02/10/2007
Algumas boas notícias
31/08/2007
Mais uma da Fundação D. Pedro IV
Inacreditável....
16/07/2007
Propaganda de última hora
Foram às dezenas os moradores que o receberam e que se têm dirigido a elementos da Direcção da Associação Tempo de Mudar (ATM) manifestando a sua indignação em relação ao conteúdo do mesmo e, entre estes, houve quem afirmasse (pasme-se!) que na distribuição do dito terão participado funcionários ou colaboradores da nossa Junta de Freguesia (?!).
Se a organização política, subscritora do referido papel, terá podido contar com a mencionada ajuda, não sabemos, obviamente, em que qualidade estariam, na altura, os tais supostos funcionários/colaboradores da mencionada autarquia?!... Porém, se a intenção era cobrir (como parece!?), cirurgicamente, todo o edificado do IGAPHE, para uma próxima, sugerimos que perguntem à ATM, onde é que estão situadas as caixas de correio de alguns dos citados prédios!... 1
Em suma: esta parece ter sida, em todos os sentidos, uma verdadeira e óbvia 6ª feira 13 para o Partido ao autor de tão brilhante proeza!... Para além de uma deturpada propaganda de última hora que, ostensivamente, omite quem teve a iniciativa de em seio da Assembleia da República propor e fazer aprovar a resolução para o problema destes moradores.
28/06/2007
Intervenção de Francisco Madeira Lopes no debate sobre a Fundação D.Pedro IV
Através dessa Associação, ficámos a conhecer os abissais aumentos nas rendas, nalguns casos até aos 4000%, que a Fundação pretendia impor aos arrendatários e que, recentemente, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa veio suspender, dando assim razão aos moradores. E também ficámos a saber das intimidações, com ameaças de despejo, que a Fundação terá exercido para que os arrendatários aceitassem esses aumentos, e da intenção da Fundação de impor contratos de arrendamento limitados a períodos de cinco anos, situação absolutamente estranha na habitação social.
Já em Março deste ano, recebemos em audiência a comissão instaladora da Associação de Pais e Encarregados de Educação D. Pedro IV que, por sua vez, nos revelou como a Fundação tem promovido a degradação das condições de funcionamento desses estabelecimentos, com uma gestão que consideram estar a ser orientada por fins alheios aos interesses dos seus utilizadores, as crianças. Isso passa pela decisão unilateral de redução do período de funcionamento, ao arrepio do regulamento e sem qualquer comunicação prévia, pela redução do pessoal da acção educativa e ameaças de despedimentos e pelos preços praticados, que colocam em causa a própria natureza social da acção da instituição.
Infelizmente, à justa e legítima contestação dos pais e encarregados de educação, a Fundação reagiu com ameaças, retirando-lhes a possibilidade de usarem as instalações da Fundação para a sua actividade, pretendendo, até, que aqueles riscassem da denominação da Associação o nome D. Pedro IV.
Mais recentemente, recebemos em audiência a Comissão de Moradores do Bairro das Amendoeiras, que nos relatou outras tantas irregularidades. Desde logo, o facto de a sede da Fundação mais se parecer com a sede de uma holding imobiliária, já que aí também funcionam empresas de direito privado do ramo imobiliário que nada têm a ver com os fins da Fundação, sendo que esta é sócia maioritária de uma delas, acabando, assim, por desenvolver actividades lucrativas, em clara violação da lei.
Aliás, foi por intermédio desta Comissão de Moradores que tivemos acesso ao relatório de averiguações à Fundação D. Pedro IV, feito em 2000 pela Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o qual não deixa qualquer margem para dúvidas das muitas situações profundamente preocupantes que ali têm ocorrido sob a impassibilidade da tutela.
Depois e relativamente ao conhecido empreendimento de S. Bento ou Edifício Três Reis, cujo terreno foi doado à então SCAIDE (Sociedade das Casas de Apoio à Infância Desvalida) para a construção de equipamentos sociais para a infância, a Fundação obteve, em 1991, a autorização do governo para construir habitações de luxo e comércio, sob condição de, pelo menos, na área original, serem construídos equipamentos sociais para apoio a crianças, jovens e pessoas idosas. Porém, nem isto foi assegurado pela Fundação, violando assim, de forma grosseira, normas legais imperativas. E quem deveria fiscalizar o seu cumprimento, pelos vistos, também nada fez!
