30/09/2009

Apoiantes da CDU


Florestas vão ser limpas por milhares de pessoas

Mais de sete mil pessoas estão já inscritas para Limpar Portugal, numa iniciativa inédita a nível nacional destinada a reunir num só dia 100 mil voluntários para recolher o lixo das florestas de todo o país.
Inspirada num projecto desenvolvido na Estónia no ano passado, a iniciativa portuguesa nasceu num fórum na Internet no início do Verão e vai decorrer a 20 de Março de 2010 de norte a sul e nas ilhas, com os participantes organizados por concelhos.
Segundo um dos coordenadores, está a ser feito um mapa com os pontos que requerem limpeza a partir de informações de cidadão e uma equipa de informáticos está a desenvolver um software específico para disponibilizá-lo em telemóveis.
Peças de automóveis, colchões, frigoríficos, capacetes e “muito entulho de obras” estão incluídos no lixo que tem sido encontrado em florestas e algumas zonas agrícolas.

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402848

Escolas do ensino básico recolhem resíduos eléctricos e electrónicos

Foram 134 as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico que, no espaço de três meses, recolheram mais de 31 mil quilos de monitores, computadores, ratos, teclados e pequenos electrodomésticos, no âmbito do projecto ‘Geração Depositrão’, da ERP Portugal.
O projecto, cujos resultados foram divulgados ontem, distinguiu as escolas mais criativas em Almada, Vila Real, Oliveira do Bairro, Odivelas e de Dem (Caminha). Além disso, foram distinguidas as escolas que mais resíduos eléctricos e electrónicos recolheram.
Destas, as escolas de Leiria, Viana do Castelo e Castelo Branco foram as que mais resíduos recolheram, tendo entregue 53,88 quilos, 28,84 quilos e 24,33 quilos de resíduos por aluno, respectivamente.
Um dos responsáveis do departamento de comunicação e sensibilização considerou, em comunicado, que as escolas “demonstraram bastante interesse e dinamizaram não só o seu espaço mas também a comunidade envolvente” 1.
A ERP (European Recycling Platform) Portugal obteve licença do Governo para funcionar em Abril de 2006. O projecto pretende introduzir o tema dos resíduos eléctricos e electrónicos no programa escolar, incluindo a recolha destes resíduos através do contentor ‘Depositrão’ 2.

Sacos de plástico pesam na carteira do consumidor

Todos os anos são utilizados 60 milhões de toneladas de sacos plásticos em todo o mundo. No entanto, os seus impactos no ambiente e na produção de resíduos são uma preocupação. Por exemplo, um saco de plástico pode levar até 500 anos a decompor-se.
Em Portugal, o Governo adiou para a próxima legislatura a decisão de taxar os sacos de plástico. Caso avance esta intenção, a taxa ecológica a impor sobre os sacos de plástico pode chegar aos cinco cêntimos. Esta medida é já, de resto, uma das formas encontradas pelas cadeias de supermercado para reduzir o número de sacos de plástico levados para casa pelos clientes.
Numa das cadeias de supermercado, desde 2006 que decidiram tomar a iniciativa de disponibilizar aos clientes, mediante pagamento de 2 cêntimos, sacos de plástico maiores, mais resistentes, reutilizáveis e 100% recicláveis. “O objectivo foi contribuir para a redução significativa da utilização de sacos de plástico e dos respectivos danos ambientais, sensibilizando e alertando os consumidores para o papel fundamental que cada um pode ter na preservação dos recursos naturais e na protecção do meio ambiente”.
Com esta iniciativa, terão conseguiu uma redução de mais de 60% no consumo de sacos de plástico, o que se traduziu numa diminuição de mais de 400 toneladas de resíduos plásticos depositadas em aterro, menos 950 toneladas de dióxido de carbono emitidas para a atmosfera, e menos 750 toneladas de petróleo e gás natural gastas.
No entanto, e apesar de os hiper terem reduzido “substancialmente as quantidades de sacos lançados no mercado”, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) frisa que a taxação dos sacos não é uma prática generalizada, nem consensual. Em 2007, o Governo apresentou um proposta legislativa que fixava a taxa obrigatória em cinco cêntimos, uma ideia que não foi bem recebida pelas empresas de distribuição, e da qual a tutela acabou por desistir pouco depois.
Para atenuar o impacte dos sacos de plástico, uma das acções previstas no Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU) é a substituição de sacos plásticos de utilização única por alternativas reutilizáveis, uma medida à qual é reconhecido um potencial de redução de resíduos sólidos urbanos (RSU) de 1,57 kg/habitante por ano.
O documento sugere acções ou acordos voluntários com retalhistas e fabricantes de embalagens para o desenvolvimento de programas de reutilização/reciclagem de sacos de plástico, bem como a disponibilização de sacos de transporte mais ecológico, leve e reutilizável (em verga ou pano, por exemplo). O cliente é quem decide se quer juntar o preço dos sacos à factura das compras.
Em alguns supermercados portugueses, esta é já uma prática corrente, impulsionada pela APED. Esta associação introduziu no mercado nacional os “sacos verdes”, que custam dez cêntimos ao cliente, mas que podem sempre ser trocados por um novo nos supermercados aderentes, sendo mais resistentes, para poderem ser reutilizados várias vezes. Desde que foram lançados, há dez anos, têm vindo a ser vendidos anualmente cerca de 1 milhão destes novos sacos.

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www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8415

29/09/2009

CDU nas Autarquias


É necessário alargar a actividade da retoma de pilhas

A Amb3E 1, uma das entidades gestoras dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, como frigoríficos, computadores e lâmpadas, pediu ao Ministério do Ambiente para alargar o seu licenciamento a pilhas e baterias.

“Pedimos o licenciamento em Julho e aguardamos resposta. Queremos evitar que os nossos aderentes [importadores e produtores de equipamentos eléctricos e electrónicos] sejam obrigados a associar-se a duas entidades gestoras”. “Por outro lado, a maioria dos resíduos que retomamos vêm com pilhas. Se as pudéssemos retomar evitávamos ter de as encaminhar para a Ecopilhas”.
Actualmente os associados da Amb3E estão inscritos também na Ecopilhas, uma vez que esta é a única entidade licenciada para a recolha e encaminhamento para tratamento das pilhas. A Ecopilhas assegura, o levantamento das pilhas e acumuladores usados recolhidas pelos Sistemas Multimunicipais e Associações de Municípios, pagando a estes um valor de contrapartida correspondente às quantidades recolhidas 2.
Assim, no final deste ano, a empresa espera atingir um total de 45 mil retomas de resíduos, mais 12 mil toneladas do que no ano passado, o que seria “uma evolução francamente positiva”, salientando que os “bons resultados” da entidade gestora acontecem num ano de crise que também afectou o mercado dos resíduos.
Os resultados de 2008 tinham já permitido à entidade gestora ultrapassar a meta de retomas de quatro quilos por habitante por ano. “Temos investido nos pontos de recolha, que já se estendem a 127 localidades espalhadas pelo pais, e os resultados reflectem esse esforço”.
A empresa começou a operar em 2006, retomando todos os componentes, subconjuntos e consumíveis que fazem parte integrante de equipamentos eléctricos e electrónicos, no momento em que estes são rejeitados 3.

28/09/2009

CDU ganha mais um deputado em Lisboa

Resultados para o distrito de Lisboa das eleições legislativas de 2009:
O PS perdeu quatro mandatos em Lisboa e a coligação PCP-PEV, o PSD e o BE sobem um cada. Com todas as Freguesias apuradas - 226 (ou seja, todas) - os resultados são os seguintes:

PS (417542) – 36,34% = 19 mandatos
PPD/PSD (288554) – 25,12% = 13 mandatos
CDS-PP (126088) – 10,98% = 5 mandatos
BE (124244) – 10,81% = 5 mandatos
PCP-PEV (114119) – 9,93% = 5 mandatos

Terminam as obras no Terreiro do Paço, começam as da Praça do Comércio...

Prevê-se que as obras de saneamento na Praça do Comércio terminem hoje, altura em que terão início as obras de requalificação promovidas pela Sociedade Frente Tejo. Depois daquelas obras, nomeadamente de construção de infra-estruturas de saneamento que retiram do Tejo o esgoto de 100 mil habitações, avançam os trabalhos a cargo da Frente Tejo.
As próximas obras deverão estar concluídas nas comemorações do Centenário da República e incluem a requalificação do Terreiro do Paço, de acordo com um projecto do arquitecto Bruno Soares, que foi alvo de várias alterações desde que foi apresentado sob a forma de estudo prévio, há quatro meses.
O novo projecto terá acolhido a maior parte das críticas feitas ao estudo prévio e recebido parecer positivo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e do executivo da CML.
Uma das alterações ocorreu na transição da placa central do Terreiro do Paço para o Cais das Colunas, que passou a fazer-se com dois degraus, uma plataforma e outros dois degraus, em vez do anterior desnível de cinco degraus.
A matriz inicial da Praça manteve-se, mas desapareceu a ‘passadeira’ que demarcava no piso o percurso da Rua Augusta até ao Cais das Colunas, passando agora a passagem do Arco da Rua Augusta para a placa central a fazer-se ao mesmo nível, com passeio em lioz.
Na placa central, o losango verde que marcava a estátua de D. José I, e que apresentava um desnível de três degraus, também desapareceu, sendo substituído por um círculo de pedra, num tom suave, com uma altura máxima de 30 centímetros.
O projecto, que continua sem ser consensual, mantém os passeios laterais alargados para permitir a utilização para esplanadas, retomando o padrão das cartas do século XVI, com pavimento em pedra lioz com riscas em pedra preta e vermelha.

