seu trabalho quando é questionado pelos deputados municipais, mostrou-se há dias tão disponível para fazer um balanço, um balanço bastante positivo, diga-se, principalmente quando falta ainda fazer muito do que foi anunciado, e quando muitas das opções estãolonge de ser as mais correctas.

Não há respeito pelo espaço público, parece que temos uma cidade que está à venda, tudo é local para publicitar o que quer que seja.

Continuamos a ter ruas esburacadas e sujas. É notória a falta de reconhecimento e valorização da profissão de calceteiro, apesar das inúmeras propostas que «Os Verdes» aqui têm trazido.

Sobre os espaços verdes, e chegando quase ao final deste mandato, continua a faltar uma estratégia para a gestão destes espaços. O executivo comprometeu-se a apresentá-la aqui e até hoje nada. Apenas nos chegou um conjunto de propostas avulsas para contratar empresas externas para tratar os espaços verdes da cidade.

Temos assistido a um conjunto de intervenções em espaços verdes que avançam sem explicações aos moradores e utilizadores desses locais. Não há justificações, avisos, informações, nada.

Sobre Monsanto, há muito a dizer: campo de tiro, campos de rugby, festivais, etc.

Por vontade da Câmara vai tudo para Monsanto.

O Parque Florestal de Monsanto é um espaço a preservar e a valorizar, não pode ser um banco de terrenos onde cabe tudo o que a Câmara lá decide pôr, por andar a reboque de interesses que não são os da população de Lisboa.

Para terminar, Sr. Presidente, Lisboa não se resume a slogans de casas arrumadas e a mega operações de publicidade. Lisboa é muito mais, e não pode continuar a ser uma cidade adiada, com problemas que se continuam a agravar. Lisboa precisa de outras políticas, de outras prioridades, a favor das pessoas. E é isso que não encontramos nesta informação escrita do Sr. Presidente, nem encontramos ao longo dos últimos anos na gestão do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa.



A Deputada Municipal do PEV

Cláudia Madeira

26/06/2013

Intervenção da Deputada Municipal do PEV, Cristina Serra, sobre as moções e as recomendações apresentadas na reunião da AML de 25 de Junho de 2013

Sr.ª Presidente, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Srs. Deputados e Estimado Público
O Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» apresenta hoje nesta Assembleia duas moções, uma sobre o “Canil-gatil Municipal de Lisboa”, e outra sobre o Mega Piquenique. Apresentamos ainda duas recomendações sobre a “Semana Académica de Lisboa em Monsanto” e outra sobre o “Parque recreativo dos Moinhos de Santana”.

Através da moção sobre o “Canil-Gatil Municipal de Lisboa”, «Os Verdes» pretendem alertar mais uma vez esta Assembleia para a falta de condições nestas instalações e para o crescente número de animais domésticos abandonados, que se intensifica com o agravar da situação económica de muitas famílias, assim como com a chegada do período de férias.

Continuam a chegar ao nosso email queixas de cidadãos lisboetas sobre o mau funcionamento do canil/gatil, onde, em 2008 foram contratados tratadores para cuidarem dos animais deste espaço, com contrato a termo certo, tendo sido despedidos a 14 de Setembro 2011. Após essa data, não voltaram a contratar outras pessoas para essas funções, recorrendo a outros trabalhadores de outros serviços camarários para efetuarem algumas daquelas tarefas, com qualificações e formação muito aquém do necessário para garantir o bem-estar, a qualidade de vida e dignidade destes animais.

De lembrar ainda que em 2009, os lisboetas votaram num projeto do Orçamento Participativo que previa 375 mil euros para melhorar as condições de bem-estar dos animais que se encontram no Canil/Gatil, sendo que, até ao presente momento e passados mais de 4 anos, as necessárias e há muito previstas obras de ampliação deste equipamento ainda não se encontram concluídas, nem se sabe a previsão de conclusão destas pela autarquia.

«Os Verdes» pretendem que a Câmara tome as medidas necessárias para que as obras de ampliação deste equipamento sejam rapidamente retomadas, com o objetivo de que sejam prestadas as devidas condições aos animais, assim como proceda à contratação de novos tratadores, proporcionando a estes a devida formação.