E hoje, quando discutimos não apenas a extinção da Fundação D. Pedro IV e a reversão para o Estado de todo o seu património, discutimos também o apuramento de responsabilidades por ilegalidades cometidas pela Fundação.
Seria bom questionar os motivos que levaram a que, exactamente 7 anos depois do relatório da Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, concluído a 21 de Junho de 2000, nenhuma diligência tenha sido desenvolvida pelos governos no sentido de dar execução às propostas que constavam desse relatório, que enumera um sem número de irregularidades e ilegalidades praticadas pela Fundação e que acaba por propor a destituição dos corpos gerentes ou, cumulativamente, a extinção da Fundação.
Aliás, quatro governos depois, o problema não foi resolvido. O Sr. Deputado Miguel Coelho, do Partido Socialista, disse que a extinção levaria cinco ou seis anos. Pois bem, Sr. Deputado, já passaram sete anos! Em vez de ser dada execução ao proposto, ainda houve tempo para, em 2005, transmitir, a título gratuito, para a Fundação D. Pedro IV, um valioso património público, ou seja, 1400 fogos nos Bairros dos Lóios e das Amendoeiras, em Lisboa. É estranho, sobretudo, porque ocorre depois desse relatório, que andou esquecido nas gavetas durante sete anos.
Pelo exposto e por tudo o que vem referido no relatório da Inspecção-Geral, concluído em 2000, Os Verdes entendem que as razões invocadas pela Fundação para a modificação da sua forma institucional, alargamento das actividades de acção social e outras áreas de intervenção, nomeadamente de idosos, habitação protegida, não saíram, infelizmente, do papel. Destas actividades, a Fundação apenas desenvolve actividades na área da infância e, mesmo estas, pouco têm de social, considerando as mensalidades elevadas que afastam as crianças de famílias mais carenciadas.
Ignorando os compromissos assumidos, a Fundação não investiu um cêntimo no alargamento das áreas de intervenção social, apesar do valioso património que lhe foi afecto. O seu investimento recaiu na criação e manutenção de empresas de direito privado no ramo imobiliário, umas e outras com fins estranhos aos fins pelos quais a Fundação se deveria pautar.
Acresce ainda o facto de essas entidades serem geridas por membros do conselho de administração da Fundação, que assim duplicam e acumulam remunerações. Por outro lado, a Fundação, ao contratar, como tem vindo a fazer, os serviços dessas empresas, está a contratar, ainda que indirectamente, com membros dos seus próprios corpos gerentes. São estas ligações, provavelmente, que levaram a que a Fundação, sem qualquer fundamentação, perdoasse a uma dessas empresas uma dívida de 4000 contos.
A tudo isto soma-se o facto de o conselho de administração gerir de forma discricionária a própria Fundação, com dois órgãos — conselho consultivo e conselho social (pelo menos até 2000 nunca haviam reunido) —, e com um membro do conselho fiscal, que é revisor oficial de contas e presta serviços remunerados à Fundação e à mesmíssima empresa a quem a Fundação perdoou a tal dívida.
Como se afirma no relatório da Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, os factos indiciam que a Fundação enganou não só os associados da sua fundadora mas também o Estado português, nunca tendo concretizado as actividades a que se comprometeu e que justificaram a sua criação, apesar de ter meios para o fazer.
Assim, e considerando as conclusões desse relatório, segundo as quais urge pôr cobro a esta situação que repugna no Estado de direito democrático, principalmente por desvirtuar todos os princípios de solidariedade social subjacentes — e qualquer solução que passe pela manutenção da instituição suscita alguma apreensão —, Os Verdes, naturalmente, só podem votar a favor da recomendação hoje em discussão. Não deixando, porém, de fazer o reparo de que, exactamente sete anos volvidos sobre a conclusão do relatório, constatam que tanto o anterior governo como o Governo actual nada fizeram para dar seguimento às propostas que dele fizeram parte.
25/06/2007
Ainda a Fundação D.Pedro IV
- Da Comissão Instaladora (CI) da Associação de Pais D. Pedro IV, que se congratula com a aprovação do ponto 2 que retira à Fundação D. Pedro IV os bairros de Lóios e Amendoeiras mas manifesta também espanto pelo facto de só dois partidos (PCP e Verdes) terem referido os problemas dos sete Estabelecimentos de Infância e do Lar de Idosos.