Ver Lusa doc. nº 10154317, 24/09/2009 - 10:00

Almada premiada para implantar ciclovia até Lisboa

‘Bicla Tejo: de Belém para o Sol da Caparica, na minha Bicla’ é o mote do projecto da autarquia de Almada que venceu o concurso ‘Ideias para o ar, por um projecto para ficar’.
O projecto prevê um percurso ciclável ‘híbrido’, que integra uma ciclovia de 5 km e um percurso de barco, articulando assim um eixo ciclável, do Cais Fluvial da Trafaria às praias urbanas da Costa da Caparica de 9,5 km. A autarquia vencedora promete descongestionar os eixos viários que ligam Lisboa à Costa da Caparica, principalmente na época veraneante.
O projecto vencedor abarca duas grandes dimensões: o eixo ciclável e as acções para a sua promoção e divulgação.
Apesar do eixo ter sido inaugurado no dia 17 de Setembro, o projecto carece ainda de equipamento que vai potenciar a adesão de mais utilizadores, nomeadamente, estacionamentos de bicicletas com videovigilância no interior do cais fluvial de Cacilhas, dentro das instalações da Transtejo, para quem quer deixar as suas bicicletas e seguir de barco; sinalização vertical e horizontal que facilite a sua funcionalidade; totens de informação sobre os vários eixos cicláveis e sinalética para orientação.
As acções de divulgação, passam pela reedição da mítica música ‘Sol da Caparica, na minha bicla’, produção e disponibilização gratuita e permanente de um videoclipe promocional da infra-estrutura, entre outras. A autarquia de Almada recebeu um prémio de 50 mil euros para a implantação prática do projecto.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8410

27/09/2009

Dia de reflexão


Ponto Verde desiste de suspender reciclagem

A Sociedade Ponto Verde desistiu de suspender a reciclagem de plásticos mistos - como copos de iogurte, embalagens de café e sacos de batata frita - a partir de Outubro.
A empresa anunciara a medida no princípio da semana, justificando-a com razões financeiras 1. Mas uma reunião de emergência, na 6ª fª, no Ministério do Ambiente, assegurou a continuidade da recolha daquele tipo de plásticos, que de outra forma seriam incinerados ou depositados em aterro.
Segundo informação do Ministério, a reciclagem daqueles resíduos plásticos ficou assegurada com a assinatura de um despacho conjunto com o Ministério da Economia, especificando os requisitos técnicos para a sua retoma.
A empresa não quis, entretanto, prestar qualquer informação sobre o assunto 2.

26/09/2009

Peritos prevêem tempestade social e ambiental

Uma ‘tempestade perfeita’ resultante da convergência das alterações climáticas, da degradação dos solos e de uma crise alimentar está para breve e colocará à prova a sobrevivência humana, alertaram quinta-feira peritos mundiais em desertificação, reunidos em Buenos Aires.
O apelo aos governos para que adoptem ‘urgentemente’ medidas para controlar o fenómeno foi um dos denominadores comuns da I Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação, na capital argentina.
Para a tempestade contribuirão ainda “uma crise da biodiversidade” e “uma crise populacional”, alertou o director do Instituto Internacional de Investigação de Cultivo para Zonas Tropicais Semi-Áridas. O investigador filipino afirmou que a degradação das terras - causada pelo clima mas também por práticas humanas como a agricultura intensiva não sustentável, “vai acabar por ter impacto na segurança alimentar” e na “sobrevivência das pessoas”.
“Estamos a perder tempo. Não podemos continuar como até agora ou essa tempestade cai-nos em cima”. Na opinião do perito, o objectivo de reduzir para metade a fome até 2015 não será cumprido e a situação vai piorar porque as áreas de solo degradado estão a crescer à taxa de um por cento anual, com a consequente perda de produtividade. “Temos de proteger os recursos naturais para poder alimentar mais 2.000 a 3.000 milhões de pessoas até 2050”.
Também presente no encontro, o director do Consórcio da Ciência Aplicada às Terras Secas para o Desenvolvimento, declarou que 41% das terras do planeta estão afectadas pela desertificação, sendo habitadas por 1.700 milhões de pessoas.
“O que falta é vontade política”, afirmou o perito libanês, que solicitou aos governos maior investimento em ciência e tecnologia com vista ao desenvolvimento de sistemas de medição da degradação das terras e métodos para o uso sustentável do solo, em particular na agricultura e pecuária. “Os políticos devem convencer-se do custo de não fazer nada. É muito mais difícil inverter o processo de desertificação do que preveni-lo!”.
Todas as recomendações dos cientistas serão abordadas pelo Comité de Ciência e Técnica da Convenção da ONU de Luta contra a Desertificação e pelo plenário da IX Conferência das Partes, que termina na próxima semana em Buenos Aires.

Ver Lusa doc. nº 10158472, 25/09/2009 - 01:05

25/09/2009

CDU com toda a confiança

Ainda as portas do Campo Pequeno não tinham aberto e eram já muitos os que faziam a festa cá fora. Cantavam, davam vivas à CDU e agitavam as coloridas bandeiras. Escancarados os portões, fizeram seu aquele espaço, saudando com grandiosas ovações cada novo grupo de apoiantes que entrava. Estes respondiam da mesma forma, tornando o ambiente simplesmente apoteótico.

Depois de Cândido Mota afirmar que, perante tão significativa presença no comício, «não há dúvida que a CDU está a crescer», Samuel e Luísa Basto cantaram e encantaram quem ali estava. Com as suas vozes potentes e a sua postura comprometida, levaram várias vezes a multidão ao delírio: “Cravo Vermelho ao peito/ a muitos fica bem/ Sobretudo faz jeito/ a certos filhos da mãe; ou Eles comem tudo/ e não deixam nada” foram de especial agrado. Em jeito de passagem para a parte dos discursos, a voz de Luísa Basto reafirmaria ainda a confiança que “A nossa força é bastante/ para fazer um Abril novo”.
Os discursos foram iniciados por uma representante das Juventudes, seguindo-se Corregedor da Fonseca, pela Intervenção Democrática e Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista “Os Verdes”.


Seguiu-se Jerónimo de Sousa que destacou um «grande comício e a impressionante expressão de confiança que dele transborda (ser) testemunho da campanha eleitoral de uma força a crescer e que a crescer continuará até ao dia das eleições».
Foi, aliás, isso que se observou nas várias iniciativas – que «são muitos os que nos querem ouvir, seja nas arruadas ou mesmo nos passeios ao lado dos comícios». Aqueles que ali estiveram – e que durante todo o tempo, incentivaram e apoiaram os oradores e as suas palavras – eram apenas alguns daqueles que nos últimos meses construíram a campanha da CDU, empresa a empresa, rua a rua, voto a voto, numa «militância generosa que nem nós vemos, mas que é feita nas pequenas acções, no esclarecimento e na mobilização para o voto por esse país fora».
O Secretário-geral do PCP lembrou estar-se a «três e decisivos dias de confirmar a CDU como a grande força de alternativa necessária ao País e a uma nova política», encetando, com o voto na CDU, o caminho da ruptura e da mudança que o País precisa.
Assim, nos dias que faltam, há que «acabar de construir aquele resultado que, desmentindo presságios e ilusões alternativas, está em condições de decidir uma nova política». Nestes três dias que ainda falta, concluiu, há que «assegurar que esta corrente imensa de confiança na CDU; que este reconhecimento de que é com a CDU que contam para uma vida melhor; que esta esperança grande que anima muitos trabalhadores que se nos dirigiram de que com a CDU é possível mudar; que esta alargada consciência feita de experiência vivida de que, dêem as voltas que derem, não há uma política de esquerda sem a CDU – desaguará em mais votos e deputados indispensáveis a um outro governo e a uma outra política, de ruptura, patriótica e de esquerda».

Nesta foto, destacam-se na 2ª linha, o cabeça de lista à CML, Ruben de Carvalho e o nº 2 da CDU da lista à CML, Miguel Tiago. Na frente, Cláudia Madeira, da Ecolojovem-“Os Verdes” e Jerónimo de Sousa.