O Grupo Municipal do PEV considera ainda que não será através da alteração da designação do canil/gatil ou mesmo a criação da figura do Provedor dos Animais, que irão contribuir para a promoção do bem-estar dos animais, mas sim através da criação de condições que possibilitem que este equipamento municipal cumpra a legislação nacional e comunitária em vigor, relacionada com a Proteção dos Animais de Companhia. 

Pelo 5º ano consecutivo, a Câmara Municipal de Lisboa promove em conjunto com o Continente, mais uma edição do “Mega Piquenique”. 

E mais uma vez «Os Verdes» relembram que esta iniciativa não é mais do que uma operação de marketing empresarial, apesar de se alegar que o objetivo é a promoção da produção nacional quando, na verdade, esta empresa é das maiores responsáveis pela importação de bens no País e pelo estrangulamento dos produtores nacionais, devido à imposição de condições inaceitáveis que impossibilitam os produtores de comercializarem nessas superfícies os seus produtos, face ao monopólio e às exigências da grande distribuição.

A forma como o espaço público, em particular uma das praças mais emblemáticas e importantes de Lisboa, é facultado para toda e qualquer iniciativa de carácter privado, com a conivência e patrocínio da Câmara Municipal, através da isenção de taxas de ocupação da via pública e de publicidade e da disponibilização de equipamentos e de trabalhadores municipais, é na nossa perspetiva, de lamentar.

Lembramos mais uma vez a autarquia que há outras formas de promoção dos produtos locais e nacionais, que o PEV tem proposto nesta Assembleia, por exemplo, através da revitalização do comércio tradicional e dos mercados municipais, mas infelizmente, sempre também aqui ignoradas pelo executivo camarário. 

«Os Verdes» apresentam também uma recomendação sobre o Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, que é um espaço com amplos relvados e inúmeras árvores e arbustos, e que dispõe de um conjunto de infra-estruturas, como um lago, uma rede de caminhos e de vários equipamentos lúdicos e desportivos, como um parque de merendas, um parque infantil, pista de skate, entre outros.

Tem ainda dois moinhos e um deles, em determinada altura, foi um espaço lúdico, com actividades, e chegou a ter, inclusivamente, um moleiro que ensinava os alunos das escolas primárias.

Este parque tem uma excelente localização e muito potencial, mas precisa de ser valorizado e dinamizado e precisa de uma melhoria a nível de manutenção. É essa a razão da nossa recomendação.

Por exemplo, o anfiteatro e o respectivo espaço de restauração estão em grave estado de degradação, sendo um perigo para os utilizadores do parque. Aquele restaurante, devido ao modelo implementado, nunca teve sucesso e poderá ser recuperado e fazer-se um bar mais acessível a todos os frequentadores deste parque, e poderá também aproveitar-se o restante espaço para dotá-lo de uma vertente mais cultural, com um espaço de exposição, com actividades lúdicas, ligadas ao meio ambiente, boas práticas ambientais, e outras.

Poderão também dinamizar-se atividades desportivas, acessíveis a todas as pessoas, recorrendo-se a parcerias com instituições, nomeadamente, e apenas a título de exemplo, a Casa Pia de Lisboa, que tem várias turmas de desporto, promovendo, assim, o associativismo e a saúde.

Os moinhos poderão, e deverão, ser dinamizados e abertos ao público, retomando o projecto que já existiu.

Resumidamente, é esta a nossa proposta: que a Câmara valorize e dinamize o Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, através destas medidas contribuindo, assim, para o bem-estar colectivo dos utilizadores e para um melhor aproveitamento do parque.

Com a recomendação sobre a “Semana Académica em Monsanto”, «Os Verdes» alertam mais uma vez a autarquia para a necessidade em proteger este importante espaço verde da cidade de Lisboa.

Reforçamos aqui que não estamos contra nem queremos por em causa a realização da Semana Académica, mas sim o facto desta se ter realizado no Parque Florestal de Monsanto.

A Semana Académica de Lisboa teve lugar num terreno que estava a ser alvo de requalificação por parte dos serviços da autarquia em conjunto com associações de voluntários. Estavam a ser promovidas acções de reflorestação e construção de linhas de água. Este terreno é ainda classificado pela própria autarquia como “ponto de interesse” e uma zona de excelência para a nidificação da Perdiz Vermelha, espécie endémica existente apenas na Península Ibérica.