22/06/2007
Património da Fundação D. Pedro IV reverte para o Estado
A proposta foi aprovada em plenário por iniciativa do PCP que usou o agendamento potestativo de um projecto de resolução que visava também a extinção da Fundação D. Pedro IV e «o apuramento de ilegalidades cometidas em seu nome».
Estes dois pontos foram rejeitados na votação, apesar de o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista Os Verdes apoiarem a extinção da fundação e o apuramento de responsabilidades." (PD, RTP)
15/06/2007
Tribunal decide a favor dos moradores do Bairro das Amendoeiras
25/05/2007
Pela extinção da Fundação Dom Pedro IV
12/04/2007
Protesto dos bairros
Uma boa dinâmica, por um direito à habitação.
03/04/2007
O caso do relatório desaparecido...
30/03/2007
Recortes de imprensa
"Lisboa, 29 Mar (Lusa) - O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu explicações ao Governo sobre as condições em que funcionam os estabelecimentos de infância da Fundação D. Pedro IV, na sequência de queixas dos pais das crianças.
"Avolumam-se decisões que, além de serem reveladoras de alguma falta de formação na área, têm contribuído para a deterioração das condições de segurança, higiene e da estabilidade emocional das crianças, como o alargar dos turnos de almoço, permitindo a possibilidade de uma criança estar sem comer durante seis horas seguidas ou a determinação para que duas funcionárias dêem a papa a 11 bebés no berçário da Casa de Santana, imagine-se, em apenas meia- hora", afirma o PEV num requerimento entregue quarta-feira no Parlamento, citando informações dos pais.
O Grupo Parlamentar do PEV recebeu a Comissão Instaladora da Associação de Pais e Encarregados de Educação, que manifestou aos deputados "grande preocupação" com a situação.
Os Verdes decidiram questionar o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre as diligências que tomou, após ouvir a comissão instaladora da associação, e as queixas que foram apresentadas na Inspecção-Geral da Segurança Social desde Setembro.
No requerimento assinado pelo deputado Francisco Moreira Lopes, o PEV afirma que os pais relataram uma progressiva degradação das condições de funcionamento daqueles estabelecimentos, em consequência de uma gestão que consideram ser orientada "por fins alheios aos interesses dos seus utilizadores, as crianças, ao ponto de colocar em causa a natureza social da acção da instituição".
Os pais denunciaram também medidas para o ano lectivo em curso relativamente à gestão e funcionamento das sete casas de infância frequentadas por 850 crianças, dos quatro meses aos cinco anos, que "não constam de nenhum documento formal, nem foram objecto de comunicação prévia por parte da administração".
Essas decisões, adiantam, relacionam-se com "redução de pessoal de acção educativa, por extinção de postos de trabalho e transferências para outros serviços fora das casas de infância, ameaças de despedimento de pessoal de acção educativa" e ainda "encerramento do estabelecimento durante o mês de Agosto, ao contrário do sucedido em anos anteriores e sem que o regulamento até essa altura o previsse".
No passado dia 09, a associação de pais das crianças que frequentam os infantários da fundação, em Lisboa, queixou-se de perseguições por parte do conselho de administração da instituição, desde que pediu a sua destituição ao Ministério do Trabalho.
"Recebemos uma missiva do conselho de administração retirando o apoio à associação e ameaçando com processos", disse então à agência Lusa Tiago Mota Saraiva, da associação." (Lusa)
29/03/2007
"Os Verdes" querem esclarecimentos sobre os estabelecimentos de infância da Fundação D. Pedro IV

Requerimento:
O Grupo Parlamentar “Os Verdes” recebeu em audiência a Comissão Instaladora da Associação de Pais e Encarregados de Educação D. Pedro IV, a qual nos manifestou a grande preocupação sentida pelos Pais e Encarregados de Educação das crianças que frequentam os Estabelecimentos de Infância da Fundação D. Pedro IV.