Critérios para estacionamento no centro e na periferia

A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) quer aumentar as tarifas no centro da cidade e baixar as da periferia, para incentivar o uso de transportes públicos e diminuir o número de carros que entram em Lisboa.
Para o presidente da EMEL, “o tarifário existente é profundamente perverso”, como afirmou durante a apresentação da visão estratégica da empresa e de um estudo encomendado sobre o tarifário, a produtividade e as opções de evolução da EMEL.
De acordo com as conclusões do estudo, Lisboa tem os preços mais caros de estacionamento (quando comparada com outras cidades europeias) na periferia e os mais baratos no centro da cidade. “Quanto à tecnologia há também um atraso significativo, disse, lembrando a aposta recente da EMEL na aquisição de novos parquímetros e os novos meios de pagamento.
Nesta área, o responsável revelou estarem em estudo uma adesão ao 'Lisboa Viva' e sublinhou que a intenção é no futuro Lisboa ter um cartão único que sirva igualmente como meio de pagamento de estacionamento.
“Temos 600 mil carros a entrar na cidade diariamente e 200 mil lugares para gerir”, que, com o fim dos contratos com a autarquia que garantiam sempre cerca de dois milhões de euros, a EMEL terá que “fazer frente a esta diferença e encontrar formas adicionais de receitas”. [Claro, só podia ser um problema de receitas. Mas porque não criar parques gratuitos na periferia da capital, junto aos interfaces de transportes públicos?].
A EMEL assinou também, recentemente, com a empresa EasyBus um protocolo para o transporte de crianças às escolas. “A ideia é oferecer um produto que recolha as crianças nos parques de estacionamento da periferia, onde os pais podem deixar os carros, e as leve até à escola”, disse, revelando que o serviço deverá entrar em funcionamento ainda este ano.
Esta ‘visão estratégia’ da EMEL foi apresentada no terraço do Mercado Chão de Loureiro, um edifício que será transformado num silo automóvel, que terá um supermercado no rés-do-chão, elevadores de acesso ao Castelo e manterá o restaurante no terraço, espaço que sofrerá obras e para o qual terá de ser aberto concurso público. [Mais um projecto pretensamente estruturante, para o qual a CML teve de forçar a suspensão do PDM. Mas será que o PDM ainda serve para alguma coisa em Lisboa?].

Ver Lusa doc. nº 10149266, 22/09/2009 - 20:15

Aeroporto da Portela mais longe do esgotamento

Em período de crise, o aeroporto da Portela parece estar cada vez longe do cenário de esgotamento que levou a que fosse colocado como quase ‘inevitável’ a construção do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete.
Porém, a análise do mapa dos ‘slots’ (espaço que uma companhia aérea tem para aterrar ou levantar voo numa determinada hora) disponíveis no aeroporto aponta para um desaparecimento do pico da tarde, quando antes da crise era uma das alturas com mais tráfego do dia.
Na semana de 31 de Maio a 4 de Julho de 2007, antes da crise, havia dois picos, de manhã e à tarde. Segundo o ‘site’
www.online-coordination.com, na mesma semana de 2009, o tráfego da tarde é muito menor e a Portela apresenta-se agora com muito espaço.
E em Agosto, altura tradicional de férias, manteve-se o cenário. O pico é apenas de manhã, quer no início deste mês, quer na semana do dia 15. Como se explica assim a necessidade de um novo aeroporto de Lisboa em Alcochete?

Ver
www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=387633

24/09/2009

Comício no Campo Pequeno

Desajustes na recolha selectiva conduzem a decisão unilateral de redução da reciclagem

A reciclagem de determinados tipos de plásticos vai sofrer um duro golpe a partir de Outubro.
Copos de iogurte, sacos de batatas fritas e outros recipientes feitos de plásticos mistos, mesmo que depositados nos ecopontos, deixarão de ser recolhidos pela Sociedade Ponto Verde (SPV) - a empresa que gere a reciclagem da maior parte das embalagens em Portugal, em nome da indústria.
Esta é uma das medidas que a SPV está (unilateralmente) a tomar para evitar nada menos do que a sua falência. Ironicamente, o argumento é de que o próprio sucesso da reciclagem em Portugal estará a asfixiar financeiramente a empresa.
A SPV foi criada por produtores, importadores e distribuidores de embalagens para garantir o cumprimento de metas legais de reciclagem. É financiada por um valor cobrado às empresas aderentes. A maior parte desse dinheiro é repassada às entidades que gerem o tratamento de lixo nos municípios, para suprir os custos da recolha selectiva. É o ‘valor de contrapartida’.
A SPV diz que, nos últimos anos, uma série de factores desestabilizaram esta equação. Um deles é a experiência de recolha dos plásticos mistos, iniciada em 2007. Desde então, os cidadãos podiam já depositar copos de iogurte, por exemplo, no contentor amarelo dos ecopontos, com a certeza de que seriam reciclados.
A experiência foi um sucesso em termos de reciclagem, mas um fiasco (?) financeiro. Os plásticos mistos representam 2% das embalagens recolhidas. Mas consumiam 13% dos recursos da empresa. Em dois anos terão sido gastos 15 milhões de euros.
A SPV decidiu suspender agora a recolha, sustentando que isto não comprometerá (??) as suas metas de reciclagem de plásticos - que hoje já superam a meta para 2011. Outras embalagens plásticas, como garrafas de água, não serão afectadas.
Empresas gestoras de lixo, avisadas ontem por e-mail, reagiram com estupefacção à medida. “A decisão foi uma surpresa, foi unilateral”, diz a Valorsul, responsável pelo tratamento dos resíduos de Lisboa, Loures, Amadora, Odivelas e Vila Franca de Xira.
As empresas gestoras já estavam organizadas para separar os plásticos mistos e entregá-los à SPV para reciclagem. Além disso, contavam com o valor de contrapartida nos seus cálculos financeiros. A SPV argumenta que os cidadãos devem continuar a pôr os plásticos mistos no contentor amarelo. Mas como não os vai recolher, o seu destino mais provável será a sua incineração ou deposição em aterro.
Tal situação “não faz sentido, depois de tudo o que fez para preparar a sua reciclagem”, afirma a associação ambientalista Quercus. Acontece que os cidadãos despejam no contentor de papel/cartão vários itens que não são embalagens, como jornais, revistas e folhetos. O simples aumento da taxa de reciclagem de embalagens - actualmente em 52% - estará também a aumentar a factura com os valores de contrapartida.
Porém, “não é acabando com a reciclagem de alguns materiais que se garante o equilíbrio financeiro”.

Ver
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/23-09-2009/ponto-verde--recicla-menos-plasticos-para-evitar-falencia-17870790.htm

23/09/2009

VAMOS ENCHER O CAMPO PEQUENO!!!

CDU - A Mudança Necessária


Razões para votar na CDU


Veículos limpos

O Governo francês deverá anunciar hoje, dia 23 de Setembro, o seu plano ‘veículos limpos’. No âmbito deste projecto, pretende fazer uma primeira encomenda de um total de 40 mil carros eléctricos para a administração e empresas públicas.
E na Câmara de Lisboa, porque não aceita o município as repetidas sugestões de “Os Verdes” para melhorar a eficiência energética das viaturas dos seus serviços, incluindo as de lavagem de ruas e de recolha de lixo?
A medida poderia incluir, por exemplo, a recolha selectiva de óleos alimentares usados para a produção de biodiesel e a sua posterior utilização na frota municipal.

22/09/2009

Hoje é Dia sem Carros

Há mais pessoas a optar pela bicicleta diariamente em Lisboa. Desde 2006, o número de utilizadores cresceu 40%. É que trocar carro por bicicleta pode permitir poupar até 1.700 euros/ano.
No Dia Europeu sem Carros, data instituída pela Comissão Europeia para diminuir o tráfego automóvel nas cidades, ciclistas que pedalam diariamente pelos percursos antes feitos de carro descobrem benefícios ambientais e também financeiros.
Um ex-utilizador intensivo do carro fez as contas de quanto poupa desde que pedala: 500 euros em ginásio, 1.000 em combustível e 200 em manutenção mecânica. Conjugando a bicicleta com os meios de transporte, no fim do ano, diz ter a mais na conta 1.700 euros.
“A última vez que coloquei combustível no carro foi em Outubro de 2008”, disse no debate "Mobilidade Sustentável e a Bicicleta em Lisboa", organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).
Também o autor do projecto ‘100 dias de Bicicleta em Lisboa’ 1, trabalho de campo para uma tese que este engenheiro civil desenvolveu, verificou gastar menos 150 euros por mês (1.800 por ano) “enquanto destruía o mito das sete colinas”. A capital afinal é feita de muitos planaltos, descobriu. Acabou por pedalar 200 dias num ano, sem incidentes, e continua a fazê-lo.
No entanto, a falta de segurança para velocípedes nas estradas é o maior risco. A revisão do Código da Estrada (CE) operada pelo Decreto-Lei nº 44/2005, a 23 de Fevereiro, não contemplou as alterações há muito pedidas pelos ciclistas para que a bicicleta seja vista como um meio de transporte.
Por exemplo, o artigo 90º obriga a transitar o mais próximo possível das bermas ou passeio e proíbe o ciclista de seguir a par, a menos que se circule numa pista especial. O que para o presidente da FPCUB “constitui um entrave por se revelar inseguro”. No entanto, a FPCUB estima que em 2008, em Lisboa, o número de ciclistas a optar pela bicicleta aumentou 40%, o dobro em relação a 2006.
Apesar das dificuldades, a bicicleta é tida como um meio de transporte alternativo, não só para experimentar nas ruas cortadas ao trânsito no dia de hoje, mas como meio para deslocações diárias. De casa para o emprego e do emprego para o supermercado, são trajectos feitos a pedalar 2.

