Assembleia Municipal de Lisboa de 23
de Junho de 2015
Em
primeiro lugar, o Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” gostaria de saudar esta
iniciativa e os peticionários que com a presente petição alertaram para a
necessidade da resolução de vários problemas de âmbito habitacional e de saúde
pública no lote 561, com acesso pela Avenida João Paulo II e que integra o
Bairro do Condado em Chelas, situações essas que dizem afectar e diminuir a sua
qualidade de vida.
Como
sabemos, “todos os cidadãos têm o direito de apresentar, individual ou
colectivamente, aos órgãos de soberania (…) ou a quaisquer autoridades petições,
representações, reclamações ou queixas para defesa dos seus direitos, da
Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem
informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação”.
Este direito está consagrado no artigo 52º da Constituição da República
Portuguesa. Também o Regimento da Assembleia Municipal garante “aos cidadãos o
direito de petição à AML sobre matérias do âmbito do Município e, em
particular, às organizações de moradores relativamente a assuntos do seu
interesse”. As petições representam, por isso, actos de cidadania plena.
“Os Verdes” acompanham assim as
preocupações dos peticionários, dada a situação generalizada de aberturas ou
fissuras nas paredes do Lote 561 e dos tectos das casas, que põem em risco a
saúde dos seus habitantes, nomeadamente, quando durante o Inverno chove com
mais intensidade, originando infiltrações das águas da chuva. Os moradores
denunciam também os esgotos a céu aberto, que transportam para as habitações
odores insuportáveis. Para além destes problemas, os peticionários
identificaram a existência de amianto no telhado e nos telheiros, substancia
considerada altamente cancerígena.
Arrastando-se
estas situações já há 30 anos, não é compreensível, nem desejável, que os habitantes
do Lote 561 do Bairro do Condado tenham que passar mais um Inverno a viver em
condições deploráveis de alojamento. No entanto, a intervenção camarária só
será agendada, no melhor dos cenários, lá para o Verão de 2016.
Por
tudo isto, o PEV defende que, no prazo mais curto
possível, a CML calendarize a resolução dos diversos problemas relatados nesta
petição, dando início à implementação de medidas técnicas que os solucionem, designadamente,
a execução, com a máxima urgência, das obras de substituição total da cobertura
de fibrocimento do edifício. Aliás, o tema da remoção de amianto em edifícios foi
uma das propostas que o Grupo Municipal de “Os Verdes” já apresentou nesta AML, em 2011, a qual foi aprovada
por unanimidade.
Desta
forma, o PEV concorda com a reabilitação urgente do Lote 561, através de uma
intervenção específica que deverá ter uma tramitação procedimental o mais breve
possível, contemplando, com a devida celeridade, a remoção e o acondicionamento
de materiais perigosos para a saúde dos moradores. Por tudo o exposto, mais uma
vez saudamos este acto de cidadania por parte dos peticionários.
Frederico Lira,
Grupo Municipal de “Os Verdes”
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