Segundo nos foi relatado, os Pais e Encarregados de Educação, confrontados, por um lado, com a progressiva degradação das condições de funcionamento destes Estabelecimentos, em consequência de uma gestão que consideram ser orientada por fins alheios aos interesses dos seus utilizadores, as crianças, ao ponto de colocar em causa a natureza social da acção da Instituição, e, por outro, com as surpreendentes medidas divulgadas pela Administração da Fundação D. Pedro IV para o ano lectivo 2006/07, relativamente à gestão e funcionamento das suas Casas de Infância (sete), que cerca de 850 crianças, dos 4 meses aos 5 anos de idade, frequentam, decidiram promover uma reunião que viria a decorrer no passado dia 19 de Janeiro.
Essas anunciadas decisões, ao contrário do que era habitual, não constam de nenhum documento formal nem foram objecto de nenhuma comunicação prévia por parte da Administração e têm sobretudo a ver com:
- Redução de pessoal de acção educativa, por extinção de postos de trabalho e transferências para outros serviços fora das Casas de Infância;
- Ameaças de despedimento de pessoal de acção educativa;
- Encerramento do Estabelecimento durante o mês de Agosto deste ano, ao contrário do sucedido em anos anteriores e sem que o Regulamento até esta altura o previsse.
Após a segunda reunião geral de Pais e Encarregados de Educação, realizada a 14 de Fevereiro deste ano, que decidiu, entre outras, solicitar ao Ministério competente, a destituição dos Corpos Gerentes da Fundação, ter-se-á acentuado o “clima de terror” que se vive na Instituição e a própria Comissão Instaladora terá sido alvo de perseguição por parte do Conselho de Administração, que chegou, sobre esta matéria, a dirigir dois ofícios à Comissão: no primeiro solicitando a confirmação das deliberações “contrárias à orientação da Fundação” o que “a corresponderem à verdade, levarão o Conselho de Administração a ter de extrair as naturais consequências” (!?); e no segundo, pedindo esclarecimentos sobre as decisões, comunicando que ficava sem efeito a autorização concedida na carta de 2 de Fevereiro referente ao Uso da Sede da Fundação, como morada/sede da Associação de Pais, a utilização do auditório da Fundação ou a utilização do nome Fundação D. Pedro IV no nome da Associação de Pais!
Entretanto, segundo a Comissão Instaladora, avolumam-se as decisões que, para além de serem reveladoras de alguma falta de formação na área, têm, sobretudo, contribuindo para a deterioração das condições de segurança, higiene e da estabilidade emocional das crianças como, por exemplo, o alargar dos turnos de almoço, permitindo a possibilidade de uma criança estar sem comer durante 6 horas seguidas ou a determinação para que duas funcionárias dêem a papa a 11 bebés no berçário da Casa de Santana, imagine-se, em apenas meia hora!
Por fim a Comissão Instaladora informou-nos que foram recebidos em audiência pelo Sr. Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, no passado dia 15 de Fevereiro, durante a qual tiveram oportunidade de dar conta da situação até essa altura.
Assim, solicito, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a V. Exa. o Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo o presente requerimento, para que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1. Que diligências sobre este assunto tomou esse Ministério depois da reunião mantida com a Comissão Instaladora?
2. Quantas queixas relativas aos Estabelecimentos de Infância da Fundação D. Pedro IV, deram entrada desde Setembro de 2006 na Inspecção-Geral da Segurança Social?
3. Dessas queixas quantas se relacionavam com irregularidades financeiras, a segurança e a instabilidade que se vive nos referidos Estabelecimentos?
12/03/2007
Para já, ¼ de vitória
No documento que o Secretário de Estado entregou "sem margem negocial" à Fundação constam medidas que vão obrigar a D. Pedro IV a “ser obrigada a realizar obras de conservação e de reabilitação do edificado dos bairros dos Lóios e das Amendoeiras, em Marvila, e a alienar as casas deste último bairro aos moradores que o pretenderem fazê-lo com base em valores a definir”. O documento determina que o Instituto Nacional da Habitação (INH) e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) têm três meses para avaliar "o estado de conservação dos fogos para definição de rendas apoiadas".
Estranhamente (ou talvez não), a autarquia defende a denúncia do protocolo que existe entre o IGAPHE e a Fundação mas com o objectivo de as "associações de moradores assumam o encargo, num prazo de quatro anos, da requalificação" dos mesmos. Com efeito, no decurso da reunião realizada na Secretaria de Estado, o vereador da Acção social da CML avançou uma proposta alternativa à decisão do Governo, que apontava para a denúncia do contrato entre o IGAPHE e a Fundação e para a partilha da responsabilidade dos bairros das Amendoeiras e dos Lóios entre o Estado, a CML e as associações de moradores. O Secretário de Estado lembrou-lhe, porém, que o presidente da CML o informara oficialmente de que a edilidade "não tem condições" para ficar com os dois bairros 1.