AML poderá reanalisar o empréstimo do Estado à CML

No passado dia 7 de Julho, a Assembleia Municipal de Lisboa debateu a Proposta da CML nº 406/2009 para a “contratação de empréstimos junto de entidades credoras e do Estado ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado (PREDE)”, no valor global de 130 milhões de euros, o máximo permitido ao abrigo do PREDE 1.
A Proposta foi aprovada com a abstenção do PSD (em maioria), do PCP e do PEV, os votos favoráveis do PS e BE e os votos contra do CDS.
No texto, dos 130 milhões de euros a contratualizar, 60% são concedidos pelo Estado e 40% por entidades bancárias (BPI e CGD). O contrato de empréstimo a conceder pelo Estado tem a duração de dez anos, a contar da data do visto do Tribunal de Contas, sendo os primeiros 5 anos de carência de capital e de juros e os últimos anos de reembolso de capital.
No entanto, passados estes meses, o Tribunal de Contas (TC) apresentou à CML um pedido de esclarecimento sobre a eventual necessidade de uma votação na AML com maioria absoluta dos deputados municipais para aprovar o referido empréstimo. Este pedido de informação do TC já foi confirmado pelo próprio vereador das Finanças.
Por seu turno, a presidente da AML, Paula Teixeira da Cruz, afirmou na passada 6ª fª que, “se for preciso”, aquele órgão repetirá a votação da autorização ao empréstimo para pagar dívidas a fornecedores, mas o “entendimento” é que basta uma maioria simples para o viabilizar, pois “foi entendido por todas as forças políticas na altura que bastava uma maioria simples [para aprovar o empréstimo]”.
A presidente esclareceu, contudo, que este “é um empréstimo que está ao abrigo de uma legislação específica completa e daí que, o que está na Lei das Finanças Locais, não seja aplicável a essa situação”.
A Lei das Finanças Locais estabelece que “sempre que os efeitos da celebração de um contrato de empréstimo se mantenham ao longo de dois ou mais mandatos, deve aquele ser objecto de aprovação por maioria absoluta dos membros da assembleia municipal em efectividade de funções”.
Contudo, por estar enquadrado numa legislação específica, referente ao PREDE, “o entendimento de toda a Assembleia na altura foi de que não era necessária uma maioria absoluta”. “Adivinhando que o Tribunal de Contas possa vir a entender que esta não é uma legislação completa, nós não iremos perder tempo e, se for preciso, repetimos a votação” 2.
O processo voltará, assim, a ser previamente analisado na Conferência de Representantes de Grupos Municipais a realizar esta 3ª fª, não havendo ainda qualquer decisão tomada sobre o pedido de empréstimo.

1. Ver
www.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=729&Itemid=77
2. Ver Lusa doc. nº 10135034, 18/09/2009 - 17:31

Lixo ilumina milhares de habitações

Nos arredores de Copenhaga, na Dinamarca, uma empresa transforma lixo doméstico em electricidade e calor para 80 mil habitações.
Sempre que dá lucro, a empresa de Vestforbraending reflecte esses resultados nas tarifas praticadas junto dos seus clientes.
Ou seja, quanto mais lucro consegue, menos pagam os seus clientes pela energia que lhes é vendida.

Viagens gratuitas na Carris, CP, Metro e Transtejo

A Carris, a CP, o Metropolitano de Lisboa e a Transtejo/Soflusa vão oferecer viagens gratuitas a quem se deslocar nestas redes de transporte no dia 22 de Setembro, em Lisboa.
Esta é uma “iniciativa que visa promover a necessidade da utilização do transporte público" e que "assinala o último dia da Semana Europeia da Mobilidade”, informam em comunicado.
Assim, na 3ª fª “será possível experimentar autocarros, eléctricos, comboios, metropolitanos e barcos sem qualquer custo”, “esperando-se que a experiência possibilite o ganho de novos utentes para o transporte público”, permitindo “uma mobilidade mais sustentável” na cidade de Lisboa.

Ver
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=411042

21/09/2009

AMANHÃ - DIA EUROPEU SEM CARROS - “OS VERDES” DEBATEM TRANSPORTES E MOBILIDADE NA MOITA

O Partido Ecologista “Os Verdes” organiza amanhã, dia 22 de Setembro, uma tertúlia sobre questões relacionadas com mobilidade e transportes públicos, data em que se assinala o Dia Europeu se Carros, inserido na sétima edição da Semana da Mobilidade. “Os Verdes” pretendem que este seja um espaço de debate para discutir assuntos que afectam directamente a qualidade de vida da população do Concelho da Moita, tais como a falta de articulação de horários da TST e da Sofllusa, o preço dos bilhetes ou ainda o tempo de espera nas paragens. Esta iniciativa contará com a participação da Deputada do PEV e candidata da CDU às eleições legislativas pelo Distrito de Setúbal, Heloísa Apolónia, do Eng.º João Pedro Figueiredo e ainda do dirigente nacional do PEV, Jorge Taylor que será o moderador do debate.
TERTÚLIA
Transportes públicos e mobilidade
AMANHÃ - 22 de Setembro – 18.30h
Pastelaria “A Fonte” – Alhos Vedros - Moita
(Av. Luis de Camões, Bloco I–frente à Escola Primária da Quinta da Fonte da Prata)

Dia Internacional da Paz

A Fundação Pro-Dignitate vai lançar esta 2ª fª, em Lisboa, um abaixo-assinado contra as armas nucleares para comemorar o Dia Internacional da Paz.
O abaixo-assinado foi proposto pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, no âmbito da campanha ‘Temos de Desarmar’, e vai ser lançado a nível mundial, segundo informou um assessor da Pró-Dignitate.
Na mesma ocasião, a Fundação vai apresentar o livro ‘Não às Armas’ que chama a atenção para esta problemática 1.
Recorde-se que na recente Assembleia Municipal de Lisboa, do passado dia 8 de Setembro, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” apresentou e fez aprovar, por Unanimidade, uma Recomendação sobre o Dia Internacional da Paz, na qual apelava aos órgãos do município para que apoiassem e se associassem a quaisquer acções, iniciativas e campanhas em defesa da Paz 2.
“Os Verdes” consideram que se vive num mundo cada vez mais violento e militarizado, em que os conflitos ceifam vidas inocentes em várias regiões do planeta e que esta dramática situação constitui um verdadeiro ataque aos direitos do Homem e dos povos. Consideram, por isso, que é urgente alargar a acção em defesa da paz, contra a guerra, a violência e o desarmamento de todos os cidadãos em parceria com as organizações de paz.
O PEV lembra ainda que o Artigo 7º da Constituição da República Portuguesa, ao consagrar o princípio do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados e da solução pacífica dos conflitos internacionais, permite que se o dia que hoje se comemora seja assumido como uma prioridade e seja uma excelente ocasião para todos Estados confirmarem a sua inteira disponibilidade e esforços para terminar com os conflituais regionais e mundiais, em prole do próprio futuro da humanidade
Porque sempre defenderam a paz, a coexistência pacífica entre os Estados e o respeito pelos direitos do Homem e das suas liberdades fundamentais, “Os Verdes” associam-se às comemorações que hoje - Dia Internacional da Paz - ocorrem, um pouco por todo o planeta.

1. Ver
http://aeiou.expresso.pt/dia-internacional-da-paz-abaixo-assinado-contra-as-armas-nucleares-lancado-segunda-feira-em-portugal=f536774
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=300&Itemid=36

Tempo de Antena do Partido Ecologista "Os Verdes"

Troca de viagens em transportes públicos por recolha de lixo

Decorre até 3ª fª uma iniciativa de ‘viagens a troco de lixo’, que pretende dar milhares de viagens em transportes públicos em troca de materiais recicláveis para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade.
A medida “pretende aliar a promoção da reciclagem de resíduos valorizáveis - as latas, o papel, as embalagens, o vidro - à promoção da utilização dos transportes colectivos”.
As pessoas trocam materiais recicláveis por viagens num dos quatro transportes públicos a operar no concelho: autocarro, metro, barco ou comboio. “Este ano oferecemos ainda um guia dos transportes públicos do concelho, com carreiras, horários e tarifários”.
A troca faz-se com base numa “tabela de ecotrocas, onde está estabelecido a quantas viagens corresponde cada quantidade de lixo”. Assim, por exemplo, “a dez embalagens de metal (latas, embalagens de aerossóis, tabuleiros de alumínio e outras embalagens de metal) equivalem a um título de transporte”.
Um utente de 43 anos apareceu para trocar “cinco quilos de jornais por duas viagens”: “um bilhete para o metro, outro para o barco. É uma ida a Lisboa”. Como utilizador de transportes públicos, considera esta iniciativa “importante” porque “promove hábitos de reciclagem”, tanto mais importantes quanto crescente “o problema do aquecimento global”: “Cada pequena coisa que pudermos reciclar já não é pouco”.
Outra utente de 46 anos entregou “garrafões de lixívia, garrafões de água, garrafas pequenas de água e papelão”. Leva quatro viagens de autocarro, que vão dar-lhe “bastante jeito” 1.
Em que município decorre esta iniciativa? Em Almada. Será que Lisboa estará disponível para lhe seguir o exemplo ecológico?

1. Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401574

20/09/2009

Bolseiros com redução de poder de compra

Os bolseiros de investigação científica concentram-se 4ª fª em Lisboa para lembrar que as bolsas não são aumentadas há 7 anos, representando uma perda de poder de compra de 20%, anunciou hoje a associação do sector.
Segundo um membro da direcção da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), a concentração, sob o mote ‘Investir em Ciência é investir em quem a faz’, pretende ser mais do que “uma acção de protesto ao governo, embora haja uma componente de avaliação das políticas deste executivo”.
A iniciativa visa levar os partidos candidatos às legislativas “a apoiarem as reivindicações dos bolseiros de investigação em Portugal” e a “sensibilizar a sociedade civil, as organizações sindicais e todos quantos se solidarizam com os bolseiros de investigação para as condições scio-laborais em que se encontram muitos cientistas no país”.

Responsáveis dos transportes defendem melhorias na integração entre os modos

Responsáveis e representantes de empresas de transporte rodoviário e ferroviário de passageiros defendem a melhoria na integração entre os diferentes modos de transporte e a adopção de medidas destinadas a desincentivar o uso do transporte individual.
O presidente da Carris afirmou, durante o debate ‘Um Futuro para os Transportes’, que decorreu em Lisboa “há claramente um défice de integração entre os vários operadores”, salientando que, actualmente, cada operador tem “o seu ritmo, a sua agenda, a sua estratégia”, o que conduz a um “desperdício” de recursos.
E deu como exemplo a articulação do serviço da Carris com a rede do Metropolitano de Lisboa para afirmar que as empresas ganham com este tipo de cooperação. “Num curto prazo pode parecer que [com a articulação entre os serviços da Carris e do Metro] estamos a accionar medidas para a transferência de passageiros para o Metro, mas não é assim. Todos ganhamos com a cooperação”.
Já o presidente da CP defendeu, por seu turno, que “nada resiste se não existir integração tarifária, harmonização e integração”. Em Lisboa “apesar da modernização da frota e da infra-estrutura, não houve um acréscimo de pessoas a utilizar os transportes, ao contrário do que aconteceu no Porto, onde há um fenómeno claro de integração modal”. Sublinhou também a importância de haver “boas ligações” às estações e interfaces de transportes.
Para o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Pesados de Passageiros (ANTROP), importante seria existir uma melhoria ao nível da integração da bilhética (equipamento para controlo e emissão de bilhetes). Destacou ainda a importância de se pôr em prática medidas destinadas a “restringir” o uso do transporte individual.
Nesta matéria, defendeu mesmo o aumento do preço do estacionamento e do número de vias dedicadas aos transportes públicos.

Ver
www.oje.pt/noticias/nacional/responsaveis-dos-transportes-defendem-melhorias-na-integracao-entre-os-modos

19/09/2009

Transístores de papel são eficientes, limpos e baratos

Um transístor feito com papel, sete mil vezes mais barato que os transístores convencionais e com a vantagem de ser amigo do ambiente. O ‘Paper-e’, como lhe chamam, deu aos investigadores o Green Project Award na categoria de Inovação e Desenvolvimento, entregue na passada 3ª fª.
“Dá para recortar, para escrever, é reciclável e pode dobrar-se”, enumera uma investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, enquanto mostra o pedaço de papel que modificou juntamente com outro colega da sua equipa.
Depois de produzirem sensores de ADN a partir de uma impressora convencional e de criarem tecnologia transparente, o passo seguinte foi criar transístores feitos de papel. “Os convencionais, feitos de silício, são caros, partem-se, não podem ser dobrados e usam uma tecnologia que é prejudicial ao ambiente”, explica um engenheiro electrotécnico.
Pelo contrário, os transístores de papel asseguram a transmissão de informação com um isolante maleável, limpo e reciclável. “Já trabalhávamos com o papel como suporte. A ideia para os transístores surgiu daí. Costumávamos trabalhar com transístores em suportes de vidro ou plástico. Apostámos no papel, o que acabou por dar resultado”.
A notícia da entrega do prémio correu depressa e todos dão os parabéns à dupla. Após o anúncio da sua descoberta, “passado uns dias já toda a gente conhecia os transístores de papel e queria saber mais sobre os portugueses que os inventaram”.
A vertente ambiental não foi descurada e foi até mais uma motivação para os cientistas. “Isto é electrónica verde. Os transístores podem ser reciclados, voltando ao ciclo da celulose. Os transístores normais são reciclados enviando-os para fábricas nos países pobres onde os trabalhadores raspam o silício à mão”. “Se as baterias de telemóvel, no futuro, forem de papel, facilita-se a reciclagem e é menos um problema para o ambiente”.
Outro avanço feito pela equipa de investigação foi conseguir armazenar a informação em camadas. “Para escrever algo numa memória de papel é preciso aplicar uma carga. Se esta for de cinco volts vou precisar de aplicar outra carga semelhante para a apagar. Assim, ao aplicar cargas diferentes a cada informação conseguimos retirar o que queremos dependendo destas”.
Isto permite aplicar a tecnologia de diversas formas. Por exemplo, em etiquetas inteligentes que têm informação que só pode ser lida pelos clientes ou distribuidores. Também os jornais interactivos podem tornar-se uma realidade mais próxima com esta tecnologia barata. Ou então sistemas de segurança para colocar nas notas.
A imaginação é o limite para os usos que se podem dar aos transístores de papel e nem o suporte é impedimento: “Ainda vamos ver transístores em bases de farinha e ovos”, concluiu.

Ver
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1366518

Representante da ONU desaconselha nuclear em Portugal

Uma das principais figuras históricas em prol de desenvolvimento sustentável sugeriu, na 6ª fª, durante uma conferência no Estoril, que seria um erro Portugal apostar na energia nuclear. “Se eu fosse assessora do Governo português, não aconselharia a construção de uma central nuclear. Aconselharia o investimento em energias renováveis e eficiência energética”.
Gro Harlem Brundtland admite que o nuclear continue a fazer parte do mix energético mundial, dadas as centrais que já existem. Mas é cautelosa em relação à construção de novas unidades, devido aos problemas de segurança e dos resíduos nucleares.
Brundtland foi primeira-ministra da Noruega e presidiu a comissão da ONU que lançou, em 1987, o repto do desenvolvimento sustentável, através do livro ‘O Nosso Futuro Comum’. Hoje, é enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas para a questão das alterações climáticas.
A representante da ONU disse que a próxima conferência climática das Nações Unidas de Copenhaga, onde se vai tentar chegar a um novo acordo para combater o aquecimento global, tem necessariamente de chegar a bom porto. “Falhar não é uma opção. Temos de obter sucesso em Copenhaga”.
Para a enviada especial da ONU, combater o aquecimento global passa por escolher bem onde aplicar o dinheiro, privilegiando tudo o que tenha a ver com o desenvolvimento de uma economia pouco dependente do carbono.
“Estamos numa fase em que temos de evitar más decisões de investimento”, afirmou. “Caso contrário, vamos apenas desperdiçar dinheiro” (e pôr em risco a saúde pública).

Ver
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401302

18/09/2009

Acessos às cidades poderão vir a ter corredores para carros com dois ou mais ocupantes

Os acessos às cidades de Lisboa e Porto deverão ganhar no Verão do próximo ano vias próprias para veículos com dois ou mais ocupantes, uma medida prevista nos planos para a melhoria da qualidade do ar destas duas regiões.
De acordo com os programas de execução dos planos de melhoria da qualidade do ar das regiões Lisboa e Vale do Tejo e do Norte, publicados na 4ª fª em Diário da República, estes corredores especiais poderão funcionar em simultâneo com as vias para transportes públicos (BUS) em acessos com pelo menos três faixas de rodagem.
No caso da cidade de Lisboa, segundo um professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, que participa na coordenação do programa de execução da região de Lisboa e Vale do Tejo, todos os acessos deverão ganhar este corredor, à excepção da auto-estrada do Sul (A2).
“Estas vias serão introduzidas em todos os acessos à cidade, desde a auto-estrada de Cascais [A5], até ao IC19 [Sintra-Lisboa], passando pela auto-estrada do Norte [A1), à excepção da Auto-estrada do Sul, que pelas suas características, como termina em ponte, foi excluída”.
A intenção é ter “corredores próprios para estes veículos, com troços ainda por seleccionar e que funcionarão apenas durante o período de ponta da manhã. A entrada nas cidades é mais complicada do que a saída. Quase toda a gente entra no período entre as 8h e as 10h, mas a saída do emprego é mais espaçada no tempo, entre as 16h e as 20h”.
Os estudos que estão a ser feitos deverão igualmente ajudar a definir a extensão dos troços que receberão este corredor especial e garantir “que esta via é atraente. Não queremos ter uma via destas vazia nem entupida de carros e por isso ainda estão por definir os critério da 'alta ocupação', ou seja, se os veículos a autorizar serão carros com dois ou mais ocupantes ou com três e mais ocupantes. Todos esses dados devem ficar clarificados primeiro porque se a utilização desta via não implicar um ganho de tempo não vale a pena criá-la. É um terço da capacidade de circulação que está em jogo”.
Segundo a calendarização prevista, o período experimental em Lisboa deverá começar em Junho de 2010 e prolongar-se por oito meses, até Janeiro de 2011.
Além de veículos com dois ou mais ocupantes e de transportes públicos, este corredor especial poderá ser utilizado por veículos eléctricos, por serem os únicos sem emissões atmosféricas e porque são os que apresentam melhor desempenho ambiental em espaço urbano.
O programa de execução resultou do trabalho de um grupo de especialistas de várias entidades, envolvendo representantes de vários ministérios e secretarias de Estado, das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, da faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e dos institutos de mobilidade e transportes terrestres e de infra-estruturas rodoviárias.
O objectivo das Vias de Alta Ocupação é proporcionar uma viagem mais rápida durante os períodos mais congestionados de trânsito. A criação destes corredores especiais pretende ainda desincentivar o uso do transporte individual, incentivar a utilização do transporte colectivo, bem como os modos de partilha de veículos (carpooling).

