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31/05/2016

Os Verdes questionam a Câmara sobre o antigo letreiro histórico do Ascensor da Bica


 
O Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes teve conhecimento, através da comunicação social, que o majestoso e histórico letreiro que integrava a fachada do imóvel que alberga o Ascensor da Bica, classificado como Monumento Nacional em Fevereiro de 2002, foi removido antes das obras de reabilitação. No entanto, após a conclusão das obras de reabilitação do edifício, aquele letreiro histórico não voltou a ser colocado no sítio.

Neste sentido, o PEV pretende saber se o executivo camarário autorizou a remoção definitiva do letreiro antigo e histórico que existia na fachada do edifício que dá acesso ao Ascensor da Bica; e, em caso afirmativo, se a Direcção Municipal de Gestão Patrimonial foi consultada e chegou a emitir algum parecer favorável em relação à retirada deste elemento histórico que era parte integrante daquele Monumento Nacional. Os Verdes pretendem ainda saber qual o destino dado ao antigo letreiro histórico que sinalizava o local, e se a CML tenciona intimar o proprietário do imóvel sito na Rua de São Paulo, nº 234, no sentido de exigir que volte a colocar na fachada o antigo letreiro histórico.

REQUERIMENTO

O Ascensor da Bica, concebido pelo engenheiro português Raoul Mesnier du Ponsard, foi inaugurado em 28 de Junho de 1892. O seu trajecto se inicia num prédio setecentista na Rua de São Paulo, até ao Largo do Calhariz, tendo sido o terceiro e último do seu tipo a ser construído em Lisboa. A curta viagem proporciona uma vista ímpar sobre o rio, ao mesmo tempo que atravessa um bairro com características populares e tipicamente lisboetas.

Devido à sua enorme importância histórica e cultural, o Ascensor da Bica foi classificado como Monumento Nacional em 2002, através do Decreto-Lei n.º 5/2002 de 19 de Fevereiro, aprovado em Conselho de Ministros em Novembro de 2011.

Antes de terem sido realizadas as obras de reabilitação efectuadas no imóvel sito na Rua de São Paulo, nº 234, edifício que alberga o Ascensor da Bica, procedeu-se à remoção do magnífico letreiro que integrava a fachada do imóvel. No entanto, após a conclusão das obras, aquele letreiro histórico não voltou a ser colocado no sítio.

Considerando que as suas características únicas lhe conferem um grau máximo de protecção patrimonial, representando ainda um “ex-líbris” da cidade.

Assim, ao abrigo da al. j) do artº. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1 – Autorizou a CML a remoção definitiva do letreiro antigo e histórico que existia na fachada do edifício da Rua de São Paulo que dá acesso ao Ascensor da Bica?

2 - Se sim, foi a Direcção Municipal de Gestão Patrimonial consultada e emitiu algum parecer favorável em relação à retirada deste elemento histórico que era integrante daquele Monumento Nacional?

3 – Qual o destino dado ao letreiro antigo e histórico que sinalizava o local?

4 – Tenciona a CML intimar o proprietário do imóvel sito na Rua de São Paulo, nº 234, no sentido de lhe exigir que volte a colocar na fachada o antigo letreiro histórico? Se sim, para quando?

 

Lisboa, 31 de Maio de 2016

Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de Os Verdes.

17/11/2015

Intervenção do PEV no PAOD, na Assembleia Municipal de Lisboa de 17 de Novembro de 2015

 
Os Verdes” apresentam hoje 3 saudações, uma ao 130º Aniversário do Ascensor da Glória, que se encontra classificado como Monumento Nacional desde Fevereiro de 2002 e que é muito utilizado não apenas por turistas como também por moradores e utentes naquela zona da cidade; outra aos 70 anos da Organização das Nações Unidas e a Carta que a instituiu, sugerindo-se que se reconheça o papel desenvolvido pela ONU em prol da paz e do equilíbrio entre os povos de todo o mundo, para que se partilhem valores e responsabilidades na criação de um mundo mais inclusivo; e a 3ª saudação pela classificação obtida pelo Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa no Campeonato de Trauma e Salvamento do Mundo de 2015, pelo que a cidade de Lisboa e o país se devem sentir orgulhosos pelos excelentes resultados destes profissionais e por todo o trabalho desenvolvido no dia-a-dia, representando o RSB um admirável exemplo de coragem e altruísmo, em benefício dos cidadãos.
 