Para a realização do evento, foram executados trabalhos de desmatação que claramente perturbaram toda a fauna e flora existente, além de que, foram dados pareceres negativos, pelos próprios técnicos da autarquia à realização do evento naquele local.

Uma vez que se prevê que a Semana Académica se realize naquele local, por mais 4 anos, «Os Verdes» pretendem através desta recomendação, que a autarquia, juntamente com a Associação Académica, proponha um local alternativo para a realização da Semana Académica de Lisboa.

Em relação, aos restantes documentos hoje em apreciação, o PEV não podia deixar de lembrar que já havia apresentado, em Abril de 2011, uma Recomendação sobre a “Preservação e Valorização dos Chafarizes e Fontanários da Cidade de Lisboa” que fora aprovada por unanimidade, tal como já havia apresentado antes de outros grupos municipais uma Moção referente à “Remoção de Amianto em Edifícios Municipais” ou uma Recomendação relacionada com a “Requalificação do Espaço Público da Avenida Coronel Eduardo Galhardo”, todos aprovados por unanimidade nesta Assembleia Municipal.

A Deputada Municipal do PEV 
Cristina Serra

Comunicado sobre as votações das propostas do PEV na Assembleia Municipal de Lisboa, no dia 25 de Junho

O Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de ontem, um Voto de Pesar “Prof. Doutor Manuel Leal da Costa Lobo”, uma Recomendação sobre o “Parque Recreativo dos Moinhos de Santana” e, por último, uma Moção “Canil-Gatil Municipal de Lisboa”, tendo todos estes documentos sido aprovados por unanimidade. 
   
Nessa mesma reunião, “Os Verdes” apresentaram ainda uma Recomendação sobre a “Semana Académica de Lisboa em Monsanto” que foi aprovada por maioria, com a abstenção do PSD, bem como uma Moção sobre o “Mega Piquenique” que foi aprovada por maioria, com os votos contra do PS e a abstenção do CDS.

O PEV congratula-se com todos os documentos aprovados e aguarda agora que o executivo proceda à concretização destas deliberações, que versam sobre matérias importantes para a cidade e que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 26 de Junho de 2013

24/06/2013

Propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para discussão na Assembleia Municipal de Lisboa, na reunião de 25 de Junho

O Grupo Municipal de “Os Verdes” entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa paraserem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 25 de Junho:

- Voto de Pesar “Prof. Doutor Manuel Leal da Costa Lobo” 
- Moção sobre o “Canil-Gatil Municipal de Lisboa”
- Moção sobre o “Mega Piquenique”
- Recomendação sobre a “Semana Académica de Lisboa em Monsanto”
- Recomendação sobre o “Parque Recreativo dos Moinhos de Santana”

Ao apresentar o Voto de Pesar “Prof. Doutor Manuel Leal da Costa Lobo”, o Grupo Municipal de “Os Verdes”pretende que a Assembleia Municipal de Lisboa aprove o presente voto de pesar pela morte do Prof. Doutor Manuel Leal da Costa Lobo que foi um dos primeiros urbanistas em Portugal, cujo trabalho e competência na área do planeamento e ordenamento do território atingiu prestígio internacionalmente.

Com a Moção sobre o “Canil-Gatil Municipal de Lisboa”, o PEV propõe que a Câmara Municipal de Lisboa proceda à construção de um percurso pedonal e de uma escada em que utilize os toros provenientes da limpeza da mata adjacente para permitir o acesso directo às paragens de autocarro que servem o Parque do Alvito e negocie com a Carris com vista à colocação de uma paragem perto do Canil/Gatil Municipal de Lisboa para os autocarros que circulam na Estrada da Pimenteira; realize o mais rápido possível as necessárias e há muito previstas obras de ampliação do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e que estas sejam feitas por forma a fornecer condições dignas aos animais; proceda à contratação de novos tratadores, com formação adequada para cuidar destes animais e promova campanhas de sensibilização, ao longo do ano, alertando para que as pessoas não abandonem os animais e que fomentem a sua adopção.