Ver Lusa doc. nº 10130239, 17/09/2009 - 16:46

Medidas e programas para a melhoria da qualidade do ar

Desde há muito que Lisboa tem estado entre as cidades europeias que apresentam maiores valores de poluição atmosférica, relacionada com o trânsito, e superiores ao recomendado.
Os estudos da Agência Europeia do Ambiente, que se referem a amostras recolhidas em 2.000 cidades, como Antuérpia, Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Roma, têm assinalado que "os limites da qualidade do ar, que se destinam a proteger a saúde pública são frequentemente excedidos, em ruas e outros locais quentes urbanos", como cruzamentos.
O dado mais alarmante é o facto de a maior parte das emissões resultantes do trânsito serem partículas finas, poluição considerada especialmente perigosa para a saúde, porque consegue penetrar profundamente nos pulmões, estando associada a dificuldades respiratórias, bronquite crónica e problemas cardiovasculares.
Em Lisboa, os limites de exposição a partículas finas têm sido ultrapassados, em média, durante 50 dias, nas 4 estações onde foram realizadas as medições. Quanto às partículas maiores, uma das estações registou excessos em cerca de 200 dias 1.
Neste sentido, foram finalmente publicados na 4ª fª, em Diário da República, os programas de execução dos planos de melhoria da qualidade do ar das Regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte, os quais constituem uma obrigação nacional perante a Comissão Europeia, a que Portugal deve responder, desde 1999, e a desenvolver planos e programas com vista à melhoria da qualidade do ar quando se verifica a excedência dos valores-limite de poluentes.
Assim, verificadas as excedências na Região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, foram feitos os estudos da situação e de medidas possíveis e foram elaborados os planos de melhoria da qualidade do ar e respectivos programas de execução.
As principais medidas previstas nestes programas abrangem:
- a revisão de valores-limite de emissão de poluentes para fontes fixas, como indústrias;
- incentivos à colocação de filtros de partículas em pesados de mercadorias;
- desenvolvimento de vias para transportes colectivos (‘bus’), carros com dois ou mais ocupantes, ou carros eléctricos (vulgo vias de alta ocupação) e vias de emissão reduzida em artérias de acesso a Lisboa e ao Porto;
- expansão das redes cicláveis, das zonas pedonais e espaços verdes, assim como a renovação das frotas municipais;
- incentivo ao uso do transporte público colectivo; limitações de circulação automóvel como ‘zonas 30’;
- minimização de emissões de partículas em obras de construção civil; utilização de equipamentos de combustão doméstica mais eficientes.
Estes planos e programa visam a melhoria da qualidade do ar em zonas densamente habitadas, abrangendo as aglomerações da Área Metropolitana de Lisboa Norte, Área Metropolitana de Lisboa Sul e Setúbal, na Região de Lisboa e Vale do Tejo e na Região Norte, as aglomerações do Porto Litoral, Vale do Ave e Vale do Sousa.
O programa foi elaborado para a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional-Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
O documento integra um conjunto de medidas de âmbito municipal e supramunicipal, e para garantir a execução destas medidas, a CCDRLVT terá já celebrado protocolos de colaboração com 14 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, especificando as acções concretas a executar em cada concelho 2.

17/09/2009

Luto contra o abandono dos animais

O Verão é tempo de férias e alegria, mas também de tristeza, para quem gosta realmente de cães. É nesta época do ano que se dão mais abandonos e a vida de muitos cães não volta a ser o que já foi.
Perdem o lar, a família que tinham e, em muitos casos, até a vida. É sem dúvida um fim de história muito triste, uma vez que, um lar e uma família são fundamentais para que um cão seja Feliz.
Esta podia ser apenas mais uma história pronta a cair no esquecimento, mas se os animais também aprendem porque não podemos nós fazer o mesmo e, aproveitando esta oportunidade, ajudar a transformar os erros do passado na expectativa de um futuro melhor, para os cães, mas também para nós enquanto seres humanos.
É essa a razão que o site ‘Luto contra o abandono’ conta com todos, esperando pela participação das pessoas neste movimento, passando a palavra e ajudando a espalhar uma onda de sensibilização com base em gestos simples, boa vontade e o desejo de poder transformar em sorrisos as lágrimas (uivos ou ganidos) de muitos cães.
Porque não basta apenas lamentar, junte-se a nós e assinale também o ‘Luto contra o Abandono’. De 1 a 18 de Setembro é preciso mostrar que estes cães não foram esquecidos e que é possível fazer um futuro melhor para muitos outros.
O apelo é para que seja utilizada a imagem do ‘Luto contra o Abandono’, no carro, no local de trabalho ou outros. Para ajudar, a sua imaginação é o limite.
Amanhã, 18 de Setembro, é dia de ‘Luto contra o Abandono’. Não os abandone também ao esquecimento. Vai ver que fazer a diferença é fácil.

Semana Europeia da Mobilidade arrancou ontem

Reparou que ontem, nos transportes públicos, não se pagou bilhete em Lisboa e no Porto? Anote que o feito se repete no próximo dia 22.
Os dias marcam o início e o fim da Semana Europeia da Mobilidade, sendo que a 22 também se celebra o Dia Europeu Sem Carros.
As iniciativas que marcam estas datas desdobram-se um pouco por todo o País, numa tentativa de mobilizar os cidadãos para a necessidade de combater a poluição gerada pelo tráfego motorizado no ambiente urbano. No entanto, passados estes dias são poucas as medidas que permanecem a médio ou longo prazo com este propósito.
Este ano, o tema da Semana Europeia da Mobilidade é dedicado à ‘Melhoria do Ambiente na Cidade’. 65 cidades portuguesas aderiram à iniciativa, num total de 1.635 cidades de 37 países participantes.

Ver
www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8378

Alterações climáticas originam a abertura da passagem no Árctico

Dois navios mercantes alemães conseguiram atravessar a perigosa 'passagem do Nordeste', junto à costa da Sibéria, tirando partido do preocupante degelo causado pelo aquecimento global. Ao longo de séculos, muitos tentaram fazer este trajecto, mas poucos o conseguiram. Um navegador português do século XVI poderá mesmo ter sido um dos primeiros.

Agora, dois navios mercantes alemães completaram a travessia da passagem do Nordeste, ligando a Ásia à Europa através do Oceano Árctico. Um feito que muitos tentaram e poucos alcançaram ao longo dos séculos. Mas que poderá tornar-se rotineiro 'graças' às mudanças climáticas no planeta.
Se tudo correr como previsto, chegarão hoje ao porto de Antuérpia, na Holanda, concluindo uma viagem que começou a 23 de Julho na Coreia do Sul. A rota seguida pelos navios, ao longo de 16 mil quilómetros, representa uma poupança de sete mil quilómetros em relação ao tradicional percurso pelo sul, que obriga a contornar toda a Ásia e a entrar na Europa pelo canal de Suez, no Egipto.
A mítica passagem do Nordeste foi uma obsessão para os exploradores marítimos desde a fatídica viagem de uma tripulação que perdeu a vida em 1553, quando procurava uma passagem marítima a norte para a Rússia. Também um barão sueco terá sido o primeiro a ser creditado com a ligação do Atlântico ao Pacífico através da costa da Sibéria, em 1879.
Mas há relatos, que geraram muita polémica entre os historiadores, indicando que o feito terá sido conseguido pelo português David Melgueiro, na segunda metade do século XVI. A primeira travessia sem escalas desta passagem aconteceria, mais tarde, em 1932 e há décadas que navios russos a fazem. Mas esta terá sido a primeira vez que a rota comercial do Norte foi feita por uma companhia ocidental.
A proeza, abre caminho a outros armadores, que já anunciaram a intenção de adoptar este trajecto muito mais económico. Mas revela também a rapidez com que as mudanças climáticas estão a provocar o degelo a norte. O ano passado foi o primeiro, em que as duas passagens do Árctico estiveram livres de gelo em simultâneo.