Muito contestado tem sido o generalizado aumento das rendas anteriormente pagas ao IGAPHE, o que provocou uma onda de revolta pelo que os moradores qualificam como "terrorismo social". Os dos Lóios sentem-se injustiçados: "achamos que deveríamos ter uma terceira oportunidade para adquirir as nossas casas", pois não aceitam como “boa solução o património continuar na posse da Fundação". Quanto aos das Amendoeiras, consideram que conseguiram uma meia vitória: "vamos ter oportunidade de adquirir as nossas casas, mas ainda não sabemos em que condições" 2. Os moradores vão por isso reunir-se em plenário, esta segunda-feira à noite, para tomar posição sobre a decisão do Governo.
Para lá desta polémica, a Fundação encontra-se envolvida num litígio com muitos dos pais das crianças que frequentam os seus estabelecimentos de infância e que entretanto pediram ao Governo a destituição dos seus dirigentes. As condições de funcionamento das escolas têm vindo a degradar-se de forma persistente, fruto de uma gestão que, consideram, ser “guiada por fins alheios aos interesses dos seus utilizadores, as crianças, e que põe em causa a natureza social da acção da instituição”. Tais preocupações foram já transmitidas ao Presidente do Conselho de Administração da Fundação que foi exortado a inflectir o seu modelo, exortação liminarmente recusada.
Alarmados e surpreendidos com decisões e medidas anunciadas pela Administração da IPSS, sobre a gestão e o funcionamento das suas sete Casas de Infância onde estão crianças dos 4 meses aos 5 anos de idade, num total de cerca de 850 crianças, e revelando intenções e métodos completamente diferentes ao que era habitual em anos anteriores, um grupo de cerca de 50 pais e encarregados de educação decidiu debater e encetar medidas em defesa dos seus filhos. Para além do desagrado pelo despedimento de pessoal de acção educativa, acresce ainda o facto, observado quotidianamente pelos pais, da degradação do serviço prestado, originando-se um clima de grande preocupação e alarme social 3.
Entretanto, os moradores consideram que o “Governo cede, descaradamente, às pressões e aos interesses” da Fundação, a qual “está transformada em sede de várias empresas imobiliárias e de fundos de investimento dirigidas pelo Presidente do Conselho de Administração e geridas por outros membros dos seus órgãos sociais”, pelo que lançaram uma petição pela destituição dos seus corpos gerentes no URL www.petitiononline.com/fundacao/petition.html
Nesta Lisboa de 2007, o saldo para pais e moradores em geral não é ainda de vitória, mas de profunda preocupação.
1. “Governo obriga Fundação a vender casas em Chelas que lhe foram dadas pelo Estado” por José António Cerejo, e “Canto Moniz quer terrenos e dinheiro” Público, 2007-03-10
2. “Fundação D. Pedro IV tem de alienar casas” por Fátima Mariano, no URL http://jn.sapo.pt/2007/03/10/sul/fundacao_d_pedro_tem_alienar_casas.html
3. “Relatório síntese sobre a situação das casas de infância da Fundação D. Pedro IV”, da Comissão Instaladora da Associação de Pais, de 2007-03-08.
09/03/2007
Aguardemos para ver...
"Será um escândalo se o Secretário Estado, Prof. João Ferrão, na reunião agendada para amanhã, dia 9 de Março de 2007, pelas 18:30 horas, no edifício da respectiva Secretaria de Estado, não informar a Comissão de Acompanhamento para a Revisão do Auto de Cessão (pelo mesmo designada) de que possui uma solução para uma matéria que, há quase dois anos, afecta e perturba gravemente a vida das 1 416 famílias dos bairros dos Lóios e das Amendoeiras, da Freguesia de Marvila, Lisboa.(...)"
Aguardemos para ver...
05/03/2007
Lóios e Amendoeiras
Se é verdade que as duas urbanizações têm formações diferentes - o Bairro dos Lóios resulta de realojamentos e o das Amendoeiras foi ocupado após o 25 de Abril -, o objectivo dos moradores é o mesmo: poder adquirir a casa em que vivem, caso assim o desejem.