Ao apresentarem uma Moção sobre o “Mega Piquenique”, “Os Verdes” pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa deixe de patrocinar este tipo de iniciativas de puro marketing empresarial através da isenção de taxas de ocupação da via pública e de publicidade e da disponibilização de equipamentos e trabalhadores municipais, acautelando o interesse público e a utilização dos recursos e trabalhadores municipais na prestação de bens e serviços que sejam essenciais e contribuam efectivamente para a melhoria da qualidade de vida das populações na cidade de Lisboa; salvaguarde a dignificação e a utilização do espaço público por parte de entidades privadas, nomeadamente em áreas da cidade de Lisboa com uma forte carga simbólica e emblemática como é a praça monumental do Terreiro do Paço; assuma claramente um papel activo na defesa e promoção do comércio tradicional e apresente uma estratégia para a revitalização dos mercados municipais da cidade de Lisboa e dê conhecimento a esta Assembleia Municipal dos recursos humanos e equipamentos municipais utilizados, e o respectivo valor, nas edições anteriores do Mega Piquenique e na edição deste ano, assim como dovalor das taxas de ocupação da via pública e de publicidade, isentadas e a isentar, para a realização destes eventos.

Na Recomendação sobre a “Semana Académica de Lisboa em Monsanto”, o Partido Ecologista “Os Verdes”propõe que a Câmara Municipal de Lisboa tome todas as diligências necessárias no sentido de proteger o Parque Florestal de Monsanto, tomando-as como missão primeira da actividade do município; exija da Associação Académica de Lisboa o restabelecimento das condições iniciais daquele local, quer seja em termos de devolver as condições ao terreno, bem como a devida replantação de árvores e proponha com a Associação Académica de Lisboa um local alternativo para a realização da Semana Académica. 

Por sua vez, na Recomendação sobre o “Parque Recreativo dos Moinhos de Santana”, o PEV recomenda que a CML tome as diligências necessárias no sentido de haver uma melhoria a nível da manutenção do Parque Recreativo dos Moinhos de Santana; recupere o anfiteatro e o respectivo equipamento de restauração e desenvolva iniciativas, de forma a poderem ser usufruídos pelos utilizadores do parque; valorize este espaço através da dinamização desportiva e cultural, criando condições para a realização de actividades, cuja participação esteja acessível a toda a população e dinamize os dois moinhos existentes, promovendo iniciativas para escolas e para a população em geral.

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 24 de Junho de 2013

03/10/2011

Situação laboral dos tratadores-apanhadores do Canil/Gatil de Lisboa: "Os Verdes" exigem esclarecimentos à Câmara Municipal de Lisboa

O Grupo Municipal do PEV, através da deputada municipal Cláudia Madeira, entregou hoje um requerimento em que questiona a autarquia sobre a situação de nove tratadores-apanhadores do Canil/Gatil Municipal, uma vez que sete destes contratos terminaram no final de Setembro e os outros dois terminarão em Janeiro de 2012, sem previsão de serem renovados, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Os próprios responsáveis dos serviços garantem que estes trabalhadores, que exercem funções específicas, são necessários e essenciais para assegurar o regular funcionamento do Canil/Gatil, que funciona todos os dias, 24 horas, incluindo fins-de-semana e feriados.

“Os Verdes” já questionaram o executivo, em reuniões de Assembleia Municipal, sobre este assunto, mas não obtiveram respostas objectivas e concretas, tendo realizado uma visita ao Canil/Gatil em Agosto, onde constaram a indispensabilidade destes trabalhadores.

Perante isto, O Grupo Municipal de “Os Verdes” exigem esclarecimentos sobre a razão para a Câmara Municipal de Lisboa ter decidido não renovar os contratos com estes trabalhadores; se a CML considera que, com as conhecidas dificuldades do Canil/Gatil, estes funcionários não são indispensáveis; quantos tratadores-apanhadores estão actualmente a exercer funções no Canil/Gatil Municipal e se o executivo camarário considera que esses trabalhadores são suficientes para a realização de todas as tarefas diárias, salvaguardando os seus direitos e devidas condições de trabalho.

“Os Verdes” pretendem ainda saber se a CML pondera encaminhar pessoal afecto a outros serviços para o Canil/Gatil e se, com esta situação, estarão assegurados os serviços prestados no que diz respeito às condições de bem-estar animal.

