09/03/2008

Marcha da indignação

Portugal tem 143 mil professores, segundo as contas do Ministério da Educação. Vestidos de negro, de lenços brancos na mão, e de luto por “a escola pública já não aguentar mais”, foram 100 mil, segundo os sindicatos e a PSP.
Ou seja, foi “uma maioria qualificada de dois terços de docentes” que ontem desfilou entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio.
A exemplo do que aconteceu nos protestos realizados em muitas outras cidades portuguesas, a avaliação do desempenho e o Estatuto da Carreira Docente voltaram a ser o maior motivo para não ficar em casa.
Muitos são professores há 20 e 30 anos e nunca tinham participado numa manifestação. Outros, apesar de reconhecerem ter votado no actual Executivo, não hesitaram em expressar o seu descontentamento, participando nesta ‘Marcha da indignação’.

1 comentário:

Ana disse...

Já fui professora e deixei essa carreira por opção profissional.
Mas se alguma certeza tirei dessa minha curta experiência, foi a de que é urgente avaliar os docentes.
Senti-me muitas vezes injustiçada perante esses tais docentes com carreiras de 30 anos que em nada contribuiam para a evolução pedegagógica do nosso ensino.
Poderá o modelo que agora está em causa, não ser o mais correcto, mas não posso deixar de apoioar (e não votei PS) esta medida.

Obrigada pela atenção, Inês Cruz