A clássica lâmpada vai desaparecer ao fim de 130 anos

O invento de Thomas Edison durou 130 anos, com algumas modificações. Mas vai agora ser retirado do mercado, para salvar o planeta do aquecimento global. É a despedida de uma tecnologia de sucesso.
O invento de Edison tem os dias contados. Resistiu ao tempo, mas agora, com o mundo desesperado à procura de soluções para poupar energia, já não serve. Desde o princípio deste mês, os fabricantes já não podem pôr à venda na União Europeia as lâmpadas incandescentes mais potentes, de 100 watts (W), segundo um regulamento comunitário aprovado no ano passado.
No seu lugar, entram definitivamente as lâmpadas de baixo consumo, fluorescentes, que se enroscam e desenroscam à mesma, mas que funcionam com um princípio diferente do que o que vigorou por mais de um século.
A lâmpada de Edison tornou-se persona non grata por causa das alterações climáticas. Há outras soluções, como a lâmpada de hidrogénio - que não é tão económica - ou as lâmpadas de LED, que aguardam versões comerciais acessíveis. Mas, por ora, é a compacta fluorescente - as chamadas ‘lâmpadas económicas’ ou ‘de baixo consumo’ - que estão a conquistar o mercado.
Porém, esta lâmpada económica, que pode vir a ajudar a poupar energia, criou um problema que não existia no invento de Edison. No seu interior, existe uma pequena quantidade de mercúrio e as paredes internas dos seus tubos de vidro estão cobertas com pó de fósforo. Pelo que, quando já não funcionam, não devem ser deitadas no lixo normal. Têm, antes, de ser recicladas, através de um processo complexo e caro.
As duas empresas que gerem a reciclagem de resíduos eléctricos e electrónicos em Portugal - a Amb3E e a ERP-Portugal - estão em campo e já recolhem cerca de 20 por cento das lâmpadas fluorescentes colocadas no mercado. A maior parte são as tubulares, que já há muito se utilizam em grandes espaços e nas cozinhas.
Não há escapatória para a lâmpada de Thomas Edison. Em outros países, como o Canadá e a Austrália, ela também será retirada do mercado nos próximos anos. É o cerco fatal a um invento centenário que fez da noite o dia em cada casa, mudando para sempre a vida da sociedade.
Obrigado, Edison, Mas hoje é preciso ter cuidado com as lâmpadas ‘de baixo consumo’.

Ver
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400572&idCanal=2100

16/09/2009

Falta promover estacionamento e mais segurança para os utilizadores de bicicletas

A construção de ciclovias tem contribuído para promover a utilização das bicicletas como meio de transporte, mas é preciso melhorar a segurança e criar mais estacionamento para velocípedes, considera o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB).
“A construção de ciclovias está a incentivar o uso de bicicletas” e é uma tendência que se verifica em todas as cidades portuguesas. No entanto, que é necessário criar mais estacionamentos específicos e melhorar a segurança para os utilizadores de bicicletas, sugerindo medidas como a acalmia de tráfego, com zonas de velocidade reduzida. “As pessoas ainda se sentem inseguras. Além disso, também se preocupam com o roubo das bicicletas pelo que seria necessário criar mais estacionamentos”.
As ciclovias não são a única alternativa para promover a circulação de bicicletas, adiantou o presidente da FPCUB.
Os projectos de ciclovias são disso exemplo: trata-se de uma via partilhada, com bicicletas pintadas no chão para avisar os automobilistas.
“Vamos instalar ainda sinalização e bike-boxes [uma espécie de grelha que dá prioridade às bicicletas nos semáforos]. Até ao início de 2010 queremos ter bicicletas de utilização gratuita nos estabelecimentos de ensino e estações de metro e de comboio desta área”.
A mudança de mentalidade é outro dos factores que ajuda a explicar a adesão crescente às bicicletas. “As pessoas começam a perceber que é mais cómodo, mais rápido e mais económico do que usar o carro, sobretudo em pequenas distâncias. Às vezes, Portugal está vinte anos atrasado, mas quando as coisas arrancam, recupera facilmente”. Ainda assim “é preciso tirar as pessoas do comodismo”, continuou, frisando que são os jovens que assumem um comportamento mais pró-activo.
Também decisiva foi a adesão dos operadores de transportes públicos à moda de pedalar, nos últimos anos, facilitando o acesso aos velocípedes.
A Fertagus, que permite o transporte gratuito de bicicletas nos comboios, excepto às horas de ponta nos dias úteis é uma das empresas mais avançadas neste domínio, o que lhe mereceu o prémio nacional de mobilidade em bicicleta, atribuído pela FPCUB em 2006.
Também a Transtejo transporta os velocípedes gratuitamente, sem restrição de horário, mas tem algumas ligações condicionadas.
Na CP, as bicicletas podem ser transportadas nos comboios urbanos de Lisboa, nas Linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado, excepto entre as 7h e as 10h no sentido periferia-Lisboa e entre as 16h e as 20h no sentido contrário.
A Carris também criou algumas carreiras onde é possível levar os velocípedes aos sábados, domingos e feriados.
O Metropolitano de Lisboa antecipou (recentemente) uma hora ao horário anteriormente previsto, permitindo transportar bicicletas a partir das 20h30, nos dias úteis, e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados.

Ver Lusa doc. nº 10117567, 15/09/2009 - 07:15

Prémio da FPCUB de Mobilidade em Bicicleta

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) decidiu criar, em 2006, o Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta’ de forma a reconhecer publicamente o contributo de determinadas entidades ou pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste veículo não motorizado.
No âmbito da atribuição do Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta’ são anualmente consideradas as categorias: Autarquias, Comunicação Social, Empresas de Transportes Colectivos e Pessoas Individuais. O Prémio é simbólico e constituído por peças em vidro artesanal português.
Em 2006 os premiados foram: Empresas de Transportes: CP - Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, FERTAGUS, Metro do Porto; Autarquias: Câmara Municipal de Aveiro, AMAL - Área Metropolitana do Algarve; Individuais: Crisóstomo Teixeira (ex-presidente da CP); Comunicação Social: Bike Magazine e Inês Boaventura (jornalista do Público).
Em 2007 os premiados foram: Empresas de Transportes: Soflusa, Transtejo; Comunicação Social: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, SIC; Pessoas Individuais: Rui Godinho, Capitão da GNR Frederico Galvão da Silva, João Soares.
Em 2008 os premiados foram: Empresas de Transportes: Carris; Autarquias: Câmara Municipal de Almeirim, Câmara Municipal de Loulé; Individuais: Carlos Gaivoto, Mário Soares; Comunicação Social: Diário de Noticias, RTP, Transportes em Revista; Ensino: Universidade do Minho.
A cerimónia pública de entrega da 4ª Edição do Prémio Nacional ‘Mobilidade em Bicicleta 2009’ terá lugar hoje, dia 16 de Setembro, no Auditório do Metropolitano de Lisboa, Estação Alto dos Moinhos (linha azul), pelas 14h30, integrado no programa da FPCUB para a Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre os dias 16 e 22 de Setembro.

15/09/2009

A cidade constrói-se hoje

«Uma cidade são cafés e esplanadas, ruas cheias de movimento, lojas bonitas, lojas abertas fora do horário, transportes públicos de qualidade, variedade da população, imigrantes integrados, jovens moradores, parques e jardins, ruas arranjadas, bicicletas e transportes alternativos, estacionamento adequado, moda de rua, livrarias com cafés lá dentro, restaurantes e bares, museus e bibliotecas, exposições e concertos, teatros e clubes, propostas exóticas e ambiente protegido.
Uma cidade tem de ter um jardim em cada bairro, população jovem, crianças e velhos, alegria nas ruas, pequeno comércio, oferta cultural, carros afastados dos centros. Entre outras coisas.
Quando desembarco em Lisboa tenho sempre a sensação de uma apatia que mergulha a cidade nessa melancolia que alguns cantam e que é sintoma das doenças da capital (...)
A terra de ninguém das Avenidas Novas, o inconcebível monumento a Sá Carneiro no Areeiro, os caixotes vidrados da Avenida da República e da Fontes Pereira de Melo, as árvores sombrias do Campo Grande, o desapego ventoso do Parque Eduardo VII, as lojas fechadas da Avenida da Liberdade, a deserção da Praça dos Restauradores (mais feia do que nunca), o vazio e decrepitude das ruas da Baixa, levam-me a pensar o que terá acontecido durante todos estes anos para Lisboa ter chegado a este estado vil (…)
Toda a Lisboa é uma neura, a neura de que falava Cesário Verde. Quem conhece outras cidades sabe que a cidade é o lugar onde se vê o futuro. Vê-se o que vai acontecer. Em Lisboa vê-se o passado (…)
Uma Lisboa silenciosa e posta em sossego, com ruas esburacadas e mal calcetadas, carros estacionados em todos os espaços, velhas que espiam nas janelas, homens que cospem para o chão quando passa a carrinha funerária. E cheiro a chichi de gato (…)
A Expo melhorou a zona mas não é mais do que um subúrbio de luxo. Os condomínios privados espalharam-se e os centros comerciais também, matando a vida das ruas, eliminando os cinemas, eliminando os cartazes e os néons. Eliminando a vida. Sobram bancos, que matam as fachadas, e medonhos edifícios públicos e escritórios.
A oferta cultural é infinitamente maior e apesar disso a Baixa é um deserto e o Terreiro do Paço uma área de desastre. A Lisboa à beira-Tejo está tomada por monstruosidades e pelo porto, e o metro, esse modo simples e rápido de deixar o carro à porta, anuncia com estalo que irá até às Amoreiras. Daqui a uns anos. Como se fosse uma grande novidade. Os moradores de Lisboa têm mais dificuldade em deslocar-se dentro de Lisboa do que os da Pontinha.
Várias cidades, de Istambul a Edimburgo ou Sevilha, de Dublin a Berlim e Praga, apostaram nos eléctricos rápidos como meio de circulação. A preocupação 'verde' reina. E os novos empreendedores conseguem 'furar' e abrir pequenas lojas e bares, cafés e galerias, cabeleireiros e restaurantes que atraem os jovens, enfeitam as ruas e as alegram.
Lisboa, fora do centro histórico e do parque temático para turistas, não passa de um desolado subúrbio.
Em vez de mais planos megalómanos e estratégias o que Lisboa precisa é de ‘micromanagement’. Serviços decentes, transportes 'verdes', proibição de mais centros comerciais e condomínios privados, atracção da população jovem, recolha e reciclagem do lixo, plantação de árvores, incentivos aos novos empresários e comerciantes, regulação do mercado da habitação e escritórios, arquitectura integrada, responsabilidade dos moradores e proprietários no governo dos bairros. Substituir os carros de vez.
Será assim tão complicado?»