Este requerimento pode ser consultado na íntegra aqui

O Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de “Os Verdes” em Lisboa.
Lisboa, 03 de Outubro de 2011

11/02/2010

Recomendações do Grupo Municipal de "Os Verdes" em Lisboa


“Os Verdes” congratulam-se pela aprovação das recomendações sobre o Hospital pediátrico de Lisboa e sobre o Combate à Pobreza e Exclusão Social, na Assembleia Municipal de Lisboa.

Por proposta do PEV a Assemnbleia Municipal de Lisboa aprovou, na reunião de 9 de Fevereiro, por unanimidade a Recomendação "2010 - Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social", e por maioria a Recomendação sobre o "Hospital Pediátrico de Lisboa"
“Os Verdes” congratulam-se com a aprovação por unanimidade da Recomendação “2010 - Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social”, através da qual se recomenda a CML que, entre outras, apoie e se associe a acções, iniciativas e campanhas de luta contra a pobreza e a exclusão social.
“Os Verdes”aguardam que estas medidas sejam prontamente executadas pela CML, por considerarem que este é um assunto de máxima importância.
A Recomendação sobre o “Hospital Pediátrico de Lisboa”, aprovada por maioria, , recomenda a CML a promover todas as diligências necessárias para, juntamente com a Administração Central, garantir a continuidade de serviços de tratamento da saúde infantil no espaço e edifícios actualmente afectos ao Hospital de Dona Estefânia, nomeadamente através da instalação de instituições e equipamentos de apoio e defesa da criança.

Nesta reunião, "Os Verdes" subscreveram ainda, juntamente com outros Grupos Municipais, uma Recomendação sobre o Canil/Gatil Municipal


Para mais informações consultar o site do PEV na AML

08/08/2008

Visita ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa

Ontem, o Grupo Municipal de “Os Verdes” efectuou uma visita ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa, no seguimento de vários pedidos de alerta para as condições do mesmo.

Quando ali chegámos formos calorosamente recebidos e as portas abriram-se, sem nada esconder.

Cá fora, as novas instalações estavam cheias. Os animais ladram a pedir carinho, o seu olhar triste pede-nos que os tirem dali. À parte disso as instalações estão bem pensadas, têm espaço e estão limpas. Em todo o caso, os animais precisavam de mais. Mais atenção, carinho, alguém que os passeie, os escove, lhes dê atenção e brinque com eles. Que minimize a sua estadia por ali.

Lá dentro os canídeos continuam em espaços pequenos, mas os projectos de ampliação do canil/gatil continuam e há um projecto no exterior que vai poder ser ocupado por mais animais. Quando este estiver terminado, aquele local que agora está mal ventilado e com cheiro nauseabundo será remodelado e com certeza que terá outras condições para estes animais abandonados.

O local onde os gatos estão sempre foi diferente. O cheiro é mais suportável e as suas necessidades são bem diversas das dos cães. Mas para eles também há projectos.

Decorre por parte da Autarquia o Projecto CER (Captura, Esterilização e Recolocação). E em que consiste este programa? A Captura dos animais, e o despiste das principais doenças e, no caso dos gatos saudáveis, a esterilização e libertação de novo no local, em número adequado aos espaços e características do local.

Infelizmente, e no nosso entender, este Projecto não está a ser difundido e ainda há um grande desconhecimento sobre o mesmo.

Este mês houve um abandono massivo de animais na via pública, em Lisboa. Só no mês de Julho foram abandonados 203 animais. A Câmara não pode dar resposta a este número e quando se refere que não há vontade, é de todo falta de conhecimento. As pessoas responsáveis pelo canil/gatil municipal são conscientes e preocupadas. Mais não podem fazer, apesar dos esforços. A culpa não é da Câmara Municipal, é de quem abandona os seus animais, é da falta de consciência e de escrúpulos dos donos.

