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21/11/2014

Não implementação do Plano de Acção Solar para Lisboa leva “Os Verdes” a questionar a Câmara

A Câmara Municipal de Lisboa desenvolveu um Plano de Acção Solar para Lisboa, que foi aprovado em 2010, contemplando vários projectos a implementar na cidade. 
   
Uma das acções do Plano de Acção Solar para Lisboa consistia na “Análise do potencial de instalação de sistemas solares fotovoltaicos em edifícios municipais” onde era identificado o potencial solar do património edificado da CML, resultando dessa análise um conjunto de propostas de investimento para a instalação e exploração de sistemas solares fotovoltaicos, medida que desde 2010 continua por executar.  
   
Desta forma, o Grupo Municipal do Partido Ecologista «Os Verdes» pretende saber se a autarquia já procedeu à elaboração de candidatura a fundos comunitários que permitam a execução das acções previstas no Plano de Acção Solar para Lisboa e qual o montante que o executivo pondera vir a investir no âmbito dessa candidatura.  
  
“Os Verdes” querem ainda saber se está a ser equacionada pela autarquia a implementação de incentivos a particulares para fomentar a instalação de painéis solares, nomeadamente aqueles que promovem acções de reabilitação urbana, no âmbito do ‘Programa Reabilita primeiro, Paga depois’, ou a criação de programas de incentivos específicos para promover a adopção de sistemas solares térmicos em edifícios novos e intervencionados com grandes reabilitações, além dos que já existem, como é o caso da redução de taxas urbanísticas.

Finalmente, “Os Verdes” questionam o executivo camarário sobre para quando prevê a instalação de sistemas solares fotovoltaicos nos inúmeros edifícios municipais da CML, e em quais, como medida de eficiência energética.

REQUERIMENTO

A cidade de Lisboa, juntamente com Paris, Lyon, Munique, Malmo e Victoria, são parceiras no projecto POLIS – Identificação e Mobilização de Potenciais Solares através de Estratégias Locais. Este projecto, desenvolvido no âmbito do Programa Energia Inteligente Europa e co-financiado pela Comissão Europeia, teve como objectivo promover a dimensão do planeamento urbano solar através do estudo do potencial de integração/adopção de tecnologias solares na Europa, maximizando o aproveitamento de energia solar e a produção descentralizada de energia através da mesma.

No âmbito do referido projecto, foi desenvolvido um Plano de Acção Solar para Lisboa, aprovado pela Câmara Municipal em 2010, contemplando vários projectos a implementar na cidade. Um desses projectos consistiu na elaboração da Carta do Potencial Solar do Concelho de Lisboa, que permite identificar o potencial solar para todos os edifícios da cidade de Lisboa.

No âmbito do Plano de Acção Solar para Lisboa, na acção 4, denominada de “Análise do potencial de instalação de sistemas solares fotovoltaicos em edifícios municipais”, é identificado o potencial solar do património edificado da Câmara Municipal de Lisboa, resultando dessa análise propostas de investimento para a instalação e exploração de sistemas solares fotovoltaicos.

Considerando que Portugal adoptou em 2008 o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética, o qual define ao nível dos vários sectores de actividade as medidas e programas a implementar com vista a alcançar até 2016 medidas de melhoria de eficiência energética.

Considerando que a cidade de Lisboa aprovou em Dezembro de 2008 a Estratégia Energético Ambiental para Lisboa que define objectivos para a redução do consumo energético da cidade e da Câmara de Municipal de Lisboa.

Considerando ainda, que a cidade de Lisboa aderiu ao Pacto de Autarcas, onde se compromete a ir além da política energética da UE em termos de redução das emissões de CO2 (mais de 20% até 2020), através da adopção de medidas de eficiência energética e mecanismos de produção de energia renovável.

Considerando por último que a Carta do Potencial Solar do Concelho de Lisboa identifica o potencial solar de todos os edifícios existentes no concelho, e ainda que a autarquia já possui uma análise e avaliação do potencial solar do património edificado municipal.

Assim, ao abrigo da alínea g) do art. 15º do Regimento da Assembleia Municipal de Lisboa, vimos por este meio requerer a V. Exª se digne diligenciar no sentido de nos ser facultada a seguinte informação:

1.                  Quando prevê a autarquia proceder à elaboração da candidatura a fundos comunitários para a implementação das acções previstas no Plano de Acção Solar para Lisboa?

2.                  No âmbito dessa candidatura, que montante irá a autarquia investir?

3.                  Prevê a autarquia apoiar a instalação de painéis solares, a particulares, nomeadamente aqueles que promovem acções de reabilitação urbana, no âmbito do Programa Reabilita primeiro, Paga depois?

4.                  Que programas de incentivo específicos pretende a autarquia implementar para promover a adopção de sistemas solares térmicos em novos edifícios e edifícios intervencionados em grandes reabilitações, além dos que já existem, como é o caso da redução de taxas urbanísticas?

5.                  Quando prevê a autarquia implementar os sistemas solares fotovoltaicos nos edifícios municipais?

Requer-se ainda, nos termos regimentais aplicáveis, que nos seja igualmente facultada a calendarização/monitorização das acções e metas previstas e já concretizadas no âmbito do Plano de Acção Solar para Lisboa.