Segundo a Comissão de Moradores do Bairro das Amendoeiras, o Estado tem omitido o acordo que fez com os moradores em 1975. "Acordámos uma prestação mensal de renda fixa com o IGAPHE que nos possibilitaria ficar com a casa ao fim de 25 anos. O Estado esqueceu o acordo e ainda entregou as casas à Fundação D. Pedro IV sem nos dar conhecimento nem hipótese de aquisição. Um direito que temos" 1.
Os moradores dos Lóios exigem ainda alterações à lei que define a renda apoiada, alegando que tem originado aumentos muito elevados no arrendamento social e apresentam várias propostas para “salvaguardar” os direitos dos inquilinos. A contestação dos moradores tem por base a transferência de propriedade de 1.451 fogos dos bairros sociais dos Lóios e Amendoeiras, em Marvila, do extinto IGAPHE para a fundação, através de um auto de cessão de património.
A transferência destes fogos surgiu na sequência do decreto-lei 199/2002, aprovado pelo Governo liderado por Durão Barroso, que previa a “possibilidade de transferência, sem qualquer contrapartida” do património daquele instituto para os municípios. Quanto às recentes sugestões de alterações ao contrato de transferência de fogos do Estado para a Fundação, os inquilinos consideraram-nas inconclusivas 2.
Os moradores do bairro das Amendoeiras entregaram no passado dia 23 de Fevereiro na PGR várias queixas-crime visando a Fundação D. Pedro IV. Os moradores alegam tráfico de influências e favorecimento político entre o IGAPHE e a Fundação na doação de 1400 fogos em Chelas 3.
Por isso, mais do que nunca, os moradores sabem que se devem manter atentos a todos os pormenores do desenrolar do processo.
No passado dia 25, cerca de um milhar de pessoas participaram numa manifestação em Lisboa, exigindo ao Governo que tome "com urgência" medidas legislativas e políticas que garantam o direito à habitação previsto na Constituição. Em síntese, exigem que “o Estado assuma as suas responsabilidades relativamente às imprescindíveis e inadiáveis obras de reabilitação do referido edificado, mediante as recomendações técnicas e com acompanhamento do LNEC” e que após a realização das obras “seja dada oportunidade aos que queiram e que o possam fazer, de adquirem as casas em que habitam” 4.
Os locatários e proprietários vão voltar a reunir no próximo dia 9 de Março com representantes do Governo, mas deixam desde já o aviso que, se o encontro for inconclusivo, o caminho será de luta.
1. Ver o URL http://dn.sapo.pt/2007/01/09/cidades/fundacao_d_pedro_vai_perder_loios_e_.html
2. Ver o URL www.noticiasdamanha.net/?lop=artigo&op=96da2f590cd7246bbde0051047b0d6f7&id=badfbbbf45a2cfcbeabe0607bbaf5a77
3. Ver o URL http://amendoeiras.blogspot.com/2007/02/queixas-de-trfico-de-influncias-na-pgr.html
4. Ver o URL http://loios-marvila.blogspot.com/2007/03/chelas-moradores-contra-negcios-escuros.html
16/02/2007
Fundação D.Pedro IV
Mais de uma centena de pais das crianças que frequentam os estabelecimentos de infância da Fundação D. Pedro IV em Lisboa reuniram-se anteontem em assembleia geral e exigiram a destituição dos corpos directivos da instituição. foi esta proposta, aprovada por unanimidade, que levaram ontem a uma reunião com o ministro do trabalho e da solidariedade social. "tem que haver uma decisão política ao abrigo do decreto-lei que regula o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social", disse um dos pais. a destituição dos corpos directivos da fundação já tinha sido proposta num relatório da inspecção-geral da segurança social, em 2000, mas foi arquivada sem ser submetida à tutela. esta posição de força surge em resposta às medidas polémicas que foram tomadas pela administração da fundação, no âmbito de uma reestruturação iniciada em janeiro e que, entretanto, foi suspensa até emissão de parecer jurídico do Centro Distrital de Segurança Social. D.R."
(In: Jornal Público de 2007-02-16)
09/02/2007
Mais uma da Fundação D.Pedro IV
05/02/2007
Dieta Infantil
29/01/2007
Apelo