Ao longo do ano as pessoas vão comprando/adoptando animais e quando querem ir de férias esquecem-se que estes amigos de quatro patas fazem parte da família, deixando-os para trás, sem olhar, sem peso na consciência. Há alguns programas que se desconhecem, como as FAT (Famílias de Acolhimento Temporário), que tomam conta de animais por um período de tempo. Há empresas de Petsitting que tanto podem ficar com o seu animal, como ir a sua casa e tratar deles. Como exemplo e para conhecerem, podem dar uma vista de olhos numa que pode ser consultada em http://www.petsitting.com.pt/

Algumas associações e alguns individuais reclamam pelas condições do Canil/Gatil Municipal. Mas voluntariam-se para ir até lá e ajudar? Tentam encontrar soluções e dar um pouco do seu tempo? Não! Fala-se muito e faz-me muito pouco, NADA até.

É pena. É pena pois apercebemo-nos do empenho dos funcionários e responsáveis e se mais não fazem é porque não há condições financeiras e humanas.

Mas esperamos que isto mude. A CML contratou dez novos tratadores que concerteza irão dar outro dinamismo ao local e que contribuirão por certo para que haja mais bem estar entre os animais que ali estão.

Continuamos a apelar a voluntários, a quem queira dar um pouco de tempo e carinho, que ajude a minimizar a dor e a tristeza destes pequenos e indefesos amigos.
Mais informações sobre o Canil/Gatil Municipal de Lisboa poderão ser obtidas no site http://lisboalimpa.cm-lisboa.pt/

Se não tem condições de levar de férias o seu animal, tente encontrar uma solução (um hotel, quem faça petsitting, uma FAT). Em Lisboa poderá entrar em contacto com o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos, Gabinete de Relações Públicas, sito na Rua da Boavista, 9 ou através do telefone número 213 253 555 (entre as 9 e as 17.30h) ou ainda através dos emails : dhurs@cm-lisboa.pt; lisboalimpa@cm-lisboa.pt

Neste Verão não abandone o seu mais fiel amigo, ele nunca o abandonaria!

17/12/2007

Novo nº da Contacto Verde

Já está online o novo nº da Contacto Verde.
Esta edição da Contacto Verde conta com mais participações. Sendo a última edição deste ano (despedimo-nos até ao próximo dia 15, com votos de Boas Festas), decidimos fazer um número maior e mais diversificado. Até porque este está a ser um mês pleno de acontecimentos: de Lisboa a Bali.
O destaque vai para o Dia de Acção Global de Combate às Alterações Climáticas, lançado pela Assembleia dos Movimentos do Fórum Social Mundial e a iniciativa realizada por "Os Verdes" neste dia e para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima a decorrer em simultâneo em Bali.
Na entrevista Victor Cavaco, membro da Comissão Executiva de "Os Verdes", fala sobre a presidência portuguesa da União Europeia e o recente Tratado Reformador, defendendo a necessidade de um referendo.
No Em debate, Paula Costa aborda o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de Dezembro, e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o primeiro instrumento de direitos humanos do século XXI.
No In Loco, Cristina Serra apela a que neste Natal não compre animais de estimação, antes adopte um.

05/12/2007

Recomendações Aprovadas por Unanimidade



Na sessão de ontem da AML, as duas recomendações que o Grupo Municipal do Partido Ecologista "Os Verdes" apresentou, uma sobre o Canil/Gatil Municipal de Lisboa e outra sobre Utilização de Papel Reciclado pelos serviços camarários, foram ambas aprovadas por unanimidade.
As deliberações da Recomendação do Canil/Gatil Municipal foram as seguintes:
1. Sejam rapidamente retomadas e concluídas as obras de ampliação do canil e, enquanto estas não forem concluídas, seja assegurada a limpeza diária do local existente, com o arejamento das instalações onde estão os animais, uma vez que as condições actuais ficam muito aquém dos mínimos de higiene dos animais e das instalações.
2. Sejam desenvolvidas campanhas de sensibilização pública e de educação de crianças e jovens, mais activas e frequentes, conducentes à adopção dos animais do Canil/Gatil pelos munícipes.
3. Sejam realizados acordos e protocolos com outras instituições, tendentes a uma maior participação de voluntários no Canil/Gatil.
4. Sejam rapidamente colocados ao dispor dos gatos areia e arranhadores para que os seus instintos e bem-estar não venham a ser mais prejudicados.
5. Assegure que todos os animais que entram no Canil/Gatil sejam nessa altura vacinados e desparasitados e não apenas quando são adoptados, uma vez que têm ocorrido mortes de alguns animais por doenças infecto-contagiosas.
6. Assegure que os funcionários que lidam directamente com os animais tenham formação adequada ao bom desempenho das suas funções.
As deliberações da Recomendação sobre a Utilização de papel reciclado foram as seguintes:
1 - Proceda à aquisição de papel reciclado e à sua crescente utilização nos diversos serviços, nomeadamente em actas, propostas, convocatórias, envelopes, boletins e demais materiais e documentos;
2 - Proceda a uma vasta campanha de informação e sensibilização junto dos departamentos camarários, explicando as vantagens da adopção do papel reciclado.