Ler Clara F. Alves IN http://aeiou.expresso.pt/o-futuro-das-cidades=f534562

Comércio Justo também não resiste à crise

Dez anos após a abertura da primeira Loja de Comércio Justo, a crise chegou aos estabelecimentos que lutam contra o trabalho infantil e a exploração dos trabalhadores. Em Lisboa já não existe qualquer loja e muitas outras estão em risco de fechar.
Primeiro fechou uma no Porto, depois seguiu-se a única loja que existia em Lisboa. A loja de comércio justo da baixa de Coimbra também não conseguiu resistir à crise. Em Guimarães, a ‘Cor de Tangerina’, teme também pelo futuro do seu estabelecimento localizado no centro histórico “mesmo em frente ao Palácio dos Duques”, porque “na hora de comprar, as pessoas questionam-se” e acabam por sair de mãos vazias.
“A crise começou em Setembro do ano passado, quando sentimos uma redução de 20 a 30% das vendas. Hoje, temos uma redução de 50 a 70%. Já equacionámos o encerramento da loja”.
O responsável pela abertura da primeira loja em Portugal, reconhece que a “situação é bastante difícil. Chegámos a ter oito lojas e hoje temos apenas cinco: duas no Porto, uma em Guimarães, outra em Braga e em Amarante. Já fechámos uma loja em Lisboa outra no Porto e em Barcelos”.
Quando em Agosto de 1999 abriu, em Amarante, a primeira loja de Comércio Justo em Portugal não imaginou que, passados dez anos, se iria confrontar com a actual situação. Depressa começaram a aparecer interessados num projecto que defendia os direitos dos pequenos produtores do sul do mundo assim como todos os trabalhadores marginais, desde os povos indignas às mães solteiras e viúvas.
No início, as pessoas “duvidaram da iniciativa”, mas depressa perceberam que “era real”. Um pouco por todo o país começaram a aparecer espaços que davam a garantia de que os produtos exóticos, oriundos de países pobres do Sul, eram produzidos respeitando o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores.
No entanto, “o consumidor responsável - disposto a pagar mais para ter a certeza de que se trata de comércio justo, sem exploração infantil e amigo do ambiente - representa apenas 1% dos portugueses”, lembra o director executivo da Oikos referindo-se a um estudo europeu realizado há cerca de cinco anos.
Para ele é preciso que as pessoas percebam que “os seus valores éticos não podem estar dissociados do consumo e da forma como investem o seu dinheiro” e para isso é preciso haver um marketing social que mude a mentalidade dos portugueses. No entanto, reconhece, “só quando há algum desafogo a nível económico é que é permitido às pessoas terem uma consciência responsável”.
Esta é uma ideia corroborada pela associação Reviravolta, no Porto: “em tempos de crise, as pessoas pensam primeiro nas suas necessidades básicas”. Resultado: “temos quebras de 30% de vendas em todas as nossas lojas”.
Apesar de haver menos consumidores, todos os responsáveis envolvidos nestes projectos acreditam que hoje os portugueses estão mais sensibilizados para a causa. Em Lisboa, onde a loja teve quebras de 50% que não permitiram continuar com o projecto, “agora as pessoas fazem encomendas on-line e nós fazemos entregas ao domicílio por envio postal”.

Ver
http://aeiou.expresso.pt/comercio-justo-crise-fecha-lojas-dez-anos-depois-de-abrir-a-primeira=f535418

13/09/2009

Transportes ferroviários registam redução de passageiros

No segundo trimestre de 2009, registou-se uma redução do número de passageiros que utilizam os transportes públicos. De acordo com os dados recentemente divulgados pelo INE, entre Abril e Junho, houve uma redução de 3,3% do número de passageiros a utilizar o transporte ferroviário, e menos 0,4% a utilizar o metropolitano, face ao período homólogo de 2008.
Segundo o INE, o número de passageiros a viajar de comboio no primeiro semestre foi de 39,1 milhões, sendo a maioria referente à rede suburbana (34,7 milhões). A rede interurbana atraiu 4,4 milhões de passageiros, o que representa um descréscimo homólogo de 1% (ainda assim, menor do que no primeiro trimestre, que foi de 5,2%).
A redução de passageiros nos transportes públicos acompanha o crescimento da importância do transporte individual, reflectido na taxa de motorização: em 2008, estavam em circulação 417 veículos por cada mil habitantes, segundo os dados diponibilizados pela Associação Automóvel de Portugal (Acap).
Há dez anos, em 1998, a taxa era de 298 automóveis por cada mil habitantes. Estes são alguns dados que importa reflectir, numa altura em que se aproxima mais um Dia Europeu sem Carros (22 de Setembro).
Apesar da diminuição no primeiro semestre, o transporte ferroviário tem vindo a registar um aumento do número de passageiros nos últimos anos. De 2004 para 2008 verificou-se um incremento na ordem dos 4%, fixando-se em 2008 nos 158,5 milhões de passageiros. Este número é, porém, inflaccionado em relação aos números da CP – Comboios de Portugal, que refere o transporte de 135,5 milhões de passageiros em 2008.
A CP espera para 2010 “alguma recuperação, mais significativa, caso melhore o cenário de crise verificado no primeiro semestre”. Para essa recuperação pode contribuir “a exploração de novos eixos ferroviários”, bem como outras medidas tomadas pela CP para atrair mais clientes: criação de novos títulos de transporte e a introdução de novos sistemas de bilhética nos serviços urbanos de Lisboa e Porto, mais práticos e articulados com outros modos de transporte público; ofertas comerciais específicas para determinados segmentos; apoio a grandes eventos musicais, desportivos e culturais; campanhas dirigidas ao segmento turístico e jovem.
Os sistemas de metropolitano de Lisboa e Porto transportaram, no segundo trimestre de 2009, 58,3 milhões de passageiros, ou seja, menos 0,4% do que no período homólogo de 2008. Esta quebra foi registada no Metropolitano de Lisboa (ML), já que os 44,9 milhões de passageiros transportados ficaram aquém dos valores de 2008 (45,5 milhões), uma tendência que já se verifica desde 2005, segundo o INE.
Durante o ano passado, o ML transportou 165,8 milhões de passageiros. Para atrair mais clientes, o ML procura “divulgar as suas vantagens enquanto meio de transporte público, seguro, rápido e amigo do ambiente”.
Ao contrário de Lisboa, na ‘Invicta’ os valores de 2009 têm vindo a superar os de 2008: no segundo trimestre, 13,4 milhões de pessoas foram transportadas pelo Metro do Porto (MP), mais 3,3% do que no mesmo período do ano passado. Este “crescimento sustentado e consolidado” leva a que a empresa registe uma taxa de satisfação superior a 75%..

Mantém-se a taxa de utilizadores do autocarro e barcos

O número de pessoas a circular nos autocarros da Carris tem vindo a estabilizar nos últimos anos. Em 2006, foram transportados quase 235 milhões de passageiros, valor que cresceu para 236 milhões em 2007, tendo diminuído ligeiramente em 2008 para valores próximos dos registados em 2006. Segundo os dados divulgados pela empresa, em 2008 foram transportados 234,4 milhões de pessoas, e no primeiro semestre de 2009 esse número ronda já os 125 milhões.
Ainda de acordo com a Carris, “o comportamento da procura em 2008 reflecte as transferências modais induzidas pela expansão da rede do ML”. Para fidelizar e captar novos segmentos de mercado, a empresa tem tomado várias medidas: desde a renovação faseada da rede, à renovação das frotas e do pessoal tripulante. Segundo aquela fonte, o índice global de satisfação dos clientes é de 64,6”.
Também no transporte fluvial o número de passageiros não tem sofrido grandes alterações. Desde 2006, a Transtejo regista cerca de 28,5 milhões de passageiros (apenas em 2006 este valor desceu para 28 milhões), e no primeiro semestre de 2009 o número de passageiros foi de 14,2 milhões.
Com o objectivo de “melhorar a intermodalidade”, a empresa encetou algumas obras nos últimos anos. Foi revitalizada a estação da Trafaria, inaugurado o interface do Cais do Sodré e reposta a ligação de ferry neste terminal. Ainda este ano, a Transtejo conta realizar obras de revitalização no terminal de Cacilhas.
A previsão para 2010 aponta, segundo a empresa, para um aumento do número de passageiros, já que no primeiro semestre irão entrar ao serviço dois novos ferries de transporte misto (passageiros e mercadorias) na ligação de Cacilhas – Cais do Sodré.