Solicita-se aos órgãos de comunicação social que procedam à divulgação deste comunicado.
A versão integral do requerimento do Grupo Municipal de “Os Verdes” poderá ser consultada aqui.
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.
Lisboa, 21 de Novembro de 2014

16/06/2008

O vento também pode ser combustível

Segundo o responsável pelo laboratório de energia eólica do INEGI 1, o vento pode funcionar como alternativa aos combustíveis, como a gasolina e o gasóleo, mas não deixa de acrescentar que “andar a vento directamente acho complicado.
Por isso, os protótipos servem apenas para ilustrar uma das várias funcionalidades do vento, pelo que será pouco provável que comece a ver carros totalmente dependentes do vento na estrada. E isto porque “os transportes são uma área à parte, porque precisam de combustível e a energia eólica converte o vento em electricidade. Mas já há veículos movidos a electricidade, por isso tudo é possível”, comentou.
Um responsável pela mostra de veículos movidos a vento, apresentou os carros construídos por alunos do Instituto Superior de Engenharia do Porto e enalteceu as suas qualidades: “Não precisamos de gasolina nenhuma, só precisamos de vento e alguma adrenalina. O recorde de um carro destes foi 180 kms/h em terra lisa, mas em gelo pode ir até aos 210 kms/h”.
O Dia Europeu do Vento, assinalado ontem 2, serviu de pretexto ao INEGI e à APREN para alertar os portugueses para a importância da energia eólica, como alternativa a outros elementos que prejudicam o ambiente. “O que pretendemos com esta iniciativa é que as pessoas, quando acenderem a luz em casa ou ligarem a máquina do café, se lembrem que há uma pequena parcela de energia ali oriunda dos aerogeradores, que vêem nos montes quando passam na autoestrada”.
No ano de 2007, Portugal tinha cerca de dois mil megawatts de potência instalada de energia eólica. “Por cada hora que passa, em termos de energia gasta, sete minutos vêm da energia eólica, isso corresponde a 11 ou 12 por cento da energia que consumimos”, divulgou.
Para os próximos anos, o plano está bem delineado: “Portugal tem de instalar mais de cinco mil megawatts até 2012, por isso não há volta a dar. No entanto, há questões de planeamento do território que são difíceis de ultrapassar. Julgo que está tudo encaminhado e agora o grande desafio é prever o que vem depois”.
As comemorações encerram esta 2ª fª com a conferência “Energia Eólica em Portugal : um percurso, um desafio” na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Será o fim de quatro dias totalmente dedicados ao vento, um elemento que está cada vez mais presente no quotidiano dos portugueses através da energia eólica 3.
E quem sabe se, um dia, está não será uma boa opção para o seu carro.

15/06/2008

Dia Europeu do Vento

Hoje, dia 15 de Junho, comemora-se o poder do vento em toda a Europa. O que significa este dia?
O ano de 2007 ficou marcado como o ponto de viragem na política energética da Europa. Na sequência de propostas apresentadas pela Comissão Europeia, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se com metas concretas na redução das emissões da UE, reagindo deste modo às crises climática e energética, assim como ao apelo dos cidadãos europeus por mais energia limpa.
A Associação Europeia da Energia Eólica - European Wind Energy Association, EWEA - e os seus parceiros aproveitaram o primeiro dia do vento, celebrado em 15 de Junho de 2007, como um modo de promover junto dos cidadãos europeus a energia eólica como uma peça essencial na luta contras as crises climática e energética.
Este ano a iniciativa alarga-se a Portugal com um conjunto de acções dinamizadas pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, INEGI, e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis, APREN, em colaboração com diversos parceiros.
Pretende-se com este Dia Europeu do Vento de 2008:
Promover a energia eólica como fonte renovável de energia;
Explicar o papel da energia eólica na solução para as crises climática e energética;
Encorajar os cidadãos europeus a aderir à ‘electricidade verde’.
Em Portugal, o Dia Europeu do Vento inclui visitas a parques eólicos, concursos de desenho e fotografia, conferências, palestras, oficinas e muito mais.
O Dia Europeu do Vento constitui por isso a ocasião ideal para se aprender mais sobre a energia eólica, apoiar e promover esta energia limpa.

Ver
http://diadovento.inegi.up.pt/info.asp?id=2

26/05/2008

Microturbina eólica

O INETI - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação - é a entidade coordenadora e responsável contratual pelo desenvolvimento da 1ª Microturbina Eólica em Portugal, concebida e desenvolvida por cerca de 20 cientistas de seis instituições universitárias e científicas e contando com a participação de sete empresas 1.
Tratando-se de um projecto financiado pela Agência de Inovação (75%) e desenvolvido no INETI (que pagou 25%), diz-se que a microturbina eólica será silenciosa, funciona com pouco vento e estará no mercado até ao final do ano, podendo reduzir a zeros a factura caseira da electricidade.
Destinada a ser usada em ambientes urbanos, a microturbina eólica poderá ser colocada no topo dos edifícios, no jardim ou no telhado e, graças à microgeração - sistema no qual os consumidores podem também ser produtores de energia -, qualquer pessoa poderá vir a adquiri-la e a produzir em casa a energia que consome. Tal facto poderá, no entanto, trazer fortes impactos visuais quando disseminada em ambientes urbanos.
A investigadora do INETI, que dirige o projecto, explica que a grande inovação desta microturbina, em comparação com as que já existem no mercado, será a possibilidade de “arrancar com velocidades de vento muito baixas” (3,5 metros por segundo), conseguindo-se “produzir mais energia com menos vento”. O que será essencial no ambiente urbano, onde os edifícios cortam o vento e o tornam mais irregular.
O segredo da boa performance deste equipamento poderá estar na forma como as pás são encastradas na estrutura principal e na sua própria forma. O facto de ser silenciosa foi um ‘bónus’ que veio associado a estas características. Normalmente, a produção do ruído não é uma preocupação tida em conta na concepção inicial das turbinas, sendo o problema minimizado a posteriori, com a colocação de bandas que reduzem a produção energética total.
Além de ser um indicador da eficiência energética de cada lar, a ausência de ruído será a principal grande vantagem competitiva, porque o equipamento, considera a investigadora, é instalado junto às pessoas, querendo-se, por isso, que seja o mais harmonioso possível 2.