Esperamos que em breve surjam bons resultados de ambas as Recomendações e que não caiam em esquecimento como tantas outras que "Os Verdes" têm apresentado e que têm sido aprovadas por unanimidade em sessões da AML.

04/12/2007

Hoje há AML

E o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresenta a debate e votação duas recomendações, uma sobre o “Canil/Gatil Municipal de Lisboa” e outra sobre a “Utilização de papel reciclado”.

Através da Recomendação sobre o “Canil/Gatil Municipal de Lisboa”, “Os Verdes” aconselham a CML para que conclua as obras de ampliação do canil, permitindo assim melhorar o bem-estar animal, desenvolva campanhas públicas conducentes à adopção dos animais do Canil/Gatil pelos munícipes, bem como realize acordos e protocolos com outras instituições, tendentes a uma maior participação de voluntários no Canil/Gatil.

Por seu turno, a Recomendação sobre a “Utilização de papel reciclado” propõe que se proceda à aquisição de papel reciclado e à sua crescente utilização nos diversos serviços, e que se faça uma campanha de informação e sensibilização junto dos diversos departamentos camarários, explicando as vantagens da adopção do papel reciclado.

06/08/2007

A adopção é a esperança dos animais abandonados

Todos os verões é a mesma história. A caminho do Algarve, abre-se a porta do carro e deixa-se o cão ou o gato à beira da estrada. Apesar de todas as campanhas e de uma nova legislação, o crime de abandono de animais cresce sempre na época das férias. Só em Lisboa, 2 mil cães e gatos são anualmente deixados à sua própria sorte. Mas se há quem os queira ver pelas costas, também há quem os queira ter por perto. São poucos, mas convictos de que fizeram uma boa escolha, aqueles que recorrem à adopção para encontrar um amigo de quatro patas.
É nas férias que ainda se ouve dizer, a propósito do assunto: “os cães não são bebés, são selvagens, sabem tomar conta de si”. Algo que está longe de ser verdade, já que o cão e as actuais raças de gatos apareceram exactamente pelo contacto com homem. A grande maioria dos cientistas defende que o cão doméstico nasceu há cerca de 10 mil anos atrás, fruto de uma selecção sucessiva de crias de lobos cinzentos. A estes, dóceis e obedientes, era permitida a permanência junto dos humanos, sendo então utilizados na caça e na guarda às comunidades. Quanto aos gatos, apesar de domesticados muito depois do cão e da perseguição que lhes foi feita na Idade Média, o Antigo Egipto garantiu e difundiu a sua qualidade de animais de estimação e caçadores de ratos que evitavam doenças.
É possivelmente devido a esta estreita convivência entre homens e animais que não são só os homens que têm direitos. Os animais também. O seu valor intrínseco, e a compaixão que nos suscitam, faz com que estes direitos se convertam em lei. O problema reside na incapacidade de provar maus-tratos e abandonos. Um voluntário no gatil da União Zoófila conta a história de um gatinho branco de listas castanhas que a União Zoófila conseguiu salvar. “Quando a gata tem bebés e estes já conseguem andar, o dono põe-nos a correr e mata-os a tiro”. É o resumo do caso, mas “o homem só seria punido se a polícia o apanhasse em flagrante”.
Por causa desses mesmos maus-tratos e abandono, as Câmaras vêem-se obrigadas a capturar cães e gatos vadios ou doentes por motivos de saúde pública. Muitos deles acabam em canis municipais, à espera de serem… abatidos.
Para reduzir o número de animais abandonados e garantir o seu bem-estar, foi criado o Programa de Intercâmbio de Animais nas férias do Canil Municipal de Lisboa, com a colaboração da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais e da SOS Animal. “Criou-se uma base de dados de detentores de animais que, em sistema de reciprocidade e durante o período de férias, aceitam acolher animais de outrem” 1. Denúncias e inúmeros apelos podem também ser encontrados no site ‘O meu melhor amigo’ 2.
O seu vizinho vai de férias? Faça a adopção temporária do seu animal de estimação. Os nossos amigos de quatro patas agradecem-lhe.