Apresentamos também uma Recomendação tendente à requalificação do Largo de São Sebastião da Pedreira, alertando para a necessidade e pertinência de se proceder à requalificação deste espaço, de modo a definir-lhe uma nova microcentralidade que o consagre como local de excelência para ponto de encontro, estadia e actividades lúdicas, salvaguardando a traça histórica e turística do local, incluindo uma melhor arborização do Largo e contemplando medidas de reordenamento e de acalmia de tráfego que melhorem a segurança da mobilidade pedonal, mas que neste projecto seja tido em conta a participação da Junta de Freguesia e da população residente, através da apresentação pública do estudo a desenvolver.
Quanto aos restantes documentos, “Os Verdes” destacam o seguinte.
Não podíamos deixar de constatar a insistência do CDS com a saudação nº 1, de tentar branquear o golpe militar de 25 de Novembro de 1975, confirmando toda uma trajectória contra os valores e ideais progressistas da Revolução de 25 de Abril de 1974, contra a Constituição da República Portuguesa na qual não votou a favor em 1976, complementada com a cereja no topo do bolo das medidas de austeridade dos 4 anos de Troika e do anterior Governo de que fez parte. Aliás, o conteúdo deste texto é uma mera transcrição da versão apresentada o ano passado e que sucessivamente tem sido apresentada noutras Assembleias.
Foi também já este ano, em Santarém, que o revanchismo do CDS chegou mesmo a ensaiar substituir - pasme-se - as comemorações do 25 de Abril pelas do 25 de Novembro, o que representaria uma provocação e uma afronta aos que lutaram e morreram pelo fim do fascismo. Por isso, este ataque ideológico aos valores de Abril tem, liminarmente, sido sempre rejeitado pelos partidos defensores dos princípios conquistados com o 25 de Abril.
No caso presente, insiste-se em recriar o antigo ‘arco da governação’ numa tentativa de divisionismo dos recentes acordos alcançados entre o PS, o PCP, o BE e o PEV para constituírem um Governo maioritário de esquerda na A.R., na mesma linha do discurso anti-democrático do Presidente da República na sua análise aos resultados das eleições de 4 de Outubro. E todos nós percebemos onde a direita derrotada quer chegar. Pelo que, como o CDS volta a insistir, “Os Verdes” continuarão a votar contra.
Depois, a moção nº 1 não pode propor, na sua deliberação nº 2, que esta AML “estude com o Estado central o futuro” de uma qualquer 3ª instituição, pois tal não constitui competência desta Assembleia. Também as deliberações nºs 2 e 3 da moção nº 3 estão desenquadradas no tempo, pois o XX Governo procedeu, na semana passada, à assinatura da alienação da TAP, pelo que o que há agora a fazer é demonstrar a ilegalidade de um acordo assumido pelo Governo de gestão, para o cancelamento e reversão das subconcessões e privatizações na área dos transportes.
Quanto à moção nº 7, ao longo das diversas sessões do debate temático sobre transportes nesta AML, o PEV sempre defendeu que os transportes deveriam permanecer públicos e, na Área Metropolitana de Lisboa, sob a coordenação de uma autoridade metropolitana, com a participação dos municípios servidos pelo Metro e a Carris, pelo que requeremos a votação em separado do ponto nº 1.
Finalmente, revemo-nos na recomendação nº 8, até porque já havíamos abordado este caso em Janeiro deste ano, onde tínhamos questionado a CML sobre o antigo Cinema Paris. “Os Verdes” procuraram que a CML esclarecesse se ponderava reabilitar o edifício e para que fins, se existia algum projecto, qual o estado de conservação do painel da autoria do pintor Paulo Guilherme e para quando poderia o imóvel ser reaberto à população como, por exemplo, um equipamento cultural ou polivalente.

J. L. Sobreda Antunes
Grupo Municipal de “Os Verdes

Saudação - “130º Aniversário do Ascensor da Glória”


 
"Desde este lugar sem história
              Até um lugar na história
              Vão apenas dois minutos
              No elevador da glória".

  Rádio Macau
 

O Elevador da Glória, inaugurado a 24 de Outubro de 1885, foi construído pelo engenheiro português de origem francesa, Raoul Mesnier du Ponsard, por iniciativa da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, depois de a Câmara Municipal de Lisboa ter aprovado, em 1875, a instalação particular de um transporte em plano inclinado no local. Há 130 anos que dois elevadores têm feito o percurso de 275 metros da Calçada da Glória nos sentidos ascendente e descendente, entre os Restauradores e o Bairro Alto.

O ascensor que hoje faz este percurso é semelhante ao utilizado na altura da electrificação, em 1914. Quando foi inaugurado, em 1885, funcionava com depósitos de água, que, graviticamente, faziam descer um dos ascensores e subir o outro, e a cabine tinha dois pisos, sendo que o superior não tinha cobertura. Posteriormente chegou a ter um motor a vapor, até ter sido electrificado. Até finais do século XIX, durante as viagens nocturnas, a iluminação dentro da cabine era feita com velas.

Actualmente, o Elevador da Glória é muito utilizado por turistas que vêem na sua antiguidade um dos seus pontos de atracção, sendo também muito utilizado por moradores e utentes de equipamentos e serviços naquela zona da cidade. É, por isso, o ascensor mais movimentado da cidade de Lisboa, estando classificado como Monumento Nacional desde Fevereiro de 2002.

Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista Os Verdes:

1 - Saudar o 130º Aniversário do Elevador da Glória.

2 - Enviar a presente saudação à Transportes de Lisboa - Companhia Carris de Ferro de Lisboa S.A. e à Fectrans.

Assembleia Municipal de Lisboa, 17 de Novembro de 2015

O Grupo Municipal de “Os Verdes
 

Cláudia Madeira                                                        J. L. Sobreda Antunes