30/07/2007

Canis e gatis sem condições

A sub-comissão de agricultura do Parlamento aprovou a constituição de um grupo de trabalho para verificar o que se passa nos canis e gatis municipais, após discussão de uma petição que, considerando que a maioria das Câmaras não têm condições para acolher animais abandonados, reivindica melhores condições para os animais. Promovida pela associação Pelos Animais, a petição foi subscrita por 17.566 cidadãos e denuncia que “a maioria dos canis/gatis municipais são locais que envergonham”, exigindo o “tratamento condigno e o fim do extermínio dos animais”.
O número de casos de abandono no nosso país, que nesta altura do ano atinge os níveis mais elevados, deixa as câmaras municipais e as associações de defesa dos animais sem capacidade de resposta, pelo que a solução por parte dos responsáveis autárquicos passa, na maioria dos casos, pelo abate indiscriminado de animais saudáveis em resultado da sobrelotação dos espaços.
O abandono e as situações de maus-tratos e extermínio de animais de companhia são explicados, de acordo com a petição, pela ausência de uma “política coordenada para o controlo da população de cães e gatos. Os animais padecem, sem receber cuidados médico-veterinários adequados, são mantidos em alojamentos sem as mínimas condições de bem-estar e sofrem de morte indigna”.
Considerando que o abate de animais deve ser abolido, os signatários são apologistas de uma política de esterilização de animais como “método de eleição para o controlo da população canina e felina em Portugal”.
No trabalho preparatório a Assembleia da República enviou um inquérito a todos os municípios para conhecer a realidade nos canis e gatis municipais, mas “grande parte das câmaras não respondeu, o que é um mau sinal”. Tratando-se de “um problema de postura civilizacional (...) o essencial da questão está em evitar o abandono de cães e gatos” 1.
Este abandono de animais em Portugal atinge dimensões tais que obriga as Câmaras municipais a manterem os animais nos exíguos espaços dos seus canis. Depois..., umas promovem esterilizações, enquanto outras abatem os animais 2.

1. Ver
www.destak.pt/artigos.php?art=2454
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=47393

19/03/2007

Cães e Gatos abandonados em Lisboa - Adopção via internet

Muitos dos cães e gatos abandonados na Cidade de Lisboa acabam por ir parar ao Canil Municipal de Lisboa.

Agora é mais fácil adoptar um destes amigos fieis que foram traídos e abandonados pelos seus donos. Basta clicar em www.lxjovem.pt ou http://lisboalimpa.cm-lisboa.pt/index.php?id=1056 e espreitar as fotografias destes animais de companhia. Nestes locais, além das fotografias, há mais informações sobre os animais, nomeadamente raça, idade, sexo, porte, cor do pelo e data em que chegaram ao Canil/Gatil. Se algum destes amiguinhos lhe "piscar" o olho e quiser que seja seu, basta dar um pulinho ao Canil/Gatil Municipal, sito em Monsanto, na Estrada da Pimenteira, Tel 213 617 700, nos dias úteis das 9.00h às 17.00h, levar o seu BI e Contribuinte.

O exame clínico, a desparasitação e a identificação electrónica (chip) dos animais são oferecidos pela Câmara Municipal de Lisboa.

Antes de se pensar adoptar um novo amigo de quatro patas, deve-se ter em consideração uma série de questões. Porquê ter um animal? O que significa adoptar um animal? Adoptar um animal - Atitude consciente. Reflectir…ponderar…decidir. Para ajudar a responder a estas questões, navegue um pouco em http://www.lpda.pt/02companhia/adoptar_animal.htm.
Há muitos amiguinhos tristes no Canil/Gatil à sua espera, que só querem atenção e carinho . Estes amigos são os mais fieis que pode ter na sua vida. Em troca de pouco eles dão-nos sempre tudo!